Tag Archives: Chromatics

Chromatics: “White Light”

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Quem segue o perfil Johnny Jewel no Soundcloud foi agraciado nas últimas semanas. Grande responsável pelo trabalho de bandas como Chromatics, Glass Candy e demais projetos relacionados ao selo Italians Do It Better, Jewel começou a publicar uma série de canções resgatadas do próprio acervo. Entre edições alternativas para músicas já conhecidas e até versões para o trabalho de outros artistas – vide o cover de Blue Moon -, são as canções inéditas que realmente despertam a atenção do público.

Além de The Last Dance, música assinada individualmente e publicada por Jewell há poucos dias, chega a hora de conhecer uma canção inédita do Chromatics: White Light. Naturalmente sutil, a econômica composição invade aos poucos o mesmo ambiente de Kill For Love (2012), último registro em estúdio do coletivo. Para ouvir os demais lançamentos de Jewell, basta uma visita ao soundcloud do músico.


Chromatics – White Light

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Johnny Jewel: “The Last Dance”

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Johnny Jewel sempre manteve a própria conta no Soundcloud abastecida com boas novidades do Glass Candy, Chromatics ou mesmo registros pessoais. Todavia, mesmo o rico acervo do artista norte-americano nunca contou com tamanha variedade de lançamentos quanto nos últimos dias. Aquecimento para um novo trabalho pelo selo Italians Do It Better ou apenas uma limpeza de final de ano, não importa, quem se interessa pelos diferentes projetos do músico não tem do que reclamar.

Além de uma versão alternativa para a climática Cherry – intitulada I Can’t Keep Running -, e um cover do Chromatics para o clássico Blue Moon, recentemente Jewel apresentou a inédita The Last Dance. Completamente distinta em relação aos últimos projetos do músico, a faixa instrumental condensa arranjos de cordas, sintetizadores e toda uma atmosfera sutil em poucos minutos, reforçando o ar de despedida explícito no próprio título. Ouça:

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Johnny Jewel – The Last Dance

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Beta Frontiers: “So Cold” (Ft. Carmen Elle)

Beta Frontiers

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Beta Frontiers é um produtor original da cidade de Toronto, no Canadá, e que já acumula uma série de composições dançantes desde o fim da década passada. Mais conhecido pela variedade de remixes e pequenas adaptações recentes para artistas como Fear Of Men, Phèdre e outros projetos também novatos, o produtor acaba de surpreender com mais uma composição autoral: So Cold.

Com um pé (talvez os dois) na década de 1980, a nova faixa se divide abertamente entre a nostalgia e a dança. São sintetizadores compactos, batidas acolhedoras e um misto de passado e presente que gerencia todo o universo da composição. Lembrando uma versão totalmente descompromissada do Chromatics, a música cresce visivelmente pela presença de Carmen Elle, vocalista do trio canadense DIANA e a responsável pelos vocais bem sucedidos da criação.

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Beta Frontiers – So Cold (Ft. Carmen Elle)

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Disco: “Oxymoron”, SchoolBoy Q

SchoolBoy Q
Hip-Hop/Rap/West Coast Rap
http://www.txdxe.com/

Por: Cleber Facchi

SchoolBoy Q

Sobriedade e exagero se encontram no interior de Oxymoron (2014, Top Dawg/Interscope). Passo seguro dentro da carreira de SchoolBoy Q, o novo álbum é mais do que a entrada definitiva do rapper em um grande selo – a Interscope, um dos braços da Universal Music -, mas um disco que reforça o pleno domínio do artista em um cenário de temas, arranjos e versos particulares. Seguindo a trilha lisérgica de Habits & Contradictions (2012), com o presente disco Q ultrapassa os limites de um simples “exercício de criação”, chegando aos ouvintes como a apresentação definitiva de sua obra em um território domindo por gigantes.

Previsto para estrear ainda em 2013, Oxymoron demorou a ser lançado por conta de problemas na liberação do samples de algumas músicas. Uma lenta espera que irritou o rapper, testou a paciência dos fãs, mas serviu para um instrumento perfeito para um melhor delineamento de cada composição. Contrariando o caráter artesanal dos dois primeiros discos do rapper, que além do álbum de 2012 conta com a mixtape Setbacks (2011), o novo álbum pode ser apresentado como o primeiro registro em estúdio de Q, tratamento evidente na massa límpida de sons, bases e imposições seguras que se espalham de forma plástica até a última música.

Tão logo foi lançado, Good Kid, M.A.A.D City (2012), registro que apresentou oficialmente Kendrick Lamar, acabou caracterizado como o novo “The Chronic”. A referência obvia ao maior disco de Dr. Dre não está apenas na presença do veterano quanto produtor executivo da obra, mas na forte comunicação estética entre os trabalhos. Curioso observar como a mesma ciclicidade e influência parece orquestrar a presente obra de SchoolBoy Q. Todavia, enquanto Lamar foi em busca do personagem de maior influência do período, Q abraçou o descompromisso de Snoopp Dog, parceiro apresentado por Dre no álbum de 1992, mas que foi oficialmente lançado no chapado Doggystyle (1993).

A julgar pelas peças lisérgicas escolhidas pelo rapper em Oxymoron, boa parte das canções assumem o mesmo tratamento imposto pelo veterano há duas décadas. Porém, enquanto Dogg se acomoda em uma densa marofa, cruzando rimas e  baforadas em um mesmo propósito “conceitual”, a preferência de Schoolboy pelas drogas sintéticas transporta o disco para um novo estágio. Instável, o álbum alucina por entre faixas essencialmente frenéticas (Collard Greens) e composições amenas, quase letárgicas (What They Want). Uma inconstância que se comunica com a formação paradoxal do título e brinca com a interpretação do rapper, criador de um cenário em que a loucura e a insanidade se confundem o tempo todo. Continue reading

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SchoolBoy Q: “Man Of The Year”

SchoolBoy Q

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Depois de uma série de problemas com a liberação de samples, Oxymoron, terceiro álbum de SchoolBoy Q finalmente chega ao público em 2014. Com lançamento previsto para o final de fevereiro, e já contando como uma série de canções conhecidas, o registro é facilmente uma das obras mais aguardadas do rap norte-americano. Sucessor do bem recebido Habits & Contradictions, um dos grandes lançamentos de 2012, o álbum acaba de ter mais um de seus “aperitivos” transformados em clipe.

Trata-se da faixa Man Of The Year, canção apresentada no final de 2013 e faixa que reforça parte da estética assumida por Q dentro do novo trabalho. Rimando em cima das bases de Cherry, do Chromatics, o registro assume visualmente um propósito muito mais “ensolarado” que suas bases, transportando o rapper para um cenário paradisíaco, cercado por mulheres e festas. O video conta com direção de Dave Free, Scott Fleishman, Fredo Tovar.

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SchoolBoy Q – Man Of The Year

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Shocking Pinks: “St Louis” (Ft. Gemma Syme)

Shocking Pinks

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Antes de Lorde ou qualquer outro nome de destaque da cena neozelandesa, o cantor e compositor Nick Harte já havia transformado o Shocking Pinks em um dos projetos mais significativos da música Kiwi – como são chamados os neozelandeses. A coleção de referências que passeia pelo Dream Pop, Rock alternativo e Psicodelia Lo-Fi deu ao cantor a base para obras como Dance the Dance the Dance Electric (2004), bem como o autointitulado disco de 2007. Próximo de lançar um novo álbum, Guilt Mirrors (2014), Harte faz de St Louis uma atenta preparação.

Com os vocais ocupados pela convidada Gemma Syme, a canção mantém na arquitetura minimalista um princípio de transformação para a obra de Harte. Etérea, a faixa parece desacelerar o universo de bandas como Chromatics, substituindo a avalanche de sintetizadores por um agregado leve de guitarras. Previsto para o dia 18 de Fevereiro, Guilt Mirrors bem poderia manter a mesma imposição serena da nova faixa.

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Shocking Pinks – St Louis (Ft. Gemma Syme)

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Say Lou Lou: “Better in the Dark”

Say Lou Lou

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De todos os projetos que se destacaram ao longo do ano, o duo sueco Say Lou Lou talvez seja um dos mais interessantes e preparados para invadir 2014. Aos comandos das irmãs Elektra e Miranda Kilbey, a banda encontra na sonoridade das décadas de 1970 e 1980 um natural sustento para as próprias composições. São faixas que brincam com as mesmas construções atmosféricas do Chromatics, caso de Fool Of Me, ou mesmo canções que abraçam com sutileza o lado mais pop do mesmo período. É justamente esse detalhamento que preenche as harmonias, vozes e versos de Better In The Dark, mais novo single da dupla e canção escolhida para se transformar no primeiro clipe do projeto. Com direção de Magnus Härdner, o trabalho brinca com o isolamento, assumindo nas imagens sombrias – que muito lembram os cenários de David Lynch em Twin Peaks e Blue Velvet -, toda a base do registro.

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Say Lou Lou – Better in the Dark

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SchoolBoy Q: “Man Of The Year”

SchoolBoy Q

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Parece cada vez menos provável que Oxymoron, nova e aguardada mixtape de SchoolBoy Q, seja realmente apresentada em 2013. Atrasada por conta de problemas na liberação de alguns samples, o trabalho previsto para o começo do segundo semestre parece cada vez mais próximo de 2014, o que não quer dizer que o rapper não consiga burlar as gravadoras TDE e Interscope, para eventualmente apresentar uma nova música.  Mais recente invento do norte-americano, Man Of The Year reforça toda a capacidade de Q em passear por entre os samples (cuidadosamente selecionados) com suas rimas soturnas. Construída em cima das bases de Cherry, do Chromatics, a canção arrasta o ouvinte para o mesmo ambiente de Habits & Contradictions, lançado no último ano e a base de todo o novo projeto.

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SchoolBoy Q – Man Of The Year

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Say Lou Lou: “Beloved”

Say Lou Lou

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Se por um lado Better In The Dark veio como uma representação sutil das experiências que há tempos acompanham a dupla sueca Say Lou Lou, Beloved é a abertura para um cenário ainda mais sombrio desse mesmo universo. Seguindo as pistas daquilo que Fool Of Me e Julian apresentaram em idos de maio, a nova canção resgata toda a essência da década de 1980, tão explícita na obra do duo europeu, uma composição que resume as mesmas experiências do Chromatics, porém, em uma interpretação mais pop. Desenvolvida em dois atos sublimes – atentos aos vocais de Elektra e Miranda Kilbey -, a canção surge como uma representação amarga aquilo que o próximo EP da dupla reserva para o dia 25 de Novembro. Quatro minutos em que confissões assumem uma carga visível de transformação.

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Say Lou Lou – Beloved

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bEEdEEgEE: “Flowers” (Ft. Lovefoxxx)

bEEdEEgEE

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Nada parece passar de forma estável nas mãos de Brian Degraw. Um dos membros do coletivo nova-iorquino Gang Gang Dance, o músico norte-americano reserva para o dia três de dezembro o primeiro registro solo sob o título de bEEdEEgEE, SUM/ONE, projeto que serve como uma espécie de extensão ao universo de incertezas proposto pelo antigo grupo do músico. Assim como o cenário colorido exposto em Bricks, último lançamento do músico, em Flowers, mais novo “aquecimento” para o disco, um catálogo de experiências são sintetizadas e transformadas em música. Até a brasileira Lovefoxxx (CSS) se transforma em um instrumento nas mãos do artista, que fragmenta os vocais da paulistana em um resultado muito próximo ao que Cliff Martinez preparou para a trilha sonora de Drive.

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bEEdEEgEE – Flowers (Feat. Lovefoxxx)

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