Category Archives: Clipes

Mew: “Satellites”

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Desde a estreia com A Triumph for Man, em 1997, a banda dinamarquesa Mew sempre soube como equilibrar arranjos marcados pelo experimento e versos íntimos do pop. Hoje, com duas décadas de experiência e cinco trabalhos de peso na bagagem, o quarteto de Hellerup não apenas mantém a boa forma, como mantém uma dose de surpresa a cada novo lançamento, marca explícita na recém-lançada Satellites.

Na trilha de outros “hits” da banda, caso de Special e Am I Wry? No, a composição parece crescer sem dificuldades, dosando arranjos distorcidos e boas melodias dentro de uma estrutura própria do grupo. Faixa de abertura de + – (lê-se “plus minus”), sexto álbum de estúdio do Mew, a canção também marca o fim do hiato de quase seis anos canções inéditas da banda – o último trabalho do grupo foi a coletânea Eggs Are Funny (2010). Com dez composições, o novo álbum está previsto para o dia 27 de abril.

Abaixo, o clipe de Satellites, trabalho assinado pelo diretor Casper Balslev.

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Mew – Satellites

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Carne Doce: “Fetiche”

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Delicada, confessional e parcialmente oculta em meio ao turbilhão de guitarras e vozes fortes que ocupam o registro de estreia da banda Carne Doce, Fetiche talvez seja o fragmento mais representativo da sonoridade doce que também movimenta o trabalho do grupo goiano. Naturalmente intimista, a composição de arranjos econômicos parece crescer em uma medida própria de tempo, encaixando acordes de guitarra em meio aos versos românticos do casal Salma Jô e Macloys Aquino, protagonistas do recém-lançado clipe de Luciana Faria.

Com edição assinada pelo roteirista e cinegrafista Luciano Evangelista, o registro em branco e preto acompanha o ritmo comportado da faixa, sobrepondo imagens do casal durante um passeio por uma chácara nas proximidades de Goiânia, Goiás. Lançado em boa hora, o vídeo funciona como um convite para a sequência de shows que a banda promove (pela primeira vez) em diferentes cidades do estado de São Paulo. Autointitulado, o primeiro registro em estúdio do coletivo goiano foi eleito álbum do ano em nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2014.

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Carne Doce – Fetiche

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Purity Ring: “Push Pull”

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Com exceção das constantes parcerias ao lado de Danny Brown, clipes para música já conhecidas e versões para o trabalho de outros artistas, pouco foi apresentado como novidade pela dupla Purity Ring desde o lançamento de Shrines, álbum de estreia da dupla canadense entregue em 2012. Todavia, antes de fechar o ano de 2014, Corin Roddick e Megan James reservaram algumas novidades para o público. Longe da complexidade dos primeiros inventos em estúdio, ao revelar Push Pull, o casal de Edmonton, Canadá se afasta dos experimentos, ruídos e beatos tortos para flertar abertamente com o pop.

Minucioso, Roddick ainda investe em melodias experimentais e etéreas, entretanto, ao derramar os versos (melancólicos) da canção, James logo transforma o material produzido pelo parceiro em algo acessível ao público médio. Um meio termo entre as vozes do Spice Girls em Viva Forever e as harmonias ressaltadas no acervo romântico FKA Twigs dentro de LP1 (2014). Parte do novo trabalho em estúdio da dupla, Another Eternity (2015), Push Pull acaba de ser transformada em clipe. A direção do trabalho ficou por conta da novata Renata Kaksha.

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Purity Ring – Push Pull

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Ariel Pink: “Dayzed Inn Daydreams”

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Ainda protagonista da própria obra, Pink continua a mergulhar em canções nonsenses (Plastic Raincoats in the Pig Parade), personagens distorcidos (Black Ballerina) e estranhos acontecimentos cotidianos (Picture Me Gone). Versos tão íntimos de uma mente corrompida pela lisergia, como habituada ao cenário de Los Angeles – cidade natal do compositor. Superficialmente, pom pomemula a limpidez aperfeiçoada em estúdio com o Haunted Graffiti; no interior, faixas caseiras, empoeiradas, como um resgate do acervo acumulado entre House Arrest (2002) e Scared Famous(2007). 

Evidente desde o lançamento da faixa Black Ballerina, em pom pom Pink parece simplesmente dançar pelo tempo. Enquanto músicas doces como Lipstick e White Freckles resumem o equilíbrio pós-Before Today, canções curtas, sujas e “artesanais” a exemplo de Jell-o e Goth Bomb parecem resgatadas de alguma fita gravada no final dos anos 1990. Até as composições produzidas ao lado do velho parceiro John Maus são “ressuscitadas” nas melodias de Picture Me Done. Leia o texto completo.

Abaixo, o excelente clipe de Dayzed Inn Daydreams, trabalho dirigido por Grant Singer.

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Ariel Pink – Dayzed Inn Daydreams

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Broken Social Scene: “Golden Facelift”

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Quarto registro em estúdio do coletivo Broken Social Scene, Forgiveness Rock Record (2010) continua rendendo bons frutos para o grupo canadense. Além das composições que acabaram de fora do álbum e, posteriormente, se transformaram na compilação Lo-Fi for the Dividing Nights - lançada no mesmo ano -, parece que os músicos de Toronto ainda reserva uma série de faixas inéditas, todas registradas durante a produção do bem sucedido disco. Entre as canções “perdidas”, a recém-lançada Golden Facelift.

Parte da coletânea Broadsheet Music: A Year In Review – trabalho que ainda conta com faixas de Fucked Up e Absolutely Free -, a composição instalada na mesma estrutura do álbum de 2010 ganha um toque de frescor graças ao vídeo/retrospectiva produzido para o material. Entre imagens alegres, gatinhos e acontecimentos marcantes, o vídeo de quase cinco minutos parece resumir os principais fatos de 2014. Assista:

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Broken Social Scene – Golden Facelift

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Panda Bear: “Boys Latin”

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Com o lançamento de Mr Noah EP (2014) há poucos meses, Noah Lennox revelou ao público parte dos conceitos que devem sustentar Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), o quinto registro solo do músico como Panda Bear. Em busca de novidade, Lennox, também integrante da banda Animal Collective, deixa de lado a sonoridade em “preto e branco” explorada em Tomboy (2011) para investir em uma série de ambientações eletrônicas, estrutura ampliada em cada uma das quatro composições do recente trabalho.

Em Boys Latin, uma das 13 faixas que abastecem o (ainda) inédito registro, Panda Bear não apenas reforça a base eletrônica que vem desenvolvendo nos últimos meses, como ainda flerta com o pop. Enquanto os vocais crescem como uma espécie de mantra, o uso de arranjos quase dançantes invadem o mesmo território de Doin’ it right, parceria com Daft Punk em Random Access Memories (2013). Para a divulgação do novo single, Lennox convidou os diretores Isaiah Saxon e Sean Hellfritsch, membros pela produtora Encyclopedia Pictura e responsáveis pela belíssima animação que acompanha o trabalho.

Agendado para o dia 13 de janeiro,Panda Bear Meets the Grim Reaper conta com distribuição pelo selo Domino Records.

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Panda Bear – Boys Latin

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Supercordas: “Sobre o Amor e Pedras”

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Longe de repetir o longo hiato de seis anos que separa o clássico Seres Verdes Ao Redor (2006) de A Mágica Deriva Dos Elefantes (2012), a banda carioca Supercordas reserva para 2015 a chegada do terceiro álbum de inéditas. Em novo selo, o grupo formado em 2003, se despede da Midsummer Madness para integrar o catálogo da Balaclava Records, casa de Holger, Séculos Apaixonados, Câmera e outros responsáveis por alguns dos melhores registros de 2014. Antes mesmo de entrar em estúdio, uma novidade: a inédita Sobre o Amor e Pedras.

Possivelmente uma das canções mais acessíveis da banda, a faixa de ritmo dançante e versos fáceis aos poucos transporta o coletivo para um cenário quase inédito, flertando com temas típicos do Tame Impala em Lonerism (2012), além de visitar o último registro solo do vocalista Bonifrate, Museu de Arte Moderna (2013). Sobre o Amor e Pedras conta com download gratuito no site da Balaclava. Acima o clipe da canção, trabalho dirigido por Giuliano Gerbasi.

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Supercordas – Sobre o Amor e Pedras

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Dan Deacon: “Feel The Lightning”

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Quem ainda não se recuperou da avalanche de sintetizadores, colagens eletrônicas e ruídos orquestrados no excelente America, de 2012, precisa tomar fôlego agora, afinal, o novo álbum do canadense Dan Deacon já está a caminho. Sob o título de Gliss Riffer (2015), o trabalho reservado para 24 de fevereiro do próximo ano deve seguir a trilha melódica e certa dose de “controle” reforçados no lançamento anterior, sensação reforçada durante os mais de cinco minutos da música Feel The Lightning, primeiro exemplar do novo disco.

Enquanto cria uma verdadeira muralha de sintetizadores e vozes robóticas, um canto doce corre ao fundo da canção, uma das mais acessíveis desde o material apresentado em Spiderman of the Rings, em 2007. Para dar vida ao som estranho da canção, Deacon convidou o diretor Andrew Jeffrey Wright, responsável pelas imagens coloridas, móveis dançantes e estranhos objetos que aparecem no decorrer do clipe. Gliss Riffer conta com lançamento pelo selo Domino, mesmo do último álbum do produtor.

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Dan Deacon – Feel The Lightning

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Pharmakon: “Bestial Burden”

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Fígado, ossos, coração, costelas e um bloco cru de carne em decomposição. Por mais gratuita que a fotografia de Bestial Burden (2014, Sacred Bones) possa parecer, a construção perturbadora da imagem reforça o contexto honesto (e nauseante) em torno do trabalho de Margaret Chardiet. “Desejo mostrar [ao público] o corpo como um pedaço de carne e células que se transformam, falham e traem você. Algo banal e sem importância”, explicou em entrevista.

Mesmo instalada em um ambiente próximo de Abandon (2012), o material explorado ao longo do novo registro se movimenta de forma distinta. Como explícito na capa da obra, ou mesmo na voz sufocada da faixa de abertura, Vacuum, o segundo registro do Pharmakon pelo Sacred Bones é um exercício de interpretação de Chardiet sobre o próprio corpo. Gritos, grunhidos, escarro, tosse e toda uma colisão de ecos sujos que parecem reproduzir o lento “apodrecimento” dos indivíduos. Leia o texto completo.

Abaixo você encontra o curta dirigido por Nina Hartmann e Margaret Chardiet inspirado no novo disco. Bestial Burden integra nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014.

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Pharmakon – Bestial Burden

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Belle & Sebastian: “Nobody’s Empire”

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Perto de completar os 20 anos de carreira, Stuart Murdoch e os parceiros do Belle & Sebastian continuam a promover o mesmo som melódico e assertivo lançado nos inaugurais Tigermilk (1996) e If You’re Feeling Sinister (1996). Com Girls in Peacetime Want to Dance (2015), o nono registro em estúdio, previsto para estrear no dia 19 de janeiro do próximo ano, o coletivo de Glasgow transforma a recém-lançada Nobody’s Empire em uma ponte para a boa fase na década de 1990 e a sequência de boas obras desenvolvidas desde a chegada de Dear Catastrophe Waitress (2003).

Faixa de abertura do novo disco, a delicada criação parece mergulhar em um cenário distinto em relação ao material “dançante” anteriormente exposto no single The Party Line. Com versos confessionais que atravessam a infância do próprio vocalista, a faixa aos poucos estabelece no vídeo dirigido entre Blair Young e Murdoch uma diálogo com a capa do registro. Produzido por Ben H. Allen (Animal Collective, Washed Out) Girls in Peacetime Want to Dance conta com distribuição pelo selo Matador.

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Belle & Sebastian – Nobody’s Empire

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