Dias após o lançamento de Magazine, composição produzida especialmente para a trilha sonora do filme Home (2016), da diretora belga Fien Troch, Johnny Jewel está de volta com a lista completa de músicas que abastecem a película. Em um intervalo de pouco mais de 40 minutos, o produtor norte-americano cria pequenas ambientações eletrônicas, dialogando de forma natural com o material produzido para filmes como Lost River (2015) e Drive (2011).

Além da sequência de composições inéditas de Jewel, caso da melancólica Endless e outras faixas mais curtas, como Decay, o álbum ainda conta com três músicas produzidas ao lado do parceiro Nat Walker, do Symmetry – The Magician, Alligator e Countdown –, e outras três músicas do Chromatics – Magazine, Paradise e Running From The Sun. Um verdadeiro aperitivo enquanto Jewel não apresenta ao público o esperado Dear Tommy, novo álbum do Chromatics.

 

Vários Artistas – Home

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Cada nova composição apresentada pelo Chromatics traz de volta a expectativa para o chegada do aguardado Dear Tommy. Quinto álbum de estúdio do grupo norte-americano comandado por Johnny Jewel, o registro originalmente previsto para 2015 teve parte de suas canções apresentadas ao público – como In Films e I Can Never Be Myself When You’re Around –, porém, segue livre de uma possível data de lançamento.

Enquanto o disco – que conta com 17 composições – não chega, o jeito é correr atrás dos pequenos lançamentos do grupo. É o caso de Magazine, mais recente criação do Chromatics e uma das poucas canções assumidas pela voz de Jewel. Feita sob encomenda, a canção é parte do novo filme da diretora belga Fien Troch, Home (2016), trabalho que ainda conta com canções do outro projeto do músico, o Symmetry.

 

Chromatics – Magazine

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Com lançamento inicialmente previsto para o primeiro semestre de 2015, Dear Tommy, aguardado quinto registro de estúdio do Chromatics, acabou se transformando em uma obra mítica, efeito dos constantes atrasos e mudanças na data de lançamento do registro. Fragmentado em uma série de canções aleatórias – como Yes (Love Theme) e In Films –, o álbum acaba de ter mais uma de suas composições transformada em clipe: I Can Never Be Myself When You’re Around.

Uma das principais composições da banda desde o elogiado Kill For Love (2012), a faixa que conta com pouco mais de cinco minutos de duração reflete com naturalidade a força das guitarras e toda a massa de instrumentos que acompanham a banda. No vídeo, trabalho que conta com direção e edição assumida pelos próprios integrantes do Chromatics, uma seleção de imagens em preto e branco, sempre intimistas, mostrando o trabalho da banda em estúdio.

 

Chromatics – I Can Never Be Myself When You’re Around

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. Mesmo com três discos bem sucedidos em mãos – Chrome Rats vs. Basement Rutz (2003), Plaster Hounds (2004) e Night Drive (2007) -, somente com a chegada de Kill For Love, em 2012, que o Chromatics foi oficialmente apresentado a uma nova parcela do público. Mais completa obra já entregue pelo coletivo comandado por Johnny Jewell – até agora -, o registro está longe de parecer o ápice na carreira da banda, feito comprovado com o lançamento de In Films, uma das mostras iniciais do esperado…Continue Reading “Chromatics: “In Films””

. Com exceção da capa, Johnny Jewel continua a manter segredo sobre o novo álbum do Chromatics, o esperado Dear Tommy (2015). Previsto para fevereiro, o registro parece dar sequência aos temas incorporados no último álbum da banda, Kill For Love, de 2012, referência explícita na lista de composições inéditas e versões apresentadas pelo grupo desde o último ano. Para aumentar a inda mais a expectativa em relação ao novo disco, Jewel e os parceiros de banda revelam ao público mais uma canção inédita: Yes…Continue Reading “Chromatics: “Yes (Love Theme)””

. Depois de despejar uma série de composições inéditas, versões alternativas para faixas já conhecidas e covers com o trabalho de diferentes artistas, Johnny Jewel resolveu não perder mais tempo e anunciou a chegada de um novo álbum de inéditas do Chromatics. Intitulado Dear Tommy, o registro chega ao público nos primeiros meses de 2015 – em tempo para o dia dos namorados, 14 de fevereiro nos Estados Unidos, disse o produtor. Ainda que o intervalo seja curto, enquanto o sucessor de Kill For Love (2014)…Continue Reading “Chromatics: “Closer To Gray” / Johnny Jewel: “The Other Side Of Midnight””

. Quem segue o perfil Johnny Jewel no Soundcloud foi agraciado nas últimas semanas. Grande responsável pelo trabalho de bandas como Chromatics, Glass Candy e demais projetos relacionados ao selo Italians Do It Better, Jewel começou a publicar uma série de canções resgatadas do próprio acervo. Entre edições alternativas para músicas já conhecidas e até versões para o trabalho de outros artistas – vide o cover de Blue Moon -, são as canções inéditas que realmente despertam a atenção do público. Além de The Last Dance, música assinada individualmente e publicada por Jewell…Continue Reading “Chromatics: “White Light””

. Johnny Jewel sempre manteve a própria conta no Soundcloud abastecida com boas novidades do Glass Candy, Chromatics ou mesmo registros pessoais. Todavia, mesmo o rico acervo do artista norte-americano nunca contou com tamanha variedade de lançamentos quanto nos últimos dias. Aquecimento para um novo trabalho pelo selo Italians Do It Better ou apenas uma limpeza de final de ano, não importa, quem se interessa pelos diferentes projetos do músico não tem do que reclamar. Além de uma versão alternativa para a climática Cherry –…Continue Reading “Johnny Jewel: “The Last Dance””

. Beta Frontiers é um produtor original da cidade de Toronto, no Canadá, e que já acumula uma série de composições dançantes desde o fim da década passada. Mais conhecido pela variedade de remixes e pequenas adaptações recentes para artistas como Fear Of Men, Phèdre e outros projetos também novatos, o produtor acaba de surpreender com mais uma composição autoral: So Cold. Com um pé (talvez os dois) na década de 1980, a nova faixa se divide abertamente entre a nostalgia e a dança. São…Continue Reading “Beta Frontiers: “So Cold” (Ft. Carmen Elle)”

SchoolBoy Q
Hip-Hop/Rap/West Coast Rap
http://www.txdxe.com/

Por: Cleber Facchi

SchoolBoy Q

Sobriedade e exagero se encontram no interior de Oxymoron (2014, Top Dawg/Interscope). Passo seguro dentro da carreira de SchoolBoy Q, o novo álbum é mais do que a entrada definitiva do rapper em um grande selo – a Interscope, um dos braços da Universal Music -, mas um disco que reforça o pleno domínio do artista em um cenário de temas, arranjos e versos particulares. Seguindo a trilha lisérgica de Habits & Contradictions (2012), com o presente disco Q ultrapassa os limites de um simples “exercício de criação”, chegando aos ouvintes como a apresentação definitiva de sua obra em um território domindo por gigantes.

Previsto para estrear ainda em 2013, Oxymoron demorou a ser lançado por conta de problemas na liberação do samples de algumas músicas. Uma lenta espera que irritou o rapper, testou a paciência dos fãs, mas serviu para um instrumento perfeito para um melhor delineamento de cada composição. Contrariando o caráter artesanal dos dois primeiros discos do rapper, que além do álbum de 2012 conta com a mixtape Setbacks (2011), o novo álbum pode ser apresentado como o primeiro registro em estúdio de Q, tratamento evidente na massa límpida de sons, bases e imposições seguras que se espalham de forma plástica até a última música.

Tão logo foi lançado, Good Kid, M.A.A.D City (2012), registro que apresentou oficialmente Kendrick Lamar, acabou caracterizado como o novo “The Chronic”. A referência obvia ao maior disco de Dr. Dre não está apenas na presença do veterano quanto produtor executivo da obra, mas na forte comunicação estética entre os trabalhos. Curioso observar como a mesma ciclicidade e influência parece orquestrar a presente obra de SchoolBoy Q. Todavia, enquanto Lamar foi em busca do personagem de maior influência do período, Q abraçou o descompromisso de Snoopp Dog, parceiro apresentado por Dre no álbum de 1992, mas que foi oficialmente lançado no chapado Doggystyle (1993).

A julgar pelas peças lisérgicas escolhidas pelo rapper em Oxymoron, boa parte das canções assumem o mesmo tratamento imposto pelo veterano há duas décadas. Porém, enquanto Dogg se acomoda em uma densa marofa, cruzando rimas e  baforadas em um mesmo propósito “conceitual”, a preferência de Schoolboy pelas drogas sintéticas transporta o disco para um novo estágio. Instável, o álbum alucina por entre faixas essencialmente frenéticas (Collard Greens) e composições amenas, quase letárgicas (What They Want). Uma inconstância que se comunica com a formação paradoxal do título e brinca com a interpretação do rapper, criador de um cenário em que a loucura e a insanidade se confundem o tempo todo.

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