Poucos meses após o lançamento do EP Choice of a Fiction (2015), Gustavo Teixeira está de volta não apenas com um novo registro de inéditas, mas o primeiro grande álbum como Nuven. Além de faixas como a já conhecida Escape, música apresentada ao público em agosto deste ano, o registro que conta com distribuição pelo selo Balaclava Records (Terno Rei, Séculos Apaixonados) ainda reserva ao público outras sete canções inéditas.

Claramente inspirado pelo trabalho de gigantes da IDM – como Four Tet, Caribou e Aphex Twin –, Teixeira ainda conta com a participação de dois colaboradores ao longo do disco. É o caso de Ale Sater, vocalista do Terno Rei na faixa Entre Águas, além de Santiago Mazzoli, um dos integrantes da banda Ombu, em Remoto. No perfil da Balaclava Records no Soundcloud você encontra este e outros lançamentos do selo para audição.

 

Nuven – Partir

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Separamos alguns dos principais eventos que irão acontecer no segundo semestre brasileiro. Mas precisamente durante o período da primavera, as apresentações internacionais vão “florescer” a agenda dos fãs da boa música. Diversos shows de bandas e cantores, apresentações especiais e discotecagens, reforçam o calendário.

Alguns festivais e shows solos estão com preços bem salgados, também existem aqueles que parecem até sonho, pela qualidade musical e pelo valor camarada. Mas nem tudo é ouro e pokemon raro não vem de graça, então preparem o bolso, tênis confortável e aquela camiseta descolada, porque começou a temporada que nos faz quebrar os cofrinhos de moedas e deixar de jantar fora, para tentar comparecer no máximo possível.

Infelizmente o Planeta Terra Festival não existe mais, Sonar vai passar longe de terras tupiniquins e o Ultra ta mais pra lá do que pra cá no quesito qualidade, mas abaixo tem os que mais nos interessam e que tem tudo pra ser muito bom ou ao menos deixar a Netflix pro outro dia:

 

23/09 – Festival Vaca Amarela @ Martin Cerêrê

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02/10 – Disclosure @ Citibank Hall

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08/10 – Popload Festival 2016 @ URBAN STAGE

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13/10 – Ibeyi e Julia Holter @ Audio

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O festival carioca Novas Frequências acaba de anunciar sua 6ª edição, o principal evento regular de música avançada e exploratória da América do Sul, já tem data para acontecer. Entre os dias 3 e 8 de dezembro, a cidade do Rio de Janeiro vai receber aproximadamente 45 artistas de 15 países diferentes para uma série de shows, performances, instalações de arte sonora, festas, discussões sobre mercado, rodada de negócios e caminhadas sonoras.

A primeira leva de artistas confirmados inclui a banda norte-americana de música experimental e art rock Xiu Xiu; uma colaboração entre os cineastas franceses Vincent Moon e Priscilla Telmon com o experimentalista libanês Rabih Beaini batizada de “Cosmogonia”; os mexicanos Fausto Bahía e Mexican Jihad, dois dos fundadores de um dos principais coletivos de música eletrônica de pista da atualidade, o N.A.A.F.I; o power trio feminino de pós-punk e garage rock baseado em São Paulo Rakta; e o paulistano Thiago Miazzo, que, na performance inédita “Destruction Derby”, irá sonorizar ao vivo um game de destruição de carros jogado pela plateia. A programação completa do festival, os locais das atividades e o início das vendas, serão divulgados em meados de outubro.

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A paixão de Kurt Feldman pela década de 1980 se revela com naturalidade no mais recente álbum do Ice Choir: Designs In Rhythm (2016). Segundo e mais novo registro de inéditas do grupo norte-americano, o trabalho anunciado durante o lançamento de Unprepared, há poucos meses, mostra um completo amadurecimento da banda, ainda íntima do mesmo som testado em 2012 durante o lançamento do ótimo Afar.

O novo álbum – que conta com distribuição pelos selos Shelflife e Fastcut –, revela ao público um conjunto de 10 faixas inéditas. São composições claramente inspiradas pelo passado, referência marcada na interferência constante dos sintetizadores, vozes carregadas de efeitos ecoados e guitarras que esbarram de leve no Dream Pop do grupo nova-iorquino The Pains of Being Pure At Heart, projeto que apresentou Feldman no final da década passada.

 

Ice Choir – Designs In Rhythm

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Juçara Marçal em Anganga (2015), Sávio de Queiroz no instável Deus Sabe (2015), segundo álbum do Ceticências, Márcio Bulke e um time de vozes em Banquete (2014). Esses foram alguns dos artistas com quem o carioca Cadu Tenório colaborou nos últimos meses. Dois anos após o lançamento do delicado Vozes – 12º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2014 –, último registro em carreira solo produtor, Tenório está de volta não apenas com um, mais dois trabalhos repletos de canções inéditas.

Seguindo exatamente de onde parou no último trabalho de estúdio, o presente registro – dividido em dois atos, Phantom Pain e Liquid Sky – mostra a busca do produtor carioca por novas sonoridades. São experimentos montados a partir de samples extraídos de filmes pornô, cenas recortadas de diferentes obras da cultura pop, além da sutil captação de sons ambientais. Os dois discos – que podem ser baixados gratuitamente –contam com lançamento pelos selos Brava e Sinewave.

 

Cadu Tenório – Rimming Compilation: Phantom Pain

Cadu Tenório – Rimming Compilation: Liquid Sky

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Original da Suíça, porém, residente na cidade de Nova York, Alex Wirth é o nome por trás das composições do delicado Made of Gold EP (2016). Mais recente lançamento do cantor/produtor, o trabalho que conta com distribuição pelo selo brasileiro Fluxxx – Barulhista, Formafluida –nasce como um perfeito exemplar da presente fase de o R&B. Batidas lentas e sentimentos dolorosamente expostos do primeiro ao último ato do curto registro.

Junto de Wirth, Dylan Del Olmo, músico responsável pelas guitarras e efeitos do álbum, e Gianluca Girard, brasileiro que cuidou da produção do EP. Em uma atmosfera típica dos trabalhos de James Blake e Sampha, o registro ainda cria pequenas brechas para o passado, raspando com naturalidade no trabalho produzido por veteranos como TLC, Boyz II Men e toda a geração de artistas que transformaram o R&B da década de 1990.

Alex Wirth – Made of Gold EP

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Lugares é o segundo álbum de Alexandre Klinke, paulista que deixou o Brasil há oito anos para morar em Vancouver, Canadá, porém esse é o primeiro que ele lança oficialmente no país. O disco acaba tratando desse limbo de morar em um lugar, mas ter a cultura e raízes em outro. Alexandre também explora lugares e sentimentos que ainda não conheceu como na canção Roma, que é um belo resumo do disco e seus elementos. As canções navegam entre momentos de nostalgia, como em Lugar, em que relembra espaços extremamente brasileiros: “O mato queima no Cerrado, a linha do horizonte avermelhou/O rio cortando o pasto ameniza o sol debaixo do Equador”, canta. Compara a vida do Brasil e do Canadá em Avesso; traz a falta de chão, e o sentimento abstrato de viver entre dois lugares em Distração e Cabeça-coração

Feito com bases eletrônicas, o disco não é apenas mais um disco de música eletrônica, é sim uma mistura de sons e ritmos brasileiros. Dentro das bases que deram início a Lugares, ele foi inserindo instrumentos e voz. Entraram baixo elétrico, instrumentos de percussão, incluindo caixa de fósforos e garrafas de cerveja, viola caipira, pífanos, flautas indígenas e misturou com sintetizadores, samplers e outras texturas eletrônicas. Todos os instrumentos foram tocados por Alexandre, que acabou também gravando, produzindo e mixando o disco sozinho. Uma maneira bem solitária de se fazer um álbum. O disco está disponível para audição no Bandcamp, Spotify e Deezer.

Alexandre Klinke – Lugares

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Saudade de praia, de verão, dos amigos de infância, de pessoas especiais. Saudade de uma época que a gente não necessariamente viveu, de um clima e de um lugar que não necessariamente existe quando a gente tá acordado“. Com essas palavras, o cantor e compositor mineiro JP Cardoso apresenta ao público o primeiro álbum de estúdio: Submarine Dreams (2016). Uma seleção de músicas marcadas pelo uso de boas melodias e memórias de um passado ainda recente.

Delicado e confessional do primeiro ao último verso, o registro de apenas dez faixas ainda conta com a colaboração do músico Leonardo Marques, um dos integrantes da banda mineira Transmissor. Entre os destaques do álbum, canções como I Met My Best Friend Skipping Waves On The Beach, faixa escolhida para apresentar o disco há poucos dias, além, claro, de músicas como a serena We Don’t Have to Grow Up e a derradeira Beach House. Submarine Dreams conta com lançamento pelo selo La Femme Qui Roule.

JP Cardoso – Submarine Dreams

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Bilhão, Meneio, Luneta Mágica, Supercordas e Catavento, esses são alguns dos artistas que integram a psicodélica coletânea No Abismo da Alma (2016). Trata-se de uma homenagem ao movimento de contra cultura Udigrudi, ponto de partida de uma intensa revolução cultural que tomou conta da música, teatro, poesia e diferentes formas de arte da cidade de Recife e, posteriormente, parte expressiva da cena nordestina em meados da década de 1970.

São reinterpretações de clássicos produzidos por artistas como Zé Ramalho, Lula Cortês, Ave Sangria, Geraldo Azevedo e outros nomes também importantes do mesmo movimento. Entre os destaques do registro, o som cósmico de Não Existe Molhado Igual ao Pranto, música originalmente gravada no clássico Paêbirú, de 1975, porém, reformulada dentro do universo de pequenos experimentos, ruídos e efeitos que movimentam a obra do Bike. Ouça a seleção completa:

Vários Artistas – No Abismo da Alma

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A cantora canadense Charlotte Day Wilson passou os últimos meses colecionando uma verdadeira seleção de canções inéditas e colaborações. São faixas como a delicada After All, lançada em janeiro deste ano, o soul/jazz de Work, entregue ao público meses mais tarde, além, claro, de In Your Eyes, parceria com os conterrâneos do BADBADNOTGOOD e uma das faixas do novo álbum de inéditas do coletivo original de Toronto, o ótimo IV (2016).

Com esse pequeno arsenal em mãos, Wilson, também integrante do coletivo de jazz The Wayo, apresenta ao público o primeiro EP em carreira solo: CDW. São apenas seis faixas, quatro delas inéditas, caso da melancólica Where Do You Go, música que conta com a produção do também conterrâneo River Tiber – dono do ótimo Indigo (2016). Nas canções, a mesma atmosfera delicada que acompanha a cantora desde os primeiros trabalhos, como uma ponte para a obra de artistas como Sade, Rhye e Jessie Ware.

Charlotte Day Wilson – CDW

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