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Brazilian Disco Club: “BDC Compilation Vol. 3”

00000bdcmiojoCréditos Imagem: Foto por Gui Moraes e edição por Fernando Simões

O Brazilian Disco Club, coletivo festeiro (velho conhecido da casa) que produz house e disco music, comemora seus três anos de vida em grande estilo, lançando sua terceira coletânea: “Brazilian Disco Club – Compilation Vol. 3”. A compilação conta com 20 artistas nacionais, de diversos estados e gêneros, além de um Frances, sempre com batidas 4×4. Os convidados Rico,  SeixlacK, ˆL_, Nascii, DeltaFoxx, Beerlover, Kruzader, Mind Movies, RafaHell, Danno, KATHERINA e Morr se juntam aos seis integrantes do coletivo: Rafael Hysper, Club Soda, Arcade Fighters, Palinoia, Real Deal e Kamei, além de uma faixa do produtor brasileiro Ledhead, em parceria com o Frances Play’Til, somando um total de 19 músicas.

O Brazilian Disco Club,ou BDC para os íntimos é um coletivo de DJs e produtores musicais formado em 2012 na cidade de São Paulo, que têm em comum a paixão pelo movimento french touch, iniciado em Paris nos anos 90, que deu origem a uma efervescente nova cena na house music, catapultando para o estrelato nomes como Daft Punk, Cassius, Air, Bob Sinclair, David Guetta, entre outros. Além disso, o coletivo comemora três anos, agora em setembro.

Para o lançamento do disco, a festa acontecerá no lounge do clube paulistano D-edge, local ícone da música eletrônica brasileira e um dos melhores e mais respeitáveis clubes do mundo. Será na próxima sexta-feira, dia 04 de setembro a partir das 23h59, com a apresentação dos DJs e produtores Club Soda, Hysper vs Palinoia e Arcade Fighters, além dos DJs da casa.

Download gratuito:
https://drive.google.com/file/d/0B49PVVOv3Px7SkpkOThGS19Vc0k/view?usp=sharing

Serviço:

Sexta-feira, 04 de setembro – FREAK CHIC Especial Brazilian Disco Club 3 Anos – 23h59

Line-up:
Pista:
Gui Scott
Felipe Sá
Rafael Moraes

Lounge:
Club Soda
Hysper vs Palinoia
Arcade Fighters

Preço:
Com lista:
R$ 40 entrada / R$ 80 consumação
Sem lista: R$ 60 entrada / R$ 120 consumação

Evento:
https://www.facebook.com/events/315081728616018/

 

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Mahmed: “São Ribas”

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Pelo visto o Natal chegou mais cedo este ano. Poucos meses após o lançamento de Sobre a Vida em Comunidade (2015), primeiro registro em estúdio da Mahmed, a banda potiguar ainda reserva algumas surpresas em relação ao bem-sucedido trabalho. Trata-se da inédita São Ribas, faixa bônus que chega para completar a estreia o rico acervo de composições apresentadas pelo grupo em meados de abril e uma espécie de ponte para o ótimo Domínio das Águas e dos Céus EP, obra apresentada pelo coletivo – na época um trio – em 2013.

Dividida entre o experimento e a música regional, é fácil perceber os motivos que “tiraram” São Ribas do núcleo central que sustenta SAVEC. Da abertura ao fechamento, uma coleção de guitarras rápidas, sempre enérgicas, praticamente uma fuga do som contido e complexo que define o restante da obra. Ainda assim, uma faixa íntima do universo projetado pelo quarteto de Natal, Rio Grande do Norte, algo explícito no rápido “silenciamento” que define o meio da canção. Vendida pelo Bandcamp da banda junto de todo o novo disco, a faixa também pode ser apreciada gratuitamente no player abaixo.

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Mahmed  – São Ribas

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Mac DeMarco é atração da segunda edição do Balaclava Fest

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Fenômeno recente da música alternativa, o canadense Mac DeMarco volta ao Brasil para promover seu mini-álbum “Another One”, lançado mundialmente em 7 de agosto. A primeira data confirmada da turnê é 21 de novembro em São Paulo, onde será atração principal do Balaclava Fest #2, na Audio Club. O evento contará ainda com shows das bandas Mahmed e Terno Rei, além de live sets de Séculos Apaixonados, Jovem Palerosi e Nuven. O primeiro lote de ingressos já está a venda no site Ticket 360 e na bilheteria da casa de show. O festival tem patrocínio da Jack Daniel’s e a produção fica por conta mais uma vez da dobradinha Brain Productions e Balaclava Records, selo paulistano que assina o festival com artistas de seu casting e expoentes da cena contemporânea.

Em “Another One”, DeMarco manteve sua tradição de gravar todos os instrumentos e produzir o material sozinho, durante um breve intervalo entre suas incansáveis turnês. Seu estudio é a sala de sua própria casa em Nova Iorque, onde se mudou recentemente para frente de um lago numa afastada região no Brooklyn. Com este isolamento, Mac explorou o uso de teclados e sintetizadores em suas composições, com baladas de amor sobre temas como amor não correspondido ou o rompimento de uma relação.

Desde sua primeira passagem pelo país em março de 2014 – com shows esgotados em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre – Mac lançou o aclamado álbum “Salad Days” e então sua fama e público só cresceram exponencialmente ao redor do mundo. O músico ganhou posição de destaque na programação dos principais festivais, constante destaque na imprensa especializada e uma agenda de shows impressionante para um rapaz de apenas 25 anos e quatro discos bem sucedidos.

Serviço:

Jack Daniel’s apresenta Balaclava Fest #2 com Mac DeMarco
Abertura: Terno Rei e Mahmed
live sets: Séculos Apaixonados, Jovem Palerosi e Nuven
21 de novembro – sábado
abertura da casa: 22 horas / shows: a partir das 23 hs
primeiro lote: R$ 80 (meia-entrada) e R$ 160 (inteira)
ponto de venda físico: bilheteria da Audio Club
vendas online:
www.audiosp.com.br
www.ticket360.com.br
Audio Club
Av. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda

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Beatwise: “Years Anniversary Compilation”

Imagens VINIL_Frente

Já faz um tempo desde que ouvimos pela primeira vez os caras da Beatwise, antes mesmo do selo existir eles já estavam em nosso radar e playlist. De 2012 pra cá, eles lançaram uma penca de discos, faixas e remixes, provando que não só temos bons produtores no Brasil, como temos os melhores.

Fundada por Cesar Pierri (CESRV) e Diego Santos (Sants) tinham como principal objetivo documentar uma cena em andamento naquele momento, a nova geração de produtores brasileiros independentes de beats e suas ramificações. Hoje o selo conta com 19 lançamentos de distintas referências e oito artistas que são prata da casa. Mesmo assim, ainda não existe uma cena ou suporte suficiente para que músicas desse tipo ou qualquer gênero que corra fora da linha popular e do comum, seja compreendido e destacado, tão pouco possa ser rentável, mas eles mantêm nossos ouvidos sempre atentos com o melhor que há no estilo.

A pequena produtora de batidas paulistana, que lança gente de diversos locais do país, comemora mais um ano de vida em grande estilo, lançado seu primeiro disco de vinil, com oito faixas fresquinhas e cheias de grave. Com apoio da marca LRG Brasil, o desejo e o projeto do disco tomou forma, sendo financiado e promovido com a intenção de colaborar com a cultura local e criadores do gênero no qual o selo faz parte.

A Beatwise foca agora no relançamento do projeto Zambi, selo que nasceu das mãos do Sants e do produtor VINÍ, mas que a partir desse ano renasceu como sub-selo da BW, prometendo disseminar sons com perspectivas diferentes do label chefe. Interessou-se? O vinil estará disponível para compra, a partir de setembro por R$ 50,00 durante as apresentações do selo.

Ouça e baixe o catálogo da Beatwise no bandcamp abaixo:
https://beatwiserecordings.bandcamp.com/

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Disco: “Eu Vou Fazer Uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!”, Johnny Hooker

Johnny Hooker
Rock/Alternative/Glam Rock
https://www.facebook.com/Johnny-Hooker/

Exagerado, dramático e cretino. É difícil passar pelo trabalho de Johnny Hooker e sair ileso ao final de qualquer canção. Movido pela catarse, o cantor e compositor pernambucano resume no primeiro álbum de estúdio uma coleção de estilhaços amorosos. Versos que refletem a alma atormentada do artista, provocam arrepios, se afogam em lágrimas e ainda transportam o ouvinte para dentro desse mesmo cenário. Enxugue o rosto, retoque a maquiagem e seja bem vindo ao universo perturbado de Eu Vou Fazer Uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito! (2015, Independente).

Imensa colcha de retalhos líricos e instrumentais, o trabalho que vai da música brega (Alma Sebosa) ao samba de gafieira (Volta) e frevo (Chega de Lágrima) sobrevive como um reflexo da versatilidade de Hooker. Nascido de diferentes composições polidas pelo artista ao longo dos anos – caso de Volta, parte da trilha sonora do filme Tatuagem (2013) -, o álbum lentamente se espalha como um gigantesco labirinto de personagens reais, confissões e relatos alcoolizadas de qualquer indivíduo boêmio.

Você não me procura nem mais, pra saber se eu existo / Não responde meus recados, me trata feito lixo”, desaba o cantor em Alma Sebosa, faixa que reserva uma interpretação digna dos trabalhos de gigantes como Alcione e Ellen Oléria. Em Amor Marginal, o completo desespero do artista: “Minha flor não me machuques / Minha dor não me abuses assim / Não tire magoas / Não tire magoa de mim”. A mesma canção fica ainda mais completa com a chegada da dramática Segunda Chance: “Me profanou, me incendiou, pediu a Deus com toda força que o meu corpo fosse teu / Me consolou, justificou, disse: sou teu”.

Mesmo afundado em sofrimento, importante observar que Vou Fazer Uma Macumba… está longe de parecer um álbum orquestrado apenas pela melancolia. Como pequenos respiros instrumentais, durante toda a obra Hooker espalha diversas faixas marcadas pela completa libertação. Da resposta sóbria em Alma Sebosa – “Acha que a sua indiferença vai acabar comigo? Eu sobrevivo, eu sobrevivo” – ao ritmo carnavalesco de Desbunde Geral – “Levantando poeira no maior festival / O futuro é agora e a vida não freia / Tenha fé n’amor, creia na vida futura”, não são poucos os momentos do trabalho em que o cantor “desperta”, alterando completamente a proposta do disco. Continue reading

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Boogarins: “Avalanche”

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A maior demonstração de propagação do ser é o eco / Com ele o meu grito tem forças pra derrubar todos os prédios“. Praticamente um mantra, um grito espirituoso ou um trecho extraído de algum livro de autoajuda, o verso que abre a inédita Avalanche – primeira canção do aguardado álbum Manual (2015), segundo disco da Boogarins -, indica um completo amadurecimento da banda goiana em relação ao antecessor As Plantas Que Cura (2013). Vozes, arranjos e pequenas doses de distorção harmonicas. Um som melódico, polido, livre do conceito “artesanal” que orienta músicas como Doce e Lucifernandes.

Escolhida para apresentar o novo álbum, Avalanche, uma das 11 faixas inéditas que abastecem o trabalho, revela de forma sutil que a essência da banda ainda permanece a mesma, porém, levemente remodelada. Nomes como Os Mutantes, Caetano Veloso, Clube da Esquina, The Beatles, Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra ecoam por todas as partes. Referências fragmentadas, mais do que um alicerce, o estimulo para nascimento de um som autoral, marcado pelo frescor e naturalmente dominado pelas guitarras e pequenos embates melódicos de Fernando Almeida e Benke Ferraz.

Manual (2015) será lançado no dia 30/10 pelo selo Other Music.

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Boogarins – Avalanche

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Disco: “Paraleloplasmos”, Lê Almeida

Lê Almeida
Indie Rock/Lo-Fi/Alternative
https://lealmeida.bandcamp.com/

Versos descompromissados, melodias que dialogam com a década de 1990 e ruídos, doses colossais de ruídos. Cinco anos após o último grande trabalho em estúdio, Mono Maçã (2010), o carioca Lê Almeida mantém firme o domínio das guitarras e vozes, transformando o segundo registro em carreira solo, Paraleloplasmos (2015, Transfusão Noise Records), em uma obra marcada por ensaios psicodélicos e distorções que explodem a cada nova faixa.

Na trilha do antecessor Pré Ambulatório EP, de 2012, Almeida garante a construção de uma obra que mesmo densa e repleta de canções extensas, mantém firme o caráter dinâmico até o último acorde. Um acervo curto, doze composições inéditas, metade do número de músicas que abastecem o álbum de 2010, porém, um trabalho com o dobro do tempo de duração. Longe da efemeridade testada desde a estreia com REVI EP (2009), o guitarrista encontra em canções como Fuck The New School e Câncer dos Trópicos um espaço aberto para o experimento.

Na primeira faixa, um ato extenso, mais de 11 minutos de duração, tempo suficiente para que as guitarras de Almeida passeiem pela obra de Dinosaur Jr., Sonic Youth e até nomes recentes, caso de St. Vincent, sem necessariamente perder a própria identidade. Ruídos, curvas bruscas e versos entristecidos – “Eu juro eu tentei / Não machucar” – que mantém firme o caráter jovial do trabalho. Já em Câncer dos Trópicos, uma faixa afundada em delírios instrumentais. Distorções e encaixes lisérgicos que sustentam a porção mais criativa, talvez inédita, do guitarrista.

No restante da obra, um jogo de faixas cruas, estimuladas pelas guitarras de Almeida. Logo na abertura do disco, um eficiente resumo de todo o registro na curta duração de Desampar. Pouco mais de um minuto em que arranjos raivosos e a voz característica do músico carioca apontam a direção para o restante da obra. Versos e melodias rápidas, pro vezes nonsenses, como se Almeida, talvez inspirado pelas imagens de capa do próprios trabalho, colasse fragmentos extraídos de diferentes poemas em um mesmo bloco de ruídos. Continue reading

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Palinoia: “Shapeshifter”

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O projeto Palinoia nasceu em novembro de 2013, na cidade de Campinas. Victor Bueno, nome por trás da criação do sons, vem testando novas vertentes e criando produções que vão do disco house até future funky. Após o lançamento de alguns singles por selos internacionais como Bleu De Bleu Records (França) e um EP pela Horeazon (Suíça) ganhou notoriedade. Lançou seu primeiro álbum em 2014 pelo seu próprio selo Winter Club Records e foi distribuído pela gravadora americana Keats Collective.

Agora o rapaz prodígio do interior, mas que é revelação na Europa, acaba de lançar mais um trabalho, se trata do EP “Shapeshifter”. Feito para o selo americano Stratford Ct, o pequeno disco resume a trajetória do produtor e seus novos elementos, construindo músicas com uma nova pegada, são três faixas com muito groove, bem verão europeu, dançante e fervescente.

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Disco: “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…”, Emicida

Emicida
Nacional/Hip-Hop/Rap
https://www.facebook.com/EmicidaOficial

Nunca antes Emicida pareceu tão esperançoso e ainda sóbrio quanto nas canções de Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa… (2015). Segundo trabalho em estúdio do paulistano, o registro de melodias descomplicadas e rimas “fáceis” é, como indicado pelo próprio rapper, um verdadeiro “Cavalo de Tróia”. Uma obra de sonoridade acessível, convidativa aos mais variados públicos, porém, ainda forte, agressiva, dona do mesmo discurso conciso que define a obra do artista desde a estreia com a mixtape Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe… (2009).

De forte apelo emocional, vide a abertura com a melancólica Mãe – “Uma vida de mal me quer, não vi fé / Profundo ver o peso do mundo nas costa de uma mulher” -, o presente disco, assim como o antecessor O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013), nasce como um trabalho em que Emicida ultrapassa os limites da periferia de São Paulo para dialogar com os mais variados grupos de marginalizados. Mulheres, homossexuais, trabalhadores, dependentes químicos e, principalmente, os negros.

Cês diz que nosso pau é grande / Espera até ver nosso ódio”, aponta o rapper na pesada Boa Esperança, décima canção do disco e um eficiente resumo de toda a obra. Análise amarga sobre a situação dos negros no Brasil, a música, uma parceira com J. Ghetto, estreita a relação entre o período de escravidão e o presente cenário nacional. Fragmentos marcados por perseguições (“Por mais que você corra, irmão / Pra sua guerra vão nem se lixar”), desrespeito (“Médico salva? Não! / Por quê? Cor de ladrão”) e morte (“Meu sangue na mão dos radical cristão”).

Ainda assim, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa… é uma obra marcada pelo forte aspecto “positivo” das rimas. Bom exemplo disso está nos versos doces, pueris, que definem a curtinha Amoras. “Entre amoras e a pequenina eu digo: As pretinhas são o melhor que há”, declama Emicida na metafórica composição escrita para a filha. Quase uma continuação da adorável Sol de Giz de Cera, faixa dividida com Tulipa Ruiz no último disco, a música de versos curtos e sorridentes serve de complemento ao coro de vozes apresentado em Casa – “O céu é meu pai / A terra, mamãe / E o mundo inteiro é tipo a minha casa”, possivelmente a faixa mais acessível (e comercial) do presente disco. Continue reading

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Stefanini: “Eu Sei” (Prod. Pedrowl)

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Voz entristecida, batidas densas, sintetizadores limpos e arrastados, passagem para a chegada de um catálogo de versos marcados pela confissão. Basta uma única audição para que Eu Sei, mais recente single do cantor e compositor goiano Stefanini, grude sem dificuldade nos ouvidos. Na trilha melancólica do último trabalho do jovem músico, Quiçá, a nova faixa, composição produzida pelo paulistano Pedrowl, cresce, perturba e ainda joga com a ânsia do próprio artista: “São intensos meus desejos de você / A cada som da sua voz“.

A semelhança com o trabalho do capixaba Silva é inevitável, entretanto, enquanto o autor de Vista Pro Mar (2014) parte em busca de um material ensolarado, quase sorridente, Stefanini explora o oposto. Corrompido pela saudade, o cantor flutua em meio ao ondular de bases graves que Pedrowl espalha ao fundo da canção. Um labirinto de ruídos, batidas e temas que evocam com naturalidade o mesmo arsenal de referências lançadas por nomes como Cashmere Cat e Clams Casino.

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Stefanini – Eu Sei (Prod. Pedrowl)

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