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Disco: “Planant EP”, Planant

Planant
Brazilian/Alternative/Indie
http://www.myspace.com/planant

 

Por: Cleber Facchi

Sejam eles amados ou odiados, mas o fato é que boa parte dos artistas que tiveram seus trabalhos lançados na primeira década dos anos 2000 (e ainda hoje) seguem rigorosamente um conjunto de regras estabelecidas por Bono Vox e seus parceiros do U2 há quase três décadas. Snow Patrol, Coldplay, Keane e Travis são alguns dos claros exemplos de artistas que ao seguirem pelos passos de Vox não apenas nos presentearam com uma sequência de bons lançamentos (OK, alguns nem tão bons assim), como também edificaram algumas das carreiras mais sólidas da música internacional contemporânea. E é seguindo estes mesmos passos que quatro jovens de Natal, Rio Grande do Norte conduzem seu trabalho, com vocês: o Planant.

Quem ouve os sons propostos por Cris Botarelli (guitarra e voz), Fausto Luiz (baixo), Lauro Kirsch (bateria) e Rodrigo Takeya (guitarra e voz) em seu mais recente e homônimo EP, logo deve imaginar que se tratam de quatro jovens vindos de algum subúrbio londrino, tentando viver de música, enquanto vivem em um cenário sombrio e úmido, e não no caloroso panorama do nordeste brasileiro. Lançado pelo excelente Popfuzz Records, o EP de cinco faixas entrega uma pequena, porém mais do que eficaz coleção de hits que em nenhum momento fazem feio ou ficam abaixo do que é produzido no cenário britânico ou no restante do globo.

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Em cada uma das cinco composições a banda abre uma série de possibilidades para que toda a instrumentação alcance uma construção rítmica que beira o épico. Os vocais de Botarelli, sempre elevados ao máximo parecem feitos na medida exata para emocionar o ouvinte, tendo no bem conduzido apanhado de instrumentos as bases e a alavanca necessária para que todas as canções se dissolvam de forma mais do que agradável. Ecoando The Joshua Tree (1987) do U2 – ou seria Parachutes (2000) do Coldplay? –, o disco parece seguir por uma linha instrumental sempre crescente, o que impede que mesmo nos momentos mais sombrios do álbum ele perca sua intensidade.

Mesmo que conte com uma produção impecável e uma instrumentação coesa, a demasiada aproximação com o trabalho de outros artistas faz com que a banda acabe perdendo sua identidade, o que talvez fosse solucionado se o grupo cantasse em português ou arriscasse novas tonalidades dentro das músicas por eles desenvolvidas. O cuidado do registro, entretanto acaba agradando mais do que diminuindo o EP o que torna o trabalho do Planant não apenas um prato cheio não apenas aos já interessados nesse tipo de som.

 

Planant EP (2011, Popfuzz Records)

 

Nota: 7.0
Para quem gosta de: U2, Coldplay e Keane
Ouça: Lancaster Winds

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