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Cozinhando Discografias: New Order

Por: Cleber Facchi

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A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Vale ressaltar que além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado da lista muito mais democrático e pontual.

Nascido das cinzas ainda recentes do Joy Division, o New Order é mais do que uma sequência daquilo que Bernard Sumner, Stephen Morris e Peter Hook haviam testado na década de 1970, mas a base para um dos projetos mais transformadores da cena musical dos anos 1980. Com um catálogo de obras adoradas pelo público e crítica – caso de Technique, Power, Corruption & Lies e Movement -, a banda britânica conseguiu aproximar pós-punk, eletrônica e uma série de outros conceitos dentro de um só universo. Uma seleção inteligente de obras que se estende por mais de três décadas e chega agora em mais um Cozinhando Discografias especial com as bandas que integram o Lollapalooza Brasil 2014.

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New Order

#09. Lost Sirens
(2013, Rhino)

A saída de Peter Hook, em 2007, e o hiato que acompanhou a banda até meados de 2011 tornavam o futuro do New Order cada vez mais incerto. Qual direção seguir depois dos dois bem recebidos discos que marcaram o regresso do grupo? A resposta para todos estes questionamentos chegam nas melodias compactas de Lost Sirens, nono registro em estúdio do grupo e a primeira obra com a nova formação. Além do regresso de Gillian Gilbert (separada da banda desde o começo dos anos 2000), a chegada de Tom Chapman trouxe novas possibilidades ao projeto, que mantém durante todo o disco uma forte comunicação entre as faixas. Ainda que faltem composições de peso no decorrer do trabalho – tratamento solucionado em todos os outros álbuns da banda -, sobram arranjos coesos e o uso inteligente da voz de Bernard Sumner, que ao lado de Phil Cunningham, velho colaborador do grupo, espalha boas guitarras por todo o trabalho. Tímido, o disco vai além da uma tentativa da banda em se reerguer, mas em começar de novo.

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New Order

#08. Republic
(1993, London)

Ato final antes da (primeira) separação do grupo, em 1993, Republic é um álbum em que o New Order tenta se distanciar de uma série de conceitos assumidos na década de 1980. Longe de parecer como uma natural sequência do resultado exposto em Technique, de 1989, o sexto trabalho em estúdio do grupo inglês é uma tentativa da banda em buscar espaço na nova década. Menos frenético que os registros que o antecedem, o álbum substitui a carga de batidas sintéticas e interferências eletrônicas por todo um novo conjunto de possibilidades. São criações melódicas (Ruined in a Day), brandas (Liar), mas ainda assim próximas das pistas (Spooky e Chemical). Ainda que musicalmente límpido – resultado de um conjunto de novas técnicas de gravação e masterização -, Republic oculta em suas composições uma série de intrigas e desentendimentos entre os membros da banda. Bem recebido pela crítica e, principalmente, pelo público – em grande parte pelo fenômeno movido pelo hit Regret -, Republic não conseguiu sustentar a relação entre os integrantes, que entrariam em um hiato de oito anos após o lançamento do disco.

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New Order

#07. Waiting for the Sirens’ Call
(2005, London)

Menos frenético que o resultado exposto em Get Ready, porém, ainda transformador dentro do cenário de novas possibilidades do New Order, Waiting for the Sirens’ Call substituiu a eventual aceleração pelo uso de boas melodias. Cruzando referências que vão da nova fase do Synthpop – ressuscitado por uma série de novas bandas independentes – aos inventos lançados pela banda britânica ainda nos anos 1980, o trabalho faz da inaugural Who’s Joe? apenas um aquecimento para o que cresce de forma detalhista no restante da obra. Emulando diversas experiências conquistadas entre Movement (1981) e Brotherhood (1986), o que explica a capa minimalista e próxima da estética Factory – antigo selo do grupo -, cada música do registro flutua com naturalidade entre o passado e o presente. São composições essencialmente detalhistas, como Krafty, ou mesmo faixas que abraçam que abraçam o pop com leveza, caso de Jetstream, fundamental colaboração com Ana Matronic (Scissor Sisters). Descompromissado, ainda que cuidadoso, uma prova incontestável de que o grupo ainda reservava algumas surpresas para os velhos e novos seguidores.

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New Order

#06. Get Ready
(2001, London)

Regresso. Oito anos após o lançamento do último trabalho em estúdio do grupo, Republic (1993), Get Ready trouxe o New Order de volta ao cenário inspirador dos anos 1980. As preferências eletrônicas assumidas pós-Technique, em 1989, foram interpretadas de forma naturalmente comportada, como se o quarteto fosse apresentado de fato como banda. O que antes era marcado pelo uso de beats sintéticos e ambientações climáticas, agora se manifesta em um conjunto de boas guitarras (60 Miles an Hour), batidas vívidas (Rock the Shack) e o uso inteligente de encaixes eletrônicas (Crystal). Intenso, o trabalho usa desse direção pontual como um estímulo constante, ferramenta que mantém a homogeneidade do álbum até o último instante. Acompanhados por Bobby Gillespie (Primal Scream) e Billy Corgan (Smashing Pumpkins), o quarteto se desdobra em uma série de efeitos próprios, cuidado que fez do álbum um produto inspirador para uma série de registros lançados em sequência, como Hot Fuss (2004) do The Killers, Funplex (2008) do The B-52’s, além de toda a nova discografia do Primal Scream.

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#05. Movement
(1981, Factory)

Qual direção seguir depois do fim do Joy Division? A reposta parece fluir de maneira mais do que natural no interior de Movement, álbum que apresentou ao público o New Order. Com a esperançosa Dreams Never End encaixada na abertura do disco, a banda britânica não apenas dava sequência aos inventos sombrios testados em Unknow Pleasures (1979) e Closer (1980), como partia em busca de um terreno cada vez mais complexo e experimental. Enquanto as melodias iniciais tendem à celebração, os ruídos tímidos de músicas como Truth e as batidas matemáticas de Senses alertam para o futuro “eletrônico” do grupo. São instantes de plena intimidade (The Him) e faixas que se cobrem de ambientações compactas (Doubts Even Here), preferências que conduz o álbum como um imenso catálogo de possibilidades e pequenas descobertas. Ainda que os melhores registros do grupo só fossem aparecer oficialmente em poucos anos, a transição lançada em Movement se revela de forma de forma assertiva, como um breve e inteligente anuncio do que ainda estava por vir.

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#04. Low-Life
(1985, Factory)

Enquanto Power, Corruption & Lies se manifestava em um compendio de referências tímidas, ainda que amplas, Low-Life chegou para expandir os limites temáticos do New Order. Longe do enclausuramento estético que parecia guiar as preferências da banda, o terceiro registro em estúdio do grupo britânico força cada instrumento de forma dinâmica, como se um catálogo antes inexistente de sons e possibilidades musicais fossem entregues ao ouvinte. Muito mais comercial que os primeiros inventos da banda, o disco traz na trinca inicial – Love Vigilantes, The Perfect Kiss e This Time of Night – uma maior relação com o “pop”. São vozes acessíveis, sintetizadores adornados pelas cores (resultado da maior participação de Gillian Gilbert), além de uma completa desconstrução do Synthpop. Contrariando a onda de artistas alimentados pelo mesmo estilo, o grupo substituiu os arranjos plásticos e redundantes por um conjunto de sons abrangentes, como se cada música fosse desenvolvida em camadas inteligentes de arranjos, vozes e pequenas ambientações eletrônicas.

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#03. Brotherhood
(1986, Factory)

Até o lançamento de Low-Life, em 1985, o New Order se apresentava como um típico “produto” da música britânica. As altas vendagens, músicas bem recebidas pelo público e toda a boa forma do grupo se revelava como um típico fenômeno local, cercado criativo que foi totalmente rompido com a chegada de Brotherhood. Marcado pela explosão de arranjos e vozes que alimentam o single Bizarre Love Triangle, canção que apresentou mundialmente o trabalho da banda, o quarto trabalho em estúdio do grupo inglês vai além de uma única canção chave. Trata-se de uma obra movida pela boa relação entre os integrantes, além, claro, de um universo inteiro de novas possibilidades musicais. Dividido em duas partes (ou lados), o trabalho encontra na primeira metade um conjunto de boas guitarras (Weirdo) e melodias marcantes (As It Is When It Was), preferência que se adorna de colagens eletrônicas no segundo ato. Além do labirinto sonoro do grande hit, Brotherhood invade as pistas com músicas como All Day Long e Angel Dust, pequenas alterações conceituais que viriam a ser desenvolvidas de forma ainda mais atrativa no trabalho seguinte, Technique (1989).

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#02. Technique
(1989, Factory)

Mais do que um projeto divisor dentro da obra do New Order, Technique é um trabalho que separa a música britânica em dois atos distintos. Ainda que abastecido por uma série de canções típicas do pós-Punk dos anos 1980, caso de All the Way e Love Less, o quinto registro em estúdio da banda de Manchester é uma passagem direta para as pistas e, claro, para os anos 1990. Como Brotherhood havia anunciado de forma inteligente anos antes, e a coletânea Substance trouxe de forma decisiva em 1987, a colagem de arranjos e manipulações eletrônicas parecia ser a chave para entender a nova fase da banda. Acid House, Ambient, Techno e todo um arsenal de referências lentamente se acomodam no interior do álbum. Um conjunto de músicas como Mr. Disco e Round & Round que transportam as experiências de Blue Monday e Bizarre Love Triangle para um novo resultado – muito mais comercial e feito para abastecer as exigências do presente cenário eletrônico. Parte da composição sintética do disco flui como uma resposta ao local onde foi gravado, em Ibiza, o epicentro da música eletrônica na época e a “musa inspiradora” para as orquestrações que viriam a guiar o grupo até o começo da década de 1990.

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#01. Power, Corruption & Lies
(1983, Factory)

Em 1983 as maquinações sombrias do Pós-Punk começavam a se dissipar. A manipulação flexível da linha de baixo, a interferência constante dos sintetizadores e pequenas imposições eletrônicas invadiam diferentes setores da música, preferência lançada com segurança no universo próprio de Power, Corruption & Lies. Apresentado dois anos depois do álbum que lançou o New Order, o trabalho é mais do que uma extensão cuidadosa do “debut”, mas um constante esforço de definição da própria estética. Instantes que tendem de forma natural ao cenário eletrônico (The Village), visitam o rock dançante do fim dos anos 1970 (Age of Consent) e ainda se apresentam em uma série de conceitos próprios (Ultraviolence). Se ainda existiam comparações ao trabalho de Bernard Sumner, Stephen Morris e Peter Hook no Joy Division, com o novo álbum todo esse “bloqueio” seria posto de lado.

Lançado poucos meses após a apresentação de Blue Monday, single que afirmaria a grandeza do (novo) grupo inglês, Power, Corruption & Lies é um trabalho que se divide entre a economia dos instrumentos e a grandeza das formas – resultado do encontro assertivo entre todos os elementos das faixas. Como um anúncio daquilo que a banda viria a desenvolver com maior segurança a partir de Brotherhood (1986) e Technique (1989), o álbum aos poucos substitui o catálogo de experiências orgânicas por um conjunto de complementos eletrônicos. Uma adaptação da própria essência que alcança o ápice em Ecstasy, música capaz de antecipar em anos a explosão da eletrônica inglesa que viria a orquestrar os anos 1990. Synthpop, rock, eletrônica e um catálogo de preferências próprias, elementos que fazem da obra-prima do New Order um registro ainda hoje pontuado pela versatilidade.


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