Passo Torto & Ná Ozzetti
Nacional/Experimental/Rock
http://www.passotorto.com.br/

A banda paulistana Passo Torto parece maior a cada novo álbum de estúdio. Guitarras, linhas de baixo, vozes e versos cada vez mais sujos, imponentes e invasivos. No caso de Thiago França (2015, YB), terceiro registro de inéditas do coletivo, um projeto que cresce não apenas em sensações, novos conceitos e cruzamentos de ritmos, mas também em relação ao número de integrantes. Além do time formado por Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, Romulo Fróes e Marcelo Cabral, a interferência direta da voz (e sentimentos) da “convidada” Ná Ozzetti.

Dona da voz que invade e sustenta grande parte do trabalho, Ozzetti está longe de parecer uma estranha quando próxima dos demais integrantes da banda. De fato, boa parte dos conceitos e temas explorados no presente disco sobrevivem como uma espécie de sequência em relação ao material apresentado no álbum Embalar (2014), último trabalho solo da cantora e registro que conta com a presença de Kiko Dinucci – além da parceira Juçara Marçal – em determinadas composições.

A relação da cantora com o extinto Grupo Rumo – projeto em que atuou como vocalista desde o meio da década de 1970 -, também é outro importante fator para o novo trabalho ao lado da Passo Torto. Quem acompanha o projeto da Passo Torto desde a estreia em 2011 sabe do confesso interesse de Fróes, Dinucci e demais integrantes pelo acervo de obras que definiram a Vanguarda Paulista no começo dos anos 1980. Com a chegada de Ozzetti, o nascimento de um trabalho que não apenas presta homenagem ao período, como estreita ainda mais a relação da Passo Torto com o movimento.

Ambientado no mesmo universo urbano que apresentou o grupo há quatro anos, Thiago França – o nome do disco é uma brincadeira com o saxofonista de mesmo nome, parceiro do grupo e integrante de projetos como Metá Metá e Sambanzo – é a obra em que o coletivo paulistano mais expande o próprio domínio lírico e musical. Um exercício criativo de “experimentar o experimental” sem necessariamente desconstruir a base criada nos últimos registros de estúdio.

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A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em analisar todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático. No cardápio de hoje: Hot Chip.

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. Pop, Hip-Hop, punk, rock psicodélico, R&B, pós-rock e MPB. Poucas vezes campos tão distintos da música nacional disputaram o mesmo espaço com tamanha naturalidade quanto em 2014. Para cada região do país, dois ou três registros de peso, obras que romperam com o cercado habitual do “independente” para esbarrar ou mesmo flertar com o grande público. Da boa safra paranaense (Charme Chulo, ruído/mm), passando pelo estado de Goiás (Carne Doce, Luziluzia), Brasília (ˆL_) e Pernambuco (Russo Passapusso, Kalouv), até alcançar o eixo Rio-São Paulo,…Continue Reading “Os 50 Melhores Discos Nacionais de 2014”

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Quais são os melhores discos de 2014? Ora, pergunte aos leitores do Miojo Indie. Depois de apresentar a nossa lista com os 50 melhores lançamentos nacionais e internacionais do ano, está na hora de conhecer os trabalhos eleitos por aqueles acompanham o site e participaram da nossa votação.

Como na edição anterior, cada votante indicou cinco discos brasileiros e cinco estrangeiros, organizando os trabalhos em uma ordem de preferência do 1º lugar para o 5º lugar. Cada posição conta com uma pontuação diferente, começando em 5 Pontos para o 1º colocado, 4 para o 2º, 3 para o 3º, 2 para o 4º e 1 ponto para o 5º colocado. Veja o resultado:

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. A boa recepção do público e crítica em relação ao primeiro disco solo – No Mythologies to Follow (2014) -, músicas em parceria com Elliphant e Iggy Azalea, agenda lotada e apresentações nos quatro cantos do planeta. Sem dúvidas, o ano de 2014 foi extremamente positivo para a cantora dinamarquesa MØ. E qual a melhor forma de celebrar todas as realizações conquistadas e ainda preparar o terreno para 2015 se não apresentando uma nova composição? Intitulada New Year’s Eve, a inédita criação pode até se afastar dos últimos inventos…Continue Reading “MØ: “New Year’s Eve””

. Quarto registro em estúdio do coletivo Broken Social Scene, Forgiveness Rock Record (2010) continua rendendo bons frutos para o grupo canadense. Além das composições que acabaram de fora do álbum e, posteriormente, se transformaram na compilação Lo-Fi for the Dividing Nights – lançada no mesmo ano -, parece que os músicos de Toronto ainda reserva uma série de faixas inéditas, todas registradas durante a produção do bem sucedido disco. Entre as canções “perdidas”, a recém-lançada Golden Facelift. Parte da coletânea Broadsheet Music: A Year In Review – trabalho que ainda conta com faixas de Fucked…Continue Reading “Broken Social Scene: “Golden Facelift””