Tag Archives: Brasil

^L_: “The Outsider”

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A transformação é clara dentro do segundo registro de inéditas do brasiliense ^L_. Em The Outsider (2016), sucessor do ótimo Love Is Hell – um dos 50 melhores discos nacionais de 2014 -, batidas, sintetizadores e delicados fragmentos de vozes apontam de forma explícita para o som produzido por um time de gigantes na década de 1990 – Aphex Twin, Autechre, Squarepusher. Uma evidente visita ao passado, mas que mantém os dois pés e a mente fixa ao presente.

Desse ambiente essencialmente nostálgico nascem as seis composições que sustentam o recém-lançado trabalho de ^L_. Músicas que se dividem entre instantes de plena calmaria e explosão orquestrada pelas batidas, caso de Hello, I’m Richard Clayderman, Phil Spector e Too Weird To Live, To High To Die. Com lançamento pelo selo germânico ANTIME e disponível no iTunes, o álbum pode ser apreciado na íntegra pelo Spotify. Além do disco, abaixo você encontra o clipe de She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me, composição apresentada há poucos dias pelo produtor.

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^L_ – The Outsider

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ˆL_ – She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me

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DeltaFoxx: “Runaway”

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Direto de Brasília, a dupla DeltaFoxx, formada pelos músicos e produtores Cris Quizzik e Fábio Popinigis, vem causando um grande barulho pela internet, pois tem lançado uma música melhor que a outra. Os meninos lançaram essa semana sua mais nova faixa, a dançante e quente “Runaway”, lançada gratuitamente no soundcloud, para quem quer curtir o carnaval com um pouco mais de sintetizadores e menos axé.

A faixa cheia de energia, foi construída com as características de sempre do projeto, unindo os melhores timbres e batidas eletrônicas, abusando de estilos como Indie Dance e Nu Disco. Enquanto Papinigis traz guitarras meio shoegazer para as produções e shows, Quizzik vem com seu vocal intrigante e um teclado bem equilibrado.

Mesmo sendo ainda pouco conhecidos pelo público brasileiro, a dupla já lançou faixas e remixes por diversos selos e sites de renome, colaborou com artistas notáveis e até fizeram um remix para uma música do Tame Impala, além de colaborarem com o coletivo festeiro Brazilian Disco Club. Os meninos que são residentes da tradicional festa MORANGA, que acontece semanalmente na capital brasileira, já tocaram no famoso festival americano South by Southwest e um de seus integrantes, o Cris, chegou a participar do Red Bull Music Academy, quando aconteceu em São Paulo em 2002.

Depois de muitos projetos solos, bandas e discotecagens ao longos dos anos, a dupla vem tomando forma e grandes dimensões. Agora eles prometem muitos lançamentos e surpresas para 2016, então fiquem de olho e ouçam a Runaway abaixo. Você também pode baixa-la gratuitamente.

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^L_: “She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me”

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Dois anos após o lançamento do ótimo Love Is Hell – um dos 50 melhores discos nacionais de 2014 -, o produtor brasiliense ^L_ anuncia para o dia 12 de fevereiro a entrega do segundo registro de estúdio: The Outsider (2016). Com distribuição pelo selo germânico ANTIME, o trabalho de seis composições inéditas parece seguir uma trilha completamente distinta em relação ao material apresentado no de debut de 2014. Uma espécie de passeio nostálgico (e ainda atual) pela música Techno/House de diferentes épocas e tendências.

Primeira composição do novo álbum a ser apresentada ao público, She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me garante pouco mais de oito minutos de sintetizadores, batidas pesadas e bases eletrônicas que crescem lentamente. Uma espécie de regresso ao som que abasteceu diferentes pistas europeias entre os anos 1980 e 1990, mas que ao mesmo tempo flerta com uma variedade de obras e produtores recentes – caso de Nina Kraviz, James Holden e The Field.

The Outsider (2016) será lançado no dia 12/02 pelo selo ANTIME.

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^L_ – She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me

 

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Stefanini: “Canto de Fuga” (VÍDEO)

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Canto de Fuga, uma das melhores composições do álbum Onde EP (2015), estreia do goiano Stefanini, acaba de se transformar em clipe. Dirigido por Rafael Stefanini e Gleison Fernando, o vídeo brinca com imagens antigas, fragmentos recortados de diferentes estéticas, além, claro, de todo um visual neon-empoeirado que parece típico de grandes representantes da vaporwave. Um delírio que parece ter escapado diretamente do encarte digital do próprio EP.

Lançado em novembro do último ano, Onde EP conta com acervo de quatro composições inéditas produzidas pelo paulistano Pedrowl – um dos responsáveis pela produção de Veneno (2015), último álbum de estúdio da Banda Uó. Entre os destaques do trabalho, É Tarde, composição em parceria entre Stefanini e o rapper paulistano Rico Dalasam.

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Stefanini – Canto de Fuga

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Rico Dalasam: “Riquíssima” (VÍDEO)

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Um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015, Modo Diverso EP, mais recente trabalho em estúdio do rapper paulistano Rico Dalasam continua rendendo bons frutos. Quarta faixa do álbum, Riquíssima foi a composição escolhida para se transformar no mais novo clipe de Dalasam. Um passeio luxuoso pela cidade de Londres, cenário onde o rapper se apresentou no último ano.

Seguindo a letra da música – repleta de referências ao universo LGBT -, Dalasam se diverte, visita e dança pela capital inglesa. O clipe conta com direção e animação de Oga Mendonça.

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Rico Dalasam – Riquíssima

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Matheus Brant: “Assume Que Gosta”

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Assume que gosta de mim / Assim assim como gosta de um pagodinho / Me beija / Me deita, me cheira, me olha assim / Assim como se fosse até o fim me leva“, canta Matheus Brant na apaixonada (e provocante) Assume Que Gosta. Faixa-título do segundo álbum solo do cantor e compositor mineiro, a canção delineada por sintetizadores, guitarras quentes e batidas prontas para a dança mostra a completa evolução do músico em relação ao primeiro álbum de inéditas, A Semana, obra originalmente apresentada ao público em 2012.

Na produção do novo registro, a dupla Fábio Pinczowski e Mauro Motoki – do Ludov. Ao lado de Brant, um time de músicos formado por João Erbetta (Marcelo Jeneci), Dustan Gallas (Cidadão Instigado) e Lenis Rino (Fernanda Takai). Sobram ainda participações da cantora paraense Luê – dona do ótimo A Fim de Onda (2013) -, além de Juliana Perdigão, integrante do coletivo Graveola & O Lixo Polifônico. No colorido site de Matheus Brant você pode ouvir e baixar gratuitamente a nova música. Assume Que Gosta, o disco, será lançado no dia 26 de janeiro.

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Matheus Brant – Assume Que Gosta

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Disco: “Assim Que Nóis Trabalha”, Hó Mon Tchain

Hó Mon Tchain
Nacional/Hip-Hop/Rap
https://www.facebook.com/AgaEmeTe

 

Desde o lançamento de Malandrão, em setembro de 2015, que o som produzido pelo Hó Mon Tchain parece longe de repetir os conceitos aplicados do bem-sucedido Ascensão (2012). Da solução de batidas, bases e rimas ancoradas no hip-hop dos anos 1990, o coletivo paulistano dá um salto de pelo menos duas décadas, encontrando em temas que dialogam com o cotidiano do trabalhador brasileiro a matéria-prima para o segundo registros de inéditas, Assim Que Nóis Trabalha (2016, Independente).

Canção de abertura do disco, A.Q.N.T. não apenas reforça a temática conceitual que rege a obra, como resume a plena evolução do grupo em relação ao primeiro álbum de estúdio. Se em 2012 a produção assinada pelo produtor e também integrante Mud parecia dançar pelo mesmo universo de veteranos como Wu-Tang Clan, Madlib e outros gigantes da década de 1990, com a chegada do novo registro, cada elementos espalhado pelo disco dialoga de forma assertiva com o presente.

Difícil não lembrar de obras recentes do selo TDE, como Oxymoron (2014) do SchoolBoy Q ou mesmo Good Kid, M.A.A.D City (2012) de Kendrick Lamar. Mesmo a temática “eletrônica” de Cores & Valores (2014), último registro de inéditas do Racionais MC’s, parece replicada de forma autoral em composições como Gueto Árabe e Números não Mentem. Da mesma forma que em Ascensão, Mud, continua a brincar com fragmentos instrumentais de diferentes artistas, recortando, costurando e adaptando referências de forma a produzir um material próprio do HMT.

Nesse cenário de ondulações que vão do Trap ao R&B, o grupo se concentra em projetar uma verdadeira metralhadora de rimas versáteis. Composições que passeiam pelo universo caótico de cada integrante (Malandrão), criam paralelos entre diferentes periferias (Gueto Árabe) e ainda discutem com maturidade a conflituosa relação entre dinheiro e valores pessoais a cada nova curva do disco (Ostentação Interior, Por onde Voo e Amo os que Me Odeiam). Sobram até pequenos respiros intimistas dentro de faixas como Sessão da Tarde e Essa Noite. Continue reading

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Bilhão: “Atlântico Lunar”

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Bastam os instantes iniciais de Atlântico Lunar para perceber que direção aponta o trabalho do duo carioca Bilhão. Projeto em parceria entre Felipe Vellozo, baixista do Mahmundi, e o músico Gabriel Luz, a banda anuncia para as próximas semanas a chegada do primeiro registro de inéditas. Um EP de apenas sete faixas que parece navegar pelo mesmo oceano temático de nomes recentes do rock alternativo norte-americano – caso de Mac DeMarco, War on Drugs ou Real Estate -, e ainda preservar a própria identidade musical da dupla.

Difícil não lembrar de obras recentes como Days (2011) e Atlas (2014) enquanto o delicado tecido de guitarras melódicas se espalham ao fundo da recém-lançada composição. Uma faixa que chega até o ouvinte em pequenas ondas, reforçando o crescimento da letra repleta de metáforas, encaixes melancólicos e divagações sobre o tempo.

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Bilhão – Atlântico Lunar

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Letuce: “Muralha da China” (VÍDEO)

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Angústia, medo, raiva e amor. Desde a estreia com Plano de Fuga pra Cima dos Outros e de Mim(2009), elementos fundamentais dentro do cardápio de sentimentos que abastecem a obra da banda carioca Letuce. Em Estilhaça (2015, YB), terceiro álbum de inéditas do projeto comandado por Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos, curioso perceber nesse mesmo reaproveitamento de temas, versos fragilizados e fórmulas, o nascimento de uma obra caótica, propositadamente instável e íntima dos conflitos de qualquer (ex-)casal de namorados.

Juntos desde 2007, o casal anunciou a separação em abril de 2013, mais de um ano após o lançamento do ótimo Manja Perene (2012), uma verdadeira colcha de retalhos amorosos e declarações românticas. Ainda que a separação de Novaes e Vasconcellos tenha sido amigável, como a própria dupla fez questão de reforçar em um anúncio publicado no Facebook da banda, difícil passear pelo interior do presente disco sem tropeçar em pequenas farpas sentimentais ou estilhaços que refletem a história de diferentes relacionamentos fracassados. Leia o texto completo.

Com “roteiro e fragmentos de gifcolagem” assinados por Elisa Riemer, Muralha da China é o novo clipe da banda carioca Letuce. A canção é parte do ótimo Estilhaça, terceiro registro de inéditas do grupo e um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015.

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Letuce – Muralha da China

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Disco: “O Último Carnaval de Nossas Vidas”, A Espetacular Charanga do França

A Espetacular Charanga do França
Nacional/Samba/Marchinha
http://thiagofrancaoficial.blogspot.com.br/

 

Foto: Daryan Dornelles

A lírica bem-humorada e o ritmo quente tomam conta de O Último Carnaval de Nossas Vidas (2016, Independente). Aos comandos do saxofonista Thiago França, um time de letristas, músicos e colaboradores da cena paulistana se organizam para puxar o bloco d’A Espetacular Charanga do França, um misto de coletivo e bloco carnavalesco orientado pelo músico a desfilar pelo bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo.

No time de colaboradores responsáveis pelos arranjos da presente obra, nomes como Allan Abbadia (trombone), Amílcar Rodrigues (trompete e flugelhorn), Anderson Quevedo (sax barítono e flauta), Filipe Nader (tuba), Wellington Pimpa Moreira (bateria e agogô) e Samba Sam (surdo). Nos vocais, parceiros de longa data do saxofonista, caso de Juçara Marçal, Tulipa Ruiz, Romulo Fróes, Rodrigo Campos, Maria Beraldo Bastos, Samba Sam, Caê Rolfsen e Rafa Barreto.

Curva brusca em relação aos últimos trabalhos assinados por França – Sambanzo, Marginals, Metá Metá ou como “muso” do Passo Torto -, cada faixa do presente disco se orienta como um cômico retrato do cotidiano em qualquer centro urbano. Temas como gourmetização, o universo das academias, separação, boa forma, sexo e redes sociais. Um estímulo para o catálogo faixas que preenchem o interior da obra e atualizam o repertório de velhas marchinhas.

Seu sofá retrô de frente pra tevê / É costumizado / Faz um fitness irado, profissional / Localizado… Se vai pra cozinha, é moderninha / Gourmetizada / Prepara um limão detox, pinta o seu botox / E vai pra balada”, entrega o coletivo na satírica Gourmetizada, um retrato provocativo da elite-hipster-paulistana, mas que instantaneamente convida o ouvinte a dançar. Outras como Marchinha do pitbull (homo pitbullicus) e Cara do Apetite brincam com o mesmo conceito, incorporando referencias culturais, sociais e econômicos recentes em uma linguagem bem-humorada. Continue reading

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