Tag Archives: Clipes

CHVRCHES: “Under the Tide”

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Quem ansiava por novidades do CHVRCHES não pode reclamar. Depois de surpreender o público com o lançamento de Get Away, composição inédita e produzida especialmente para a versão alternativa da trilha sonora de Drive (2011), chega a vez da banda de Glasgow revelar um novo clipe. Parte do material lançado em The Bones of What You Believe (2013), Under The Tide tira a vocalista Lauren Mayberry de cena para iluminar Martin Doherty.

Responsável pela voz de uma pequena parcela de faixas ao longo do disco, Doherty pode até ser o destaque do novo vídeo, porém, ele não está sozinho. Além flashes dos parceiros de banda e efeitos digitais, o cantor ainda divide espaço com uma bem resolvida animação. Meio termo entre Knights of Sidonia e alguma anime sci-fi dos anos 1980, o trabalho centrado no espaço acompanha o ritmo da canção, crescendo lentamente até os instantes finais.

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CHVRCHES – Under the Tide

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Noel Gallagher’s High Flying Birds: “In The Heat Of The Moment”

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Enquanto os irmãos Liam e Noel Gallagher não fazem as pazes temporariamente e voltam com uma nova turnê do Oasis – segundo boatos, algo que pode acontecer no próximo ano -, o jeito é lidar com os projetos individuais de cada ex-integrante da banda britânica. Responsável pelo trabalho menos cômodo e musicalmente bem sucedido dessa divisão, o filho mais velho da família Gallagher está de volta com mais um novo lançamento à frente do Noel Gallagher’s High Flying Birds: In The Heat Of The Moment.

Melódica, essencialmente recheada por versos pegajosos e muito “la la la la las“, a nova composição chega em sequência ao material apresentado em 2011 pelo cantor inglês. Pouco mais de três minutos em que arranjos típicos da década de 1960 esbarram com acerto no britpop dos anos 1990, garantindo ao ouvinte uma das composições mais grudentas de 2014. A canção é parte do inédito Chasing Yesterday (2015), trabalho que chega oficialmente em março do próximo ano.

O clipe de In The Heat Of The Moment conta com direção de Ollie Murray.

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Noel Gallagher’s High Flying Birds – In The Heat Of The Moment

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The Pains Of Being Pure At Heart: “Kelly”

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Depois de investir em arranjos ainda mais pesados e sujos durante a construção de Belong (2011), os membros do The Pains Of Being Pure At Heart assumiram um novo percurso com o terceiro álbum de estúdio. Em Days Of Abandon (2011), o grupo nova-iorquino continua a brincar com o mesmo Dream Pop/Shoegaze apresentado nos primeiros anos, reforçando no uso de melodias delicadas um novo sentido para a banda.

Composição mais pegajosa do disco, Kelly resume com naturalidade o atual posicionamento do lider Kip Berman e demais parceiros de banda. Enquanto a convidada Jen Goma (A Sunny Day in Glasgow) assume a responsabilidade pelos vocais, guitarras delicados e sintetizadores visitam o mesmo cenário de bandas como The Smiths, The Pastels e demais veteranos da década de 1980. Sem exageros, o grupo apresenta agora o clipe da faixa. A direção é de Art Boonparn.

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The Pains Of Being Pure At Heart – Kelly

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Panda Bear: “Mr Noah”

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Noah Lennox andava bastante inquieto. Desde que começou a desenterrar canções avulsas e mixtapes aleatórias, ainda em 2013, que o cantor parecia indicar a chegada de um novo álbum à frente do Panda Bear. Depois de muita expectativa, Panda Bear Meets the Grim Reaper, o aguardado sucessor de Tomboy (2011) não apenas é confirmado pelo músico, como ainda conta com data de lançamento – 15 de janeiro pelo selo Domino -, um EP de aquecimento, além, claro de um primeiro single e clipe que vão deixar o público eufórico: Mr Noah.

Intensa, a primeira mostra oficial do novo disco e canção-título do récem-lançado EP é uma verdadeira surpresa. Ainda que Lennox, também integrante do Animal Collective, tenha revelado ao público uma série de pistas com a mixtape Mix Ticks (2014), pouco do que orienta a canção parece esbarrar nos antigos projetos do músico. Voz desgovernada, sintetizadores completamente loucos e guitarras que logo tropeçam no trabalho de Peter “Sonic Boom” Kember (Spaceman 3), também produtor do disco. Tão assertivo quanto a própria música é o clipe dirigido por AB/CD/CD. Uma sequência frenética de luzes e câmera instável que parecem moldadas para causar enjoo.

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Panda Bear – Mr Noah

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Peaking Lights: “Everyone And Us”

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A explícita relação da dupla Peaking Lights com o Pop em Breakdown, primeiro single de Cosmic Logic (2014), parece reforçada com o lançamento de Everyone And Us. Detalhada pelo mesmo conjunto de ideias da antecessora, a faixa inicia em meio a batuques controlados, abre espaço para a voz parcialmente límpida de Indra Dunis e logo desagua em um oceano de cores e sintetizadores tão próximos do último álbum da dupla, Lucifer (2012), como de toda a carga de referências dos anos 1980.

Ora esbarrando na fase “World Music” do Talking Heads, ora encarada como uma versão limpa dos sons anunciados em 936 (2011), o novo single, junto de Breakdown, talvez seja o invento comercialmente mais acessível e melódico já assinado por Aaron Coyes; um resumo de tudo o que abastece o restante do trabalho.

Depois do clima nonsense explorado no primeiro clipe do Cosmic Logic, cores, recortes e uma dose leve de psicodelia orientam o trabalho do diretor Robbie Simon no vídeo de Everyone And Us.

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Peaking Lights – Everyone And Us

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Sleater-Kinney: “Bury Our Friends”

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Mesmo elogiado por grande parte da crítica e recebido com total adoração pelo público, o sucesso de The Woods (2005) não foi suficiente para impedir o hiato do Sleater-Kinney. Em junho de 2006, passada a turnê de divulgação do álbum – sétimo registro de inéditas na discografia do grupo -, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss resolveram silenciar a banda, passando a investir em outros trabalhos e projetos paralelos, entre eles, o Wild Flag.

Depois de oito anos de “férias”, o grupo encerra o hiato, anuncia uma série de shows e ainda reserva para janeiro de 2015 um novo registro de estúdio: No Cities To Love (2015). Produzido por John Goodmanson, velho parceiro do trio, o álbum carrega dez composições inéditas e distribuição pelo selo Sub Pop. Como aquecimento, nada melhor do que a inédita Bury Our Friends, um resumo eficiente do som produzido pelo trio desde a década de 1990. Também lançada em clipe, a faixa conta com direção de Miranda July.

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Sleater-Kinney – Bury Our Friends

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Shabazz Palaces: “Motion Sickness”

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Passear livremente pelo cosmos, colonizar ou apenas visitar novos planetas; objetivos ainda distantes de serem alcançados pelo ser humano. Todavia, quem busca viajar pelo espaço sem necessariamente abandonar o conforto da própria casa, uma simples audição de Lese Majesty (2014) talvez funcione como alternativa. Segundo e mais recente trabalho da dupla Shabazz Palaces, o álbum flutua em meio a referência cósmicas, arranjos experimentais e temas inspirados em filmes/livros clássicos da ficção científica nos anos 1970.

Ainda que a inspiração do disco venha do espaço, em se tratando do vídeo de Motion Sickness são os elementos terrenos que orientam a formação das imagens. Dinheiro, drogas, sexo e família, temas explorados com sensibilidade a partir da relação entre uma mãe viciada e sua filha. Um dos grandes clipes de 2014, o trabalho conta com direção de TEAN.

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Shabazz Palaces – Motion Sickness

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TĀLĀ: “Alchemy”

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Não há como negar: o pop (felizmente) não é mais o mesmo. Ainda que diferentes fatores tenham contribuído para a construção de um som menos descartável, ainda que comercial, a boa repercussão sobre a obra de Haim, Charli XCX, Sky Ferreira e outros nomes de peso do último ano acarretou em uma carga de mudanças significativas dentro da produção recente. Mesmo Ariana Grande, Miley Cyrus e outros gigantes da música parecem lidar com uma série de referências adaptadas, flertando vez ou outras com os conceitos “alternativos” que ocupam parte da mesma cena.

O resultado está na presença cada vez maior de nomes como Allie X e Ryn Weaver, personagens tão íntimas do pop tradicional, como de arranjos sujos testados pela cena alternativa. É dentro desse mesmo universo que nasce o trabalho da cantora britânica TĀLĀ. Com um ótimo acervo já compilado no soundcloud, a artista londrina apresenta agora um novo invento: Alchemy. Meio termo entre FKA Twigs, M.I.A. e grande parte dos nomes acima citados, a faixa entrega as experiências que a cantora reserva para o próximo EP, trabalho reservado para o dia 17 de novembro e que chega em complemento ao antecessor The Duchess EP.

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TĀLĀ – Alchemy

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Adult Jazz: “Am Gone”

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Por mais irônico que o título “Adult Jazz” possa parecer, não existe termo mais correto para traduzir o som proposto pelo grupo britânico em Gist Is (2014, Spare Thought). Efeito da coleção de ideias que ocupa a mente de cada integrante da banda – principalmente o vocalista e líder Harry Burgess -, cada ato do registro ecoa pensado de forma a provocar as percepções do ouvinte. Manipulações e pequenos improvisos que esbarram o território mais rico de qualquer clássico do jazz, mas em nenhum momento escapam do fino apelo “pop” da presente cena alternativa.

Mesmo carregado de comparações ao trabalho de Dirty Projectors e Grizzly Bear desde o single Springful, Gist Is é uma obra que escapa do território norte-americano e se concentra apenas no cenário inglês. Da herança do Pós-Rock conquistada pelo Talk Talk (ainda nos anos 1980), passando pela obra do Radiohead pós-Kid A, até alcançar o mesmo espaço de Foals (em Total Life Forever, 2010) e These New Puritans, cada fórmula dos novatos se acomoda em um expressivo terreno familiar. Leia a resenha completa.

Abaixo, o clipe de Am Gone, direção de Samuel Travis.

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Adult Jazz – Am Gone

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Carne Doce: “Amigo dos Bichos”

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“Versatilidade” é uma palavra que resume com acerto o trabalho da goiana Carne Doce. Depois do ambiente sujo/erótico desbravado em Passivo, Amigo Dos Bichos reflete uma postura completamente distinta em relação ao som delineado pela banda nas últimas semanas. Nostálgica, doce e bucólica, a nova música é um olhar saudosista para a vida simples da infância, tratamento reforçado nos versos de Salma Jô e seguida de perto pela instrumentação que se espalha no interior da faixa.

Homenagem do grupo ao Dia das Crianças – aspecto evidente no clipe editado por Moisés Costa -, Amigo dos Bichos, assim como a já conhecida Sertão Urbano reflete com naturalidade as principais influências do grupo. Dos arranjos, versos e vozes que mergulham na obra de Milton Nascimento ao equilíbrio sorumbático das melodias, toda a construção da faixa cresce como uma regresso aos anos 1970, grande ponto de referências do grupo. Assim como os últimos lançamentos, a nova faixa completa o aguardado debut do quinteto, trabalho que estreia oficialmente no dia 15 de outubro, quarta-feira.

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Carne Doce – Amigo dos Bichos

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