Humanz (2017), esse é o título do quinto álbum de estúdio do Gorillaz. Primeiro registro de inéditas banda criada por Damon Albarn e Jamie Hewlett em seis anos, o sucessor de The Fall (2011) conta com 20 novas composições – 25 na edição Deluxe –, e um time imenso de convidados. Entre os artistas que integram o trabalho, nomes como Grace Jones, Kelela, Pusha T, os parceiros do De La Soul, Mavis Staples, Danny Brown e outros nomes de peso do Hip-Hop/Pop.

Para celebrar o anúncio de lançamento do novo disco, a banda – comandada por 2D, Murdoc Niccals, Russel Hobbs e Noodle – apresentou as inéditas Ascension, Saturnz Barz, Andromeda e We Got The Power, registros da parceria com Vince Staples, Popcaan, D.R.A.M. e Jehnny Beth, respectivamente. Quatro faixas que vão do Hip-Hop ao soul, como uma extensão do som apresentado há poucas semanas em Hallelujah Money, parceria com Benjamin Clementine.

 

Humanz

01 Intro: I Switched My Robot Off
02 Ascension (Feat. Vince Staples)
03 Strobelite (Feat. Peven Everett)
04 Saturnz Barz (Feat. Popcaan)
05 Momentz (Feat. De La Soul)
06 Interlude: The Non-conformist Oath
07 Submission (Feat. Danny Brown & Kelela)
08 Charger (Feat. Grace Jones)
09 Interlude: Elevator Going Up
10 Andromeda (Feat. D.R.A.M.)
11 Busted And Blue
12 Interlude: Talk Radio
13 Carnival (Feat. Anthony Hamilton)
14 Let Me Out (Feat. Mavis Staples & Pusha T)
15 Interlude: Penthouse
16 Sex Murder Party (Feat. Jamie Principle & Zebra Katz)
17 She’s My Collar (Feat. Kali Uchis)
18 Interlude: The Elephant
19 Hallelujah Money (Feat. Benjamin Clementine)
20 We Got The Power (Feat. Jehnny Beth)

Humanz (2017) será lançado no dia 28/04 via Warner Bros.

 

Gorillaz – Ascension (Feat. Vince Staples)

 

Gorillaz – Saturnz Barz (Feat. Popcaan)

 

Gorillaz – Andromeda (Feat. D.R.A.M.)

 

Gorillaz – We Got The Power (Feat. Jehnny Beth)

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É hora de completar a trilogia iniciada em Beta EP (2014). Dois anos após o lançamento do último registro de inéditas, Malverde EP (2015), os integrantes da Alternadores estão de volta com um novo trabalho de estúdio. Em Wanderlust EP (2017), Carlos Eduardo Batista (Bidu), Igor Gadelha (Pepeu Guzman) e Gustavo Pozzobon se revezam na construção de um som propositadamente instável, produzido a partir da sobreposição de ruídos eletrônicos, samples e melodias detalhadas de forma cuidadosa.

Como indicado durante o lançamento das ótimas Glitched GamelevelPra onde corre o rio, dobradinha entregue ao público nas últimas semanas, cada faixa produzida pelo trio paraibano se abre de forma a revelar um mundo de pequenas possibilidades. São temas psicodélicos, fragmentos de vozes e melodias típicas da trilha sonora de jogos dos anos 1980. Na lista de referências da banda, nomes como Kraftwerk, Prodigy, Animal Collective e Battles. Ouça o disco completo:

 

Alternadores – Wanderlust EP

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Responsável por alguns dos principais lançamentos do último ano, como Songs of Wood & Fire, do M O O N S, e Submarine Dreams, do do cantor e compositor JP Cardoso, o selo belga-brasileiro La Femme Qui Roule anuncia a chegada de um novo trabalho de inéditas. Trata-se de Agosto (2017), registro de seis faixas composto e tocado inteiramente pelo músico Arthur Melo, artista que flutua entre o minimalismo do folk e instantes breves de pura psicodelia.

Com produção de Leonardo Marques (Transmissor, Congo Congo), o trabalho se divide com naturalidade entre reflexões intimistas, relacionamentos confusos e problemas típicos de qualquer jovem adulto. Músicas como a semi-descritiva Coração ou mesmo a inaugural faixa-título, representações perfeitas do som produzido por Melo. Distribuído em diferentes plataformas digitais, o álbum também pode ser baixado no Bandcamp do músico.

 

Arthur Melo – Agosto

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Dois anos após o lançamento de O Novato – 23º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015 –, o cantor e compositor mineiro Luan Nobat está de volta com um novo projeto. Pelos próximos meses, o artista deve produzir um “conteúdo inédito e amplo que será publicado ao longo dos próximos meses no seu canal do YouTube“. Uma seleção de composições inéditas e versões adaptadas do trabalho de diferentes artistas.

Canção escolhida para apresentar esse novo projeto, Sudoeste, de Adriana Calcanhotto, se transforma em um pequeno experimento por parte do cantor e compositor mineiro. Originalmente produzida para o álbum A Fábrica do Poema, de 1994, a parceria entre a cantora e o compositor Jorge Salomão não é a primeira faixa já interpretada ao vivo por artista. Para a turnê do álbum Disco Arranhado, de 2012, Nobat decidiu interpretar a faixa Inverno.

 

Nobat – Sudoeste

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Poucos meses após o lançamento de A Moon Shaped Pool – 4º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, Thom Yorke e o parceiro Jonny Greenwood foram convidados a participar da semana de moda de Paris com um projeto inusitado. Para a estreia da nova coleção do designer japonês Jun Takahashi, a dupla britânica produziu uma coletânea especial, resgatando diversas músicas produzidas pelo Radiohead ao longo da carreira.

Intitulado Bloom (Creatures Mix For Jun Takahashi), o trabalho passeia por entre músicas como Bloom, Glass Eyes, Spectre, Motion Picture SoundtrackEverything In Its Right Place, além, claro, de outros experimentos delicadamente produzidos por Yorke e Greenwood. Sem um lançamento oficial, o trabalho segue apenas como uma captação ao vivo do desfile, o que justifica o som abafado e o barulho de máquinas fotográficas durante o registro.

 

Thom Yorke & Jonny Greenwood – Bloom (Creatures Mix For Jun Takahashi)

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Depois de muita expectativa e quatro composições excelentes – Keep Your Name, Little Bubble, Up in Hudson e Cool Your Heart, parceria com Dawn Richard –, o novo álbum de estúdio do Dirty Projectors está disponível para audição. Sucessor de Swing Lo Magellan – 22º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2012 –, o registro conta com nove composições inéditas e uma série de referências que passam por diversos aspectos da carreira do grupo.

Produzido ao longo de 2016 pelo próprio vocalista e líder da banda, Dave Longstreth, o autointitulado lançamento reflete o distanciamento entre o músico e Amber Coffman, ex-integrante do Dirty Projectors e antiga parceira de Longstreth. Repleto de curvas, manipulações vocais e flertes com o R&B, o novo disco talvez seja o registro mais revolucionário da banda desde o elogiado Bitte Orca (2009), obra responsável por catapultar o trabalho do coletivo nova-iorquino.

 



Dirty Projectors – Dirty Projectors

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Recentemente, Michael Angelakos, vocalista e líder do Passion Pit, deu vida a uma plataforma intitulada The Wishart Group. Trata-se de um projeto de incentivo a jovens artistas que prestará auxílio educacional, jurídico e até tratamento de saúde a jovens músicos. Com um fundo de 250 milhões de dólares doados por diferentes nomes de peso do cenário musical, o coletivo visa proteger e estimular projetos independentes para que os artistas tenham mais chances de sobreviver no mercado.

Enquanto segue sem um lançamento oficial, Angelakos aproveitou o canal do Youtube do projeto para apresentar uma série de músicas inéditas do Passion Pit. São faixas como Inner Dialogue, I’m Perfect, Moonbeam, a grudenta Somewhere Up There e, mais recentemente, Hey K. Uma clara continuação do mesmo pop pegajoso e eletrônico que a banda original da cidade de Cambridge, Massachusetts vem desenvolvendo desde o primeiro álbum de estúdio, Manners (2009).

 

Passion Pit – Hey K

 

Passion Pit – Somewhere Up There

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Depois de mais uma década como vocalista do Mombojó, o cantor e compositor Felipe S. apresenta ao público o primeiro trabalho em carreira solo. Intitulado Cabeça de Felipe (2017), o registro de dez faixas e que conta com distribuição pelo selo Joia Moderna mostra a busca do músico por um som tão experimental (e curioso) quanto o material entregue ao público durante o lançamento do último disco de inéditas de sua principal banda, o ótimo Alexandre (2014).

De essência intimista, repleto de passagens que dialogam diretamente com o cotidiano do cantor, Cabeça de Felipe se espalha em meio a sambas (Santo Forte), canções que poderiam facilmente ser encontradas em algum disco da Mombojó (Vão) e faixas movidas pela completa serenidade dos arranjos e vozes (Trovador). Com capa produzida pelo artista plástico Maurício Silva, pai do cantor, o trabalho ainda conta com a participação de artistas como a atriz Juliana Didone e Ana Maria Maia, mulher de Felipe.

 

Felipe S. – Cabeça de Felipe

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Angel Olsen, How To Dress Well, Toro Y Moi, The Range e Avey Tare (Animal Collective), esses são alguns dos artistas que integram a coletânea Our First 100 Days. Trata-se de um projeto de enfrentamento ao novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que toda a renda captada com a venda do trabalho será revertida a diferentes organizações não governamentais, entidades de proteção às mulheres, grupos LGBTQIA+ e imigrantes.

Com um custo de 30 dólares – aproximadamente 95 reais –, o usuário pode baixar todas as 100 composições produzidas por diferentes artistas para o projeto. Diariamente, uma nova composição será publicada e apresentada ao público para audição gratuita no Bandcamp. Pelo Facebook do coletivo, você acompanha os anúncios e lançamentos diários. Para conhecer todas as entidades que serão beneficiadas pelo projeto, basta uma visita ao site Our First 100 Days.

 

Vários Artistas – Our First 100 Days

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Como anunciado há poucas semanas, o Chairlift se despede do público para que seus integrantes, Caroline Polachek e Patrick Wimberly, possam se dedicar a diferentes projetos em carreira solo. Enquanto a dupla se prepara para as últimas apresentações ao vivo, Polachek aproveitou para lançar um novo álbum em carreira solo: Drawing The Target Around The Arrow (2017). Com download gratuito, o registro é o primeiro registro paralelo da cantora desde o estranho Arcadia (2014), como Ramona Lisa.

Na contramão do último álbum do Chairlift, o ótimo Moth – 44º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, o presente registro mostra o lado mais “experimental” de Polachek. São 18 composições, parte expressiva delas com menos de dois minutos de duração, em que a artista brinca com o uso de sintetizadores atmosféricos, captações caseiras e até sons ambientais, como uma possível sobra de estúdio dos últimos trabalhos de Polachek.

 

CEP – Drawing The Target Around The Arrow

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