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Disco: “In Ligt”, Givers

Givers
Indie Pop/Afrobeat/Indie
http://www.myspace.com/givers

Por: Cleber Facchi

Certos registros carecem de um mínimo período de tempo até terem sua funcionalidade e sua importância finalmente revelados, melhor exemplo disso se encontra no disco de estreia do quinteto Givers, banda de Lafayette, Louisiana que em seu debut traz como referências não veteranos do cenário alternativo, mas apenas artistas repletos de frescor e que tiveram suas estreias há pouco lançadas. Formada em 2009, a banda concentra o que há de mais festivo, dançante e pop no panorama norte-americano, transformando seu primeiro álbum em um adorável caleidoscópio de sons e referências instrumentais recentes.

Ouvir In Light (2011, Glassnote) é como manter uma distância muito próxima dos últimos anos que compõem a primeira década dos anos 2000. Nada que delimita as dez faixas do adorável trabalho parece ir além do novo século, com o grupo – formado por Tiffany Lamson, Taylor Guarisco, Kirby Campbell, Josh LeBlanc e Nick Stephan – encontrando no trabalho de Vampire Weekend, Passion Pit, Ra Ra Riot, MGMT (do primeiro disco) e Phoenix seus grandes mestres e suas mais intensas inspirações musicais.

O ouvinte mais xiita logo deve imaginar que falta sustentação ao trabalho da banda, afinal, onde estão “os clássicos”. Entretanto engana-se quem visualiza o álbum do quinteto como falho ou apoiado em influências demasiada recentes, bastando apenas uma única audição do agradável debut para se ter noção disso. Diferente do primeiro EP do grupo em que tudo soava realmente como uma cópia, com a definitiva estreia todo o cruzamento de distintas bases parece bem organizado, com todos os membros elevando ao máximo o cuidado na hora de gravar seus instrumentos ou de delimitar as canções.

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Toda a similaridade rítmica de trabalhos como The Rhumb Line (2008), Manners (2009) ou Contra (2010) lentamente torna-se esquecida por conta do bem apurado e versátil jogo de sons e instrumentos que a banda traz para dentro de sua obra. Up Up Up, primeiro single do disco entrega exatamente isso, um grande agregado de teclados adocicados, xilofones, guitarras suingadas, percussão, flautas, palmas, coros de vocais e uma energia festiva da qual é impossível escapar e que de forma surpreendente se estende ao restante do álbum.

Cada pequena fração da dezena de músicas que delimitam o disco parecem prontas para se transformar em hits de poderoso sucesso. Além da variada instrumentação, o que mais auxilia na consolidação do álbum está na constante quebra de ritmo dentro das faixas, com o grupo passeando pelo reggae, eletrônica, indie pop, afrobeat e rock em cada uma das canções. Meantime representa bem essa pluralidade nas músicas da banda, afinal, o grupo joga o ouvinte para inúmeras direções no decorrer da faixa, usando de um ritmo que cresce, encolhe, explode e se minimaliza para prender a atenção de quem se depara com a canção.

Instrumentalmente próximo dos trabalhos de Foster The People, 1,2,3 e Is Tropical (que parecem se valer das mesmas recentes influências) In Light chama a atenção por suas múltiplas e mais do que agradáveis características. O toque de celebração que vai moldando o disco parece aos poucos escapar dos domínios do álbum, como se a condução dançante e o pequeno festejo que constrói as faixas deixasse seu reduto para circundar o próprio ouvinte, transformando qualquer lugar (independente de onde você esteja) em uma grande festa, com direito à indivíduos dançando ao redor de fogueiras e coros de vocais entusiasmados.

In Light (2011)

Nota: 7.9
Para quem gosta de: tUnE-YarDs, Foster The People e Vampire Weekend
Ouça: Up Up Up

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