Tag Archives: Alternative Rock

Best Coast: “Feeling OK”

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Cinco anos se passaram desde a estreia do Best Coast com Crazy for You (2010). De lá pra cá, a busca por uma sonoridade menos “caseira” transportou Bethany Cosentino e Bobb Bruno para um novo universo de referências e pequenas variações melódicas, marca do segundo álbum de estúdio do casal, The Only Place (2012), mas que encontra um novo resultado com a aproximação do inédito California Nights (2015), terceiro álbum de inéditas da dupla.

Longe do garage rock e clima litorâneo que orienta os dois primeiros registros do Best Coast, o ainda inédito trabalho aos poucos aponta para uma nova direção. São guitarras detalhistas, arranjos de voz cada vez mais limpos e as confissões de Cosentino tratadas de forma muito mais “comercial”, como se fosse moldada para atender o grande público. Não que isso pareça um erro, pelo contrário, soa como um mínimo ponto de transformação dentro da carreira do duo, proposta iniciada com o último EP Fade Away (2013), mas que se reforça agora em uma linguagem típica dos anos 1990, como uma faixa esquecida de Liz Phair ou outra grande representante da porção feminina do rock alternativo da época.

Com distribuição pelo selo Harvest, California Nights estreia no dia 04/05.

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Best Coast – Feeling Ok

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4 erros e 3 acertos do Lollapalooza Brasil 2015

Problemas no som, distância enorme entre os palcos e preços abusivos. Estes foram alguns dos problemas enfrentados pelo público do Lollapalooza Brasil 2015.

Durante os dois dias do festival, realizado entre 28 e 29 de março no Autódromo de Interlagos, a sucessão de problemas técnicos pareceu maior que os próprios acertos, tornando a quarta edição do evento no País a menos assertiva.

Mas será que foi tudo tão ruim? Em uma análise do som, atendimento ao público, estrutura e, claro, diferentes shows, listamos alguns dos erros e acertos que marcaram a edição 2015 do festival.

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ERRO: preços altíssimos.

Já pensou pagar R$ 10 em um copo de cerveja Skol ou um pastel de carne (frio)? Que tal R$ 25 em um hambúrguer? E R$ 5 em um copo d’água de 300ml? Estes foram alguns dos preços exorbitantes do Lollapalooza Brasil 2015.

O resultado? Vendas baixas. Durante os dois dias em que estive no festival, diversos vendedores relataram o baixíssimo número de vendas de comidas e bebidas. No domingo (29), último dia do evento, era possível renegociar preços, comprando cervejas, pasteis e espetinhos a um valor mais “em conta”.

O baixo interesse do público deixou a circulação pela tenda do Chef Stage tranquila durante o festival. Para atrair o público, diversas tabelas de preços foram remarcadas no domingo. “Tomei uma cerveja, mas vou dividir o preço da outra por dois copos d’água. Está muito caro comer e beber aqui”, disse o estudante de administração Rafael Borges, 20 anos.

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ACERTO: Estrutura.

Decidiu esperar entre uma atração e outra para passear pelo Autódromo de Interlagos? No Lollapalooza 2015 não faltaram (boas) atrações – grande parte delas patrocinadas. Montanha-russa, área para compras, performances do espetáculo Fuerza Bruta, vários pontos de alimentação, atendimento médico, atrações musicais e diferentes atividades mantiveram o público ocupado.

Em busca de um espaço para descansar, longe do sol? Alguns passos entre o palco Skol e Ônix e o público teria acesso a diversos pontos de sombra que serviram de abrigo contra o calor do primeiro dia e chuva forte do segundo. Gosta de selfie? Que tal espaços projetados especialmente para tirar uma foto com o palco e público atrás de você?

Mesmo a (longa) fila para entrar no Autódromo se transformou em uma experiência agradável, com apresentações de diferentes artistas locais. A área em torno do palco Axe ainda poderia ter sido melhor aproveitada, mas já é um bom começo para o festival. Agora, que tal uma estrutura de transporte interno para a edição 2016, algo que facilite o acesso entre os palcos mais distantes?

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loll

ERRO: “Posso ajudar?”

Onde retiro meu ingresso?“, “Moço, você sabe onde é a entrada?“, “Onde fica o ‘palco de eletrônica?‘”, “Eu queria comprar o ingresso, você sabe onde fica a bilheteria?“.

Estas foram algumas das perguntas que ajudei a responder nos dois dias de Lollapalooza. O motivo? Não foram poucas as vezes em que me deparei com a equipe “treinada” com o colete do “Posso Ajudar?” se mostrando incapaz de atender ao público. Seja na entrada do Autódromo, como dentro do festival, perguntas simples sobre localização dos palcos, postos de saúde ou bilheterias não eram respondidas de forma satisfatória.

A distribuição de mapas do festival foi outro problema. “Onde você conseguiu o mapa?” foi uma das perguntas que mais precisei responder. Nos dois dias de Lollapalooza encontrei apenas dois pontos de distruibuição, um na placa em frente ao palco Skol, outro entre o Palco Axe e o Chef Stage.

Por falar em Chef Stage: não seria mais fácil listar os ingredientes na placa/cardápio e não apenas o nome do prato?

Para a edição de 2016, profissionais (realmente) treinados em estações específicas do Metrô/CPTM – como a de Pinheiros – facilitariam e muito a circulação dos usuários.

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ERRO: Headliners e nomes “comerciais”.

Quando se está fora da organização de um festival, é fácil apontar e dizer: “faltou banda ‘X’” ou “poderiam ter convidado artista ‘Y’“. Entretanto, não há como negar a falta de novidade e nomes de fato atrativos para esta edição do Lollapalooza.

Onde estão gigantes como Foo Fighters, Pearl Jam, Arcade Fire e The Killers – artistas que movimentaram as últimas edições do festival?

Em turnê, nomes como Sia, Lana del Rey e Charli XCX poderiam facilmente suprir a lacuna “pop” e atrair o mesmo público jovem de Lorde na edição 2014. Jack White como atração principal? Parece pouco, bem pouco.

“A edição foi um sucesso”, dizem os organizadores. Sério mesmo? Não houve “empurra-empurra”, shows lotados e dificuldade para acessar os palcos por um motivo simples: não havia público. Salvo pequenas instalações, lojas e atividades paralelas, a área do Autódromo de Interlagos ainda era a mesma do ano anterior, a mesma disposição. A diferença? Estava tranquilo, esvaziamento dos caixas, filas curtas, mesmo em atrações e shows ditos como “disputados”.

Onde você gostaria de “investir” seu dinheiro, nas edições de 2012, 2013 e 2014 ou na de 2015?

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billy

ACERTO: Figurinha repetida não completa álbum.

Quem deixou passar a edição 2015 do Lollapalooza Brasil pelo simples fato de “eu já vi a maioria destas bandas ao vivo”, cometeu um erro grave.

Mesmo sem surpresas – artistas como Foster The People e Major Lazer já se apresentaram em outras edições do festival -, a sequência de shows “repetidos”, logo se transformou em um espaço de redenção e consagração para artistas de diferentes gêneros e cenas musicais.

De nomes de peso da EDM, como Skrillex e Calvin Harris, a gigantes do (novo) rock alternativo, caso de Interpol, a reprise em solo brasileiro para estes artistas pareceu muito mais significativa do que em performances ainda recentes.

É o caso de Billy Corgan e seu The Smashing Pumpkins. Depois de uma apresentação penosa no (extinto) Planeta Terra Festival, em 2010, o músico deixou de lado os extensos solos de guitarra e show anti-climático para investir em um espetáculo dinâmico, dosando entre composições antigas e recentes.

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ACERTO: Shows Nacionais.

Nada de “tapa-buraco” ou “aquecimento”, quem chegou no começo da tarde para o Lollapalooza 2015 foi surpreendido pela excelente performance de artistas brasileiros.

No sábado, a apresentação do trio Banda do Mar fez muita gente vir mais cedo ao evento. “Combinei com meus amigos de chegar mais cedo só para ver a banda tocar”, disse a jovem Michelle de Queiroz, acompanhada de um grupo de amigas para assistir ao show comandado pelo casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães.

A goiana Boogarins foi outra que chamou a atenção do público, conquistando até elogios da cantora estadunidense Annie Erin Clark, do St. Vincent.

Mesmo o veterano Marcelo D2, convidado de última hora para ocupar a lacuna dos estrangeiros SBTRKT e Kodaline, não decepcionou. A mesma sucessão de acertos foi repetida no domingo, efeito da performance coesa de artistas novatos, como O Terno e Far From Alaska, ou mesmo da experiente Pitty, de volta ao festival, dessa vez, longo do som acústico do Agridoce.

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ERRO: Som.

Não importa o preço água, distância a ser percorrida entre os palcos ou qualquer outro perrengue típico de um festival se o som e cuidado técnico das apresentações compensar. Não foi o que aconteceu nos dois dias do Lollapalooza.

No primeiro dia, Marcelo Camelo demonstrou irritação com incontáveis falhas durante o disputado show da Banda do Mar. No Palco Axe, a cantora norte-americana St. Vincent ficou com a voz baixíssima até a segunda metade do show; isso sem contar com a falha logo na primeira música, Bring Me Your Loves, com o som “audível” apenas nas caixas do lado direito do palco.

Nem o headliner Jack White foi poupado. Além da voz baixa, quem estava na parte de trás do palco Skol sofreu com o atraso na saída do som. Diversas músicas foram apresentadas com eco.

No domingo, os mesmos erros. Mesmo inspirado, a voz do cantor Paul Banks estava baixíssima durante as primeiras músicas tocadas pelo Interpol. O chiado foi outro problema da apresentação, erro seguido até o show do Foster The People , no começo da noite.

Apenas performances eletrônicas não sofreram com o problema, vide o cuidado nas apresentações de produtores como Skrillex e Calvin Harris.

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Texto originalmente publicado no Brasil Post.

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Disco: “I Love You, Honeybear”, Father John Misty

Father John Misty
Indie/Folk/Alternative
http://www.fatherjohnmisty.com/

Não existe espaço para o amor no mundo da música. Exagero? Faça o teste: quantos discos clássicos ou álbuns recentes, de nítida exaltação ao amor, você consegue listar? Projetos radiantes, marcados pelo mesmo sentimento de plenitude que domina um indivíduo apaixonado. Pronto. Agora, pense apenas em discos marcados pela dor. Álbuns inspirados pela separação, mágoas e relacionamentos fracassados. Não vá muito longe: apenas discos lançados nos últimos meses, há poucas semanas ou do acervo “proibido” que você visitou há poucas horas. Notou alguma diferença entre as listas?

Contrário ao ensinamento de filmes e séries românticas, em se tratando da música, a dor convence, marca e até “canta” mais alto do que o amor. O que explica essa (sádica) preferência? Um elemento bastante simples: a honestidade. De Adele a Bob Dylan, Sharon Van Etten a Lionel Richie, não existem segredos e relatos intimistas que permaneçam ocultos ao final de um relacionamento. Traições, brigas ou antigos sussurros românticos: tudo acaba exposto.

Joshua Tillman parece entender bem isso. Ao assumir o papel de Father John Misty – “personagem” e projeto autoral criado logo após o rompimento com o Fleet Foxes, onde atuou até o lançamento de Helplessness Blues (2011) -, o músico não poupa na exposição da própria intimidade. Mesmo fazendo uso de um pseudônimo, protegido em manto de sarcasmo, canções sobre sobre sexo, uso de drogas ou relatos de sedução barata refletem apenas a imagem do cantor. Temas retratados com humor e honestidade, componentes também fundamentais para a interpretação de Tillman sobre o amor e a vida conjugal em I Love You, Honeybear (2015, Sub Pop).

Em uma explícita curva conceitual, dentro até da própria carreira, Tillman assina um trabalho muito maior do que a previsível seleção de ” contos” imaginada desde último álbum do músico, o debut Fear Fun (2012). Mesmo sob o título de Father John Misty, cada verso deriva de fragmentos pinçados do cotidiano do cantor. Uma obra ainda irônica e carregada humor – vide o relato em I Went to the Store One Day ou o anti-hino de Bored in the USA -, mas ao mesmo tempo sensível, centrada no convívio, amor e conflitos ao lado da esposa do cantor, a diretora Emma Elizabeth Tillman. Continue reading

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Modest Mouse: “The Ground Walks, with Time in a Box”

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A expectativa em relação a Strangers To Ourselves (2015), novo trabalho do Modest Mouse, cresce e diminui a cada single inédito apresentado pelo grupo norte-americano. Em um exercício proposital – ou não -, Isaac Brock e colegas de banda se concentram na projeção de faixas tão melódicas e “cantaroláveis”, por vezes íntimas dos dois últimos álbuns de estúdio, como em peças arrastadas e musicalmente densas, evidência reforçada nos versos e temas “políticos” da extensa The Best Room.

Mudança brusca em relação ao último single da banda – talvez, correndo atrás do prejuízo -, com a chegada de The Ground Walks, With Time In A Box o coletivo de Issaquah, Washington entrega ao público seu exemplar menos complexo mais até “pop” do novo disco. Soando como uma possível “sobra” de We Were Dead Before the Ship Even Sank (2007), a composição de seis minutos equilibra boas guitarras e versos cantados/narrados por Brock, marca desde os projetos iniciais em estúdio.

Agendado para o dia 17 de março e distribuição pelo selo Epic, Strangers to Ourselves é primeiro trabalho de inéditas do grupo depois de um hiato de oito anos.

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Modest Mouse – The Ground Walks, with Time in a Box

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Speedy Ortiz: “Raising The Skate”

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Os anos 1990 voltaram? Não, é apenas mais um disco do Speedy Ortiz. Dois anos depois de estrear (oficialmente) com Major Arcana (2013) – em 2011 o grupo já havia lançado de forma independente o debut The Death of Speedy Ortiz -, a banda de Northampton, Massachusetts continua a investir no mesmo som pesado, sujo e melódico do começo de carreira, posicionamento reforçado no interior de Rising The Skate, a primeira faixa inédita do esperado Foil Deer (2015).

Da mesma forma que no álbum apresentado há dois anos, atos curtos, instantes de silêncio e pequenas explosões rítmicas sustentam o trabalho da banda. Enquanto a voz firme de Sadie Dupuis assume a direção da música, referências ao trabalho de Pixies, The Breeders e Pavement ecoam em cada canto da obra, uma extensão do som reforçado há poucos meses em Real Hair (2014). Também lançado pelo selo Carpark Records, Foil Deer estreia no dia 21 de abril.

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Speedy Ortiz – Raising The Skate

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Disco: “No Cities to Love”, Sleater-Kinney

Sleater-Kinney
Indie Rock/Rock/Alternative
http://www.sleater-kinney.com/

Havia uma sensação de “dever cumprido” quando o hiato do Sleater-Kinney foi anunciado em junho de 2006. Além do fortalecimento no discurso/poesia em relação aos primeiros trabalhos em estúdio, um ano antes, com a entrega de The Woods (2005), o grupo parecia ter alcançado mais do que um “refinamento estético” na próprio som. Depois de uma década de experiência e continua renovação, o trio conseguiu delimitar um influente cercado autoral; uma espécie ambiente seguro, compartilhado e base para crescimento de projetos também inspirados pela mesma temática progressista do grupo.

Em No Cities to Love (2015, Sub Pop), oitavo álbum em estúdio da banda, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss regressam ao mesmo território criativo de 2006, entretanto, uma leve alteração no lirismo da obra indica a explícita ruptura no discurso do grupo. De forma lenta, porém expressiva, o trabalho parece sufocar em uma atmosfera de forte incredulidade, frieza e pessimismo, conceito inicialmente ressaltado de forma simbólica nas flores murchas que estampam a capa do disco.

Produtor do álbum e parceiro de longa data do trio, John Goodmanson encontra na captação limpa dos instrumentos uma ponte para a temática cinza que define os versos. Com exceção do som flexível, quase pop, da faixa-título, não seria um erro encarar NCTL como o trabalho mais acelerado, cru e “punk” do grupo desde a transformação melódica em All Hands on the Bad One (2000). Dez faixas, pouco mais de 30 minutos de duração, tempo suficiente para flertar com veteranos do cena punk nova-iorquina e ainda resgatar peças autorais, vide o som “caseiro” de Fade, quase um retalho de Dig Me Out (1997).

Como a banda enfatiza na inaugural de Price Tag – “Eu fui atraída pelo diabo / Atraído pelo preço” -, em se tratando dos temas explorados pela obra, pouco foi alterado desde o início do recesso há nove anos. Tal qual o registro homônimo que revelou o grupo em 1995, No Cities to Love explode em meio a temas políticos, feminismo, críticas ao consumismo excessivo e até histórias românticas/confessionais – caso da amarga Hey Darling. A diferença em relação ao antigo acervo do grupo está no sentimento de conformismo e desgaste que invades as canções, marca explícita na referencial No Anthems. Continue reading

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Mikal Cronin: “Made My Mind Up”

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Em busca de boas melodias e guitarras levemente distorcidas? Então talvez seja hora de visitar o universo nostálgico de Mikal Cronin. Dois anos depois de transformar MCII (2013) em um clássico recente do Power Pop, o músico norte-americano está de volta, reservando para o dia três de maio a chegada do terceiro álbum da carreira: MCIII (2015). Como aperitivo para o material produzido e gravado pelo próprio Cronin, a Marge Records, distribuidora do álbum, apresentou o primeiro single do trabalho: Made My Mind Up.

Ainda acomodado em elementos do rock clássico lançado na década de 1970, ao mesmo tempo em que interpreta elementos típicos do rock alternativo dos anos 1980 e 1990, Cronin garante pouco mais de três minutos de vocais acessíveis e guitarras que chegam rapidamente aos ouvidos. Um misto de descompromisso e natural liberdade que apenas fortalece toda a carga de elementos reforçados pelo músico no último álbum. Acima, a capa do disco, trabalho que conta com 11 faixas inéditas.

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Mikal Cronin – Made My Mind Up

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Mew: “Satellites”

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Desde a estreia com A Triumph for Man, em 1997, a banda dinamarquesa Mew sempre soube como equilibrar arranjos marcados pelo experimento e versos íntimos do pop. Hoje, com duas décadas de experiência e cinco trabalhos de peso na bagagem, o quarteto de Hellerup não apenas mantém a boa forma, como mantém uma dose de surpresa a cada novo lançamento, marca explícita na recém-lançada Satellites.

Na trilha de outros “hits” da banda, caso de Special e Am I Wry? No, a composição parece crescer sem dificuldades, dosando arranjos distorcidos e boas melodias dentro de uma estrutura própria do grupo. Faixa de abertura de + - (lê-se “plus minus”), sexto álbum de estúdio do Mew, a canção também marca o fim do hiato de quase seis anos canções inéditas da banda – o último trabalho do grupo foi a coletânea Eggs Are Funny (2010). Com dez composições, o novo álbum está previsto para o dia 27 de abril.

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Mew – Satellites

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California X: “Red Planet”

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Poucos artistas replicam com tamanho acerto (e certa dose de originalidade) o mesmo rock sujo lançado ao final dos anos 1980 quanto a banda California X. Responsável por um dos trabalhos mais intensos e divertidos de 2013, o grupo de Amherst, Massachusetts reserva para o começo do próximo ano a chegada de mais um novo álbum de estúdio: Nights In The Dark (2015). Ainda habitantes do mesmo cenário desenvolvido para o registro de estreia, o quarteto sustenta na recém-lançada Red Planet um aperitivo saboroso do material que chega completo no próximo mês.

Acelerada, a faixa de três minutos logo invade o território de Bob Mould, mergulha em arranjos típicos do Dinosaur Jr e ainda flerta com uma série de artistas veteranos sem necessariamente escapar do ambiente bêbado projetado pela banda. Riffs sujos, ruídos e vozes berradas: uma boa síntese do trabalho apresentado há poucos meses. Com lançamento previsto para o dia 13 de janeiro, Nights In The Dark conta com distribuição pelo selo Don Giovanni.

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California X – Red Planet

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Sleater-Kinney: “Surface Envy”

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As garotas do Sleater-Kinney andam inspiradas. Desde o regresso com Bury Our Friends, há poucas semanas, o caminho que vem sendo preparado para o inédito No Cities To Love (2015) revela uma banda tão intensa quanto aquela que resolveu entrar em hiato em meados de 2006. Dando sequência ao novo material, trabalho que conta com a produção do velho parceiro John Goodmanson, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss pesam e aceleram ainda mais os instrumentos para impressionar com Surface Envy.

São apenas três minutos e 12 segundos, tempo mais do que o suficiente para guitarras tortas, batidas insanas e doses colossais de distorção cresçam ao fundo da composição. Em determinados momentos, arranjos tão complexos quanto aqueles ressaltados em The Woods (2005), em outros, a mesma jovialidade exaltada nos primeiros anos em estúdio do trio. Com 10 canções inéditas e lançamento pelo selo Sub Pop, No Cities To Love estreia oficialmente no dia 20 de janeiro.

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Sleater-Kinney – Surface Envy

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