Recentemente, Michael Angelakos, vocalista e líder do Passion Pit, deu vida a uma plataforma intitulada The Wishart Group. Trata-se de um projeto de incentivo a jovens artistas que prestará auxílio educacional, jurídico e até tratamento de saúde a jovens músicos. Com um fundo de 250 milhões de dólares doados por diferentes nomes de peso do cenário musical, o coletivo visa proteger e estimular projetos independentes para que os artistas tenham mais chances de sobreviver no mercado.

Enquanto segue sem um lançamento oficial, Angelakos aproveitou o canal do Youtube do projeto para apresentar uma série de músicas inéditas do Passion Pit. São faixas como Inner Dialogue, I’m Perfect, Moonbeam, a grudenta Somewhere Up There e, mais recentemente, Hey K. Uma clara continuação do mesmo pop pegajoso e eletrônico que a banda original da cidade de Cambridge, Massachusetts vem desenvolvendo desde o primeiro álbum de estúdio, Manners (2009).

 

Passion Pit – Hey K

 

Passion Pit – Somewhere Up There

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Em mais de um mês de atuação, a coletânea Our First 100 Days, projeto de enfrentamento à política retrógrada do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu vida a uma série de composições de peso. Entre os artistas que já passaram pelo trabalho, nomes como Angel Olsen, The Range, Dntel, Peter Silberman (The Antlers) e Toro Y Moi, este último, responsável por uma das melhores composições do projeto, a pop Omaha.

Convidados a integrar a série de lançamentos, o grupo norte-americano Speedy Ortiz apresenta ao público a inédita In My Way. Típica composição da banda, a faixa delineadas por versos e temas melódicos parece saída diretamente dos primeiros discos do coletivo, como o excelente Major Arcana – um dos grandes discos de rock lançados na presente década e 40º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2013.

 

Speedy Ortiz – In My Way

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Dois anos após o lançamento do ótimo Honeymoon (2015), Lana Del Rey abre passagem para a chegada de um novo álbum de inéditas. Em Love, primeiro single desde a bem-sucedida parceria da artista com o cantor e produtor canadense The Weeknd, em Starboy (2016), Del Rey continua a flutuar em um território de sonhos e delírios românticos. Versos que falam sobre a juventude e o amor pelo próprio público, como comentou em uma série de publicações no Twitter.

Da capa do single, inspirada nos cartazes de antigos filmes de ficção científica, passando pelo rosto pálido da cantora, uma clara referência à imagem de Laura Palmer, em Twin Pekas, Del Rey continua a brincar com as referências, conceito que se reflete na base instrumental da canção. São arranjos densos, propositadamente arrastados e detalhistas, como uma tradução pop de tudo aquilo que bandas como Beach House e outros representantes do Dream Pop vêm produzindo nos últimos anos. Assista ao clipe da canção:

 

Lana Del Rey – Love

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Sempre Femina (2017) tem tudo para se transformar em um novo clássico dentro da curta discografia de Laura Marling. Dois anos após o lançamento de Short Movie (2015), trabalho embalado por temas e referências ao cinema, a cantora e compositora britânica vem presenteando o próprio público com uma série de canções marcadas pela leveza dos versos e arranjos. Faixas como Soothing, Wild Fire e, mais recentemente, Next Time.

Enquanto a voz da artista se espalha em meio a versos essencialmente intimistas, centrados na vida da própria cantora, nos arranjos, Marling detalha uma de suas principais composições. São temas orquestrais que distanciam o folk minimalista dos últimos discos para aproximar a artista do mesmo pop de câmara de artistas como Vashti Bunyan, Nico e outros nomes de peso do estilo. Next Time ainda chega acompanha de um clipe dirigido pela própria musicista.

Semper Femina (2017) será lançado no dia 10/03 via More Alarming Records.

 

Laura Marling – Next Time

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A julgar pelas últimas canções apresentadas por James Mercer, caso de Dead Alive e Name For You, o novo álbum do The Shins está longe de ser um dos mais interessantes na discografia da banda. Intitulado Heartworms (2017), o registro chega até o público quatro anos após o lançamento do ótimo Port Of Morrow – 28º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2012 –, reciclando uma série de conceitos vindos de outros projetos do músico – como o Broken Bells.

Interessante perceber na recém-lançada Mildenhall um breve distanciamento de tudo aquilo que o Mercer vem desenvolvendo nos últimos trabalhos. Trata-se de uma típica canção do The Shins. Vozes e arranjos contidos, mas não menos interessantes. Um ato curto, centrado na vida do próprio artista, capaz de transportar o ouvinte para o mesmo universo apresentado no clássico Oh, Inverted World (2001), trabalho que apresentou o som da banda de Albuquerque a uma parcela maior do público.

Heartworms (2017) será lançado no dia 10/03 via Columbia.

 

The Shins – Mildenhall

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You Tried (2017), esse é o título do primeiro álbum de estúdio da banda sueca Hater. Com uma sequência de boas composições em mãos, caso de Mental Heaven e, mais recentemente, Had It All, o grupo original da cidade de Malmö segue com a divulgação do ainda inédito lançamento. Em Cry Later, terceiro e mais novo single do grupo formado por Caroline Landahl, Måns Leonartsson, Adam Agace, e Lukas Thomasson, uma explosão de boas guitarras e melodias sujas.

Enquanto a voz doce de Landahl detalha o mesmo aspecto sofredor dos últimos dois singles, musicalmente, o quarteto se desdobra na construção de um som intenso, base de grande parte do trabalho produzido pela banda em diferentes singles e EPs apresentados nos últimos anos. O mesmo garage rock pegajoso de artistas como Best Coast, Alvvays e demais coletivos que encontraram em clássicos de diferentes décadas o estímulo para um som autoral.

You Tried (2017) será lançado no dia 10/03 via PNKSLM

 

Hater – Cry Later

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Pop, colorido e pegajoso. Basta uma rápida audição para que o som produzido por Malli grude sem dificuldades na cabeça do ouvinte. Parte do primeiro álbum de estúdio da artista, previsto para estrear nos próximos meses, La Nave Va é um indie-axé-eletrônico que revela todas as nuances – sonoras e vocais – da jovem cantora. Um misto de Os Paralamas do Sucesso com Tulipa Ruiz, conceito temperado pelas guitarras e produção do músico Rafael Castro.

Enquanto os versos jogam com a temática do desapego, se livrando de um antigo (des)amor, musicalmente Malli e os parceiros de estúdio brincam com as possibilidades, detalhando batidas eletrônicas e arranjos levemente dançantes. No vídeo dirigido por Itaoâ Lara, uma mistura de cores, tendências e retalhos visuais. Sobram ainda pequenas coreografias, diferentes peças de roupas e um fino toque de bom humor que há tempos não se via no pop nacional.

 

MALLI – La Nave Va

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Phil Elverum já havia emocionado o público durante o lançamento de Real Death, há poucas semanas, sensação que volta a se repetir logo nos primeiros segundos de Ravens. Parte do novo álbum de inéditas do cantor e compositor norte-americano, A Crow Looked At Me (2017), a canção mergulha ainda mais fundo no universo de memórias e referências tétricas em torno da recente morte da artista Geneviève Castrée, esposa do cantor.

Assim como no single anterior, a nova faixa mergulha no isolamento e pequenas tentativas de Elverum em se adaptar à ausência de Castrée. Uma seleção de versos essencialmente descritivos, quase documentais, como se o ouvinte seguisse o personagem (real) do cantor por diferentes cenários. Com quase sete minutos de duração, Ravens chega acompanhada de um registro caseiro de diferentes imagens gravadas por Elvrum ao lado de Castrée.

A Crow Looked At Me (2017) será lançado no dia 24/03 via P.W. Elverum & Sun.

Mount Eerie – Ravens

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Dono de um imenso catálogo de singles, remixes, mixtapes e ótimos EPs, o produtor canadense Jacques Greene anuncia para o começo de março a chegada do primeiro álbum da carreira. Intitulado Feel Infinite (2017), o registro deve manter a mesma essência dançante incorporada pelo artista no lançamento de You Can’t Deny, música apresentada em agosto do último ano e uma das 11 composições que abastecem o aguardado registro.

Semanas após o lançamento de Real Time, música que dialoga com todo o universo da cena eletrônica no começo dos anos 1990, Greene está de volta com uma nova composição. Em To Say, o destaque são os sintetizadores vintage que o produtor detalha ao fundo da canção, estabelecendo um pequeno embate entre as melodias eletrônicas e o vocal sampleado que salta logo nos primeiros minutos da faixa, conceito bastante similar ao trabalho de Jamie XX em In Colour (2015).

Feel Infinite (2017) será lançado no dia 10/03 via LuckyMe.

 



Jacques Greene – To Say

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Durante o lançamento de Sorrow – A Reimagining of Gorecki’s 3rd Symphony, em 2016, Colin Stetson assumiu parte expressiva de suas principais influências reinterpretando trechos da obra do compositor polonês Henryk Górecki. O resultado está na construção de um trabalho essencialmente complexo, íntimo da obra do saxofonista norte-americano, porém, completo pelo rico pano de fundo do registro. Em All This I Do For Glory (2017), Stetson parece repetir parcialmente o mesmo conceito.

Primeiro registro de inéditas do músico desde o sombrio New History Warfare Vol. 3: To See More Light, de 2013, o álbum previsto para dezembro encontra na obra de artistas como Aphex Twin e Autechre parte da inspiração de Stetson. São seis composições em que o ouvinte deve ser confrontado pelo jazz sujo do compositor, proposta que se reflete durante toda a execução de Spindrift, primeiro single do novo álbum. A canção chega acompanhada de um estranho clipe produzido pelo próprio saxofonista.

 

All This I Do For Glory

01 All This I Do For Glory
02 Like Wolves On The Fold
03 Between Water And Wind
04 Spindrift
05 In The Clinches
06 The Lure Of The Mine

All This I Do For Glory (2017) será lançado no dia 28/04 via 52Hz / Kartel Music Group.

 


Colin Stetson – Spindrift

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