Tag Archives: Alternative Rock

California X: “Red Planet”

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Poucos artistas replicam com tamanho acerto (e certa dose de originalidade) o mesmo rock sujo lançado ao final dos anos 1980 quanto a banda California X. Responsável por um dos trabalhos mais intensos e divertidos de 2013, o grupo de Amherst, Massachusetts reserva para o começo do próximo ano a chegada de mais um novo álbum de estúdio: Nights In The Dark (2015). Ainda habitantes do mesmo cenário desenvolvido para o registro de estreia, o quarteto sustenta na recém-lançada Red Planet um aperitivo saboroso do material que chega completo no próximo mês.

Acelerada, a faixa de três minutos logo invade o território de Bob Mould, mergulha em arranjos típicos do Dinosaur Jr e ainda flerta com uma série de artistas veteranos sem necessariamente escapar do ambiente bêbado projetado pela banda. Riffs sujos, ruídos e vozes berradas: uma boa síntese do trabalho apresentado há poucos meses. Com lançamento previsto para o dia 13 de janeiro, Nights In The Dark conta com distribuição pelo selo Don Giovanni.

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California X – Red Planet

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Sleater-Kinney: “Surface Envy”

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As garotas do Sleater-Kinney andam inspiradas. Desde o regresso com Bury Our Friends, há poucas semanas, o caminho que vem sendo preparado para o inédito No Cities To Love (2015) revela uma banda tão intensa quanto aquela que resolveu entrar em hiato em meados de 2006. Dando sequência ao novo material, trabalho que conta com a produção do velho parceiro John Goodmanson, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss pesam e aceleram ainda mais os instrumentos para impressionar com Surface Envy.

São apenas três minutos e 12 segundos, tempo mais do que o suficiente para guitarras tortas, batidas insanas e doses colossais de distorção cresçam ao fundo da composição. Em determinados momentos, arranjos tão complexos quanto aqueles ressaltados em The Woods (2005), em outros, a mesma jovialidade exaltada nos primeiros anos em estúdio do trio. Com 10 canções inéditas e lançamento pelo selo Sub Pop, No Cities To Love estreia oficialmente no dia 20 de janeiro.

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Sleater-Kinney – Surface Envy

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Disco: “Quarup”, Lupe de Lupe

Lupe de Lupe
Alternative Rock/Indie Rock/Shoegaze
http://lupedelupe.bandcamp.com/

Por: Cleber Facchi

Quarup (2014, Independente) é uma obra imensa. São 21 canções inéditas e estruturalmente sujas, quase artesanais. Fragmentos divididos em atos curtos de dois ou três minutos – PKA Prefácio, Minha Cidade Em Ruínas -, até blocos extensos de ruídos densos, longas formações distorcidas capazes de ultrapassar os dez minutos de duração – Jurupari, Carnaval. Todavia, não são os 110 minutos do (ambicioso) registro que fazem dele a peça mais grandiosa já projetada pela mineira Lupe de Lupe. Em um cenário torto, “podre” e caótico, talvez o mesmo Reino de Minas Gerais desconstruído em Sal Grosso (2012), o quarteto lentamente expande os limites do próprio universo, desenvolvendo um dos retratos mais honestos da música (e sociedade) brasileira recente.

Longe do romantismo melancólico que corrompe grande parte do rock nacional, cada segundo do álbum (duplo) ultrapassa os limites acolhedores do eu lírico de forma a explorar um cenário arquitetado em torno dos indivíduo – sejam eles personagens reais ou fictícios. Da declaração partidária/ideológico em O Futuro É Feminino (“Meu coração é brasileiro/ Pois o futuro é feminino/ Minha presidente é uma mulher“), ao descritivo ambiente desbravado no interior de Carnaval, Quarup é uma obra que se esquiva da comodidade óbvia do “amor” e “dor”, reforçando no uso de temas sociais um exercício provocativo, temperado pela crueza.

Ainda que esse mesmo conceito seja evidente desde o primeiro trabalho da banda, o curto Recreio, de 2011, parte substancial das composições nascem como fruto de uma transformação recente do quarteto. Desde o lançamento de Distância EP, no último ano, faixas como Os Dias Morrem e Areia Suja parecem reforçar o lado “crítico” da banda, hoje ampliado em canções amargas como Você é Fraco e Eu Já Venci – esta última, uma das melhores e, talvez, mais acessíveis faixas da Lupe de Lupe.

De fato, grande parte do conteúdo entregue no decorrer do presente registro cresce como uma extensão inteligente dos conceitos apresentados no último ano pelo grupo, postura evidente não apenas no discurso “social” imposto em boa parte das canções, mas principalmente no aspecto caótico que guia os sentimentos de cada um dos vocalistas – Renan Benini, Gustavo Scholz e Vitor Brauer, este último, também produtor do disco.

Mesmo nos instantes de maior delicadeza (Gaúcha) e humor (Esse Topper Foi Feito Para Andar), há sempre um tempero extra de desespero, condimento que aos poucos sufoca e perturba a mente do ouvinte – arremessado em todas as direções. Como uma bomba relógio, tensa, Quarup amarra desilusões, cacos aleatórios de um coração partido e fragmentos vindos de diversos relacionamentos fracassados. Um agregado de experiências amargas, base para faixas curtas como Moreninha (RJ) (“Por que tanta mágoa assim nesse mundo que é só seu?“) ou mesmo peças extensas aos moldes de Querubim (“Houve um tempo/ Em que o céu era azul pra mim também“). Continue reading

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Mogwai: “Teenage Exorcists”

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Depois da euforia, silêncio. Em quase duas décadas de andanças pelo Pós-Rock, ao alcançar Rave Tapes (2014, Rock Action) os escoceses do Mogwai buscam por uma evidente zona de conforto. Em uma orientação opositiva ao que Hardcore Will Never Die, But You Will (2011), sétimo registro em estúdio, trouxe de forma exageradamente caótica há três anos, o novo disco usa da leveza como um estágio de agitação estrutural. De volta à estética dos primeiros álbuns, a banda une passado e presente em uma obra de puro recolhimento.

Sustentado pela mesma massa de experimentos testada desde o registro de estreia, Young Team(1997), o novo álbum encontra na interferência de equipamentos analógicos – principalmente sintetizadores – um mecanismo de transformação para a proposta do grupo. Seguindo as pistas apontadas por Remurdered, lançada há alguns meses, o presente disco ruma para a década de 1970, usando de referências ao Krautrock como um matéria-prima para o movimento autoral de boa parte das canções. Veja a resenha completa.

Assista ao clipe de Teenage Exorcists, primeiro singles do novo EP da banda escocesa, Music Industry 3. Fitness Industry 1, previsto para 1 de dezembro. A direção é de Craig Murray.

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Mogwai – Teenage Exorcists

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Parkay Quarts: “Content Nausea”

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O lançamento de Uncast Shadow Of A Southern Myth em meados de outubro parecia servir como convincente aviso: em 2014 os membros do Parquet Courts não vão ficariam satisfeitos em apresentar apenas Sunbathing Animal. Abertura para o novo projeto paralelo do coletivo, o Parkay Quarts, a canção também é uma das 12 faixas que abastecem o recém-lançado Content Nausea (2014), uma espécie de catálogo de sobras e aparente desconstrução conceitual do último álbum dos nova-iorquinos.

Com distribuição pelo selo What’s Your Rupture?, o trabalho já pode ser apreciado na íntegra pelo soundcloud e, também, no player abaixo. Próximo e ao mesmo tempo distante do disco apresentado há poucos meses, o atual projeto mostra que a banda continua imersa entre os anos 1970 e 1980, revisitando elementos do pós-punk, a base do rock alternativo e outras referências alheias aos temas comerciais da época.

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Parkay Quarts – Content Nausea

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The Dead Weather: “Buzzkill(er)”

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Jack White funciona perfeitamente em carreira solo. Tanto Blunderbuss (2012) como Lazaretto (2014) são representações coesas do bom desempenho do artista em estúdio. Todavia, são os projetos em parceria que reforçam a verdadeira face e natural crueza do músico. Mais uma vez acompanhado pelos amigos do The Dead Weather – Alison Mosshart (The Kills), Dean Fertita (Queens of the Stone Age) e Jack Lawrence (The Greenhornes) -, White brinca com as próprias referências ao apresentar a inédita Buzzkill(er).

Intensa e controlada, a peça é um mergulho no mesmo som apresentado anteriormente com Open Up (That’s Enough), em 2013. Ruídos, batida seca a voz dominadora de Mosshart. Um meio termo entre o trabalho da cantora com o The Kills e os primeiros anos de White, “o baterista”, pelo The White Stripes. Junto de It’s Just Too Bad, a canção é parte do novo single da banda, trabalho que conta com distribuição pelo Third Man Records e estreia prevista para quatro de novembro. Embora insuficiente para controlar a ânsia do público, a canção serve de estímulo parte do material que a banda deve apresentar em 2015 com o aguardado sucessor de Sea of Cowards (2010).

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The Dead Weather – Buzzkill(er)

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Sleater-Kinney: “Bury Our Friends”

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Mesmo elogiado por grande parte da crítica e recebido com total adoração pelo público, o sucesso de The Woods (2005) não foi suficiente para impedir o hiato do Sleater-Kinney. Em junho de 2006, passada a turnê de divulgação do álbum – sétimo registro de inéditas na discografia do grupo -, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss resolveram silenciar a banda, passando a investir em outros trabalhos e projetos paralelos, entre eles, o Wild Flag.

Depois de oito anos de “férias”, o grupo encerra o hiato, anuncia uma série de shows e ainda reserva para janeiro de 2015 um novo registro de estúdio: No Cities To Love (2015). Produzido por John Goodmanson, velho parceiro do trio, o álbum carrega dez composições inéditas e distribuição pelo selo Sub Pop. Como aquecimento, nada melhor do que a inédita Bury Our Friends, um resumo eficiente do som produzido pelo trio desde a década de 1990. Também lançada em clipe, a faixa conta com direção de Miranda July.

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Sleater-Kinney – Bury Our Friends

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Disco: “Plowing Into the Field of Love”, Iceage

Iceage
Post-Punk/Punk/Alternative Rock
http://iceagecopenhagen.eu/

Por: Cleber Facchi

Por mais referencial que seja o trabalho do Iceage, encarar o som incorporado por Elias Bender Rønnenfelt e demais parceiros de banda como uma “homenagem” aos anos 1980 seria um erro. Ainda que em New Brigade (2011) e You’re Nothing (2013) a banda flerte com o mesmo Pós-Punk de Public Joy Division, Image Ltd. e o rock sujo de Sonic Youth, a composição autoral dos versos, arranjos e até apresentações ao vivo caóticas trouxeram ao coletivo dinamarquês um frescor atual, por vezes particular. Todavia, com a chegada de Plowing Into the Field of Love (2014, Matador), difícil não observar o trabalho do grupo como uma interpretação quase caricatural do som desenvolvido há três décadas.

The Fall, Mekons, X, Meat Puppets e The Pogues. Cada curva do terceiro álbum de estúdio da banda de Copenhague é como um recorte específico de diferentes cenas ou gêneros em ascendência ao longo da década de 1980. Minutos em que Rønnenfelt incorpora o mesmo espírito anárquico do veterano Mark E. Smith (How Many), guitarras invadem a atmosfera temática de Rum Sodomy & the Lash (Forever) e lirismo romântico das faixas parecem ressuscitar o mesmo drama de Nick Cave. Uma obra ainda presente, porém totalmente inclinada ao passado.

Por falar em Cave, difícil não perceber a influência do cantor australiano em toda a concepção lírica do disco. Da voz dramática do vocalista em The Lord’s Favorite, ao exercício cênico de boa parte das canções, toda a estrutura do álbum ecoa como um interpretação de obras clássicas do veterano, caso de From Her to Eternity (1984) e The Firstborn Is Dead (1985), ambas em parceria com o The Bad Seeds. A diferença e natural “ponte” para o presente está na posição de Rønnenfelt quanto personagem central da obra. Como o próprio afirmou em entrevista: “É tudo sobre mim. Há muita coisa acontecendo na minha vida e eu fiz escolhas sobre quais assuntos dramatizar e como dramatizá-los“.

É este mesmo aspecto confessional que transforma PITFOL no registro mais atrativo e “fácil” do Iceage. Diferente da lírica torta lançado nos dois primeiros trabalhos da banda, o novo álbum segue de forma linear, como se o vocalista mergulhasse em um explícito drama sentimental – conceituo evidente logo no título da obra. Mais importante do que isso é ressaltar a estrutura que define os versos de Rønnenfelt, agora mergulhado em composições detalhistas, como uma fuga do material cru explorado até o último ano. Da inaugural On My Fingers (“Eu sempre menti para você, você não percebeu?“) ao desespero ilustrado em How Many (“Preso a um corpo que não age sobre o pensamento“), os versos resumem algo maior do que uma simples obra de pós-relacionamento, mas a interpretação musical de um indivíduo perturbado pelo amor.  Continue reading

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Wry: “Deeper In A Dream”

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Nascida em um cenário analógico, onde bandas independentes aprenderam a lidar com pouquíssimos recursos, espaço limitado para divulgação e muito ruído, a sorocabana Wry encarou a transição para o meio digital nos anos 2000 de forma bastante assertiva. Além do próprio site, sempre abastecido com boas novidades – conheça/baixe a discografia da banda aqui -, do perfil na extinta Trama Virtual ao conteúdo no MySpace, espaços (virtuais) para ouvir e baixar as canções do grupo nunca faltaram ao público.

Todavia, em Deeper In A Dream (2014), primeiro registro oficial desde o “hiato” anunciado em 2010, curiosamente a banda regressa ao mesmo “território analógico” do começo de carreira. São cinco composições – Deeper in a Dream, Everybody’s Dancing, Nossa História Começa Agora, Regresso e Waves -, faixas lançadas fisicamente apenas em fita cassete. Com distribuição pelo selo curitibano Terry Crew – casa da banda Subburbia -, o “EP” pode ser adquirido por apenas R$ 10,00, além, claro do frete. Abaixo você ouve uma das composições do trabalho.

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Wry – Nossa História Começa Agora

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Charme Chulo: “Crucificados Pelo Sistema Bruto”

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No dia 14 de dezembro, grande parte dos veículos nacionais já devem ter fechado suas listas de melhores lançamentos do ano. Um erro. Quem assumir tal decisão vai ter deixado para trás um dos grandes trabalhos de 2014: Crucificados Pelo Sistema Bruto. Terceiro álbum de estúdio da banda curitibana Charme Chulo, o registro duplo é uma coleção de 20 faixas que resume um pouco do “hiato” da banda desde o lançamento de Nova Onda Caipira, em 2009. Com o financiamento do trabalho recém-confirmado pelo Catarse.me, a banda resolveu presentear o público com seis ótimas composições.

Trata-se de um aperitivo do novo álbum; um conjunto de seis composições inéditas que rechearão o mais abrangente ato do coletivo caipira. Além da parceria com Hélio Flanders em Fuzarca, o grupo comandado por Igor Filus e Leandro Delmonico entregou as ótimas Palhaço de Rodeio, É que às Vezes (Melhor é Morar na Fazenda), Dia de Matar Porco, Carcaça Sensacional e Multi Stillus. O nome do disco – uma brincadeira com o clássico Crucificados Pelo Sistema (1984), da banda Ratos de Porão e Sistema Bruto da dupla Chitãozinho & Xororó – resume parte do acervo que deve ser apresentado na íntegra em dezembro. Veja a agenda de shows da banda.

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Charme Chulo – Fuzarca (part. Hélio Flanders)

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Charme Chulo – Palhaço de Rodeio

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Charme Chulo – É que às vezes (melhor é morar na fazenda)

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Charme Chulo – Dia de Matar Porco

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Charme Chulo – Carcaça sensacional

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Charme Chulo – Multi stillus

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