Category Archives: Clipes

Unknown Mortal Orchestra: “Multi-Love” (VÍDEO)

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Impressionante é o processo de transformação que inspirou o Unknown Mortal Orchestra desde a estreia com o autointitulado álbum de 2011. Partindo de um expressivo detalhamento na melodias, Ruban Neilson e os parceiros de banda conseguiram se esquivar da ambientação Lo-Fi montada para as primeiras canções, mergulhando de cabeça em uma sonoridade cada vez mais delicada, psicodélica e romanticamente inspirada pelo R&B, marca explícita logo no segundo álbum de estúdio do grupo, II (2012).

Em uma exposição ainda maior desse mesmo resultado, mergulhando de cabeça no uso de vocalizações brandas e temas psicodélicos empoeirados, o grupo localizado em Portland, Oregon ) reforça a própria evolução com a inédita Multi-Love. Como um fragmento musical extraído dos anos 1970, a música de quatro minutos se aconchega em um ambiente completamente nostálgico, reflexo não apenas do material conquistado pelo UMO nos últimos anos, mas em relação ao próximo álbum da banda, um registro homônimo que conta com lançamento pelo selo Jagjaguwar (Angel Olsen, Bon Iver) e lançamento agendado para 26 de maio.

Abaixo, o clipe da composição. Dirigido por Lionel Williams, o trabalho conta com uma versão interativa para PC, Mac ou Unity. Basta baixar o aplicativo e viajar com o grupo.

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Unknown Mortal Orchestra – Multi-Love

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QT: “Hey QT” (VÍDEO)

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A estrutura sempre inexata do trabalho de SOPHIE parece feita para perturbar os sentidos do ouvinte. Desde que foi “apresentado” no single BIPP, o produtor inglês assume em cada nova criação um espaço de desconstrução para o pop tradicional. Em constante produção – há poucos dias foi apresentado o single Lemonade / Hard – Sophie aparece agora ao lado do também estranho A. G. Cook – autor da ótima Beautiful – para apresentar mais um novo projeto e, consequentemente, uma nova música: QT.

Apresentado pelo selo XL – de FKA Twigs, Adele e SBTRKT -, a canção intitulada Hey QT é um resumo acessível de tudo aquilo que os dois produtores vem desenvolvendo há tempos. Ainda que encaixada no mesmo universo do selo PC Music e outros projetos locais, a canção usa do maior recheio instrumental como uma forma de distanciamento, sendo o trabalho mais “comercial” da dupla até o momento.

Veja abaixo o clipe da composição, registro dirigido por Bradley & Pablo e que, no site do QT, tenta vender uma bebida energética que vai “elevar sua consciência”.

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QT – Hey QT

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Shamir: “Call It Off”

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O cruzamento (pop) entre diferentes gêneros e tendências musicais parece ser a chave para o trabalho de Shamir. Assim como no trabalho apresentado em 2014 com a pegajosa On The Regular, batidas eletrônicas, flertes com o Hip-Hop e diferentes campos da música pop se encontram de acordo com a voz versátil do artista – ora acomodado em pequenos falsetes, ora concentrado no uso de rimas velozes, sempre dançantes. O mesmo fenômeno se repete com a chegada de Call It Off.

Mergulhada em um oceano de referências Disco, além de flertes com os últimos trabalhos do The Rapture e Scissor Sisters, a inédita criação se concentra no uso de um refrão direto, sintetizadores grudentos e toda uma base ascendente que mantém o ouvinte atento até os últimos segundos da faixa. Assim como no clipe de On The Regular, a relação de Shamir com a imagem se mantém assertiva, princípio para as imagens e até fantoches utilizados pelo diretor Philip Hodges.

A canção é parte do debut Ratchet, previsto para o dia 19 de maio pelo selo XL.

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Shamir – Call It Off

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FKA Twigs: “Glass & Patron”

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Quem teve a oportunidade de acompanhar o trabalho de FKA Twigs nos últimos meses e, principalmente, as apresentações ao vivo da cantora, provavelmente foi surpreendido pela série de coreografias e estranhos passos de dança. São justamente esses passos coreografados e pequenos embates que servem de estímulo para o mais novo lançamento da artista britânica: o clipe de Glass & Patron.

Ainda que tenha sido deixada de fora do último álbum de Twigs, o excelente LP1 – nosso álbum do ano na lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014 -, a composição parece seguir a trilha de todos as faixas lançadas nos últimos meses. Com o ritmo ora acelerado, ora brando, a cantora, também responsável pela direção da obra, cria o cenário perfeito para que um parto e pequenos atos dançantes tomem conta das imagens.

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FKA Twigs – Glass & Patron

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Mew: “Satellites”

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Desde a estreia com A Triumph for Man, em 1997, a banda dinamarquesa Mew sempre soube como equilibrar arranjos marcados pelo experimento e versos íntimos do pop. Hoje, com duas décadas de experiência e cinco trabalhos de peso na bagagem, o quarteto de Hellerup não apenas mantém a boa forma, como mantém uma dose de surpresa a cada novo lançamento, marca explícita na recém-lançada Satellites.

Na trilha de outros “hits” da banda, caso de Special e Am I Wry? No, a composição parece crescer sem dificuldades, dosando arranjos distorcidos e boas melodias dentro de uma estrutura própria do grupo. Faixa de abertura de + – (lê-se “plus minus”), sexto álbum de estúdio do Mew, a canção também marca o fim do hiato de quase seis anos canções inéditas da banda – o último trabalho do grupo foi a coletânea Eggs Are Funny (2010). Com dez composições, o novo álbum está previsto para o dia 27 de abril.

Abaixo, o clipe de Satellites, trabalho assinado pelo diretor Casper Balslev.

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Mew – Satellites

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Carne Doce: “Fetiche”

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Delicada, confessional e parcialmente oculta em meio ao turbilhão de guitarras e vozes fortes que ocupam o registro de estreia da banda Carne Doce, Fetiche talvez seja o fragmento mais representativo da sonoridade doce que também movimenta o trabalho do grupo goiano. Naturalmente intimista, a composição de arranjos econômicos parece crescer em uma medida própria de tempo, encaixando acordes de guitarra em meio aos versos românticos do casal Salma Jô e Macloys Aquino, protagonistas do recém-lançado clipe de Luciana Faria.

Com edição assinada pelo roteirista e cinegrafista Luciano Evangelista, o registro em branco e preto acompanha o ritmo comportado da faixa, sobrepondo imagens do casal durante um passeio por uma chácara nas proximidades de Goiânia, Goiás. Lançado em boa hora, o vídeo funciona como um convite para a sequência de shows que a banda promove (pela primeira vez) em diferentes cidades do estado de São Paulo. Autointitulado, o primeiro registro em estúdio do coletivo goiano foi eleito álbum do ano em nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2014.

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Carne Doce – Fetiche

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Purity Ring: “Push Pull”

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Com exceção das constantes parcerias ao lado de Danny Brown, clipes para música já conhecidas e versões para o trabalho de outros artistas, pouco foi apresentado como novidade pela dupla Purity Ring desde o lançamento de Shrines, álbum de estreia da dupla canadense entregue em 2012. Todavia, antes de fechar o ano de 2014, Corin Roddick e Megan James reservaram algumas novidades para o público. Longe da complexidade dos primeiros inventos em estúdio, ao revelar Push Pull, o casal de Edmonton, Canadá se afasta dos experimentos, ruídos e beatos tortos para flertar abertamente com o pop.

Minucioso, Roddick ainda investe em melodias experimentais e etéreas, entretanto, ao derramar os versos (melancólicos) da canção, James logo transforma o material produzido pelo parceiro em algo acessível ao público médio. Um meio termo entre as vozes do Spice Girls em Viva Forever e as harmonias ressaltadas no acervo romântico FKA Twigs dentro de LP1 (2014). Parte do novo trabalho em estúdio da dupla, Another Eternity (2015), Push Pull acaba de ser transformada em clipe. A direção do trabalho ficou por conta da novata Renata Kaksha.

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Purity Ring – Push Pull

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Ariel Pink: “Dayzed Inn Daydreams”

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Ainda protagonista da própria obra, Pink continua a mergulhar em canções nonsenses (Plastic Raincoats in the Pig Parade), personagens distorcidos (Black Ballerina) e estranhos acontecimentos cotidianos (Picture Me Gone). Versos tão íntimos de uma mente corrompida pela lisergia, como habituada ao cenário de Los Angeles – cidade natal do compositor. Superficialmente, pom pomemula a limpidez aperfeiçoada em estúdio com o Haunted Graffiti; no interior, faixas caseiras, empoeiradas, como um resgate do acervo acumulado entre House Arrest (2002) e Scared Famous(2007). 

Evidente desde o lançamento da faixa Black Ballerina, em pom pom Pink parece simplesmente dançar pelo tempo. Enquanto músicas doces como Lipstick e White Freckles resumem o equilíbrio pós-Before Today, canções curtas, sujas e “artesanais” a exemplo de Jell-o e Goth Bomb parecem resgatadas de alguma fita gravada no final dos anos 1990. Até as composições produzidas ao lado do velho parceiro John Maus são “ressuscitadas” nas melodias de Picture Me Done. Leia o texto completo.

Abaixo, o excelente clipe de Dayzed Inn Daydreams, trabalho dirigido por Grant Singer.

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Ariel Pink – Dayzed Inn Daydreams

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Broken Social Scene: “Golden Facelift”

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Quarto registro em estúdio do coletivo Broken Social Scene, Forgiveness Rock Record (2010) continua rendendo bons frutos para o grupo canadense. Além das composições que acabaram de fora do álbum e, posteriormente, se transformaram na compilação Lo-Fi for the Dividing Nights - lançada no mesmo ano -, parece que os músicos de Toronto ainda reserva uma série de faixas inéditas, todas registradas durante a produção do bem sucedido disco. Entre as canções “perdidas”, a recém-lançada Golden Facelift.

Parte da coletânea Broadsheet Music: A Year In Review – trabalho que ainda conta com faixas de Fucked Up e Absolutely Free -, a composição instalada na mesma estrutura do álbum de 2010 ganha um toque de frescor graças ao vídeo/retrospectiva produzido para o material. Entre imagens alegres, gatinhos e acontecimentos marcantes, o vídeo de quase cinco minutos parece resumir os principais fatos de 2014. Assista:

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Broken Social Scene – Golden Facelift

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Panda Bear: “Boys Latin”

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Com o lançamento de Mr Noah EP (2014) há poucos meses, Noah Lennox revelou ao público parte dos conceitos que devem sustentar Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), o quinto registro solo do músico como Panda Bear. Em busca de novidade, Lennox, também integrante da banda Animal Collective, deixa de lado a sonoridade em “preto e branco” explorada em Tomboy (2011) para investir em uma série de ambientações eletrônicas, estrutura ampliada em cada uma das quatro composições do recente trabalho.

Em Boys Latin, uma das 13 faixas que abastecem o (ainda) inédito registro, Panda Bear não apenas reforça a base eletrônica que vem desenvolvendo nos últimos meses, como ainda flerta com o pop. Enquanto os vocais crescem como uma espécie de mantra, o uso de arranjos quase dançantes invadem o mesmo território de Doin’ it right, parceria com Daft Punk em Random Access Memories (2013). Para a divulgação do novo single, Lennox convidou os diretores Isaiah Saxon e Sean Hellfritsch, membros pela produtora Encyclopedia Pictura e responsáveis pela belíssima animação que acompanha o trabalho.

Agendado para o dia 13 de janeiro,Panda Bear Meets the Grim Reaper conta com distribuição pelo selo Domino Records.

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Panda Bear – Boys Latin

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