Baco Exu do Blues: “A Pele Que Habito” (VÍDEO)

 

Caos urbano, religiosidade, tormentos e conflitos pessoais. É necessário tempo até perceber (e absorver) todas as nuances, referências vindas de diferentes campos culturais, credos e experiências intimistas que marcam o primeiro álbum do baiano Diogo Moncorvo como Baco Exu do Blues, Esú (2017, Independente). Uma obra montada a partir de pequenos excessos e delírios pessoais, como uma representação particular da figura mitológica que o rapper original de Salvador, Bahia, sustenta como parte da própria identidade criativa.

Nascido de pequenas conexões que passam por elementos cultura Iorubá, esbarram na música negra de Chico Science e Nação Zumbi, Tim Maia e Racionais MC’s, detalham citações literárias (Jorge Amado) e cinematográficas (Pedro Almodóvar), o trabalho de essência anárquica cresce como uma obra muito maior do o mero conjunto de dez faixas parece resumir. O próprio título da obra – um provocativo jogo de palavras entre “Jesus” e “Exu” –, indica o propositado escárnio e versatilidade de Moncorvo, postura reforçada durante toda a execução da obra. Leia o texto completo.

Poucos dias após o lançamento da inédita Sinfonia do Adeus, música que veio acompanhada por um clipe de Dario Vetere, Baco Exu do Blues está de volta com um novo trabalho assinado pelo mesmo diretor. A escolhida da vez foi A Pele Que Habito, uma das canções que integram o elogiado Esú – 2º colocado na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2017. Assista:

 

Baco Exu do Blues – A Pele Que Habito