Ouça | Dirty Projectors: “Ring Road”


Cercado de novos colaboradores, David Longstreth deu início a um dos projetos mais ousados do Dirty Projectors. Para o sucessor do bom Lamp Lit Prose (2018), o músico norte-americano e seus parceiros de banda, Felicia Douglass, Maia Friedman, Mike Daniel e Johnson Kristin Slipp investiram em não apenas um, mas cinco EPs de inéditas. Primeiro, veio Windows Open, com Friedman nos vocais, em seguida, Flight Tower, assumido por Douglass, Super João encabeçado pelo próprio cantor, e o ainda recente Windows Open, apresentado há poucas semanas, e regido pela voz de Slipp.

Para o encerramento do projeto, Longstreth e seus parceiros de banda se revezam nos vocais de Ring Road (2020). No repertório, quatro composições inéditas que concentram o que há de melhor no som produzido pelo Dirty Projectors, conceito que vai da introdutória Por Qué No à derradeira My Possession. São canções como a já conhecida Searching Spirit, lançada há poucas semanas, em que o quinteto transita por diferentes ritmos de forma detalhista, conceito que naturalmente aponta para alguns dos principais registros do grupo, como Bitte Orca (2009) e Swing Lo Magellan (2012).


Dirty Projectors – Ring Road

Jornalista, criador do Miojo Indie e integrante do podcast Vamos Falar Sobre Música. Já passou por diferentes publicações de Editora Abril, foi editor de Cultura e Entretenimento no Huffington Post Brasil, colaborou com a Folha de S. Paulo e trabalhou com Brand Experience e Creative Copywriter em marcas como Itaú e QuintoAndar. Pai do Pudim, “ataca de DJ” nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.