Tag Archives: Clipes

Movement: “Ivory”

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O sexo parece ser a base do trabalho lançado pelo trio Movement. Inspirados pelo Trip-Hop e toda a base de referências apresentadas na década de 1990 (e além), o trio australiano fez de cada música do autointitulado EP uma ponte para a sexualidade. Exemplar bem sucedido (e hipnótico) disso está em Ivory, uma das canções do último trabalho e resumo autêntico de tudo o que a banda conquistou até agora.

Originalmente apresentada em meados de abril, a canção usa do teor erótico da batidas e arranjos de forma a comandar o próprio clipe. Dirigido por Fleur&Manu, o trabalho aos poucos deixa os limites do casal escolhido para o registro de forma a se aproximar do espectador, seduzido pelas imagens e batidas lentas projetadas ao longo de todo o trabalho. Talvez não seja bom assistir ao clipe no trabalho ou acompanhado de algum familiar.

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Movement – Ivory

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Iceage: “The Lord’s Favorite”

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Três anos desde a estreia com New Brigade (2011), e o Iceage continua a surpreender. Depois de mergulhar no mesmo punk sujo do debut em You’re Nothing, segundo disco de estúdio e um dos 50 Melhores Discos de 2013, a banda dinamarquesa apresenta agora sua composição mais curiosa e distinta. Intitulada The Lord’s Favorite, a nova faixa não apenas foge dos dois últimos registros do grupo de Copenhagen, como ainda se entrega ao Country.

Enquanto a voz de Johan Wieth desacelera um pouco, guitarras e batidas características surgem ao fundo da composição, ainda recheada por versos irônicos e a tradicional crueza que acompanha o grupo desde os primeiros inventos. Além da nova faixa, o grupo aproveitou para soltar o perturbador clipe da canção, trabalho dirigido por Cali Thornhill DeWitt e que surge carregado de simbolismos envolvendo os integrantes da banda.

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Iceage – The Lord’s Favorite

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The Drums: “Magic Mountain”

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Quando o The Drums apareceu com o EP Summertime!, em 2009, o clima litorâneo parecia ser a chave para entender o trabalho da banda comandada por Jonathan Pierce. Passados dois registros em estúdio – The Drums (2010) e Portamento (2011) – e uma busca por novas experiências musicais – entre elas o Pós-Punk -, hoje o “grupo” nova-iorquino tenta se (re)encontrar. Melhor exemplo disso está em Magic Mountain, o primeiro single de Encyclopedia (2014), o terceiro álbum da banda atualmente sustentada por Pierce e Jacob Graham.

Carregada de misticismo, sintetizadores psicodélicos e uma estranha relação com a New Wave, a nova música apaga de vez o passado da banda, como se indicasse os novos rumos da dupla. Vozes, batidas e arranjos: nada aqui soa de forma ensolarada, como em Let’s Go Surfing. A faixa, que já foi lançada há poucos dias, aparece agora como clipe, soando ainda mais perturbadora nas imagens assinadas por Gorjan Lauseger. Encyclopedia estreia no dia 24 de setembro pelo selo Minor Records.

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The Drums – Magic Mountain

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Spoon: “Inside Out”

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Os ouvintes do Spoon não tem mesmo do que reclamar. Faltando algumas semanas para o lançamento de They Want My Soul (2014), oitavo registro em estúdio do grupo norte-americano, cada nova faixa apresentada por Britt Daniel e Jim Eno apenas reforça a expectativa em relação ao novo álbum. Primeiro veio a urgente (e econômica) Rent I Pay, deixando para a leve Do You o lado mais sutil do grupo, tonalidade reforçada dentro do ambiente essencialmente melódico de Inside Out, novo e hipnótico single dos veteranos do Indie Rock.

Abastecida por sintetizadores, além, claro, da dobradinha entre a guitarra de Daniel e a bateria de Eno, a presente faixa serve como um reforço para o lado mais pop da banda, além de um inevitável regresso ao ambiente solucionado no começo dos anos 2000. Além da nova música, o grupo aproveitou para divulgar o clipe da pegajosa Do You, trabalho que conta com a direção assinada por Hiro Murai. Com lançamento pelo selo Loma Vista, They Want My Soul estreia oficialmente no dia cinco de agosto.

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Spoon – Inside Out

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Spoon – Do You

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Basement Jaxx: “Never Say Never” (Feat. ETML)

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Seguem os preparativos para a chegada de Junto (2014), o esperado novo álbum do Basement Jaxx. Passado o lançamento do clipe de Sereia da Bahia, há poucos dias, Felix Buxton e Simon Ratcliffe aparecem com mais uma inédita e pegajosa criação: Never Say Never. Quarta faixa do álbum – recheado por 13 músicas -, a recém-lançada composição ganha destaque por conta da voz de ETML, um dos novos nomes do R&B/Garage de Londres.

Apoiada em uma série de elementos que se aproximam do hit Latch – parceria entre o duo Disclosure e o cantor Sam Smith -, Never Say Never está longe de parece uma cópia. De fato, boa parte dos elementos da música resgatam traços característicos do Basement Jaxx, como a relação com a música negra e boa parte das experiências com a música pop lançadas no disco Scars, de 2009. Junto estreia no dia 25 de agosto. Abaixo, o clipe da canção.

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Basement Jaxx – Never Say Never (Feat. ETML)

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Sharon Van Etten: “Our Love”

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Dor, melancolia e depressão até onde a vista e os ouvidos alcançam. Quarto trabalho em carreira solo de Sharon Van Etten, Are We There (2014) entrega em cada uma de suas canções uma representação dos maiores pesadelos sentimentais da cantora – e também os nosos. Com uma bem sucedida sequência de clipes – entre eles Every Time the Sun Comes Up e Taking Chances -, Van Etten entrega agora mais um assertivo produto visual relacionado à obra.

Trata-se de Our Love, uma das composições mais doces e comercialmente viáveis do registro. Centrado na própria cantora, o vídeo conta com a assinatura de Karen Collins, uma fotografa especializada em fotos de mulheres e que parece revelar ao público o lado mais doloroso da artista/personagem do clipe. Recomendado, Are We There é um dos escolhidos na nossa lista de meio do ano com os 25 Melhores Discos de 2014.

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Sharon Van Etten – Our Love

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Hamilton Leithauser: “I Don’t Need Anyone”

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A simplicidade das canções e o uso detalhado dos arranjos servem como base para o primeiro álbum solo de Hamilton Leithauser. Mais conhecido pelo trabalho desenvolvido em mais de uma década com o The Walkment, o (ex-)vocalista trouxe na coerência de Black Hours (2014) não apenas uma extensão de seus antigos inventos, mas a base para um dos grandes exemplares do pop (“clássico”) em 2014.

Exemplar coeso de tudo o que define o novo álbum e, ao mesmo tempo, uma passagem para os antigos projetos do cantor, I Don’t Need Anyone é a comprovação da boa forma de Leithauser. Terceira composição do álbum a ser transformada em clipe – as outras são 11 O’Clock Friday Night e Alexandra -, a faixa aparece carregada de bom humor por conta do trabalho dirigido por Paul Maroon.

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Hamilton Leithauser – I Don’t Need Anyone

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SZA: “Julia”

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Z (2014), estreia da cantora norte-americana SZA pode até ser um trabalho marcado pela densidade dos arranjos e vozes, mas pende para o pop em alguns momentos. Melhor exemplo desse resultado “comercial” está na construção de Julia, faixa que parece expandir os limites vocais e sonoros de Solana Rowe para arremessa a cantora – e o próprio ouvinte – diretamente para os anos 1980.

Com produção assinada por Felix Snow, velho parceiro de Rowe, e lembrando muito alguma faixa perdida de Blood Orange ou Chairlift, a canção aparece agora como clipe. Dirigido por Rodney Passé, o vídeo se concentra inteiramente na figura de SZA, a agora responsável pelo melhor sideboob frontal (isso existe?) de 2014.

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SZA – Julia

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Interpol: “All The Rage Back Home”

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Para você que é fã do Interpol: Que música intensa é esta All The Rage Back Home, não é mesmo minha gente? Prestem atenção nas guitarras másculas e cheias de efeito, Paul Banks mostrando o lado mais sentimental dele a cada verso da canção e a música ainda serve para dançar na balada. Desde o último trabalho de estúdio da banda – lançado em 2010 – ninguém lançava uma canção tão poderosa, comovente e ainda assim sombria quanto esta. Não restam dúvidas: El Pintor vai ser o melhor disco de 2014. Ian Curtis sentiria inveja. #ChupaJoyDivision

Para você que é racional: Pode voltar a ouvir Turn on the Bright Lights (2002) e Antics (2004) que eles continuam repetindo a mesma fórmula, só que pior e de um jeito mais “pop”.

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Interpol – All The Rage Back Home

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Christopher Owens: “Nothing More Than Everything To Me”

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Desde o encerramento das atividades do Girls, no começo de 2012, Christopher Owens parece em busca de um novo território musical. Depois de apresentar o tímido Lysandre, em meados de 2013, o cantor e compositor norte-americano finalmente parece ter “se encontrado”. Ou pelo menos é isso que Nothing More Than Everything To Me, mais novo single do artista, parece reforçar de forma quase caricata.

Encaixada no mesmo cenário de Stephen, apresentada há poucas semanas, a nova criação de Owens concentra tanto elementos de sua extinta banda, como passagens pelo Gospel, Country e outras referências religiosas/místicas típicas do cantor. Também apresentada como clipe – trabalho dirigido por Max Minghella -, a faixa é a passagem para o novo álbum do músico, A New Testament, registro que será lançado oficialmente no dia 30 de setembro. Acima, a “curiosa” capa do disco.

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Christopher Owens – Nothing More Than Everything To Me

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