Category Archives: Singles

Panda Bear: “Mr Noah”

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Noah Lennox andava bastante inquieto. Desde que começou a desenterrar canções avulsas e mixtapes aleatórias, ainda em 2013, que o cantor parecia indicar a chegada de um novo álbum à frente do Panda Bear. Depois de muita expectativa, Panda Bear Meets the Grim Reaper, o aguardado sucessor de Tomboy (2011) não apenas é confirmado pelo músico, como ainda conta com data de lançamento – 15 de janeiro pelo selo Domino -, um EP de aquecimento, além, claro de um primeiro single e clipe que vão deixar o público eufórico: Mr Noah.

Intensa, a primeira mostra oficial do novo disco e canção-título do récem-lançado EP é uma verdadeira surpresa. Ainda que Lennox, também integrante do Animal Collective, tenha revelado ao público uma série de pistas com a mixtape Mix Ticks (2014), pouco do que orienta a canção parece esbarrar nos antigos projetos do músico. Voz desgovernada, sintetizadores completamente loucos e guitarras que logo tropeçam no trabalho de Peter “Sonic Boom” Kember (Spaceman 3), também produtor do disco. Tão assertivo quanto a própria música é o clipe dirigido por AB/CD/CD. Uma sequência frenética de luzes e câmera instável que parecem moldadas para causar enjoo.

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Panda Bear – Mr Noah

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Thiago Pethit: “Quero Ser Seu Cão”

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Diálogos com o rock da década de 1970, os característicos versos bilingues e melodias voltadas cada vez mais ao pop. Há poucas semanas quando apresentou ROMEO, primeiro single de Rock’n’Roll Sugar Darling (2014), Thiago Pethit parecia resumir o terceiro álbum de estúdio como uma extensão maquiada e levemente acessível do antecessor Estrela Decadente (2012). Em Quero Ser Seu Cão, nova criação inédita do cantor, antes mesmo de chegar ao final da música, a interpretação é clara e gratificante: estar errado nunca foi tão bom.

Guitarras sujas, versos e vozes direcionados com acerto, além de batidas que pintam com novidade cada instante da faixa. Uma verdadeira colisão de temas e arranjos emergenciais, ruídos capazes de distorcer a comodidade inicialmente exposta pelo paulistano. Acompanhado de perto por Adriano Cintra e Kassin, Pethit não apenas autoriza a (nítida) interferência dos convidados, como ainda brinca com a própria essência no último álbum, transformando Quero Ser Seu Cão em uma composição rápida, intensa e deliciosamente dançante.

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Thiago Pethit – Quero Ser Seu Cão

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HAERTS: “No One Needs To Know”

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É difícil não se apaixonar pelo som da banda nova-iorquina HAERTS. Letras fáceis e adultas, uma interpretação agradável do pop tradicional em se tratando das melodias, além, claro, da voz limpa de Nini Fabi, envolvente desde as primeiras composições. Com todo esse conjunto de acertos e boas referências, o grupo formado em 2010, logo foi contratado por um grande selo – a Columbia Records -, reservando para 27 de outubro a estreia do primeiro álbum de estúdio.

Em um direcionamento contrário ao som grandioso de Giving Up, música lançada há poucas semanas, No One Needs To Know ecoa suavidade, como um mergulho na essência nostálgica do próprio HAERTS. Com um pé na década de 1970 e outro no início de 1980, a faixa de arranjos enevoados e voz doce esbanja delicadeza, esbarrando vez ou outra nas canções de Stevie Nicks dentro do clássico Rumours (1977). Ao público não iniciado, uma boa forma conhecer o trabalho do grupo.

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HAERTS – No One Needs To Know

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Misun: “Superstitions”

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É difícil resumir o som produzido pelo trio norte-americano Misun. Depois de brincar com o Pop e até mesmo o “Funk Carioca” em Travel With Me – uma das melhores faixas de 2014 -, a banda (hoje) centrada na cidade de Los Angeles diminuiu o próprio ritmo, viajou para a década de 1960 e trouxe ao público a nostálgica Goodbye Summer. Mesmo em busca da própria identidade, o grupo encabeçado por Misun Wojcik anuncia que já está pronto para o desafio do primeiro álbum de estúdio.

Com previsão de lançamento para 11/11, o trabalho que carrega o título da própria banda reforça na inédita Superstitions um pouco do som versátil incorporado pelo trio nos últimos meses. Entre sintetizadores psicodélicos, batidas típicas do Hip-Hop e vozes sempre orientadas por melodias nostálgicas, a canção parece grudar com facilidade nos ouvidos. Uma mostra da capacidade do grupo em manipular o pop.

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Misun – Superstitions

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Ariel Pink: “Black Ballerina”

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Conforto e adaptação orientam a presente fase de Ariel Pink. Depois de transformar Put Your Number In My Phone em uma síntese coesa dos últimos trabalhos com o Haunted Graffiti, em Black Ballerina o músico californiano mergulha de vez no universo vasto da própria obra. Uma das 17 composições de Pom Pom (2014), oficialmente o “primeiro” registro solo do cantor, a música de arranjos tortos e letra cômica utiliza dos próprios sintetizadores em uma visita rápida ao passado.

De atmosfera “caseira”, a faixa revive grande parte dos arranjos e melodias partilhadas entre Pink e John Maus no final da década de 1990. Uma estranha colagem de sons nostálgicos tão próximos de Captain Beefheart quanto do pop tosco dos anos 1980. Com quase 70 minutos de duração e lançamento pelo selo 4AD, Pom Pom estreia oficialmente no dia 18 de novembro.

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Ariel Pink – Black Ballerina

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Sleater-Kinney: “Bury Our Friends”

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Mesmo elogiado por grande parte da crítica e recebido com total adoração pelo público, o sucesso de The Woods (2005) não foi suficiente para impedir o hiato do Sleater-Kinney. Em junho de 2006, passada a turnê de divulgação do álbum – sétimo registro de inéditas na discografia do grupo -, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss resolveram silenciar a banda, passando a investir em outros trabalhos e projetos paralelos, entre eles, o Wild Flag.

Depois de oito anos de “férias”, o grupo encerra o hiato, anuncia uma série de shows e ainda reserva para janeiro de 2015 um novo registro de estúdio: No Cities To Love (2015). Produzido por John Goodmanson, velho parceiro do trio, o álbum carrega dez composições inéditas e distribuição pelo selo Sub Pop. Como aquecimento, nada melhor do que a inédita Bury Our Friends, um resumo eficiente do som produzido pelo trio desde a década de 1990. Também lançada em clipe, a faixa conta com direção de Miranda July.

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Sleater-Kinney – Bury Our Friends

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CHVRCHES: “Get Away”

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Diálogos escasso, pouca movimentação das câmeras, silêncio. Em Drive (2011), a trilha sonora não apenas orienta as ações do personagem interpretado por Ryan Gosling, como parece conduzir a direção de Nicolas Winding Refn. Orquestrado pelo compositor Cliff Martinez, o material que cresce ao fundo da película talvez seja um dos mais influentes da presente década, servindo de inspiração para clássicos imediatos como Kill For Love (2012) do Chromatics.

Um dos principais apresentadores da BBC Radio 1 e também apaixonado pelo trabalho de Martinez, o DJ Zane Lowe lançou um desafio ambicioso: produzir uma nova trilha sonora para o filme. Intitulado Radio One Rescores: Drive, o projeto conta com a participação de Foals, SBTRKT, Baauer, Jon Hopkins e outros artistas de peso da cena alternativa, todos convidados a reformular a trilha da película. Sem fugir do som explorado no debut The Bones of What You Believe, de 2013, o CHVRCHES foi o grupo escolhido para revelar a primeira mostra do projeto com Get Away.

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CHVRCHES – Get Away

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Baauer: “One Touch” (Feat. AlunaGeorge)

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As batidas ditam as regras de One Touche, intensa parceria entre o estadunidense Baauer e a dupla britânica AlunaGeorge. Escolhida pelo público a partir de uma lista de canções inéditas publicadas no Facebook do produtor, recentemente a canção foi apresentada durante o programa da DJ Annie Mac, na BBC Radio 1. Naturalmente imersa nos mesmos conceitos assinados pelo criador de Harlem Shake, a música de quase quatro minutos está longe de economizar na quentura dos arranjos e beats.

Enquanto Baauer define base da faixa, esbarrando em elementos típicos do Major Lazer e rápidos “assovios”, George Reid brinca com as possibilidades vocais de Aluna Francis, equilibrando efeitos e distorções de forma a ocupar as pequenas brechas da faixa. Esta não é o primeiro encontro do trio. Em 2013, Baauer lançou um remix para Attracting Flies, uma das principais canções de Body Music, álbum de estreia do duo inglês.

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Baauer – One Touch (Feat. AlunaGeorge)

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How To Dress Well: “Words I Don’t Remember” (The Range Remix)

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Ainda emocionado com a delicadeza e melancolia de How To Dress Well em “What Is This Heart?”? Então saiba que Tom Krell, grande responsável pelo projeto, ainda reserva boas novidades para o próprio público em 2014. Além da turnê de divulgação do trabalho, o músico norte-americano reserva para o dia 27 de outubro o lançamento da coletânea/EP “What Is This Heart?” Remixes.

Com distribuição pelo selo Weird World, o registro apresenta diferentes versões para algumas das melhores faixas do recente álbum. Depois de A. G. Cook brincar de forma assertiva com a estrutura de Repeat Pleasure, lançada há poucas semanas, chega a vez de James Hinton (The Range) garantir novo acabamento à delicada Words I Don’t Remember. Mesmo próxima do som explorado pelo produtor em Nonfication (2013), a essência do HTDW permanece estável, prova de que Krell escolheu bem os colaboradores do novo projeto.

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How To Dress Well – Words I Don’t Remember (The Range Remix)

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Caribou: “Essential Mix”

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Em processo de divulgação do ótimo Our Love (2014), novo álbum do Caribou, o produtor Dan Snaith fez da passagem pela BBC Radio 1 uma verdadeira exposição de composições inéditas. Ao longo de duas horas, tempo médio de duração do programa Essencial Mix, o canadense não apenas explorou o próprio acervo de composição, apresentando duas faixas novas do Daphni – Carry On e Tin -, como ainda tocou músicas inéditas de Les Sins (Past, Call), Boddika & Joy Orbison, Anthony Naples (Miles) e Pearson Sound (Rubber Tree).

Para ouvir o material na íntegra, basta uma visita ao site da própria estação. Esta não é a primeira vez que Snaith passou pela BBC Radio. Além do rico material de faixas autorais, no soundcloud do produtor é possível encontrar outros trabalhos e diferentes mixtapes lançadas com exclusividade para a rádio britânica. Abaixo, a faixa-título do novo álbum de Caribou.

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Caribou – Our Love

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