Tag Archives: Clipes

Marcelo Perdido: “Lição”

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Com o encerramento das atividades da dupla Hidrocor, não seria uma surpresa que Marcelo Perdido, vocalista e principal compositor do projeto, logo mergulhasse em um novo trabalho. Ainda que ambientado ao mesmo ambiente “artesanal” de Ed. Bambi (2012), último lançamento ao lado do velho parceiro Rodrigo Caldas, em Lenhador (2014), o cantor e compositor paulistano encontrou a passagem para um universo ainda mais intimista e naturalmente acolhedor.

Embora não faça parte do último álbum de perdido, difícil ouvir a melancólica Lição e não relacionar ao trabalho entregue há poucos meses pelo cantor. Produzida ao lado do velho parceiro Felipe Parra, a composição ganha ainda mais destaque por conta das imagens assinadas por Bruno Graziano e retiradas do filme O Acre Existe. Segundo o próprio músico: “A letra é uma viagem sabática interior e a eterna busca para se achar“.

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Marcelo Perdido – Lição

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Sleigh Bells: “That Did It” (Feat. Tink)

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Em 2013 Derek E. Miller e Alexis Krauss resolveram mergulhar de vez na música pop. Ainda que os ruídos preencham toda a extensão do mediano Bitter Rivals, terceiro álbum de estúdio da dupla nova-iorquina, são os constantes diálogos com o público médio, melodias acessíveis e bases delicadas que realmente movimentam a obra. Acerto ou erro, não importa, ao lado da rapper Tink o duo apresenta a “sequência” That Did It, uma espécie de expansão do material apresentado há poucos meses.

De um lado, os ruídos característicos da guitarra de Miller, no outro, a sutileza vocal de Krauss e Tink, esta última responsável pelos instantes mais acelerados que sustentam a composição. Construída a partir de retalhos de antigas músicas do SB, That Did It foi gravada em Nova York e apresentada pelo Red Bull Sound Select. Além do registro de 2010, a dupla ainda conta com dois ótimos álbuns, Treats (2010) e Reign of Terror (2012).

Com direção de Grant Singer, assista ao clipe da That Did It, uma das maiores produções do Sleigh Bells – naturalmente acompanhado pela rapper Tink.

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Sleigh Bells – That Did It (Feat. Tink)

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The Decemberists: “Make You Better”

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Mais de uma década desde a estreia com Castaways and Cutouts (2002), obra que apresentou o som adorável do The Decemberists ao público, Colin Meloy prova que as melodias ainda são a base do coletivo norte-americano. Em Make You Better, instrumentos, vozes e toda a atmosfera da inédita composição parecem desenvolvidos com plena delicadeza e precisão, envolvendo o ouvinte em um ambiente de temas similares ao material utilizado no último registro em estúdio da banda, o ótimo The King Is Dead, de 2011.

Primeira faixa do sétimo registro de inéditas do grupo, What A Terrible World, What A Beautiful World (2015), a canção garante cinco minutos de vozes limpas, versos cantaroláveis e guitarras bem resolvidas, elementos ordenados de forma menos “orquestral” em relação aos primeiros anos da banda. Com distribuição pelos selos Rough Trade e Capitol, o novo álbum conta com lançamento previsto para o dia 19 de janeiro.

Abaixo, o clipe de Make You Better, um programa de entrevistas apresentado por Nick Offerman (Parks & Recreation). A direção do vídeo é de Bill Fishman.

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The Decemberists – Make You Better

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Beyoncé: “7/11″ e “Ring Off”

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Com o enorme sucesso do quinto álbum em carreira solo, Beyoncé decidiu não esperar muito tempo até produzir um novo material com composições inéditas. Ainda que o sucessor do homônimo disco de 2013 não seja apresentado tão cedo, com o relançamento do último álbum em versão deluxe, a cantora reserva algumas novidades para o ouvinte. Além do acervo original e remixes para faixas como Flawlles e Drunk In Love, duas músicas inéditas completam o trabalho lançado sob o título de Platinum Edition.

Mesmo ambientadas ao conceito da obra, tanto 7/11 como Ring Off assumem caminhos isolados quando comparadas ao restante das composições. Enquanto a primeira acelera, transformando as mesmas batidas densas do registro em um material pronto para as pistas, Ring Off consegue resgatar os elementos explorados em 4 (2011), trabalho anterior de Beyoncé. A julgar pela forma como as guitarras “tropicais” invadem a canção, não seria uma surpresa se ela realmente fosse uma sobra do registro passado. Com lançamento pelos selos Parkwood e Columbia, Beyoncé Platinum Edition estreia hoje.

Abaixo você encontra o clipe “caseiro” produzido para 7/11.

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Beyoncé – 7/11

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Beyoncé – Ring Off

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Angel Olsen: “Windows”

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Mais de quatro décadas separam Blue (1971), obra-prima da compositora canadense Joni Mitchell, do recém-lançado Burn Your Fire for No Witness (2014, Jagjaguwar), segundo e mais recente trabalho de estúdio de Angel Olsen. Ainda que os caminhos assumidos pelas duas artistas sejam bastante particulares – e quase opositivos em determinados aspectos líricos -, o princípio de orquestração temática de cada obra permanece o mesmo: a melancolia escancarada de um coração partido.

Apoiada em elementos lançados há décadas pela veterana, Olsen, longe de se afundar no martírio alcoólico das palavras, tenta sobreviver a qualquer custo, ensaio pontuado nos gritos de desespero que percorrem toda a obra. Menos tímido que o exercício proposto há dois anos com Half Way Home (2012), trabalho de estreia da novata, o presente álbum é um projeto que encontra nos arranjos clássicos – principalmente o Folk da década de 1970 -, um instrumento atento de comunicação com as palavras. Bases convencionais e pequenas fagulhas Lo-Fi que apenas reforçam a grandeza sóbria dos versos impostos pela cantora. Leia a resenha completa.

No vídeo produzido para Windows, a natural sutileza de Rick Alverson, um dos principais diretores em atuação e responsável por obras visuais como Magic Chords, de Sharon Van Etten e Goshen ’97 do Strand Of Oaks.

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Angel Olsen – Windows

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Belle & Sebastian: “The Party Line”

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Ainda que não exista uma ordem específica ou estrutura pré-determinada, de tempos em tempos parece comum ver o Belle and Sebastian assumir novo posicionamento em estúdio. Um esforço de renovação natural, base para toda uma nova sequência de registros autorais. Foi assim com If You Are Feeling Sinister (1996), The Life Pursuit (2006) e esta parece ser a base do aguardado Girls in Peacetime Want To Dance (2015), o nono projeto de estúdio do coletivo escocês.

Primeiro exemplar de inéditas desde o adorável Write About Love, de 2010, o registro sustenta na recém-lançada The Party Line um pouco do que o grupo parece reservar para os próximos lançamentos. Ou pelo menos para os próximos meses. Movida pelo uso de sintetizadores, arranjos dançantes e todo um arsenal de elementos parcialmente raros dentro do extenso material do grupo, a nova faixa sustenta mais de quatro minutos de melodias envolventes, prontas para as pistas, como uma versão aprimorada do material lançado no disco de 2006.

Produzido por Ben H. Allen – Animal Collective, Washed Out -, Girls in Peacetime Want To Dance conta com distribuição pelo selo Matador Records e estreia agendada para 19 de janeiro. Abaixo, o clipe coreografado por Robert Binet e dirigido pela dupla LeBlanc + Cudmore.

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Belle & Sebastian – The Party Line

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Arca: “Xen”

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As criaturas estranhas que aparecem no encarte e até mesmo vídeos de Xen (2014, Mute) funcionam como uma representação do som assinado por Arca. Instalado em um campo aberto ao experimento, o produtor venezuelano Alejandro Ghersi, grande responsável pelo projeto, parece brincar com as pequenas possibilidades rítmicas, interpretando e ou mesmo encaixando elementos tão íntimos do Hip-Hop e Ambient, quanto peças extraídas de diferentes campos da eletrônica recente.

Naturalmente centrado na ruptura de conceitos, Ghersi assume no primeiro álbum oficial um som que parece flutuar entre o autoral e a específica desconstrução da própria essência. Quem esperava por um trabalho homogêneo ou possível continuação do material explorado no decorrer da mixtape &&&&&, de 2013, talvez se decepcione. Ainda que seja possível amarrar as pontas entre a canção de abertura do álbum e a derradeira Promise, cada peça do registro transporta ouvinte (e criador) para um cenário completamente novo, por vezes isolado. Leia a resenha completa.

Assista agora ao vídeo de Xen, trabalho dirigido pelo velho parceiro de Arca, Jesse Kanda, e continuação do clipe produzido para Thievery.

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Arca – Xen

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Tereza: “Calçada da Batalha”

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Das músicas que abastecem Vem Ser Artista Aqui Fora (2012), registro de estreia da banda carioca Tereza, Calçada da Batalha talvez seja a que melhor represente a (nova) sonoridade pop incorporada pelo grupo. Longe das guitarras aceleradas, versos crescentes e atmosfera “rock” de Onça EP (2011), a colorida canção se espalha em meio ao uso de batidas e sintetizadores tropicais, princípio para o visual explorado no novo clipe do quinteto.

Exageradamente colorido, o vídeo funciona como uma propaganda para o fictício Galada Glass. Misto de Google Glass, Tinder e Lulu, o gadget promete “experiências incríveis” e “sensações quentes” ao usuário, sendo altamente recomendado para você que “não pega ninguém” – este não é um post patrocinado. Abaixo, o vídeo com o invador produto testado pela própria banda.

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Tereza – Calçada da Batalha

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Rustie: “Lost” (ft. Redinho)

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De todos os aspectos ressaltados no trabalho de Rustie em Glass Swords (2011), o mais interessante deles se concentra na imensa carga de referências dissolvidas pela obra. Da homenagem ao jogo The Legend of Zelda: Ocarina of Time em Hover Trap, passando pelos sintetizadores em Flash Back – típicos do Van Halen -, a estreia do artista escocês é mais do que uma coleção de gêneros sobrepostos – Dubstep, Hip-Hop, R&B, Pop, Techno e até Rock Progressivo -, mas uma obra a ser desvendada dentro e principalmente fora das pistas.

Com a apresentação de faixas como Raptor e Attak nos últimos meses, todas as evidências indicavam que Green Language (2014, Warp) seria conduzido sob o mesmo refinamento do antecessor. Batidas intensas, harmonias detalhadas de sintetizadores e até o uso coeso de vocais – assumidos pelo amigo/colaborador Danny Brown. Uma sensação de que os elementos e temas entregues no registro de estreia seriam não apenas expandidos, mas acrescidos por toda uma nova carga de experiências. Doce ilusão. Leia a resenha completa.

Assista abaixo ao clipe de Lost, trabalho dirigido por A-Rock.

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Rustie – Lost (ft. Redinho)

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Hundred Waters: “Out Alee”

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Ouvir as canções do grupo norte-americano Hundred Waters é como ser transportado para o mundo dos sonhos. A voz doce de Nicole Miglis, guitarras e sintetizadores etéreos e um acervo imenso de melodias detalhadas de forma mágica, com extrema delicadeza. Em fase de divulgação do último álbum de estúdio, The Moon Rang Like A Bell (2014), a banda de Gainesville, Flórida, convida o espectador a viajar com o som harmônico e imagens que agora abastecem Out Alee.

Síntese dos temas lançados pelo grupo ao longo do novo álbum, a canção equilibra sintetizadores e batidas enquanto os vocais de Miglis crescem de forma intensa. Recomendado para quem acompanha o trabalho de artistas como Björk e Julia Holter, o vídeo dirigido por Michael Langan talvez seja a melhor forma de ser apresentado ao trabalho do grupo. Leia a resenha completa de The Moon Rang Like A Bell.

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Hundred Waters – Out Alee

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