Miojo Indie Mixtape “Birthday” Edition 2

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Não é costume montarmos uma lista com as melhores músicas do ano, logo, aproveitamos nossa Mixtape especial de aniversário para apresentar 12 hits – um para cada mês do ano – com algumas das melhores composições lançadas. Seguindo de onde paramos na última mixtape, em Birthday Edition 2 apenas o melhor do que rolou entre novembro do ano passado e o presente momento. São doze faixas que passeiam pelo Dream Pop, R&B, Rock, Eletrônica e Experimental, dividido meio a meio entre faixas internacionais e outras nacionais. Passou os últimos meses dormindo e não sabe o que ouvir? Nossa mixtape de aniversário serve para isso. Ah, feliz aniversário Miojo Indie!

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#01. Silva – Claridão

Faixa que dá título ao primeiro álbum de estúdio da carreira do músico capixaba, Claridão é a prova do que há de mais novo e experimental na atual fase da música nacional. Mesclando recortes eletrônicos, samples, e vozes futurísticas, a canção define grande parte do que marca a obra do cantor que passeia em um universo de referências estrangeiras sem abandonar o que ecoa na sonoridade brasileira. Crescente, a faixa soa como se Passion Pit brincasse de ser Toro Y Moi, grudando sem dificuldade mesmo nos ouvidos mais conservadores. (Resenha)

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#02. Beach House – Wild

Depois de construir um dos trabalhos mais importantes da recente década – Teen Dream –, a dúvida tomou conta da carreira da dupla norte-americana Beach House. Afinal, teria o casal Victoria Legrand e Alex Scally a chance de superar um registro tão imponente quando o álbum lançado em 2010? A resposta vem com Bloom, um trabalho que rompe com a proposta ambiental do registro anterior e firma o duo como maiores representantes do Dream Pop atual. Melhor exemplar de todo o disco, Wild mantém nos sintetizadores e guitarras crescentes uma marca clara da transformação da banda. (Resenha)

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#03. Mahmundi – Calor do Amor

Nem bem estreou e a carioca Marcela Vale já conseguiu criar uma das faixas mais pegajosas do atual rock indie tupiniquim. Fácil sem parecer banal, simples e ainda assim rodeada pelos detalhes, Calor do Amor rompe com as amarras oitentistas que se escondem nos teclados caricatos para evidenciar um retrato honesto de tudo que ecoa na música recente – seja ela brasileira ou internacional. Marina Lima, Rita Lee, Neon Indian não importam os nomes, afinal, está tudo lá, dentro dos instantes ensolarados que definem a faixa. (Resenha)

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#04. Grizzly Bear – Yet Again

Vindos de um dos trabalhos mais importantes da década passada, Veckatimes (2009), a banda nova-iorquina Grizzly Bear mantém a mesma sonoridade experimental e melódica para construir o grandioso Shields. Acumulo de tudo que a banda vem desenvolvendo em quase dez anos de carreira, o álbum expande o cenário instrumental firmado no trabalho anterior, alavancando vozes, guitarras, pianos e principalmente as letras, resultando em uma das maiores obras do freak folk ou seja lá como você queira nomear o som abrangente do quarteto. Intensa, Yet Again é apenas a ponta do imenso iceberg que a banda apresenta no decorrer do disco. (Resenha)

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#05. O Terno – 66

Me diz meu Deus o que é que eu vou cantar? Se até cantar sobre ‘me diz meu Deus o que é que eu vou cantar’ já foi cantado por alguém? Além do mais tudo que é novo hoje em dia falam mal”. Bastam os versos iniciais de 66, para entender do que se trata o trabalho da banda paulistana O Terno. Brincando com a sonoridade firmada nas décadas de 1960/70 sem se importar com os clichês e prováveis exageros, o grupo alcança um resultado curiosamente novo, prova e que há novidade no passado – basta apenas saber como explorar isso. A canção ainda acompanha um dos grandes clipes do ano. (Resenha)

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#06. Tame Impala – Elephant

Há quem insista em afirmar que o “rock não é mais o mesmo”. Estes não ouviram Lonerism, segundo álbum da banda australiana Tame Impala e uma conexão colorida com o mesmo rock psicodélico e “clássico” montado em princípios dos anos 1970. Por vezes raspando no Dream Pop e até assumindo os ensinamentos de bandas como The Flaming Lips, o disco concentra em uma sequência de bem elaboradas composições todas as assertivas bases do trabalho do grupo, sendo a pesada e doce Elephant uma bela síntese de tudo que ecoa pela obra. (Resenha)

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#07. Céu – Retrovisor

Depois de brincar com a sutileza do dub/reggae em Vagarosa (2009), Céu resolveu ir além, encontrando em Caravana Sereia Bloom uma obra ainda maior do que a anterior. Denso, temperado pela saudade e apoiado de maneira clara no rock psicodélico da década de 1970, o disco empurra a cantora para um novo terreno, agora circundado pelas guitarras, distorções chapadas e toda uma verve de novas sensações. Retrovisor, primeiro single do álbum explora tudo isso, transportando a cantora para um cenário desolado e à beira da estrada, como se Céu esperasse por um amor que não vai voltar. (Resenha)

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#08. Jessie Ware – Wildest Moments

Responsável por uma das maiores estreias do ano – o ótimo Devotion -, a cantora britânica Jessie Ware faz do single Wildest Moments o maior exemplar de sua ainda curta, porém, proeminente carreira. Carregada por elementos da música pop e da eletrônica (além de um fundinho de Sade), a faixa segue em ritmo crescente, utilizando dos vocais de Ware como elemento guia durante toda a extensão da música. Quem reclamava sobre a ausência de uma nova artista que ocupasse o espaço de Amy Winehouse, eis a melhor resposta. (Resenha)

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#09. Tulipa Ruiz & Criolo – Víbora

“Em Víbora, por exemplo, faixa que divide os versos com o rapper Criolo, Tulipa Ruiz deixa fluir a criação mais intensa de sua curta carreira, algo que a letra crua e os vocais épicos traduzem de maneira seca e vingativa, quase como um escarro. ‘Metade homem, metade omisso/ Uma parte morta, outra parte lixo’ derrama em tom jazzístico e desesperado enquanto os sussuros do colaborador fluem tensos ao fundo”. Trecho retirado do texto de Tudo Tanto, segundo trabalho da carreira de Ruiz que mantém o mesmo nível de acerto do trabalho de estreia, Efêmera. (Resenha)

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#10. Grimes – Genesis

Genesis talvez seja uma das composições mais copiadas de 2012. Transitando do princípio ao fim em uma medida pop e experimental, a mais intensa composição de Visions, segundo álbum de Grimes hipnotiza, encanta e é feita para dançar. Se os teclados iniciais indicam um final, os vocais sintéticos apontam para outra, com a canção se transformando a cada segundo, revelando boa parte do que define o trabalho da artista canadense. Símbolo de todas as transformações que ditam a música pop norte-americana, Grimes é o princípio de algo maior que ainda está por vir. (Resenha)

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#11. Lucas Santtana – Para Onde Irá Essa Noite?

Lucas Santtana até já havia tratado sobre os sentimentos amargos e a melancolia em outros trabalhos, porém, em nenhum deles a dor veio tão intensa e sufocante quanto no decorrer de O Deus Que Devasta, Mas Também Cura. Mais recente álbum do cantor baiano, o álbum traz na amargurada Para Onde Irá Essa Noite? o desespero típico que cresce em cada encontro de ex-casais, resultado expresso tanto na instrumentação grandiosa que preenche a faixa, como nos versos descritivos concentrados no interior dela. (Resenha)

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12. Frank Ocean – Bad Religion

Talvez responsável pelo melhor discos de 2012 – Channel, ORANGE -, Frank Ocean faz de Bad Religion a mais bela composição de sua ainda curta carreira. Extremamente dolorosa, a canção passeia pela solidão, desajustes amorosos e toda uma variedade de percepções e melancolias que crescem a cada nova audição. Honesta, a faixa é uma mínima mostra do que o rapper constrói ao longo do primeiro disco, facilmente um dos discos mais importantes dessa década – não apenas para o Hip-Hop/R&B. ”To be in love with someone/ Who could never love you”. (Resenha)

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