Depois de dois EPs – Beta (2014) e Malverde (2015) –, os integrantes da banda paraibana Alternadores anunciam a chegada de um novo registro de inéditas. Trata-se de Wanderlust (2017), uma seleção de quatro faixas inéditas – Glitched Gamelevel, Wanderlust, Pra Onde Corre O Rio e Five Minutes of City Sounds –, em que os parceiros Carlos Eduardo Batista (Bidu), Igor Gadelha (Pepeu Guzman) e Gustavo Pozzobon continuam a brincar com o mesmo experimentalismo eletrônico dos primeiros registros.

Faixa de abertura do disco, Glitched Gamelevel sintetiza com naturalidade parte do som produzido pelo trio de João Pessoa. Batidas eletrônicas, sintetizadores loucos e pequenas rupturas que provocam a audição do ouvinte durante toda a formação da faixa. Um synth-rock-psicodélico que parece vindo de algum clube noturno de Nova York. Para o clipe da canção, uma parceria entre Leandro Luna e Gustavo Pozzobon, formas abstratas, luzes e elementos 3-D que dançam em um espaço dominado pelas cores.

Wanderlust EP (2017) será lançado no dia 21/03.

Alternadores – Glitched Gamelevel

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Dizem que estamos em perigo / Mas eu discordo … Você teve fé em mim / Eu não vou fugir / Se tudo desmoronar / Você terá sido o meu erro favorito”. Ainda que a incerteza de um novo amor sirva de base para a inaugural Dangerous, difícil ouvir o dueto entre Romy Madley Croft e Oliver Sim e não perceber na canção um paralelo com a presente fase do The XX. Longe da zona de conforto que marca os dois primeiros discos da banda – xx (2009) e Coexist (2012) –, I See You (2017, Young Turks) encanta pela busca declarada do trio, completo com o produtor Jamie XX, em provar de novas sonoridades.

Embora íntimo do mesmo universo de referências que marcam a curta discografia da banda, como o R&B dos anos 1990 e o soul produzido na década de 1970, I See You detalha o esforço do trio em sutilmente distorcer o conceito minimalista apresentado no primeiro disco de inéditas. Em um diálogo explícito com a música pop, músicas como Lips (“Apenas o seu amor / Apenas os seus lábios”) e Say Something Loving (“Eu preciso lembrar / O sentimento escapa de mim”) se projetam como hits em potencial, aproximando o trio de um som comercial, essencialmente radiofônico. Leia o texto completo.

Com direção de Alasdair McLellan, o vídeo de Say Something Loving usa de diferentes técnicas de captação, cortes e colagens visuais para completar a apresentação da banda em estúdio. A canção faz parte do terceiro e mais recente álbum do The XX, I See You (2017), trabalho lançado em janeiro deste ano.

 

The xx – Say Something Loving

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Cleo Tucker e Harmony Tividad estão de volta com um novo álbum de inéditas. Intitulado Powerplant (2017), o registro de 12 faixas chega até o público dois anos após o lançamento do primeiro disco do Girlpool, Before the World Was Big (2015). A principal diferença em relação ao material apresentado no disco anterior está na bateria pontual de Miles Wintner, artista convidado a participar das gravações do ainda inédito trabalho.

Faixa de abertura do disco, 123 foi justamente a canção escolhida para apresentar o disco. Mesmo densa, consumida pela força das guitarras e batidas, estão lá os principais elementos que apresentaram o trabalho do Girlpool. Do coro de vozes ao detalhamento melódico dos arranjos, em poucos minutos Tucker e Tividad conduzem o ouvinte para dentro do novo disco. A banda também aproveitou para apresentar o clipe da canção, trabalho dirigido por Nicholas Rattigan.

 

Powerplant

01 123
02 Sleepless
03 Corner Store
04 Your Heart
05 Kiss And Burn
06 Fast Dust
07 Powerplant
08 High Rise
09 Soup
10 She Goes By
11 It Gets More Blue
12 Static Somewhere

Powerplant (2017) será lançado no dia 12/05 via Anti-.

 

Girlpool – 123

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All-Amerikkkan Bada$$ (2017), esse é o título do mais novo álbum do rapper Joey Bada$$. Vindo de uma sequência de grandes obras, como 1999 (2012), Summer Knights (2013) e B4.DA.$$ (2015), o trabalho deve reforçar a poesia política e debates raciais anteriormente explorados pelo artista nova-iorquino em diferentes composições. Um reflexo da transição entre o governo Barack Obama e Donald Trump, marca do single Land of the Free.

Costurada por versos que falam sobre racismo, assassinatos de negros, política, sonhos e esperança, a canção, originalmente apresentada em janeiro, ganha ainda mais peso no clipe produzido por Nathan R Smith em parceria com o próprio Bada$$. Imagens de policiais baleando homens negros, cruzes sendo queimadas pela Ku Klux Klan e um olhar para o futuro, onde crianças negras brincam embaixo de uma árvore.

All-Amerikkkan Bada$$ (2017) será lançado no dia 07/04 via Pro Era Records.

 

Joey Bada$$ – Land of the Free

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Os últimos anos foram bastante produtivos para o cantor e compositor norte-americano Alex G. Com obras como DSU (2014) e Beach Music (2015) em mãos, o artista original de Havertown, Pennsylvania acabou conquistando uma nova parcela do público, sendo convidado a participar das gravações do excelente Blonde (2016), segundo álbum de Frank Ocean, com quem contribuiu na composição de faixas como Self Control e White Ferrari.

Próximo de lançar um novo álbum de inéditas, Rocket (2017), Alex G apresenta ao público duas novas composições. De um lado, o clipe de Bobby, trabalho dirigido por Colin Acchione e faixa que explora a mesma melancolia incorporada por artistas como Sun Kil Moon e Mount Eerie. No outro oposto, Witch, faixa que mergulha em um oceano de temas psicodélicos e acústicos, lembrando parte do trabalho produzido pelo músico nos primeiros álbuns de estúdio.

 

Rocket

01 Poison Root
02 Proud
03 County
04 Bobby
05 Witch
06 Horse
07 Brick
08 Sportstar
09 Judge
10 Rocket
11 Powerful Man
12 Alina
13 Big Fish
14 Guilty

Rocket (2017) será lançado no dia 19/05 via Domino.

 



Alex G – Bobby

 

Alex G – Bobby

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Quatro anos após o lançamento do primeiro álbum de estúdio, Pure Heroine (2013), a cantora e compositora neo-zelandesa Lorde está de volta com uma nova composição inédita: Green Light. Marcada pela expectativa e entregue ao público em pequenas doses nas últimas semanas, a faixa de quatro minutos indica a busca da jovem artista por um som parcialmente distante do material apresentado nas canções do elogiado debut.

De essência dançante, Green Light se espalha em meio a batidas, sintetizadores e vozes que parecem projetadas para grudar na cabeça do ouvinte. Uma completa fuga do minimalismo explorado em músicas como Royals, Tennis Court e demais composições que apresentaram o som produzido pela cantora. O mesmo conceito dançante acaba se refletindo no clipe da canção, trabalho que conta com a direção de Grant Singer.

Green Light faz parte do novo álbum de Lorde, Melodrama (2017), registro que deve ser apresentado ao público nos próximos meses.

 

Lorde – Green Light

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Existe algo de hipnótico, doce e, ao mesmo tempo, perturbador no trabalho produzido pela dupla Audrey Ann (voz) e Kyle Jukka (sintetizadores) para o She-Devils. Uma mistura de ritmos que atravessa o pop produzido na década de 1960, passa pela Tropicália, esbarra no Dream Pop dos anos 1980 e ainda alcança o mesmo universo criativo de outros representantes da cena canadense, caso de Grimes e Devon Welsh (ex-Majical Cloudz).

Em The World Laughs, primeiro single da banda desde o primeiro EP de inéditas, a busca declarada por novas sonoridades. Mesmo próxima de músicas como Where There’s No One, I Wanna Touch You e Come, o novo single delicadamente expande os domínios do duo canadense. Uma coleção de ruídos, samples e melodias aprazíveis que parecem dançar em torno da voz particular de Audrey Ann, junto do parceiro de banda, responsável pelo recém-lançado clipe da canção.

 



She-Devils – The World Laughs

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O que esperar de um novo álbum do Future Islands? A resposta talvez esteja em Ran, primeiro single do quinto registro de inéditas do grupo norte-americano, The Far Field (2017). Sucessor do elogiado Singles – 28º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014 –, o disco parece seguir a mesma trilha dançante do trabalho lançado há três anos, proposta reforçada nos sintetizadores e toda a atmosfera que marca o novo single.

Livre das explosões controladas e improváveis mudanças de direção que marcam o trabalho da banda, Run segue de forma segura até o último instante, detalhando o som que parece vindo diretamente da década de 1980. Além da nova faixa, o trabalho ainda conta com outras 11 composições inéditas, entre elas, Shadows, uma parceria entre a banda e a cantora Debby Harry, do Blondie. A produção do trabalho ficou por conta do requisitado John Congleton.

Para o clipe de Ran, a banda convidou o diretor Albert Birney, criando a trilha sonora perfeita para uma caminhada do vocalista Samuel T. Herring. The Far Field (2017) será lançado no dia 07/04 via 4AD.

 

Future Islands – Ran

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No decorrer de 2016, Amelia Meath e o parceiro de banda Nick Sanborn presentearam o público com duas composições inéditas do Sylvan Esso. Primeiro foi a vez de Radio, música apresentada em agosto do último ano e um synthpop poderoso, típico do material apresentado pela dupla no homônimo registro lançado em 2014. Em novembro, foi a vez de Kick Jump Twist, faixa delineada pelo minimalismo das vozes e pequenas explosões instrumentais.

Ambas as canções fazem parte do novo álbum de inéditas do Sylvan Esso, What Now (2017), trabalho completo com a chegada de Dia Young. Densa, a canção soa como um meio termo entre os dois últimos lançamentos da dupla norte-americana. Pequenos embates entre os sintetizadores de Sanborn e a voz cuidadosamente encaixada de Meath, proposta que lembra em alguns aspectos o trabalho de Lorde em Pure Heroin (2013).

What Now (2017) será lançado no dia 28/04 via Loma Vista.

 

Sylvan Esso – Die Young

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New York 93 e Guap, esses são alguns dos principais trabalhos lançados pela sul-coreana Kathy Yaeji Lee nos últimos meses. Claramente influenciada pela música Techno/House do começo da década de 1990, a artista anuncia para o final de março a chegada do primeiro EP oficial. Autointitulado, o registro deve apresentar algumas das principais canções assinadas pela produtora, além, claro, de faixas inéditas, caso da recém-lançada Noonside.

Inspirada pela mudança de Lee para a cidade de Nova York, a nova faixa mostra a busca da produtora por um material que mesmo pop, acessível, em nenhum momento se esquiva das batidas e bases sujas lançadas pela artista. Entre versos trabalhados de forma cíclica, a faixa se espalha lentamente, detalhando um som que parece pronto para as pistas. No clipe dirigido por Yaeji, uma colcha de retalhos visuais e diferentes cenas gravadas na nova casa nos Estados Unidos.

Yaeji EP (2017) será lançado no dia 31/03 via Godmode.

 

Yaeji – Noonside

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