Category Archives: Notícias

Wavves x Cloud Nothings: “No Life For Me”

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Surpresa! No Life For Me (2015), trabalho em pareceria entre Nathan Williams (Wavves) e Dylan Baldi (Cloud Nothings) acaba de ser apresentado ao público. Originalmente anunciado no começo da março, porém, sem data de lançamento prevista, o álbum de nove composições inéditas e produção assinada por Sweet Valley já pode ser apreciado na íntegra pelo Bandcamp da “dupla”.

Gravado em diferentes sessões entre março de 2014 e junho de 2015, o registro é uma divisão exata das experiências, ruídos e temas que inspiram as duas bandas. Um cruzamento perfeito entre o Garage Rock “litorâneo” de Nathan Williams no Wavves as guitarras distorcidas, típicas da década de 1990, que Baldi há tempos vem explorando dentro do Cloud Nothings.

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Wavves x Cloud Nothings – No Life For Me

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Nicolas Jaar: “Pomegranates”

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Nymphs II, último trabalho apresentado por Nicolas Jaar ainda nem teve tempo de esfriar e o produtor norte-americano já está de volta com um vasto acervo de composições. Intitulado Pomegranates, o álbum de 20 faixas e temas ambientais funciona, segundo o próprio produtor, como uma espécie de trilha sonora alternativa para o clássico A Cor da Romã, filme originalmente lançado em 1969 e dirigido pelo cineasta soviético Sergei Parajanov.

Apresentado pelo próprio Jaar no Twitter e Facebook para download gratuitoPomegranates está longe de parecer uma obra de composições inéditas. Como resume no próprio texto de apresentação do trabalho, parte das canções foram resgatadas do vasto acervo do produtor, caso de Shame, música criada como base para um rap, porém, posteriormente recusada, e Garden Of Eden, faixa composta para um inseto que Jaar encontrou em casa. Com distribuição pelo selo Other People, o álbum deve ganhar em breve uma reedição em vinil. Ouça:

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Nicolas Jaar – Pomegranates

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London O’Connor: “O∆”

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Depois da sequência de boas composições apresentadas nas últimas semanas – como GutsNobody Hangs Out Anymore -, já era hora de ter acesso ao primeiro álbum de London O’Connor. Na trilha dos últimos lançamentos do jovem artista, O∆ (2015), nasce como reflexo do passeio do cantor/rapper por diferentes campos da música estadunidense, buscando referências que se escondem no rock nova-iorquino de grupos como The Velvet Underground, além, claro, de diálogos curtos com o Hip-Hop, R&B e Soul de diferentes épocas.

São 10 composições, algumas já conhecidas do Soundcloud de O’Connor, além de outras NATURAL e Steal, pequenas representações do som experimental assinado pelo músico. Disponível para download gratuito – clique aqui -, o álbum também pode ser apreciado na íntegra logo abaixo. Para quem acompanha o trabalho de Frank Ocean e King Krule, uma excelente recomendação:

 

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London O’Connor – O∆

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Four Tet: “Morning​/​Evening”

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Desde o lançamento do álbum Pink, em 2012, Kieran Hebden parece em busca de um som cada vez mais orientado pelas batidas, conceito expandido durante o lançamento de Beautiful Rewind (2013) e reforçado agora, com a entrega de Morning/Evening (2015). Oitavo e mais recente trabalho de inéditas do produtor britânico, o álbum de duas faixas e lados bem definidos – Morning SideEvening Side – é uma verdadeira coleção de referências exploradas por Hebden na última meia década.

Seja nos trabalhos concebidos em parceria com Omar Souleyman, Jamie XX ou Burial, a cada curva musical do registro, um diferente elemento temático salta de forma distinta, prendendo a atenção do ouvinte com naturalidade. Disponível para audição e compra diretamente pelo Bandcamp, o álbum também pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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Four Tet – Morning​/​Evening

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Leon Bridges: “Coming Home”

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Passados alguns meses desde o anúncio de lançamento, uma sequência de músicas entregues como aperitivo – Lisa Sawyer, River, Better Man – e até o empolgado registro em vídeo de Smooth Sailin’, Coming Home (2015), primeiro álbum solo do cantor e compositor Leon Bridges está entre nós. Com distribuição pela Columbia Records, o trabalho de 10 faixas e pouco mais de 30 minutos de duração nasce como um verdadeiro passeio pela música negra – R&B, Soul e Gospel – explorada entre os anos 1950 e 1960.

Personagem central da obra, Bridges se apresenta ao público como um romântico, espalhando canções de amor e faixas de puro sofrimento em cada lacuna do disco – conceitual e musicalmente planejado como um álbum “antigo”, envelhecido, possivelmente resgatado em algum sebo. Originalmente previsto para o dia 23 de junho, o álbum ancorado na obra de Otis Redding, Al Green, Sam Cooke e outros gigantes da época já pode ser apreciado na íntegra logo abaixo:

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Leon Bridges – Coming Home

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NAO: “Thinkin Bout You” (Frank Ocean) Cover

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Dona de um dos melhores EPs de 2015, Febuary 15, a cantora e compositora britânica NAO acaba de presentear o público com uma grata surpresa. Em passagem pelos estúdios da BBC Radio 1, em Londres, a jovem, acompanhada pelo produtor Mura Masa, decidiu dar novo enquadramento ao clássico recente Thinkin Bout You, uma das principais composições assinadas pelo norte-americano Frank Ocean no disco Channel Orange, de 2012.

Minimalista e comportada, a canção pode até ter perdido um pouco do sentimento de entrega causado por Ocean, entretanto, (re)nasce como um produto típico de NAO e sua voz compacta. Durante a passagem pela rádio, Mura Masa e a cantora ainda aproveitaram para apresentar uma nova versão da parceria gerada em Firefly, faixa originalmente entregue pelo casal há poucos meses e uma das grandes composições do pop inglês em 2015.

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NAO – Thinkin Bout You (Frank Ocean Cover)

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Do ‘Indie’ ao Hip-Hop: artistas se juntam para homenagear Milton Nascimento

A música de Milton Nascimento é pop, rock, eletrônica, “indie” e até Hip-Hop. Para celebrar os 50 anos de carreira do cantor e compositor “mineiro”, uma seleção composta por 32 artistas vindos de 11 estados brasileiros apresenta o projeto Mil Tom. Uma coletânea – ouça abaixo – que reúne versões reformuladas para clássicos como Maria Maria, Para Lennon e McCartney e Travessia.

Longe da sonoridade bucólica de Bituca – como também é conhecido o cantor -, arranjos íntimos do novo rock, batidas eletrônicas, além, claro, de pequenas adaptações que vão do pop ao experimentalismo. Entre os destaques da obra, a (nova) interpretação de músicas como Tudo Que Você Podia Ser e O Rouxinol, faixas temporariamente entregues aos scratches e rimas velozes do rapper paulistano Rashid e da curitibana Karol Conká.

Idealizado pelo produtor mineiro Pedro Ferreira – também responsável pela homenagem ao grupo Los Hermanos em 2012, na Coletânea Re-Trato -, o disco conta com ilustrações assinadas pela artista plástica Luyse Costa encarregada pela série imagens que acompanham a obra/homenagem.

Segundo Ferreira, a coletânea chega “em boa hora”. “Essa década é muito especial para o Bituca. Ele completou 50 anos de carreira e são mais de 40 anos do lançamento do disco histórico Clube da Esquina. Pensando em tudo isso, além do papel fundamental que ele representa no atual cenário da música, pensamos em homenagear um dos principais artistas brasileiro de todos os tempos”, disse o produtor.

Dividido em duas partes – a segunda metade do disco será entregue no dia 17 de junho -, o trabalho é um projeto independente e lançado sem fins lucrativos. “Cada artista arca com a própria gravação. A masterização fizemos em um estúdio parceiro. É um projeto coletivo, de todos”, afirma Ferreira.

Convidado a integrar o projeto, o cantor e compositor carioca Fernando Temporão confessa: “Sou apaixonado pela obra e singularidade do gênio que ele [Milton Nascimento] é”. Em parceria com o produtor Diogo Strausz, Temporão garantiu novo enquadramento ao clássico Para Lennon e McCartney, brincando com a composição sem necessariamente perder a essência do músico mineiro. “Ouvia muito os LP’s do Milton em casa, por conta do meu pai, que é fã, e sempre tive essa proximidade, essa familiaridade”, disse Fernando.

Abaixo você encontra a primeira metade do trabalho para apreciar na íntegra. Faça o download gratuito da coletânea aqui.

Mil Tom – Disco 1

01 – Vanguart – Clube da Esquina n° 2
02 – Aline Calixto – Vera Cruz
03 – Banda Tereza – Maria Maria
04 – Aláfia – Saudade Dos Aviões da Panair (Conversando No Bar)
05 – Fernando Temporão – Para Lennon e McCartney
06 – Karol Conka – O Rouxinol (part. Boss In Drama)
07 – Pedro Morais – Travessia
08 – Filarmônica de Pasárgada – Canoa, Canoa
09 – Tono – Lágrima do Sul
10 – Pélico & Bárbara Eugênia – Paula e Bebeto
11 – Rashid – Tudo Que Você Podia Ser
12 – Bruno Souto – San Vicente (part. banda Chá de Pólvora)
13 – Phill Veras – Paixão e Fé
14 – Letuce – Sereia
15 – Simonami – Caçador de Mim

Mil Tom – Disco 2 (Lançamento dia 17 de junho)

01 – Thaís Gulin – Amor de Índio
02 – Dani Black – Paisagem na Janela
03 – Baleia – E Daí?
04 – Orquestra Contemporânea de Olinda – Caxangá
05 – Gisele de Santi – Nos Bailes da Vida
06 – Selvagens à Procura de Lei – Nuvem Cigana
07 – A Banda Mais Bonita da Cidade – Ponta de Areia
08 – Blubell – Beijo Partido
09 – Felipe Cordeiro – Cravo e Canela
10 – Verônica Ferriani – Canção do Sal
11 – The Outs – O Trem Azul
12 – Ana Larousse – Cais
13 – Tibério Azul – Canção Amiga
14 – Dom Pepo – Credo
15 – Los Porongas – Nada Será Como Antes

Texto originalmente publicado no Brasil Post.

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Christopher Owens: “Chrissybaby Forever”

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Surpresa! Passados poucos meses desde o lançamento do último trabalho em estúdio, A New Testament (2014), o ex-vocalista e guitarrista do Girls, Christopher Owens segue em carreira solo com um novo álbum de inéditas. Intitulado Chrissybaby Forever (2015), o registro produzido de forma independente e, por enquanto, disponível apenas no Bandcamp entrega ao ouvinte 15 composições inéditas e uma temática completamente distinta em relação ao resultado “mediano” do disco anterior.

Como um diálogo involuntário com o registro de estreia do Girls, o excelente Album, de 2009, Owens investe de forma inteligente no uso de arranjos ensolarados e guitarras diretas, base para o vocal sempre “arrastado” e dramático do artista. São faixas sustentadas por temas românticos, melancolia ou mesmo aspectos simples do cotidiano. Mesmo sem previsão de lançamento em formato físico (vinil), o disco pode ser apreciado na íntegra logo abaixo:

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Christopher Owens – Chrissybaby Forever

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Dupla Arcade Fighters lança novo EP

Creditos_Ihateflash

Dupla de DJs e produtores brasileiros de Indie Dance, Disco House e Nu-Disco lança seu mais novo ep. Começando em 2013 eles compartilham influencias de artistas como Daft Punk, Tim Maia e Michael Jackson. O estilo da dupla traz o poder da batida brasileira com cortes e filtros do disco francês, sempre procurando boogies da decada de 80 e música brasileira como groove funk e samba, eles olham para o corte e a batida certa para renovar.

Arcade Fighters traz em seu novo EP de edits, o Brazilian Grooves Vol. 1. O Ep contem cinco faixas selecionadas entre a década de 70 e final de 80, sempre com um ritmo agitado e com uma ideia de que é possível polir essas músicas pra pista de agora. Apoiados por selos internacionais como Spa In Disco, Spincat Records, and NuDiscoYourDisco, eles reinventam os clássicos e os trazem para uma nova época. Também fazem parte do coletivo paulista Brazilian Disco Club.

O novo disco dos meninos se encontra disponível gratuitamente no soundcloud deles, você pode ouvir e baixar tudo sem pagar nada.
https://soundcloud.com/arcadefighters/sets/arcade-fighters-brazilian-1

 

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Ben Khan: “1000 EP”

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Dono de um dos acervos mais interessantes da eletrônica britânica, além, claro, do ótimo 1992 EP, lançado no último ano, Ben Khan apresenta agora mais um novo registro de inéditas: 1000 EP. Ainda próximo do mesmo resultado e conceitos explorados no último ano, Khan passeia pelo R&B, pop e deferentes experimentos eletrônicos sem escapar de um resultado melódico, dançante, marca detalhada em cada uma das quatro composições do EP.

Já conhecidas do público fiel de Khan, músicas como Zenith e 2022 Zodiac continuam a reforçar o diálogo do produtor com a obra do conterrâneo Jai Paul, articulando canções de sonoridade “caseira”, mas não menos envolventes, íntimas das pistas. A principal diferença em relação aos últimos trabalho do artista britânico está na maior utilização de guitarras, preferência que quase isola os tradicionais sintetizadores testados até o último EP. Ouça:

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Ben Khan – 1000 EP

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