Tag Archives: Chillwave

Tame Impala: “Cause I’m a Man”

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Currents (2015), este é o nome do terceiro álbum de estúdio da banda australiana Tame Impala. Sucessor do elogiado Lonerism, de 2012, o novo registro aponta para uma direção contrária em relação aos dois últimos lançamentos do grupo comandado por Kevin Parker; transformação explícita nos mais de sete minutos da “eletrônica” Let It Happen, primeira composição da “nova fase” e, agora, oficialmente completa com a entrega da também inédita Cause I’m a Man.

Dotada de vocais e arranjos compactos, acompanhados de perto pelo uso delicado de sintetizadores, a nova faixa reforça o completo interesse de Parker no trabalho produzido por Michael Jackson nos anos 1980, representação marcada pelo distanciamento do som enérgico/psicodélico de Lonerism, conceito temporariamente substituído por uma proposta muito mais branda, melancólica e íntima do R&B.

Além da nova faixa – primeiro single oficial de Currents -, o grupo aproveitou para apresentar a curiosa capa do registro (acima), trabalho que brinca com imagens típicas de clássicos do rock progressivo lançados por grupos como Yes e Emerson Lake and Palmer. Ainda sem data de lançamento, Currents conta com produção de Kevin Parker e distribuição pelos selos Modular e Interscope.

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Tame Impala – Cause I’m a Man

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Meca Music Festival 2015 – São Paulo

No ultimo sábado, São Paulo recebeu a segunda edição do festival Meca, que em 2014 teve uma versão reduzida na capital paulista, mas que esse ano teve sua maior versão entre as cidades que passou. O Meca teve inicio em 2011 no sul do país, e de lá até agora já trouxe atrações como: Vampire Weekend, Two Door Cinema Club, The Rapture, Mayer Hawthorne, Friendly Fires, além de excelentes djs internacionais.

Nesse ano o festival contou como suas principais atrações nomes como: La Roux, AlunaGeorge e a banda Citizens!, que tocou pela segunda vez no festival, depois de agradar os fãs em 2013, voltou para curtir o verão brasileiro com a galera. Nós fomos ao Campo de Marte, local aonde foi realizado o evento, que teve o palco principal em um hangar de aviões, além de três cabines de djs espalhados pela área aberta do pequeno aeroporto, que além de musica boa, gente bonita, contou com cerveja de graça e sorvete a vontade.

O festival começou na tarde de sábado, mas precisamente às 15h, e teve como abertura Serge Erege, que mostrou para poucos sua mistura de post-punk e space-disco, como assim define seu show. Logo em seguida tivemos a banda Glass n’ Glue, que conta com integrantes de Minas Gerais, Rio e São Paulo, e traz grande influencia do rock e o pop inglês e norte-americano, a banda mostrou um show cheio de energia e exibiu a experiência que ganhou nos últimos anos com seus shows e projetos paralelos. Já com um publico bacana circulando no festival, a banda carioca Mahmundi, comandada pela musicista e compositora Marcela Vale, fez uma das melhores apresentações do festival, e quem chegou cedo pode ver a incrível banda tornar a tarde mais agradável, com aquele climão de festival de verão.

Em seguida, a banda gaucha Wannabe Jalva, que é já quase residente do festival, fez sua terceira apresentação durante os anos no qual existe o meca e como sempre agitou o publico. Terminando as atrações nacionais que iriam tocar no palco principal, a banda paulistana Aldo, The Band, mostrou que veio pra ficar, e com uma plateia de grande quantidade e super animada, tocou seu repertorio desde o inicio do projeto, o novo hit “Sunday Dust” e uma nova canção que foi exibida ao publico pela primeira vez. Logo em seguida, os britânicos do Citizens! fizeram um belo show, super a vontade com a plateia, foram bem recebidos, mostraram gratidão e boas musicas.

Por fim chegou a hora mais aguardada por muitos ali, que esperavam ansiosos para ver a dupla Aluna George, que surpreendeu a todos com um show impecável. O duo londrino que ao vivo se torna trio mostrou musicas bem interpretadas e muito carisma por parte da cantora Aluna Francis, que fez todos ali presentes saberem o porquê do grande destaque nos últimos dois anos, que assim como eles, poucos artistas fazem ou já fizeram um R&B mais pop com tanta originalidade e atitude. Os hits “Your Drums, Your Love” e “You Know You Like It”, assim como a faixa “White Noise”, feita em parceria com o Disclosure, foram cantadas em coro.

Fechando a noite, o projeto La Roux, da cantora Elly Jackson, era a principal atração da noite levando o destaque do line up do festival, mas sua apresentação dividiu opiniões. A cantora subiu ao palco e agitou o publico, mas aos poucos deu pra perceber algo estranho no som. Parecia que algumas musicas estavam usando como apoio o recurso de playback. Mesmo com a apresentação do seu mais novo álbum, seus hits passados, além de estilo de sobra, a cantora decepcionou, faltando um pouco de vontade de “cantar” o que sabemos que ela sabe fazer bem.

Além do palco principal, tivemos muitos djs espalhados pelo espaço externo, com variedade de estilos e de performance. Podemos destacar a tenda feita em parceria com o Red Bull Music Academy, que trouxe o dj e produtor português Branko, membro do grupo de global bass BURAKA SOM SISTEMA, além de artistas brasileiros inovadores como Daniel Limaverde e seixlacK. A noite acabou e deixou um gostinho de quero mais, tirando a falta de variedade de comidas e os mini palcos muito próximos. O Meca SP 2015 trouxe boas atrações, foi bem localizado, bem organizado, teve diversas ações de marketing positivas durante o dia, quantidade de pessoas agradável para um festival, e, sobretudo harmonia entre o publico! Já estamos esperando o anuncio do line up do ano que vem, e novas iniciativas bacanas.

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Toro Y Moi: “Empty Nesters”

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A rápida passagem de Chazwick Bundick pelo território eletrônico de Michal (2014) – primeiro álbum à frente do Les Sins – em nada parece ter afetado a sonoridade melódica exposta pelo músico com o Toro Y Moi. Dois anos depois de abandonar (parcialmente) a Chillwave para flertar com elementos da música Disco, Funk, R&B e Hip-Hop em Anything in Return (2013), o norte-americano assume na pegajosa Empty Nesters uma espécie de regresso ao ambiente psicodélico apresentado nos primeiros anos de estúdio.

Primeiro exemplar de What For? (2015), quarto álbum de inéditas de Toro Y Moi, a canção talvez seja a peça mais acessível de toda a carreira de Bundick. Ainda que os temas explorados no último disco sejam preservadas – como a relação musical com a década de 1970 -, durante toda a construção da faixa, guitarras, vozes e sintetizadores entusiasmados trazem de volta o mesmo tempero pop aprimorado em Freaking Out EP, de 2011.

Com distribuição pelo selo Carpark Records, casa do projeto desde o debut Causers of This (2010), o novo álbum conta com lançamento previsto para o dia sete de abril.

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Toro Y Moi – Empty Nesters

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Korallreven: “November Rain” (Guns N’ Roses Cover)

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De todos os trabalhos lançados pela dupla Marcus Joons e Daniel Tjäder desde a estreia com An Album by Korallreven, em 2011, a versão para uma música do Guns N’ Roses talvez fosse a última coisa que passasse pela cabeça de quem acompanha o trabalho da dupla sueca. Todavia, depois de investir na ótima Death Is Not For Us, lançada há poucos meses, ao brincar com a versão de November Rain o duo estabelece um novo reforço (instrumental) para o ainda inédito Second Comin’ (2014), segundo disco do Korallreven lançado em novembro pelo selo Cascine.

Longe do material épico-espalhafatoso apresentado na versão original da música, presente no “clássico” Use Your Illusion, de 1991, a presente adaptação flutua em meio a sintetizadores mágicos, vocalizações delicadas e uma completa fuga dos excessos assinados por Axl Rose. Sem dúvidas, um material imprevisível, entretanto, coerentemente encaixado dentro do som tropical e futurístico típico da dupla.

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Korallreven – November Rain (Guns N’ Roses Cover)

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Mauricio Avila: “Glass” e “Swell”

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As canções de Mauricio Avila crescem dentro de uma medida própria de tempo. Batidas comportadas, sintetizadores vagarosos e toda uma atmosfera litorânea, quase “preguiçosa”, invade os fragmento sonoro assinado pelo jovem produtor. Original de Franca, interior de São Paulo, Avila pode até viver longe do litoral paulistano, entretanto, basta um mergulho nas melodias de Glass e Swell, duas de suas composições mais recentes, para que artista e ouvinte sejam logo transportados para algum cenário à beira-mar.

Ainda que “Lone, Machinedrum e Disclosure” sejam apresentados como alguns dos artistas que mais influenciam o trabalho de Avila atualmente, uma rápida visita ao soundcloud do produtor entrega com naturalidade outras referências talvez mais importantes. Com remixes para músicas de Metronomy e Vampire Weekend, não é difícil perceber de onde vem a inspiração para o som tropical incorporado em cada recente criação. Recomendado para quem já acompanha o trabalho do também brasileiro Rico ou mesmo estrangeiros a exemplo de Cashmere Cat.

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Mauricio Avila – Glass

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Mauricio Avila –  Swell

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Les Sins: “Why” (Feat. Nate Salman)

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Chaz Bundick pode até vender o Les Sins como um projeto distinto em relação ao Toro Y Moi, porém, não é preciso muito esforço para perceber a nítida relação entre as duas “bandas” do músico. Em Why, faixa lançada em parceria com o cantor Nate Salman, todas as referências da década de 1970 testadas nos dois últimos discos do TYM são prontamente recuperadas, apenas adaptadas ao contexto “eletrônico” que orienta a presente fase de Bundick.

Bem diferente do som proposto em Bother, primeiro single do álbum de estreia como Les Sins, Michael (2014), a nova canção reforça a capacidade de Bundick em criar pequenas composições dentro de uma mesma faixa. São pequenos atos instrumentais que visitam tanto a Disco-Funk Music lançada há quatro décadas, como o ambiente tropical que resume o trabalho do produtor em parte da “cena” Chillwave. Com lançamento previsto para quatro de dezembro, Michael chega pelo selo Carpark.

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Les Sins – Why (Feat. Nate Salman)

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Disco: “How To Run Away”, Slow Magic

Slow Magic
Chillwave/Electronic/Synthpop
http://slowmagic.bandcamp.com/

Por: Cleber Facchi

Um dos aspectos mais sublimes na obra de Hayao Miyazaki não está no roteiro delicado ou mesmo nos cenários fantásticos produzidos a cada película, mas nos personagens que o diretor utiliza como ponte para esse universo mágico. Seja o gigante Totoro no filme de 1988, os diferentes espíritos na trama de Princesa Mononoke (1998) ou mesmo o jovem Haku em A Viagem de Chihiro (2002), há sempre uma criatura/estopim que aos poucos afasta a mente do espectador da realidade, convidado a experimentar o novo plano de cores, cenários e sensações detalhadas em cada história.

Ainda que atuante em um ambiente específico – o da música -, não é difícil perceber no novo álbum do californiano Slow Magic a mesma atmosfera fantástica que toma conta da poesia visual de Miyazaki. Mágico personagem da própria obra, o produtor mascarado é o grande responsável por apresentar ao público – representado pelos jovens na capa do álbum – o panorama delicado que se apodera de How To Run Awaym (2014, Downtown), segundo e mais recente obra de estúdio.

Coleção de temas limpos e essencialmente melódicos, o presente álbum é um passo além em relação ao que Magic já havia testado com acerto no disco anterior, Triangle, de 2012. Trata-se de uma interpretação menos “artesanal” da Chillwave que ocupou grande parte da Costa Oeste dos Estados Unidos no final da década passada, experiência agora detalhada no uso atento dos sintetizadores – a principal ferramenta de trabalho para a obra. Todavia, mais do que um projeto orientado por novas imposições técnicas/estéticas, How To Run Away é um desenvolvido para brincar com as sensações do ouvinte.

Da imagem fantasiosa que estampa a capa do disco – o “personagem” de Slow Magic -, ao conjunto de harmonias detalhadas em cada faixa, por onde passa o ouvinte é arrastado para um novo campo de experiências oníricas. Em uma estrutura musical progressiva (e mística), o produtor detalha pequenas referências, sobrepõem instrumentos e brinca com a voz em uma captação carregada de eco. Assim como nas histórias de Hayao Miyazaki, Magic está longe de fornecer as respostas ao público, pelo contrário, parece se divertir com as diferentes interpretações lançadas em cada música. Continue reading

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CFCF: “Prisma”

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Por mais que as composições de Michael Silver pelo CFCF partam de uma mesma base atmosférica, cada trabalho lançado pelo produtor/música canadense se transforma em surpresa. Temporariamente longe dos vocais, o artista de Montreal reserva para o dia 23 de setembro a chegada de Driftless Ambient 1 (2014), um pequeno arsenal de faixas serenas e instrumentais arquivadas ao longo dos anos.

Com lançamento pelo selo Driftless, o sucessor de Outside carrega na sutileza de Prisma um sussurro do que Silver reserva para o material. Tricotada por sintetizadores lentamente sobrepostos, a canção foge dos temas tropicais antes lançados pelo artista, assumindo em detalhe a Ambient Music de Brian Eno (nos anos 1970), como de Aphex Twin (na década de 1990). Quem conheceu o artista pelo ótimo Exercises, de 2011, provavelmente vai se encantar pela nova música.

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CFCF – Prisma

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Slow Magic: “How To Run Away”

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O uso de melodias sutis, bem como a explícita relação com o pop em Youth Group serviram para apontar a direção de How To Run Away (2014), mais novo lançamento do misterioso Slow Magic. Primeiro registro em estúdio do artista por um selo mediano – Downtown Records -, o trabalho previsto para o dia nove de setembro já pode ser apreciado na íntegra pelo site Hype Machine.

São dez canções típicas da sonoridade doce e letárgica projetada pelo músico, aspecto antes confirmado em músicas como Girls e Hold Still, apresentadas há poucos semanas como um preparativo para o disco. Para ouvir o álbum, basta dar um pulinho nesta playlist. Abaixo você encontra Waited 4 U, umas das canções que recheiam o sucessor do álbum de estreia de Slow Magic, lançado em 2012.

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Slow Magic  – Waited 4 U

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Lemonade: “Minus Tide” e “OST”

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Bastou ao Lemonade a leveza de Stepping para gerar expectativa em relação ao novo álbum de estúdio da banda, Minus Tide (2014). Com previsão de lançamento para o dia nove de setembro, o novo disco segue a trilha do antecessor Diver, de 2012, mantendo firme a lisergia e sutileza incorporada na atmosfera “Chillwave” do grupo. Depois de boas canções apresentadas nos últimos meses – como Orchid Bloom -, é hora de apreciar mais duas faixas inéditas que estarão no novo álbum: OST e a própria faixa-título.

Encaixadas no mesmo contexto do novo registro, ambas as composições parecem aprimorar o uso de vozes acolhedoras e ritmo arrastado, prendendo o ouvinte pela suavidade das formas. O novo disco conta com lançamento pelo selo Casine, casa de Chad Valley, Kisses e outros coletivos “tropicais”.

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Lemonade – Minus Tide

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Lemonade – OST

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