Category Archives: Clipes

Wild Beasts: “Get My Bang” (VÍDEO)

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Poucos artistas do atual catálogo de bandas britânicas parecem donas de um som tão maduro quanto o Wild Beasts. Com dois trabalhos de peso lançados nos últimos cinco anos – Smother (2011) e Present Tense (2014) –, o grupo de Kendal, Inglaterra coleciona referências e ritmos, indo da literatura brasileira à música minimalista dos anos 1970, conceito que parece ampliado em Get My Bang, primeira faixa do novo álbum de inéditas da banda: Boy King (2016).

Inaugurada pelo uso de batidas e arranjos tímidos, a composição parece crescer lentamente, sem pressa, detalhando um universo de ruídos eletrônicos, samples e elementos que revelam o lado mais “dançante” do quarteto britânico. Quarta faixa do disco, Get My Bang é apenas a primeira das 10 canções inéditas que o grupo reserva para o trabalho. A produção do álbum ficou por conta do concorrido John Congleton, produtor que já trabalhou com nomes como Franz Ferdinand, St. Vincent e Swans.

Boy King (2016) será lançado no dia 05/08 pelo selo Domino.

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Wild Beasts – Get My Bang

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Whitney: “No Matter Where We Go” (VÍDEO)

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Aos poucos o coletivo Whitney se transforma em um dos projetos mais graciosos e interessantes da presente cena dos Estados Unidos. Comandada por Max Kakacek (ex-integrante do Smith Westerns) e Julien Ehrlich (baterista do Unknown Mortal Orchestra), a banda que nos últimos meses presenteou o público com as delicadas Golden Days e No Woman, acaba de revelar uma de suas canções mais pegajosas até aqui: No Matter Where We Go.

Trata-se de uma encantadora declaração de amor que se estende do primeiro ao último verso. Um jogo seguro de guitarras íntimas dos anos 1970, vozes marcadas pela sutileza e sentimentos sempre confessos. Uma típica composição do UMO, porém, livre da base psicodélica que orienta o trabalho do grupo neo-zelandês. Junto da canção, o grupo aproveita para lançar o clipe da faixa, trabalho dirigido por Alan Del Rio Oritz.

Light Upon The Lake (2016) será lançado no dia 03/06 pelo selo Secretly Canadian.

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Whitney – No Matter Where We Go

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Mitski: “Happy” (VÍDEO)

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Com o lançamento de Your Best American Girl, há poucas semanas, a cantora e compositor nova-iorquina Mitski Miyawaki parecia indicar a mudança de direção dentro do próprio trabalho. Ao mesmo tempo em que parece seguir a trilha deixada em obras como Lush (2012) e Bury Me At Makeout Creek (2014), vozes, versos e principalmente os arranjos apontam para um cenário completamente novo, estranho, mudança talvez percebida com maior naturalidade na recém-lançada Happy.

Uma das canções que abastecem o novo registro de inéditas da musicista, o aguardado Puberty 2(2016), Happy transporta a mesma poesia descritiva e pessimista da cantora para um cenário musicalmente transformado. Da batida eletrônica que cresce ao fundo da canção, passando pela lenta inserção das guitarras, sempre acolhedoras e quentes, Miyawaki mais uma vez perverte a própria obra, esbarrando em aspectos curiosos da recente fase de artistas como St. Vincent e Tune-Yards. Para o clipe da canção – um dos melhores de 2016 – uma perturbadora história de traição dirigida por Maegan Houang.

Puberty 2 (2016) será lançado no dia 17/06 pelo selo Dead Oceans.

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Mitski – Happy

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Laure Briard: “Toi et Moi” (VÍDEO)

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Versos em francês divididos entre o amor e a melancolia, batidas, vozes e arranjos sempre contidos, deliciosamente sedutores. Quem conheceu o trabalho de Laure Briard em Révélation, álbum apresentado em 2015, sabe do caráter nostálgico que move o trabalho da cantora e compositora de Toulouse. Um passeio delicado pela música francesa dos anos 1960/1970, preferência que volta a se repetir no novo registro de inéditas da jovem artista: Sur la Piste de Danse (2016).

Canção escolhida por Briard para anunciar o novo disco, Toi et Moi segue um ritmo ainda mais lento em relação aos últimos lançamentos da cantora. Pianos e guitarras que funcionam como um delicado pano de fundo para a voz da artista francesa. Junto da canção, curtinha, apaixonada, o clipe assumido por Michelle Blades, trabalho que foca no isolamento da cantora.

Sur la Piste de Danse (2016) será lançado no dia 24/06 pelo selo Midnight Special.

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Laure Briard – Toi et Moi

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Danny L Harle: “Ashes of Love” (ft. Caroline Polachek) [VíDEO]

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Pouco a pouco, Danny L Harle se transforma no novo queridinho da música pop. Depois decolaborar com a cantora canadense Carly Rae Japsen na produção de um material ainda inédito, Harle, um dos principais nomes do selo PC Music está de volta com uma nova colaboração: Ashes of Love. Produtor responsável pela faixa, o britânico decidiu convidar a cantora e compositora nova-iorquina Caroline Polacheck, do Chairlift, responsável pelos versos e vozes que sustentam a faixa.

Partindo exatamente de onde o produtor parou no último ano com o EP Broken Flowers, a nova composição sobrevive do contraste entre a letra essencialmente melancólica e as batidas prontas para as pistas. Um duelo inusitado entre a voz de Polacheck e a trilha de sintetizadores frenéticos deixada pelo britânico. Uma espécie de “remix” do mesmo material apresentado há poucos meses pela cantora em Moth (2016), terceiro álbum de estúdio do Chairlift. A direção do clipe ficou por conta de Sam Rolfes.

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Danny L Harle – Ashes of Love (ft. Caroline Polachek)

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Boogarins: “Benzin” (VÍDEO)

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Leve. Dois anos após o jogo de cores e exageros lisérgicos que marcam o inaugural As Plantas que Curam (2013), estreia do grupo goiano Boogarins, Dinho Almeida, Benke Ferraz e os parceiros Raphael Vaz e Ynaiã Benthroldo mergulham de cabeça no plano onírico para encorpar as canções do recém-lançado Manual (2015, StereoMono). Uma coleção de vozes delicadas e arranjos tingidos pela nostalgia da música psicodélica, mas que encontram no descompromisso sorridente da banda um poderoso traço de identidade.

Em um nítido distanciamento da herança deixada por veteranos (Os Mutantes, The Kinks) e novatos (Tame Impala, Foxygen) do rock psicodélico, cada faixa do presente disco reforça a capacidade do grupo brasileiro em brincar com a própria essência musical. Instantes, quebras e colagens descomplicadas em que o grupo passeia pelo minimalismo da bossa nova (Cuerdo), autoriza a explosão das guitarras (Avalanche) ou simplesmente colide fórmulas (Mario de Andrade / Selvagem) sempre em busca de um som não linear. Leia o texto completo.

Originalmente apresentada no álbum de estreia do grupo goiano Carne Doce, Benzin foi a escolhida para se transformar no primeiro clipe de Manual (2015), segundo registro de inéditas da Boogarins. Gravado na Chapada dos Veadeiros, o vídeo conta com a presença de Salma Jo, vocalista do Carne Doce. A direção do material leva a assinatura de Cléver Cardoso. Assista:

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Boogarins – Benzin

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De Bolso: “Envelhecer”

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Envelhecer (2016), esse é o nome do primeiro álbum de estúdio do grupo paulistano De Bolso. São oito composições que flutuam com delicadeza entre a MPB dos anos 1970 e o folk. Um material essencialmente delicado, preciso, efeito da colaboração entre os integrantes Diego Bravo (percussão e backing vocals), Fred Rocha (voz, violão, baixo e cavaco), Karin Hueck (voz, teclado e caixinha de música) e Tiago Van Deursen (voz, violão, gaita e cavaco).

Uma tímida coleção de versos marcados por temas cotidianos (Diálogo de Dois Amigos) e declarações de amor (Gaiola, Cantar de Pássaro) que se espalham do primeiro ao último instante da obra. Para apresentar o registro – que pode ser apreciado gratuitamente no Youtube ou Soundcloud –, a banda entrega ao público o clipe de Esquina, faixa de abertura do disco e uma animação que conta com a assinatura do mineiro Alisson Lima.

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De Bolso – Esquina

De Bolso – Envelhecer

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Hinds: “Easy” (VÍDEO)

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Quem acompanha as garotas do Hinds em diferentes redes sociais – como Instagram ou Facebook– sabe do caráter “descompromissado” que movimenta o cotidiano de cada integrante da banda. Noites embriagadas que passeiam por diferentes bares de Madrid – cidade onde o grupo foi formado -, festas, apresentações em pontos distintos da Europa e pequenas doses de exagero. Um estímulo para o material essencialmente instável que abastece cada uma das canções do primeiro registro de inéditas do quarteto, Leave Me Alone (2016, Lucky Number).

Verdadeiro catálogo de gravações caseiras, o álbum de 12 faixas empoeiradas parece seguir uma cartilha de regras e conceitos próprios. “Nuestras mierdas, nuestras reglas”, como definiram as integrantes da banda em entrevista à NME. São vozes sujas, arranjos anárquicos, canções de amor (I LL Be Your Man) e separação (San Pedro) que se perdem em um mundo de guitarras pegajosos que seriam facilmente encontrados nos trabalhos de grupos como Wavves e Black Lips – este último, influência confessa do quarteto espanhol e parceiro em uma turnê realizada no último ano. Leia o texto completo.

Uma das melhores composições de Leave Me Alone (2016), Easy foi a escolhida para se transformar no novo clipe do Hinds. A direção do vídeo é de John Strong.

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Hinds – Easy

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Anna of The North: “Baby” (VÍDEO)

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Batidas e arranjos sempre minimalistas, tímidas, a voz doce e versos que tratam de relacionamentos fracassados, medos e confissões românticas. É fácil ser seduzido pelo trabalho da jovem Anna Lotterud. Dona de uma sequência de composições assinadas como Anna of the North, a cantora, compositora e produtor escandinava acumula no próprio perfil no soundcloud um vasto acervo de faixas marcadas pela saudade; faixas como Sway e a mais recente delas, Baby.

Em uma estrutura que cresce lentamente, revelando vozes e sintetizadores que são apresentados ao público em pequenas doses, a composição de versos dolorosos parece seguir uma trilha intimista, rompendo com o trabalho de outras conterrâneas da cena escandinava. Uma espécie de interpretação mais “lenta” do mesmo material dançante produzido pelo CHVRCHES em The Bones of What You Believe (2013), percepção clara desde o single anterior, The DreamerAssisa ao colorido clipe da canção:

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Anna of The North – Baby

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Nite Jewel: “Kiss The Screen” (VÍDEO)

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Poucas vezes antes Ramona Gonzalez pareceu tão “pop” e acessível ao grande público quanto emKiss The Screen. Mais recente single do novo álbum de inéditas da artista californiana como Nite Jewel, Liquid Cool (2016), a nova composição amplia de forma curiosa e dançante parte do material apresentado há quatro anos com o trabalho One Second of Love, de 2012. Uma versão “simplificada” do Dream Pop eletrônico que acompanha a artista desde final da década passada.

Menos complexa do que a antecessora Boo Hoo, composição apresentada ao público há poucas semanas, Kiss The Screen mostra o peso dos vocais e sintetizadores no trabalho de Gonzalez. Difícil não lembrar das canções produzidas por Caroline Polachek para o Chairlift e, em menor escala, no som dançante de Sprawl II (Mountains Beyond Mountains), música de encerramento do terceiro álbum de estúdio do Arcade Fire, The Suburbs (2010). A direção do clipe conta com a assinatura de Delaney Bishop.

Liquid Cool (2016) será lançado no dia 10/06 pelo selo Gloriette.

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Nite Jewel – Kiss The Screen

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