Tag Archives: Brasil

Os Melhores Discos de 2014: Lista dos Leitores

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Quais são os melhores discos de 2014? Ora, pergunte aos leitores do Miojo Indie. Depois de apresentar a nossa lista com os 50 melhores lançamentos nacionais e internacionais do ano, está na hora de conhecer os trabalhos eleitos por aqueles acompanham o site e participaram da nossa votação.

Como na edição anterior, cada votante indicou cinco discos brasileiros e cinco estrangeiros, organizando os trabalhos em uma ordem de preferência do 1º lugar para o 5º lugar. Cada posição conta com uma pontuação diferente, começando em 5 Pontos para o 1º colocado, 4 para o 2º, 3 para o 3º, 2 para o 4º e 1 ponto para o 5º colocado. Veja o resultado: Continue reading

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Strausz: “Não Deixe De Alimentar” (ft. Ledjane Motta & Maria Pia)

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Ex-guitarrista da falecida banda R. Sigma, Diogo Strausz passou os últimos meses envolvido em uma série de projetos da cena (alternativa) carioca. Da bem sucedida estreia do parceiro Castello Branco – em Serviço (2013) -, passando pelo recente álbum de Alice Caymmi – Rainha dos Raios (2014) -, até a breve colaboração com Mahmundi – em Habitat -, cada projeto em que se envolveu como produtor, Strausz se concentra em reforçar a diversidade da própria essência – tão atual, como alimentada de forma assertiva pelo passado.

Em Não Deixe de Alimentar, composição assumida pelas vozes das convidadas Ledjane Motta e Maria Pia, Strausz lentamente se despede dos bastidores para solucionar o primeiro registro em carreira solo, Spectrum Vol.1 (2015). Com previsão de lançamento para o dia 27 de janeiro, o trabalho ainda conta com a participação de Kassin, Apollo, Bonde do Rolê, Alice Caymmi e Leno, pai do guitarrista e um dos principais “personagens” da Jovem Guarda. Em entrevista ao site da Rolling Stone Brasil, Strausz comentou o processo de produção do disco e até mesmo a bem-humorada capa do trabalho.

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Strausz – Não Deixe De Alimentar (ft. Ledjane Motta & Maria Pia)

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Glue Trip: “A New Place To Start”

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Para uma música lançada na primeira semana de 2015, a banda paraibana Glue Trip não poderia ter encontrado um título melhor: A New Place To Start. Ainda que o título da recente criação – dividida entre Lucas Moura e Gouveia Phill – pareça dialogar de forma subjetiva com a passagem para o novo ano, em se tratando dos arranjos, toda a estrutura testada no decorrer da composição revela uma sonoridade parcialmente distinta em relação ao debut/EP Just Trippin’ (2013).

Ao mesmo tempo em que o detalhismo dos instrumentos esbarre no mesmo universo de Old Blood e outras faixas mais recentes do projeto, a leveza dos vocais e lento crescimento dos temas acústicos reforça um descompromisso ainda maior. Cinco minutos em que a mente facilmente se transporta de qualquer centro urbano para a frente de uma praia, reverberando temas psicodélicos e um tempero praiano que invade a mesma fórmula de Animal Collective, Tame Impala e outros gigantes recentes. Um doce delírio.

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Glue Trip – A New Place To Start

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Supercordas: “Sobre o Amor e Pedras”

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Longe de repetir o longo hiato de seis anos que separa o clássico Seres Verdes Ao Redor (2006) de A Mágica Deriva Dos Elefantes (2012), a banda carioca Supercordas reserva para 2015 a chegada do terceiro álbum de inéditas. Em novo selo, o grupo formado em 2003, se despede da Midsummer Madness para integrar o catálogo da Balaclava Records, casa de Holger, Séculos Apaixonados, Câmera e outros responsáveis por alguns dos melhores registros de 2014. Antes mesmo de entrar em estúdio, uma novidade: a inédita Sobre o Amor e Pedras.

Possivelmente uma das canções mais acessíveis da banda, a faixa de ritmo dançante e versos fáceis aos poucos transporta o coletivo para um cenário quase inédito, flertando com temas típicos do Tame Impala em Lonerism (2012), além de visitar o último registro solo do vocalista Bonifrate, Museu de Arte Moderna (2013). Sobre o Amor e Pedras conta com download gratuito no site da Balaclava. Acima o clipe da canção, trabalho dirigido por Giuliano Gerbasi.

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Supercordas – Sobre o Amor e Pedras

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Disco: “Cores e Valores”, Racionais MC’s

Racionais MC’s
Hip-Hop/Rap/Rap Nacional
http://www.racionaisoficial.com.br/

Por: Cleber Facchi

A sensação de estranheza é inevitável durante as primeiras audições de Cores e Valores (2014, Cosa Nostra). Batidas eletrônicas secas, versos orientados em uma estrutura cíclica, por vezes limitada, e uma nítida atmosfera de distanciamento lírico fazem do sexto registro em estúdio do Racionais MC’s a obra mais particular (quase isolada) já composta pelo quarteto paulistano. A julgar pela base que representa a faixa de abertura, uma variação de Royals da cantora Lorde, não seria um erro afirmar que a essência projetada pelo grupo – Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay – durante mais de duas décadas foi desconstruída.

Passados 12 anos desde o lançamento de Nada como um Dia após o Outro Dia, em outubro de 2002, é necessário perguntar: o que você esperava de um novo álbum do Racionais? Composições extensas discutindo os problemas da periferia? Emicida, Rael e Ogi investiram nos mesmos conceitos recentemente. Faixas discutindo criminalidade, drogas e racismo? Projota, Karol Conká, Rashid, Criolo e tantos outros assumiram essa “função”. Há uma década, quando o grupo entrou em hiato, não apenas o espaço concedido ao Hip-Hop era diferente, talvez limitado, como a própria situação econômica, social e cultural do país era completamente outra. Jogar com regras antigas é parte de uma obrigação natural para qualquer artista veterano? Não para os Racionais.

Longe de parecer uma transposição forçada, com o novo álbum os “quatro pretos mais perigosos do Brasil” adaptam o próprio discurso a presente geração de ouvintes. Há 12 anos os quase nove minutos de Vida Loka II talvez fizessem sentido para o ouvinte limitado ao alcance físico de um Micro System. Entretanto, para uma massa de espectadores imersos em smartphones e rápidas mudanças de tela, a curta duração dos temas e o diálogo rápido com os meios digitas nasce como uma coesa transformação por parte do grupo. Não por acaso Cores e Valores foi antes apresentado no Google Play e Youtube do que em formato físico.

Pode parecer uma comparação absurda, mas a cíclica “Somos O Que Somos / Somos O Que Somos / Somos O Que Somos” provavelmente cause um impacto maior do que um esperado (e talvez repetitivo) resgate dos mesmos extensos versos lançados pelo coletivo na década de 1990. Todavia, a inteligência do quarteto vai além de um mero mecanismo de adaptação de formato. Regresso inevitável aos primeiros anos de estúdio do grupo, caso de Holocausto Urbano (1990) ou mesmo antes, dentro da coletânea Consciência Black, Vol. I (1988), Cores e Valores é uma obra de dois lados bem definidos, como um analógico LP dividido em “Lado A” e “Lado B”. Continue reading

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