Category Archives: Singles

Lykke Li: “Gunshot”

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A expectativa para I Never Learn (2014), terceiro registro em estúdio de Lykke Li é alta. Você mesmo já deve ter visto algum amigo eufórico compartilhando as recentes criações da artista sueca pelas redes sociais. Desde a apresentação do novo álbum, com a estreia da faixa Love Me Like I’m Not Made of Stone, a cantora vem reforçando a própria melancolia, aspecto característico que o clipe de No Rest For The Wicked trouxe na última semana e Gunshot, nova música da artista sustenta ainda mais.

Leve, ainda que triste, a canção deixa de lado os pequenos experimentos testados em Wounded Rhymes (2011) para ecoar acessível. Dominada do começo ao fim pelos vocais da cantora, a música (mais uma vez) entrega ao ouvinte os sentimentos de Li, que desde o debut Youth Novels (2008) mantém firme a necessidade de expor suas confissões ao público. Para ouvir a música, só indo para esta página. Oficialmente I Never Learn estreia no dia seis de maio. Abaixo você encontra o último clipe da cantora.

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Lykke Li – Gunshot

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CHVRCHES: “We Sink” (The Range Remix)

Chvrches

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Se por um lado as canções lançadas pelo CHVRCHES em The Bones Of What You Believe, de 2013, reverberam boas melodias, letras fáceis e um cuidado típico da música pop, em se tratando dos remixes a sonoridade buscada é outra. Em busca de um resultado minimamente estranho, o trio já se relacionou com produtores como Tourist, KDA e Ikonika, deixando nas mãos de James Hinton, produtor aos comandos do The Range, a nova versão da música We Sink.

Segunda canção do álbum, a faixa originalmente rápida e crescente mergulha de vez na atmosfera lançada pelo norte-americano. Valorizando as batidas, camadas cíclicas e a voz Lauren Mayberry tratada como uma ferramenta, Hinton praticamente recria a música. Ainda que a abertura mantenha a tonalidade da música original, quanto mais cresce, mais a faixa parece com uma sobra (ou extensão) de Nonfication, estreia do artista. Estranha e ainda assim atrativa.

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CHVRCHES – We Sink (The Range Remix)

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Swans: “Oxygen”

Swans

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Bastou ao veterano Michael Gira lançar a crua A Little God In My Hands para deixar toda a massa de ouvintes do Swans com os cabelos em pé. Primeiro single do novo trabalho em estúdio da banda, To Be Kind (2014), a canção conseguiu quebrar o universo semi-orquestral que era explorado desde o retorno do grupo/músico com My Father Will Guide Me up a Rope to the Sky, de 2010, e depois aperfeiçoado no (já) clássico The Seer, de 2012. Na mesma linha do primeiro single, a recém-lançada Oxygen eleva ainda mais o esforço caótico do projeto.

Em uma formação que vai do Art Rock, ao Jazz, mergulhando na sombra densa do Pós-Punk, a faixa mantém firme o enquadramento crescente dos arranjos – uma das marcas do Swans desde os primeiros álbuns. Extensa, a música equilibra exatos oito minutos de vocais berrados, batidas secas e uma intervenção de metais que invadem a mente do ouvinte com surpresa. Tão jovial quanto em idos dos anos 1980 – talvez mais -, Gira testa experimentos e fórmulas sem estacionar em um ponto específico, proposta que entrega a completa ausência de previsão em torno do novo álbum. Com lançamento pelo selo Young Gold, To Be Kind chega no dia 13 de maio.

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Swans – Oxygen

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Twin Shadow: “To The Top”

Twin Shadow

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Com base na série de versões lançadas desde o último ano por George Lewis Jr. para o projeto UNDER THE CVRS, não seria de se estranhar que o terceiro álbum de estúdio do Twin Shadow fosse uma rica coletânea de covers. Ainda que a relação com a década de 1980 sirva (mais uma vez) de estímulo para o trabalho do músico/produtor, eis que o autor de Forget (2010) e Confess (2012) aparece agora com mais uma inédita e bem solucionada criação: To The Top.

Naturalmente íntima de tudo que o Synthpop/Rock de Arena trouxe há três décadas, a nova faixa cresce como uma extensão dos inventos promovidos pelo músico desde o último disco. Vozes ascendentes e trabalhadas em frações (no melhor estilo Bruce Springsteen), batidas com ecos e guitarras climáticas jogam o projeto com acerto para o passado. Poderia ser U2, Prince ou qualquer nome de peso do período, mas é apenas o Twin Shadow brincando com uma série de experiências que soam como clichês nas mãos de outros músicos. Se a faixa é a garantia de um novo disco em 2014, isso ainda é uma incógnita, mas isso já vale como uma esperança.

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Twin Shadow – To The Top

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The Pains Of Being Pure At Heart: “Eurydice”

The pains

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Não existe nada de realmente novo no trabalho do grupo nova-iorquino The Pains Of Being Pure At Heart, mas isso está longe de parecer um erro. Seguindo uma fórmula que resgata o Noise Pop/Shoegaze desde o primeiro álbum, a banda fez do segundo disco, Belong (2011), uma intensa continuação, algo que o novo Days Of Abandon expande com as mesmas preferências “originais” do grupo. Passada a apresentação do terceiro disco com Simple And Sure, chega a vez da banda entregar o segundo single do álbum: Eurydice.

Na linha da faixa que a antecede, a nova música cresce como um verdadeiro mergulho nas experiências sutis reveladas pelo grupo há cinco anos, em músicas como Young Adult Friction e A Teenager In Love. São vozes em dueto, guitarras econômicas e a volta dos sintetizadores, colisão doce de elementos que resgata o aspecto mais gracioso da banda. Days Of Abandon tem estreia anunciada para o dia 13 de maio pelo selo Yebo.

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The Pains Of Being Pure At Heart – Eurydice

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A Sunny Day in Glasgow: “Crushin’”

A Sunny Day In Glasgow

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Um misto de maturidade e doce composição juvenil toma conta da obra lançada pelo coletivo A Sunny Day in Glasgow. Com três bem resolvidos trabalhos em estúdio – Scribble Mural Comic Journal (2007), Ashes Grammar (2009) e Autumn, Again (2010) -, o grupo norte-americano reserva para o dia 24 de junho a estreia do aguardado Sea When Absent (2014), o quarto registro em estúdio da banda e o primeiro trabalho apresentado ao público depois de quatro anos em hiato. Depois da ótima In Love With Useless, apresentada em janeiro, é a vez de Crushin’ mostrar os “novos” rumos da banda.

Ainda apoiada em ambientações típicas do Dream Pop, marca desde o primeiro álbum da banda, o canção usa dos quase cinco minutos de duração como um convite para um cenário flutuante, quase místico. São vocais femininos sobrepostos, sintetizadores tratados de forma climática e batidas lentas que aos poucos tecem a capa enevoada da criação. Confessional, assim como a música passada, a canção entrega o que será entregue na íntegra com o novo álbum, apresentado pelo selo Lefse.

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A Sunny Day in Glasgow – Crushin’

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Ian Ramil: “IAN”

Ian Ramil

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Anunciado com o lançamento do single Zero e Um, ainda em 2013, chega para download e audição gratuita o esperado IAN (2014), estreia solo do cantor e compositor Ian Ramil. Um dos nomes de peso da nova safra de artistas gaúchos, o parceiro de longa data do quarteto Apanhador Só e filho do também músico Vitor Ramil, usa das 13 composições do debut como um objeto de natural apresentação e ao mesmo tempo construção de uma estética específica.

Com produção assinada por Matías Cellas e participações de Kassin, Luciano Mello, Kleiton Ramil e Felipe Zancanaro, o registro brinca com as melodias em uma atmosfera particular. Um meio termo entre o pop “alternativo” que ecoa na cena gaúcha e doses consideráveis de experimento. Com faixas já conhecidas do ouvinte, caso de Seis Patinhos, Rota e Nescafé - as duas últimas já gravadas pela Apanhador Só -, o trabalho é uma passagem autêntica para um ambiente há tempos em construção de Ramil. Para baixar o disco, basta visitar a página do cantor, ou ouvir o trabalho na íntegra logo abaixo.

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Ian Ramil – IAN

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Lana Del Rey: “West Coast”

Lana del Rey

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West Coast, este é o nome do primeiro single oficial de Ultraviolence (2014), segundo e ainda inédito trabalho em estúdio da cantora Lana Del Rey. Apresentada hoje (14), a canção é praticamente uma extensão dos inventos lançados pela artista em 2012, com o debut Born To Die, porém, visivelmente acrescida de algumas novidades. Com pouco mais de quatro minutos de duração, a canção resgata os vocais letárgicos e toda a calmaria em torno da obra de estreia da artista, que ao julgar pelas guitarras que ocupam a canção e o clima proposto na versão reformulada de Meet Me In The Pale Moonlight, lançada há poucas semanas, ruma de forma decidida para os anos 1970.

Mesmo sem data de lançamento anunciada – a previsão é que o disco seja entregue ainda no primeiro semestre -, Ultraviolence vem chamando as atenções por conta do processo de produção das músicas. Além do time habitual de produtores que acompanham a cantora, Dan Auerbach, uma das metades da dupla The Black Keys, é quem realmente deve direcionar a nova fase da artista.

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Lana Del Rey – West Coast

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The Black Keys: “Turn Blue”

Black Keys

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Enquanto Fever, composição apresentada na última semana, serviu para apresentar o lado mais descontraído e naturalmente pop da dupla The Black Keys, Turn Blue revela o lado mais “comportado” dessa mesma proposta. Faixa escolhida para dar título ao mais novo trabalho em estúdio de Dan Auerbach e Patrick Carney, a canção reforça (de uma vez por todas) que a relação com o Blues Rock está mais do que abandonada dentro da presente fase da banda norte-americana.

Praticamente uma sobra de estúdio do trabalho de Danger Mouse (produtor do disco) desenvolvido com James Mercer (The Shins) no Broken Bells, a canção é mais uma tentativa da dupla em mergulhar no soul dos anos 1970. Branda, a faixa se derrete em meio a arranjos econômicos de guitarras e batidas sempre tímidas, deixando para a massa de sintetizadores lançados por Mouse uma espécie de “complemento”. Com lançamento previsto para o dia 13 de maio pelo selo Nonesuch, Turn Blue é o sucessor do bem recebido El Camino, de 2011.

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The Black Keys – Turn Blue

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OUGHT: “Habit”

OUGHT

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OUGHT é um quarteto canadense em ativa produção desde 2012, porém, o grupo montado na cidade de Montreal facilmente passaria despercebido como algum veterano dos anos 1970/1980. Apostando em uma sonoridade que emula boa parte das experiências lançadas pelo Pós-Punk britânico e a New Wave nova-iorquina – principalmente o trabalho do Television na fase Marquee Moon (1977) -, o coletivo abre caminho para o que deve abastecer o primeiro álbum de estúdio, More Than Any Other Day.

Com lançamento previsto para o dia 29 de abril pelo selo Constellation – casa de veteranos como Godspeed You! Black Emperor e Tindersticks -, o grupo usa de Habit, ou mais especificamente das confissões do vocalista Tim Beeler como uma estratégia de atração para o ouvinte. Crescente, a música atravessa um território urbano de melancolias e referências existenciais, agregado de versos que explodem nos instantes finais da música. Quem quiser pode ter uma prévia do trabalho do grupo ouvindo New Calm EP, de 2012.

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OUGHT – Habit

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