Popload Festival 2016: Primeiras atrações

poploadfestival2016

A quarta edição do POPLOAD FESTIVAL, que ficou maior e ganhou um espaço novo – Urban Stage – uma arena de shows ao ar livre. As primeiras atrações do lineup incluem as bandas WILCO, de Chicago, o grupo novaiorquino BATTLES e a cantora brasileira AVA ROCHA. Pela primeira vez a comunicação visual será dirigida por artistas internacionais: o duo alemão Low Bros, formado pelos irmãos Christoph e Florin Schmidt, com passagens em diversas galerias, museus e projetos pelo mundo e exibições solo de Los Angeles a Londres. Outras atrações e novidades serão anunciadas em breve.

Há mais de dez anos sem tocar no Brasil, WILCO sempre foi a banda mais requisitada pelo os leitores do Popload. Finalmente o grupo liderado pelo cantor, compositor e guitarrista Jeff Tweedy volta ao país para uma apresentação única. Formada no início dos anos 90, Wilco sempre transitou com naturalidade entre o alt-country e o indie-rock, entre as baladas melancólicas e o pop enérgico.

O BATTLES é normalmente definido como “uma banda de math-rock”, título do qual o trio novaiorquino, formado em 2002, vem tentando se desvencilhar há anos. O rótulo se deve à falta de uma definição que compreenda a sonoridade “esquisita”, experimental e complexa do grupo, que pode ir do free-jazz ao eletrônico em minutos. “Mirrored” é o primeiro álbum do Battles e também o mais conhecido, considerado um dos melhores de 2007, quando foi lançado.

AVA ROCHA é a grande revelação da atual música brasileira. Com uma voz grave marcante, Ava já lançou dois discos (o primeiro com sua então banda, Ava). Seu trabalho mais recente é “Ava Patrya Yndia Yracema”, lançado no ano passado e produzido pelo músico Jonas Sá (que participou do disco “Cê”, de Caetano Veloso). Com momentos experimentais e um clima tropicalista, é um disco pop e acessível, na melhor definição do termo.

POPLOAD FESTIVAL 2016 – Especial Popload 10 Anos

Data: 08 de outubro (sábado)
Local: Urban Stage (Rua Voluntários da Pátria, 498 – Santana – SP)
Abertura das portas: 15h
Classificação Etária: 18 anos (proibida a entrada de menores de 18 anos)
Capacidade: 8.000 pessoas
Ingressos:
Pista Premium: R$250,00 (meia-entrada) e R$500,00 (inteira)
Pista 1º Lote: R$150,00 (meia-entrada) e R$300,00 (inteira)
Camarote: R$350,00 (meia-entrada) e R$700,00 (inteira)
Vendas: www.poploadfestival.com

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Resenha: “Queda Livre”, Jonathan Tadeu

Artista: Jonathan Tadeu
Gênero: Indie, Alternative, Sadcore
Acesse: https://jonathantadeu.bandcamp.com/

 

Eu juro por Deus / Que eu me esforço / Mas não posso deixar você / Esperando a saudade nascer em mim”. A angústia toma conta de grande parte dos versos de Queda Livre (2016, Independente). Segundo e mais recente álbum de inéditas do cantor e compositor mineiro Jonathan Tadeu, o sucessor do entristecido Casa Vazia (2015) mostra a evolução do artista em relação ao trabalho apresentado há poucos meses. Versos que traduzem a amargura do próprio compositor, mas que acabam criando uma espécie de relação e intimidade com o ouvinte.

Talvez seja melhor / Aprender a lidar/  Com a própria solidão / Antes de viver a dos outros”, canta em Ninguém se Importa, um sadcore econômico, típico dos trabalhos de Elliott Smith, e que parece servir de base para toda a sequência de apenas 10 composições que recheiam o disco. Um som angustiado, intimista, proposta que acompanha o ouvinte até os últimos instantes do trabalho, vide a derradeira O mundo é um lugar bonito e eu não tenho mais medo de morrer – “Quanto mais me impediam de ser, mais eu ia sendo tudo aquilo que eu não podia ser”.

Eu não preciso de nenhuma desculpa pra voltar / Mas me deixa uma pista quando precisar de mim”, entrega na poderosa faixa-título do disco, um retrato melancólico de qualquer indivíduo apaixonado, em busca de uma resposta que nunca chega. Letras que parecem atravessar uma corda bamba sentimental, sempre prontas para cair em um mundo sombrio, consumido pelas desilusões de Tadeu. Mais do que uma continuação do trabalho apresentado há poucos meses, um exercício de completa exposição do músico, honesto em cada fragmento de voz que flutua no interior do disco.

Longe de parecer uma obra sufocada pela saudade, abandono e todos os tormentos que invadem a cabeça do compositor, em Queda Livre, pequenas brechas ensolaradas garantem novo significado ao trabalho do músico mineiro. São declarações de amor, como na apaixonada Sorriso Besta – “Feito qualquer pisciano / Eu pensei que aquilo fosse um sinal Você me falou / E eu me apaixonei” –, ou mesmo pequenos fragmentos românticos, caso da efêmera Amour – “Mesmo que eu nunca acorde desse sonho ruim / Eu te amo até o fim / E eu nunca vou desistir”. Continue reading

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Miojo Indie Naïve Bar (Maio, 2016)

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Vocês estão prontos para mais uma invasão do Miojo Indie no Naïve Bar? Para a próxima edição da festa, Cleber Facchi recebe os amigos Lucas Pasqual e Lola Almeida. Na discotecagem, o melhor da música alternativa, pop, Hip-Hop e eletrônica lançada nos últimos meses. Disco novo da Beyoncé? Vai ter na íntegra. Kanye West, Rihanna e Ariana Grande? Também. Não vai faltar Radiohead, James Blake, Mahmundi, Céu e ANOHNI. A entrada no Naïve é  gratuita – informações e reservas pela página no Facebook. Enquanto a festa não chega, aproveite para ouvir a playlist de aquecimento:

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Resenha: “Skip a Sinking Stone”, Mutual Benefit

Artista: Mutual Benefit
Gênero: Folk, Indie, Singer-Songwriter
Acesse: http://www.mutualbenef.it/

 

Muito embora tivesse acumulado uma sequência de obras “caseiras” e discos produzidos desde o fim da década passada, foi com o lançamento de Love’s Crushing Diamond, em 2013, que Jordan Lee teve o primeiro álbum do Mutual Benefit oficialmente apresentado ao público. Marcado pelo uso dos detalhes e composições como Advanced Falconry e Golden Wake, o registro continua a servir de base criativa para o norte-americano, percepção reforçada na manipulação sereno dos vocais e arranjos que recheiam o novo trabalho do músico: Skip a Sinking Stone (2016, Mom + Pop).

Tão delicado quanto o registro entregue há três anos, cada faixa do presente disco se orienta de forma a revelar um mundo detalhes e encaixes sempre minimalistas. Não é difícil se perder no interior de cada canção, como se arranjos tímidos fossem ocultos e sutilmente revelados em cada manobra instrumental. Ainda que a curtinha Madrugada, música de abertura do disco, pareça indicar o som arquitetado para o disco, está em Lost Dreamers, quarta faixa do álbum a perfeita representação do som sustenta a obra.

Arranjos de cordas atmosféricos, violões e vozes serenas, batidas sempre controladas, como se um delicioso clima matutino tomasse conta da canção, ponto de partida para todo o restante da obra. Um material que comunga com a mesma proposta de artistas como The Shins, Sufjan Stevens e Fleet Foxes, mas sustenta na plena comunicação entre as faixas um som que parece íntimo apenas dos trabalhos de Mutual Benefit. Em Skip a Sinking Stone, cada composição serve de base para a música seguinte.

De proposta intimista, mais do que uma continuação do trabalho apresentado há três anos, lentamente o registro escancara os sentimentos mais profundos de Lee. “Leve-nos de volta para o passado / E eu não quero que esse amor / Torne-se uma memória”, desaba em Not For Nothing, música que sintetiza toda a paixão (e melancolia) presente no disco. A mesma tristeza volta a se repetir em The Hereafter, canção que transporta o trabalho para o mesmo universo de artistas como Elliott Smith e Jeff Buckley, tamanha confissão que escapa dos versos. Continue reading

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Classixx: “Safe Inside” (Ft. Passion Pit)

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O que acontece quando você mistura as batidas e sintetizadores quentes da dupla Classixx com a voz característica de Michael Angelakos? A resposta está em Safe Inside. Mais recente composição do projeto comandado pelos produtores Michael David e Tyler Blake, a faixa de versos marcados pelos sentimentos mostra a busca dos californianos por um som cada vez mais acessível, pop, proposta reforçada desde o lançamento de Just Let Go (com How To Dress Well) e Whatever I Want (ao lado do rapper T-Pain).

Em Safe Inside, a proposta da dupla californiana está em replicar todos os elementos produzidos por Angelakos no Passion Pit, porém, dentro dos limites e ambientações típicas do Classixx. Uma espécie de remix do mesmo material apresentado pelo músico de New Jersey nos últimos cinco anos. Do coro de vozes ao uso delicado dos sintetizadores, uma das composições mais delicadas do projeto e uma espécie de fuga do material apresentado em 2013 com Hanging Gardens.

Faraway Reach (2016) será lançado no dia 03/06.

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Classixx – Safe Inside (Ft. Passion Pit)

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YG: “Why You Always Hatin?” (Ft. Drake, Kamaiyah)

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Responsável por um dos melhores discos de rap lançados em 2014 – My Krazy Life –, o californiano YG anuncia para o mês de junho a chegada de um novo registro de inéditas. Intitulado Still Crazy, o registro parece seguir a trilha deixada pelo rapper há dois anos, sonoridade evidente em músicas como Twist My Fingaz e I Wanna Benz, apresentadas ao público nos últimos meses, mas que se reforça com o lançamento da inédita Why You Always Hatin?.

Típica criação de YG, a faixa marcada pelo uso de rimas colaborativas se abre para a chegada de dois colaboradores. De um lado, o canadense Drake, parceiro na ótima Who Do You Love?, do álbum apresentado há dois anos. No outros, o misto de rima e canto da novata Kamaiyah, artista que caminha em um terreno musicalmente próximo do material entregue ao público na mixtape A Good Night In The Ghetto (2016).

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YG – Why You Always Hatin? (Ft. Drake, Kamaiyah)

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Resenha: “Oh No”, Jessy Lanza

Artista: Jessy Lanza
Gênero: Electronic, R&B, Synthpop
Acessehttp://jessylanza.com/

 

Jessy Lanza parece seguir um caminho completamente isolado em relação ao trabalho de grande parte das cantoras norte-americanas. Longe de um enquadramento óbvio, comercial, cada trabalho assinado pela produtora de Hamilton, Canadá, dança em meio a reverberações nostálgicas da década de 1980. Vozes e arranjos eletrônicos que replicam grande parte dos conceitos incorporados há mais de três décadas, base do recém-lançado Oh No (2016, Hyperdub), segundo e mais recente álbum de inéditas da artista.

Delicada continuação do material apresentado em Pull My Hair Back, de 2013, o novo registro mostra a evolução de Lanza em relação ao uso da própria voz. Longe do conceito “instrumental” do disco anterior, trabalho que explora os vocais como mero complemento para a base eletrônica das canções, em Oh No a voz da cantora se destacam. Da abertura, em New Ogi, passando por músicas como Never Enough e It Means I Love You, pela primeira vez Lanza soa como protagonista da própria obra.

Acompanhada de perto por Jeremy Greenspan, uma das metades do projeto canadense Junior Boys, Lanza encara o registro como uma obra de completa exposição. Em cada uma das 10 faixas do disco, um sussurro romântico da cantora, como se desilusões amorosas e conflitos recentes servissem de base para o trabalho da canadense. “Quando você olha nos meus olhos / Isso significa que eu te amo“, canta em It Means I Love You, um fino exemplo da temática confessional que invade o disco.

Longe de parecer uma novidade dentro do repertório de Lanza, vide composições como Strange Emotion e Keep Moving, do trabalho anterior, em Oh No, o amor e toda a base sentimental da compositora se destaca pela forma essencialmente honesta como os versos são explorados no interior de cada música. Músicas como Never Enough e Could Be U que mostram um aspecto “universal” do amor, preferência que dialoga diretamente com o trabalho de Kelela, FKA Twigs e outros nomes do novo R&B. Continue reading

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Clams Casino: “Blast”

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FKA Twigs, Lana del Rey, A$ap Rocky, The Weeknd e Danny Brown, esses são alguns dos artistas com quem Michael Volpe, vulgo Clams Casino, trabalhou nos últimos anos. São produções, remixes ou simples adaptações dos trabalhos de diferentes nomes do Hip-Hop/Pop recente. Trabalhos normalmente resumidos dentro da série Instrumentals – apresentada ao público entre 2011 e 2013. Mas e os inventos de Volpe em carreira solo, quando serão apresentados?

A resposta chega com o anúncio do esperado 32 Levels (2016), primeiro álbum oficial do produtor de New Jersey desde o excelente EP Rainforest, lançado em 2011. Escolhida para anunciar o trabalho, a psicodélica Blast dança em um mundo de fórmulas abstratas, vozes recortadas de diferentes composições, ruídos e sintetizadores típicos do trabalho de Clams Casino. Junto do clipe produzido por David Wexler, a passagem direta para um universo completamente mágico, misterioso e repleto de detalhes.

32 Levels (2016) será lançado no dia 15/07 pelo selo Columbia Records.

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Clams Casino – Blast

 

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Laure Briard: “Toi et Moi” (VÍDEO)

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Versos em francês divididos entre o amor e a melancolia, batidas, vozes e arranjos sempre contidos, deliciosamente sedutores. Quem conheceu o trabalho de Laure Briard em Révélation, álbum apresentado em 2015, sabe do caráter nostálgico que move o trabalho da cantora e compositora de Toulouse. Um passeio delicado pela música francesa dos anos 1960/1970, preferência que volta a se repetir no novo registro de inéditas da jovem artista: Sur la Piste de Danse (2016).

Canção escolhida por Briard para anunciar o novo disco, Toi et Moi segue um ritmo ainda mais lento em relação aos últimos lançamentos da cantora. Pianos e guitarras que funcionam como um delicado pano de fundo para a voz da artista francesa. Junto da canção, curtinha, apaixonada, o clipe assumido por Michelle Blades, trabalho que foca no isolamento da cantora.

Sur la Piste de Danse (2016) será lançado no dia 24/06 pelo selo Midnight Special.

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Laure Briard – Toi et Moi

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William Tyler: “Sunken Garden”

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Os detalhes estão por todas as partes dentro do novo álbum de William Tyler, Modern Country (2016). Das melodias psicodélicas de Gone Clear, canção escolhida para anunciar o registro, passando pela acústica Kingdom of Jones, composição que mais se aproxima dos primeiros trabalhos do instrumentista, faixa após faixa, Tyler brinca com a colisão de pequenas fórmulas instrumentais e nuances que transportam a mente do ouvinte em poucos segundos.

Prova disso está na ensolarada Sunken Garden. Muito além das guitarras e violões que sempre acompanharam o músico norte-americano, a canção de apenas quatro minutos se aconchega em meio a batidas tímidas, sintetizadores e toda uma colcha de retalhos instrumentais que se espalham ao fundo da composição. Uma base essencialmente delicada, efeito da colaboração entre Tyler e seus parceiros de estúdio – entre eles Glenn Kotche, baterista do Wilco.

Modern Country (2016) será lançado no dia 03/06 pelo selo Merge.

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William Tyler – Sunken Garden

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