. Mesmo com três discos bem sucedidos em mãos – Chrome Rats vs. Basement Rutz (2003), Plaster Hounds (2004) e Night Drive (2007) -, somente com a chegada de Kill For Love, em 2012, que o Chromatics foi oficialmente apresentado a uma nova parcela do público. Mais completa obra já entregue pelo coletivo comandado por Johnny Jewell – até agora -, o registro está longe de parecer o ápice na carreira da banda, feito comprovado com o lançamento de In Films, uma das mostras iniciais do esperado…Continue Reading “Chromatics: “In Films””

. Com exceção da capa, Johnny Jewel continua a manter segredo sobre o novo álbum do Chromatics, o esperado Dear Tommy (2015). Previsto para fevereiro, o registro parece dar sequência aos temas incorporados no último álbum da banda, Kill For Love, de 2012, referência explícita na lista de composições inéditas e versões apresentadas pelo grupo desde o último ano. Para aumentar a inda mais a expectativa em relação ao novo disco, Jewel e os parceiros de banda revelam ao público mais uma canção inédita: Yes…Continue Reading “Chromatics: “Yes (Love Theme)””

. Depois de despejar uma série de composições inéditas, versões alternativas para faixas já conhecidas e covers com o trabalho de diferentes artistas, Johnny Jewel resolveu não perder mais tempo e anunciou a chegada de um novo álbum de inéditas do Chromatics. Intitulado Dear Tommy, o registro chega ao público nos primeiros meses de 2015 – em tempo para o dia dos namorados, 14 de fevereiro nos Estados Unidos, disse o produtor. Ainda que o intervalo seja curto, enquanto o sucessor de Kill For Love (2014)…Continue Reading “Chromatics: “Closer To Gray” / Johnny Jewel: “The Other Side Of Midnight””

. Quem segue o perfil Johnny Jewel no Soundcloud foi agraciado nas últimas semanas. Grande responsável pelo trabalho de bandas como Chromatics, Glass Candy e demais projetos relacionados ao selo Italians Do It Better, Jewel começou a publicar uma série de canções resgatadas do próprio acervo. Entre edições alternativas para músicas já conhecidas e até versões para o trabalho de outros artistas – vide o cover de Blue Moon -, são as canções inéditas que realmente despertam a atenção do público. Além de The Last Dance, música assinada individualmente e publicada por Jewell…Continue Reading “Chromatics: “White Light””

. Johnny Jewel sempre manteve a própria conta no Soundcloud abastecida com boas novidades do Glass Candy, Chromatics ou mesmo registros pessoais. Todavia, mesmo o rico acervo do artista norte-americano nunca contou com tamanha variedade de lançamentos quanto nos últimos dias. Aquecimento para um novo trabalho pelo selo Italians Do It Better ou apenas uma limpeza de final de ano, não importa, quem se interessa pelos diferentes projetos do músico não tem do que reclamar. Além de uma versão alternativa para a climática Cherry –…Continue Reading “Johnny Jewel: “The Last Dance””

. Beta Frontiers é um produtor original da cidade de Toronto, no Canadá, e que já acumula uma série de composições dançantes desde o fim da década passada. Mais conhecido pela variedade de remixes e pequenas adaptações recentes para artistas como Fear Of Men, Phèdre e outros projetos também novatos, o produtor acaba de surpreender com mais uma composição autoral: So Cold. Com um pé (talvez os dois) na década de 1980, a nova faixa se divide abertamente entre a nostalgia e a dança. São…Continue Reading “Beta Frontiers: “So Cold” (Ft. Carmen Elle)”

SchoolBoy Q
Hip-Hop/Rap/West Coast Rap
http://www.txdxe.com/

Por: Cleber Facchi

SchoolBoy Q

Sobriedade e exagero se encontram no interior de Oxymoron (2014, Top Dawg/Interscope). Passo seguro dentro da carreira de SchoolBoy Q, o novo álbum é mais do que a entrada definitiva do rapper em um grande selo – a Interscope, um dos braços da Universal Music -, mas um disco que reforça o pleno domínio do artista em um cenário de temas, arranjos e versos particulares. Seguindo a trilha lisérgica de Habits & Contradictions (2012), com o presente disco Q ultrapassa os limites de um simples “exercício de criação”, chegando aos ouvintes como a apresentação definitiva de sua obra em um território domindo por gigantes.

Previsto para estrear ainda em 2013, Oxymoron demorou a ser lançado por conta de problemas na liberação do samples de algumas músicas. Uma lenta espera que irritou o rapper, testou a paciência dos fãs, mas serviu para um instrumento perfeito para um melhor delineamento de cada composição. Contrariando o caráter artesanal dos dois primeiros discos do rapper, que além do álbum de 2012 conta com a mixtape Setbacks (2011), o novo álbum pode ser apresentado como o primeiro registro em estúdio de Q, tratamento evidente na massa límpida de sons, bases e imposições seguras que se espalham de forma plástica até a última música.

Tão logo foi lançado, Good Kid, M.A.A.D City (2012), registro que apresentou oficialmente Kendrick Lamar, acabou caracterizado como o novo “The Chronic”. A referência obvia ao maior disco de Dr. Dre não está apenas na presença do veterano quanto produtor executivo da obra, mas na forte comunicação estética entre os trabalhos. Curioso observar como a mesma ciclicidade e influência parece orquestrar a presente obra de SchoolBoy Q. Todavia, enquanto Lamar foi em busca do personagem de maior influência do período, Q abraçou o descompromisso de Snoopp Dog, parceiro apresentado por Dre no álbum de 1992, mas que foi oficialmente lançado no chapado Doggystyle (1993).

A julgar pelas peças lisérgicas escolhidas pelo rapper em Oxymoron, boa parte das canções assumem o mesmo tratamento imposto pelo veterano há duas décadas. Porém, enquanto Dogg se acomoda em uma densa marofa, cruzando rimas e  baforadas em um mesmo propósito “conceitual”, a preferência de Schoolboy pelas drogas sintéticas transporta o disco para um novo estágio. Instável, o álbum alucina por entre faixas essencialmente frenéticas (Collard Greens) e composições amenas, quase letárgicas (What They Want). Uma inconstância que se comunica com a formação paradoxal do título e brinca com a interpretação do rapper, criador de um cenário em que a loucura e a insanidade se confundem o tempo todo.

Continue Reading "Disco: “Oxymoron”, SchoolBoy Q"

. Depois de uma série de problemas com a liberação de samples, Oxymoron, terceiro álbum de SchoolBoy Q finalmente chega ao público em 2014. Com lançamento previsto para o final de fevereiro, e já contando como uma série de canções conhecidas, o registro é facilmente uma das obras mais aguardadas do rap norte-americano. Sucessor do bem recebido Habits & Contradictions, um dos grandes lançamentos de 2012, o álbum acaba de ter mais um de seus “aperitivos” transformados em clipe. Trata-se da faixa Man Of The…Continue Reading “SchoolBoy Q: “Man Of The Year””

. Antes de Lorde ou qualquer outro nome de destaque da cena neozelandesa, o cantor e compositor Nick Harte já havia transformado o Shocking Pinks em um dos projetos mais significativos da música Kiwi – como são chamados os neozelandeses. A coleção de referências que passeia pelo Dream Pop, Rock alternativo e Psicodelia Lo-Fi deu ao cantor a base para obras como Dance the Dance the Dance Electric (2004), bem como o autointitulado disco de 2007. Próximo de lançar um novo álbum, Guilt Mirrors (2014),…Continue Reading “Shocking Pinks: “St Louis” (Ft. Gemma Syme)”

. De todos os projetos que se destacaram ao longo do ano, o duo sueco Say Lou Lou talvez seja um dos mais interessantes e preparados para invadir 2014. Aos comandos das irmãs Elektra e Miranda Kilbey, a banda encontra na sonoridade das décadas de 1970 e 1980 um natural sustento para as próprias composições. São faixas que brincam com as mesmas construções atmosféricas do Chromatics, caso de Fool Of Me, ou mesmo canções que abraçam com sutileza o lado mais pop do mesmo período….Continue Reading “Say Lou Lou: “Better in the Dark””