Dan Deacon: “Feel The Lightning”

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Quem ainda não se recuperou da avalanche de sintetizadores, colagens eletrônicas e ruídos orquestrados no excelente America, de 2012, precisa tomar fôlego agora, afinal, o novo álbum do canadense Dan Deacon já está a caminho. Sob o título de Gliss Riffer (2015), o trabalho reservado para 24 de fevereiro do próximo ano deve seguir a trilha melódica e certa dose de “controle” reforçados no lançamento anterior, sensação reforçada durante os mais de cinco minutos da música Feel The Lightning, primeiro exemplar do novo disco.

Enquanto cria uma verdadeira muralha de sintetizadores e vozes robóticas, um canto doce corre ao fundo da canção, uma das mais acessíveis desde o material apresentado em Spiderman of the Rings, em 2007. Para dar vida ao som estranho da canção, Deacon convidou o diretor Andrew Jeffrey Wright, responsável pelas imagens coloridas, móveis dançantes e estranhos objetos que aparecem no decorrer do clipe. Gliss Riffer conta com lançamento pelo selo Domino, mesmo do último álbum do produtor.

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Dan Deacon – Feel The Lightning

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Shlohmo: “Emerge From Smoke”

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Foi um ano produtivo para Henry Laufer, o Shlohmo. Além do ótimo No More EP (2014), registro em parceria com o rapper Jeremih e Brain, single assinado de forma colaborativa com a cantora Banks, o artista californiano manteve uma agenda realmente lotada de apresentações, remixes esporádicos e faixas que naturalmente mergulham no ambiente de formas abstratas detalhadas pelo produtor. Para celebrar a passagem para o selo True Panther – casa de Tobias Jesso Jr. e Delorean, – Shlohmo apresentou a inédita Emerge From Smoke.

Sem fugir do ambiente conquistado no último ano com Laid Out EP (2013), Shlohmo continua a investir em faixas que se dividem entre as batidas lentas do R&B e o uso constante de sintetizadores sujos, emulando ruídos metálicos. Quase cinco minutos em que a essência do produtor se espalha confortavelmente, preparando o terreno para um novo álbum completo que deve aparecer nos próximos meses. Bad Vibes, o último disco oficial do produtor foi lançado em 2011.

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Shlohmo – Emerge From Smoke

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Diplo, Edward Droste & Rostam Batmanglij: “Long Way Home”

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Em novembro, Diplo e DJ Dahi assinaram a produção da faixa Stand For, um dos trabalhos mais recentes apresentados pelo rapper norte-americano Ty Dolla $ign. Aproveitando do material lançado pela dupla de produtores, os parceiros Edward Droste (do Grizzly Bear) e Rostam Batmanglij (do Vampire Weekend) resolveram brincar com a base da canção, acrescentando uma dose extra de experimento instrumentais e versos que flertam com o pop para desenvolver a curiosa Long Way Home.

Sem necessariamente fugir da versão original da música, Droste e Batmanglij trazem de volta toda a ambientação colorida testada em LP (2009), registro de estreia do Discovery, projeto paralelo do tecladista do Vampire Weekend em parceria com Wes Miles, da banda Ra Ra Riot. Mesmo divertida, a (curta) colaboração está longe de indicar um futuro registro assinado entre os dois músicos. O último álbum do Vampire Weekend foi o ótimo Modern Vampires of the City, de 2013, enquanto o último disco do Grizzly Bear foi o excelente Shields, em 2012.

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Diplo, Ed Droste, & Rostam Batmanglij – “Long Way Home”

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Jonny Greenwood, Gaz Coombes & Dany Goffey: “Spooks” (Feat. Joanna Newsom)

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Em entrevista recente ao site Dazed Digital, Joanna Newsom afirmou que vem trabalhando em um novo projeto de estúdio, o primeiro desde a chegada de Have One on Me, de 2010. Parte da influência para o “registro” vem da própria participação da cantora no recente filme de Paul Thomas AndersonInherent Vice (2014), trabalho onde desempenha o papel de narradora da película e se diz tocada pelo constante uso da expressão “violação dos direitos civis”, talvez mote para um novo registro da artista – previsto para o próximo ano.

Enquanto nenhuma informação concreta sobre o trabalho foi liberada, pelo menos é possível se contentar com a passagem da artista em Spooks, uma das canções que integram a trilha sonora de Inherent Vice e faixa dividida entre Jonny Greenwood, Gaz Coombes (Supergress) e Dany Goffey. Segundo informações do próprio Greenwood, esta é a primeira composição do Radiohead desde o lançamento de The King Of Limbs, em 2011, porém, acabou abandonada pelos próprios parceiros de banda, Colin Greenwood, Ed O’Brien, Philip Selway e Thom York, responsáveis pela versão original da música. (Via Stereogum)

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Jonny Greenwood, Gaz Coombes & Dany Goffey – Spooks (Feat. Joanna Newsom)

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James Blake: “200 Press EP”

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Quem conheceu o trabalho de James Blake em Overgrown, álbum de 2013, talvez tenha deixado passar todo o acervo de EPs e singles lançados pelo produtor desde o fim da década passada. Em um inevitável exercício de regresso aos primeiros inventos em carreira solo, o artista britânico apresenta ao público o inédito 200 Press EP, trabalho que traz de volta todo o experimento, diálogo natural com o Dubstep e desconstrução do R&B testado desde o amadurecimento em CYMK (2010) e Love What Happened Here EP (2011).

São apenas 16 minutos, tempo suficiente para que as quatro faixas do trabalho – 200 Press, 200 Pressure, Building It Still e Words That We Both Know – tragam de volta toda a euforia e intensidade que sustentou os anos iniciais de Blake. Anunciado há poucos dias, o novo registro abre as portas para o terceiro álbum solo do produtor, registro que deve estrear em 2015. Com lançamento pelo selo 1-800-Dinosaur, do próprio Blake, 200 Press EP pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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James Blake – 200 Press EP

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Os Melhores Discos: Lista dos Leitores

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No Miojo Indie não são apenas os membros do blog que decidem quais são os melhores registros lançados durante o ano, mas também os nossos leitores. Para a quarta edição do especial Os Melhores Discos: Lista dos Leitores, algumas mudanças foram feitas de forma a agilizar o processo de votação, a contagem dos votos e, claro, a seleção dos artistas escolhidos.

O registro dos votos segue como nos anos anteriores, pela nossa página de comentários, a diferença está no padrão adotado para a validação dos eleitos. ATENÇÃO: Só serão aceitos os comentários/votos que seguirem o exemplo abaixo leia atentamente.

Lista Nacional

1. _______________________ (melhor disco de 2013)
2. _______________________ (2º melhor disco de 2013)
3. _______________________ (3º melhor disco de 2013)
4. _______________________ (4º melhor disco de 2013)
5. _______________________ (5º melhor disco de 2013)

Lista Internacional

1. _______________________ (melhor disco de 2013)
2. _______________________ (2º melhor disco de 2013)
3. _______________________ (3º melhor disco de 2013)
4. _______________________ (4º melhor disco de 2013)
5. _______________________ (5º melhor disco de 2013)

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Importante: Só serão aceitos discos lançados em 2014. Votos com discos lançados em outros anos serão invalidados, então, prestem atenção nas suas escolhas.

Importante II: Além das listas, os leitores podem incluir uma pequena resenha explicando os motivos que o levaram a decidir pelo melhor disco nacional OU o melhor disco internacional. Os melhores textos serão selecionados para aparecer na lista final que será exposta no Blog. Decidiu escrever? Envie textos entre 300 e 500 caracteres.

Os votos serão aceitos até o dia 19 de Dezembro (sexta-feira) e a lista final apresentada na semana seguinte.

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Pharmakon: “Bestial Burden”

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Fígado, ossos, coração, costelas e um bloco cru de carne em decomposição. Por mais gratuita que a fotografia de Bestial Burden (2014, Sacred Bones) possa parecer, a construção perturbadora da imagem reforça o contexto honesto (e nauseante) em torno do trabalho de Margaret Chardiet. “Desejo mostrar [ao público] o corpo como um pedaço de carne e células que se transformam, falham e traem você. Algo banal e sem importância”, explicou em entrevista.

Mesmo instalada em um ambiente próximo de Abandon (2012), o material explorado ao longo do novo registro se movimenta de forma distinta. Como explícito na capa da obra, ou mesmo na voz sufocada da faixa de abertura, Vacuum, o segundo registro do Pharmakon pelo Sacred Bones é um exercício de interpretação de Chardiet sobre o próprio corpo. Gritos, grunhidos, escarro, tosse e toda uma colisão de ecos sujos que parecem reproduzir o lento “apodrecimento” dos indivíduos. Leia o texto completo.

Abaixo você encontra o curta dirigido por Nina Hartmann e Margaret Chardiet inspirado no novo disco. Bestial Burden integra nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014.

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Pharmakon – Bestial Burden

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Belle & Sebastian: “Nobody’s Empire”

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Perto de completar os 20 anos de carreira, Stuart Murdoch e os parceiros do Belle & Sebastian continuam a promover o mesmo som melódico e assertivo lançado nos inaugurais Tigermilk (1996) e If You’re Feeling Sinister (1996). Com Girls in Peacetime Want to Dance (2015), o nono registro em estúdio, previsto para estrear no dia 19 de janeiro do próximo ano, o coletivo de Glasgow transforma a recém-lançada Nobody’s Empire em uma ponte para a boa fase na década de 1990 e a sequência de boas obras desenvolvidas desde a chegada de Dear Catastrophe Waitress (2003).

Faixa de abertura do novo disco, a delicada criação parece mergulhar em um cenário distinto em relação ao material “dançante” anteriormente exposto no single The Party Line. Com versos confessionais que atravessam a infância do próprio vocalista, a faixa aos poucos estabelece no vídeo dirigido entre Blair Young e Murdoch uma diálogo com a capa do registro. Produzido por Ben H. Allen (Animal Collective, Washed Out) Girls in Peacetime Want to Dance conta com distribuição pelo selo Matador.

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Belle & Sebastian – Nobody’s Empire

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