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Caribou

A sonoridade elaborada do canadense Daniel Snaith e seu Caribou alcança um patamar verdadeiramente interessante. É musica eletrônica de qualidade, porém imersa na sonoridade psicodélica e experimental fazendo o projeto alcançar uma musicalidade composta e bem estruturada. São três discos de profundo primor e uma alternativa eficiente para a música eletrônica convencional.

The Milk Of Human Kindness lançado em 2005 e primeiro trabalho com o Caribou (o músico também conta com o projeto Manitoba de sonoridade bem similar) é um bom disco, contudo mantém um repertório quase chillout e comportado, diferente do que seria encontrado nos discos seguintes. Parece até Snaith busca que sonoridade deve seguir.

A percussão, elemento que se mantém efetivo principalmente nas apresentações ao vivo do músico, aparece de maneira diminuta no disco se manifestando em poucas canções, vide Brahminy Kite. O uso de uma sonoridade mais orgânica que eletrônica fica bem visível em boa parte das musicas do álbum. Um exemplo é Hello Hammerhead que muito lembra uma canção folk da década de 60.

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A sonoridade menos artificial do primeiro álbum se mantém em Andorra, segundo disco do músico, mas agora o trabalho ganhava doses de efeitos de eletrônica em meio às camadas de música orgânica que compõem as faixas. As canções agora parecem melhor organizadas que o trabalho anterior, como se o músico de fato soubesse que rumo tomar. Melody Day, Sfter Hours e Eli são boas canções com levada psicodélica que movimentam o disco. O álbum encerra ainda com Niobe, faixa mais eletrônica do disco, e que apontava o rumo que o músico tomaria no trabalho seguinte.

Lançado em abril deste ano, Swim é o melhor trabalho do Caribou até agora.  Menos orgânico e muito mais voltado para a sonoridade eletrônica, o terceiro disco de Daniel Snaith agrega boas canções e faixas menos experimentais que os trabalhos anteriores. A percussão e o uso de elementos orgânicos estão nas faixas, mas atuam muito mais como plano de fundo para elas. De cara o músico nos entrega Odessa, Sun e Kaili, três faixas prontas para as pistas. O uso de elementos percussivos e musicalidade não eletrônica volta em Bowls, faixa que cresce em seus mais de seis minutos de duração. Jamelia com seus teclados dão ao álbum um digno encerramento.

Diferente dos discos anteriores Swim é conciso, todas as faixas seguem uma linha muito próxima, sem abrir espaço para a inclusão de canções mais curtas (algumas pareciam até restos de estúdio) como acontece nos dois primeiros discos. A grande força do álbum está justamente na qualidade do músico em se reinventar, mantendo elementos que lhe trouxeram sucesso e trazendo uma nova fórmula para que sua sonoridade não se desgaste.

 

The Milk Of Human Kindness (2005)
“Yeti” – 5:01
“Subotnick” – 1:05
“A Final Warning” – 7:15
“Lord Leopard” – 1:37
“Bees” – 5:23
“Hands First” – 0:29
“Hello Hammerheads” – 2:42
“Brahminy Kite” – 5:22
“Drumheller” – 1:33
“Pelican Narrows” – 3:50
“Barnowl” – 5:50

Nota: 7.9
Para quem gosta de: Manitoba, Four Tet e Pantha Du Prince
Ouça: Yeti e Bees


Andorra (2007)
“Melody Day” – 4:11
“Sandy” – 4:09
“After Hours” – 6:15
“She’s the One” – 3:59
“Desiree” – 4:12
“Eli” – 3:04
“Sundialing” – 4:40
“Irene” – 3:38
“Niobe” – 8:51

Nota: 8.3
Para quem gosta de: Manitoba, Four Tet e Pantha Du Prince
Ouça: Melody Day, Sandy e Eli

 


Swim (2010)

“Odessa” – 5:15
“Sun” – 5:44
“Kaili” – 4:41
“Found Out” – 3:18
“Bowls” – 6:20
“Leave House” – 5:11
“Hannibal” – 6:14
“Lalibela” – 2:25
“Jamelia” – 3:58

Nota: 8.9
Para quem gosta de: Manitoba, Four Tet e Pantha Du Prince
Ouça: Odessa, Sun e Jamelia