Especial Planeta Terra Festival: White Lies

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Com o dia cinco de novembro se aproximando e com ele a chegada da nova edição do Planeta Terra Festival, nada melhor do que começar o aquecimento para aquele que é um dos maiores festivais de música do país. Depois de ter todos os ingressos vendidos em apenas 14 horas (um recorde para o evento), em sua nova edição o festival que será realizado mais uma vez no Paycenterem São Paulodeve seguir a mesma fórmula dos outros anos, oferecendo uma boa programação musical e uma organização impecável. Se você vai ao festival, mas ainda não conhece todas as bandas que irão se apresentar, não fique preocupado, afinal, durante os próximos dias vamos apresentar diariamente uma das atrações que tocarão no evento. Hoje: White Lies.

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Representantes da segunda geração de bandas britânicas que se concentraram em resgatar as experiências do pós-punk na primeira década dos anos 2000, o trio White Lies foi de longe um dos grupos que obtiveram maior destaque. A soma de uma instrumentação densa, visivelmente entregue aos sons propostos por bandas como Joy Division e The Smiths, além de todo o jogo de versos joviais rapidamente transformaram a banda em uma das mais queridas do grande público. Formada em idos de 2007, o trio composto por Harry McVeigh, Charles Cave e Jack Lawrence-Brown contou com um forte apoio da mídia inglesa, conseguindo logo em 2009 lançar seu primeiro e bem recepcionado álbum, figurando como uma das grandes estreias daquele ano.

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To Lose My Life… (2009, Fiction)

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Visivelmente afundado nas mesmas experiências musicais propostas por Ian Curtis e seus parceiros ao fim dos anos 70, o disco de estreia do White Lies transborda melodias obscuras, além de uma homogeneidade em seus versos que rompem a barreira do óbvio. “Vamos envelhecer juntos/ E morrer ao mesmo tempo” canta de forma dolorosa o vocalista McVeigh na faixa que dá nome ao disco, canção esta que corresponde a muito do que podemos encontrar no interior do registro. Entre corações partidos, doses de nostalgia, questionamentos sobre a morte e envelhecer, a banda vai tratando o registro com parcimônia, evitando que ele soe excessivamente solto ou juvenil em demasia. Sejapelo tom hermético do vocalista ou a sobreposição de uma musicalidade acinzentada, To Lose My Life… mantém até seus últimos segundos uma unidade ímpar, servindo como uma bela trilha sonora para aqueles mergulhados em melancolia.

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Ritual (2011, Fiction)

Quebrando a linearidade do primeiro disco, em Ritual o trio inglês afasta um pouco as guitarras que delimitaram sua estreia para se afundar em sintetizadores e uma sonoridade razoavelmente dançante. Trocando Joy Division por Depeche Mode, a banda dá vida a um composto de dez faixas, músicas que mesmo ressaltando as mesmas experiências musicais e líricas do passado conseguem proporcionar um mínimo teor de ineditismo ao projeto. Mesmo menos inspirado que seu antecessor, o disco ainda consegue amarrar uma sequência de boas canções, faixas aos moldes de Strangers (lembrando muito The Mary Onettes), Holy Ghost ou ainda The Power & The Glory, canções que conseguiram manter a banda no centro das atenções dos principais veículos de comunicação voltados para a música.

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