Tag Archives: Alternative

Lower Dens: “To Die in L.A.”

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As formas coloridas que ilustram a capa do ainda inédito Escape From Evil (2015) funcionam apenas como um indicativo para transformação que orienta o (novo) trabalho do Lower Dens. Três anos depois de passear pelo Pós-Punk/Krautrock em Nootropics (2012), segundo álbum de estúdio, o quinteto de Baltimore, Maryland encontra no uso de vocais menos contidos e temas “coloridos” um maior distanciamento em relação aos temas incorporados desde a estreia com Twin-Hand Movement, em 2010.

Primeira composição do novo álbum – previsto para o dia 30 de março pelo selo Ribbon Music -, To Die in L.A. pode até manter a relação com veteranos como The Walkmen e (até) Interpol, entretanto, lentamente parece aproximar a banda comandada por Jana Hunter de um novo universo. Além de três integrantes originais, nomes como Chris Coady (Yeah Yeah Yeahs, Beach House), Ariel Rechtshaid (Vampire Weekend, Sky Ferreira, Haim) e John Congleton (Swans, St. Vincent, Cloud Nothings) trabalharam na produção do álbum.

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Lower Dens – To Die in L.A.

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Disco: “Panda Bear Meets the Grim Reaper”, Panda Bear

Panda Bear
Psychedelic/Experimental/Alternative
http://www.pbvsgr.com/

Vozes submersas em um lago de efeitos psicodélicos, colagens instrumentais e arranjos essencialmente excêntricos. Quem Noah Lennox está tentando enganar? Mesmo que fórmulas complexas e temas pouco “usuais” dentro dos padrões da música comercial sirvam de base para o trabalho do músico norte-americano, ao esbarrar no acervo colorido de Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015, Domino), quinto álbum do também integrante do Animal Collective como Panda Bear, todos os esforços do artista residente em Portugal se concentram no explícito diálogo com melodias típicas do pop.

Seja no refrão ascendente de Mr. Noah – a faixa mais enérgica de Lennox em carreira solo – ou pela leveza mágica de Latin Boys, cada instante do presente registro confirma a imagem de um compositor livre, acessível, ainda que experimental em essência. A julgar pela overdose de efeitos eletrônicos e projeções instrumentais inspiradas no Hip-Hop da década de 1990 – principalmente Q-Tip e A Tribe Called Quest -, este talvez seja o trabalho que o público do Animal Collective tanto esperou depois do ápice criativo alcançado em Merriweather Post Pavilion (2009).

Em construção desde o lançamento de Centipede Hz, de 2012, Panda Bear Meets the Grim Reaper – o nome é uma brincadeira com os discos de dub em parceria lançados na década de 1970 – soa como uma completa oposição aos temas propostos pelo músico em Tomboy (2011), então, último trabalho de Lennox em carreira solo. Da capa cinza – agora colorida -, passando pelo abandono de bases drone, ruídos opacos e fórmulas sóbrias, cada instante do novo trabalho se transforma em um passeio por um cenário onírico/lisérgico, talvez uma versão menos “caseira” do mesmo Panda Bear oficialmente apresentado em Person Pitch (2007).

Embora irônico, o conceito de parceria – entre “Panda Bear e a Morte” – que rege todo o disco está longe de parecer uma brincadeira. Tão presente quanto o próprio Lennox, Peter “Sonic Boom” Kember ultrapassa a função de produtor da obra, garantindo o movimento e presença necessária para o crescimento das canções. Colaborador desde o álbum de 2011, o ex-Spacemen 3 aos poucos afasta Panda Bear da zona de conforto criada ao lado dos parceiros do Animal Collective, invadindo o território da música negra – vide o sample de Ashley’s Roachclip em Crosswords -, além do constante reciclar de elementos da música clássica em faixas como a delicada Tropic Of Cancer. Continue reading

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Disco: “Girls in Peacetime Want to Dance”, Belle and Sebastian

Belle and Sebastian
Indie Pop/Alternative/Dance
http://www.belleandsebastian.com/

A capacidade de contar boas histórias talvez seja o principal instrumento de trabalho a cada novo álbum do Belle and Sebastian. Personagens fictícios esbarram nas histórias reais de Stuart Murdoch, dramas corriqueiros se escondem em meio a confissões intimistas e versos irônicos passeiam em meio a bases sutis, como se histórias tipicamente adultas fossem acomodadas em uma estrutura de composição pueril. Com o nono álbum de estúdio, Girls in Peacetime Want to Dance (2014, Matador), a essência da banda permanece a mesma, entretanto, a estrutura musical agora é outra, íntima das pistas de dança.

Longe de escapar do mesmo ambiente confortável (e pop) reforçado desde Dear Catastrophe Waitress (2003), cada instante do sucessor de Write About Love (2010) parece articulado em meio a tímidos passos de dança. Poderia ser um material perdido do ABBA – na fase Arrival (1976) – ou mesmo uma versão menos frenética do Cut Copy em In Ghost Colours (2008), mas é apenas um curioso exercício de criação, a tentativa de Murdoch em encaixar seus tradicionais temas humanos em cima de descompassadas coreografias.

Ainda que o globo espelhado e luzes coloridas sejam acionadas apenas na terceira faixa do disco, The Party Line, quando mais o ouvinte se aproxima do núcleo da obra, mais o ritmo acelera e os sintetizadores ditam o funcionamento dos vocais. Melodias acústicas no melhor estilo Tigermilk? Esqueça, o cenário desbravado pelo (hoje) sexteto transborda novidade, mesmo que a estrutura da obra confirme o interesse da banda pela década de 1970. Assim como a  abertura comercial lançada em The Life Pursuit (2006), GIPWTD talvez seja o indicativo de um novo caminho a ser percorrido pelo Belle and Sebastian.

Sem necessariamente parecer uma cópia, diversos aspectos do presente álbum parecem replicar conceitos antes explorados pelo Arcade Fire em Reflektor, de 2013. Incapaz de romper com a estrutura incorporada pela banda até o registro de 2010, Murdoch e Ben H. Allen, produtor do disco, flertam com o passado em um sentido tão nostálgico quanto presente, promovendo um trabalho próximo de uma linguagem atemporal. Temas autobiográficos e melancólicos que parecem prontos para aquecer as pistas e, ao mesmo tempo, confortar a mente do espectador. Continue reading

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Toro Y Moi: “Empty Nesters”

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A rápida passagem de Chazwick Bundick pelo território eletrônico de Michal (2014) – primeiro álbum à frente do Les Sins – em nada parece ter afetado a sonoridade melódica exposta pelo músico com o Toro Y Moi. Dois anos depois de abandonar (parcialmente) a Chillwave para flertar com elementos da música Disco, Funk, R&B e Hip-Hop em Anything in Return (2013), o norte-americano assume na pegajosa Empty Nesters uma espécie de regresso ao ambiente psicodélico apresentado nos primeiros anos de estúdio.

Primeiro exemplar de What For? (2015), quarto álbum de inéditas de Toro Y Moi, a canção talvez seja a peça mais acessível de toda a carreira de Bundick. Ainda que os temas explorados no último disco sejam preservadas – como a relação musical com a década de 1970 -, durante toda a construção da faixa, guitarras, vozes e sintetizadores entusiasmados trazem de volta o mesmo tempero pop aprimorado em Freaking Out EP, de 2011.

Com distribuição pelo selo Carpark Records, casa do projeto desde o debut Causers of This (2010), o novo álbum conta com lançamento previsto para o dia sete de abril.

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Toro Y Moi – Empty Nesters

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Mew: “Satellites”

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Desde a estreia com A Triumph for Man, em 1997, a banda dinamarquesa Mew sempre soube como equilibrar arranjos marcados pelo experimento e versos íntimos do pop. Hoje, com duas décadas de experiência e cinco trabalhos de peso na bagagem, o quarteto de Hellerup não apenas mantém a boa forma, como mantém uma dose de surpresa a cada novo lançamento, marca explícita na recém-lançada Satellites.

Na trilha de outros “hits” da banda, caso de Special e Am I Wry? No, a composição parece crescer sem dificuldades, dosando arranjos distorcidos e boas melodias dentro de uma estrutura própria do grupo. Faixa de abertura de + - (lê-se “plus minus”), sexto álbum de estúdio do Mew, a canção também marca o fim do hiato de quase seis anos canções inéditas da banda – o último trabalho do grupo foi a coletânea Eggs Are Funny (2010). Com dez composições, o novo álbum está previsto para o dia 27 de abril.

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Mew – Satellites

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Strausz: “Não Deixe De Alimentar” (ft. Ledjane Motta & Maria Pia)

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Ex-guitarrista da falecida banda R. Sigma, Diogo Strausz passou os últimos meses envolvido em uma série de projetos da cena (alternativa) carioca. Da bem sucedida estreia do parceiro Castello Branco – em Serviço (2013) -, passando pelo recente álbum de Alice Caymmi – Rainha dos Raios (2014) -, até a breve colaboração com Mahmundi – em Habitat -, cada projeto em que se envolveu como produtor, Strausz se concentra em reforçar a diversidade da própria essência – tão atual, como alimentada de forma assertiva pelo passado.

Em Não Deixe de Alimentar, composição assumida pelas vozes das convidadas Ledjane Motta e Maria Pia, Strausz lentamente se despede dos bastidores para solucionar o primeiro registro em carreira solo, Spectrum Vol.1 (2015). Com previsão de lançamento para o dia 27 de janeiro, o trabalho ainda conta com a participação de Kassin, Apollo, Bonde do Rolê, Alice Caymmi e Leno, pai do guitarrista e um dos principais “personagens” da Jovem Guarda. Em entrevista ao site da Rolling Stone Brasil, Strausz comentou o processo de produção do disco e até mesmo a bem-humorada capa do trabalho.

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Strausz – Não Deixe De Alimentar (ft. Ledjane Motta & Maria Pia)

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Camel Power Club: “Laïka”

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Batidas controladas, guitarras e arranjos “tropicais”, além de um coro infantil de vozes doces. Esta é a estrutura projetada para Laïka, mais novo lançamento da dupla francesa Camel Power Club. Embora tenha ficado de fora do último trabalho oficial dos produtores - Sputnik EP (2014) -, durante pouco mais de três minutos, toda a essência do projeto – inspirado por referências vindas das décadas de 1970 e 1990 – parece repetida e aperfeiçoada delicadamente.

Enquanto beats lentos e solos econômicos definem a estrutura da canção de forma precisa, esbarrando em referências extraídas da nova safra do Balearic Pop, um coro de 30 crianças acrescenta um tempero extra aos versos da composição. Lembra até a parceria do Passion Pit com o PS22 Chorus, não? Quem se interessou pelo trabalho, pode encontrar outras canções da dupla no soundcloud do CPC. (Via Pigeons and Planes)

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Camel Power Club – Laïka

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Blue Hawaii: “Agor Edits Mixtape”

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Raphaelle Standell não teve tempo para descanso nos últimos meses. Em turnê para a divulgação do álbum Flourish // Perish (2013), segundo registro em estúdio ao lado dos parceiros do Braids, a musicista canadense percorreu grande parte da América do Norte e Europa, reservando o (precioso) tempo livre para se aproximar de outros projetos, vide a delicada parceria com o produtor britânico Jon Hopkins em Form By Firelight. Mas e o trabalho com o Blue Hawaii?

Com o inevitável distanciamento de Standell, passada a divulgação do debut Untogether (2013), todos os esforços do projeto acabaram nas mãos de Alex “Agor” Cowan, essência da recém-lançada mixtape Agor Edits (2014). Em meio a pequenas adaptações de músicas lançadas pelo casal desde o começo da parceria, em 2010, Cowan aos  poucos ultrapassa a zona de conforto do Blue Hawaii, reforçando as bases eletrônicas para incorporar elementos do Hip-Hop e Balearic Beat.

Disponível para download gratuito, o material ainda conta com All Of My Heart, composição inédita da dupla.

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Blue Hawaii – Agor Edits Mixtape

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Jonny Greenwood, Gaz Coombes & Dany Goffey: “Spooks” (Feat. Joanna Newsom)

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Em entrevista recente ao site Dazed Digital, Joanna Newsom afirmou que vem trabalhando em um novo projeto de estúdio, o primeiro desde a chegada de Have One on Me, de 2010. Parte da influência para o “registro” vem da própria participação da cantora no recente filme de Paul Thomas AndersonInherent Vice (2014), trabalho onde desempenha o papel de narradora da película e se diz tocada pelo constante uso da expressão “violação dos direitos civis”, talvez mote para um novo registro da artista – previsto para o próximo ano.

Enquanto nenhuma informação concreta sobre o trabalho foi liberada, pelo menos é possível se contentar com a passagem da artista em Spooks, uma das canções que integram a trilha sonora de Inherent Vice e faixa dividida entre Jonny Greenwood, Gaz Coombes (Supergress) e Dany Goffey. Segundo informações do próprio Greenwood, esta é a primeira composição do Radiohead desde o lançamento de The King Of Limbs, em 2011, porém, acabou abandonada pelos próprios parceiros de banda, Colin Greenwood, Ed O’Brien, Philip Selway e Thom York, responsáveis pela versão original da música. (Via Stereogum)

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Jonny Greenwood, Gaz Coombes & Dany Goffey – Spooks (Feat. Joanna Newsom)

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Twin Shadow: “Turn Me Up”

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George Lewis Jr. passou o ano de 2014 apresentando uma série de composições avulsas – como To The Top -, versões para o trabalho de grandes artistas – de Bruce Springsteen a U2 -, além de faixas assinadas em parceria com outros produtores – caso de Lost You, com a dupla Zeds Dead. Entretanto, quem esperava por novo álbum de estúdio do cantor norte-americano não teve o desejo realizado. Até agora. Como uma pequena mostra do material que deve aparecer em 2015, Jr. revela ao público a inédita Turn Me Up, uma espécie de extensão (ou sequência) do som incorporado até o último trabalho do músico, Confess (2012).

Em direção aos R&B dos anos 1990, Twin Shadow perfuma todo o ambiente da canção com uma dose extra de melancolia e romantismo exagerado, esbarrando involuntariamente em um material similar ao encontrado no último disco de Drake ou mesmo nos primeiros trabalhos de The Weeknd. Agora protegido pelo selo Warner Bros., Lewis deve apresentar o novo disco ainda no primeiro semestre de 2015, reservando algumas novidades ao longo da recém-anunciada turnê pelos Estados Unidos.

AtualizaçãoTurn Me Up é parte do terceiro álbum solo de Twin Shadow, Eclipse (2015), trabalho que será lançado no dia 17 de março do próximo ano. Abaixo, além da canção, você encontra o clipe dirigido por Alex Turvey.

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Twin Shadow – Turn Me Up

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