Beck: “Dreams”

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Isso é Beck ou Foster The People?“. “… Mas Beck não era um cantor triste?“. “Que merda de música!“. Essas foram algumas das frases que consegui coletar pelas redes sociais sobre o lançamento da inédita Dreams ao longo do último dia. Pequenas reações amarguradas sobre a suposta “transformação” do norte-americano em relação aos temas sombrios testados nos dois últimos trabalhos de estúdio, Modern Guilt (2008) e, principalmente, o popularmente conhecido Morning Phase (2014), vencedor do Grammy de melhor álbum em 2015. Para essas pessoas pergunto: você realmente já ouviu Beck?

Em mais de 20 anos de carreira, difícil estabelecer uma ordem ou gênero exato em relação ao trabalhodo cantor. Melhor prova disso está na quebra ou talvez regresso temático explorado na recém-lançada composição. Diálogo imediato com a fase mais dançante do cantor, a nova faixa traz de volta o mesmo som dançante de obras como Midnite Vultures (1999), substituindo as pequenas variações do Funk/R&B por elementos do pop. Cinco minutos de vozes e guitarras divertidas. Uma representação exata do mesmo clima despretensioso que invade as apresentações ao vivo do músico.

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Beck – Dreams

Criador do Miojo Indie, trabalhou como coordenador de Mídias Sociais na Editora Abril, editor de entretenimento e cultura no Huffington Post, editor de conteúdo no Itaú. Pai do Pudim, “ataca de DJ” nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.