Tag Archives: Clipes

Sleater-Kinney: “Bury Our Friends”

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Mesmo elogiado por grande parte da crítica e recebido com total adoração pelo público, o sucesso de The Woods (2005) não foi suficiente para impedir o hiato do Sleater-Kinney. Em junho de 2006, passada a turnê de divulgação do álbum – sétimo registro de inéditas na discografia do grupo -, Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss resolveram silenciar a banda, passando a investir em outros trabalhos e projetos paralelos, entre eles, o Wild Flag.

Depois de oito anos de “férias”, o grupo encerra o hiato, anuncia uma série de shows e ainda reserva para janeiro de 2015 um novo registro de estúdio: No Cities To Love (2015). Produzido por John Goodmanson, velho parceiro do trio, o álbum carrega dez composições inéditas e distribuição pelo selo Sub Pop. Como aquecimento, nada melhor do que a inédita Bury Our Friends, um resumo eficiente do som produzido pelo trio desde a década de 1990. Também lançada em clipe, a faixa conta com direção de Miranda July.

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Sleater-Kinney – Bury Our Friends

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Shabazz Palaces: “Motion Sickness”

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Passear livremente pelo cosmos, colonizar ou apenas visitar novos planetas; objetivos ainda distantes de serem alcançados pelo ser humano. Todavia, quem busca viajar pelo espaço sem necessariamente abandonar o conforto da própria casa, uma simples audição de Lese Majesty (2014) talvez funcione como alternativa. Segundo e mais recente trabalho da dupla Shabazz Palaces, o álbum flutua em meio a referência cósmicas, arranjos experimentais e temas inspirados em filmes/livros clássicos da ficção científica nos anos 1970.

Ainda que a inspiração do disco venha do espaço, em se tratando do vídeo de Motion Sickness são os elementos terrenos que orientam a formação das imagens. Dinheiro, drogas, sexo e família, temas explorados com sensibilidade a partir da relação entre uma mãe viciada e sua filha. Um dos grandes clipes de 2014, o trabalho conta com direção de TEAN.

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Shabazz Palaces – Motion Sickness

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TĀLĀ: “Alchemy”

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Não há como negar: o pop (felizmente) não é mais o mesmo. Ainda que diferentes fatores tenham contribuído para a construção de um som menos descartável, ainda que comercial, a boa repercussão sobre a obra de Haim, Charli XCX, Sky Ferreira e outros nomes de peso do último ano acarretou em uma carga de mudanças significativas dentro da produção recente. Mesmo Ariana Grande, Miley Cyrus e outros gigantes da música parecem lidar com uma série de referências adaptadas, flertando vez ou outras com os conceitos “alternativos” que ocupam parte da mesma cena.

O resultado está na presença cada vez maior de nomes como Allie X e Ryn Weaver, personagens tão íntimas do pop tradicional, como de arranjos sujos testados pela cena alternativa. É dentro desse mesmo universo que nasce o trabalho da cantora britânica TĀLĀ. Com um ótimo acervo já compilado no soundcloud, a artista londrina apresenta agora um novo invento: Alchemy. Meio termo entre FKA Twigs, M.I.A. e grande parte dos nomes acima citados, a faixa entrega as experiências que a cantora reserva para o próximo EP, trabalho reservado para o dia 17 de novembro e que chega em complemento ao antecessor The Duchess EP.

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TĀLĀ – Alchemy

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Adult Jazz: “Am Gone”

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Por mais irônico que o título “Adult Jazz” possa parecer, não existe termo mais correto para traduzir o som proposto pelo grupo britânico em Gist Is (2014, Spare Thought). Efeito da coleção de ideias que ocupa a mente de cada integrante da banda – principalmente o vocalista e líder Harry Burgess -, cada ato do registro ecoa pensado de forma a provocar as percepções do ouvinte. Manipulações e pequenos improvisos que esbarram o território mais rico de qualquer clássico do jazz, mas em nenhum momento escapam do fino apelo “pop” da presente cena alternativa.

Mesmo carregado de comparações ao trabalho de Dirty Projectors e Grizzly Bear desde o single Springful, Gist Is é uma obra que escapa do território norte-americano e se concentra apenas no cenário inglês. Da herança do Pós-Rock conquistada pelo Talk Talk (ainda nos anos 1980), passando pela obra do Radiohead pós-Kid A, até alcançar o mesmo espaço de Foals (em Total Life Forever, 2010) e These New Puritans, cada fórmula dos novatos se acomoda em um expressivo terreno familiar. Leia a resenha completa.

Abaixo, o clipe de Am Gone, direção de Samuel Travis.

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Adult Jazz – Am Gone

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Carne Doce: “Amigo dos Bichos”

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“Versatilidade” é uma palavra que resume com acerto o trabalho da goiana Carne Doce. Depois do ambiente sujo/erótico desbravado em Passivo, Amigo Dos Bichos reflete uma postura completamente distinta em relação ao som delineado pela banda nas últimas semanas. Nostálgica, doce e bucólica, a nova música é um olhar saudosista para a vida simples da infância, tratamento reforçado nos versos de Salma Jô e seguida de perto pela instrumentação que se espalha no interior da faixa.

Homenagem do grupo ao Dia das Crianças – aspecto evidente no clipe editado por Moisés Costa -, Amigo dos Bichos, assim como a já conhecida Sertão Urbano reflete com naturalidade as principais influências do grupo. Dos arranjos, versos e vozes que mergulham na obra de Milton Nascimento ao equilíbrio sorumbático das melodias, toda a construção da faixa cresce como uma regresso aos anos 1970, grande ponto de referências do grupo. Assim como os últimos lançamentos, a nova faixa completa o aguardado debut do quinteto, trabalho que estreia oficialmente no dia 15 de outubro, quarta-feira.

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Carne Doce – Amigo dos Bichos

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Ryn Weaver: “OctaHate”

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OctaHate concentra tantas pessoas em torno de sua produção, que seria impossível a faixa ter dado errado. Mais novo lançamento da cantora Ryn Weaver – artista que se divide entre Los Angeles e Nova York -, a canção é, de forma evidente, um resultado combinado de cada um de seus idealizadores. Produzida por Michael Angelakos, vocalista e líder do Passion Pit, o single ainda carrega um pouco da essência de Charli XCX, Benny Blanco e Cashmere Cate, os dois últimos, co-produtores desta que é uma das criações mais pegajosas do ano.

Enquanto Weaver usa dos vocais versáteis de forma a se aproximar do ouvinte, Angelakos desenvolve uma base fragmentada entre o Synthpop típico do Passion Pit e o R&B que ocupa a cena “Indie” norte-americana. Não por acaso a canção esbarra em uma série de elementos de Cry Like a Ghost, um dos hits de Gossamer (2012), último álbum de Angelakos e seus parceiros. Ainda que protegida pelos colaboradores, Weaver não esconde o próprio talento, evidente a cada batida, suspiro e vocal alongado da canção.

Originalmente apresentada em junho, OctaHate acaba de ser transformada em clipe. Assista:

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Ryn Weaver – OctaHate

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Kindness: “This Is Not About Us”

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World Restart, com todos os clichês do mundo, é uma canção que pode ser facilmente chamada de “gostosa”. Dos arranjos organizados por Adam Bainbridge, passando pela voz de Kelela e Ade, até mergulhar na atmosfera de referências da música Disco/R&B dos anos 1970 e 1980, cada segundo dentro da canção parece projetado de forma a convencer o ouvinte. Para a felicidade de quem acompanha o trabalho do Kindness, não diferente é a inédita This Is Not About Us.

Ainda que “econômica” em relação a faixa que a antecede, a nova música carrega toda a mesma leveza dos elementos incorporados pelo produtor britânico. Com uma relação muito maior com a eletrônica, a nova música reforça uma das nuances de Otherness (2014), o segundo e ainda inédito álbum do Kindness. Com lançamento pelos selos Female Energy e Mom + Pop, o novo disco estreia dia 13 de outubro.

Com boas coreografias, o vídeo de This Is Not About Us é uma parceria entre Bainbridge e o diretor Daniel Brereton.

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Kindness – This Is Not About Us

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Mary J. Blige: “Right Now” (Feat. Disclosure)

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De todos os grandes encontros da música em 2014, a parceria entre Mary J. Blige e Disclosure na nova versão de F For You talvez seja uma das mais relevantes. Complementar, a voz densa da cantora norte-americana serve de recheio para as melodias nostálgicas e sons apoiados na década de 1990 que os irmãos Lawrence promovem durante todo o tempo. Nada poderia ser mais satisfatório do que perceber em Right Now, mais nova parceria entre o trio, a mesma estrutura assertiva lançada há poucos meses.

Dançante, ainda que ponderada, a faixa é a passagem para o mais novo álbum de Blige, The London Sessions (2014), obra que chega nos próximos meses e foi toda produzida pelo duo britânico. Com elementos que esbarram no trabalho de Jessie Ware em Devotion (2012), a nova canção se divide entre passado e presente, resgatando conceitos que a cantora parecia ocultar desde o clássico My Life, de 1994.

No clipe dirigido por Alex Moors, um pouco das gravações do aguardado The London Sessions.

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Mary J. Blige – Right Now (Feat. Disclosure) 

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Caribou: “Our Love”

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Com míseros três minutos de duração, Can’t Do Without You consegue ser mais expressiva do que muitos trabalhos inteiros lançados nos últimos oito meses. Primeira composição lançada pelo canadense Daniel Snaith para o novo álbum do Caribou – Our Love (2014) -, a quase transcendeste canção está longe de ser o único exemplar assertivo do disco recém-lançado.

Pouco mais extensa, a música que concede título ao sucessor de Swim (2010) mantém firme o caráter etéreo do single passado, confirmado a ambientação etérea do projeto. Em uma formatação similar, Our Love cresce lentamente, reservando para os últimos segundos todo um arsenal de ruídos sintéticos, samples e vozes tão acolhedoras quanto projetadas com eficácia para as pistas. Mais uma vez, sublime.

Com trabalhos ao lado de Alt-J, Major Lazer e Darkside, o diretor Ryan Staake é quem assina o clipe de Our Love.

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Caribou – Our Love

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tUnE-yArDs: “Real Thing”

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Na contramão de grande parte dos artistas que tendem ao “comercial” em busca de novos horizontes, Garbus curiosamente amplia o próprio campo de atuação. Melhor exemplo disso está em Real Thing, música que soa como uma versão abstrata do Justin Timberlake da faseFutureSex/LoveSound (2006).

Precisa de mais? Que tal mergulhar nas confissões da artista emLook Around, uma típica canção de amor que pesa sobre os arranjos e versos da cantora. Sobram experimentos eletrônicos em Stop That Man, uma espécie de regresso ao clima caseiro do primeiro disco em Rocking Chair, além de uma versão reformulada do adorado Afrobeat de Garbus no interior de Left Behind. Possibilidades não faltam – para o ouvinte, ou para a cantora. Leia a resenha completa.

Seguindo a linha dos últimos trabalhos de tUnE-yArDs, abaixo você encontra o colorido clipe de Real Thing, uma das boas composições de Nikki Nack (2014). A direção é de Tom Jobbins.

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tUnE-yArDs – Real Thing

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