Tag Archives: Alternative Rock

Sunny Day Real Estate: “Lipton Witch”

Sunny Day Real Estate

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Lá se vão 14 anos desde que The Rising Tide (2000), último registro em estúdio do Sunny Day Real Estate foi apresentado. Mais antigo do que isso? Que tal Diary (1994), álbum de estreia do grupo norte-americano e registro que 20 anos de lançamento no próximo dia 10 de maio. Responsável por boa parte do encaminhamento melódico/melancólico dado ao rock alternativo na segunda metade dos anos 1990, a banda de Seattle está de volta não apenas com a turnê de celebração do elogiado debut, mas com algumas novidades aos velhos seguidores.

Parte dos lançamentos exclusivos para o Record Store Day de 2014, Lipton Witch é a primeira composição inédita da banda em mais de 14 anos de hiato em estúdio. Intensa, a canção cresce como tudo aquilo que o grupo vem promovendo há mais de duas décadas, equilibrando vocais e guitarras em um mesmo cenário. O grupo integra nosso especial de 10 discos para gostar de EMO.

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Sunny Day Real Estate – Lipton Witch

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The Men: “Different Days”

The Men

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É quase assustador pensar que uma banda como a nova-iorquina The Men mudou tanto de direção ao longo dos anos. Do início de carreira totalmente hermético e ruidoso, ao apego cada vez maior com o rock clássico, cada trabalho lançado pelo (hoje) quinteto do Brooklyn parece reforçar uma característica específica do rock – seja ele Punk, Noise, Garage ou Psicodélico.

Dando sequência à série de composições que esculpem o quinto trabalho em estúdio do grupo, Tomorrow’s Hit, Different Days, mais novo single da banda, reforça a capacidade de cada integrante em brincar com o pop, sem necessariamente perder a própria sobriedade. Com ares de música perdida dos anos 1970, a canção abre em meio a uma linha de baixo volumosa, guitarras complementares e uma batida que apenas amplia o toque frenético da música. Possivelmente o registro mais “pop” já lançado pelo selo Sacred Bones, o álbum segue como um dos mais interessantes (e intensos) do ano.

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The Men – Different Days

 

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Herzog: “Mad Men”

Herzog

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Com discos intensos de bandas como Cloud Nothings, St. Vincent e Perfect Pussy, o ano de 2014 chega carregado por grandes lançamentos com foco no Rock. Mais novo artista a fazer parte deste cardápio é a banda norte-americana Herzog. Original de Cleveland, Ohio, a banda é a mais nova interessada a revisitar o rock da década de 1990, sonoridade nostálgica, mas que em nenhum momento distancia o grupo de uma imposição original e musicalmente próxima do público médio.

Em Mad Men, faixa que abre passagem para o debut Boys, guitarras que mais parecem sintetizadores dão conta de abastecer o propósito do grupo. São pouco mais de três minutos de duração que replicam todo o descompromisso de grupos como California X, Milk Music e até certa “dose” de Japandroids. Garage Rock, Punk, Rock Alternativo e um flerte com o Pop, tudo isso em um piscar de olhos.

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Herzog – Mad Men

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Mikal Cronin: “Soul In Motion”

Mikal Cronin

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Com o lançamento de MCII, no último ano, Mikal Cronin apresentou um registro que se difere da onda de obras psicodélicas da cena californiana. Emoldurado pelo uso de boas melodias, guitarras apoiadas na década de 1990 e uma visível herança do Power Pop clássico, o cantor transformou a obra em um catálogo de hits adoráveis. Em um sentido de continuidade ao último disco – 17º lugar na lista dos Melhores Discos de 2013 -, Cronin lança a inédita Soul In Motion.

Levemente afastada dos efeitos lançados no álbum passado, a canção abre passagem para o novo single do compositor, LAMC. Previsto para estrear oficialmente no dia 1º de abril, o vinil 7” já pode ser apreciado na íntegra no player abaixo. Com bateria eletrônica e uma composição Lo-Fi maior, típica do primeiro disco de Cronin, a canção repete as velhas experiências e ainda opta por um novo conjunto de novidades, base para o que pode vir a guiar um futuro lançamento do músico.

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Mikal Cronin – Soul In Motion

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Fucked Up: “Year Of The Dragon”

Fucked Up

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No dia três de junho chega ao público o aguardado Glass Boys (2014), quarto trabalho em estúdio da banda canadense Fucked Up e o sucessor da (por enquanto) obra-prima David Comes to Life (2011). Entretanto, antes de mergulhar de vez no universo próprio do novo trabalho – apresentado na semana passada com o single Paper The House -, chega a hora da banda da banda comandada por Damian Abraham apresentar mais um inédito invento da série de singles Zodiac Series: Year Of The Dragon.

Em produção desde o começo de 2006, quando a banda apresentou Year of the Dog, o projeto alcança o 8º exemplar esbanjando provocação e natural exagero. São mais de 18 minutos de duração, experiência que condensa as tradicionais guitarras intensas do grupo e os vocais berrados do vocalista com rugidos de dragões. Caos e melodias aproximados em um só ambiente instrumental. Enquanto o novo álbum chega pelo selo Matador, o single será lançado oficialmente no dia 22 de abril pelo selo Tankcrimes.

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Fucked Up – Year Of The Dragon

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Cozinhando Discografias: Nine Inch Nails

Por: Cleber Facchi

Nine Inch Nails

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Vale ressaltar que além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado da lista muito mais democrático e pontual.

Caos e ordem se misturam nas melodias sujas do Nine Inch Nails. Montada no fim dos anos 1980 por Trent Reznor, a banda de Cleveland, Ohio trouxe nas confissões amargas do músico o princípio de abastecimento para uma das discografias mais perturbadoras da cena recente. Seja ao distorcer os clichês dos anos 80 (Pretty Hate Machine, 1989), se afundar em melancolia (The Downward Spiral, 1994) ou caminhar por um cenário pós-apocalíptico (Year Zero, 2007), cada álbum do NIN encontra no teor obscuro dos versos um princípio natural de crescimento. Depois de um longo hiato e próxima de se apresentar no país – no Lollapalooza Brasil -, a banda teve cada um dos trabalhos em estúdio organizados do “pior” para o “melhor” lançamento em mais um Cozinhando Discografias. Continue reading

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Lushes: “Dead Girls”

Lushes

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Enquanto Harsh veio marcada pela singeleza dos atos, condensando vozes e arranjos em um espaço de recolhimento, Dead Girls reforça a mesma estrutura sem esquecer dos ruídos.  Banda nova-iorquina comandada por James Ardery (Voz/Guitarra) e Joel Myers (Bateria), o duo prepara para o começo de março o primeiro registro da carreira, What Am I Doing, trabalho que chega pelo selo Felte e mais parece uma visão particular da música promovida ao longo dos anos 1990.

Marcada pela coleção de texturas, a faixa vai do rock alternativo de grupo como The Smashing Pumpkins, até o pós-rock de bandas como Slint. Uma sobreposição lenta, mas sempre densa na forma como as vozes, guitarras e demais elementos percussivos transitam pela nova faixa. Sobra até para uma carga extra de Metal abastecer o eixo final da obra, que esbarra nos primórdios do gênero, ainda na década de 1970.

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Lushes – Dead Girls

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The Wytches: “Gravedweller”

The Wytches

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Se estivéssemos em 2004, o trio britânico The Wytches provavelmente seria um desses nomes que você ouviria muita gente comentando. Com uma sonoridade que lembra de forma inevitável o trabalho solo de Jack White, ao mesmo tempo que diversas bandas falecidas na década passada voltam à tona, o grupo inglês não vai além da velha fórmula crua e despretensiosa que fez nascer grupos como Arctic Monkeys e principalmente a já extinta The Libertines.

Com Gravedweller, mais recente single do grupo, todas essas referências hoje nostálgicas voltam a se manifestar de forma assertiva. Além da tradicional imposição suja dos arranjos, típica do Garage Rock, ecos de Surf Music e flertes com o Pós-Punk recheiam os quase três minutos da faixa, que ainda lembra The Horrors e uma infinidade de outros grupos sustentados pelos ruídos. Direta e simplesmente viciante.

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The Wytches – Gravedweller

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Owls: “I’m Surprised…”

Owls

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Formada em 2001 por membros da extinta banda de rock alternativo Cap’n Jazz, mas desfeito logo no ano seguinte, a norte-americana Owls é uma das boas representantes da música Emo antes da banalização do gênero, na segunda metade dos anos 2000. Assim como nasceu e foi desfeita há mais de uma década, a banda retorna em 2014 para apresentar ao público o segundo registro da carreira: Two. Com 10 novas composições, o registro previsto para o dia 25 de Março parece seguir exatamente de onde a banda parou, acelerando guitarras, fragmentando vocais e bricando com a essência natural da década de 1990. Primeira canção do novo álbum a ser entregue ao grande público, I’m Surprised… evoca todas as experiências lançadas pelo Cap’n Jazz há duas décadas, substituindo as doses controladas de experimento por um contorno mais acessível, naturalmente melódico.

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Owls – I’m Surprised…

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