Tag Archives: Chillwave

Korallreven: “November Rain” (Guns N’ Roses Cover)

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De todos os trabalhos lançados pela dupla Marcus Joons e Daniel Tjäder desde a estreia com An Album by Korallreven, em 2011, a versão para uma música do Guns N’ Roses talvez fosse a última coisa que passasse pela cabeça de quem acompanha o trabalho da dupla sueca. Todavia, depois de investir na ótima Death Is Not For Us, lançada há poucos meses, ao brincar com a versão de November Rain o duo estabelece um novo reforço (instrumental) para o ainda inédito Second Comin’ (2014), segundo disco do Korallreven lançado em novembro pelo selo Cascine.

Longe do material épico-espalhafatoso apresentado na versão original da música, presente no “clássico” Use Your Illusion, de 1991, a presente adaptação flutua em meio a sintetizadores mágicos, vocalizações delicadas e uma completa fuga dos excessos assinados por Axl Rose. Sem dúvidas, um material imprevisível, entretanto, coerentemente encaixado dentro do som tropical e futurístico típico da dupla.

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Korallreven – November Rain (Guns N’ Roses Cover)

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Mauricio Avila: “Glass” e “Swell”

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As canções de Mauricio Avila crescem dentro de uma medida própria de tempo. Batidas comportadas, sintetizadores vagarosos e toda uma atmosfera litorânea, quase “preguiçosa”, invade os fragmento sonoro assinado pelo jovem produtor. Original de Franca, interior de São Paulo, Avila pode até viver longe do litoral paulistano, entretanto, basta um mergulho nas melodias de Glass e Swell, duas de suas composições mais recentes, para que artista e ouvinte sejam logo transportados para algum cenário à beira-mar.

Ainda que “Lone, Machinedrum e Disclosure” sejam apresentados como alguns dos artistas que mais influenciam o trabalho de Avila atualmente, uma rápida visita ao soundcloud do produtor entrega com naturalidade outras referências talvez mais importantes. Com remixes para músicas de Metronomy e Vampire Weekend, não é difícil perceber de onde vem a inspiração para o som tropical incorporado em cada recente criação. Recomendado para quem já acompanha o trabalho do também brasileiro Rico ou mesmo estrangeiros a exemplo de Cashmere Cat.

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Mauricio Avila – Glass

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Mauricio Avila –  Swell

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Les Sins: “Why” (Feat. Nate Salman)

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Chaz Bundick pode até vender o Les Sins como um projeto distinto em relação ao Toro Y Moi, porém, não é preciso muito esforço para perceber a nítida relação entre as duas “bandas” do músico. Em Why, faixa lançada em parceria com o cantor Nate Salman, todas as referências da década de 1970 testadas nos dois últimos discos do TYM são prontamente recuperadas, apenas adaptadas ao contexto “eletrônico” que orienta a presente fase de Bundick.

Bem diferente do som proposto em Bother, primeiro single do álbum de estreia como Les Sins, Michael (2014), a nova canção reforça a capacidade de Bundick em criar pequenas composições dentro de uma mesma faixa. São pequenos atos instrumentais que visitam tanto a Disco-Funk Music lançada há quatro décadas, como o ambiente tropical que resume o trabalho do produtor em parte da “cena” Chillwave. Com lançamento previsto para quatro de dezembro, Michael chega pelo selo Carpark.

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Les Sins – Why (Feat. Nate Salman)

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Disco: “How To Run Away”, Slow Magic

Slow Magic
Chillwave/Electronic/Synthpop
http://slowmagic.bandcamp.com/

Por: Cleber Facchi

Um dos aspectos mais sublimes na obra de Hayao Miyazaki não está no roteiro delicado ou mesmo nos cenários fantásticos produzidos a cada película, mas nos personagens que o diretor utiliza como ponte para esse universo mágico. Seja o gigante Totoro no filme de 1988, os diferentes espíritos na trama de Princesa Mononoke (1998) ou mesmo o jovem Haku em A Viagem de Chihiro (2002), há sempre uma criatura/estopim que aos poucos afasta a mente do espectador da realidade, convidado a experimentar o novo plano de cores, cenários e sensações detalhadas em cada história.

Ainda que atuante em um ambiente específico – o da música -, não é difícil perceber no novo álbum do californiano Slow Magic a mesma atmosfera fantástica que toma conta da poesia visual de Miyazaki. Mágico personagem da própria obra, o produtor mascarado é o grande responsável por apresentar ao público – representado pelos jovens na capa do álbum – o panorama delicado que se apodera de How To Run Awaym (2014, Downtown), segundo e mais recente obra de estúdio.

Coleção de temas limpos e essencialmente melódicos, o presente álbum é um passo além em relação ao que Magic já havia testado com acerto no disco anterior, Triangle, de 2012. Trata-se de uma interpretação menos “artesanal” da Chillwave que ocupou grande parte da Costa Oeste dos Estados Unidos no final da década passada, experiência agora detalhada no uso atento dos sintetizadores – a principal ferramenta de trabalho para a obra. Todavia, mais do que um projeto orientado por novas imposições técnicas/estéticas, How To Run Away é um desenvolvido para brincar com as sensações do ouvinte.

Da imagem fantasiosa que estampa a capa do disco – o “personagem” de Slow Magic -, ao conjunto de harmonias detalhadas em cada faixa, por onde passa o ouvinte é arrastado para um novo campo de experiências oníricas. Em uma estrutura musical progressiva (e mística), o produtor detalha pequenas referências, sobrepõem instrumentos e brinca com a voz em uma captação carregada de eco. Assim como nas histórias de Hayao Miyazaki, Magic está longe de fornecer as respostas ao público, pelo contrário, parece se divertir com as diferentes interpretações lançadas em cada música. Continue reading

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CFCF: “Prisma”

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Por mais que as composições de Michael Silver pelo CFCF partam de uma mesma base atmosférica, cada trabalho lançado pelo produtor/música canadense se transforma em surpresa. Temporariamente longe dos vocais, o artista de Montreal reserva para o dia 23 de setembro a chegada de Driftless Ambient 1 (2014), um pequeno arsenal de faixas serenas e instrumentais arquivadas ao longo dos anos.

Com lançamento pelo selo Driftless, o sucessor de Outside carrega na sutileza de Prisma um sussurro do que Silver reserva para o material. Tricotada por sintetizadores lentamente sobrepostos, a canção foge dos temas tropicais antes lançados pelo artista, assumindo em detalhe a Ambient Music de Brian Eno (nos anos 1970), como de Aphex Twin (na década de 1990). Quem conheceu o artista pelo ótimo Exercises, de 2011, provavelmente vai se encantar pela nova música.

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CFCF – Prisma

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Slow Magic: “How To Run Away”

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O uso de melodias sutis, bem como a explícita relação com o pop em Youth Group serviram para apontar a direção de How To Run Away (2014), mais novo lançamento do misterioso Slow Magic. Primeiro registro em estúdio do artista por um selo mediano – Downtown Records -, o trabalho previsto para o dia nove de setembro já pode ser apreciado na íntegra pelo site Hype Machine.

São dez canções típicas da sonoridade doce e letárgica projetada pelo músico, aspecto antes confirmado em músicas como Girls e Hold Still, apresentadas há poucos semanas como um preparativo para o disco. Para ouvir o álbum, basta dar um pulinho nesta playlist. Abaixo você encontra Waited 4 U, umas das canções que recheiam o sucessor do álbum de estreia de Slow Magic, lançado em 2012.

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Slow Magic  – Waited 4 U

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Lemonade: “Minus Tide” e “OST”

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Bastou ao Lemonade a leveza de Stepping para gerar expectativa em relação ao novo álbum de estúdio da banda, Minus Tide (2014). Com previsão de lançamento para o dia nove de setembro, o novo disco segue a trilha do antecessor Diver, de 2012, mantendo firme a lisergia e sutileza incorporada na atmosfera “Chillwave” do grupo. Depois de boas canções apresentadas nos últimos meses – como Orchid Bloom -, é hora de apreciar mais duas faixas inéditas que estarão no novo álbum: OST e a própria faixa-título.

Encaixadas no mesmo contexto do novo registro, ambas as composições parecem aprimorar o uso de vozes acolhedoras e ritmo arrastado, prendendo o ouvinte pela suavidade das formas. O novo disco conta com lançamento pelo selo Casine, casa de Chad Valley, Kisses e outros coletivos “tropicais”.

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Lemonade – Minus Tide

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Lemonade – OST

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Slow Magic: “Girls”

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A grande beleza em se tratando da obra de Slow Magic está na forma como o produtor com  máscara de raposa consegue misturar pop e arranjos experimentais em uma mesma composição. Um dos poucos a manter o mesmo teor artesanal conquistado pela Chillwave na década passada, o artista usa da recém-lançada Girls como uma inteligente representação de tudo aquilo que ele e outros produtores vem desenvolvendo de forma mágica há bastante tempo.

Com quase cinco minutos de duração, Girls utiliza de vozes fragmentada – no melhor estilo Gold Panda em começo de carreira -, como um estímulo para as batidas. Psicodelia, beats ensolarados, Pop-Lo-Fi, tudo converge de forma assertiva e versátil no interior da faixa, que ainda equilibra guitarras acolhedoras e sintetizadores no melhor estilo Passion Pit. Lançada no soundcloud do produtor, a canção é parte da nova (e extensa) turnê de Slow Magic, presente em uma série de cidades e festivais norte-americanos. Alguém consegue trazer ele para o Brasil?

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Slow Magic – Girls

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Washed Out: “Weightless”

Paracosm

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Mágico e preguiçoso, Paracosm (2013) é uma fina representação da sonoridade encontrada por Ernest Greene para o Washed Out. Neo-Psicodelia, Chillwave, Glo-Fi, não importa, afinal, cada composição lançada pelo músico norte-americano é a passagem para um mundo de cores, proposta encarada desde o debut-EP Life of Leisure (2009), porém, aperfeiçoado dentro do cenário acolhedor do último álbum.

Exemplo acolhedor de tudo o que circula pelo interior da obra está em Weightless, letárgica canção escolhida para se transformar no mais novo clipe do Washed Out. Abastecida por arranjos lentos e vozes consumidas pelos sintetizadores, a música atravessa as bases encontradas em Within and Without, de 2011, aproximando o músico do cenário recente, princípio para as imagens arrastadas do diretor David Altobelli.

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Washed Out – Weightless

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CFCF: “Windswept”

CFCF

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Trabalhador incansável, Michael Silver não passa mais do que algumas semanas sem lançar algum novo invento pelo CFCF. Para se ter uma noção do ritmo que dita o cotidiano do músico canadense, apenas em 2013 Silver apresentou dois (ótimos) discos – Outside e Exercises EP -, isso sem contar na variedade de composições avulsas apresentadas no sempre movimentado soundcloud do artista.

Seguindo o natural fluxo de trabalho, eis que o produtor anuncia mais um novo registro. Trata-se de Outsiders, um EP que concentra uma série de remixes relacionados ao último álbum do norte-americano, bem como algumas composições inéditas, caso da recém-lançada Windswept. Seguindo de onde o músico parou há poucos meses com a apaixonada Lorraine – uma das melhores composições já feitas pelo CFCF -, a nova faixa mantém firme o clima romântico-tropical, guiando o espectador por entre sussurros e batidas brandas que emanam um toque firme de sedução. Sexy.

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CFCF – Windswept

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