Fever Ray: “Mustn’t Hurry” (VÍDEO)

 

Sintetizadores estrategicamente posicionados, batidas contidas, por vezes dançantes, sempre acompanhadas de vozes carregadas de efeitos e distorções etéreas. Sem pressa, mergulhando na construção de temas como maternidade, depressão, empoderamento feminino e morte, Karin Dreijer Andersson introduziu o público ao universo do Fever Ray, projeto paralelo da cantora e produtora sueca, junto do irmão Olof, grande responsável pelo som torto que orienta a curta discografia do temporariamente extinto The Knife. Uma pequena seleção de clássicos que vai da climática If I Had A Heart ao refinamento acessível de Seven.

Curioso perceber nas canções de Plunge (2017, Rabid / Mute), segundo álbum de inéditas produzido pela artista sueca, uma lenta desconstrução da parcial leveza que parecia orientar o trabalho lançado há oito anos. Pulsante, cru e intenso do momento em que tem início em Wanna Sip até a última nota, cada fragmento poético, batida e voz parece arremessar o ouvinte para um novo território, como um mergulho na mente insana de Andersson. Décadas de referências reconstruídas de forma propositadamente instável, como mergulhar em um oceano de incertezas. Leia o texto completo.

A estética aterrorizante criada por Martin Falck para o clipe de To the Moon and Back continua a se repetir em outros projetos recentes de Fever Ray. Prova disso está no vídeo perturbador da música Mustn’t Hurry.

 

Fever Ray – Mustn’t Hurry

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