Category Archives: Singles

A. G. Cook: “Beautiful” (Rustie Remix)

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De todas as músicas apresentadas pelo selo PC Music em 2014, Beautiful talvez seja a que melhor sintetize toda a excentricidade e curiosa interpretação do pop que define o trabalho do coletivo britânico. Embora completa, a criação assinada pelo produtor A. G. Cook, “líder” do grupo passa por uma roupagem ainda mais curiosa e intensa nas mãos do produtor Rustie. Distante da parcial morosidade que ocupa Green Language (2014), o artista invade o próprio território em Glass Swords (2011) para remodelar completamente a música de Cook.

Em ritmo eufórico e coberta por uma nova camada de sintetizadores, a edição de Rustie não apenas transporta a (nova) música para um terreno dançante, flertando com os anos 1990, como ainda replica uma série de referências e temas característicos do próprio produtor. Assim como a inédita Tomb For Anatole, de How To Dress Well, o remix integra o catálogo anual do selo LuckyMe Records, em que todo o dinheiro arrecadado pelo projeto será doado à uma instituição de combate ao câncer.

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A. G. Cook – Beautiful (Rustie Edit)

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Blue Hawaii: “Agor Edits Mixtape”

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Raphaelle Standell não teve tempo para descanso nos últimos meses. Em turnê para a divulgação do álbum Flourish // Perish (2013), segundo registro em estúdio ao lado dos parceiros do Braids, a musicista canadense percorreu grande parte da América do Norte e Europa, reservando o (precioso) tempo livre para se aproximar de outros projetos, vide a delicada parceria com o produtor britânico Jon Hopkins em Form By Firelight. Mas e o trabalho com o Blue Hawaii?

Com o inevitável distanciamento de Standell, passada a divulgação do debut Untogether (2013), todos os esforços do projeto acabaram nas mãos de Alex “Agor” Cowan, essência da recém-lançada mixtape Agor Edits (2014). Em meio a pequenas adaptações de músicas lançadas pelo casal desde o começo da parceria, em 2010, Cowan aos  poucos ultrapassa a zona de conforto do Blue Hawaii, reforçando as bases eletrônicas para incorporar elementos do Hip-Hop e Balearic Beat.

Disponível para download gratuito, o material ainda conta com All Of My Heart, composição inédita da dupla.

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Blue Hawaii – Agor Edits Mixtape

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Panda Bear: “Boys Latin”

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Com o lançamento de Mr Noah EP (2014) há poucos meses, Noah Lennox revelou ao público parte dos conceitos que devem sustentar Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), o quinto registro solo do músico como Panda Bear. Em busca de novidade, Lennox, também integrante da banda Animal Collective, deixa de lado a sonoridade em “preto e branco” explorada em Tomboy (2011) para investir em uma série de ambientações eletrônicas, estrutura ampliada em cada uma das quatro composições do recente trabalho.

Em Boys Latin, uma das 13 faixas que abastecem o (ainda) inédito registro, Panda Bear não apenas reforça a base eletrônica que vem desenvolvendo nos últimos meses, como ainda flerta com o pop. Enquanto os vocais crescem como uma espécie de mantra, o uso de arranjos quase dançantes invadem o mesmo território de Doin’ it right, parceria com Daft Punk em Random Access Memories (2013). Para a divulgação do novo single, Lennox convidou os diretores Isaiah Saxon e Sean Hellfritsch, membros pela produtora Encyclopedia Pictura e responsáveis pela belíssima animação que acompanha o trabalho.

Agendado para o dia 13 de janeiro,Panda Bear Meets the Grim Reaper conta com distribuição pelo selo Domino Records.

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Panda Bear – Boys Latin

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Supercordas: “Sobre o Amor e Pedras”

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Longe de repetir o longo hiato de seis anos que separa o clássico Seres Verdes Ao Redor (2006) de A Mágica Deriva Dos Elefantes (2012), a banda carioca Supercordas reserva para 2015 a chegada do terceiro álbum de inéditas. Em novo selo, o grupo formado em 2003, se despede da Midsummer Madness para integrar o catálogo da Balaclava Records, casa de Holger, Séculos Apaixonados, Câmera e outros responsáveis por alguns dos melhores registros de 2014. Antes mesmo de entrar em estúdio, uma novidade: a inédita Sobre o Amor e Pedras.

Possivelmente uma das canções mais acessíveis da banda, a faixa de ritmo dançante e versos fáceis aos poucos transporta o coletivo para um cenário quase inédito, flertando com temas típicos do Tame Impala em Lonerism (2012), além de visitar o último registro solo do vocalista Bonifrate, Museu de Arte Moderna (2013). Sobre o Amor e Pedras conta com download gratuito no site da Balaclava. Acima o clipe da canção, trabalho dirigido por Giuliano Gerbasi.

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Supercordas – Sobre o Amor e Pedras

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How To Dress Well: “Tomb For Anatole”

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Quem estranhou a limpidez dos arranjos de vozes de Tom Krell em “What Is This Heart?” (2014) talvez fique satisfeito com a atmosfera Lo-Fi de Tomb For Anatole. Produzida durante as gravações de Total Loss, em 2012, a faixa resgatada do acervo do How To Dress Well soa como uma composição esquecida do caseiro registro de estreia do cantor, Love Remains (2010). Exatos três minutos em que o músico norte-americano não apenas regressa aos primeiros registros, como ainda sufoca em bases melancólicas que fundem vocais e sintetizadores.

Delicada, Tomb For Anatole integra a sexta edição do catálogo organizado pelo selo LuckyMe Records, coletivo responsável pelo trabalho de artistas como TNGHT, Machinedrum e outros nomes da cena eletrônica/Hip-Hop. Todo o acervo disponibilizado pode ser baixado gratuitamente na página do selo. Você também pode pagar o quanto quiser pelo material, todo o dinheiro arrecadado será doado a uma instituição de combate ao câncer. Em 2011, Krell participou de uma ação similar quando lançou o EP Just Once.

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How To Dress Well – Tomb For Anatole

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D’Angelo: “Sugah Daddy”

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Uma das principais referências para grande parte dos (atuais) representantes do R&B, o cantor e compositor D’Angelo está de volta com um novo álbum: Black Messiah (2014). Primeiro registro do músico depois de um longo hiato de 14 anos, o sucessor dos clássicos Brown Sugar (1995) e Voodoo (2000) chega ao público com 12 composições inéditas, distribuição pelo selo RCA e uma certeza: o artista continua tão provocativo quanto nos primeiros discos. Deliciosa confirmação desse resultado está na recém-lançada Sugah Daddy, primeiro fragmento do novo registro.

Inicialmente apresentada na última turnê do cantor, em 2012, a faixa de cinco minutos parece reforçar grande parte das influências que abastecem o trabalho de D’Angelo. Vozes em coro, ritmo sedutor e instrumentação detalhista, sem parecer repetitivo, a mesma atmosfera assertiva lançada em composições clássicas como Cruisin’ e Lady. Em produção desde 2001, Black Messiah estreia hoje, 15 de dezembro. Relembre outros trabalhos e parcerias do músico no especial R&B 90’s: 12 discos essenciais.

Atualização: ouça Black Messiah na íntegra no player do Spotify logo abaixo.

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D’Angelo – Sugah Daddy

 

D’Angelo – Black Messiah

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Male Bonding: “A Kick To The Face”

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Cloud Nothings, Iceage, White Lung ou Eagulls, não importa a banda, poucos artistas dominam com tamanha habilidade o uso de ruídos e boas melodias quanto o trio britânico Male Bonding. Três anos depois de apresentar o segundo (e excelente) registro em estúdio, Endless Now (2011), o grupo londrino começa a desfazer o próprio hiato para investir em um novo trabalho de inéditas. Como mostra da presente fase da banda, a urgência de A Kick To The Face.

Como o nome da faixa logo indica – um chute na cara -, os pouco mais de dois minutos da criação são dominados por arranjos sujos, vozes berradas e a bateria de Robin Silas Christian, tão intenso e jovial quanto no primeiro álbum da banda, Nothing Hurts (2010). Esta é a primeira composição inédita da banda desde que dois terços dos integrantes deram início a um novo projeto, o Primitive Parts, responsáveis pela ótima Open Heads.

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Male Bonding – A Kick To The Face

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Shlohmo: “Emerge From Smoke”

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Foi um ano produtivo para Henry Laufer, o Shlohmo. Além do ótimo No More EP (2014), registro em parceria com o rapper Jeremih e Brain, single assinado de forma colaborativa com a cantora Banks, o artista californiano manteve uma agenda realmente lotada de apresentações, remixes esporádicos e faixas que naturalmente mergulham no ambiente de formas abstratas detalhadas pelo produtor. Para celebrar a passagem para o selo True Panther – casa de Tobias Jesso Jr. e Delorean, – Shlohmo apresentou a inédita Emerge From Smoke.

Sem fugir do ambiente conquistado no último ano com Laid Out EP (2013), Shlohmo continua a investir em faixas que se dividem entre as batidas lentas do R&B e o uso constante de sintetizadores sujos, emulando ruídos metálicos. Quase cinco minutos em que a essência do produtor se espalha confortavelmente, preparando o terreno para um novo álbum completo que deve aparecer nos próximos meses. Bad Vibes, o último disco oficial do produtor foi lançado em 2011.

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Shlohmo – Emerge From Smoke

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Diplo, Edward Droste & Rostam Batmanglij: “Long Way Home”

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Em novembro, Diplo e DJ Dahi assinaram a produção da faixa Stand For, um dos trabalhos mais recentes apresentados pelo rapper norte-americano Ty Dolla $ign. Aproveitando do material lançado pela dupla de produtores, os parceiros Edward Droste (do Grizzly Bear) e Rostam Batmanglij (do Vampire Weekend) resolveram brincar com a base da canção, acrescentando uma dose extra de experimento instrumentais e versos que flertam com o pop para desenvolver a curiosa Long Way Home.

Sem necessariamente fugir da versão original da música, Droste e Batmanglij trazem de volta toda a ambientação colorida testada em LP (2009), registro de estreia do Discovery, projeto paralelo do tecladista do Vampire Weekend em parceria com Wes Miles, da banda Ra Ra Riot. Mesmo divertida, a (curta) colaboração está longe de indicar um futuro registro assinado entre os dois músicos. O último álbum do Vampire Weekend foi o ótimo Modern Vampires of the City, de 2013, enquanto o último disco do Grizzly Bear foi o excelente Shields, em 2012.

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Diplo, Ed Droste, & Rostam Batmanglij – “Long Way Home”

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Jonny Greenwood, Gaz Coombes & Dany Goffey: “Spooks” (Feat. Joanna Newsom)

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Em entrevista recente ao site Dazed Digital, Joanna Newsom afirmou que vem trabalhando em um novo projeto de estúdio, o primeiro desde a chegada de Have One on Me, de 2010. Parte da influência para o “registro” vem da própria participação da cantora no recente filme de Paul Thomas AndersonInherent Vice (2014), trabalho onde desempenha o papel de narradora da película e se diz tocada pelo constante uso da expressão “violação dos direitos civis”, talvez mote para um novo registro da artista – previsto para o próximo ano.

Enquanto nenhuma informação concreta sobre o trabalho foi liberada, pelo menos é possível se contentar com a passagem da artista em Spooks, uma das canções que integram a trilha sonora de Inherent Vice e faixa dividida entre Jonny Greenwood, Gaz Coombes (Supergress) e Dany Goffey. Segundo informações do próprio Greenwood, esta é a primeira composição do Radiohead desde o lançamento de The King Of Limbs, em 2011, porém, acabou abandonada pelos próprios parceiros de banda, Colin Greenwood, Ed O’Brien, Philip Selway e Thom York, responsáveis pela versão original da música. (Via Stereogum)

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Jonny Greenwood, Gaz Coombes & Dany Goffey – Spooks (Feat. Joanna Newsom)

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