Category Archives: Clipes

Disclosure: “Omen” (ft. Sam Smith) (VÍDEO)

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Poucos encontros dentro da música atual foram tão produtivos (e assertivos) quanto a parceria entre a dupla Disclosure e o cantor Sam Smith. Três anos após o lançamento do single Latch, composição que apresentou o trabalho do jovem músico britânico como do duo de produtores ao mundo, um novo reencontro. Em Omen, mais recente single do segundo disco de inéditas dos irmãos Guy e Howard Lawrence, a voz de Smith continua a crescer como um instrumento funcional.

Assim como em Latch, os versos românticos do cantor servem de estímulo para uma canção tão íntima do Neo-R&B, como da presente safra da eletrônica britânica. Um meio termo entre o Future Garage testado pelos irmãos Lawrance com a estreia em Settle (2013) e uma ponte para o trabalho de outros gigantes da cena londrina. Nomes como Basement Jaxx e The Chemical Brothers, influências confessas (e homenageadas) no decorrer da presente faixa assinada pelo duo. Além da nova composição, a dupla apresenta ao público a segunda parte da distopia Sci-Fi dirigida por Ryan Hope e apresentada no clipe de Holding On.

Caracal (2015) será lançado no dia 25 de setembro pelos selos PMR e Island.

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Disclosure – Omen (ft. Sam Smith)

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Arcade Fire: “The Reflektor Tapes” & “Porno” (VÍDEO)

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The Reflektor Tapes (2015), esse é o nome do mais novo projeto anunciado pelo coletivo canadense Arcade Fire. Espécie de documentário sobre a turnê do excelente álbum Reflektor (2013), no último ano, o registro dirigido pelo cineasta Kahlil Joseph – que já trabalhou com FKA Twigs, Flying Lotus e Shabazz Palaces – conta com previsão de lançamento para o dia 24 de setembro em alguns cinemas dos Estados Unidos e Canadá.

Como aquecimento para o documentário, além do trailer (abaixo), o grupo canadense apresentou um clipe para a faixa Porno. Montado a partir de trechos do próprio documentário, o vídeo transporta o público não apenas para as caóticas apresentações da banda, como ainda explora diferentes locações no Haiti, cenário que inspirou parte das transformações do coletivo dentro do último álbum. Lançado em 2013, Reflektor está em 2º lugar na nossa lista dos 50 melhores discos internacionais do ano.

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Arcade Fire – Porno

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Arcade Fire – The Reflektor Tapes

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M.I.A.: “Matahdatah Scroll 01 Broader Than a Border” (VÍDEO)

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M.I.A. passou as últimas semanas publicando uma série de fotografias, retratos e imagens curiosas que apresentavam diferentes cidades espalhadas pela India, Africa e outras periferias ao redor do mundo na própria página do Facebook. Fragmentos visuais que anunciavam a chegada de Matahdatah Scroll 01 “Broader Than a Border”, projeto audiovisual da cantora em parceria com a Apple Music e passagem para o quinto registro de inéditas da artista, Matahdatah.

Trata-se de uma colagem de duas composições da rapper. A primeira, Swords, faixa que integra o novo (e ainda inédito) registro de M.I.A., sustentando no uso de samples de espada a própria base instrumental. Na segunda metade, uma reciclagem da já conhecida Warrior, música presente no último trabalho de estúdio da artista, Matangi, de 2013. Mesmo sem data de lançamento, a expectativa é a de que Matahdatah seja apresentado ao público ainda em 2015.

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M.I.A. – Matahdatah Scroll 01 Broader Than a Border

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Julia Holter: “Feel You” (VÍDEO)

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A busca por uma sonoridade cada vez mais acessível, “pop”, continua a servir de estímulo para a cantora e compositora norte-americana Julia Holter. Para o sucessor de Loud City Song (2013), último registro de inéditas da musicista californiana, o uso de novos arranjos, flertes com o cancioneiro estadunidense, além, claro, de diferentes adaptações do Dream Pop, o vocal desimpedido parece ser a base para o ainda inédito Have You In My Wilderness (2015), preferência resumida na recém-lançada Feel You.

Uma das canções mais doces já criadas por Holter, a presente composição lentamente se afasta do domínio etéreo e experimental testado em Ekstasis (2012), revelando ao público uma artista transformada. Como não lembrar de Belle and Sebastian ou Camera Obscura com tamanha overdose de gracejos e arranjos de cordas tão sorridentes? Outro grande acerto fica por conta do clipe da canção, trabalho dirigido por Jose Wolff e uma coleção de cenas divididas entre a cantora e seu cachorro.

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Julia Holter – Feel You

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Mahmed: “AaaaAAAaAaAaA” (VÍDEO)

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Maturidade”, “crescimento” e “grandeza”. Palavras de significado forte, expressivas quando voltamos os ouvidos para o acervo sóbrio lançado pela potiguar Mahmed em Domínio das Águas e dos Céus EP (2013), porém, pequenas, quase insignificantes frente à grandeza de Sobre a Vida em Comunidade (2015, Balaclava). Em um assombroso traço de evolução, ao finalizar o primeiro álbum de estúdio, o quarteto do Rio Grande do Norte não apenas alcança um novo estágio dentro da própria sonoridade, como ainda prende o ouvinte em um labirinto de formas mutáveis; um álbum sedutor e provocativo a cada fragmento instrumental.

Montado em uma estrutura não-linear, pontuada por arranjos e texturas propositadamente instáveis, logo nos primeiros segundos dentro disco, a pergunta: estou sonhando? Como uma noite longa de sono embriagado, costurada por diferentes sonhos, passagens rápidas por pesadelos e até a tontura leve típica de exageros alcoólicos, SAVEC brinca com as interpretações do ouvinte. É difícil saber onde começa e acaba o álbum. Ondas leves de distorção arremessam, acolhem e mudam a direção das composições a todo o momento. Um constante cruzamento entre o onírico, o experimental e até o nonsense que corta em pedaços rótulos imediatos como “Jazz”, “Dream Pop” ou o inevitável “Post-Rock”. Todavia, mesmo a completa ausência de direção (ou previsibilidade) em nenhum momento distorce a sutileza e coerência da banda. Leia o texto completo.

Melancólico, AaaaAAAaAaAaA é o mais novo clipe apresentado pela banda potiguar Mahmed. Com direção e roteiro de Pedro Galiza e ilustrações de Flavio Grão, o vídeo observa o isolamento de um grupo de idosos do Lar Vila Vicentina Júlia Freire, em João Pessoa, na Paraíba.

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Mahmed – AaaaAAAaAaAaA

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Kendrick Lamar: “Alright” (VÍDEO)

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Kunta Kinte, Wesley Snipes, escravidão, capitalismo, apropriação de cultura, preconceito racial e morte. Antes mesmo que a quarta faixa de To Pimp a Butterfly (2015, Interscope / Aftermath / Top Dawg) chegue ao final, Kendrick Lamar assume com o novo álbum de estúdio – o segundo sob o aval de uma grande gravadora, a Interscope -, um dos retratos mais honestos sobre o conceito de “dois pesos, duas medidas” que sufoca a comunidade negra dos Estados Unidos. Uma interpretação amarga, ainda que irônica, capaz de ultrapassar o território autoral do rapper de forma a colidir com o universo de Tupac Shakur, Michael Jackson, Alex Haley e outros “personagens” negros da cultura norte-americana.

Como explícito desde o último trabalho do rapper, o bem-sucedido good kid, m.A.A.d city (2012),To Pimp a Butterfly está longe de ser absorvido de forma imediata, em uma rápida audição. Trata-se de uma obra feita para ser degustada lentamente, talvez explorada, como um imenso jogo de referências e interpretações abertas ao ouvinte. Da inicial citação ao ator Wesley Snipes – preso entre 2010 e 2013 por conta de uma denúncia de fraude fiscal -, passando por referências ao cantor Michael Jackson, Malcom X, Nelson Mandela, exaltações à comunidade negra, além de trechos da obra do escritor Alex Haley –  Negras Raízes (1976) -, cada faixa se espalha em um acervo (quase) ilimitado de pistas, costurando décadas de segregação racial dentro e fora dos Estados Unidos. Leia o texto completo.

Dirigido por Colin Tilley e filmado em preto e branco, Alright é o mais novo clipe de Kendrick Lamar a ser extraído do álbum To Pimp a Butterfly (2015). Assista:

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Kendrick Lamar – Alright

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Shura: “White Light” (VÍDEO)

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De toda a nova safra de artistas, Shura parece ser a que mais brinca com as referências. De um lado, o confesso fascínio pelo R&B de Mariah Carey, Whitney Houston e Janet Jackson. No outro oposto, a relação com o som experimental e empoeirado que se estende de novatos como Ariel Pink e Blood Orange, até veteranos como Portishead e Massive Attack. Fragmentos expostos com naturalidade no interior de White Light, mais recente single apresentado pela cantora britânica.

Fuga da sonoridade contida exposta por Shura em faixas como Touch, Just Once e 2Shy, a composição lentamente abre passagem para que a cantora/produtora de Manchester se aproxime das pistas. Difícil não lembrar do trabalho de Blood Orange em Cupid Deluxe (2013) ou mesmo dos primeiros trabalhos de Sky Ferreira. Agora transformada em clipe, a faixa entrega na direção de Noel Paul o encontro de duas criaturas místicas.

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Shura – White Light

 

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Tinashe: “Cold Sweat” (VÍDEO)

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“Inexperiência” é uma palavra que não se aplica ao trabalho de Tinashe. Mesmo que Aquarius(2014, RCA) seja vendido ao público como o primeiro disco da cantora, bastam os minutos iniciais da própria faixa-título para sentir a plenitude da obra. Álbum de estreia dentro de uma grande gravadora – a RCA -, o coeso arsenal de estúdio se divide entre o passado ainda recente da artista e um futuro em plena construção. Uma síntese declarada de cada faixa ou mixtape assinada individualmente na última meia década e, ao mesmo tempo, um princípio de renovação autoral.

Nascida no Zimbabwe, porém, criada em Los Angeles, Califórnia, Tinashe é uma figura ativa no meio artístico há bastante tempo. Atuando como modelo e atriz desde o começo da adolescência, em idos de 2000, a artista apaixonada por Michael Jackson e Christina Aguilera logo encontrou na música um refúgio natural. Em 2007, com o The Stunners, hoje extinto coletivo de Pop/R&B, a cantora deu os primeiros passos oficiais. Todavia, foi ao mergulhar em fase solo e investir em obras independentes que a relação com a música de fato amadureceu. Leia o texto completo.

Dirigido por Stephen Garnett, abaixo você encontra o clipe de Cold Sweat.

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Tinashe – Cold Sweat

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Beirut: “No No No”

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Já estava na hora de Zach Condon aparecer com alguma novidade do Beirut. Passados seis anos desde as transições eletrônicas iniciadas nos EPs March of the Zapotec/Holland (2009) e seguidas dentro do terceiro registro de inéditas do compositor, The Rip Tide (2011), a inédita No No No não apenas garante passagem para o quarto álbum de estúdio da banda do Novo México, como ainda reforça as preferências “sintéticas” em torno do projeto.

Enquanto a inicial programação eletrônica aponta a direção da faixa, a sequência de sintetizadores e metais logo transporta o ouvinte para o mesmo “cenário de Leste Europeu” explorado com detalhismo nos dois primeiros discos da banda – Gulag Orkestar (2006) e The Flying Club Cup(2007). Escolhida para apresentar o novo álbum, No No No é a primeira das nove canções que recheiam o trabalho. A sutileza da faixa também se repete na imagem escolhida como capa para o disco (imagem acima).

No No No (2015) conta com lançamento previsto para o dia 11/09 pelo selo 4AD.

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Beirut – No No No

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Foals: “What When Down” (VÍDEO)

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Com o lançamento de Holy Fire, em 2013, os integrantes do Foals finalmente conseguiram atingir o ápice comercial. Responsável por um acervo de boas composições, a banda original de Oxford não custou a seduzir público e crítica com faixas como My Number e Ihaler, hits de peso e ferramentas que garantiram passagem ao grupo para circular por diferentes festivais e palcos pelos quatro cantos do globo, proposta que deve se manter com o quarto e ainda inédito disco da banda: What Went Down (2015).

Produzido pelo conterrâneo britânico James Ford, uma das metades do Simian Mobile Disco e responsável por alguns clássicos recentes como Myths of the Near Future (2007) do Klaxons e AM (2013) do Arctic Monkeys, o novo álbum parece reforçar o som pesado que há tempos abastece as canções do Foals. Prova disso está dissolvida nos quase seis minutos do single que garante título ao novo álbum. Uma sequência de acordes rápidos, batidas semi-dançantes e a voz forte de Yannis Philippakis, ainda mais raivoso do que nos últimos três discos da banda.

What Went Down (2015) será lançado no dia 28/08 pelo selo Warner Music.

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Foals – What When Down

 

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