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Golden Kong leva o Tiga para dançar no ritmo do jersey club

 

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O jovem produtor paulistano Fernando Martin Simões, mais conhecido como Golden Kong ataca novamente. Depois de lançar seu ep de estreia pelo selo Braza Music, ele soltou em sua pagina do soundcloud diversos remixes excêntricos. Após experimentar sons que misturam samples de vídeo game, MC Livinho e Jersey club, o rapaz volta com um remix avassalador do hit Bugatti do produtor canadense Tiga.

A faixa leva os vocais de Tiga para o mundo do global bass, mais precisamente pras pistas com batidas de Jersey club, além de toda energia presente com frequência em suas musicas. Podemos notar grande evolução desde seu primeiro lançamento, muito mais que qualidade, pode se ver muita ousadia e criatividade. Golden Kong faz parte da nova safra de djs e produtores tupiniquins, que estão indo além do padrão e prometem muita coisa boa para as pistas.

 

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Disco: “Trovões a Me Atingir”, Jair Naves

Jair Naves
Indie/Alternative/Brazilian
http://www.jairnaves.com.br/

Descrença, solidão, medo e morte; temas corriqueiros dentro do acervo poético de Jair Naves enquanto vocalista da extinta Ludovic, porém, um catálogo de experiências cada vez menos significativas no universo autoral que define a carreira solo do cantor. Se em 2006, quando apresentou o derradeiro Idioma Morto, Naves gritava a plenos pulmões, exaltando sentimentos e toda sua raiva em relação ao mês de janeiro – “o pior dos meses” -, curioso perceber no mesmo mês, data escolhida para o lançamento do segundo disco solo do músico, Trovões a Me Atingir (2015, Independente), uma completa oposição desse resultado.

Da capa iluminada aos arranjos suavizados, dos versos marcados pela esperança ao refrão vívido da faixa-título – “meu corpo volta a ter pulsação” -, difícil ignorar a transformação que define a presente obra do paulistano. Ainda que a melancolia tome conta de boa parte do trabalho, marca explícita nos instantes finais e respiros breves do registro, seria um erro não observar o conceito “sorridente” que sustenta a atual fase de Naves. As angústias e trovões – como indicado no título da obra -, ainda atingem o compositor, por todos os lados, entretanto o nítido senso de superação parece maior, raro quando voltamos os ouvidos para o contexto macambúzio do ainda recente E Você Se Sente Numa Cela Escura… (2012).

Diferente de outros registros individuais, ou mesmo da postura melancólica assumida desde a estreia com Servil (2004), quando atuava como vocalista/líder da Ludovic, durante todo o percurso, Naves se concentra na exaltação ao amor, crença e aspectos positivos da vida adulta. Doses amargas de sobriedade ainda são evidentes, contudo, ao buscar apoio em versos como “Minha solidão tem fim para mim, isso basta” e “Desejo assim eu nunca, nunca vi“, logo no começo do álbum, a direção assumida pelo artista passa a ser outra. Não seria um erro interpretar o novo trabalho de Naves como a obra mais esperançosa e feliz do cantor.

Tamanha alteração – lírica e principalmente instrumental – reforça um natural aspecto de renovação (ou ineditismo) quando comparado ao curto acervo do paulistano. Se em 2012 parecia fácil encaixar o primeiro registro solo de Naves em uma estrutura próxima ao trabalho de Joni Mitchell, The Walkmen e The Smiths, hoje, o senso de identidade e reforço criativo preenche toda a obra do músico. Ao lado de Renato Ribeiro (violão e guitarra), Thiago Babalu (bateria), Felipe Faraco (teclados) e Rafael Findans (baixo), Naves brinca com as possibilidades, conquistando um território musicalmente amplo, passagem livre para a interferência de convidados como Beto Mejía (Móveis Coloniais de Acaju), Camila Zamith (Sexy Fi) e Guizado. Continue reading

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Carne Doce: “Fetiche”

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Delicada, confessional e parcialmente oculta em meio ao turbilhão de guitarras e vozes fortes que ocupam o registro de estreia da banda Carne Doce, Fetiche talvez seja o fragmento mais representativo da sonoridade doce que também movimenta o trabalho do grupo goiano. Naturalmente intimista, a composição de arranjos econômicos parece crescer em uma medida própria de tempo, encaixando acordes de guitarra em meio aos versos românticos do casal Salma Jô e Macloys Aquino, protagonistas do recém-lançado clipe de Luciana Faria.

Com edição assinada pelo roteirista e cinegrafista Luciano Evangelista, o registro em branco e preto acompanha o ritmo comportado da faixa, sobrepondo imagens do casal durante um passeio por uma chácara nas proximidades de Goiânia, Goiás. Lançado em boa hora, o vídeo funciona como um convite para a sequência de shows que a banda promove (pela primeira vez) em diferentes cidades do estado de São Paulo. Autointitulado, o primeiro registro em estúdio do coletivo goiano foi eleito álbum do ano em nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2014.

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Carne Doce – Fetiche

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Meca Music Festival 2015 – São Paulo

No ultimo sábado, São Paulo recebeu a segunda edição do festival Meca, que em 2014 teve uma versão reduzida na capital paulista, mas que esse ano teve sua maior versão entre as cidades que passou. O Meca teve inicio em 2011 no sul do país, e de lá até agora já trouxe atrações como: Vampire Weekend, Two Door Cinema Club, The Rapture, Mayer Hawthorne, Friendly Fires, além de excelentes djs internacionais.

Nesse ano o festival contou como suas principais atrações nomes como: La Roux, AlunaGeorge e a banda Citizens!, que tocou pela segunda vez no festival, depois de agradar os fãs em 2013, voltou para curtir o verão brasileiro com a galera. Nós fomos ao Campo de Marte, local aonde foi realizado o evento, que teve o palco principal em um hangar de aviões, além de três cabines de djs espalhados pela área aberta do pequeno aeroporto, que além de musica boa, gente bonita, contou com cerveja de graça e sorvete a vontade.

O festival começou na tarde de sábado, mas precisamente às 15h, e teve como abertura Serge Erege, que mostrou para poucos sua mistura de post-punk e space-disco, como assim define seu show. Logo em seguida tivemos a banda Glass n’ Glue, que conta com integrantes de Minas Gerais, Rio e São Paulo, e traz grande influencia do rock e o pop inglês e norte-americano, a banda mostrou um show cheio de energia e exibiu a experiência que ganhou nos últimos anos com seus shows e projetos paralelos. Já com um publico bacana circulando no festival, a banda carioca Mahmundi, comandada pela musicista e compositora Marcela Vale, fez uma das melhores apresentações do festival, e quem chegou cedo pode ver a incrível banda tornar a tarde mais agradável, com aquele climão de festival de verão.

Em seguida, a banda gaucha Wannabe Jalva, que é já quase residente do festival, fez sua terceira apresentação durante os anos no qual existe o meca e como sempre agitou o publico. Terminando as atrações nacionais que iriam tocar no palco principal, a banda paulistana Aldo, The Band, mostrou que veio pra ficar, e com uma plateia de grande quantidade e super animada, tocou seu repertorio desde o inicio do projeto, o novo hit “Sunday Dust” e uma nova canção que foi exibida ao publico pela primeira vez. Logo em seguida, os britânicos do Citizens! fizeram um belo show, super a vontade com a plateia, foram bem recebidos, mostraram gratidão e boas musicas.

Por fim chegou a hora mais aguardada por muitos ali, que esperavam ansiosos para ver a dupla Aluna George, que surpreendeu a todos com um show impecável. O duo londrino que ao vivo se torna trio mostrou musicas bem interpretadas e muito carisma por parte da cantora Aluna Francis, que fez todos ali presentes saberem o porquê do grande destaque nos últimos dois anos, que assim como eles, poucos artistas fazem ou já fizeram um R&B mais pop com tanta originalidade e atitude. Os hits “Your Drums, Your Love” e “You Know You Like It”, assim como a faixa “White Noise”, feita em parceria com o Disclosure, foram cantadas em coro.

Fechando a noite, o projeto La Roux, da cantora Elly Jackson, era a principal atração da noite levando o destaque do line up do festival, mas sua apresentação dividiu opiniões. A cantora subiu ao palco e agitou o publico, mas aos poucos deu pra perceber algo estranho no som. Parecia que algumas musicas estavam usando como apoio o recurso de playback. Mesmo com a apresentação do seu mais novo álbum, seus hits passados, além de estilo de sobra, a cantora decepcionou, faltando um pouco de vontade de “cantar” o que sabemos que ela sabe fazer bem.

Além do palco principal, tivemos muitos djs espalhados pelo espaço externo, com variedade de estilos e de performance. Podemos destacar a tenda feita em parceria com o Red Bull Music Academy, que trouxe o dj e produtor português Branko, membro do grupo de global bass BURAKA SOM SISTEMA, além de artistas brasileiros inovadores como Daniel Limaverde e seixlacK. A noite acabou e deixou um gostinho de quero mais, tirando a falta de variedade de comidas e os mini palcos muito próximos. O Meca SP 2015 trouxe boas atrações, foi bem localizado, bem organizado, teve diversas ações de marketing positivas durante o dia, quantidade de pessoas agradável para um festival, e, sobretudo harmonia entre o publico! Já estamos esperando o anuncio do line up do ano que vem, e novas iniciativas bacanas.

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Os 50 Melhores Discos Nacionais de 2014

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Pop, Hip-Hop, punk, rock psicodélico, R&B, pós-rock e MPB. Poucas vezes campos tão distintos da música nacional disputaram o mesmo espaço com tamanha naturalidade quanto em 2014. Para cada região do país, dois ou três registros de peso, obras que romperam com o cercado habitual do “independente” para esbarrar ou mesmo flertar com o grande público. Da boa safra paranaense (Charme Chulo, ruído/mm), passando pelo estado de Goiás (Carne Doce, Luziluzia), Brasília (ˆL_) e Pernambuco (Russo Passapusso, Kalouv), até alcançar o eixo Rio-São Paulo, selecionamos os 50 melhores trabalhos que resumem a (rica) produção musical brasileira ao longo de todo o ano.

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[50-41] - [40-31] - [30-21] - [20-11] - [10-01]

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Os 50 Melhores Discos Internacionais de 2014

Lista dos Leitores | Melhores Capas

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Os Melhores Discos de 2014: Lista dos Leitores

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Quais são os melhores discos de 2014? Ora, pergunte aos leitores do Miojo Indie. Depois de apresentar a nossa lista com os 50 melhores lançamentos nacionais e internacionais do ano, está na hora de conhecer os trabalhos eleitos por aqueles acompanham o site e participaram da nossa votação.

Como na edição anterior, cada votante indicou cinco discos brasileiros e cinco estrangeiros, organizando os trabalhos em uma ordem de preferência do 1º lugar para o 5º lugar. Cada posição conta com uma pontuação diferente, começando em 5 Pontos para o 1º colocado, 4 para o 2º, 3 para o 3º, 2 para o 4º e 1 ponto para o 5º colocado. Veja o resultado: Continue reading

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Strausz: “Não Deixe De Alimentar” (ft. Ledjane Motta & Maria Pia)

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Ex-guitarrista da falecida banda R. Sigma, Diogo Strausz passou os últimos meses envolvido em uma série de projetos da cena (alternativa) carioca. Da bem sucedida estreia do parceiro Castello Branco – em Serviço (2013) -, passando pelo recente álbum de Alice Caymmi – Rainha dos Raios (2014) -, até a breve colaboração com Mahmundi – em Habitat -, cada projeto em que se envolveu como produtor, Strausz se concentra em reforçar a diversidade da própria essência – tão atual, como alimentada de forma assertiva pelo passado.

Em Não Deixe de Alimentar, composição assumida pelas vozes das convidadas Ledjane Motta e Maria Pia, Strausz lentamente se despede dos bastidores para solucionar o primeiro registro em carreira solo, Spectrum Vol.1 (2015). Com previsão de lançamento para o dia 27 de janeiro, o trabalho ainda conta com a participação de Kassin, Apollo, Bonde do Rolê, Alice Caymmi e Leno, pai do guitarrista e um dos principais “personagens” da Jovem Guarda. Em entrevista ao site da Rolling Stone Brasil, Strausz comentou o processo de produção do disco e até mesmo a bem-humorada capa do trabalho.

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Strausz – Não Deixe De Alimentar (ft. Ledjane Motta & Maria Pia)

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Glue Trip: “A New Place To Start”

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Para uma música lançada na primeira semana de 2015, a banda paraibana Glue Trip não poderia ter encontrado um título melhor: A New Place To Start. Ainda que o título da recente criação – dividida entre Lucas Moura e Gouveia Phill – pareça dialogar de forma subjetiva com a passagem para o novo ano, em se tratando dos arranjos, toda a estrutura testada no decorrer da composição revela uma sonoridade parcialmente distinta em relação ao debut/EP Just Trippin’ (2013).

Ao mesmo tempo em que o detalhismo dos instrumentos esbarre no mesmo universo de Old Blood e outras faixas mais recentes do projeto, a leveza dos vocais e lento crescimento dos temas acústicos reforça um descompromisso ainda maior. Cinco minutos em que a mente facilmente se transporta de qualquer centro urbano para a frente de uma praia, reverberando temas psicodélicos e um tempero praiano que invade a mesma fórmula de Animal Collective, Tame Impala e outros gigantes recentes. Um doce delírio.

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Glue Trip – A New Place To Start

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