Category Archives: Clipes

Sigur Rós: “Óveður” (VÍDEO)

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A temática sombria assumida pelo Sigur Rós em Kveikur, de 2013, continua a servir de inspiração para a banda islandesa. Em Óveður, primeira composição inédita do trio Jónsi Birgisson, Georg Hólm e Orri Páll Dýrason em três anos, a lenta construção dos arranjos encaminha o ouvinte para dentro de uma das composições mais dolorosas e sufocantes toda a discografia da banda. Uma tempestade como o título fa faixa indica. Ruídos eletrônicos, guitarras etéreas e a doses controladas de distorção que mais uma vez transportam a banda para um território parcialmente renovado.

Lançada para anunciar a nova turnê do grupo islandês pela Europa e Estados Unidos, Óveður ainda conta com uma parceria do grupo com o diretor Jonas Åkerlund, responsável pelo clipe da canção. Mais conhecido pelos trabalhos em parceria com cantoras como Madonna e Lady Gaga, no vídeo, Åkerlund acompanha a singularidade de uma desabrigada em diferentes locações da Islândia, finalizando o clipe com uma forte carga de subjetividade e elementos oníricos.

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Sigur Rós – Óveður

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Aphex Twin: “CIRKLON3 [ Колхозная mix ]”

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Cheetah (2016), esse é o nome do mais novo projeto de Richard D. James como Aphex Twin – veja o Cozinhando Discografias do artista. Trata-se de um EP de sete faixas – duas delas são vinhetas –, sucessor do ótimo Computer Controlled Acoustic Instruments pt2, de 2015. Livre dos temas acústicos do registro entregue há pouco mais de um ano, o novo registro deve seguir a trilha do álbum de 2014, SYRO, obra que deu fim ao longo hiato do produtor escocês e um dos 50 Melhores Discos Internacionais daquele ano.

Para divulgar o novo EP, James decidiu transformar em clipe a experimental CIRKLON3 [ Колхозная mix ], quinta faixa de Cheetah. Na direção do vídeo, um nome curioso. Nada Chris Cunningham – responsável pelo excelente clipe de Windowlicker –, mas sim, Ryan Wyer, um garoto de apenas 12 anos de idade que o produtor conheceu por meio de um canal do Youtube. O resultado, independente da escolha, se revela em um vídeo completamente estranho, perturbador, típico dos trabalhos de Aphex Twin.

Cheetah EP (2016) será lançado no dia 08/07 pelo selo Warp.

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Aphex Twin – CIRKLON3 [ Колхозная mix ]

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Dinosaur Jr.: “Tiny” (VÍDEO)

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Desde o retorno aos palcos com Beyond, em 2007, que os veteranos do Dinosaur Jr. seguem com a produção de uma sequência de grandes obras. Registros como o denso Farm (2009), possivelmente um dos melhores discos lançados na década passada, além de obras ainda recentes, caso do pegajoso I Bet on Sky (2012), um dos trabalhos mais acessíveis de toda a discografia da banda original de Amherst, Massachusetts.

Quatro anos após o último registro de inéditas, o trio norte-americano está de volta com Give a Glimpse of What Yer Not (2016). Uma seleção com 11 faixas inéditas que encontra na acelerada Tiny uma espécie de regresso aos primeiros anos do grupo. Para reforçar a divulgação da nova música, o grupo apresenta um clipe dirigido por Laurie Collyer, uma seleção de imagens curiosas que inclui a banda tocando no meio de um jogo, além, claro, do curioso passeio de skate entre J Mascis e um bulldog.

Give A Glimpse Of What Yer Not (2016) será lançado no dia 05/08 pelo selo Jagjaguwar.

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Dinosaur Jr. – Tiny

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The Tallest Man On Earth: “Time Of The Blue”

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A tristeza toma conta de cada registro musical produzido Kristian Matsson. Responsável pelas canções melancólicas que preenchem cada um dos quatro álbuns do The Tallest Man on Earth – Shallow Grave (2008), The Wild Hunt (2010), There’s No Leaving Now (2012) e Dark Bird Is Home (2015) –, o cantor e compositor sueco está de volta com uma nova composição, Time of The Blue, a primeira canção inédita do artista desde o último trabalho de estúdio.

Dos versos ao uso delicado dos acordes, uma típica canção de Matsson. A diferença está na forma como o músico se distancia da polidez que marca os dois últimos registros da carreira, suas obras mais comerciais, dialogando de forma explícita com o som acolhedor (e artesanal) que marca os dois primeiros discos da carreira. Junto da nova faixa, um clipe dirigido por Rolf Nylinder em que Matsson interpreta a faixa ao vivo, em um quarto, de forma intimista.

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The Tallest Man On Earth – Time Of The Blue

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Danny Brown: “When It Rain” (VÍDEO)

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Danny Brown definitivamente está de volta. Dias após a apresentação de Frankie Sinatra, inédita parceria com o coletivo australiano The Avalanches e MF DOOM, o rapper norte-americano começa a preparar o terreno para o quarto álbum de estúdio, ainda sem data oficial de lançamento, porém, previsto para o próximo semestre. Para anunciar o novo trabalho, nada melhor do que a When it Rain, mais recente música/clipe de Brown.

Tão frenético quanto nas canções de Old – um dos 50 melhores discos internacionais de 2013 –, Brown brinca com as rimas, atravessando um terreno marcado pelo uso de sintetizadores e batidas obscuras, talvez saídas da trilha sonora de algum filme de terror dos anos 1980. No vídeo, trabalho que conta com direção de Mimi Cave e produção de Paul White, uma colagem de imagens em VHS marcadas pelos ruídos e interferências de antigos televisores.

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Danny Brown – When It Rain

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Preoccupations: “Anxiety” (VÍDEO)

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Pouco mais de um ano após o lançamento do primeiro álbum de estúdio, o “polêmico” Viet Cong – um dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015 –, Matt Flegel (vocal/guitarra), Mike Wallace (baterista), Soctt Munro (guitarra) e Daniel Christiansen (baixo) estão de volta com um “novo” projeto. Trata-se do Preoccupations, um título alternativo para a banda do quarteto de pós-punk canadense depois da série de críticas e shows cancelados por conta de pressões do público estadunidense.

Em nova fase, o quarteto não apenas anuncia a chegada do segundo álbum de estúdio, um registro com nove faixas inéditas, como entrega ao público o primeiro exemplar desse novo projeto: Anxiety. Livre da urgência que move grande parte das canções lançadas no último ano, a canção dominada pelos ruídos e pela voz grave de Flagel parece transportar o ouvinte para um território sombrio, marcado pelo ineditismo. Um cenário dominado pela interferência de sons metálicos e melodias que dialogam com toda a soturna produção do começo dos anos 1980.

Preoccupations (2016), será lançado no dia 16/09 pelo selo Jagjaguwar.

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Preoccupations – Anixety

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Kero Kero Bonito: “Break” (VÍDEO)

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Bastam alguns minutos para que qualquer música produzida pelo trio britânico Kero Kero Bonito grude sem dificuldade na cabeça do ouvinte. Com Break não poderia ser diferente. Mais recente composição do projeto formado por Sarah Midori Perry, Gus Lobban e Jamie Bulled, a faixa de melodias e vozes suaves mostra a capacidade da banda em explorar temas como os excessos da vida adulta sem necessariamente perder o toque pueril que tanto caracteriza o projeto.

Entre versos cantados em inglês e inglês, a nova faixa parece seguir um caminho contrário em relação ao material anteriormente produzido pelo trio. Um som compacto, coeso, como um alicerce para a voz predominante de Perry, delicada do primeiro ao último verso da canção. Parte do primeiro álbum de estúdio do grupo – ainda sem data de lançamento –, a canção também conta com um clipe com a vocalista do trio como protagonista.

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Kero Kero Bonito – Break

 

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MØ: “Final Song” (VÍDEO)

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Desde o lançamento do bem-sucedido No Mythologies to Follow, trabalho lançado em 2014, MØ já se aventurou em uma série de outras composições inéditas. Músicas como New Year’s Eve e a dançante Kamikaze. Isso sem contar o arrasa quarteirões Lean On, parceria com o coletivo norte-americano Major Lazer e um dos grandes hits de 2015. Ponto de partida para um novo álbum de inéditas da cantora sueca? Possivelmente.

Enquanto não anuncia o sucessor do primeiro álbum de sua carreira, a jovem cantora segue despejando novas criações. É o caso da recém-lançada Final Song. Típica composição da artista, a música de quase quatro minutos cresce com leveza, detalhando sintetizadores e batidas controladas, ponto de partida para a letra machucada de MØ, repleta de sentimentos e tormentos expostos, marca de grande parte do trabalho da cantora. Com serpentes brancas, corpos que flutuam e um cenário fantástico, a canção foi a escolhida para se transformar no novo clipe da cantora.

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MØ – Final Song

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Jair Naves: “5/4 (Trovões Vêm Me Atingir)” [VÍDEO]

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Descrença, solidão, medo e morte; temas corriqueiros dentro do acervo poético de Jair Naves enquanto vocalista da extinta Ludovic, porém, um catálogo de experiências cada vez menos significativas no universo autoral que define a carreira solo do cantor. Se em 2006, quando apresentou o derradeiro Idioma Morto, Naves gritava a plenos pulmões, exaltando sentimentos e toda sua raiva em relação ao mês de janeiro – “o pior dos meses” -, curioso perceber no mesmo mês, data escolhida para o lançamento do segundo disco solo do músico, Trovões a Me Atingir(2015, Independente), uma completa oposição desse resultado.

Da capa iluminada aos arranjos suavizados, dos versos marcados pela esperança ao refrão vívido da faixa-título – “meu corpo volta a ter pulsação” -, difícil ignorar a transformação que define a presente obra do paulistano. Ainda que a melancolia tome conta de boa parte do trabalho, marca explícita nos instantes finais e respiros breves do registro, seria um erro não observar o conceito “sorridente” que sustenta a atual fase de Naves. As angústias e trovões – como indicado no título da obra -, ainda atingem o compositor, por todos os lados, entretanto o nítido senso de superação parece maior, raro quando voltamos os ouvidos para o contexto macambúzio do ainda recente E Você Se Sente Numa Cela Escura… (2012). Leia o texto completo

Segunda faixa do último álbum de estúdio de Jair Naves, 5/4 (Trovões Vêm Me Atingir) foi a escolhida para se transformar no mais novo clipe do cantor. No material dirigido por Daniel Barosa e José Menezes, imagens quase estáticas e sombras tomam conta do cenário, detalhando as imagens enquadradas pelo diretor de fotografia André Dip.

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Jair Naves – 5/4 (Trovões Vêm Me Atingir)

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Uirá França: “Sapore”

Sapore

Nesse novo trabalho do artista, os personagens interpretados por Uirá França e pela atriz Carol Andrade, transitam pelos mesmos lugares sem se encontrarem, mas percebem a presença um do outro. Trabalho audiovisual da faixa Sapore, que traduz no clipe uma ideia de universos paralelos e a ação de um personagem  que reflete no universo do outro.

Gravado inteiramente em São Paulo, o clipe mostra um pouco da diversidade da capital paulista, passando por cenários extremamente urbanos, como o viaduto da Avenida Sumaré, por uma charmosa vila no bairro de Pinheiros e pelo Parque da Cantareira, na Zona Norte da cidade, cenário principal do clipe.

Segundo Uirá, a ideia de lançar o clipe na semana do dia dos namorados surgiu após ver o material pronto. “Ao final do trabalho, vimos que o clima e tema do clipe tinham tudo a ver com a data. O vídeo não deixa de ser uma maneira de se declarar, de contar como o amor acontece, deixando a gente um pouco bobo e feliz justamente por se sentir assim”.

Sapore foi escrita no período em que Uirá morou em Belo Horizonte (MG). Fruto de um affair com uma mineira, a canção não poderia soar diferente: é delicada, ingênua e romântica. A letra, marcada pelo uso de um “mineirês” que dá tom divertido à canção, fisga o ouvinte pela simplicidade e sinceridade com que o amor é tratado. O nome “Sapore” foi usado na música com um duplo sentido: além de significar “sabor” em italiano, é também o sobrenome da garota que inspirou a canção.

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