Depois de muita expectativa e quatro composições excelentes – Keep Your Name, Little Bubble, Up in Hudson e Cool Your Heart, parceria com Dawn Richard –, o novo álbum de estúdio do Dirty Projectors está disponível para audição. Sucessor de Swing Lo Magellan – 22º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2012 –, o registro conta com nove composições inéditas e uma série de referências que passam por diversos aspectos da carreira do grupo.

Produzido ao longo de 2016 pelo próprio vocalista e líder da banda, Dave Longstreth, o autointitulado lançamento reflete o distanciamento entre o músico e Amber Coffman, ex-integrante do Dirty Projectors e antiga parceira de Longstreth. Repleto de curvas, manipulações vocais e flertes com o R&B, o novo disco talvez seja o registro mais revolucionário da banda desde o elogiado Bitte Orca (2009), obra responsável por catapultar o trabalho do coletivo nova-iorquino.

 



Dirty Projectors – Dirty Projectors

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Recentemente, Michael Angelakos, vocalista e líder do Passion Pit, deu vida a uma plataforma intitulada The Wishart Group. Trata-se de um projeto de incentivo a jovens artistas que prestará auxílio educacional, jurídico e até tratamento de saúde a jovens músicos. Com um fundo de 250 milhões de dólares doados por diferentes nomes de peso do cenário musical, o coletivo visa proteger e estimular projetos independentes para que os artistas tenham mais chances de sobreviver no mercado.

Enquanto segue sem um lançamento oficial, Angelakos aproveitou o canal do Youtube do projeto para apresentar uma série de músicas inéditas do Passion Pit. São faixas como Inner Dialogue, I’m Perfect, Moonbeam, a grudenta Somewhere Up There e, mais recentemente, Hey K. Uma clara continuação do mesmo pop pegajoso e eletrônico que a banda original da cidade de Cambridge, Massachusetts vem desenvolvendo desde o primeiro álbum de estúdio, Manners (2009).

 

Passion Pit – Hey K

 

Passion Pit – Somewhere Up There

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Depois de mais uma década como vocalista do Mombojó, o cantor e compositor Felipe S. apresenta ao público o primeiro trabalho em carreira solo. Intitulado Cabeça de Felipe (2017), o registro de dez faixas e que conta com distribuição pelo selo Joia Moderna mostra a busca do músico por um som tão experimental (e curioso) quanto o material entregue ao público durante o lançamento do último disco de inéditas de sua principal banda, o ótimo Alexandre (2014).

De essência intimista, repleto de passagens que dialogam diretamente com o cotidiano do cantor, Cabeça de Felipe se espalha em meio a sambas (Santo Forte), canções que poderiam facilmente ser encontradas em algum disco da Mombojó (Vão) e faixas movidas pela completa serenidade dos arranjos e vozes (Trovador). Com capa produzida pelo artista plástico Maurício Silva, pai do cantor, o trabalho ainda conta com a participação de artistas como a atriz Juliana Didone e Ana Maria Maia, mulher de Felipe.

 

Felipe S. – Cabeça de Felipe

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Angel Olsen, How To Dress Well, Toro Y Moi, The Range e Avey Tare (Animal Collective), esses são alguns dos artistas que integram a coletânea Our First 100 Days. Trata-se de um projeto de enfrentamento ao novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que toda a renda captada com a venda do trabalho será revertida a diferentes organizações não governamentais, entidades de proteção às mulheres, grupos LGBTQIA+ e imigrantes.

Com um custo de 30 dólares – aproximadamente 95 reais –, o usuário pode baixar todas as 100 composições produzidas por diferentes artistas para o projeto. Diariamente, uma nova composição será publicada e apresentada ao público para audição gratuita no Bandcamp. Pelo Facebook do coletivo, você acompanha os anúncios e lançamentos diários. Para conhecer todas as entidades que serão beneficiadas pelo projeto, basta uma visita ao site Our First 100 Days.

 

Vários Artistas – Our First 100 Days

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Como anunciado há poucas semanas, o Chairlift se despede do público para que seus integrantes, Caroline Polachek e Patrick Wimberly, possam se dedicar a diferentes projetos em carreira solo. Enquanto a dupla se prepara para as últimas apresentações ao vivo, Polachek aproveitou para lançar um novo álbum em carreira solo: Drawing The Target Around The Arrow (2017). Com download gratuito, o registro é o primeiro registro paralelo da cantora desde o estranho Arcadia (2014), como Ramona Lisa.

Na contramão do último álbum do Chairlift, o ótimo Moth – 44º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, o presente registro mostra o lado mais “experimental” de Polachek. São 18 composições, parte expressiva delas com menos de dois minutos de duração, em que a artista brinca com o uso de sintetizadores atmosféricos, captações caseiras e até sons ambientais, como uma possível sobra de estúdio dos últimos trabalhos de Polachek.

 

CEP – Drawing The Target Around The Arrow

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Depois de muita expectativa e boas composições em mãos – caso de Keep Your Name e Little Bubble –, David Longstreth anuncia a chegada de um novo álbum do Dirty Projectors. Autointitulado, o trabalho previsto para o final de fevereiro conta com nove músicas e é o primeiro grande registro de inéditas do grupo nova-iorquino desde o elogiado Swing Lo Magellan – 22º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2012.

Além de apresentar ao público a capa do trabalho (imagem acima), Longstreth revela a inédita Up In Hudson. Terceira faixa do disco, a canção de quase oito minutos reforça o conceito eletrônico/experimental assumido pelo artista desde o primeiro single. Metais, arranjos quebrados e vozes sobrepostas que mudam de direção a cada nova batida. Retalhos instrumentais que se completam com a poesia intimista da canção.

 

Dirty Projectors

01 Keep Your Name
02 Death Spiral
03 Up in Hudson
04 Work Together
05 Little Bubble
06 Winner Take Nothing
07 Ascent Through Clouds
08 Cool Your Heart
09 I See You

Dirty Projectors (2017) será lançado no dia 24/02 via Domino.

Dirty Projectors – Up In Hudson

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Desde o último ano, os integrantes da Luziluzia vem trabalhando em uma série de três EPs marcados pela experimentação. Intitulado EP 1​/​3 (concerto pra caixas pequenas), o registro de quatro faixas – uma delas com mais de 11 minutos –, se espalha em meio a ruídos, vozes desconexas e ambientações caseiras, sujas, proposta que volta a se repetir dentro do segundo e mais recente trabalho da banda: EP 2​/​3 (autofarra – trilha pra uma festa boa) (2017).

Em um intervalo de apenas cinco faixas – Caverninha, Provador, Temporada 2014, Love co n5 e Rufião, à espera da festa boa –, a banda forma por integrantes do Boogarins e Carne Doce parece jogar com o uso de fragmentos musicais vindos de diferentes sessões. Retalhos musicais que se completam com o uso de temas eletrônicos. Assim como o trabalho lançado pela banda em 2016, o novo EP pode ser baixado gratuitamente no perfil da Luziluzia no Bandcamp.

 

Luziluzia – EP 2​/​3 (autofarra – trilha pra uma festa boa)

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Um dos nomes no atual comando da DFA Records – casa de projetos como LCD Soundsystem, Hot Chip e The Rapture –, Kris Peterson é quem assume a curadoria da recém-lançada coletânea Lives Through Magic (2017). Trata-se de um registro produzido para arrecadar dinheiro às vítimas do incêndio ocorrido em dezembro do último ano na casa de shows Ghost Ship, em Oakland, nos Estados Unidos. Uma seleção com mais de 40 nomes da música eletrônica/alternativa mundial.

Entre os nomes convidados a integrar o projeto, artistas como a cantora Róisín Murphy, a dupla de música eletrônica YACHT, o músico Helado Negro e outros representantes de peso da produção norte-americana. Com distribuição em formato físico e digital, o trabalho acaba de ter algumas de suas canções apresentadas ao público no bandcamp. É o caso de Julia, uma curiosa parceria entre os produtores Owen Pallet e Daphni, um dos projetos paralelos de Dan Snaith do Caribou.

 

Daphni & Owen Pallett – Julia

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Originalmente concebidas durante as sessões que resultaram no derradeiro Blackstar – 6º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, as inéditas No Plan, Killing A Little TimeWhen I Met You acabam de ser agrupadas em um novo trabalho de David Bowie: No Plan EP (2017). Com produção de Tony Visconti, parceiro de longa data do músico britânico, o registro ainda chega acompanhado de Lazarus, uma das principais canções do último álbum do camaleão do rock.

Como indicado durante o lançamento de Killing a Little Time, em outubro do último ano, as três “novas” composições seguem de perto a trilha deixada por Bowie e seus parceiros de estúdio. Um som essencialmente melancólico, intimista e recheado por ambientações típicas do jazz. Para a divulgação do trabalho, o diretor Tom Hingston, artista que já trabalhou com nomes como Massive Attack, foi convidado a produzir um lyric video para No Plan.

 

David Bowie – No Plan EP

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Dez anos, esse foi o tempo que os fãs do Sleater-Kinney tiveram de esperar até o lançamento de um novo álbum de inéditas da banda norte-americana. Mesmo extenso, o longo período de espera acabou resultando no ótimo No Cities to Love – 25º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015 –, obra que levou o trio de Olympia a produzir uma bem-sucedida turnê nos últimos dois anos, estímulo para o primeiro registro de inéditas do grupo: Live in Paris (2017).

Gravado durante uma apresentação da banda no teatro La Cigale, em Paris, o trabalho revela ao público uma seleção com 13 faixas que passeiam por diferentes fases do trio norte-americano. No repertório, clássicos como Dig Me Out, além de uma seleção de músicas vindas do mais recente álbum do grupo. Canção escolhida para apresentar o disco, Surface Envy chega acompanhada de um vídeo montado a partir de diferentes performances do Sleater-Kinney.

 

Live in Paris

01 Price Tag
02 Oh!
03 What’s Mine is Yours
04 A New Wave
05 Start Together
06 No Cities to Love
07 Surface Envy
08 I Wanna Be Your Joey Ramone
09 Turn It On
10 Entertain
11 Jumpers
12 Dig Me Out
13 Modern Girl

Live In Paris (2017) será lançado no dia 27/01 via Sub Pop.

 

Sleater-Kinney – Surface Envy

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