Category Archives: Singles

Baroness: “Chlorine & Wine”

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Em 2012, com o lançamento do duplo Yellow & Green, os integrantes do Baroness deram inicio a uma nova fase dentro da curta discografia da banda. Longe do Sludge Rock explorado nos primeiros trabalhos em estúdio – Red Album (2007) e Blue Album (2009) -, John Baizley e os parceiros de banda passaram a se concentrar muito mais na formação de texturas instrumentais e vozes melódicas, abraçando com naturalidade conceitos do rock progressivo dos anos 1970 e experimentos típicos do pós-rock apresentado no começo dos anos 1990.

A julgar pela sonoridade apresentada pelo grupo dentro da inédita Chlorine & Wine, esse mesmo conceito ainda se mantém. Primeira composição do inédito Purple (2015), quarto (ou quinto?) trabalho de estúdio da banda de Savannah, Georgia, a nova faixa não apenas abraça o mesmo som testado há três anos, como ainda revela o interessa da banda em produzir um som cada vez mais “sereno”. De fato, mais da metade da faixa é dominada por arranjos climáticos, deixando para os instantes finais a interferência das vozes e guitarras crescentes, densas, ainda que tímidas perto dos primeiros registros do grupo.

Purple (2015) será lançado no dia 18/12 pelo selo Abraxan Hymns.

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Barness – Chlorine & Wine

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Percussions: “Digital Arpeggios”

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Mais conhecido pelo trabalho à frente do Four Tet, de tempos em tempos, Kieran Hebden presenteia o público com alguma canção inédita sob o nome de Percussions. Ainda que exista uma semelhança com os demais trabalhos e composições assinadas pelo artista britânico, são as colagens ambientais, uso restrito de vozes e sintetizadores que orientam o trabalho do produtor dentro do projeto paralelo, há poucos meses oficialmente apresentado com a coletânea 2011 Until 2014.

Em Digital Arpeggios, uma natural continuação desse mesmo universo de texturas minimalistas. Dividida em dois atos distintos, a canção de quase 10 minutos revela nos instantes iniciais o completo interesse de Hebden pela obra de veteranos como Brian Eno, Kraftwerk e outros nomes de peso da Ambient Music. No restante da faixa, batidas e sintetizadores que se encaixam como um típico exemplar do som produzido pelo artista no Four Tet.

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Percussions – Digital Arpeggios

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Julia Holter: “Sea Calls Me Home”

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Poucas vezes antes Julia Holter pareceu ser capaz de produzir um som tão grandioso quanto em Sea Calls Me Home. Segunda canção de Have You In My Wilderness (2015) a ser apresentada ao público, a faixa recheada de arranjos de cordas, metais e vozes límpidas reforça a linha melódica assumida em Feel You, composição lançada há poucas semanas, ao mesmo tempo em que deixa o caminho livre para o acervo de 10 novas faixas que abastecem o quarto álbum de inéditas da cantora norte-americana.

Assim como em Feel YouSea Calls Me Home soa como uma versão “ensolarada” do Chamber-Pop-Jazzístico explorado por Holter no antecessor Loud City Song (2013). Batidas, pianos, assobios e o saxofone em eco no final da canção, tudo parece encaixado com perfeição e boa dose de sutileza, deixando o caminho livre para a entrada dos vocais de Holter, cada vez mais distante do som etéreo apresentado nos iniciais Tragedy (2011) e Ekstasis (2012).

Have You In My Wilderness (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo Domino.

Julia Holter – Sea Calls Me Home

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TĀLĀ: “Praise” (ft. Sylas)

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Das batidas rápidas ao explícito diálogo com elementos da World Music, do misto de canto e rima ao visual estilizado, íntimo dos povos árabes, a britânica TĀLĀ sempre pareceu atuar como uma cria da conterrânea M.I.A.. Basta ouvir composições como Alchemy e Everybody’s Free (To Feel Good) para perceber a forte relação da novata com a veterana. Curioso encontrar na recém-lançada Prise um completo distanciamento dessa mesma proposta.

Parceria com o também londrino Sylas, a faixa de versos, batidas e bases instrumentais arrastadas inverte completamente a ordem dos trabalhos de TĀLĀ, transportando o ouvinte para o começo dos anos 1990. A essência da cantora ainda aparece ao fundo da canção, nada que prejudique o rendimento da faixa, cercada de vozes em coro, sintetizadores e, claro, o melancólico dueto entre a cantora e o convidado.

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TĀLĀ – Praise (ft. Sylas)

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Beatwise: “Years Anniversary Compilation”

Imagens VINIL_Frente

Já faz um tempo desde que ouvimos pela primeira vez os caras da Beatwise, antes mesmo do selo existir eles já estavam em nosso radar e playlist. De 2012 pra cá, eles lançaram uma penca de discos, faixas e remixes, provando que não só temos bons produtores no Brasil, como temos os melhores.

Fundada por Cesar Pierri (CESRV) e Diego Santos (Sants) tinham como principal objetivo documentar uma cena em andamento naquele momento, a nova geração de produtores brasileiros independentes de beats e suas ramificações. Hoje o selo conta com 19 lançamentos de distintas referências e oito artistas que são prata da casa. Mesmo assim, ainda não existe uma cena ou suporte suficiente para que músicas desse tipo ou qualquer gênero que corra fora da linha popular e do comum, seja compreendido e destacado, tão pouco possa ser rentável, mas eles mantêm nossos ouvidos sempre atentos com o melhor que há no estilo.

A pequena produtora de batidas paulistana, que lança gente de diversos locais do país, comemora mais um ano de vida em grande estilo, lançado seu primeiro disco de vinil, com oito faixas fresquinhas e cheias de grave. Com apoio da marca LRG Brasil, o desejo e o projeto do disco tomou forma, sendo financiado e promovido com a intenção de colaborar com a cultura local e criadores do gênero no qual o selo faz parte.

A Beatwise foca agora no relançamento do projeto Zambi, selo que nasceu das mãos do Sants e do produtor VINÍ, mas que a partir desse ano renasceu como sub-selo da BW, prometendo disseminar sons com perspectivas diferentes do label chefe. Interessou-se? O vinil estará disponível para compra, a partir de setembro por R$ 50,00 durante as apresentações do selo.

Ouça e baixe o catálogo da Beatwise no bandcamp abaixo:
https://beatwiserecordings.bandcamp.com/

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Boogarins: “Avalanche”

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A maior demonstração de propagação do ser é o eco / Com ele o meu grito tem forças pra derrubar todos os prédios“. Praticamente um mantra, um grito espirituoso ou um trecho extraído de algum livro de autoajuda, o verso que abre a inédita Avalanche – primeira canção do aguardado álbum Manual (2015), segundo disco da Boogarins -, indica um completo amadurecimento da banda goiana em relação ao antecessor As Plantas Que Cura (2013). Vozes, arranjos e pequenas doses de distorção harmonicas. Um som melódico, polido, livre do conceito “artesanal” que orienta músicas como Doce e Lucifernandes.

Escolhida para apresentar o novo álbum, Avalanche, uma das 11 faixas inéditas que abastecem o trabalho, revela de forma sutil que a essência da banda ainda permanece a mesma, porém, levemente remodelada. Nomes como Os Mutantes, Caetano Veloso, Clube da Esquina, The Beatles, Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra ecoam por todas as partes. Referências fragmentadas, mais do que um alicerce, o estimulo para nascimento de um som autoral, marcado pelo frescor e naturalmente dominado pelas guitarras e pequenos embates melódicos de Fernando Almeida e Benke Ferraz.

Manual (2015) será lançado no dia 30/10 pelo selo Other Music.

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Boogarins – Avalanche

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Petite Noir: “MDR”

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Enquanto The King Of Anxiety EP (2015) acabou passando despercebido por muita gente, talvez efeito do caráter “experimental” de algumas faixas, La Vie Est Belle / Life Is Beautiful (2015) concentra todos os elementos para se transformar em uma das grandes estreias do ano. Prova disso está no acervo de canções melódicas, lentamente extraídas do álbum e apresentadas ao público. Faixas como a urgente Best, transformada em clipe há poucas semanas, além da recém-lançada MDR.

Tão dançante e provocativa quanto os últimos trabalhos de Petite Noir, a inédita composição talvez seja a faixa que mais aproxima o músico belga dos nova-iorquinos do TV On The Radio. A julgar pela forma como vozes e batidas se relacionam, é fácil perceber em MDR uma espécie de continuação de faixas como Crying e todo o material apresentado no clássico Dear Science (2008). A diferença está no caráter confessional do novato, capaz de transformar a recente faixa uma delicada e acessível canção de amor.

La Vie Est Belle / Life Is Beautiful (2015) será lançado no dia 11/09 pelo selo Domino.

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Petite Noir – MDR

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Small Black: “No One Wants It To Happen To You”

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Nunca antes os membros do Small Black produziram um som tão dançante e acessível quanto em No One Wants It To Happen To You. Nada contida em relação ao último single da banda, Boys Life, a canção dominada pelas batidas e sintetizadores crescentes reforça a transformação assumida pela banda em Best Blues (2015), terceiro álbum de inéditas do grupo e obra que parece dar sequência ao material apresentado no “pop” Limits Of Desire, de 2013.

Com quase quatro minutos de duração, a faixa incorpora quase três décadas de referências e elementos típicos de diferentes artistas. De veteranos como Depeche Mode e New Order ao trabalho de artistas que se destacaram na última década, como LCD Soundsystem e Hot Chip, diferentes retalhos instrumentais são costurados pelo som empoeirado do grupo nova-iorquino.

Best Blues (2015) será lançado no dia 16/10 pelo selo Jagjaguwar.

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Small Black – No One Wants It To Happen To You

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CHVRCHES: “Leave A Trace” (Four Tet Remix)

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Você não precisa ir além da capa de Every Open Eye (2015) – imagem acima – para perceber quais são as inspirações do segundo álbum da banda britânica CHVRCHES. Nitidamente inspirada no clássico Power, Corruption & Lies (1983), do New Order, a imagem funciona como pista para a busca por som nostálgico, carregado de sintetizadores e melodias típicas dos anos 1980, conceito que serve de base para a inédita Leave A Trace, primeiro single do novo registro em estúdio do trio de Glasgow.

De natureza melancólica, a faixa sustenta na voz doce de Lauren Mayberry uma típica peça de separação, encontrando no uso de melodias alongadas e batidas pontuais uma explícita relação com o R&B, marca que separa o novo (e ainda inédito) disco do antecessor The Bones of What You Believe (2013). Além da nova faixa, o grupo – completo com os produtores Iain Cook e Martin Doherty – ainda reserva uma sequência de 10 faixas inéditas, todas, como dito em entrevista, movidas pelo mesmo teor entristecido da presente composição.

Depois do clipe apresentado há poucos dias, Leave A Trace acaba de se transformar completamente nas mãos e batidas de Four Tet .

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Leave A Trace (Four Tet Remix)

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Yumi Zouma: “Right, Off The Bridge”

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Poucos meses após o lançamento do segundo registro de inéditas, EP II (2015), os membros da banda neo-zelandesa Yumi Zouma estão de volta com alguns novidades. Enquanto o grupo não entrega de vez o primeiro trabalho em estúdio, o selo Cascine decidiu compilar todas as canções lançadas pela banda nos últimos anos em um único pack de singles em vinil. Além do material entregue nos dois primeiros EPs, o single It Feels Good To Be Around You, parceria com o Air France, e, claro, a inédita Right, Off The Bridge.

Ambientada no mesmo universo de sintetizadores e guitarras doces que apresentaram o grupo, a nova faixa cria um pequeno embate entre os dois vocalistas do grupo. Um contrastado diálogo que esbarra em declarações e conflitos típicos de qualquer casal. Essencialmente detalhista, a canção parece abrir passagem para uma nova fase dentro da carreira do grupo, em atuação desde 2013. No Youtube, além da nova faixa, você encontra todo o acervo de composições lançadas pela banda nos últimos anos.

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Yumi Zouma – Right, Off The Bridge

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