Tag Archives: 2013

Architecture In Helsinki: “I Might Survive”

Indie

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O pop é parte substancial da presente fase do coletivo Architecture In Helsinki. Dando sequência aos inventos coloridos de Moment Bends, álbum de 2011, a banda australiana reserva para o dia 1º de abril a chegada de NOW + 4EVA, quinto trabalho de estúdio do grupo e um catálogo de boas melodias. Assim como em Dream a Little Crazy, lançada ao final de janeiro, em I Might Survive, novo single do inédito disco, as boas reverberações orientam a atuação da banda.

Soando como uma canção perdida dos anos 2000, a nova música resgata todas as experiências de grupos como I’m From Barcelona, Of Montreal e demais grupos da época. Uma coleção de referências que atravessa a Disco Music, cai no pop fofinho do Belle and Sebastian até aparecer em uma estrutura típica do grupo de Fitzroy. Com lançamento pelo selo Casual Workout, NOW + 4EVA é facilmente um dos registros mais aguardados do primeiro semestre.

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Architecture In Helsinki – I Might Survive

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Heterotic: “Rain” (feat. Vezelay)

Heterotic

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Os parceiros Michael Paradinas e Lara Rix-Martin não querem nem deixar Love & Devotion (2013) esfriar e já reservam para 2014 um novo disco à frente do Heterotic. Intitulado Weird Drift, o novo álbum tem tudo para ser uma exata continuação do registro lançado há alguns meses, referência anunciada no mais novo single da dupla e primeiro exemplar do inédito registro: Rain.

Parceria com o cantor Vezelay – um dos filiados ao selo Planet Mu, do próprio Paradinas -, a canção é uma completa desconstrução do Synthpop, que encontra na voz enevoada do colaborador um ponto de aproximação com o presente. Lidando com a mesma massa de experimentos que orquestram o Dream Pop/Eletrônica de artistas como Grimes, a canção assenta lentamente um uma base de harmonias homogêneas, palco para o catálogo de emanações melancólicas que escapam da música.

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Heterotic – Rain (feat. Vezelay)

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ASTR: “Blue Hawaii” & “We Fall Down”

ASTR

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O flerte com as batidas do Hip-Hop e as vocalizações eletrônicas guiam o trabalho da dupla Zoe Silverman e Adam Pallin, ou melhor, ASTR. Seguindo a trilha de outros artistas próximos, caso de Purity Ring e Phantogram, o casal nova-iorquino abre espaço para a chegada do mais novo trabalho de estúdio, o EP Varsity. Como aquecimento, duas faixas de peso: Blue Hawaii e We Fall Down.

Em uma arquitetura noturna, ambas as faixas passeiam pelas pistas sem necessariamente parecerem motivadas a fazer o ouvinte dançar. São condimentos específicos do pop convencional, mas que dançam dentro da estética soturna escolhida para o projeto. Próximas, a canções atravessam emanações que vão do R&B ao Synthpop, exercício que em nenhum momento distancia a estética radiofônica escolhida para a obra. Depois de um ano orquestrado por artistas como CHVRCHES e Poliça, a dupla nova-iorquina mantém

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ASTR – We Fall Down

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ASTR – Blue Hawaii

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Mac DeMarco: “Passing Out Pieces”

Mac DeMarco

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O misto de bom humor, romantismo e esquizofrenia ainda parece ser a base do trabalho de Mac DeMarco. Apresentado durante o lançamento de 2, um dos registro mais estranhos e essenciais de 2012, o músico canadense usa da mesma composição para anunciar o inédito Salad Days, mais novo registro da carreira. Lançado como parte do selo Captured Tracks, o disco previsto para o dia 1º de Abril pouco parece se distanciar do universo do cantor, pelo menos é o que Passing Out Pieces, faixa de apresentação da obra reforça sem grandes dificuldades.

Naturalmente artesanal, a nova música segue as pistas de Dreaming e Ode To Viceroy, ambas canções apresentadas no álbum de 2012. Servindo como estímulo para o vídeo de divulgação do álbum (abaixo), a música ainda prepara o terreno para a passagem do canadense pelo Brasil. Com datas em São Paulo (19 e 20 de Março) e Porto Alegre (21), DeMarco é uma dos primeiros nomes da cena estrangeira a carimbar o calendário de shows nacionais.

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Mac DeMarco – Passing Out Pieces

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MISUN: “Travel With Me”

Misun

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Rock clássico de 1960, Miami Bass dos anos 1980. Grupos de garotas dos anos 1950, cruzamentos pelo Hip-Hip da década de 1990. Em poucos segundos é possível perceber tantas nuances dentro da obra do quarteto Misun que é praticamente impossível não ser absorvido pelo universo de essências que a banda de Washington D.C. busca ressaltar.

Ainda que carregue o nome da vocalista Misun Wojcik, o projeto ainda é a morada de William Devon (baixo), Nacey (Guitarra) e Jon Jester (Bateria), todos responsáveis pelo acerto de Travel With Me, mais novo single da banda. Soando como uma canção perdida do coletivo inglês The Go! Team, ou quem sabe uma representação mais pop das invenções de M.I.A. – na linha de Come Walk With Me -, a faixa gruda sem qualquer dificuldade, obrigando o ouvinte a dançar dentro do jogo de interferências que o grupo reforça sem qualquer dificuldade.

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MISUN – Travel With Me

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Floral V: “Crying Fit”

Floral V

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Imagine as mesmas emanações etéreas de Julianna Barwick, porém, acrescidas do mesmo R&B Lo-Fi de How To Dress Well. É justamente dentro desse cenário de sutilezas e pequenas emanações abrandadas que se desenvolve o trabalho do nova-iorquino Floral V. Com influências que vão de Thom York ao trabalho da extinta Handsome Furs, Erik David Hidde usa de cada espaço das próprias composições como um objeto de experimento e detalhismo apurado. Dream Pop, Ambient e Eletrônica, tudo isso agrupado de forma atenta em um mesmo espaço conceitual.

Representação exata de todo esse universo intimista está em Crying Fit, mais novo lançamento do artista. Marcada pela colagem tímida dos vocais, a canção arrasta o ouvinte para quase três minutos de pura sutileza, trazendo no uso ponderado de pianos e sintetizadores um complemento para as vozes. Mesmo lançada de forma isolada, a canção abre espaço para o ainda inédito Wax Museum, trabalho que conta com lançamento previsto para 2014 e deve apresentar de forma definitiva o trabalho do jovem artista.

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Floral V – Crying Fit

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Disco: “Dirty Gold”, Angel Haze

Angel Haze
Hip-Hop/Rap/R&B
http://www.angelhazemusic.com/

Por: Cleber Facchi

Angel Haze

Ser absorvida pela indústria da música se transformou em uma benção e ao mesmo tempo uma maldição para Angel Haze. Se por um lado a entrada no catálogo dos selos Republic e Island – parte da gigante Universal -, garantiu ao primeiro álbum da rapper o acesso ilimitado a grandes estúdios, produtores e todo um conjunto de elementos restritos para boa parte dos artistas independentes, por outro lado, os grilhões de uma grande gravadora tiraram de Haze o domínio da própria obra. Controlada pelas linhas de um contrato, a rapper viu o aguardado Dirty Gold (2013, Republic/Island) ser adiado por diversas vezes ao longo de 2013, encontrando uma data de lançamento somente no dia 30 de Dezembro – um dos períodos mais ingratos para a estreia de qualquer disco.

O atraso, o descaso da gravadora e a angústia da própria rapper estão longe de sufocar a autonomia do registro, que independente do formato ou qualquer outro bloqueio específico, se sustenta de forma assertiva em totalidade. Naturalmente distante da composição estética anunciada por Haze em seus primeiros lançamentos – caso de New York EP ou das mixtapes Reservation e Classik -, Dirty Gold é uma típica obra remodelada para atender as exigências grande público, o que não quer dizer que a rima particular da norte-americana tenha perdido sua autenticidade, apenas encontrou um nova caminho para brilhar.

Como Echelon (It’s My Way) e A Tribe Called Red conseguiram antecipar há poucos meses, cada instante do registro se divide entre a crueza urbana das rimas e as melodias plásticas das bases. Soando como versões encorpadas daquilo que a rapper trouxe em Werkin Girls, No Bueno e parte das primeiras composições, o disco curiosamente parece assumir a mesma curva radiofônica da rival Azealia Banks, substituindo a proposital mutabilidade da rapper nova-iorquina por um conjunto de referências aproximadas. Assim, da particular Sing About Me, na abertura do álbum, até a chegada da homônima faixa de encerramento, cada música do disco partilha a mesma estrutura, garantindo ao registro um evidente tratamento homogêneo e coerência.

Mais do que costurar uma mesma composição instrumental para o registro, Haze encontra na sobriedade do discurso um inevitável caráter conceitual para a obra. Boa parte das canções projetadas pelo disco carregam monólogos, entrevistas e opiniões amargas lançadas pela rapper, que entre faixas como Black Dahlia, White Lilies / White Lies e Black Synagogue aprofunda com detalhe a composição de um universo particular. O melhor recorte da obra talvez esteja na abertura de A Tribe Called Red, quando Haze define de maneira atenta todo o propósito do trabalho, a temática que ocupa as composições, bem como a própria vida – “Minha identidade é a música, tudo o que você precisa saber sobre mim é a música, a minha casa é a música, é onde eu nasci“. Continue reading

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Os 50 Melhores Discos Nacionais de 2013

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Um ano de transformações para a música brasileira. Depois da coleção de obras que marcaram 2012 – Metá Metá, Silva, Céu e Tulipa Ruiz entre eles -, 2013 se estabeleceu como uma temporada de renovação para a cena nacional. A avalanche de novos artistas – boa parte deles lançando seus primeiros discos -, serviu como aquecimento para o que deve ser estabelecido de forma precisa em um cenário próprio ao fim da década. Além do evidente catálogo de novidades, artistas veteranos como Emicida, Wado, Cérebro Eletrônico e Momo lançaram projetos de explícita relevância, não apenas para as próprias carreiras, mas para a produção musical de forma geral. Dentro desse conjunto de tendências, passagens pelo Hip-Hop, Eletrônica, Psicodelia, Pop e um cruzamento cada vez maior de gêneros trouxeram um resultado plural ao que define nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2013.

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Os 50 Melhores Discos Internacionais de 2013

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Os 50 Melhores Discos Internacionais de 2013

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Obras que estarão entre os melhores da década, o retorno de veteranos ao cenário musical (David Bowie, My Bloody Valentine, Daft Punk) e um catálogo de jovens artistas que vão ocupar um espaço cada vez maior pelos próximos anos. Musicalmente, poucos anos foram tão concorridos quanto 2013. Da expansão (e plena aceitação) do Hip-Hop pelo público “alternativo”, ao bem explorado catálogo de artistas do mundo pop (Charli XCX, Icona Pop, Haim e Sky Ferreira), se o ano pudesse ser definido em uma só palavra, com certeza ela seria diversidade. A relação entre o experimental e o comercial nunca foi trabalhada de forma tão íntima, o que fez com que nomes antes distantes, como The Knife e Justin Timberlake, ou Oneohtrix Point Never e CHVRCHES pudessem ser observados de forma aproximada. Mesmo o revival 90’s, antes restrito aos clássicos do Shoegaze/Rock Alternativo, agora abraça o R&B e a Eletrônica, transportando para outros gêneros uma série de referências cada vez menos particulares. Dentro desse cenário diverso, selecionamos Os 50 Melhores Discos de 2013, trabalhos que passeiam por diferentes aspectos da cena estrangeira e fazem um curioso recorte do que foi a produção musical formatada ao longo do ano.

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Ariel Pink & Sky Ferreira: “My Molly”

Sky ferreira

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Depois de trabalhar ao lado de Ariel Rechtshaid na construção do ótimo Night Time, My Time (2013) – 43º lugar na nossa lista dos Melhores Discos de 2013 -, Sky Ferreira resolveu se aproximar de outro Ariel. Em My Molly, colaboração com Ariel Pink, todas as preferências expostas por Ferreira no bem recebido debut voltam a se repetir de forma assertiva. As guitarras inclinadas aos anos 1980 e as melodias de vozes plásticas equilibram as doses controladas de ruídos, amenizando a atmosfera caseira sempre proposta pelo colaborador. O trabalho, que mais parece parte de uma campanha publicitária para alguma grife, conta com direção de Grant Singer, que deixa a dupla bastante livre em um espaço branco, entregue à captura das imagens. Curtinha, a faixa não garante uma nova parceria entre o casal, que bem poderia voltar com uma nova música em breve.

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Ariel Pink & Sky Ferreira – My Molly

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