A Sunny Day In Glasgow: “Double Dutch”

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Por mais assertivo que tenha sido o regresso de Kevin Shields com M B V (2013) – o primeiro álbum do My Bloody Valentine após um hiato de 22 anos -, muito do que acompanha o veterano do Shoegaze / Dream Pop se acomoda em uma série de redundâncias naturais, típicas do gênero. Blocos colossais de ruídos, distorções tratadas de forma sobreposta e todo um catálogo de efeitos a serem dissolvidos com o passar da obra. Transformação do ponto de vista da música “comercial”, mas uma evidente continuação dentro da própria carreira de Shields – ainda mais se observarmos o detalhamento que acompanha a formação de Loveless (1991), a obra-prima do compositor.

Shields não é o único. Se você observar atentamente, muito do que orienta a formação ruidosa e os arranjos do gênero – salvo exceções -, cedo ou tarde se reconfigura em um trabalho marcado pela reciclagem de fórmulas. Do Deerhunter em Monomania (2013) – uma versão mais acelerada e crua de Microcastle (2008) -, ao Wild Nothing em Nocturne (2012) – uma nítida continuação deGemini (2010) -, veteranos e novatos acabam aos poucos atraídos pelo conforto. Curioso encontrar em Sea When Absent (2014, Lefse), novo álbum do A Sunny Day in Glasgow, uma obra que se distancia completamente desse princípio. Leia a resenha completa.

Com direção de Jen Goma e Luisa Conlon, o clipe (curtinho) de Double Dutch.

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A Sunny Day In Glasgow – Double Dutch