Tag Archives: Clipes

Caribou: “Can’t Do Without You” (VÍDEO)

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Quando Dan Snaith apresentou Odessa, em janeiro de 2010, as melodias hipnóticas e ritmo eufórico da canção apenas anunciavam: o som assinado pelo produtor já não era o mesmo dos últimos discos. Longe da folktrônica e experimentos encaixados em The Milk of Human Kindness (2005) e Andorra (2007), primeiros trabalhos como Caribou, Snaith parecia lidar com um material menos abstrato, harmônico, ainda que provocativo em se tratando da adaptação de temas psicodélicos. Apenas um fragmento do que seria apresentado em essência com Swim, naquele momento, o trabalho mais completo do canadense.

Interessado na constante desconstrução da própria obra, algo explícito desde o lançamento de Up in Flames (2003) – quando se apresentava como Manitoba -, Snaith volta a flertar com a ruptura. Em Our Love (2014, City Slang/Merge), novo registro do produtor à frente do Caribou, o ouvinte é mais uma vez convidado a explorar o território apresentado no álbum de 2010, todavia, as experiências, arranjos e principalmente sentimentos incorporados em cada canção agora são outros. Leia o texto completo.

Assista abaixo ao clipe de Can’t Do Without You,  trabalho dirigido por Lorenzo Fonda.

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Caribou – Can’t Do Without You

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Owen Pallett: “The Sky Behind The Flag” (VÍDEO)

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O trabalho de Owen Pallett sempre foi guiado pelas confissões. Desde que apareceu para o mundo com o onírico Final Fantasy – e seus dois discos, Has a Good Home (2005) e He Poos Clouds(2006) -, a obra do músico canadense borbulha com naturalidade as particularidades de seu criador, preferência por vezes oculta nas alegorias fantasiosas e arranjos mágicos que flutuam cuidadosamente por entre as faixas. Contudo, desde a chegada de Heartland (2010), primeiro álbum “solo” do músico, Pallett parece inclinado a perverter essa ordem, transformando o sofrimento confessional de cada composição na passagem para um universo realista, mas não menos encantador para o ouvinte.

Com o recém-lançado In Conflict (2014, Domino), segundo álbum dentro da “nova fase”, Pallett não apenas se revela por inteiro ao público, como usa das experiências confessionais de forma a converter realidade em ficção. Personagem central da própria trama, o músico se acomoda em canções pessimistas (I Am Not Afraid), mergulha no turbilhão da própria mente (Infernal Fantasy) e ainda derrama emanações amorosas (The Passions) sem parecer sufocado pela redundância. Owen é apenas um personagem corriqueiro, um indivíduo cercado por conflitos simples e adversidades diárias – talvez, por isso, seja tão incrível embarcar em sua aventura particular. Leia o texto completo.

Abaixo, o curioso clipe de The Sky Behind The Flag, uma animação dirigida por Eno Swinnen.

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Owen Pallett – The Sky Behind The Flag

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Janelle Monáe & Jidenna: “Yoga” (VÍDEO)

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Como seria o trabalho de Janelle Monáe livre de todos os conceitos e referências temáticas de seus álbuns retrô-futurísticos? A resposta está no pop pegajosos de Yoga. Mais novo lançamento da cantora e compositora norte-americana, a faixa em parceria com o rapper/cantor Jidennaparece completamente distinta em relação ao trabalho da artista nos últimos cinco anos. Esqueça a música negra dos anos 1960/1970, com o novo single, Monáe prova ser capaz de replicar o mesmo som comercial de Beyoncé, Rihanna e todos os nomes de peso do R&B.

Batida quente, versos provocativos e refrão grudento, estes são os principais componentes da canção que parece pronta para as pistas. Infelizmente a nova faixa não faz parte de nenhum novo disco de Monáe. Trata-se de um dos fragmentos da coletânea Eephus (2015), um compilado de novos artistas (da música negra) apresentados pelo próprio selo da cantora, o Wondaland Arts Society.

Abaixo, o clipe da canção, trabalho que praticamente transforma Monáe em uma nova Nicki Minaj, com um pouco menos de “atributos físicos”, claro
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Janelle Monáe & Jidenna – Yoga

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Belle & Sebastian: “Paper Boat” (VÍDEO)

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A capacidade de contar boas histórias talvez seja o principal instrumento de trabalho a cada novo álbum do Belle and Sebastian. Personagens fictícios esbarram nas histórias reais de Stuart Murdoch, dramas corriqueiros se escondem em meio a confissões intimistas e versos irônicos passeiam em meio a bases sutis, como se histórias tipicamente adultas fossem acomodadas em uma estrutura de composição pueril. Com o nono álbum de estúdio, Girls in Peacetime Want to Dance (2014, Matador), a essência da banda permanece a mesma, entretanto, a estrutura musical agora é outra, íntima das pistas de dança.

Longe de escapar do mesmo ambiente confortável (e pop) reforçado desde Dear Catastrophe Waitress (2003), cada instante do sucessor de Write About Love (2010) parece articulado em meio a tímidos passos de dança. Poderia ser um material perdido do ABBA – na fase Arrival (1976) – ou mesmo uma versão menos frenética do Cut Copy em In Ghost Colours (2008), mas é apenas um curioso exercício de criação, a tentativa de Murdoch em encaixar seus tradicionais temas humanos em cima de descompassadas coreografias. Leia a resenha completa.

Se Girls in Peacetime Want to Dance (2015) não seduziu você, talvez a inédita Paper Boat agrade. Livre da sonoridade “eletrônica”e dançante lançada no último álbum do Belle and Sebastian, a canção parece estreitar os laços com a boa fase do grupo nos anos 1990. Difícil acreditar que uma faixa tão graciosa tenha ficado de fora de The Boy With The Arab Strap, terceiro álbum de inéditas do coletivo e álbum originalmente lançado em 1998.

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Belle & Sebastian- Paper Boat

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Silva: “A Volta” (VÍDEO)

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Bastam os instantes iniciais de Vista Pro Mar (2014, Slap), segundo álbum de estúdio do capixaba Silva, para perceber que os rumos do artista agora são outros. “Eu sou de remar/ Sou de insistir/ Mesmo que sozinho”. Como bem entregam os versos da autointitulada faixa de abertura, o cantor e compositor contorna a própria timidez do álbum de estreia, Claridão (2012), em busca de uma sonoridade abrangente, ainda que intimista e naturalmente particular. Um eco entre a melancolia (agora ensolarada) e o constante diálogo com o público, exercício que ultrapassa os limites da poesia sorumbática, mergulha nos arranjos versáteis e cresce como um genuíno cardápio da música pop.

Como já havia confessado em entrevista, “Vista Pro Mar foi feito num momento diferente”, trata-se de um trabalho que nasceu na “Flórida com dias ensolarados, numa piscina, de férias, vendo gente bonita, ouvindo Poolside, João Donato, Cashmere Cat e Frank Ocean”. Dentro desse novo conjunto de referências, Silva apresenta ao público um álbum que emula sensações litorâneas, premissa instalada nos samples de ondas e ruídos praianos que preenchem todo o álbum. Veranil, o disco usa dessa mesma sensação nostálgica como um mecanismo de composição para as faixas. Um estágio permanente que se divide entre a calmaria atual e a sensação de despedida que aos poucos se aproxima e rege a ambientação lírica das faixas. Leia a resenha completa.

Com direção de Angelo Silva e William Sossai, filmado em Luanda, Angola, em Novembro de 2014, abaixo você encontra o clipe de A Volta, mais recente single/clipe do (excelente) álbum Vista Pro Mar, de 2015.

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Silva – A Volta

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Lykke Li: “Never Gonna Love Again” (VÍDEO)

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A tristeza é uma benção“, disse Lykke Li em uma das faixas mais dolorosas e honestas de Wounded Rhymes, segundo trabalho em estúdio da cantora sueca e registro apresentado há três anos. Se observarmos o teor amargo que define a estética de I Never Learn (2014, LL), mais recente lançamento da artista, pouco parece ter se transformado dentro do universo particular de Li. Pelo contrário, em um sentido de explícita continuação ao trabalho alavancado em Youth Novels, de 2008, o novo disco revela a completa entrega de sua autora, cada vez mais interessada na fórmula dolorosa das canções de separação e mergulhada da cabeça aos pés em um ambiente essencialmente melancólico.

Continuando exatamente de onde parou há poucos anos, o novo álbum – registro que fecha a trilogia iniciada em 2008 – conforta a cantora (e o público) dentro de um cenário em que a tristeza é a única resposta. Da autointitulada canção de abertura, ao isolamento que preenche os versos e arranjos de Sleeping Alone, no encerramento do disco, todos os aspectos do terceiro álbum solo da cantora emanam abandono, recolhimento e a mais profunda tristeza. Aspectos redundantes nas mãos de outros artistas, mas ainda inéditos dentro da saga macambúzia de Li. Leia a resenha completa.

Abaixo, o clipe de Never Gonna Love Again, trabalho dirigido por Philippe Tempelman.

Lykke Li – Never Gonna Love Again

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Blur: “Lonesome Street” (VÍDEO)

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As pistas deixadas pelo Blur em Go Out parecem servir de base para todo o restante do novo trabalho da banda britânica. Assim como no primeiro single de The Magic Whip (2015) – oitavo álbum de estúdio do grupo e primeiro lançamento de inéditas desde o “derradeiro” Think Tank(2003) -, com a inédita Lonesome Street o quarteto londrino encontra no uso das guitarras sujas e pequenos encaixes melódicos a inspiração, reforço e natural movimento para os versos.

Faixa de abertura do novo disco, a recém-lançada composição passeia entre os anos iniciais do Blur, durante a fase Modern Life Is Rubbish (1993), ao mesmo tempo em que encontra um novo condimento na melancolia e tom sujo do clássico 13, lançado em 1999. Difícil não perceber a herança de bandas como The Beatles e outros veteranos da década de 1960 nos instantes finais da canção, principalmente quando vozes em coro, guitarras e arranjos “de cordas” se movimentam de forma coesa. Abaixo, o clipe da canção dirigido por Ben Reed.

The Magic Whip (2015) estreia no dia 27 de abril pelo selo Parlophone.

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Blur – Lonesome Street

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Hot Chip: “Need You Now” (VÍDEO)

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De onde vem tamanha inspiração? Mais de uma década de carreira, cinco registros de estúdio e o Hot Chip continua a surpreender a cada novo lançamento. Com Why Make Sense? (2015), sexto álbum de inéditas do coletivo se aproximando, Alexis Taylor, Joe Goddard e demais membros do grupo lentamente se despedem da década de 1980 que abasteceu grande parte dos primeiros disco, encontrando no início dos anos 1990 a base para todo um novo catálogo de referências e composições ainda mais pegajosas, totalmente renovadas.

Na trilha “House” de Huarache Lights, brincando de forma inteligente com o uso de samples e arranjos prontos para as pistas, Need You Now cresce como um reforço para o trabalho da banda. Menos climática e bem mais direta em relação ao single anterior, a faixa de quase cinco minutos, agora transformada em clipe, soa tão próxima do trabalho de veteranos como Black Box e Corona quanto do último álbum do grupo, o excelente In Our Heads (2012).

Why Make Sense? conta com lançamento previsto para 18/5 pelo selo Domino.

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Hot Chip – Need You Now

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Best Coast: “Heaven Sent” (VÍDEO)

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Desde que Bethany Cosentino e Bobb Bruno apareceram em 2013 com o EP Fade Away, o duo californiano finalmente pareceu ter encontrado um meio termo entre os dois primeiros álbuns de estúdio, Crazy for You (2010) e The Only Place (2012). De um lado, as guitarras sujas e clima “Lo-Fi” do registro de estreia, no outro, a produção coesa e melodias ainda mais aprazíveis do segundo projeto – trabalho produzido pelo compositor Jon Brion. Com a chegada do terceiro registro de inéditas, tamanho acerto não apenas se manteve, como foi aperfeiçoado.

Em Heaven Sent, uma das primeiras composições a escapar de California Nights (2015), a voz firme de Cosentino se movimenta em paralelo ao som das guitarras, solucionando um trabalho harmônico e sujo, naturalmente íntimo dos inventos iniciais da dupla em estúdio. A diferença está no pequeno detalhamento pop explorado nos versos, vide o cíclico reaproveitamento do refrão e parte expressiva dos versos.

Com lançamento pelo selo Harvest e estreia agendada para o dia cinco de maio, California Nights (2015) acaba de ter o primeiro clipe divulgado. A direção ficou por conta de Lana Kim e da própria Bethany Cosentino. Assista:

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Best Coast – Heaven Sent

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Azealia Banks: “Ice Princess” (VÍDEO)

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As batidas, versos rápidos e ritmo crescente de 212 servem como um aviso: Azealia Banks é uma artista movida pela pressa. Em um intervalo de poucos meses desde a estreia com o primeiro single oficial, a rapper nova-iorquina despejou um bem sucedido EP – 1991 (2012) -, quase 20 composições inéditas dentro da mixtape Fantasea e toda uma avalanche de músicas avulsas, parcerias e remixes em diferentes plataformas da web. O motivo para tamanha euforia? Preparar o terreno e deixar o público aquecido antes do debut Broke With Expensive Taste.

Mesmo a ânsia de Banks e explícito desejo do público seriam insuficientes para atender às exigências do selo Interscope, antiga casa da rapper. Insatisfeita com o resultado do trabalho, a gravadora fez com que o disco inicialmente previsto para setembro de 2012 fosse constantemente alterado em estúdio, tendo a data de lançamento adiada por diversas vezes. Enfurecida, no Twitter a artista não economizou nos ataques ao selo, implorando publicamente para que fosse demitida ou contratada pela concorrente Sony. O resultado não poderia ser outro: a rapper acabou demitida da Interscope. Leia o texto completo.

Assista abaixo ao clipe de Ice Princess, uma das composições de Broke With Expensive Taste (2014) e trabalho dirigido pela WeWereMonkeys.

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Azealia Banks – Ice Princess

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