Experimente: Nana

Por: Cleber Facchi

Nana.

Um dos aspectos mais interessantes da nova safra de projetos relacionados à Música Popular Brasileira está na maneira como estes jovens representantes exploram de maneira renovada e graciosa cada mínima referência musical do passado. Próxima da leveza e do despojo proposto na música brasileira da década de 1960, a baiana Nana faz nascer um composto musical ensolarado, dotado de pequenas nuances coloridas e uma suavidade que passeia doce pelo samba como pela bossa nova em seus dias mais ensolarados. Dona de um simpático EP – Expressionismo Alemão -, a cantora transforma a delicada voz que carrega em um instrumento, uma chave que destranca as portas de um ambiente brando, rodeado de cores e delicadas sensações.

Além da óbvia aproximação com os sons nacionais, parte fundamental do que resulta na beleza musical da baiana vem de referências estrangeiras impregnadas por um doce som hipnótico. Camadas de Belle and Sebastian se encontram com um mar de referências instrumentais típicas dos mais delicados grupos escandinavos – de Club 8 ao Kings Of Convenience -, resultando em criações como O Céu de Estocolmo, I Can’t Fall In Love e Aniversário, que invadem os ouvidos do espectador com uma suavidade totalmente encantadora. Dotada de um clima matinal, a obra de Nana parece ser a criação exata para acalentar os corações mais sofridos, ou amolecer os indivíduos de coração mais bruto.

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Criador do Miojo Indie, trabalhou como coordenador de Mídias Sociais na Editora Abril, editor de entretenimento e cultura no Huffington Post, editor de conteúdo no Itaú. Pai do Pudim, “ataca de DJ” nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.

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