Moses Sumney: “Cut Me”


Quem esperava por uma possível continuação do material entregue em Aromanticism – 18º colocado na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2017 –, deve encontrar em Grae (2020) uma obra completamente distinta. Segundo álbum de estúdio do cantor e compositor norte-americano Moses Sumney, o registro duplo vai do folk rock dos anos 1970 ao soul e música eletrônica em uma linguagem sempre inexata, torta, estrutura que se reflete em algumas das principais criações lançadas pelo cantor e compositor norte-americano nas últimas semanas.

São faixas como a crescente Virile, canção faz lembrar de Sufjan Stevens, em The Age of Adz (2020); o romantismo minimalista de Polly ou mesmo a intimista Me In 20 Years, canção em que utiliza dos próprios conflitos como estímulo para a composição dos versos. Em Cut Me, mais recente criação de Sumney, a força da música negra e contínuo diálogo do artista com o passado. Do uso da voz ao refinamento na composição dos arranjos, tudo parece apontar para o final da década de 1960, lembrando a boa fase de veteranos do gênero, como Stevie Wonder e The Temptations.

Grae (2020) será lançado em 15/5 via Jagjaguwar.



Moses Sumney – Cut Me


Deixe uma resposta