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"Violeta"

Ano: 2019
Selo: Balaclava Records
Gênero: Dream Pop, Indie Rock, Rock Nacional
Para quem gosta de: Marrakesh e Adorável Clichê
Ouça: Dia Lindo, Medo e Luzes de Natal
Nota: 8.8

Crítica: “Violeta”, Terno Rei

Ouvir as canções de Violeta (2019, Balaclava Records) é como se deparar com o produto final de um lento processo de amadurecimento criativo. Terceiro álbum de estúdio do grupo paulistano Terno Rei, o sucessor do bom Essa Noite Bateu Com Um Sonho (2016) traduz de maneira simples tudo aquilo que a banda – hoje composta por Ale Sater (voz e baixo), Bruno Paschoal (guitarra), Greg Vinha (guitarra), Luis Cardoso (bateria) –, vem produzindo desde o início da carreira, com Vigília (2014). Canções de amor, conflitos existencialistas e instantes de breve celebração que se articulam de maneira honesta, sempre tocante, como um permanente diálogo entre os integrantes da banda e o próprio ouvinte.

A principal diferença em relação aos últimos trabalhos do grupo está no teor esperanço, quase sorridente, que serve de sustento aos versos. “E quero me jogar nesse azul / No infinito destes braços / Pois aqui me sinto livre / Eu aqui me sinto em casa / Eu aqui me sinto inteiro“, cresce a voz de Sater em Yoko, faixa de abertura do disco e um precioso indicativo da mudança de direção que orienta a experiência do ouvinte. De fato, poucas vezes antes o som produzido pela Terno Rei pareceu tão acessível, pop. Das harmonias de vozes trabalhadas em composições como Medo (“Quem não tem mais medo sou eu“), passando pelas guitarras de Solidão de Volta, música que aponta para os anos 1980, cada elemento do disco parece pensado para seduzir o público médio sem grandes dificuldades.

O mais interessante talvez seja perceber como todos esses elementos se articulam em um intervalo de poucos minutos. São faixas essencialmente rápidas, curtas, como uma fuga declarada da atmosfera densa que marca o antecessor Essa Noite Bateu Com Um Sonho. Síntese dessa transformação se manifesta com naturalidade na sensível Dia Lindo. Pouco menos de dois minutos em que guitarras carregadas de efeitos, tecladas e batidas minuciosas servem de alicerce para a poesia romântica que corre ao fundo da composição. “E a previsão de tempo errada / Diz que o dia hoje seria frio / Mas hoje fez um dia quente / Hoje fez um dia lindo / Fez um dia lindo“, canta Sater em um ato de profunda entrega emocional.

Parte dessa evidente transformação e mudança na sonoridade da banda se reflete na decisão do quarteto em trabalhar com novos parceiros em estúdio. Longe de casa, o grupo contou com o suporte dos produtores Gustavo Schirmer (Marrakesh) e Amadeu De Marchi para as gravações do álbum no Nico’s Studio, em Curitiba. O resultado está na produção de um material que se despe de possíveis fórmulas complexas, como um diálogo da banda com o trabalho de veteranos do pop rock produzido nos anos 1980 e 1990. São ecos de Barão Vermelho (Amor-Perfeito) e até Legião Urbana (Roda Gigante) que se materializam em uma linguagem autoral, própria da Terno Rei.

Claro que essa propositada mudança de direção não interfere na produção de músicas deliciosamente amargas, ainda íntimas do material entregue nos últimos dois discos da banda. “Onde é que vou agora que você se foi? / Me Perdi“, desaba o eu lírico na soturna São Paulo, faixa dominada pela dor de sentimentos e memórias recentes de um relacionamento fracassado. A mesma angústia da partida volta a consumir o trabalho na atmosférica 93 (“Quanto tempo faz / Que eu esperei / Vou aceitar“), música adornada pela inserção de sintetizadores nostálgicos, proposta que naturalmente aproxima o quarteto paulistano de grupos como Wild Nothing, Real Estate e demais representantes do dream pop estrangeiro.

Conceitualmente maduro quando próximo de tudo aquilo que o grupo paulistano vem produzindo nos últimos anos, Violeta costura três ou mais décadas de referências sem necessariamente perder a própria identidade. Do momento em que tem início, em Yoko e Dia Lindo, passando pela melancolia devastadora que cresce em músicas como Luzes de Natal e 93, poucos exemplares recentes do rock nacional parecem concentrar tamanha carga emocional. Um comprometimento sentimental e poético que orienta com naturalidade a experiência do ouvinte até o último verso do trabalho, na derradeira Vento Na Cara.