A evolução de Moses Sumney é constante. Responsável por algumas das mais belas composições que invadiram a cena californiana nos últimos meses – como Everlasting Sigh e Worth It –, o cantor e compositor anuncia para a próxima sexta-feira (30 de setembro) a chegada de mais um novo EP. Trata-se de Lamentations (2016), uma espécie de coletânea com algumas das principais faixas produzidas pelo músico desde o single Seeds, trabalho entregue ao público ainda em 2015.

Para anunciar a chegada do novo registro, Sumney apresenta ao público mais uma composição inédita: Lonely World. Produzida em parceria com o conterrâneo Thundercat, a faixa segue a trilha dos últimos trabalhos do músico, sempre crescente, detalhando uma coleção de vozes, arranjos acústicos e detalhes que tanto dialogam com os primeiros registros de Sumney, como com os trabalhos do quarteto nova-iorquino Grizzly Bear. A canção ainda chega acompanhada de um clipe dirigido por Sam Cannon.

 

Moses Sumney – Lonely World

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Poucos meses após o lançamento de Beauty Behind the Madness – 43º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015 –, Abel Tesfaye está de volta com um novo registro de inéditas. Intitulado Starboy (2016), o sexto álbum de inéditas do cantor e produtor canadense parece seguir exatamente de onde o artista parou há poucos meses em músicas como Can’t Feel My Face, The Hills e Often, ou pelo menos é isso que a faixa-título do trabalho acaba reforçando.

Produzida em parceria com a dupla francesa Daft Punk, a canção flutua em meio a batidas e pianos limpos, detalhando a voz e os versos melancólicos de Tesfaye. De forma sutil e naturalmente intimista, a mesma atmosfera eletrônica que marca o trabalho de Kanye West em Yeezus (2013), obra que contou com a participação do duo robótico em parte das composições. Além da presente faixa, o novo álbum ainda conta com outras 17 faixas inéditas. O clipe de Starboy conta com direção de Grant Singer.

Starboy (2016) será lançado no dia 25/11 via XO/Republic.

The Weeknd – Starboy

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Cada nova composição apresentada pelo Chromatics traz de volta a expectativa para o chegada do aguardado Dear Tommy. Quinto álbum de estúdio do grupo norte-americano comandado por Johnny Jewel, o registro originalmente previsto para 2015 teve parte de suas canções apresentadas ao público – como In Films e I Can Never Be Myself When You’re Around –, porém, segue livre de uma possível data de lançamento.

Enquanto o disco – que conta com 17 composições – não chega, o jeito é correr atrás dos pequenos lançamentos do grupo. É o caso de Magazine, mais recente criação do Chromatics e uma das poucas canções assumidas pela voz de Jewel. Feita sob encomenda, a canção é parte do novo filme da diretora belga Fien Troch, Home (2016), trabalho que ainda conta com canções do outro projeto do músico, o Symmetry.

 

Chromatics – Magazine

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Japão (2016), esse é o título do primeiro trabalho de Ale Sater (Terno Rei) em carreira solo. Com lançamento pelo selo paulistano Balaclava Records, o registro de apenas seis faixas sustenta na melancolia, memórias extraídas da infância e arranjos contidos a base para cada uma das canções produzidas pelo músico. Composições como a minimalista Seca, faixa escolhida para apresentar o álbum, e Pipa, música escolhida para se transformar no mais novo clipe de Sater.

Enquanto os versos da composição resgatam uma seleção de memórias nostálgicas – “Piratininga às oito horas da manhã / Café-com-leite e futebol / Naquele dia eu não sumi foi por querer” –, nos arranjos, a guitarra de Sater cresce lentamente, cercada pelo uso de palmas sampleadas e o uso atmosférico de pequenos ruídos. Um melancólico pano de fundo para a delicada animação produzida e dirigida por Beatriz Pacheco Gavião.

 

Ale Sater – Pipa

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Em quase duas décadas de atuação, Svein Berge e Torbjørn Brundtland sempre encararam o Röyksopp como um projeto de puro experimento, proposta que em nenhum momento impediu a dupla norueguesa de testar novas sonoridades e temas dançantes. Em Never Ever, mais recente lançamento dos produtores, uma perfeita representação do lado “pop” da dupla, capaz de mergulhar nas pistas de forma essencialmente leve e, ao mesmo tempo, criativa.

Produzido em parceria com a cantora Susanne Sundfør, artista que colaborou com a dupla durante o lançamento do álbum The Inevitable End (2014), último registro em estúdio do Röyksopp, a nova faixa mostra toda a capacidade da dupla em produzir uma canção movida pela leveza dos sintetizadores e vozes. São pouco mais de três minutos em que uma avalanche de sintetizadores e a voz limpa de Sundfør, no melhor estilo La Roux, parecem convidar o ouvinte para dançar. A direção do colorido clipe da faixa é da própria dupla.

Röyksopp – Never Ever (ft. Susanne Sundfør)

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Vozes sussurradas, batidas e sintetizadores minimalistas, arranjos sempre contidos, tímidos. Em Saturday Night, mais recente lançamento do cantor e compositor Devendra Banhart, todos os elementos da canção chegam até o ouvinte com extrema delicadeza. O olhar melancólico do cantor sobre o isolamento de um personagem – talvez ele mesmo – em um sábado à noite. Versos que flutuam em uma atmosfera simples, porém, essencialmente acolhedora.

Íntima da essência “oitentista” de nomes como Ariel Pink e Twin Shadow – principalmente no álbum Forget (2010) –, Saturday Night é parte do nono e mais recente disco de inéditas de Banhart: Ape In Pink Marble (2016). Para o clipe da composição, trabalho dirigido por Jon Beasley e Isabelle Albuquerque, o cantor aparece dançando com bebês e até um cachorro no cenário parcialmente iluminado de uma pista de dança.

 

Devendra Banhart – Saturday Night

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É difícil não se emocionar com o trabalho produzido por Natalie Mering. Cantora e compositora responsável pelo Weyes Blood, a artista norte-americana reserva para o meio de outubro a chegada do segundo álbum de inéditas da carreira, Front Row Seat To Earth (2016). Sucessor dos elogiados The Innocents (2014) e Cardamom Times EP, este último, lançado há pouco menos de um ano, o aguardado registro acaba de ter mais uma de suas canções reveladas ao público: Do You Need My Love.

Marcada pelos detalhes, a nova faixa confirma a travessia de Mering pelo som produzido no meio da década de 1970, proposta anunciada durante o lançamento deSeven Worlds, há poucas semanas, porém, reforçada com naturalidade dentro da presente faixa. Um ato extenso, íntimo dos trabalhos de Karen Dalton. Pouco mais de seis minutos em que a cantora explora de forma melancólica os próprios sentimentos, mergulha em um oceano de temas orquestrais e vozes em coro, revelando ao público uma de suas composições mais delicadas. O clipe da canção conta com direção de Natalie Mering.

Front Row Seat To Earth (2016) será lançado no dia 21/10 via Mexican Summer.

Weyes Blood – Do You Need My Love

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David Longstreth nunca seguiu uma trilha confortável como integrante do Dirty Projectors. Basta voltar os ouvidos para trabalhos como Slaves’ Graves and Ballads (2004), The Getty Address (2005) e Bitte Orca (2009) para perceber os instantes de experimento que costuram toda a discografia do cantor e compositor nova-iorquino. Entretanto, ao esbarrar na inédita Keep Your Name, Longstreth distorce grande parte da própria obra, brincando com as batidas, temas eletrônicos e vozes de forma particular.

Enquanto a base da canção dá voltas em torno da melodia e versos de Impregnable Question, um delicado fragmento romântico do álbum Swing Lo Magellan (2012), Longstreth detalha a própria melancolia, revelando uma sequência de versos centrados na temática da separação. Ponto de partida para o novo álbum do Dirty Projectors, o clipe de Keep Your Name ainda conta com a presença do diretor Elon Rutberg, colaborador de longa data do rapper Kanye West.

 

Dirty Projectors – Keep Your Name

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Por mais irregular que sejam os trabalhos do Empire of The Sun, uma coisa é certa: sempre haverá uma canção pegajosa dentro de cada registro produzido pela dupla australiana. Foi assim com a pegajosa faixa-título de Walking on a Dream (2008), música que apresentou a banda no final da década passada, Alive, canção entregue ao público no álbum Ice on the Dune (2013), e agora High & Low, faixa escolhida para anunciar o novo álbum dos parceiros Luke Steele e Nick Littlemore: Two Vines (2016).

Do refrão pegajoso que dança pela cabeça do ouvinte, passando pelas batidas prontas para as pistas, até alcançar os instantes em que o ritmo da canção diminui e o refrão cresce, todos os clichês testados pelo EOTS estão dentro da faixa. Um pop semi-psicodélico, íntimo de grande parte das ambientações e temas musicais que foram apresentados ao público em grande parte dos anos 2000. O primeiro fragmento da série de 15 faixas que a dupla reserva para o novo álbum.

Two Vines (2016) será lançado no dia 28/10 via Astralwerks.

Empire Of The Sun – High And Low

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Em 2013, com o lançamento de Heartthrob, as irmãs Tegan e Sara Quin assumiram de vez a busca por um som cada vez mais pop, dançante e íntimo das experiências musicais testadas ao longo de toda a década de 1980. Entre faixas como Closer e I Was a Fool, a explícita desconstrução do material intimista incorporado nos iniciais If It Was You (2002) e So Jealous (2004), conceito que se repete em cada uma das canções do recente Love You to Death (2016, Vapor / Warner Bros).

Oitavo álbum de estúdio da dupla canadense, o registro que conta com produção assinada pelo veterano Greg Kurstin (Lily Allen, Kelly Clarkson) faz de cada fragmento musical um componente pegajoso, acessível aos mais variados públicos. Da abertura do disco, em That Girl, passando por músicas como Stop Desire e Boyfriend – dois dos melhores exemplares da música pop em 2016 –, uma coleção de faixas capazes de “seduzir” em poucos instantes.

Diretora que já trabalhou com nomes como Jack White, Sam Smith e Andrew Bird, Allister Ann foi convidada a dirigir o novo clipe da dupla Tegan and Sara. Pegajosa, a canção é uma das melhores faixas produzidas pelas irmãs canadenses para o álbum Love You to Death (2016).

Tegan and Sara – Stop Desire

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