Tag Archives: Clipes

^L_: “The Outsider”

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A transformação é clara dentro do segundo registro de inéditas do brasiliense ^L_. Em The Outsider (2016), sucessor do ótimo Love Is Hell – um dos 50 melhores discos nacionais de 2014 -, batidas, sintetizadores e delicados fragmentos de vozes apontam de forma explícita para o som produzido por um time de gigantes na década de 1990 – Aphex Twin, Autechre, Squarepusher. Uma evidente visita ao passado, mas que mantém os dois pés e a mente fixa ao presente.

Desse ambiente essencialmente nostálgico nascem as seis composições que sustentam o recém-lançado trabalho de ^L_. Músicas que se dividem entre instantes de plena calmaria e explosão orquestrada pelas batidas, caso de Hello, I’m Richard Clayderman, Phil Spector e Too Weird To Live, To High To Die. Com lançamento pelo selo germânico ANTIME e disponível no iTunes, o álbum pode ser apreciado na íntegra pelo Spotify. Além do disco, abaixo você encontra o clipe de She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me, composição apresentada há poucos dias pelo produtor.

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^L_ – The Outsider

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ˆL_ – She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me

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Julia Holter: “Everytime Boots” (VÍDEO)

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Julia Holter nunca é a mesma a cada álbum de estúdio. Do som experimental testado em Tragedy(2011), passando pela Ambient Music/Dream Pop retratada no etéreo Ekstasis (2012) até alcançar o jazz sombrio do clássico moderno Loud City Song (2013), difícil encarar o trabalho da artista norte-americana como uma obra de natureza estável. Vozes, arranjos e pequenos fragmentos instrumentais que mudam de direção com naturalidade, a cada novo registro autoral da musicista, em Have You In My Wilderness (2015, Domino) mais uma vez renovada, íntima de um novo acervo de possibilidades.

Parte de um explícito processo de “filtragem” e melódica adaptação do material incorporado por Holter nos últimos anos, com o quarto disco de inéditas, a artista de Los Angeles, Califórnia abraça de vez a delicadeza da música de câmara dos anos 1960 e 1970. Do uso de temas orquestrais, típicos da obra de Scott Walker entre 1967 e 1969, passando pelo pop ensolarado de veteranos como The Beach Boys e The Zombies, cada ato do presente álbum estreita com naturalidade a relação de Holter com o grande público, convidado a mergulhar nas confissões e arranjos doces detalhados pela artista. Leia o texto completo.

Faixa mais “comercial” e dançante do último álbum de Julia Holter, Have You In My Wilderness (2015), Everytime Boots se transforma em clipe aos comandos da diretora Ramona Gonzalez. Assista:

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Julia Holter – Everytime Boots

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Yeasayer: “Prophecy Gun” (VÍDEO)

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Um mês após o lançamento de I Am Chemestry, faixa que anunciou a chegada do quarto álbum de estúdio do Yeasayer, Amen & Goodbye (2016), Chris Keating, Ira Wolf Tuton, Anand Wilder e Cale Parks estão de volta com uma nova criação. Em Prophecy Gun, mais recente criação do grupo nova-iorquino, vozes e instrumentos se movimentam lentamente, estabelecendo um curioso diálogo com o cenário montado para a psicodélica imagem de capa do disco – imagem acima.

Longe dos exageros e temas “explosivos” aplicados pelo grupo durante o lançamento dos antecessores Fragrant World (2012) e Odd Blood (2010), cada ato da presente faixa ecoa de forma essencialmente branda. Uma solução tímida de vozes que evoca a boa fase do Sigur Rós, passa por instantes de tranquilidade dentro da discografia do Animal Collective e traz de volta parte do canto aplicado por veteranos como The Beach Boys na década de 1960. A direção do vídeo é de Yoonha Park.

Amen & Goodbye (2016) será lançado no dia 01/04 pelo selo Mute.

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Yeasayer – Amen & Goodbye 6

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AlunaGeorge: “I’m In Control” (ft. Popcaan) [VÍDEO]

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Desde o lançamento de Body Music, em 2013, Aluna Francis e o parceiro de produção George Reid se dividiram em uma série de colaborações com diferentes artistas. Nomes como Baauer, na poderosa One Touch, e até uma estreita relação com o pop em Automatic, faixa assinada em parceria com o produtor Zhu. Agora é hora de ter acesso a uma das primeiras composições inéditas da dupla inglesa desde a entrega do primeiro álbum: I’m In Control.

Mesmo explorada como uma típica criação do duo, a faixa de versos provocantes e ambientação dançante encontra em elementos do reggae, Hip-Hop e até EDM um novo mundo de possibilidades. Ao lado do rapper Popcaan, Raid e Francis revelam ao público uma de suas canções mais comerciais, brincando com os mesmos elementos que abastecem o trabalho do norte-americano Diplo com o Major Lazer, ou mesmo o conterrâneo Jamie XX na ótima I Know There’s Gonna Be (Good Times). Para o clipe da canção, uma extensão tropical da mesma temática da música.

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AlunaGeorge – I’m In Control (ft. Popcaan)

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Mark Ronson: “Summer Breaking” / “Daffodils” (Feat. Kevin Parker) [VÍDEO]

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Mark Ronson é uma criatura nostálgica. Da estreia com Here Comes the Fuzz, em 2003, ao trabalho em parceria com Lily Allen (Alright, Still), Amy Winehouse (Back To Black) e outros nomes de peso do pop britânico, cada trabalho assinado pelo produtor parece romper o presente cercado musical para visitar ou mesmo estabelecer morada em diferentes décadas e tendências empoeiradas. Com Uptown Special (2014, Columbia), quarto álbum de estúdio do artista, mais uma vez o ouvinte é convidado a visitar o passado, escapando do colorido neon e “clima 80’s” de Record Collection (2010) para mergulhar de cabeça nos anos 1970.

Inaugurado ainda no último ano pelas boas melodias de Uptown Funk – parceria entre o produtor britânico e o músico Bruno Mars -, Uptown Special talvez seja o primeiro registro (solo) de Ronson em que a coerência se mantém constante do primeiro ao último ato. Ainda que a faixa assinada ao lado do cantor estadunidense seja encarada como o principal componente de toda a obra, individualmente, cada música do registro parece desenvolvida de forma atenta, como um bem servido cardápio de hits em potencial. Leia o texto completo.

Para o novo clipe de Uptown Special (2015), Mark Ronson decidiu unir duas das faixas assumidas pelos vocais de Kevin Parker (Tame Impala) – Summer Breaking e Daffodils – em um único material. Assista:

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Mark Ronson – Summer Breaking / Daffodils (Feat. Kevin Parker)

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Lana del Rey: “Freak” (VÍDEO)

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Lana del Rey finalmente parece ter se encontrado. Depois de flertar com o Pop/Hip-Hop em Born to Die (2012) e mergulhar de cabeça no rock dos anos 1970 com Ultraviolence (2014), a cantora e compositora norte-americana assume com o quarto registro de inéditas, Honeymoon (2015, Interscope / Polydor), sua obra mais sensível e equilibrada. Uma inevitável continuação do mesmo acervo romântico explorada desde as primeiras canções de sucesso – caso de Blue Jeans e Video Games -, porém, hoje cercada de de versos e arranjos sóbrios, essencialmente provocantes.

De forte carga emocional, com o presente disco, a cantora sustenta uma espécie de narrativa dramática que se estende do primeiro ao último ato da obra. Uma delicada seleção de contos musicados, poemas de amor e versos tristes que retratam o mesmo sofrimento vivido por diferentes indivíduos apaixonados – em Honeymoon, interpretados pela personagem real de Lana del Rey. A própria abertura do álbum, um orquestral e enevoado arranjo de cordas, típico do cinema Noir dos anos 1940/1950, reforça o aspecto “cinematográfico” do álbum – mais uma vez ambientado no quente estado da Califórnia. Leia o texto completo.

Uma das melhores composições de Honeymoon (2015), terceiro álbum de inéditas de Lana del Rey, Freak foi a escolhida para se transformar no novo clipe da cantora. No chapado registro visual da canção, a presença do músico Father John Misty.

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Lana del Rey – Freak

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Leon Bridges: “River” (VÍDEO)

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Leon Bridges é um nostálgico. Nascido em julho de 1989 na cidade de Atlanta, Georgia, o cantor e compositor norte-americano parece viver em um mundo em preto e branco, vozes captadas em baixa fidelidade e temas que instantaneamente remetem ao som projetado na década de 1960. Orientado por Otis Redding, Al Green, Sam Cooke e outros gigantes do Soul e R&B do mesmo período, o novato (finalmente) abre as portas do primeiro disco solo: Coming Home (2015, Columbia).

Catálogo empoeirado de canções românticas, entristecidas e até mesmo dançantes, o registro segue um caminho isolado em relação a diferentes conterrâneos da música negra recente. Oposto ao trabalho de Janelle Monáe, Adele, Raphael Saadiq e tantos outros artistas interessados em brincar com referências lançadas há mais de quatro décadas, ao mergulhar no primeiro álbum solo de Bridges, a proposta assumida pelo cantor é clara e imutável. Trata-se de uma visita breve ao passado, como uma tentativa de replicar sons, temas e conceitos sem necessariamente investir na transformação. Leia o texto completo.

Com quase sete minutos de duração, River é o novo clipe do cantor e compositor Leon Bridges. A direção do trabalho leva a assinatura de Miles Jay.

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Leon Bridges – River

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Jessy Lanza: “It Means I Love You” (VÍDEO)

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Com a apresentação do EP You Never Show Your Love, em junho do último ano, Jessy Lanza conseguiu criar bastante expectativa para o segundo álbum em carreira solo. Batizado Oh No (2016), o novo registro conta com distribuição pelo selo Hyperdub e parece reforçar ainda mais a relação da cantora/produtora britânica com uma série de elementos da música eletrônica local, sonoridade que abastece as batidas e vozes da recém-lançada It Means I Love You.

Uma das composições que integram o sucessor de Pull My Hair Back, álbum lançado em 2013, a faixa de quase cinco minutos se divide abertamente entre o experimento – contido nos arranjos e efeitos eletrônicos – e a sutileza da música pop – uma das principais marcas da voz doce de Lanza. Algo muito próximo ao material apresentado nos trabalhos de Down Richard e Kelela no último ano.

Oh No (2016) será lançado no dia 13/05 pelo selo Hyberdub.

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Jessy Lanza – It Means I Love You

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The Big Pink: “Hightimes” (VÍDEO)

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A sonoridade “pop” incorporada pelo The Big Pink em Future This, de 2012, continua servindo como a principal fonte de inspiração para os integrantes da banda. Mais de três anos após o último álbum de estúdio, a inédita Hightimes reforça o completo interesse do grupo britânico em produzir um material que se distancie da temática soturna reforçada em A Brief History of Love (2009), registro de estreia do coletivo e um dos projetos mais interessantes da presente safra do Post-Punk inglês.

Em busca do mesmo material sombrio e psicodélico que define faixas como Crystal Visions,Dominus e Golden Pendulum? Esqueça. Em Hightimes o grupo segue a trilha deixada em Future This, criando uma solução de versos fáceis, vozes em coro e bases límpidas, prontas para a dança. Lançada individualmente, a canção é parte do novo trabalho da banda, o EP Empire Underground, previsto para estrear em 2016. Abaixo, o sombrio clipe da canção.

The Empire Underground EP (2016) será lançado no dia 04/03 pelo selo B3SCI.

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The Big Pink – Hightimes

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Tortoise: “Yonder Blue” (VÍDEO)

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São mais de duas décadas de carreira e um bem-sucedido catálogo de obras que passeia pelo jazz (T.N.T.), pós-rock (Millions Now Living Will Never Die) e música eletrônica (Beacons of Ancestorship) de forma sempre provocativa, curiosa. Um constante ziguezaguear de referências que faz de The Catastrophist (2016, Thrill Jockey), primeiro álbum do Tortoise depois de um intervalo de sete anos, a base para um possível novo universo de descobertas instrumentais.

Trabalho de “reencontro”, o disco de 11 composições inéditas, sétimo na discografia da banda, parece pensado como um resumo torto de todo o vasto acervo de canções produzidas nos últimos 20 anos. Uma propositada ausência de linearidade que faz com que o ouvinte se pergunte em diversos momentos: “O que está acontecendo? O que o Tortoise está tentando me mostrar?”. Leia o texto completo.

Escolhida para se transformar no novo clipe do Tortoise, Yonder Blue, faixa composta em parceria com Georgia Hubley, do Yo La Tengo, conta com um vídeo dirigido por Joe Martinez Jr. Assista:

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Tortoise – Yonder Blue

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