Category Archives: Singles

Câmera: “Lost Cause, I Surrender!”

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Mountain Tops (2014), este é o título do mais novo trabalho de estúdio da banda mineira Câmera. Com lançamento previsto para o dia 15 de agosto pelo selo Balaclava Records, o trabalho gravado e produzido por Euler Teixeira e Gustavo Simoni entre maio e agosto deste ano é uma continuação dos antigos inventos da banda, entre eles o ótimo Invisible Houses, de 2011. Antes da chegada do novo álbum, o grupo resolveu apresentar uma pequena fatia do disco que conta com masterização e mixagem de Euler Teixeira: Lost Cause, I Surrender!

Resumo eficiente de todas as referências e traços musicais da banda, a inédita criação segue como um desenrolar tímido de guitarras, vozes e batidas sempre controladas. O mesmo diálogo com o Pós-Rock / Rock Alternativo dos anos 1990 testada no disco de 2011, porém, partindo agora de uma estrutura musical assinada com identidade pelo coletivo. Pouco mais de três minutos de duração que praticamente obrigam o regresso do ouvinte após o acorde final. A imagem acima é a capa do último EP da banda, um dos trabalhos que você pode apreciar na íntegra pelo Bandcamp.

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Câmera – Lost Cause, I Surrender!

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The Pains Of Being Pure At Heart: “Poison Touch”

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Das mudanças lançadas pelo The Pains of Being Pure at Heart em Days of Abandon (2014), a busca por melodias menos “agressivas”, como aquelas testadas em Belong (2011), talvez seja o elemento de maior acerto da banda. Com um pé na década de 1980, Kip Berman deixa de lado a relação com gigantes como My Bloody Valentine para explorar a lírica sentimental de forma honesta, esbarrando vez o outra na obra de The Smiths e demais influências explícitas.

Próximo de lançar a edição especial do novo disco – o terceiro desde que a banda estreou em 2009 -, Berman apresenta agora a mais nova composição do TPOBPAH: Poison Touch. Descomplicada, a música “escrita para Taylor Swift” sintetiza de forma encantadora a atual postura do grupo, trazendo nos vocais Jen Goma (A Sunny Day In Glasgow) o material mais acessível do grupo desde as canções adolescentes do primeiro disco. A edição deluxe de Days Of Abandon estreia no dia 22 de setembro.

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The Pains Of Being Pure At Heart – Poison Touch

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Disclosure: “Latch” (Feat. Schoolboy Q) (Remix)

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Das canções que recheiam Settle (2013), álbum de estreia do Disclosure, Latch parece ser a que mais seduziu o grande público. Em um lugar de destaque em diferentes paradas de sucesso e boa recepção em qualquer festa – experimente discotecar ela -, a parceria entre os irmãos Howard e o cantor Sam Smith resume de forma significativa todo o acervo “pop” da obra – uma imensa homenagem aos sons que marcaram a década de 1990. E que tal uma versão da mesma faixa em parceria com o rapper Schoolboy Q?

Por mais inusitado que possa parecer o encontro, é exatamente isso o “quarteto” apresenta na atual versão de Latch. Ainda que siga o ritmo natural da faixa, o “remix” abre espaço na chegada do último refrão para que os versos do rapper norte-americano tenham destaque. Uma interferência rápida, porém, satisfatória. Enquanto o Disclosure segue na produção do novo álbum de Mary J. Blige, Schoolboy Q continua com a divulgação de Oxymoron (2014), trabalho apresentado no começo do ano.

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Disclosure – Latch (Remix) (Feat. Schoolboy Q)

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Jessie Ware: “Kind Of…Sometimes…Maybe” (Feat. Miguel)

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Ainda faltam algumas semanas até o lançamento de Tough Love (2014), entretanto, Jessie Ware não precisa de mais nada para convencer o público sobre o acerto do trabalho. Depois da sequência de singles inaugurados pela faixa-título, Share It All, Say You Love Me e Want Your Feeling, Ware e parceiros como BenZel, Dev Hynes, James Ford, Julio Bashmore e Romy Madley-Croft já conseguiram provar que o sucessor de Devotion (2012) é melhor que o antecessor, como ocupa um lugar de destaque na lista dos grandes trabalhos do anos.

Interessada em surpreender o público – mais uma vez -, Ware revela agora mais uma das canções do trabalho assinadas em parceria: Kind Of…Sometimes…Maybe. Criação desenvolvida ao lado do rapper norte-americano Miguel, o último (?) lançamento antes da chegada oficial de Tough Love é uma peça marcada pela leveza. Vozes quase sussurradas, gemidos e batidas tímidas: respirem fundo, afinal, a viagem sentimental da cantora está só começando.

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Jessie Ware – Kind Of…Sometimes…Maybe (Feat. Miguel)

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Zola Jesus: “Go (Blank Sea)”

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A transformação exercida nas melodias e vozes de Dangerous Days, último single de Zola Jesus, é apenas o princípio da sonoridade que deve acompanhar a artistas no próximo álbum de estúdio. Tão acessível e pop quanto a antecessora, Go (Blank Sea) é uma peça que revela Nika Roza Danilova em seu melhor estágio. A relação com a eletrônica em Conatus (2011), os vocais maduros de Stridullum II (2010) e o experimento acumulado desde os primeiros anos, referências autorais diluídas com segurança no interior da nova faixa.

Uma das 11 composições inéditas de Taiga (2014), Go (Blank Sea) é tanto uma composição marcada pelo frescor dos elementos, como um resumo autêntico de tudo o que Danilova conquistou nos últimos anos. Três atos distintos, porém, organizados dentro do ambiente assinado pela produtora, responsável (junto de Dean Hurley) pela condução do material que estreia em sete de outubro pela Mute Records.

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Zola Jesus – Go (Blank Sea)

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Peaking Lights: “Everyone And Us”

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A explícita relação da dupla Peaking Lights com o Pop em Breakdown, primeiro single do ainda inédito Cosmic Logic (2014), parece reforçada com o lançamento de Everyone And Us. Detalhada pelo mesmo conjunto de ideias da canção passada, a faixa inicia em meio a batuques controlados, abre espaço para a voz parcialmente límpida da vocalista Indra Dunis e logo desagua em um oceano de cores e sintetizadores tão próximos do último álbum da dupla, Lucifer (2012), como de toda a carga de referências dos anos 1980.

Ora esbarrando na fase “World Music” do Talking Heads, ora encarada como uma versão limpa dos sons anunciados em 936 (2011), Everyone And Us talvez seja – junto de Breakdown – o invento mais acessível comercialmente e melódico já assinado por Aaron Coyes, prova de que o material reservado para o dia sete de outubro deve aparecer recheado pela surpresa. Além do novo single, na última semana a dupla apresentou o lisérigico clipe de Breakdown. Cosmic Logic conta com lançamento pelo selo Weird World.

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Peaking Lights – Everyone And Us

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Korallreven: “Death Is Not For Us”

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Com o lançamento de Try Anything Once, há exatamente um ano, Marcus Joons e Daniel Tjäder (The Radio Dept.) confirmaram que o universo de formas letárgicas apresentado com o primeiro disco do Korallreven estava longe de ser encerrado. Três anos depois da excelente estreia com An Album by Korallreven (2011), o duo sueco finalmente rompe com o período de “férias” para anunciar mais um novo lançamento: Second Comin’ (2014).

Previsto para estrear no dia quatro de novembro pelo selo Cascine, o álbum resume nos quatro minutos da inédita Death Is Not For Us parte do som tropical que deve acompanhar a dupla pelos próximos meses. Batidas arrastadas, sintetizadores, vozes em eco e todo um conjunto de emanações tropicais. A mesma soma de experiências lançadas por jj, CEO e outros representantes do Balearic Beat projetado em parte da música sueca recente.

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Korallreven – Death Is Not For Us

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Sharon Van Etten: “Our Love” (The Juan MacLean Remix)

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De todas as sensações repassados por Sharon Van Etten em Are We There (2014), “dançar” talvez seja a que menos tem chances de passar pela cabeça do ouvinte ao longo da triste obra. Pelo menos até agora. Carregado de melancolia, o quarto álbum de estúdio da cantora norte-americana lentamente se aproxima das pistas graças ao delicado remix de John MacLean para Our Love, uma das mais tristes faixas do último trabalho da artista.

Ainda que pareça feita para promover a obra de Van Etten, a bem executada versão serve de aviso para a chegada de In A Dream (2014), mais recente álbum do produtor à frente do The Juan MacLean. Ainda que dividido com a vocalista Nancy Whang (ex-LCD Soundsystem), o mérito do remix é todo de MacLean, responsável por estender a base soturna da versão original da faixa, bem como os vocais precisos da cantora folk, tão convincente em seu formato original, quanto “eletrônico”.

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Sharon Van Etten – Our Love (The Juan MacLean Remix)

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Angel Olsen: “All Right Now” e “High & Wild”

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Repleto de referências aos sons incorporados no Country/Folk dos anos 1970, Burn Your Fire for No Witness (2014) é mais do que uma representação da essência musical de Angel Olsen, mas uma tradução amarga dos sentimentos da própria artista. Satisfatório em se tratando do conjunto de 11 faixas que definem a versão original do trabalho, o sucessor do satisfatório Half Way Home (2012) ganha no dia 18 de novembro uma edição especial abastecida por cinco composições inéditas.

Também com lançamento pelo selo Jagjaguwar, o “novo” álbum resume na singeleza de All Right Now uma mostra convincente do que Olsen reserva para os próximos meses. Adornada pelos mesmos elementos referenciais do restante da obra, a canção borbulha em um agregado de vocalizações sublimes e arranjos econômicos, um resumo de todo o material lançado no começo de fevereiro. Além da nova música, a cantora aproveitou para apresentar o clipe de High & Wild, registro caseiro que conta com o apoio do próprio público e membros da banda de apoio da artista.

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Angel Olsen – All Right Now

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Angel Olsen – High & Wild

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ruído/mm: “Cromaqui”

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Quem acompanha a paranaense ruído/mm desde o álbum/EP Série Cinza, de 2004, talvez fique espantado com a ferocidade que invade o interior de Cromaqui. Mais recente invento do coletivo de Curitiba, a efêmera criação de dois minutos talvez seja a faixa mais distinta já lançada pela banda desde a estreia definitiva com o álbum A Praia, em 2008. Urgente, suja e até mesmo “pop” em alguns instantes, a nova música resume com naturalidade o material que o grupo reserva para o próximo registros de estúdio, o esperado Rasura.

Primeira composição inédita da banda desde o álbum de 2011, Introdução à Cortina do Sotão, Cromaqui rompe com a expectativa de quem esperava por um som delicado, na linha de Índios, interpretação da banda para o clássico de 1986 da Legião Urbana. Parte de uma compilação montada pela banda Labirinto e lançada no soundcloud da Brasil Music Exchange, a recente canção é parte do disco que estreia oficialmente no dia 27 deste mês.

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ruído/mm – Cromaqui

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