Desde o fim das atividades do Sonic Youth, Thurston Moore deu vida a dois ótimos trabalhos em carreira solo. Primeiro, o acústico Demolished Thoughts, em 2011, depois foi a vez do mediano The Best Day, lançado em 2014. De volta ao estúdio com Steve Shelley, ex-baterista do Sonic Youth, e Debbie Googe, também baixista do My Bloody Valentine, o cantor e compositor norte-americano anuncia a chegada de um novo álbum de inéditas.

Em Rock n Roll Consciousness (2017), Moore continua a explorar o mesmo som urbano que apresentou sua antiga banda no começo dos anos 1980. Um bom exemplo disso está na climática Smoke of Dreams, música que parece vinda de algum disco do Lou Reed no meio dos anos 1970 e uma das cinco composições que abastecem o registro, oficialmente, o quinto registro de estúdio apresentado pelo guitarrista em carreira solo.

Rock n Roll Consciousness (2017) será lançado no dia 28/04 via Caroline International.

 

Thurston Moore – Smoke Of Dreams

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Para o anúncio de You’re Welcome (2017), sexto álbum de estúdio do Wavves, Nathan Williams decidiu investir na composição de não apenas uma, mas duas faixas inéditas. De um lado, a crueza e os ruídos da canção-título do disco, no outro, o som melódico e as boas guitarras de Daisy. Interessante perceber na recém-lançada Animal, uma das músicas que abastecem o sucessor de V, lançado em 2015, o encontro dessas duas sonoridades.

Direta, a canção abre em meio a sutilezas melódicas que incluem xilofones, efeitos eletrônicos e o uso contido das guitarras, como um alicerce para a voz (inicialmente) contida do vocalista. Nada além de um mero aperitivo para a sequência de vozes e arranjos sujos que ocupam a segunda metade da composição. São pequenas ondulações instrumentais, como se Williams e os parceiros de banda costurassem diferentes fragmentos dentro de uma mesma faixa.

You’re Welcome (2017) será lançado no dia 19/05 via Ghost Ramp.

 

Wavves – Animal

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Sia, Charli XCX, Joan Jett, Nick Valensi (The Strokes), Johnny Marr (ex-The Smiths) e Dave Sitek (TV On The Radio), esses são alguns dos artistas convidados a integrar o mais novo trabalho de inéditas do grupo nova-iorquino Blondie. Intitulado Pollinator (2017), o registro anunciado ao público no começo de fevereiro, durante o lançamento da enérgica Fun, acaba de ter mais uma composição inédita apresentada pela banda: Long Time.

A faixa, inspirada pelo clássico Heart of Glass, de 1979, conta com a assinatura do cantor e produtor britânico Dev Heynes (Blood Orange). Longe de parecer uma novidade, a parceria entre Heynes e os integrantes do Blondie vem desde o último ano, quando o artista inglês convidou Debbie Harry para cantar em E.V.P., uma das faixas do elogiado Freetown Sound – 1º colocado na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016.

Pollinator (2017) será lançado no dia 05/05 via BMG.

 

Blondie – Long Time

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Com Singing Saw – 29º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, o cantor e compositor Kevin Morby alcançou um novo estágio dentro da própria discografia. Casa de algumas das melhores composições já lançadas pelo músico estadunidense, caso de I Have Been to the Mountain, Black Flowers e Water, o registro apresentado no último ano deve receber uma preciosa “continuação” nos próximos meses.

Intitulado City Music (2017) e gravado durante as sessões que deram origem ao material de Singing Saw, o novo álbum de Morby deve reforçar um novo aspecto no som produzido pelo artista. Basta voltar os ouvidos para Come To Me Now, mais recente criação do músico e uma solução de versos entristecidos, arrastados, no melhor estilo Lou Reed. Um registro quase claustrofóbico, como uma fuga da leveza reforçada há poucos meses.

City Music (2017) será lançado no dia 16/06 via Dead Oceans.

 

Kevin Morby – Come To Me Now

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Quem esperava por uma possível continuação do som acústico e intimista do álbum Put Your Back N 2 It, de 2012, acabou encontrando em Too Bright – 27º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014 –, uma obra de ruptura. Terceiro registro de inéditas de Mike Hadreas como Perfume Genius, o disco lançado há três anos serviu para aproximar o músico de um universo de temas eletrônicos e pequenos experimentos, proposta que deve se repetir No Shape (2017).

Quarto álbum de estúdio do cantor e compositor norte-americano, o registro de 13 faixa inéditas sintetiza na recém-lançada Slip Away parte do som produzido por Hadreas. Um som inicialmente claustrofóbico, minimalista, produzido a partir da lenta sobreposição dos elementos, mas que explode em uma nuvem de sons e vozes quase ensurdecedoras. Vozes e arranjos que se projetam de forma cênica, como um estímulo para o clipe teatral que leva a assinatura do diretor Andrew Thomas Huang.

 

No Shape

01 Otherside
02 Slip Away
03 Just Like Love
04 Go Ahead
05 Valley General
06 Wreath
07 Every Night
08 Choir
09 Die 4 You
10 Sides (Feat. Weyes Blood)
11 Braid
12 Run Me Through
13 Alan

No Shape (2017) será lançado dia 05/05 via Matador Records.

 

Perfume Genius – Slip Away

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Trent Reznor, Dâm-Funk, Atticus Ross e Joe Satriani, esses são alguns dos artistas que integram a extensa seleção de convidados de White Knight (2017). Novo álbum de estúdio do compositor e multi-instrumentista norte-americano Todd Rundgren, o trabalho de 15 composições inéditas deve repetir a essência dos antigos registros do músico, flutuando entre o rock clássico dos anos 1970 e todo um universo de referências típicas da música estadunidense.

Convidada a participar do trabalho, a cantora, compositora e produtora sueca Robyn assume com destaque a recém-lançada That Could Have Been Me. Trata-se de uma típica canção dos anos 1980, repleta de vozes em coro, sintetizadores enevoados e efeitos tão cafona que parecem feitos para grudar na cabeça do ouvinte logo em uma primeira audição. Uma completa fuga dos temas eletrônicos que a artista vem produzindo nos últimos anos.

White Knight (2017) será lançado no dia 12/05 via Cleopatra.

 

Todd Rundgren – That Could Have Been Me (ft. Robyn)

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Três anos após o lançamento de Dom Pérignon, além, claro, de Night Lights, parceria com Maria Luiza Jobim, o produtor/diretor carioca Julio Secchin está de volta com uma nova composição em carreira solo. Intitulada Control, a faixa indica a busca por um som ainda mais experimental por parte do artista. Uma lenta sobreposição de vozes ecoadas, ruídos e pequenas interferências que conversam com a obra do produtor nova-iorquino Nicolas Jaar.

Essa música vem em duas versões juntas, o que pode parecer um pouco estranho. Depois de um intervalo de pelo menos três anos, achei uma boa idéia voltar a produzir e lançar as músicas“, escreveu Secchin no e-mail de apresentação da faixa. Segundo o produtor, parceiro de Silva em vídeos como Eu Sempre Quis e Imergir, nenhum novo álbum ou EP deve ser lançado. Pelo menos por enquanto. Na dúvida, acompanhe o perfil do artista pelo Soundcloud.

 

Secchin – Control

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Prolífico, o produtor mineiro João Carvalho passou grande parte do último ano se dividindo na composição de diferentes projetos – como Sentidor, El Toro Fuerte e Rio Sem Nome. Em 2017 não deve ser diferente, visto que o artista deve repetir a mesma dose. Além de assumir parte da produção de Filho do Meio (2017), novo álbum de inéditas do parceiro Jonathan Tadeu, Carvalho anuncia a chegada de um novo (e ainda mais experimental) projeto sob o título de Sentidor: Am_Par_Sis (2017).

Trata-se de uma obra montada a partir de fragmentos instrumentais, samples e vozes recortadas do álbum Passarim (1987), um dos últimos trabalhos do maestro e compositor brasileiro Tom Jobim (1927 – 1994). “O disco imagina o que aconteceria se Passarim fosse redescoberto numa versão futura do Rio de Janeiro“, explica o texto de apresentação do álbum. Uma desconstrução pós-apocalíptica que se revela de forma inteligente a faixa-título do disco, canção escolhida para anunciar o novo projeto.

 

Am_Par_Sis

1. Pedreira
2. Ruínas
3. Am_Par_Sis
4. Passarim
5. Incêndio
6. Erva
7. Oceano
8. Caminho do Pixo
9. Caminho do Pixo pt.2/Ritual
10. Ritual pt.2/Praia
11. O Pássaro Canta Parecido Com A Música Que Fizemos

Am_Par_Sis (2017) será lançado no dia 24/03 via Sounds and Colours / Geração Perdida.

 

Sentidor – Am_Par_Sis

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Com A Montanha Mágica e O Enigma dos Doze Sapos já é possível ter uma boa noção do material produzido pelos integrantes da banda paulistana BIKE para o segundo álbum da carreira. Intitulado Em Busca da Viagem Eterna (2017), o sucessor de 1943 – 17º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015 –, revela a busca por um som delirante e etéreo, como uma extensão cósmica do som explorado há pouco mais de dois anos.

Em Do Caos ao Cosmos, mais recente single do grupo paulista, um som ainda mais complexo e louco. Inaugurada pela força das guitarras e vozes ásperas, a canção lentamente se transforma em um ato de pura lisergia e libertação. Um som reconfortante, quase espiritual, conceito que dialoga de forma explícita com o clipe produzido pela dupla Matias Borgström e Rodrigo Notari. A relação de proximidade entre homem e natureza a partir de ritual de meditação.

 

Bike – Do Caos ao Cosmos

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O minimalismo incorporado por Darren J. Cunningham em Ghettoville (2014) parece ter ficado para trás. Três anos após o lançamento do último álbum de inéditas como Actress, o produtor britânico anuncia a chegada de um novo trabalho. Intitulado AZD (2017) – pronuncia-se “Azid” –, o registro conta com 12 composições inéditas, estabelecendo uma espécie de regresso ao mesmo som produzido pelo artista inglês na dobradinha Splazsh (2010) e R.I.P (2012).

Primeira composição do disco a ser apresentada ao público, X22RME – pronuncia-se “extreme” –, traz de volta a mesma soma de experiências, ruídos e diálogos com a música techno que apresentaram o trabalho de Actress. Batidas secas e sujas, o uso controlado de sintetizadores e a lenta desconstrução de todo esse universo. Pouco mais de cinco minutos em que o som produzido por Cunningham vai provando de novas possibilidades e pequenas referências.

AZD (2017), será lançado no dia 14/04 via Ninja Tune.

 

Actress – X22RME

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