Category Archives: Clipes

Sin Fang: “Candyland” (ft. Jónsi) [VÍDEO]

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Marcada pelos detalhes, a música do islandês Sin Fang exige tempo até ser refinada e entregue ao público. Três anos após o lançamento do terceiro álbum de inéditas, Flowers (2013), obra que sucede o delicado Summer Echoes (2011), o cantor e compositor original de Reykjavík está de volta com um novo registro de estúdio. Trata-se de Spaceland (2016), uma seleção com nove canções inéditas, incluindo a recém-lançada Candyland.

Produzida em parceria com o conterrâneo Jónsi, a nova composição confirma a capacidade de Sin Fang em dialogar com o pop sem necessariamente se desviar de pequenos experimentos e temas complexos. Em um cenário dominado pelo uso de batidas levemente dançantes e sintetizadores, a dupla passeia livremente, detalhando uma letra marcada pelos sentimentos. Junto da canção, o lançamento do psicodélico clipe dirigido por Ingibjörg Birgisdóttir.

Spaceland (2016) será lançado no dia 16/09 pelo selo Morr Music.

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Sin Fang – Candyland (ft. Jónsi)

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Ablebody: “Backseat Heart” (VÍDEO)

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Mais conhecido pelo trabalho com guitarrista das bandas The Pains of Being Pure At Heart e The Depreciation Guild, o músico Christoph Hochheim decidiu em 2014 dar vida a um novo projeto autoral. Trata-se do Ablebody, um duo de Indie Pop assumido em parceria com o próprio irmão do cantor, colaborador em uma rápida sequência de faixas lançadas em 2013, dentro de All My Everbody EP, além do single After Hours, de 2014.

Passado um longo período de produção, a dupla está de volta com a nostálgica Backseat Heart, música que parece ter saído de algum estúdio no começo dos anos 1980. Longe de parecer um registro isolado, a canção de versos e melodias descomplicadas, íntima de artistas como Ducktails e Ariel Pink, foi a escolhida para anunciar o primeiro álbum de estúdio da banda, Adult Contemporaries (2016), um registro de dez composições inéditas.

Adult Contemporaries (2016) será lançado no dia 14/10 pelo selo Lolipop Records.

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Ablebody – Backseat Heart

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White Lung: “Dead Weight” (VÍDEO)

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Apresentado ao público em junho de 2014, Deep Fantasy é um verdadeiro exercício de transformação dentro da curta trajetória do White Lung. Ao mesmo tempo em que mantém firme o conceito agressivo explorado nos dois primeiros discos da banda canadense – It’s the Evil (2010) e Sorry (2012) –, está na utilização do canto melódico e versos sempre perturbadores da vocalista Mish Way o principal componente para a nova fase do grupo.

Em Paradise (2016, Domino), quarto e mais recente álbum de inéditas da banda de Vancouver, uma extensão aprimorada do material apresentado há dois anos. Um fino exercício do desespero e angústia que orienta de forma sempre confessional as canções assinadas por Way. Da abertura do disco, com Dead Weight, passando por músicas como Kiss Me When I Bleed e Demented, a clara sensação de que o White Lung segue em sua melhor fase. Leia o texto completo.

Com direção de John Stavas, Dead Weight, faixa de abertura do excelente Paradise (2016), foi a escolhida para se transformar no novo clipe da banda canadense. O vídeo não é recomendado para pessoas que sofrem com ataques epiléticos.

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White Lung – Dead Weight

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Iara Rennó: “Mama-Me” (VÍDEO)

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Três anos após o lançamento de Iara (2013), obra que cobriu com guitarras o trabalho de Iara Rennó, a cantora e compositora paulistana está de volta não com um, mas dois álbuns repletos de composições inéditas. De um lado, a crueza e feminilidade do elétrico Arco, obra de nove canções assumidas em parceria com um time de mulheres que ocupam os versos e instrumentos do trabalho. No outro oposto, o complementar Flecha, disco que abraça a MPB e mostra a colaboração entre Rennó e um grupo de cantores, músicos e compositores em uma sequência de outras nove músicas.

Com Mama-me como faixa de abertura do primeiro disco, Rennó indica a forte sexualidade e temática do empoderamento feminino que ocupa grande parte das composições em Arco. “Sonha que me despe / E a festa acontece / Sem roupa nem confete / Só carne“, canta enquanto as guitarras e um jogo sujo de sintetizadores crescem ao fundo da canção. Uma espécie de preparativo para o agressivo jogo de palavras que abastece músicas como Corpo Selvagem eVulva Viva, fragmentos extraídos do livro de poemas eróticos Língua Brasa Carne Flor, estreia literária de Rennó, além músicas que dialogam de forma explícita com a sonoridade crua, essencialmente caótica, que abastece o último álbum da cantora. Leia o texto completo.

Um grito de libertação da mulher, da buceta, do grelo duro, dos peitos nus“. É assim que Iara Rennó apresenta ao público o disco Arco, porção feminina do dupla Arco & Flecha (2016) e a base do recém-lançado clipe de Mama-me, trabalho que conta com direção de Milena Correia e a participação de nomes como Bárbara Eugênia e Juliana Perdigão.

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Iara Rennó – Mama-Me

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Jagwar Ma: “O B 1” (VÍDEO)

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A leveza explorada em Howlin’ (2013), álbum de estreia do Jagwar Ma, parece ter sido aprimorada para o segundo álbum de estúdio da banda australiana. Em O B 1, primeiro composição inédita do trio formado por Gabriel Winterfield, Jono Ma e Jack Freeman desde o lançamento do primeiro disco, vozes, batidas e distorções psicodélicas passeiam ao fundo da faixa, mais uma vez reforçando a relação do grupo com a obra de veteranos como Primal Scream, Happy Mondays e toda a geração de artistas que movimentaram a cena de Manchester no começo dos anos 1990.

Entre flertes com o Dub – sonoridade previamente testada pela banda há três anos –, a nova faixa abre passagem para o aguardado Every Now & Then (2016). Segundo álbum de inéditas do trio, o registro deve reforçar a busca por um som cada vez mais complexo, lisérgico e experimental, sonoridade claramente incorporada pelo Jagwar Ma dentro da série de remixes produzidos pela banda nos últimos três anos. Assista ao clipe da canção:

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Jagwar Ma – O B 1

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ABRA: “CryBaby” (VÍDEO)

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Dona de um dos melhores (e menos lembrados) discos lançados no último ano, a cantora e produtora norte-americana ABRA está de volta com um novo trabalho de estúdio. Intitulado PRINCESS EP (2016), o registro conta com seis composições inéditas, sendo uma delas Big Boy, parceria com a jovem cantora Tommy Genesis. Em CryBaby, canção escolhida para apresentar o trabalho, umas extensão do mesmo material anteriormente entregue no álbumROSE (2015).

Batidas secas, sintetizadores contidos e a voz forte da cantora, flutuando entre os clássicos do R&B-Soul-House do final dos anos 1980. O mesmo som produzido por nomes como Jessy Lanza e Blood Orange, porém, moldado de forma a valorizar cada sussurro da cantora. Um ato relativamente extenso, pouco mais de cinco minutos em que ABRA brinca com as batidas e arranjos de forma crescente, fazendo de CryBaby uma de suas melhores composições. O clipe de CryBaby conta com direção de Zaiba Jabbar.

PRINCESS EP (2016) será lançado no dia 15/07 pelo selo True Panther.

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ABRA – CryBaby

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Hinds: “Warts” (VÍDEO)

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Quem acompanha as garotas do Hinds em diferentes redes sociais – como Instagram ou Facebook– sabe do caráter “descompromissado” que movimenta o cotidiano de cada integrante da banda. Noites embriagadas que passeiam por diferentes bares de Madrid – cidade onde o grupo foi formado -, festas, apresentações em pontos distintos da Europa e pequenas doses de exagero. Um estímulo para o material essencialmente instável que abastece cada uma das canções do primeiro registro de inéditas do quarteto, Leave Me Alone (2016, Lucky Number).

Verdadeiro catálogo de gravações caseiras, o álbum de 12 faixas empoeiradas parece seguir uma cartilha de regras e conceitos próprios. “Nuestras mierdas, nuestras reglas”, como definiram as integrantes da banda em entrevista à NME. São vozes sujas, arranjos anárquicos, canções de amor (I LL Be Your Man) e separação (San Pedro) que se perdem em um mundo de guitarras pegajosos que seriam facilmente encontrados nos trabalhos de grupos como Wavves e Black Lips – este último, influência confessa do quarteto espanhol e parceiro em uma turnê realizada no último ano. Leia o texto completo.

As cores tomam conta do mais novo clipe do Hinds, Warts, trabalho que conta com a direção de Pedro Martin-Calero, também responsável pelo vídeo Garden – um dos melhores clipes de 2015.

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Hinds – Warts

 

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Metronomy: “Night Owl” (VÍDEO)

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Com o lançamento de The English Riviera, em abril de 2011, Joseph Mount fez com que o Metronomy fosse capaz de alcançar a fase adulta. Depois de duas obras medianas – Pip Paine (Pay the £5000 You Owe) (2006) e Night Out (2008) –, os arranjos minimalistas de composições como The Look, Everything Goes My Way e The Bay não apenas transportaram os britânicos para um novo ambiente criativo, como serviram de inspiração para a sequência de faixas que seriam apresentadas em Love Letters (2014), obra que serviu para aproximar ainda mais o grupo inglês do grande público.

Em Summer 08 (2016, Because), quinto álbum de estúdio do quarteto de Totnes, uma curiosa sensação de recomeço. Ao mesmo tempo em que Mount e os parceiros de banda continuam a produzir o mesmo som dançante e essencialmente econômico dos dois últimos registros de inéditas, está no diálogo com a música dos anos 1980 – principalmente gêneros como o Hip-Hop e o R&B – a base para o delicado acervo de 10 faixas que abastecem o presente trabalho. [Leia o texto completo]

Apresentada ao público no final de junho, Night Owl foi a canção escolhida para se transformar no mais novo clipe do Metronomy. A direção do clipe é de Quentin Dupieux ou, como é popularmente conhecido, Mr. Oizo.

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Metronomy  – Night Owl

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CHVRCHES: “Bury It” (VÍDEO)

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Não é preciso ir além da capa florida de Every Open Eye (2015, Glassnote / Virgin) para perceber de onde vem a influência do CHVRCHES no segundo álbum de inéditas. Curiosa interpretação da imagem que estampa visualmente o clássico Power, Corruption and Lies (1983), obra-prima do New Order, a foto quadriculada parece ser apenas um pequeno indicativo da base eletrônica, dançante e “empoeirada” que define cada uma das 11 canções finalizadas pelo trio composto por Iain Cook, Martin Doherty e a vocalista Lauren Mayberry.

Versão ainda mais acelerada (e intensa) do mesmo material apresentado pelo grupo no antecessor The Bones of What You Believe, de 2013, com o segundo trabalho de inéditas os membros do CHVRCHES comprovam o que já parecia claro desde o inaugural Recover EP (2013): a surpreendente capacidade de produzir hits. Munidos de um precioso acervo de melodias pegajosas e versos que retratam temas românticos na voz de cada integrante, faixa após faixa, o trio esculpe e encaixa as peças que fazem do disco um precioso catálogo do pop atual. [Leia o texto completo]

Com participação de Hayley Williams do grupo Paramore, Bury It é o mais novo clipe do CHVRCHES. Parte do álbum Every Open Eye, de 2015, a canção mostra o trio inglês e a convidada norte-americana brincando com poderes telecinéticos no melhor estilo X-Men.

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CHVRCHES – Bury It

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Courtney Barnett: “Elevator Operator” (VÍDEO)

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O ano é 1995. No campo da música, o grunge dá seus últimos suspiros, deixando o caminho livre para o duelo “pomposo” do Britpop entre Blur e Oasis. Depois de meia década de “domínio masculino” dentro das rádios, programação da MTV e revistas de música, um time de vozes femininas – inspiradas por PJ Harvey, Kim Deal e Liz Phair – começaram a ocupar território. De Alanis Morissette ao trabalho da islandesa (e já veterana) Björk, dos gritos de Gwen Stefani no No Doubt aos berros de Shirley Manson na estreia do Garbage, há 20 anos, todos os holofotes se voltaram para elas.

Curioso perceber que mesmo passadas duas décadas desde a explosão de novos representantes do “rock feminino”, Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, estreia solo da australiana Courtney Barnett, ainda preserva parte da mesma essência de músicas lançadas durante o período. Versos temperados com sarcasmo, guitarras tratadas com euforia, além de um universo de temas tão joviais e descomplicados, que Barnett parece até cantar sobre o cotidiano do espectador. [Leia o texto completo]

Com direção de Sunny Leunig e participação de nomes como Sleater-Kinney e Jeff Tweedy, Elevator Operator é o mais novo clipe de Courtney Barnett. A canção é parte do primeiro álbum de estúdio da artista australiana, Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, 10º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015.

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Courtney Barnett – Elevator Operator

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