Tag Archives: Chillwave

Slow Magic: “Girls”

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A grande beleza em se tratando da obra de Slow Magic está na forma como o produtor com  máscara de raposa consegue misturar pop e arranjos experimentais em uma mesma composição. Um dos poucos a manter o mesmo teor artesanal conquistado pela Chillwave na década passada, o artista usa da recém-lançada Girls como uma inteligente representação de tudo aquilo que ele e outros produtores vem desenvolvendo de forma mágica há bastante tempo.

Com quase cinco minutos de duração, Girls utiliza de vozes fragmentada – no melhor estilo Gold Panda em começo de carreira -, como um estímulo para as batidas. Psicodelia, beats ensolarados, Pop-Lo-Fi, tudo converge de forma assertiva e versátil no interior da faixa, que ainda equilibra guitarras acolhedoras e sintetizadores no melhor estilo Passion Pit. Lançada no soundcloud do produtor, a canção é parte da nova (e extensa) turnê de Slow Magic, presente em uma série de cidades e festivais norte-americanos. Alguém consegue trazer ele para o Brasil?

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Slow Magic – Girls

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Washed Out: “Weightless”

Paracosm

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Mágico e preguiçoso, Paracosm (2013) é uma fina representação da sonoridade encontrada por Ernest Greene para o Washed Out. Neo-Psicodelia, Chillwave, Glo-Fi, não importa, afinal, cada composição lançada pelo músico norte-americano é a passagem para um mundo de cores, proposta encarada desde o debut-EP Life of Leisure (2009), porém, aperfeiçoado dentro do cenário acolhedor do último álbum.

Exemplo acolhedor de tudo o que circula pelo interior da obra está em Weightless, letárgica canção escolhida para se transformar no mais novo clipe do Washed Out. Abastecida por arranjos lentos e vozes consumidas pelos sintetizadores, a música atravessa as bases encontradas em Within and Without, de 2011, aproximando o músico do cenário recente, princípio para as imagens arrastadas do diretor David Altobelli.

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Washed Out – Weightless

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CFCF: “Windswept”

CFCF

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Trabalhador incansável, Michael Silver não passa mais do que algumas semanas sem lançar algum novo invento pelo CFCF. Para se ter uma noção do ritmo que dita o cotidiano do músico canadense, apenas em 2013 Silver apresentou dois (ótimos) discos – Outside e Exercises EP -, isso sem contar na variedade de composições avulsas apresentadas no sempre movimentado soundcloud do artista.

Seguindo o natural fluxo de trabalho, eis que o produtor anuncia mais um novo registro. Trata-se de Outsiders, um EP que concentra uma série de remixes relacionados ao último álbum do norte-americano, bem como algumas composições inéditas, caso da recém-lançada Windswept. Seguindo de onde o músico parou há poucos meses com a apaixonada Lorraine – uma das melhores composições já feitas pelo CFCF -, a nova faixa mantém firme o clima romântico-tropical, guiando o espectador por entre sussurros e batidas brandas que emanam um toque firme de sedução. Sexy.

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CFCF – Windswept

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Monster Rally: “Sunflower”

Monster Rally

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Em 2010, quando a Chillwave e toda a variação de ritmos litorâneos/Lo-Fi foram oficialmente apresentados ao mundo, Ted Feighan e seu Monster Rally assumiram um território quase particular dentro desse novo universo. Brincando com as mesmas emanações acolhedoras de Gold Panda e Toro Y Moi, porém, direcionando as próprias experiências para o misticismo da cultura indiana, o produtor trouxe logo no ano seguinte o inventivo Coral (2011), obra que parece seguida no novo lançamento de Feighan: Sunflower.

Faixa-título do mais novo EP proposto pelo californiano, a nova música funde tanto as emanações brandas do Boards Of Canada, como o clima nostálgico do Avalanches no clássico Since I Left You (2000). No meio desse catálogo doce e sujo de ruídos, o artista ainda tira tempo para revelar um catálogo de emanações autorais, reproduzindo uma composição tão acolhedora que é difícil não dar play diversas vezes na faixa.

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Monster Rally – Sunflower

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10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor

10 discos para ouvir fazendo amor

A história da música está repleta de obras marcadas por gemidos, suspiros e composições pontuadas do começo ao fim pelo erotismo. Trabalhos que vão do soul de Marvin Gaye ao trip-hop do trio britânico Portishead em uma atmosfera de pura provocação e sensualidade evidente. Mas quais são os trabalhos recentes que conseguem mergulhar na mesma sonoridade? Obras que amenizam letras provocantes e arranjos lascivos em um mesmo cenário musical? Pensando nisso, a lista abaixo resgata 10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor. São trabalhos lançados de 2010 até hoje e que cruzam as experiências do R&B, eletrônica, pop e rock em um catálogo de sons que funcionam de maneira ainda mais intrigante embaixo dos lençóis. Respire fundo, morda os lábios e prepare-se para fortes sensações. Continue reading

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Naïve Bar + Miojo Indie

Miojo Indie Naïve

Estão prontos para mais uma invasão do Miojo Indie no Naïve Bar? Aproveitando o “feriado” prolongado do Lollapalooza Brasil, Cleber Facchi (Miojo Indie) recebe os convidados “internacionais” Felipe Matheus Lima (PB) e Marcello Henrique (AM), além do local Luiz Harada (SP), para celebrar o aniversário do amigo Douglas da Nóbrega, do MARRA!

Durante toda a noite de sexta-feira (11), clássicos recentes do R&B, Hip-Hop, Indie, Chillwave, Disco e pequenas experimentações eletrônicas tomam conta da “pista” na esquina da Rua Matogrosso. Espere para ouvir How To Dress Well, Frank Ocean, Todd Terje, Mac DeMarco, Nicolas Jaar e, claro, Beyoncé. A entrada no Naïve é gratuita, o bar é cheio de gente linda e o mojito, bom, o mojito é o melhor de São Paulo. Abaixo você fica com a nossa mixtape de aquecimento:

 

Naïve Bar + Miojo Indie
DJs Cleber Facchi + Felipe Matheus Lima + Marcello Henrique + Luiz Harada
Douglas Da Nóbrega B-Day
Rua Mato Grosso, 28 Higienópolis, São Paulo, BR 07/02/2014 | 18:00 – 01:00
Entrada Gratuita
+ Informações: https://www.facebook.com/naivebar   

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Small Black: “Lines of Latitude” (ft. Frankie Rose)

Frankie Rose

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Se por um lado Limits Of Desire (2013) não conseguiu superar a atuação do grupo norte-americano Small Black no ótimo New Chain, de 2010, por outro lado o registro abriu as portas para um novo catálogo de possibilidades. Menos íntimos dos arranjos ensolarados da Chillwave, a banda atravessa o Dream Pop em um senso de descoberta, premissa para a formação do ainda inédito Real People EP, e estratégia encontrada para o abastecimento da delicada Lines of Latitude.

Mais nova composição do grupo e faixa que integra o novo projeto, a canção se acomoda em meio a um jogo de batidas sensíveis e emanações preguiçosas. Ainda que a relação entre os integrantes seja suficiente para a formação da música, a presença de Frankie Rose cresce como um complemento para a canção. São rápidas imposições de voz no eixo final da música, premissa para o que deve orientar todo o novo EP.

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Small Black – Lines of Latitude (ft. Frankie Rose)

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Roosevelt: “Small Hours” (John Martyn Cover)

Roosevelt

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Apresentado oficialmente no último ano com o ótimo Elliot EP (2013), o alemão Roosevelt parece aos poucos aprimorar a medida nostálgica que vem desenvolvendo em cada nova faixa. Depois da boa sequência de músicas que incluem Montreal e a canção que dá título ao EP, o produtor resolveu visitar a obra do britânico John Martyn para produzir uma música de acordo com suas próprias exigências.

Originalmente apresentada em 1978, como faixa de encerramento do disco One World, Small Hours dança de forma comportada pelas preferências de Roosevelt. Com quase metade do tempo da versão original – que ultrapassa os oito minutos de duração -, a nova faixa usa da colisão de vozes e sintetizadores sequenciais como um princípio de atração para o ouvinte. Com um pé na Chillwave e outro em pequenas apropriações de House 80’s, a canção transita por um cenário equilibrado, como uma trilha sonora para um fim de tarde.

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Roosevelt – Small Hours (John Martyn Cover)

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Teen Daze: “Tokyo Winter”

Teen Daze

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Depois da dobradinha The Inner Mansions‎ e All Of Us, Together, em 2012, o canadense Teen Daze passou o último apenas com o climático Glacier. Dando sequência ao projeto em construção desde o fim da década passada, o artista parece cada vez mais interessado na projeção de arranjos essencialmente climáticos, efeito condensado nos últimos trabalhos em estúdio do músico, mas que volta a se repetir com a recém-lançada Tokyo Winter.

Banhada pelo uso de sintetizadores em loop e pequenas interferências atmosféricas, a nova música abandona de vez os recursos da Chillwave, tão comum nos primeiros discos de Daze, para brincar com a Ambient Music. São quase cinco minutos de duração em que todos os elementos da faixa se acomodam em uma medida confortável, quase preguiçosa. A canção é parte do novo EP do canadense, Paradiso, trabalho que será liberado para download gratuito no dia 25 de março.

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Teen Daze – Tokyo Winter

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Small Black: “Lines of Latitude” (ft. Frankie Rose)

Small Black

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Se por um lado Limits Of Desire (2013) não conseguiu superar a atuação do grupo norte-americano Small Black no ótimo New Chain, de 2010, por outro lado o registro abriu as portas para um novo catálogo de possibilidades. Menos íntimos dos arranjos ensolarados da Chillwave, a banda atravessa o Dream Pop em um senso de descoberta, premissa para a formação do ainda inédito Real People EP, e estratégia encontrada para o abastecimento da delicada Lines of Latitude.

Mais nova composição do grupo e faixa que integra o novo projeto, a canção se acomoda em meio a um jogo de batidas sensíveis e emanações preguiçosas. Ainda que a relação entre os integrantes seja suficiente para a formação da música, a presença de Frankie Rose cresce como um complemento para a canção. São rápidas imposições de voz no eixo final da música, premissa para o que deve orientar todo o novo EP.

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Small Black – Lines of Latitude (ft. Frankie Rose)

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