Originalmente concebidas durante as sessões que resultaram no derradeiro Blackstar – 6º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, as inéditas No Plan, Killing A Little TimeWhen I Met You acabam de ser agrupadas em um novo trabalho de David Bowie: No Plan EP (2017). Com produção de Tony Visconti, parceiro de longa data do músico britânico, o registro ainda chega acompanhado de Lazarus, uma das principais canções do último álbum do camaleão do rock.

Como indicado durante o lançamento de Killing a Little Time, em outubro do último ano, as três “novas” composições seguem de perto a trilha deixada por Bowie e seus parceiros de estúdio. Um som essencialmente melancólico, intimista e recheado por ambientações típicas do jazz. Para a divulgação do trabalho, o diretor Tom Hingston, artista que já trabalhou com nomes como Massive Attack, foi convidado a produzir um lyric video para No Plan.

 

David Bowie – No Plan EP

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A mudança de direção assumida pelo Dirty Projectors em Keep You Name segue dentro do novo single da banda nova-iorquina. Em Little Bubble, mais recente invento de David Longstreth, melodias eletrônicas e vozes brandas detalham um novo fragmento da poesia intimista produzida pelo músico. Minuciosa, a canção dosa os experimentos testados há poucos meses, mergulhando na mesma atmosfera doce do álbum Swing Lo Magellan, de 2012.

Assim como o single anterior, entregue ao público em setembro do último ano, Little Bubble prepara o terreno para o novo álbum de inéditas do grupo norte-americano. A canção chega acompanhada de um precioso clipe dirigido por Adam Newport-Berra, cineasta que já trabalhou ao lado de artistas como Killer Mike e Francis and The Lights, além, claro, de dirigir o vídeo de Impregnable Question, do próprio Dirty Projectors.

 

Dirty Projectors – Little Bubble

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Christopher Taylor passou os últimos meses preparando o terreno para a chegada do segundo álbum de inéditas do SOHN, Rennen (2017). Com previsão de lançamento para a próxima semana, o sucessor do debut Tremors (2014) acaba de ter mais uma de suas composições apresentadas ao público. Trata-se de Hard Liquor, uma perfeita síntese do R&B eletrônico produzido pelo artista britânico desde o início da carreira.

Dividida em pequenos atos, a canção se espalha em meio ao cuidadoso jogo de batidas e vozes. Uma versão descomplicada do mesmo material produzido pela conterrânea FKA Twigs, como se Taylor buscasse pelo mesmo pop melancólico de artistas como How To Dress Well e Banks. Uma das principais canções do novo álbum até aqui, Hard Liquor ainda chega acompanhada de um precioso clipe em preto e branco dirigido por Jovan Todorovic.

Rennen (2017) será lançado no dia 13/01 via 4AD.

 

SOHN – Hard Liquor

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Dez anos, esse foi o tempo que os fãs do Sleater-Kinney tiveram de esperar até o lançamento de um novo álbum de inéditas da banda norte-americana. Mesmo extenso, o longo período de espera acabou resultando no ótimo No Cities to Love – 25º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015 –, obra que levou o trio de Olympia a produzir uma bem-sucedida turnê nos últimos dois anos, estímulo para o primeiro registro de inéditas do grupo: Live in Paris (2017).

Gravado durante uma apresentação da banda no teatro La Cigale, em Paris, o trabalho revela ao público uma seleção com 13 faixas que passeiam por diferentes fases do trio norte-americano. No repertório, clássicos como Dig Me Out, além de uma seleção de músicas vindas do mais recente álbum do grupo. Canção escolhida para apresentar o disco, Surface Envy chega acompanhada de um vídeo montado a partir de diferentes performances do Sleater-Kinney.

 

Live in Paris

01 Price Tag
02 Oh!
03 What’s Mine is Yours
04 A New Wave
05 Start Together
06 No Cities to Love
07 Surface Envy
08 I Wanna Be Your Joey Ramone
09 Turn It On
10 Entertain
11 Jumpers
12 Dig Me Out
13 Modern Girl

Live In Paris (2017) será lançado no dia 27/01 via Sub Pop.

 

Sleater-Kinney – Surface Envy

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A atmosfera acolhedora criada por Liz Harris em Ruins – 7º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014 –, continua se espalhando delicadamente, sem pressa. Dois anos após o lançamento do bem-sucedido registro, a cantora e produtora norte-americana está de volta com um novo material. Trata-se da dobradinha Headache e I’m Clean Now, uma lenta sobreposição de vozes e guitarras ambientais que evidenciam o completo detalhismo da musicista.

Enquanto Headache cresce de forma hipnótica, sugando o ouvinte para dentro dela, em I’m Clean Now, Harris entrega uma canção que parece esfarelar nos ouvidos. Entre guitarras dedilhadas de forma tímida, uma manta ruidosa, sutil, parece cobrir os versos lançados pela cantora. Para divulgar o material, Grouper foi em busca do diretor Paul Clipson, responsável pelas imagens bucólicas que movimentam de forma sutil o clipe de Headache.

 

Grouper – Headache

Grouper – I’m Clean Now

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Em 2013, com o lançamento de Heartthrob, as irmãs Tegan e Sara Quin assumiram de vez a busca por um som cada vez mais pop, dançante e íntimo das experiências musicais testadas ao longo de toda a década de 1980. Entre faixas como Closer e I Was a Fool, a explícita desconstrução do material intimista incorporado nos iniciais If It Was You (2002) e So Jealous (2004), conceito que se repete em cada uma das canções do recente Love You to Death (2016, Vapor / Warner Bros).

Oitavo álbum de estúdio da dupla canadense, o registro que conta com produção assinada pelo veterano Greg Kurstin (Lily Allen, Kelly Clarkson) faz de cada fragmento musical um componente pegajoso, acessível aos mais variados públicos. Da abertura do disco, em That Girl, passando por músicas como Stop Desire e Boyfriend – dois dos melhores exemplares da música pop em 2016 –, uma coleção de faixas capazes de “seduzir” em poucos instantes. Leia o texto completo.

BoyfriendHang on to the Night e Stop Desire, esses são alguns dos clipes produzidos pelas irmãs Tegan and Sara para divulgar o ótimo Love You to Death (2016), último álbum de estúdio da dupla. Para encerrar a série de vídeos, as canadenses apresentam o clipe de That Girl, trabalho que revela um pouco dos bastidores desse processo de divulgação do registro. A direção do vídeo é de Allister Ann.

 

Tegan and Sara – That Girl

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Nelly Furtado sempre foi uma personagem versátil. Do R&B/Soul de Whoa, Nelly! (2000), passando pelas batidas e ritmo quente de Loose (2006), até alcançar o pop descompromissado do “recente” The Spirit Indestructible (2012), cada registro lançado pela cantora canadense reflete a busca por um som parcialmente renovado. Uma permanente transformação que cresce nas batidas e bases de Pipe Dreams, canção escolhida para anunciar o novo álbum da artista: The Ride (2017).

Com produção de John Congleton, artista que já trabalhou com nomes como St. Vincent, Angel Olsen e Franz Ferdinand, a nova canção segue exatamente de onde a cantora parou há poucos meses, durante o lançamento de Hadron Collider, parceria com Dev Heynes para o novo álbum do Blood Orange, Freetown Sound (2016). Curioso encontrar no clipe da canção a mesma atmosfera dos trabalhos de Heynes, com Furtado surgindo em meio a imagens gravadas em VHS.

The Ride (2017) será lançado no dia 31/03 via Nelstar Entertainment.

 

Nelly Furtado – Pipe Dreams

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Fernando Temporão nem parece o mesmo artista que foi apresentado ao público com o álbum De dentro da gaveta da alma da gente (2013). Entre versos sóbrios, canções amargas e declarações de amor sempre delicadas, confessionais, o cantor e compositor carioca esbanja maturidade no segundo registro em carreira solo, Paraíso (2016, Independente). Um trabalho de temática acinzentada, apaixonado e ensolarado em momentos específicos, porém, íntimo de diferentes aspectos que marcam o presente cenário político/cultural brasileiro

Com Dança como faixa de abertura do disco, Temporão e o parceiro Kassin, produtor desde o álbum passado, indicam a direção assumida em cada uma das 11 faixas que recheiam o presente trabalho. São arranjos sempre precisos, marcados pelos detalhes, passagem para a interferência de convidados como o paulistano Marcelo Jeneci, influência confessa do músico carioca e responsável pela sanfona que passeia ao fundo da canção. Nos versos, fragmentos da identidade político de Temporão: “Tira a cabeça daí / Olha de frente pro perigo … Não, eu não vou saber dizer / Pra vocês não vou dizer / Sim“. Leia o texto completo.

Composta em parceria com a cantora e compositora Ava Rocha, Paraíso, faixa-título do novo álbum de Fernando Temporão, se transforma agora em um delicado clipe. São imagens captadas em San Andres (Colômbia) e Mamanguá (Rio de Janeiro) e editadas pelo próprio cantor.

 

Fernando Temporão – Paraíso

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Romântico, cafona, sensível. Em Beijos (2016, Pug Records), primeiro álbum de inéditas em três anos, o cantor e compositor mineiro Filipe Alvim faz de cada composição ao longo do registro um fragmento marcado pela confissão. Entre sussurros melancólicos (“Você pensa que está bom / Mas podia estar melhor”) e versos essencialmente intimistas (“Você tem / O poder / Sobre mim”), a construção de um trabalho que parece feito para grudar na cabeça do ouvinte.

Inaugurado pelos dramas e versos atormentados de Vida Sem Sentido, faixa de abertura do disco, o sucessor de Zero EP (2013) mais uma vez posiciona Alvim como personagem central de uma obra marcada pela desilusão. Enquanto os arranjos de guitarra se desmancham lentamente, revelando um som empoeirado, íntimo dos trabalhos de Mac DeMarco e outros românticos do rock atual, uma solução de versos amargos aponta a direção seguida em grande parte do trabalho. Leia o texto completo.

Com produção de Lauro Müller, Super Suco é o mais novo (e divertido) clipe do cantor e compositor mineiro Filipe Alvim. A canção faz parte do primeiro álbum “de estúdio” do músico, o romântico Beijos – 40º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2016.

Filipe Alvim – Super Suco

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Com previsão de lançamento para fevereiro do próximo ano, Infinite Worlds (2017) é o nome do primeiro álbum de estúdio da cantora Laetitia Tamko como Vagabon. Dona de um reservado acervo de faixas, a artista residente na região do Brooklyn, em Nova York encontra no rock alternativo dos anos 1990, além de nomes como Sampha e Erykah Badu a base para o próprio trabalho. Um universo de pequenas referências que cresce dentro do mais recente single da artista, The Embers.

Composição escolhida para anunciar Infinite Worlds, The Embers segue a trilha de uma série de cantoras recentes, caso de Waxahatchee, com quem Tamko se apresentou recentemente, além de outras como Torres e o grupo canadense Alvvays. Versos sempre intimistas, inicialmente serenos, mas que acabam conquistando espaço na estrutura crescente das guitarras e batidas que se espalham ao fundo da canção. O vídeo da faixa conta com direção de Zadie.

Infinite Worlds (2017) será lançado no dia 24/02 via Father/Daughter Records.

 

Vagabon – The Embers

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