Miojo Indie Mixtape “Tropical” Edition

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Prepare a caipirinha, a salada de frutas, a camisa com estampa floral e, principalmente, não se esqueça da boa música. É chegada a hora de revivermos uma das mixtapes mais baixadas do Miojo Indie: a Tropical Edition. Depois da bem sucedida edição do último ano – que contou com nomes como João Brasil, Drunk Disco e Two Door Cinema Club – voltamos com mais uma sequência de composições ensolaradas, quentes e prontas para te fazer dançar. Diferente da edição anterior, a nova coletânea traz uma seleção de músicas lançadas nos últimos meses e todas de artistas nacionais. Prepare-se para uma passagem pelo Axé, Electrobrega, Pop e eletrônica no melhor estilo tropical. Quem quiser conta com uma prévia da mixtape ao final do post ou pode baixar no link em sequência:

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#01. Dead Lover’s Twisted Heart – Apocalipse do Amor

Se há pouco mais de dois anos a preferência por uma sonoridade mais fria e de fortes conexões com o folk estadunidense era o que definia as composições da banda mineira Dead Lover`s Twisted Heart, com a chegada do EP Lóvi tudo se transformou. Saem as letras em inglês, chegam os versos perfumados pelo calor da língua portuguesa, marca que se anuncia logo na faixa de abertura do pequeno disco: Apocalipse do Amor. Flertando com a guitarrada paraense e os ritmos mais quentes da música latina, a canção bem humorada justifica todos os acertos e novos rumos que o grupo deve percorrer daqui pra frente.

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#02. Mahmundi – Calor do Amor

Facilmente uma das melhores músicas nacionais de 2012, Calor do Amor transporta o ouvinte para o universo de sensações nostálgicas que definiram a década de 1980 e consequentemente representam todo o universo da carioca Mahmundi. Ora lembrando Marina Lima, ora se aproximando da chillwave que passeia pelo trabalho de nomes como Toro Y Moi e Washed Out, a canção – parte do EP Efeito das Cores – cresce de forma visível, impregnando os ouvintes com uma verve de sintetizadores, batidas eletrônicas e vozes que parecem prontas para acalentar todo e qualquer espectador.

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#03. Bonde do Rolê – Baby Don’t Deny It

Gravada originalmente por Robertinho do Recife, Baby Doll De Nylon ganhou um versão remodelada e ainda mais tropical nas mãos do Bonde do Rolê. Parte do segundo e mais novo álbum da banda, Tropical/Bacanal, a canção atrai em virtude dos versos remodelados (em inglês), além da presença mais do que necessária de Caetano Veloso no refrão da música. Leve e descompromissada, a faixa acerta pelo uso apurado dos sintetizadores (estabelecendo as bases da faixa), bem como das guitarras suingadas que incorporam os ritmos e referências latinas de maneira sempre dançante e leve.

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#04. Aíla – Proposta Indecente (Jaloo Remix)

Com o primeiro registro em estúdio, a cantora e compositora paraense Aíla conseguiu dar novo sentido ao que flutua na música nortista. Livre das climatizações do Melody, Electrobrega e outros ritmos locais, a artista faz de Trelelê um ótimo exemplar da música pop recente. Entretanto, foi só a música cair nas mãos do produtor conterrâneo, Jaloo que o resultado acabou cuidadosamente pervertido. Pronta para as pistas, Proposta Indecente (que conta com a presença da veterana Dona Onette) ganha uma dose extra de batidas, teclados e todo um colorido acabamento que a engrandecem ainda mais.

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#05. Lucas Santtana – Ela é Belém

Em O Deus Que Devasta Mas Também Cura, Lucas Santtana conseguiu dividir o trabalho em duas frentes distintas. De um lado faixas lamuriosas, próximas da música erudita e realces que o aproximam da MPB convencional. No outro oposto o calor, o ritmo quente e o uso adequado dos versos dentro de um contexto comercial e quase pop. Parte desse segundo grupo, Ela É Belém torna pública toda a transformação do músico, que consegue em pouco mais de quatro minutos amarrar uma infinidade de referências que há tempos ditam os rumos de suas composições.

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#06. Siba – A Bagaceira

Avante é um trabalho que inicialmente causa estranheza aos velhos seguidores do pernambucano Siba. Quem estava habituado aos inventos do cantor e compositor ao lado da Fuloresta, deve ter se surpreendido quando no começo do ano o músico largou toda a orquestra que acompanhava para mergulhar em um disco mais próximo do rock. Embora acompanhado pelas guitarras durante toda a extensão, o álbum mantém firma a leveza e a construção das faixas , resultado bem exemplificado na maneira como o cantor entrega A Bagaceira, uma síntese apurada de tudo que é desenvolvido no decorrer do novo disco.

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#07. Tereza – Eu Não Brigo

Mantendo o mesmo clima ensolarado que o grupo carioca já vinha explorando nos demais lançamentos – como no clipe de Vamos Sair Para Dançar e no EP entregue em 2011 -, Eu Não Brigo se transformando na música tema para um dia de sol à beira mar. Flutuando entre os sintetizadores da carioca Mahmundi e o clima ameno do novo disco do Lemonade, a canção é um prato cheio para quem busca por uma música leve e descompromissada. Arquitetada de forma crescente, a faixa vai aos poucos substituindo as batidas sintéticas do trabalho por um volumoso e atrativo refrão, marca que define boa parte das canções presentes no disco Vem Ser Artista Aqui Fora.

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#08. Nina Becker e Marcelo Callado – Marco Zero

Nina Becker e Marcelo Callado foram até idos da década de 1970 para encontrar as bases que definem a ensolarada Marco Zero. Por vezes se materializando como uma herança dos Novos Baianos, e em alguns instantes lembrando um pouco de Rita Lee (dos primeiros discos em fase solo), a canção explode em guitarras, pianos e batidas que criam toda a cama de texturas instrumentais para a voz marcante de Becker. Momento mais entusiasmado (e distinto) do disco Gambito Budapeste, a faixa mantém no tom radiofônico um resultado que pode ser explorado em uma próxima parceria do casal.

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#09. Gretchen – Conga Conga Conga (Boss In Drama Remix)

Antes de brincar com a eletrônica e o pop em Pure Gold, Boss In Drama foi responsável por uma série de notáveis remixes, habilidade que ele volta a esboçar agora com a divertida e dançante versão do clássico Conga, de ninguém menos que Gretchen. Com um toque de electro pop e um tempero tropical extra, a canção parece pronta para animar qualquer baladinha. Além da música que aparece agora remodelada, a faixa vem acompanhada de um vídeo, registro este que torna visível toda a habilidade da cantora em brincar com o próprio corpo, além de evidenciar por que é ainda hoje conhecida como a “Rainha do Rebolado”.

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#10. Leo Justi – Gaitero

Quem pensava que a expansão do electrobrega e dos ritmos nortistas pudessem ocultar a força do funk carioca talvez se impressione com o bom resultado assumido pelo produtor carioca Leo Justi. Unindo funk, gaitas de blues e os mesmos experimentos eletrônicos que caracterizam o mais recente lançamento do mineiro Psilosamples, Mental Surf, Justi transforma Gaitero em uma das melhores e mais divertidas músicas de 2012. O Baile Funk e todos os elementos da cultura dos morros reconfigurado para as massas – mais uma vez.

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#11. Banda Uó – Búzios do Coração

Depois de brincar com o electrobrega de maneira pop e pegajosa, ao lançar o primeiro registro oficial, Motel, o trio goiano Banda Uó resolveu investir em uma variedade de novos ritmos e sonoridades. Entre passagens pelo sertanejo, o brega e a eletrônica, o destaque fica por conta de Búzios do Coração, canção que mergulha de maneira melancólica (e bem humorada) no axé característico da década de 1990. Com um clima litorâneo, a canção funciona como a trilha sonora para um passeio solitário à beira mar.

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#12. Gaby Amarantos – Mestiça

Longe dos acertos com a música pop que tanto definem a primeira metade de Treme, estreia da cantora e compositora paraense Gaby Amarantos, Mestiça encaminha o registro para outra vertente. Mais original composição de todo o trabalho, a faixa traz na colaboração com Dona Onette (de novo ela) o lado mais conceitual e relacionado às origens da sonoridade paraense. Com guitarras que passeiam pelos ritmos típicos da música local e batidas que brincam com o tribal, Mestiça abre passagem para o que deve redefinir a carreira de Amarantos em um futuro próximo.

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#13. Felipe Cordeiro – Fim de Festa

De todos os grandes (e pequenos) nomes que definem a música paraense atual, Felipe Cordeiro é o que melhor parece compreender e traduzir a essência de todo esse universo. Figura garantida em boa parte dos registros lançados nos últimos meses e que tem uma relação com a música paraense, o guitarrista faz do mais novo álbum em carreira solo, Kitsch Pop Cult, um concentrado de todas as referências que há tempos circulam pelo norte do país. Em Fim de Festa (fecho perfeito para nossa mixtape), Cordeiro revela uma variedade de detalhes que unem o passado e o presente da sonoridade que o inspira de forma significativa e tropical.

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