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Disco: “Halo LP”, Blackbird Blackbird

Blackbird Blackbird
Electronic/Chillwave/Lo-Fi
http://www.myspace.com/byeblackbird

 

Por: Fernanda Blammer

algum tempo eu afirmava que mesmo recente a chillwave é um estilo que precisava ter fim ou nos entregar um disco verdadeiramente inspirador. Embora não faça nada revolucionário Halo LP (2011), estreia de Mikey Sanders do Blackbird Blackbird consegue soar agradável, superando a média de trabalhos do gênero que obtém o mérito de serem incrivelmente cansativos e de pura repetição. Chapado e ainda reverberando o clima do verão, a estreia do californiano é no mínimo agradável.

Diferente de muitos trabalhos do gênero, o álbum começa menos ruidoso e mais conciso com Halo, faixa que nomeia o disco. As formas menos espalhadas e bem mais materiais da composição não excluem o uso de reverberações, sons sobrepostos e toda a viagem praieira da Chillwave. Assim como Neon Indian, a temática oitentista repleta de nuances quentes ainda se mostra bastante presente, como é o caso da faixa Blind, com um aflorar cauteloso de pequenos teclados e demais inclusões eletrônicas.

Em Fly – com participação da conterrânea Steffaloo – vemos o produtor californiano se aventurar dentro de um terreno que passeia por estilos diversos até concretizar um som unicamente seu. A música eletrônica se encontra com teclados e vocais submersos no melhor formato Dream Pop, sem nunca abandonar a climatização quente e relaxada que abrange todo o trabalho de Sanders. Os vocais femininos da convidada apenas enaltecem o trabalho, servindo de contraponto para os sons sintéticos da faixa.

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Quando concentra todo seu foco na criação de músicas menos esfumaçadas, como acontece em Modern Disbelief, através do uso de batidas mais drásticas e sonoridade direta temos claramente um acerto dentro do disco. Mesmo que seja impossível se desvincular dos leves toques de psicodelia que compõem o álbum, a utilização de elementos mais rígidos dá uma melhor movimentação às musicas, fazendo com que não caiam em mesmices e redundâncias sonolentas.

Outro acerto dentro do disco acontece quando o produtor cai de vez na experimentação, produzindo um som revigorado. Letting Go é um claro exemplo disso. O misto de percussão com vocais excêntricos e uma alternância constante de ritmos dão vida a um som extasiante e que se afasta (e muito) de outras músicas elaboradas por artistas similares. Uma coisa é certa dentro de Halo LP, não há espaço para melodias tristes ou batidas comoventes. Tudo é muito rápido, quente e animador.

Claro que álbuns como Psychic Chasms (2009) e Life of Leisure EP (2009) são discos insuperáveis dentro do gênero, o que talvez desmereça até um trabalho como essa estreia do Blackbird Blackbird. Porém, uma vez dentro da praia de texturas e experimentações do disco é difícil não se deixar conduzir pela sonoridade sossegada, caliente e tão convidativa.

 

Halo LP (2011)

 

Nota: 6.8
Para quem gosta de: Teen Daze, Memory Tapes e Washed Out
Ouça: Starlight

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