Category Archives: Clipes

Panda Bear: “Boys Latin”

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Com o lançamento de Mr Noah EP (2014) há poucos meses, Noah Lennox revelou ao público parte dos conceitos que devem sustentar Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), o quinto registro solo do músico como Panda Bear. Em busca de novidade, Lennox, também integrante da banda Animal Collective, deixa de lado a sonoridade em “preto e branco” explorada em Tomboy (2011) para investir em uma série de ambientações eletrônicas, estrutura ampliada em cada uma das quatro composições do recente trabalho.

Em Boys Latin, uma das 13 faixas que abastecem o (ainda) inédito registro, Panda Bear não apenas reforça a base eletrônica que vem desenvolvendo nos últimos meses, como ainda flerta com o pop. Enquanto os vocais crescem como uma espécie de mantra, o uso de arranjos quase dançantes invadem o mesmo território de Doin’ it right, parceria com Daft Punk em Random Access Memories (2013). Para a divulgação do novo single, Lennox convidou os diretores Isaiah Saxon e Sean Hellfritsch, membros pela produtora Encyclopedia Pictura e responsáveis pela belíssima animação que acompanha o trabalho.

Agendado para o dia 13 de janeiro,Panda Bear Meets the Grim Reaper conta com distribuição pelo selo Domino Records.

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Panda Bear – Boys Latin

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Supercordas: “Sobre o Amor e Pedras”

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Longe de repetir o longo hiato de seis anos que separa o clássico Seres Verdes Ao Redor (2006) de A Mágica Deriva Dos Elefantes (2012), a banda carioca Supercordas reserva para 2015 a chegada do terceiro álbum de inéditas. Em novo selo, o grupo formado em 2003, se despede da Midsummer Madness para integrar o catálogo da Balaclava Records, casa de Holger, Séculos Apaixonados, Câmera e outros responsáveis por alguns dos melhores registros de 2014. Antes mesmo de entrar em estúdio, uma novidade: a inédita Sobre o Amor e Pedras.

Possivelmente uma das canções mais acessíveis da banda, a faixa de ritmo dançante e versos fáceis aos poucos transporta o coletivo para um cenário quase inédito, flertando com temas típicos do Tame Impala em Lonerism (2012), além de visitar o último registro solo do vocalista Bonifrate, Museu de Arte Moderna (2013). Sobre o Amor e Pedras conta com download gratuito no site da Balaclava. Acima o clipe da canção, trabalho dirigido por Giuliano Gerbasi.

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Supercordas – Sobre o Amor e Pedras

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Dan Deacon: “Feel The Lightning”

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Quem ainda não se recuperou da avalanche de sintetizadores, colagens eletrônicas e ruídos orquestrados no excelente America, de 2012, precisa tomar fôlego agora, afinal, o novo álbum do canadense Dan Deacon já está a caminho. Sob o título de Gliss Riffer (2015), o trabalho reservado para 24 de fevereiro do próximo ano deve seguir a trilha melódica e certa dose de “controle” reforçados no lançamento anterior, sensação reforçada durante os mais de cinco minutos da música Feel The Lightning, primeiro exemplar do novo disco.

Enquanto cria uma verdadeira muralha de sintetizadores e vozes robóticas, um canto doce corre ao fundo da canção, uma das mais acessíveis desde o material apresentado em Spiderman of the Rings, em 2007. Para dar vida ao som estranho da canção, Deacon convidou o diretor Andrew Jeffrey Wright, responsável pelas imagens coloridas, móveis dançantes e estranhos objetos que aparecem no decorrer do clipe. Gliss Riffer conta com lançamento pelo selo Domino, mesmo do último álbum do produtor.

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Dan Deacon – Feel The Lightning

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Pharmakon: “Bestial Burden”

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Fígado, ossos, coração, costelas e um bloco cru de carne em decomposição. Por mais gratuita que a fotografia de Bestial Burden (2014, Sacred Bones) possa parecer, a construção perturbadora da imagem reforça o contexto honesto (e nauseante) em torno do trabalho de Margaret Chardiet. “Desejo mostrar [ao público] o corpo como um pedaço de carne e células que se transformam, falham e traem você. Algo banal e sem importância”, explicou em entrevista.

Mesmo instalada em um ambiente próximo de Abandon (2012), o material explorado ao longo do novo registro se movimenta de forma distinta. Como explícito na capa da obra, ou mesmo na voz sufocada da faixa de abertura, Vacuum, o segundo registro do Pharmakon pelo Sacred Bones é um exercício de interpretação de Chardiet sobre o próprio corpo. Gritos, grunhidos, escarro, tosse e toda uma colisão de ecos sujos que parecem reproduzir o lento “apodrecimento” dos indivíduos. Leia o texto completo.

Abaixo você encontra o curta dirigido por Nina Hartmann e Margaret Chardiet inspirado no novo disco. Bestial Burden integra nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014.

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Pharmakon – Bestial Burden

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Belle & Sebastian: “Nobody’s Empire”

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Perto de completar os 20 anos de carreira, Stuart Murdoch e os parceiros do Belle & Sebastian continuam a promover o mesmo som melódico e assertivo lançado nos inaugurais Tigermilk (1996) e If You’re Feeling Sinister (1996). Com Girls in Peacetime Want to Dance (2015), o nono registro em estúdio, previsto para estrear no dia 19 de janeiro do próximo ano, o coletivo de Glasgow transforma a recém-lançada Nobody’s Empire em uma ponte para a boa fase na década de 1990 e a sequência de boas obras desenvolvidas desde a chegada de Dear Catastrophe Waitress (2003).

Faixa de abertura do novo disco, a delicada criação parece mergulhar em um cenário distinto em relação ao material “dançante” anteriormente exposto no single The Party Line. Com versos confessionais que atravessam a infância do próprio vocalista, a faixa aos poucos estabelece no vídeo dirigido entre Blair Young e Murdoch uma diálogo com a capa do registro. Produzido por Ben H. Allen (Animal Collective, Washed Out) Girls in Peacetime Want to Dance conta com distribuição pelo selo Matador.

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Belle & Sebastian – Nobody’s Empire

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Death Grips: “Inanimate Sensation”

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O fim das atividades do Death Grips há poucos meses de forma alguma deve prejudicar o lançamento de Jenny Death. Segunda parte do duplo The Powers That B, registro duplo que teve a primeira metade – Niggas on the Moon – apresentada há poucos meses, o trabalho acaba de receber um novo estímulo antes de ser oficialmente entregue ao público. É hora de conhecer Inanimate Sensation, uma das composições do registro que ainda conta com os samples de voz da cantora Björk, além, claro, dos ruídos e rimas sujas que apresentaram o coletivo em 2010.

Tão insana quanto todo o material apresentado no registro anterior, a faixa de seis minutos parece concentrar todos os acertos do DG: a rima eletrônica de Stefan Burnett, batidas quebradas típicas de Zach Hill e os sintetizadores sujos de Andy Morin. Em ritmo acelerado, a música ainda conta com a nítida interferência de Björk. Além da nova música, o (falecido) grupo assina a direção da faixa em que Burnett aparece rimando em meio a estranhas imagens digitais.

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Death Grips – Inanimate Sensation

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Perfume Genius: “Fool”

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Mike Hadreas é um especialista em brincar com os contrastes. Desde o primeiro álbum como Perfume Genius, Learning (2010), o enquadramento sutil dos arranjos segue em oposição ao lirismo grandioso, quase cênico, incorporado em cada verso. Não diferente é a estrutura abordada em Put Your Back N 2 It, obra entregue dois anos mais tarde e uma espécie de extensão (ainda mais) dolorosa do ambiente construído no disco de estreia. Contudo, ao abrir as cortinas do terceiro álbum da carreira, Too Bright (2014, Matador), o compositor revela ao ouvinte uma série de elementos surpresa.

Imenso palco iluminado pelo experimento, o presente registro é uma obra que se expande grandiosa, seduzindo com naturalidade o espectador, sem elementos opositivos. Ainda que marcado por sóbrios instantes de minimalismo, referências típicas do músico, grande parte das canções surgem de forma intensa, “brilhantes” e espalhafatosas,  fazendo valer o título do álbum. Mais uma vez acompanhado pelo produtor Ali Chant e Adrian Utley, do Portishead – responsável pelos sintetizadores do disco -, Hadreas soluciona uma obra em que arranjos e temas funcionam paralelamente, tratando na fluidez dos elementos uma espécie de espetáculo triste. Leia a resenha completa.

Seguindo a trilha dos últimos vídeos com a diretora Charlotte Rutherford, agora Hadreas apresente o clipe (surreal) da música Fool.

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Perfume Genius – Fool

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The Decemberists: “Lake Song”

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Aos poucos o novo álbum do grupo norte-americano The Decemberists começa a se formar. Passado o lançamento de Make You Better e consequente lançamento da composição em clipe – com participação de Nick Offerman da série Parks & Recreation -, é hora de ter acesso ao mais novo fragmento de What A Terrible World, What A Beautiful World (2015). Econômica em relação ao último trabalho do grupo, a inédita Lake Song reforça a capacidade da banda em lidar com as melodias de forma acessível e naturalmente melancólica.

A voz característica de Colin Meloy, um agregado tímido de pianos e violões, versos conduzidos pela beleza dos sentimentos. Durante os quase seis minutos da nova faixa, toda a atmosfera conquistada pela banda em The King Is Dead, de 2011, volta a ser ressaltada. Para a divulgação da nova composição, Meloy e os parceiros convidaram o diretor Jason Roark para a produção de um lyric video que mostra o grupo atuando em estúdio. Com distribuição pelos selos Rough Trade e Capitol, What A Terrible World, What A Beautiful World tem lançamento previsto para 19 de janeiro.

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The Decemberists – Lake Song

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Jessie Ware: “You & I (Forever)”

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Sutileza em oposição à imponência. Do ambiente ocupado por arranjos e batidas fortes em Devotion (2012), estreia de Jessie Ware, apenas a voz expressiva da cantora permanece imutável na sequência Tough Love (2014, Island / PMR). Partindo da mesma curva leve assumida em faixas como Running e Sweet Talk, do trabalho anterior, Ware escapa lentamente do (desgastado) R&B pastiche da década de 1990, uma solução coesa e necessária para o crescimento da obra, capaz de movimentar com naturalidade todo um novo acervo de conceitos e sonoridades.

Entregue em parcelas, com músicas apresentadas em pequenos intervalos semanais, Tough Love está longe de parecer uma obra já decifrada pelo público. Ainda que o ouvinte tenha saboreado algumas das principais canções do disco, as peças lançadas desde o anúncio do registro são aleatórias. Fragmentos agora montados e desvendados com a mesma leveza que rege o álbum. Leia a resenha completa.

Assista abaixo ao clipe de You & I (Forever), uma das canções que recheiam o novo álbum de Jessie Ware, Tough Love.

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Jessie Ware – You & I (Forever)

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Charli XCX: “Breaking Up”

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Como reforçado desde o lançamento de Superlove, ainda em 2013, a sonoridade explorada por Charli XCX em Sucker (2014) parece bem diferente do material apresentado em True Romance (2013). Mesmo que bases eletrônicas e pequenas adaptações do pop acompanhem de perto a voz da cantora em Boom Clap e Break The Rules, uma atenta audição logo revela o completo domínio das guitarras. Bem explorado no single anterior, Gold Coins, o instrumento ganha ainda mais destaque com a inédita Breaking Up.

Quarta faixa do novo álbum de XCX, a composição sustenta em poucos minutos um acervo de acordes rápidos e versos grudentos, típicos da cantora. Além da interferência de Patrik Berge, principal produtor do trabalho, Breaking Up conta com a presença do guitarrista sueco Markus Krunegård. Oficialmente, a estreia de Sucker está agendada para o dia 16 de dezembro. Assista abaixo ao clipe de Breaking Up, trabalho dirigido por BRTHR.

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Charli XCX – Breaking Up

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