Tag Archives: Chillwave

10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor

10 discos para ouvir fazendo amor

A história da música está repleta de obras marcadas por gemidos, suspiros e composições pontuadas do começo ao fim pelo erotismo. Trabalhos que vão do soul de Marvin Gaye ao trip-hop do trio britânico Portishead em uma atmosfera de pura provocação e sensualidade evidente. Mas quais são os trabalhos recentes que conseguem mergulhar na mesma sonoridade? Obras que amenizam letras provocantes e arranjos lascivos em um mesmo cenário musical? Pensando nisso, a lista abaixo resgata 10 discos (recentes) para ouvir fazendo amor. São trabalhos lançados de 2010 até hoje e que cruzam as experiências do R&B, eletrônica, pop e rock em um catálogo de sons que funcionam de maneira ainda mais intrigante embaixo dos lençóis. Respire fundo, morda os lábios e prepare-se para fortes sensações. Continue reading

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Naïve Bar + Miojo Indie

Miojo Indie Naïve

Estão prontos para mais uma invasão do Miojo Indie no Naïve Bar? Aproveitando o “feriado” prolongado do Lollapalooza Brasil, Cleber Facchi (Miojo Indie) recebe os convidados “internacionais” Felipe Matheus Lima (PB) e Marcello Henrique (AM), além do local Luiz Harada (SP), para celebrar o aniversário do amigo Douglas da Nóbrega, do MARRA!

Durante toda a noite de sexta-feira (11), clássicos recentes do R&B, Hip-Hop, Indie, Chillwave, Disco e pequenas experimentações eletrônicas tomam conta da “pista” na esquina da Rua Matogrosso. Espere para ouvir How To Dress Well, Frank Ocean, Todd Terje, Mac DeMarco, Nicolas Jaar e, claro, Beyoncé. A entrada no Naïve é gratuita, o bar é cheio de gente linda e o mojito, bom, o mojito é o melhor de São Paulo. Abaixo você fica com a nossa mixtape de aquecimento:

 

Naïve Bar + Miojo Indie
DJs Cleber Facchi + Felipe Matheus Lima + Marcello Henrique + Luiz Harada
Douglas Da Nóbrega B-Day
Rua Mato Grosso, 28 Higienópolis, São Paulo, BR 07/02/2014 | 18:00 – 01:00
Entrada Gratuita
+ Informações: https://www.facebook.com/naivebar   

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Small Black: “Lines of Latitude” (ft. Frankie Rose)

Frankie Rose

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Se por um lado Limits Of Desire (2013) não conseguiu superar a atuação do grupo norte-americano Small Black no ótimo New Chain, de 2010, por outro lado o registro abriu as portas para um novo catálogo de possibilidades. Menos íntimos dos arranjos ensolarados da Chillwave, a banda atravessa o Dream Pop em um senso de descoberta, premissa para a formação do ainda inédito Real People EP, e estratégia encontrada para o abastecimento da delicada Lines of Latitude.

Mais nova composição do grupo e faixa que integra o novo projeto, a canção se acomoda em meio a um jogo de batidas sensíveis e emanações preguiçosas. Ainda que a relação entre os integrantes seja suficiente para a formação da música, a presença de Frankie Rose cresce como um complemento para a canção. São rápidas imposições de voz no eixo final da música, premissa para o que deve orientar todo o novo EP.

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Small Black – Lines of Latitude (ft. Frankie Rose)

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Roosevelt: “Small Hours” (John Martyn Cover)

Roosevelt

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Apresentado oficialmente no último ano com o ótimo Elliot EP (2013), o alemão Roosevelt parece aos poucos aprimorar a medida nostálgica que vem desenvolvendo em cada nova faixa. Depois da boa sequência de músicas que incluem Montreal e a canção que dá título ao EP, o produtor resolveu visitar a obra do britânico John Martyn para produzir uma música de acordo com suas próprias exigências.

Originalmente apresentada em 1978, como faixa de encerramento do disco One World, Small Hours dança de forma comportada pelas preferências de Roosevelt. Com quase metade do tempo da versão original – que ultrapassa os oito minutos de duração -, a nova faixa usa da colisão de vozes e sintetizadores sequenciais como um princípio de atração para o ouvinte. Com um pé na Chillwave e outro em pequenas apropriações de House 80’s, a canção transita por um cenário equilibrado, como uma trilha sonora para um fim de tarde.

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Roosevelt – Small Hours (John Martyn Cover)

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Teen Daze: “Tokyo Winter”

Teen Daze

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Depois da dobradinha The Inner Mansions‎ e All Of Us, Together, em 2012, o canadense Teen Daze passou o último apenas com o climático Glacier. Dando sequência ao projeto em construção desde o fim da década passada, o artista parece cada vez mais interessado na projeção de arranjos essencialmente climáticos, efeito condensado nos últimos trabalhos em estúdio do músico, mas que volta a se repetir com a recém-lançada Tokyo Winter.

Banhada pelo uso de sintetizadores em loop e pequenas interferências atmosféricas, a nova música abandona de vez os recursos da Chillwave, tão comum nos primeiros discos de Daze, para brincar com a Ambient Music. São quase cinco minutos de duração em que todos os elementos da faixa se acomodam em uma medida confortável, quase preguiçosa. A canção é parte do novo EP do canadense, Paradiso, trabalho que será liberado para download gratuito no dia 25 de março.

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Teen Daze – Tokyo Winter

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Small Black: “Lines of Latitude” (ft. Frankie Rose)

Small Black

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Se por um lado Limits Of Desire (2013) não conseguiu superar a atuação do grupo norte-americano Small Black no ótimo New Chain, de 2010, por outro lado o registro abriu as portas para um novo catálogo de possibilidades. Menos íntimos dos arranjos ensolarados da Chillwave, a banda atravessa o Dream Pop em um senso de descoberta, premissa para a formação do ainda inédito Real People EP, e estratégia encontrada para o abastecimento da delicada Lines of Latitude.

Mais nova composição do grupo e faixa que integra o novo projeto, a canção se acomoda em meio a um jogo de batidas sensíveis e emanações preguiçosas. Ainda que a relação entre os integrantes seja suficiente para a formação da música, a presença de Frankie Rose cresce como um complemento para a canção. São rápidas imposições de voz no eixo final da música, premissa para o que deve orientar todo o novo EP.

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Small Black – Lines of Latitude (ft. Frankie Rose)

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CFCF: “Lorraine”

CFCF

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O minimalismo e a sutileza das batidas são mecanismos fundamentais para o sustento da obra de Michael Silver. Dono do CFCF, o produtor canadense passou grande parte do último ano brincando com o uso de composições atmosféricas, premissa para a nova série de registros que teve em Outside (2013) um criativo primeiro exemplar. Dando sequência ao catálogo de referências apresentadas há poucos meses, Silver lança agora mais uma nova e uma de suas melhores criações até agora: Lorraine.

Marcada pela mesma tapeçaria delicada que sustenta a obra do artista, a canção se esparrama em uma medida despretensiosa, ainda que atenta. São guitarras típicas da Chillwave em uma medida atmosférica que beira o R&B 80’s, salto criativo para as primeiras invenções lançadas pelo músico. Com quase seis minutos de duração, a faixa é uma declaração apaixonada de Silver para a misteriosa Lorraine, como logo entrega na descrição da música no soundcloud.

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CFCF – Lorraine

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Naïve Bar + Miojo Indie

Naïve Bar

É hora de se deliciar no Naïve Bar. Para mais uma invasão tropical do Miojo Indie no querido bar da rua Mato Grosso, Cleber Facchi recebe os convidados Fernando Galassi (MonkeyBuzz) e Douglas da Nóbrega (MARRA!). Será uma noite marcada pelos ritmos litorâneos, emanações lisérgicas e algumas das canções mais refrescantes lançadas em 2014.

Além da tradicional overdose de Chillwave, R&B, Synthpop e outras referências bizarras da década de 1970/1980, canções perfumadas pela brisa do mar prometem levar um toque de suavidade para uma das esquinas mais acolhedoras de São Paulo. Venha, mas não esqueça dos óculos escuros e nem do protetor solar.

Abaixo, mais uma mixtape de aquecimento (ou seria “refrescamento?”) para a noite:

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Naïve Bar + Miojo Indie
DJs Cleber Facchi + Fernando Galassi + Douglas Da Nóbrega
Rua Mato Grosso, 28 Higienópolis, São Paulo, BR
07/02/2014 | 18:00 – 01:00
Entrada Gratuita

+ Informações: https://www.facebook.com/naivebar

 

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Blood Cultures: “Mercury Child”

Blood Cultures

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Misterioso, Blood Cultures parece seguir com a estratégia de provocar o ouvinte sem necessariamente revelar sua identidade. Brincando com a mesma colagem de referências que apresentaram Indian Summer, primeira grande canção do produtor de Nova Jersey, Mercury Child reforça o passeio do produtor pela década de 1980, sentido que esbarra na obra de Toro Y Moi e Neon Indian, mas ainda assim ecoa identidade própria.

Livre da calmaria e do teor letárgico do single anterior, a nova música cresce e amplia os limites em torno da curta obra do produtor. Sintetizadores dissolvidos com leveza, vozes banhadas por emanções lo-fi e todo um conjunto de preferências que aproximam o norte-americano de um cenário de plena nostalgia. Lembrando uma versão menos noturna dos inventos da dupla Ford & Lopatin, a canção é um verdadeiro presente para quem se interessa pelas referências estéticas típicas da Chillwave.

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Blood Cultures – Mercury Child

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Disco: “Brazilian Disco Club Compilation Vol. 2″, Vários Artistas

Vários Artistas
Brazilian/Electronic/Dance
https://soundcloud.com/braziliandiscoclub

Por: Cleber Facchi

Tropical

Luciano Huck passou a última década fazendo a “curadoria” de artistas estrangeiros para a coletânea Summer Electrohits. Não precisava ir tão longe. Compilando o trabalho de um time de produtores tão ou mais “tropicais” do que Kasino e Bob Sinclair, o selo paulistano Brazilian Disco Club entrega agora BDC Compilation Vol. 2. Registro de 13 canções inéditas que passeiam por diferentes pistas, estéticas e gêneros dentro da eletrônica nacional, o catálogo vai da French House aos inventos da Nu Disco sem romper com o único propósito: construir a trilha sonora perfeita para a estação.

O coro ascendente da faixa de abertura – “Ipanema/ Ipanema/ IPANEMA/ I-PA-NE-MA” -, autoria da dupla Arcade Fighters, parece ser o princípio para mergulhar de cabeça no restante da obra. Ainda que a influência venha da beira do mar (ou da borda da piscina), a composição quente do registro tem como objetivo claro movimentar as pistas. Faixa, após faixa, nomes como Palinolia (Deli) e Club Soda (Have Fun) assumem uma colagem de essências orquestradas com bom humor, mecanismo de ruptura quando próximo de outros trabalhos do gênero.

Sem se distanciar do pop – proposta evidente nos samples de Girls Just Wanna Have Fun, da cantora Cyndi Lauper, na música do paulistano Club Soda -, o registro traz na primeira metade um conjunto de músicas plenamente radiofônicas. Seja na nostalgia calorosa da faixa Soulove (de Beerlover), ou na sensualidade de Pray For You (de Real Deal), cada partícula do álbum dança com leveza por elementos que vão do Funk ao Hip-Hop tendo nos sons melódicos um ponto de apoio. A diversidade, longe de ecoar desequilíbrio, funciona como um impulso para o álbum, que se mantém em alta até a chegada da última faixa.

Tropical

Enquanto a metade inicial atende às exigências do público médio, revelando músicas de absorção imediata, para o “Lado B”, a coletânea reforça o lado mais “experimental” do projeto. Sem romper com a estética solar do disco, os cariocas Strausz (Real Art Comes From Inside Of Our Body) e DJ Guerrinha (Cheiro de Tinder na Prado Junior) assumem a responsabilidade de brincar com a mente do ouvinte. Como o ápice da embriaguez em uma festa, a dupla espalha (individualmente) batidas tortas, vozes e ruídos em uma composição que vai do lisérgico ao perturbador. Orientação que serve de respiro para o lado mais frenético do disco. Continue reading

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