Experimente: Séculos Apaixonados

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O fim precoce (e ainda estranho) da carioca Dorgas não deve resumir o trabalho de Gabriel Guerra ao “techno-deboche” como DJ Guerrinha e demais projetos do selo 40% Foda/Maneiríssimo. Seguindo o posicionamento estranho do extinto grupo, porém, agora interessado em brincar como uma estética brega/pop, típica dos anos 1980, o carioca e seus novos parceiros apresentam o Séculos Apaixonados. Além do ex-Dorgas, Lucas Paiva (Pessoas que eu conheço; teclado e saxofone), Felipe Vellozo (ex-Mahmundi; baixo), Arthur Braganti (Letuce; Teclado e Voz) e João Pessanha (Baleia; bateria) assumem o coletivo, que ecoa como uma doce versão abortada de Guilherme Arantes.

Séculos Apaixonados

Por enquanto, apenas duas canções traduzem a temática lançada pelo grupo: Um Totem Do Amor Impossível e Só no Masoquismo. Enquanto a primeira seria facilmente encontrada nos antigos singles do Dorgas – Grangongon ou Loxhanxha -, a segunda revela o romantismo tosco da banda, como uma telemensagem de amor tocada por um carro de som no dia dos namorados. Bem-humorado, como boa parte dos demais projetos do quinteto, o “supergrupo” está longe de ser encarado com seriedade, fazendo disso o maior acerto do projeto.

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Séculos Apaixonados – Um Totem Do Amor Impossível / Só no Masoquismo