Tag Archives: Clipes

Sky Ferreira: “I Blame Myself”

Sky Ferreira

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Sky Ferreira sempre teve tudo para se transformar em um novo nome da música pop. Rosto bonito, dinheiro, canções pegajosas e a estranha capacidade em despertar as atenções do público – independente de gênero. Preferiu seguir o caminho oposto. Lançou algumas faixas “estranhas” aqui e ali, explodiu (na medida do possível) com o hit nostálgico Everything Is Embarrassing, em 2012, e transformou o primeiro álbum, Night Time, My Time (2013) em um tratado tão comunicativo com o pop, quanto com a cena alternativa.

Marcado pelas confissões – e a mão firme dos produtores Ariel Rechtshaid e Justin Raisen -, o registro cresce como uma seleção autêntica de hits. Exemplar atrativo desse resultado está escondido nas vozes e melodias de I Blame Myself. Mais novo single de Ferreira, a canção passeia pela década de 1980 sem necessariamente fugir do presente. Lançado agora como clipe, o hit foca no que realmente importa nessa história toda: a própria Sky. Coreografias, caras e bocas, tudo aquilo que os ouvintes esperam da cantora. Por enquanto, assista aqui.

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Sky Ferreira – I Blame Myself

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Yuck: “Southern Skies”

Yuck

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Pelo visto os membros do Yuck não querem tirar férias tão cedo. Poucos meses depois de apresentar o segundo álbum de estúdio, Glow & Behold (2013), e provar que o grupo é capaz de seguir em frente mesmo sem o ex-vocalista Daniel Blumberg, chega a vez de conhecer mais um novo invento da banda. Trata-se do EP Southern Skies, um trabalho que passeia tanto pelas melodias sujas da década de 1990, marca da banda, como por caminhos raros dentro da estética original do projeto.

Exemplo eficaz disso está no interior da própria faixa-título do EP. Com mais de cinco minutos de duração, a música é uma representação de tudo aquilo que o Yuck nunca foi: uma banda pacata. Movida por guitarras tímidas e os vocais quase sussurrados de Max Bloom, a nova música usa da calmaria como uma passagem para pianos, versos tristes e uma bateria quase imperceptível. O melhor talvez seja perceber como isso funciona para o grupo. Abaixo você encontra o vídeo da canção, que conta com assinatura de Jacob Perlmutter.

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Yuck – Southern Skies

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Real Estate: “Crime”

Real Estate

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Atlas (2014), terceiro trabalho em estúdio do Real Estate é o grande disco do ano. Ao menos por enquanto. Sucessor do maduro e também convincente Days, de 2011, o álbum deixa de lado as melodias litorâneas e arranjos pisicodélicos testados na “primeira fase” do grupo para solucionar um jogo de composições simples, marcadas por riffs melódicos e letras entregues aos mais variados públicos. Músicas como Talking Backwards, Primitive e a doce Crime, canção escolhida para se transformar no mais recente (e agora oficial) vídeo do grupo.

Lançado pelo site de humor Funny Or Die, o vídeo conta com direção de ninguém menos do que o humorista norte-americano Tom Scharpling, parceiro de longa data da banda e outros nomes da cena independente, como The New Pornographers e Wild Flag. Com uma extensa apresentação do próprio Scharpling, o vídeo segue uma composição nonsense, trazendo desde performances da banda, até a inclusão de uma gangue adolescente de vampiros. Assista e tire suas próprias conclusões.

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Real Estate – Crime

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Marissa Nadler: “Drive”

Marissa Nadler

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Há mais de uma década Marissa Nadler se divide entre as ambientações etéreas do Dream Pop e as confissões “simplistas” do Folk. Um cruzamento de experiências que fez nascer obras fundamentais da música norte-americana recente, como Songs III: Bird on the Water (2007) e Little Hells (2009). Com o novo lançamento da cantora, July (2014), não poderia ser diferente. Triste, o disco se acomoda em uma constelação de versos confessionais e sempre melódicos, movimento imposto nas transições acústicas de Drive.

Escolhida como a mais recente “música de trabalho” da artista, a faixa soluciona tanto os vocais operísticos de Nadler, como a base fina dos violões. Propositalmente lenta, a música cresce ainda mais por conta do clipe recém-lançado pela musicista. Com direção assinada pela inspiração confessa de Marisa, Naomi Yang, do grupo Galaxie 500, o trabalho se desenvolve com leveza, abraçando o mesmo tratamento lírico/instrumental da canção.

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Marissa Nadler – Drive

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Tennis: “Cured Of Youth”

Tennis

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Apresentado em findos de 2013, Small Sound EP veio como um ponto final nas emanações litorâneas assinadas pelo casal Patrick Riley e Alaina Moore do Tennis. Ainda atento aos argumentos nostálgicos do duo, o registro de poucas faixas ruma de forma definitiva para os anos 1980, incorporando desde elementos assertivos do pop rock que ocupou grande parte do período, até pequenos exageros estéticos que ainda hoje definem a década.

Um bom exemplo disso sobrevive no interior de Cured Of Youth. Guiada pelas guitarras de Riley, os vocais da amada e até a inclusão de metais, a canção se esparrama como um invento tão caricato, quanto deliciosamente atual. Já para o vídeo da faixa, dirigido por Scott Laidlaw, a dupla resolveu apostar na mesma carga de experiências do período, contudo, mantendo o foco nos seriados da época. Tão excêntrico quanto divertido, o trabalho pode ser encontrado na íntegra abaixo.

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Tennis – Cured Of Youth

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Fujiya & Miyagi: “Flaws”

Flaws

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Pelo visto não foram apenas os nova-iorquinos do Liars em Mess (2014) que resolveram apostar todas as ficas em um som dançante e ao mesmo tempo experimental. Para o quinto registro em estúdio, Artificial Sweeteners, o grupo britânico Fujiya & Miyagi parece investir (pesado) na mesma fórmula. Experiência já comprovada nos antigos discos do grupo e reforçada no lançamento do single Tetrahydrofolic Acid, o novo projeto encontra na recém-lançada Flaws uma continuação.

Apresentada há poucas semanas apenas em áudio, a música tem a própria sonoridade expandida por conta do vídeo dirigido por Alexander Peverett. Apostando no uso das cores e em um visual semi-psicodélico – se é que isso é possível -, o diretor converte o fluxo da canção em um abastecimento para as imagens, marcadas pela sujeira das cores e a colagem (tosca) dos integrantes da banda. Para quem se interessou, Artificial Sweeteners estreia no dia seis de maio.

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Fujiya & Miyagi – Flaws

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Alicia Keys: “It’s On Again” (ft. Kendrick Lamar)

Kendrick Lamar

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Não sei de quem foi a ideia em unir Alicia Keys, Kendrick Lamar e Pharrell Williams em uma mesma composição, mas, obrigado. Convidada a integrar a trilha sonora original do filme The Amazing Spider-Man 2 (2014), a cantora norte-americana está longe de ser o único destaque dentro da inédita It’s On Again. Produzida por Pharrell, a faixa desperta as atenções do ouvinte logo nos primeiros segundos, afinal, é responsabilidade do sempre requisitado rapper abrir passagem para a chegada da cantora.

Seguindo a linha dos últimos inventos assinados pela artista, a canção sustenta quase quatro minutos de um R&B versátil e acessível. Pianos ascendentes, batidas capazes de brincar com o pop e todo um efeito melódico que ainda relacionam o trabalho de Keys com a recente fase de Beyoncé. Pensada exclusivamente para o filme, a (pegajosa) parceria bem que poderia voltar a se repetir em um futuro próximo. Ou não.

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Alicia Keys – It’s On Again (ft. Kendrick Lamar)

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Jacques Greene: “No Excuse”

Jacques Greene

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Jacques Greene perdeu, mais uma vez, a oportunidade de investir em um registro fechado para se concentrar novamente um novo EP. Tudo bem, em Phantom Vibrate, registro de três faixas previsto para o dia 28 de abril, o artista canadense não apenas se reinventa, como aprimora uma série de conceitos lançados em Concealer EP, de 2012. São pouco mais de 15 minutos de duração que buscam reformular os clichês da música House/R&B em um mesmo espaço criativo, posição assumida logo de cara pelo semi-hit No Excuse.

Comercial dentro de alguns limites naturais, a canção funde vozes e batidas em uma atmosfera abrangente, capaz de romper com os possíveis limites dos últimos trabalhos de Greene. Lançada agora em clipe – dirigido por TRUSST e Melissa Matos -, o projeto abusa das cores e do corpo humano, tratado como uma matéria-prima para as imagens ressaltadas ao longo do vídeo. O novo EP de Jacques Greene tem lançamento pelo selo LuckyMe Record.

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Jacques Greene – No Excuse

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Kevin Drew: “Mexican Aftershow Party”

Kwvin Drew

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A intimidade de Kevin Drew parece ser a base para o sombrio Darlings (2014). Segundo registro solo do músico canadense e uma da principais mentes do coletivo Broken Social Scene, o álbum encontra no novo single, Mexican Aftershow Party, um passeio inevitável pelo cotidiano do artista, que desde a melódica e confessional Good Sex parece pouco interessado em ocultar os próprios segredos. Menos grandiosa que a canção passada, a nova faixa usa das melodias ponderadas de Drew como um mecanismo de atração para o ouvinte.

São os mesmos arranjos anunciados em Spirit If…, de 2007, e seguidos à risca dentro da discografia do BSC, mas que encontram na particularidade descritiva dos versos um estímulo para a formação da música. Com lançamento pelo selo Arts & Crafts, do próprio músico, Darlings é o primeiro trabalho de Drew desde Forgiveness Rock Record, último disco do coletivo canadense lançado em 2010.

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Kevin Drew – Mexican Aftershow Party

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Trust: “Capitol”

Trust

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Rescue, Mister e os outros singles não foram bons o suficiente para você se interessar pelo novo trabalho do canadense Trust? Ora, então Capitol resolve esse problema. Mais novo invento assinado pelo produtor Robert Alfons lançado em clipe, a canção é uma prova da capacidade do norte-americano em brincar com as tramas soturnas da década de 1980. E o melhor de tudo: pervertendo todos os clichês e fórmulas típicas de trabalhos do gênero.

Nada compacta a sombria/melancólica canção dança pelo pop sem perder a sobriedade repassada por Trust em sua recente fase. Crescente e apoiada em diversos aspectos da música proclamada há três décadas, a faixa absorve a essência de gigantes como Depeche Mode e Pet Shop Boys para reproduzir uma sonoridade renovada, íntima da estética de Alfons. Lançado há poucas semanas, Joyland é um dos grandes exemplares da música de 2014.

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Trust – Capitol

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