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Resenha: “Acoustic Recordings 1998-2016”, Jack White

Artista: Jack White
Gênero: Folk, Rock, Blues
Acesse: http://jackwhiteiii.com/

 

Em mais de duas década de carreira, não é difícil imaginar a imensa quantidade de registros caseiros, sobras e esboços acumulados por Jack White em estúdio. Composições que atravessam toda a sequência de obras produzidas em parceria com Meg White, no The White Stripes, trabalhos assinados de forma colaborativa com outros artistas, como The Raconteurs e The Dead Wheater, além, claro, da sequência de músicas compostas a partir de Blunderbuss (2012), primeiro trabalho do guitarrista em carreira solo.

Com a chegada da coletânea Acoustic Recordings 1998-2016 (2016, Third Man), mais recente lançamento do cantor e compositor norte-americano, uma coesa adaptação acústica, por vezes intimista, de grande desse material acumulado pelo músico nos últimos 20 anos. Entre violões, pianos, arranjos de cordas e vozes límpidas, White acaba estreitando ainda mais a própria relação com o Country/Blues, interpretando de forma delicada o arranjo de uma série de faixas tradicionalmente movidas pelo uso das guitarras.

Dividido em três blocos de canções, o álbum que conta com quase 1h30 minutos de duração começa com uma delicada visita de White ao passado, resgatando fragmentos da discografia do The White Stripes. Das 26 composições presentes no interior do disco, 14 pertencem ao projeto que apresentou o músico. São faixas como Hotel Yorba, originalmente gravada no clássico White Blood Cells (2001), além de músicas que passam por obras como Get Behind Me Satan (2005) e Icky Thump (2007).

Do material produzido em parceria com os integrantes do The Raconteurs, White resgata apenas duas canções do álbum Consolers of The Lonely (2008). Enquanto Top Yourself reforça o fascínio do artista pela música de raiz dos Estados Unidos, a crescente Carolina Drama surge parcialmente reformulada. Entre vozes em coro e temas orquestrais, White brinca com a utilização de pequenas melodias detalhistas, encaixando pianolas e arranjos capazes de prender a atenção do ouvinte em alta até o último instante.

Com a chegada de Love Interruption, um resgate de toda a série de músicas produzidas por White em carreira solo. São interpretações acústicas de músicas menos populares de Blunderbuss, como On and On and On, além do b-side Machine Gun Silhouette. Extraídas de Lazaretto (2014), último registro de estúdio do cantor, músicas como Entitlement e Just One Drink. Faixas que pouco se distanciam do som originalmente produzido pelo músico há pouco mais de dois anos.

Entre velhas conhecidas e pequenas adaptações, White aproveita para presentear o público com um pequeno acervo de raridades. Composições inéditas, caso de Never Far Away, além da melancólica City Lights, música originalmente produzida para o álbum Get Behind Me Satan, porém, deixada de fora do corte final do disco. Até Love is the Truth, jingle produzido para a Coca-Cola em 2006, surge no interior do trabalho. Um resumo inteligente de grande parte do material produzido por Jack White até aqui.

 

Acoustic Recordings 1998-2016 (2016, Third Man)

Nota: 8.0
Para quem gosta de: The White Stripes, The Raconteurs e The Dead Wheater
Ouça: City Lights, Hotel Yorba e Carolina Drama

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