Category Archives: Singles

Santigold: “Radio”

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Master of My Make-Believe pode não ter repetido o mesmo sucesso e rico acervo de composições do inaugural Santogold (2008), entretanto, está longe de parecer um tropeço dentro da curta trajetória de Santi White. De fato, são as mesmas batidas e arranjos testados no álbum de 2012 que servem de base para o mais novo trabalho da artista nova-iorquina, a recém-lançada (e intensa) Radio.

Escolhida para integrar a trilha sonora de Cidades de Papel (Paper Town), filme inspirado na obra homônima do escritor John Green, a recente faixa curiosamente remete ao acervo de outra película baseada nos trabalhos de Green, A Culpa é das Estrelas (2014). Das batidas ao vocal pegajoso, difícil não lembrar de Boom Clap, da cantora britânica Charli XCX e uma clara referência para o novo trabalho de Santigold. Além da nova música, ao que tudo indica, a cantora deve apresentar um novo álbum pelos próximos meses.

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Santigold – Radio

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Disclosure: “Holding On” (Feat. Gregory Porter) (VÍDEO)

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Depois de reforçar as batidas, sintetizadores frenéticos e brincar de forma versátil com um antigo sample na inédita Bang That, já estava na hora do Disclosure presentear o público uma composição de fato marcada pela voz. Atendendo a pedidos e ainda preparando o terreno para o segundo registro de inéditas, Guy e Howard Lawrence sustentam na recém-lançada Holding On a mesma soma de acertos, boas melodias e refrão pegajoso testado em faixas como You & Me, White Noise ou F For You do álbum Settle (2013)

De um lado, o ritmo eufórico, consistente diálogo com a eletrônica britânica e toda a somatória de elementos que transportam o ouvinte diretamente para as pistas; no outro oposto, a voz precisa do convidado Gregory Porter, uma das grandes vozes do Jazz norte-americano e responsável por completar as pequenas lacunas da dupla. Difícil não lembrar da parceria da dupla britânica com a cantora Mary J. Blige no último ano.

Holding On é parte do novo álbum do Disclosure, Caracal (2015), trabalho que será oficialmente lançado no dia 25/09. Abaixo, o primeiro exemplar da série de clipes que serão dirigidos por Ryan Hope para o novo álbum.

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Disclosure – Holding On

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Marcelo Perdido: “Inverno”

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O frio chegou e com ele, Inverno (2015), novo álbum do cantor Marcelo Perdido. Segundo e mais recente trabalho de inéditas do músico paulistano, ex-integrante da Hidrocor, o presente registro segue a trilha do antecessor, Lenhador (2013), revelando ao público uma seleção de faixas de essência melancólica, sombrias e orquestradas pela leveza dos arranjos acústicos do artista.

São dez composições inéditas e produção assinada por João Erbetta, mesmo produtor do último álbum de Perdido. Entre os destaques do novo disco, a inaugural (e perturbadora) faixa-título, composição que não apenas prepara o terreno para o restante da obra, como sufoca a atmosfera pueril conquistada pelo músico no último álbum. Disponível para download gratuito, o álbum pode ser apreciado na íntegra logo abaixo:

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Marcelo Perdido – Inverno

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Panda Bear: “PBVSGR Remixes”

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Noah Lennox não deve descansar tão cedo. Em pleno processo de divulgação do álbum Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), um dos melhores trabalhos lançados nos últimos meses, o artista norte-americano acaba de presentear o próprio público com mais uma novidade. Trata-se da coletânea PBVSGR Remixes (2015), uma seleção curta com cinco faixas extraídas do novo álbum e remodeladas nas mãos de outros produtores.

Entre os nomes que integram o trabalho, Danny L Harle do selo PC Music (Come To Your Senses), o produtor britânico Andy Stott (Boys Latin) e Pete Rock, este último, responsável pela excelente transformação da faixa Crosswords, agora muito mais dançante. PBVSGR Remixes pode ser apreciado na íntegra pelo soundcloud, ou no player abaixo. Panda Bear Meets the Grim Reaper é um dos trabalhos que integram nossa lista dos 25 melhores discos de 2015 (até agora).

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Panda Bear – PBVSGR Remixes

 

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Owen Pallett: “The Phone Call”

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Com o lançamento de In Conflict (2014), Owen Pallett deu início a uma nova fase dentro da própria carreira. Nitidamente influenciado por Brian Eno, um de seus colaboradores no último álbum, o músico canadense continua a brincar com a música orquestral da “era” Final Fantasy, porém, cada vez mais interessado no uso de arranjos e experimentos eletrônicos, conceito reforçado com a recém-lançada The Phone Call.

Parte do acervo 2015 da coletânea de singles Adult Swim – que este ano conta com nomes como Chromatics, Shabazz Palaces e SOPHIE -, a composição pode até seguir a trilha do último álbum de Owen, entretanto, assume uma estrutura ainda mais complexa. De um lado, maquinações e ruídos sombrios, típicos da obra de Oneohtrix Point Never, no outro, a construção de bases etéreas, tão próximas de Eno como de gigantes da New Age nos anos 1970, principalmente Jean Michel Jarre.

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Owen Pallett – The Phone Call

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Nicolas Jaar: “Nymphs III”

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Nicolas Jaar não para. Um mês após o lançamento de Nymphs II, primeiro registro de canções inéditas desde o encerramento das atividades com o Darkside, o produtor nova-iorquino já está de volta com mais uma sequência de composições. Em Nymphs III, a sonoridade experimental de Jaar assume novo formato, escapando das ambientações minimalistas e temas reclusos do debut Space Is Only Noise, de 2011, para incorporar uma sonoridade quase “urgente”.

De um lado, os sintetizadores, ruídos instáveis e colagens atmosféricas de Swim, composição que mais aproxima o trabalho de Jaar de gigantes do Krautrock. No outro oposto, as batidas precisas e sonoridade dançante de Mistress, uma adaptação dos mesmos conceitos da Deep House explorados pelo artista no decorrer do primeiro álbum de estúdio. Com lançamento pelo selo Other People, o novo single é o segundo trabalho lançado por Jaar em um curto intervalo de tempo. Na última semana, a trilha sonora Pomegranates foi entregue ao público para download e audição gratuita.

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Nicolas Jaar – Swim / Mistress – Nymphs III

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Wavves x Cloud Nothings: “No Life For Me”

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Surpresa! No Life For Me (2015), trabalho em pareceria entre Nathan Williams (Wavves) e Dylan Baldi (Cloud Nothings) acaba de ser apresentado ao público. Originalmente anunciado no começo da março, porém, sem data de lançamento prevista, o álbum de nove composições inéditas e produção assinada por Sweet Valley já pode ser apreciado na íntegra pelo Bandcamp da “dupla”.

Gravado em diferentes sessões entre março de 2014 e junho de 2015, o registro é uma divisão exata das experiências, ruídos e temas que inspiram as duas bandas. Um cruzamento perfeito entre o Garage Rock “litorâneo” de Nathan Williams no Wavves as guitarras distorcidas, típicas da década de 1990, que Baldi há tempos vem explorando dentro do Cloud Nothings.

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Wavves x Cloud Nothings – No Life For Me

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Nicolas Jaar: “Pomegranates”

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Nymphs II, último trabalho apresentado por Nicolas Jaar ainda nem teve tempo de esfriar e o produtor norte-americano já está de volta com um vasto acervo de composições. Intitulado Pomegranates, o álbum de 20 faixas e temas ambientais funciona, segundo o próprio produtor, como uma espécie de trilha sonora alternativa para o clássico A Cor da Romã, filme originalmente lançado em 1969 e dirigido pelo cineasta soviético Sergei Parajanov.

Apresentado pelo próprio Jaar no Twitter e Facebook para download gratuitoPomegranates está longe de parecer uma obra de composições inéditas. Como resume no próprio texto de apresentação do trabalho, parte das canções foram resgatadas do vasto acervo do produtor, caso de Shame, música criada como base para um rap, porém, posteriormente recusada, e Garden Of Eden, faixa composta para um inseto que Jaar encontrou em casa. Com distribuição pelo selo Other People, o álbum deve ganhar em breve uma reedição em vinil. Ouça:

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Nicolas Jaar – Pomegranates

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London O’Connor: “O∆”

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Depois da sequência de boas composições apresentadas nas últimas semanas – como GutsNobody Hangs Out Anymore -, já era hora de ter acesso ao primeiro álbum de London O’Connor. Na trilha dos últimos lançamentos do jovem artista, O∆ (2015), nasce como reflexo do passeio do cantor/rapper por diferentes campos da música estadunidense, buscando referências que se escondem no rock nova-iorquino de grupos como The Velvet Underground, além, claro, de diálogos curtos com o Hip-Hop, R&B e Soul de diferentes épocas.

São 10 composições, algumas já conhecidas do Soundcloud de O’Connor, além de outras NATURAL e Steal, pequenas representações do som experimental assinado pelo músico. Disponível para download gratuito – clique aqui -, o álbum também pode ser apreciado na íntegra logo abaixo. Para quem acompanha o trabalho de Frank Ocean e King Krule, uma excelente recomendação:

 

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London O’Connor – O∆

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Low: “No Comprende”

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Em boa fase, desde que deu início ao catálogo de novas obras na presente década, a banda norte-americana Low não apenas fez uso da própria maturidade, como passou a investir em uma série de novos elementos e temas musicais. Marca nos dois últimos álbuns do grupo – C’monThe Invisible Way –, as guitarras, cada vez mais densas e sombrias, parecem apontar a direção para o 11º registro de estúdio do grupo de Duluth, Minnesota, Ones and Sixes (2015).

Apresentado pela inédita No Comprende, o novo álbum parece seguir uma trilha ainda mais isolada em relação aos últimos discos do trio, transformação explícita na guitarra de Alan Sparhawk, tão íntima do Blues Rock de gigantes da década de 1970 – caso de Led Zeppelin -, como ainda próxima da sonoridade melancólica exposta pela banda desde o começo dos anos 1990. Uma faixa de sentimentos e arranjos fortes, capaz de prender o ouvinte até o último acorde.

Ones and Sixes (2015) será lançado no dia 11/09 pelo selo Sub Pop.

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Low – No Comprende

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