Tag Archives: Clipes

FKA Twigs: “Video Girl”

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Não importa o quanto você ouve: FKA Twigs sempre reserva uma surpresa no interior de LP1 (2014). Forte candidato a disco do ano, a estreia de Tahliah Barnett seduziu a crítica, encantou o público e transformou a artista britânica em uma personagem a ser observada de perto. Principalmente nos clipes. Depois de perturbar o espectador nos vídeos de Papi Pacify, Water Me e demais registros apresentados nos últimos meses, Twigs aparece comportada no recém-lançado Video Girl.

Mesmo “ponderado” em relação aos últimos projetos (visuais) da cantora, o trabalho assinado pelo diretor Kahlil Joseph lentamente desperta a curiosidade do espectador. De um lado, o corpo volátil de Twigs, adaptada a cada ato instrumental da própria canção. No outro, um homem condenado à pena de morte por injeção letal, a passagem para a interferência da artista. Além de Twigs, o diretor já trabalhou com outros nomes importantes da música recente, como Flying Lotus e Shabazz Palaces.

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FKA Twigs – Video Girl

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Sharon Van Etten: “Your Love Is Killing Me”

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Se existe uma certeza dentro da história da música - antiga, recente ou futura – é a de que jamais vão faltar obras alimentadas pelo aspecto triste do amor. Mesmo antes da consolidação da indústria da música, no começo do século XX, sofrer sempre foi encarado como uma fonte natural de inspiração para qualquer compositor. Um campo ilimitado de melodias e versos capazes de revisitar considerações simples, porém, necessárias de um pós-relacionamento. É justamente dentro desse ambiente cinza que Sharon Van Etten fez sua morada e parece extrair toda a base temática para cada disco lançado desde o debut Because I Was in Love, de 2009.

Em evidente crescimento poético, a cantora centrada na região do Brooklyn, Nova York, fez de cada álbum apresentado nos últimos cinco anos uma inteligente transposição das próprias recordações sentimentais. Discos como Epic (2010) e Tramp (2012), que mesmo afundados em temas há muito desgastados por diferentes artistas, conseguiram reforçar identidade e certa dose de ineditismo por conta do catálogo rico (e sofrido) de versos que carregam. Adaptações melancólicas do cotidiano da cantora e obras que servem de alicerce para o bem executado quarto disco de Van Etten, Are We There (2014, Jagjaguwar). Leia a resenha completa.

Assista ao clipe de Sean Durkin para Your Love Is Killing Me.

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Sharon Van Etten – Your Love Is Killing Me

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Hamilton Leithauser: “5 AM”

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A mudança de direção assumida em Heaven (2012), último trabalho em estúdio do grupo nova-iorquino The Walkmen, parece guiar a atuação do (ex-)vocalista Hamilton Leithauser em fase solo. Apostando em uma sonoridade menos soturna do que a lançada pelo grupo no debut Everyone Who Pretended to Like Me Is Gone, em 2002, o cantor usa do versátil Black Hours (2014, Ribbon Music) como uma ferramenta de expansão da própria herança. Sim, a relação com a antiga banda do músico é evidente, porém, os rumos agora assumidos são outros.

Apresentado há poucos meses durante o lançamento da intensa Alexandra, primeiro single do álbum, Black Hours é uma obra que usa de antigas interpretações do pop – nos anos 1960 ou na cena independente no começo dos anos 2000 – como uma ferramenta de estímulo. Enquanto ao lado dos antigos parceiros de banda a seriedade parecia guiar a voz e os temas cantados por Leithauser, hoje o resultado é diferente. “Tolo” em alguns aspectos, o debut do norte-americano é uma obra que sobrevive de emoções e temas simples, acertando justamente por conta dessa ferramenta de pura leveza. Leia a resenha completa.

Assista ao clipe de 5 AM, trabalho dirigido por Tristan Patterson.

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Hamilton Leithauser – 5 AM

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First Aid Kit: “Stay Gold”

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Desde o primeiro álbum em estúdio, The Big Black and the Blue (2010), as irmãs Johanna e Klara Söderberg nunca pareceram se importar e promover um registro de fato transformador dentro do cenário em que estavam inseridas. Observadas atentamente, cada uma das canções lançadas pelo duo sueco sempre ecoaram de forma a reforçar os sentimentos da dupla, como se as faixas – confessionais, doces ou melancólicas – apenas precisassem existir. Longe de tropeçar em redundância, Stay Gold (2014, Columbia), terceiro álbum do First Aid Kit acerta justamente ao apostar nesse mesmo resultado.

Registro mais acessível da dupla até o momento, o novo disco segue a trilha Country-Folk do registro passado, The Lion’s Roar (2012), aproximando (mais uma vez) o duo dos conceitos lançados em solo norte-americano. Como um passeio pela música de raiz apresentada nos anos 1960/1970, o novo disco se acomoda em melodias simplistas, vozes delicadas e a saudade implícita nos versos de cada criação. Logo, as irmãs Söderberg estão mais uma vez em casa – e o ouvinte também. Leia a resenha completa.

Assista agora ao clipe de Stay Gold.

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First Aid Kit – Stay Gold

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CHVRCHES: “Under the Tide”

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Quem ansiava por novidades do CHVRCHES não pode reclamar. Depois de surpreender o público com o lançamento de Get Away, composição inédita e produzida especialmente para a versão alternativa da trilha sonora de Drive (2011), chega a vez da banda de Glasgow revelar um novo clipe. Parte do material lançado em The Bones of What You Believe (2013), Under The Tide tira a vocalista Lauren Mayberry de cena para iluminar Martin Doherty.

Responsável pela voz de uma pequena parcela de faixas ao longo do disco, Doherty pode até ser o destaque do novo vídeo, porém, ele não está sozinho. Além flashes dos parceiros de banda e efeitos digitais, o cantor ainda divide espaço com uma bem resolvida animação. Meio termo entre Knights of Sidonia e alguma anime sci-fi dos anos 1980, o trabalho centrado no espaço acompanha o ritmo da canção, crescendo lentamente até os instantes finais.

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CHVRCHES – Under the Tide

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Noel Gallagher’s High Flying Birds: “In The Heat Of The Moment”

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Enquanto os irmãos Liam e Noel Gallagher não fazem as pazes temporariamente e voltam com uma nova turnê do Oasis – segundo boatos, algo que pode acontecer no próximo ano -, o jeito é lidar com os projetos individuais de cada ex-integrante da banda britânica. Responsável pelo trabalho menos cômodo e musicalmente bem sucedido dessa divisão, o filho mais velho da família Gallagher está de volta com mais um novo lançamento à frente do Noel Gallagher’s High Flying Birds: In The Heat Of The Moment.

Melódica, essencialmente recheada por versos pegajosos e muito “la la la la las“, a nova composição chega em sequência ao material apresentado em 2011 pelo cantor inglês. Pouco mais de três minutos em que arranjos típicos da década de 1960 esbarram com acerto no britpop dos anos 1990, garantindo ao ouvinte uma das composições mais grudentas de 2014. A canção é parte do inédito Chasing Yesterday (2015), trabalho que chega oficialmente em março do próximo ano.

O clipe de In The Heat Of The Moment conta com direção de Ollie Murray.

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Noel Gallagher’s High Flying Birds – In The Heat Of The Moment

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The Pains Of Being Pure At Heart: “Kelly”

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Depois de investir em arranjos ainda mais pesados e sujos durante a construção de Belong (2011), os membros do The Pains Of Being Pure At Heart assumiram um novo percurso com o terceiro álbum de estúdio. Em Days Of Abandon (2011), o grupo nova-iorquino continua a brincar com o mesmo Dream Pop/Shoegaze apresentado nos primeiros anos, reforçando no uso de melodias delicadas um novo sentido para a banda.

Composição mais pegajosa do disco, Kelly resume com naturalidade o atual posicionamento do lider Kip Berman e demais parceiros de banda. Enquanto a convidada Jen Goma (A Sunny Day in Glasgow) assume a responsabilidade pelos vocais, guitarras delicados e sintetizadores visitam o mesmo cenário de bandas como The Smiths, The Pastels e demais veteranos da década de 1980. Sem exageros, o grupo apresenta agora o clipe da faixa. A direção é de Art Boonparn.

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The Pains Of Being Pure At Heart – Kelly

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Panda Bear: “Mr Noah”

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Noah Lennox andava bastante inquieto. Desde que começou a desenterrar canções avulsas e mixtapes aleatórias, ainda em 2013, que o cantor parecia indicar a chegada de um novo álbum à frente do Panda Bear. Depois de muita expectativa, Panda Bear Meets the Grim Reaper, o aguardado sucessor de Tomboy (2011) não apenas é confirmado pelo músico, como ainda conta com data de lançamento – 15 de janeiro pelo selo Domino -, um EP de aquecimento, além, claro de um primeiro single e clipe que vão deixar o público eufórico: Mr Noah.

Intensa, a primeira mostra oficial do novo disco e canção-título do récem-lançado EP é uma verdadeira surpresa. Ainda que Lennox, também integrante do Animal Collective, tenha revelado ao público uma série de pistas com a mixtape Mix Ticks (2014), pouco do que orienta a canção parece esbarrar nos antigos projetos do músico. Voz desgovernada, sintetizadores completamente loucos e guitarras que logo tropeçam no trabalho de Peter “Sonic Boom” Kember (Spaceman 3), também produtor do disco. Tão assertivo quanto a própria música é o clipe dirigido por AB/CD/CD. Uma sequência frenética de luzes e câmera instável que parecem moldadas para causar enjoo.

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Panda Bear – Mr Noah

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Peaking Lights: “Everyone And Us”

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A explícita relação da dupla Peaking Lights com o Pop em Breakdown, primeiro single de Cosmic Logic (2014), parece reforçada com o lançamento de Everyone And Us. Detalhada pelo mesmo conjunto de ideias da antecessora, a faixa inicia em meio a batuques controlados, abre espaço para a voz parcialmente límpida de Indra Dunis e logo desagua em um oceano de cores e sintetizadores tão próximos do último álbum da dupla, Lucifer (2012), como de toda a carga de referências dos anos 1980.

Ora esbarrando na fase “World Music” do Talking Heads, ora encarada como uma versão limpa dos sons anunciados em 936 (2011), o novo single, junto de Breakdown, talvez seja o invento comercialmente mais acessível e melódico já assinado por Aaron Coyes; um resumo de tudo o que abastece o restante do trabalho.

Depois do clima nonsense explorado no primeiro clipe do Cosmic Logic, cores, recortes e uma dose leve de psicodelia orientam o trabalho do diretor Robbie Simon no vídeo de Everyone And Us.

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Peaking Lights – Everyone And Us

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Sleater-Kinney: “Bury Our Friends”

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Mesmo elogiado por grande parte da crítica e recebido com total adoração pelo público, o sucesso de The Woods (2005) não foi suficiente para impedir o hiato do Sleater-Kinney. Em junho de 2006, passada a turnê de divulgação do álbum – sétimo registro de inéditas na discografia do grupo -, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss resolveram silenciar a banda, passando a investir em outros trabalhos e projetos paralelos, entre eles, o Wild Flag.

Depois de oito anos de “férias”, o grupo encerra o hiato, anuncia uma série de shows e ainda reserva para janeiro de 2015 um novo registro de estúdio: No Cities To Love (2015). Produzido por John Goodmanson, velho parceiro do trio, o álbum carrega dez composições inéditas e distribuição pelo selo Sub Pop. Como aquecimento, nada melhor do que a inédita Bury Our Friends, um resumo eficiente do som produzido pelo trio desde a década de 1990. Também lançada em clipe, a faixa conta com direção de Miranda July.

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Sleater-Kinney – Bury Our Friends

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