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Disco: “Cerulean”, Baths

Baths
Electronic/Hip-Hop/Exprimental
http://www.myspace.com/bathsmusic

Não há como negar: Baths é um produtor de Hip-Hop. Com seu debut Cerulean as batidas e a levada do gênero estão lá, entretanto não espere nada convencional, redondo e padronizado. Muito pelo contrário, o disco é um passeio por camadas e batidas experimentais, uma versão de seu criador sobre tal sonoridade.

Antes de se aventurar pelas batidas eletrônicas calcadas no hip-hop, o produtor californiano Will Wiesenfeld já havia transitado em outros projetos, como com a banda Post-Foetus e com o Geotic. Dali vieram os elementos da música indie ou as composições climáticas voltadas a musica ambiente. Em meio a essa “confusão” de sonoridades surgiu o Baths. Na verdade o trabalho do norte-americano tem muito dessa “confusão controlada” em suas faixas.

As músicas em Cerulean não fluem de maneira convencional. O ritmo se transforma, se dobra, liquefaz, se inverte e agrega novos elementos constantemente. É como se as canções quase ganhassem forma, e talvez até vida. Mesmo quando Wiesenfeld solta sua voz ela vem da maneira mais estranha possível, quase como se fosse uma batida, ou um agregado sonoro com o único intuito de incrementar a canção. Isso acontece já na segunda canção do álbum, Lovely Bloodflow, em que a voz em falsete do produtor tenta se destacar em meio a uma infinidade de ruídos e transformações sonoras.

Os vocais em falsete, e os teclados melódicos diversas vezes acabam por aproximar o Baths do som feito pelo Passion Pit (You’re My Excuse To Travel é o maior exemplo disso). Porém é apenas impressão. As raízes do californiano são outras. O que se percebe em Cerulean é que não existem fórmulas para o trabalho de Will Wiesenfeld. Em Apologetic Shoulder Blades o que predomina são as batidas Glitch, já em o uso de pianos se intensificam acoplados a boas batidas de hip-hop. E que tal o experimentalismo climático e ruidoso Rafting Starlit Everglades?

Não há padrão, ordem ou regras para a sonoridade do Baths. Contudo as faixas soam coerentes e condizem perfeitamente quando ouvidas como um todo dentro da atmosfera volátil do disco. O produtor californiano no ápice de seus 21 anos prova que nem sempre experiência se traduz em números, mas sim em saber gestar um trabalho eficiente e que prima por inovação.

Cerulean (2010)

Nota: 8.2
Para quem gosta de: Teebs, Toro Y Moi e Flying Lotus
Ouça: Maximalist

Por: Cleber Facchi

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8 thoughts on “Disco: “Cerulean”, Baths

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