Category Archives: Clipes

Angel Olsen: “All Right Now” e “High & Wild”

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Repleto de referências aos sons incorporados no Country/Folk dos anos 1970, Burn Your Fire for No Witness (2014) é mais do que uma representação da essência musical de Angel Olsen, mas uma tradução amarga dos sentimentos da própria artista. Satisfatório em se tratando do conjunto de 11 faixas que definem a versão original do trabalho, o sucessor do satisfatório Half Way Home (2012) ganha no dia 18 de novembro uma edição especial abastecida por cinco composições inéditas.

Também com lançamento pelo selo Jagjaguwar, o “novo” álbum resume na singeleza de All Right Now uma mostra convincente do que Olsen reserva para os próximos meses. Adornada pelos mesmos elementos referenciais do restante da obra, a canção borbulha em um agregado de vocalizações sublimes e arranjos econômicos, um resumo de todo o material lançado no começo de fevereiro. Além da nova música, a cantora aproveitou para apresentar o clipe de High & Wild, registro caseiro que conta com o apoio do próprio público e membros da banda de apoio da artista.

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Angel Olsen – All Right Now

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Angel Olsen – High & Wild

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Holly Herndon: “Home”

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Quem acompanha o trabalho de Holly Herndon desde o álbum Movement, de 2012, sabe da estrutura complexa que invade cada criação da compositora/pesquisadora musical. Inclinada ao executar de peças complexas, diferentes métodos de gravação e uso experimental da voz, a artista californiana vem desde o começo do ano investindo na ativa relação entre som e imagem, preferência já reforçada durante a construção do clipe de Chorus, porém, aprimorada com o lançamento de Home.

Íntima das mesmas referências lançadas por Daniel Lopatin no último álbum do Oneohtrix Point Never, R Plus Seven (2013), a canção flutua em um mar de formas digitais e acústicas instáveis, porém, controladas. São mais de seis minutos de formas sobrepostas, imagens limpas e uma chuva de referências visuais capazes de completar as lacunas de voz deixadas pela cantora. A direção do vídeo conta com a assinatura do estúdio holandês Metahaven.

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Holly Herndon – Home

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Christopher Owens: “Never Wanna See That Look Again”

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Como Nothing More Than Everything To Me já havia comprovado há poucas semanas, Christopher Owens finalmente parece ter “se encontrado” desde o encerramento das atividades do Girls, sua antiga banda. Livre da sonoridade bucólica/tímida anunciada no primeiro registro solo – Lysandre (2013) -, o cantor e compositor norte-americano estreita novamente a relação com as guitarras, melodias pegajosas e versos carregados pelo romantismo exagerado que somente ele parece controlar, premissa para a recém-lançada Never Wanna See That Look Again.

Mais novo exemplar do ainda inédito A New Testament, a presente composição arrasta o ouvinte por efêmeros dois minutos de puro acerto e brilho pop. Na trilha das canções mais descompromissadas do clássico Album, de 2009, a faixa é a pista que faltava para que o cantor aumentar a expectativa e preparar de vez o terreno para o disco – previsto para o dia 30 de setembro.

Acima, a capa do single. Abaixo você encontra o vídeo da composição, quem quiser saber um pouco mais sobre a proposta do clipe pode ler a entrevista de Owens para o site Dazed Digital.

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Christopher Owens – Never Wanna See That Look Again

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SBTRKT: “Look Away” (ft. Caroline Polachek)

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Cada novo lançamento de Aaron Jerome nas últimas semanas tem sido uma verdadeira surpresa para o público que acompanha o trabalho do SBTRKT. Entre composições ao lado de Ezra Koenig (New Dorp, New York) e faixas desenvolvidas em parceria com rappers como Raury (Higher) e A$AP Ferg (Voices in My Head), todos os elementos apontam que Wonder Where We Land (2014), novo álbum do produtor britânico, tem tudo para se transformar em um dos trabalhos mais amplos e convincentes do ano.

Há poucos dias da estreia do disco – prevista para 23 de setembro -, SBTRKT lança o primeiro clipe oficial do registro e, ao mesmo tempo, mais uma assertiva parceria. Trata-se de Look Away, faixa mais experimental do novo disco (até agora) e uma assertiva parceria com Caroline Polachek, do Chairlift. Para o estranho vídeo interativo da canção – projeto desenvolvido pelo estúdio Resn -, a webcam do computador é utilizada para que a figura soturna do clipe desvie o olhar do próprio espectador. Ouça a faixa abaixo ou assista ao vídeo aqui.

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SBTRKT – Look Away (ft. Caroline Polachek)

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Karen O: “Ooo”

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A raiva incontida em grande parte das canções do Yeah Yeah Yeahs, muitas vezes parece ocultar a poesia doce costurada por Karen O. Seja na melancolia escancarada em Maps – uma das mais belas e honestas canções de amor dos anos 2000 -, passando por Little Shadow em It’s Blitz! (2009) e Wedding Song no ainda recente Mosquito (2013), o amor sempre encontra uma brecha para sobreviver na voz da artista, completamente entregue ao sentimento no interior do primeiro disco solo, Crush Songs (2014, Cult).

Confessional em toda a extensão, o “debut” se movimenta entre emanações brandas e sons prestes a se esfarelar. Uma obra de versos sussurrados, captações caseiras e toda uma ambientação dividida apenas entre a cantora e o ouvinte. Livre de um possível acabamento detalhista em estúdio, o álbum de 15 curtas composições é um bloco que não esconde a própria singeleza, carregando nos versos a principal ferramenta da cantora. Leia a resenha completa aqui.

Abaixo, o clipe de Ooo, trabalho dirigido por Spike Jonze e estrelado por Elle Fanning.

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Karen O – Ooo

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Jessie Ware: “Say You Love Me”

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Amplo é o território a ser explorado por Jessie Ware em Tough Love (2014). Depois de apostar em uma sonoridade minimalista durante a execução da faixa-títulodo novo disco, dividir o próprio trabalho com Julio Bashmore e Romy Madley-Croft (The XX) em Share It All, é hora da cantora britânica revelar o lado mais comercial do ainda inédito registro. Como Wildest Moments, no álbum anterior, Say You Love Me mostra a capacidade da artista em parecer acessível, sem necessariamente ecoar de forma descartável.

Íntima das mesmas emanações de Adele e outras cantoras próximas, a nova música confirma a plena interação de Ware com a dupla BenZel – velhos parceiras, principais produtores do trabalho e também responsáveis por Wasted Love, apresentada há poucos dias. Comercial e ainda íntima da proposta do novo disco, Say You Love Me reforça a voz firme de Ware, por vezes contida em determinadas composições. Com lançamento via PMR / Island, Tough Love estreia no dia 29 de setembro.

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Jessie Ware – Say You Love Me

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Carne Doce: “Passivo”

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A intimidade do casal Salma Jô e Macloys Aquino sempre foi a base do Carne Doce. Basta voltar os ouvidos para as primeiras canções da dupla e todo o material lançado em Dos Namorados EP, de 2013, para perceber isso. Todavia, ao visitar o território sujo-psicodélico desbravado em Passivo, mais recente composição da coletivo goiana, toda essa intimidade inicial se exalta de forma evidente, escapando do ambiente confessional inicialmente sustentado pela dupla, para mergulhar em um plano quente, provocante e profundamente erótico.

Como a própria banda apresentou em release, a nova música serve como uma representação de toda a sexualidade exposta no trabalho das principais cantoras de Funk Carioca no Brasil. Parte da faixa também serve como uma interpretação musical do acervo visual registrado em Erotica Universalis, livro do historiador Gilles Néret que reúne imagens eróticas lançadas desde a antiguidade até a idade moderna. É este mesmo material que inspira o vídeo da provocante composição, trabalho que conta com a edição assinada por Moisés Costa.

Assim como a intensa Sertão Urbano, apresentada há poucos meses, Passivo é uma das faixas que integram o álbum de estreia do Carne Doce, registro de 10 composições e que deve aparecer até o fim de outubro.

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Carne Doce – Passivo 

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Perfume Genius: “Grid”

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Quem esperava por uma continuação do Folk/Chamber Pop testado em Learning (2010) e Put Your Back N 2 It (2012) encontrou no lançamento de Queen, há poucas semanas, uma peça transformadora na obra de Mike Hadreas. Primeira composição do músico norte-americano para o novo álbum à frente do Perfume Genius – Too Bright (2014) -, a canção dosa entre a sonoridade intimista dos primeiros inventos e a busca por um novo posicionamento acústico, efeito também reforçado na recém-lançada Grid.

Abastecida por sintetizadores do primeiro ao último ato, a nova faixa usa do clima denso como um alicerce para a voz transformada de Hadreas – ainda mais poderosa do que nos primeiros trabalhos em estúdio. Transições eletrônicas, batidas sujas e “gritos”, mecanismos posicionados de forma precisa, como um estímulo para as imagens assinadas por Charlotte Rutherford. Personagem central do vídeo, o cantor se divide entre um cenário noturno e uma mesa de jantar, passeando pelas imagens acompanhado por seres mascarados e dançarinas em uma estranha “coreografia”. Com lançamento pelo selo Matador, Too Bright estreia no dia 22 de setembro.

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Perfume Genius – Grid

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Les Sins: “Bother”

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Quem acompanha o obra de Chaz Bundick desde o fim da década passada sabe: o produtor é uma verdadeira máquina de fazer música. Mais conhecido pelo trabalho com o Toro Y Moi, o norte-americano está longe de concentrar seus esforços em um único projeto. Além dos três discos recentes lançados pela banda – Causers of This (2010), Underneath the Pine (2011) e Anything in Return (2013) -, Bundick ainda se envolveu na produção de diversos singles/álbuns, assinou remixes e ainda tira um tempo para o Les Sins, o principal projeto paralelo do músico.

Depois de despertar a curiosidade do público com algumas faixas avulsas, chega a hora de Bundick apresentar o primeiro álbum do projeto: Michael (2014). Previsto para o começo de dezembro, o trabalho carrega nas batidas e samples de Bother uma continuação dos últimos singles e espécie de preparativo para o material lançado em breve pela Carpark. Acima, a capa do disco, tradicional representação do “movimento artístico” paintshop e peça que já ocupa um lugar de destaque na nossa lista das piores artes de 2014.

Abaixo, o clipe da canção, trabalho dirigido pela dupla Harry Schleiff & Harry Israelson e “estrelado” pelo boneco inflável da estranha capa do disco.

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Les Sins – Bother

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La Roux: “Kiss And Not Tell”

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Sutilmente mais lento em relação ao trabalho de estreia, lançado em 2009, Trouble in Paradise (2014) reforça a capacidade de Elly Jackson em transportar a música do La Roux para todo um novo campo de possibilidades rítmicas. Ainda que a extensa duração de Let Me Down Gently e outras faixas do álbum tenham “assustado” o antigo público da cantora, grande parte do material reservado para o disco mantém firme a essência da cantora, ainda capaz de produzir hits pegajosos carregados de referências dos anos 1980.

É o caso de Kiss and Not Tell. Segunda canção do disco, a faixa segue a trilha comercial de Uptight Downtown e Sexotheque, representações do lado mais radiante do La Roux. Mais novo single do álbum, a composição cresce ainda mais por conta do clipe desenvolvido especialmente para ela. Dirigido por Alexander Brown, o trabalho é uma brincadeira com os antigos (ou atuais) serviços de sexo pelo telefone.

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La Roux – Kiss And Not Tell

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