Miojo Indie Naïve Bar

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O inverno chegou. É hora de vestir o casaco e se esquentar em mais uma invasão Miojo Indie no Naïve Bar. Para a festa que acontece no próximo dia 10 de julho, Cleber Facchi recebe os convidados Marcos Bacon e Vinicius Felix. Ao longo da noite, muitas jarras de mojito, R&B, Chillwave, Hip-Hop, Glitch Pop e todos aqueles sub-gêneros bizarros que você encontra no Last.fm.

Prepare-se para ouvir Tame Impala, Jamie XX, Yumi Zouma, Kendrick Lamar, Taylor Swift, Janet Jackson, Nicolas Jaar, Carly Rae Jepsen, Purity Ring, Beyoncé, Leon Bridges e NAO. Sentiu falta de um pagode obscuro dos anos 1990? Quer ouvir a música de abertura de alguma novela da Rede Globo? Peça aos DJs que eles vão tocar – ou não. Como preparativo, abaixo você encontra nossa tradicional playlist de aquecimento para a noite. Ouça:

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DJ-Kicks: 10 Discos Essenciais

Lançada em 1995 pelo selo germânico !K7 Records, a série DJ-KiCKS é de longe um dos projetos mais importantes (e versáteis) da música eletrônica atual. Originalmente pensada como um resumo da cena Techno/House que se espalhava pela Europa na década de 1990, a seleção de obras lentamente expandiu seus conceitos, absorvendo diferentes panoramas, gêneros e preferências musicais em mais de 20 anos de produção. Entre trabalhos assinadas por produtores (Four Tet, Carl Craig), músicos (Erlend Øye, Annie) e até mesmo bandas (Hot Chip, Chromeo), a série acaba ter o 50º registro apresentado ao público. Para celebrar a sequência de lançamentos, um resumo com 10 discos essenciais do catálogo DJ-KiCKS. Continue reading

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Dolphins into the Future: “Songs Of Gold, Incandescent”

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Sons extraídos da natureza, ruídos projetados por animais, o barulho do vento, ondas, crepitar das chamas e trechos de músicas produzidas por diferentes culturas espalhadas pelos quatro cantos do globo. Essa é a base do recém-lançado Songs Of Gold, Incandescent (2015), mais novo trabalho do produtor belga Lieven Martens dentro do projeto de ambient music Dolphins into the Future.

Dono de uma vasta coleção de obras disponíveis para download pelo Bandcamp, o artista transforma o novo álbum em um passeio por um imenso paraíso tropical. São captações ambientais que passeiam pelo sul de Portugal, visitam ilhas ao longo de todo o Oceano Pacífico e até ruídos Lo-Fi que parecem resgatados de alguma fita VHS dos anos 1980. Faixas que convertem o som de água fervente em música (A Treatise on Hot Water, Version), ou mesmo canções que “adaptam” o canto de antigas comunidades espalhadas pelo Hawaii (Sweeten the Mango).

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Dolphins into the Future – Songs Of Gold, Incandescent

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The Chemical Brothers: “EML Ritual” (Feat. Ali Love)

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Mesmo com poucos dias para o lançamento de Born in the Echoes (2015), Tom Rowlands e Ed Simons ainda reservam uma série de composições capazes de impressionar qualquer ouvinte. Depois de abraçar a psicodelia em Sometimes I Feel So Deserted e brincar com o pop na pegajosa Go, são os mesmos experimentos testados em Under Neon Lights, parceria com a cantora St. Vincent, que inspiram a recém-lançada EML Ritual.

De fato pensada como uma composição “ritualística”, a faixa em parceria com o cantor britânico Ali Love cresce como uma lenta sobreposição de vozes, batidas instáveis e sintetizadores sujos. São quase seis minutos em que Rowlands, Simons e Love brincam com a interpretação do ouvinte, lançado a diferentes cenários – muitos deles obscuros – sem necessariamente perder a temática dançante que abre e finaliza a canção.

Born in the Echoes (2015) será lançado no dia 17/07 pelo selo Astralwerks.

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The Chemical Brothers – EML Ritual (Feat. Ali Love)

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Crystal Castles: “Deicide”

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A polêmica saída de Alice Glass do Crystal Castles em nada parece ter afetado o trabalho de Ethan Kath. Acompanhado de uma nova colaboradora em estúdio, Edith, o produtor canadense segue a mesma trilha do lançamento anterior, Frail, para presentear o público com mais uma canção marcada pelo experimento, vocais soturnos e relação cada vez mais estreita com os primeiros registros da banda.

Em Deicide, ainda que a nova parceira fosse deixada de lado, Kath teria uma composição segura, íntima de sua própria criação. São quase cinco minutos de sintetizadores crescentes, batidas rápidas e vocal sampleado, como se a nova parceira fosse apenas um instrumento – ou boneca – como Ethan parece indicar na imagem de capa do single. Mesmo sem mais informações, Deicide e Frail fazem parte do novo álbum do Crystal Castles, registro que deve aparecer ainda em 2015.

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Crystal Castles – Decide

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Puro Instinct: “M.Y.L.”

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Cada nova música da dupla Puro Instinct é uma verdadeira surpresa. Depois de brincar com a música psicodélica em 6 Of Swords e abraçar o R&B na ainda quente Lake Como, com a chegada da inédita W.Y.L., Piper e Sky Kaplan estão de volta aos anos 1980. Quatro minutos de vocais melódicos, arranjos e temas nostálgicos, como um regresso voluntário ao mesmo universo de referências testadas pela dupla no primeiro álbum de estúdio, Headbangers In Ecstacy (2011).

A diferença em relação aos primeiros lançamentos da dupla, sempre empoeirados, efeito da influência direta de Ariel Pink como produtor, está na sonoridade límpida e pop. Do vocal desimpedido ao uso de sintetizadores pulsantes, cada segundo dentro da faixa aproxima o ouvinte de um cenário novo em relação ao breve acervo da banda.

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Puro Instinct – W.Y.L.

 

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Disco: “Piacó″, Iconili

Iconili
Nacional/Afrobeat/Instrumental
http://iconili.com.br/

A pluralidade de conceitos retratados em Tupi Novo Mundo EP (2013) parece ser apenas a ponta do iceberg colorido que sustenta o trabalho da Iconili em Piacó (2015, Independente). Partindo de uma mistura frenética de ritmos e diferentes temas instrumentais, ao abrir as portas do novo registro de inéditas do grupo mineiro, o ouvinte é instantaneamente soterrado por uma avalanche de temas e essências musicais. Referências que vão da música brasileira ao jazz norte-americano, sem necessariamente abandonar os laços cada vez mais estreitos com a cultura africana.

São 11 integrantes – André Orandi (Órgão e Sax Alto), Rafael Mandacaru (Guitarra), Gustavo Cunha (Guitarra), Victor Magalhães (Trompete), João Gabriel Machala (Trombone), Henrique Staino (Sax Tenor), Lucas Freitas (Sax Barítono), Willian Rosa (Baixo), Caio Plínio (Bateria), Rafa Nunes (Percussões) e Nara Torres (Percussões) -, artistas que não apenas atuam de forma complementar, movimentando os mais de 50 minutos do registro, como assumem posições de destaque no interior da obra, interferindo diretamente no crescimento do álbum.

Em Gentil, o nítido domínio das guitarras, instrumento que cria pequenas brechas momentâneas para a completa interferência dos metais, quase carnavalescos, dançantes. As batidas ganham ainda mais destaque em faixas como Vinicius, composição que aponta os holofotes para o time de percussionistas do coletivo. Sobram ainda faixas em que o domínio dos instrumentos de sopro prevalece, caso de Odaniô, além de músicas como Preta de Tataqui, música montada em cima de pequenos solos isolados, como diálogos (ou duelos) entre os próprios integrantes.

Tamanha interferência de ritmos e essências musicais acaba dividindo o álbum em duas frentes específicas. Como explícito logo em Jorge Botafogo, canção e abertura do trabalho, a busca por um som festivo, quente e dançante. Preferência que não apenas segue a trilha do trabalho anterior do grupo, como ainda estreita a relação da banda com os paulistanos da Bixiga 70. A diferença está na forma como o grupo mineiro mantém firme a relação com os arranjos explorados em diferentes campos da música africana, escapando sutilmente do mesmo soul/funk reforçado pelo grupo de São Paulo – principalmente no último disco de inéditas, lançado há poucos meses. Continue reading

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Beach House: “Sparks”

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A busca por um som cada vez menos complexo e de essência melódica continua a servir de base para os trabalhos assinados pela dupla Beach House. Na trilha segura do transformador Teen Dream, de 2010, em Depression Cherry (2015), quinto registro de inéditas, Victoria Legrand e Alex Scally dão um passo além em relação aos últimos discos, investindo de forma explícita uso sujo das guitarras, porém, sem necessariamente escapar do som angelical, etéreo, projetado desde o homônimo debut, de 2006, base para a recém-lançada Sparks.

Sobreposições de voz e guitarras, sintetizadores ruidosos e atos tão serenos quanto explosivos. Em mais de cinco minutos de composição, difícil não perceber o continuo cruzamento de temas e referências dentro da nova criação da dupla, cada vez mais próxima do rock alternativo dos anos 1990. Difícil não lembrar de gigantes como My Bloody Valentine, Rocketship e Slowdive, referências que lentamente distanciam o Beach House do alicerce sustentado por Galaxie 500 e outros representantes do Dream Pop nos anos 1980.

Em geral, esse registro mostra um retorno à simplicidade, com canções estruturadas em torno de uma melodia e alguns instrumentos… Aqui, nós continuamos a evoluir, ignorando completamente o contexto comercial em que estamos inseridos“, disse a vocalista no texto de apresentação da obra. Previsto para estrear no dia 28 de agosto pelo selo Sub Pop, Depression Cherry é o primeiro álbum de inéditas do casal desde o grandioso Bloom, obra apresentada em 2012 e um dos projetos mais “comerciais” já apresentados pela banda.

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Beach House – Sparks

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Blood Orange: “Do You See My Skin Through The Flames?”

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Mais do que uma busca por novas sonoridades, com o lançamento de Cupid Deluxe, em 2013, Dev Hynes passou a brincar com os próprios limites como compositor. Não por acaso toda a sequência de faixas apresentadas pelo artista – em carreira solo ou de forma colaborativa – revelaram um artista ainda mais complexo e curioso, postura nitidamente reforçada com a entrega de Do You See My Skin Through The Flames?, mais novo trabalho de Hynes pelo Blood Orange.

Com quase 11 minutos de duração, a faixa que passeia pelo Jazz, Soul, Pop dos anos 1980 e até mensagens de telefone revelam o lado político do músico. São monólogos sombrios, discussões sobre racismo, a crescente onda de atentados contra negros nos Estados Unidos, além, claro, da origem do próprio nome do projeto Blood Orange.
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Blood Orange – Do You See My Skin Through The Flames?

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Disco: “Euforia”, Pélico

Pélico
Nacional/Indie/Alternative
http://www.pelico.com.br/

Daryan Dornelles

Pélico respira aliviado. Quatro anos depois de juntar os cacos do próprio coração e colecionar versos entristecidos no segundo álbum de estúdio, Que Isso Fique Entre Nós (2011), o cantor e compositor paulistano finalmente parece ter encontrado um espaço (ou alguém) para sorrir. Caminho seguro para a continua exposição dos próprios sentimentos, Euforia (2015, Independente) revela um compositor que mesmo íntimo das experiências mais dolorosas, típicas de uma separação recente, acerta o passo, muda de direção e aposta no recomeço.

De ritmo eufórico, como o próprio título indica, o novo álbum lentamente resgata a mesma combinação melódica incorporada pelo músico no primeiro trabalho de inéditas, O último dia de um homem sem juízo (2008). Uma coleção de temas apaixonados (Sobrenatural), declarações de amor (O meu amor mora no rio) e leve carga dramática (Sozinhar-me). Referências e sonoridades temporariamente extintas por conta do clima denso e ambientação cinza do disco de 2011.

Observado de forma atenta, este talvez seja o trabalho mais comercial, pop, já lançado por Pélico. Da abertura descomplicada com Sobrenatural, uma típica “música tema de novela”, passando por outras como Olha só, Overdose ou mesmo a própria faixa-título, raros são os instantes de completo isolamento do músico, acessível a cada novo acorde ou vocal apaixonado do disco. Como escapar da guitarra “sertaneja” que corta O meu amor mora no rio ou o jogo de palavras que cresce em Sozinhar-me, canção inspirada no livro Terra Sonâmbula, do escritor moçambicano Mia Couto e um diálogo breve com a música africana.

Mesmo nos momentos mais “reclusos” da obra, caso de Vaidoso e Meu Amigo Zé, há sempre um tempero lírico ou instrumental que pesca o ouvinte com naturalidade, conduzido de forma dinâmica até o último verso do registro. A seriedade de Pélico ainda é a mesma de Que Isso Fique Entre Nós, a diferença está na forma como o cantor assume uma postura ainda mais dinâmica, íntima dos mais variados públicos. Continue reading

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