Pharmakon: “Bestial Burden”

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Fígado, ossos, coração, costelas e um bloco cru de carne em decomposição. Por mais gratuita que a fotografia de Bestial Burden (2014, Sacred Bones) possa parecer, a construção perturbadora da imagem reforça o contexto honesto (e nauseante) em torno do trabalho de Margaret Chardiet. “Desejo mostrar [ao público] o corpo como um pedaço de carne e células que se transformam, falham e traem você. Algo banal e sem importância”, explicou em entrevista.

Mesmo instalada em um ambiente próximo de Abandon (2012), o material explorado ao longo do novo registro se movimenta de forma distinta. Como explícito na capa da obra, ou mesmo na voz sufocada da faixa de abertura, Vacuum, o segundo registro do Pharmakon pelo Sacred Bones é um exercício de interpretação de Chardiet sobre o próprio corpo. Gritos, grunhidos, escarro, tosse e toda uma colisão de ecos sujos que parecem reproduzir o lento “apodrecimento” dos indivíduos. Leia o texto completo.

Abaixo você encontra o curta dirigido por Nina Hartmann e Margaret Chardiet inspirado no novo disco. Bestial Burden integra nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2014.

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Pharmakon – Bestial Burden