Kendrick Lamar: “These Walls” (VÍDEO)

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Não por acaso a “estrutura narrativa” do álbum segue de forma distinta em relação ao trabalho de 2012. Enquanto good kid, m.A.A.d city foi vendido como um “roteiro de cinema” – conceito reforçado na utilização de diálogos e pequenas “cenas” encaixadas no interlúdio de cada composição -, com o novo disco é possível observar a formação de uma pequena base episódica, como um seriado, estrutura arquitetada com naturalidade no decorrer das faixas. São recortes precisos, temas pessoais ou mesmo histórias adaptadas, como se a cada novo capítulo “da série”, Lamar e convidados (como George Clinton, Pharrell Williams e Snoop Dogg) analisassem aspectos distintos de um mesmo universo temático.

Tamanha pluralidade de referências e conceitos garante ao ouvinte o encontro com uma obra muito mais dinâmica em relação ao trabalho exposto há três anos. Na mesma medida em que derrama versos sóbrios e provocativos – vide The Blacker the Berry, Mortal Man e Institutionalized-, Lamar garante espaço para que sentimentos e confissões particulares sejam ressaltadas com o passar do disco. Expressiva porção desse resultado está na dicotomia gerada pelas faixas u e i. Enquanto a primeira, um rap-funk-melancólico, sufoca em meio a versos embriagados, arrastando Lamar (e o próprio ouvinte) para um território de lamúrias – “Bitch everything is your fault” -, a segunda cresce como uma espécie de hino. Um jogo versos entusiasmados, motivacionais – “I love myself” – e que ainda resgatam trechos da adolescência do rapper pelas ruas de Compton, Califórnia. Leia o texto completo.

Com mais de oito minutos de duração, direção de Colin Tilley & the Little Homies, além da presença de nomes como Terry Crews e do comediante Corey Holcolmb, These Walls foi a escolhida para se transformar no novo e bem-humorado clipe de Kendrick Lamar.

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Kendrick Lamar – These Walls

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