Experimente: Doo Doo Doo

Por: Cleber Facchi

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Não sei ao certo o que algumas bandas cariocas andam provando, só sei que me agrada – e muito. Depois das experimentações jazzísticas do Dorgas, da densidade instrumental e obscura do Sobre A Máquina, dos ruídos Lo-Fi do Lê Almeidae até do rock convidativo do Tereza, ao que tudo indica a invenção mais relevante da cena do Rio de Janeiro atende pelo nome de Doo Doo Doo. Partidários das mesmas esquisitices sonoras propostas pelos pais dos singles Loxhanxa e Grangonon, o grupo nos convida a experimentar uma verdadeira sequência de sons e fórmulas inconstantes, apoiados em versos e sons que assim como o nome da banda acaba pendendo em diversos momentos para um sentimento dadaísta e simplesmente incompreensível.

Apontando tUnE-yArDs e Toro Y Moi como algumas de suas principais referências, a banda composta por Dudu Guedes (Voz e Guitarra), Pablo Lisboa (Teclados), Alberto “Ludo” Kury (Voz e Teclados) e Marcelo Renovato (samples) se autodenomina como propagadora de um ‘rock com delay”, feito que eles justificam através de faixas essencialmente lisérgicas e esvoaçantes como Maré Exquizita e Mais. Anárquicas, as composições apresentadas pelo quarteto alteram suas formas a cada instante, resultando em faixas de pura diversidade, ecoando tanto a vertente atual de representantes da chillwave como de experientes veteranos do Trip-Hop. Desligue-se do que estiver fazendo e apenas viaje.

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Criador do Miojo Indie, trabalhou como coordenador de Mídias Sociais na Editora Abril, editor de entretenimento e cultura no Huffington Post, editor de conteúdo no Itaú. Pai do Pudim, “ataca de DJ” nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.