Tag Archives: Clipes

Blood Orange: “Augustine” (VÍDEO)

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Cercado por um time de vozes femininas, Dev Heynes deu vida ao aguardado sucessor de Cupid Deluxe (2016). Intitulado Freetown Sound (2016), o álbum que conta com lançamento pelo selo Domino mostra a construção de um ambiente imenso controlado lírica e musicalmente pelo produtor norte-americano. Uma coleção de ideias que atravessam o soul/R&B dos anos 1980 e chegam até o presente em faixas como a delicada Augustine, bem-sucedida parceria com a cantora Ava Raiin, voz predominante em grande parte do disco.

Segunda faixa do disco, Augustine foi justamente a canção escolhida para se transformar no primeiro clipe de Freetown Sound. Com direção do próprio Heynes e produção assumida por Nick Harwood, o trabalho se revela como uma colcha de retalhes visuais e pequenas colaborações com diferentes músicos da cena nova-iorquina. Entre coreografias e passagens isoladas pelo apartamento de Heynes, cenas rápidas com os músicos Julian Casablancas (The Strokes) e Aaron Maine (Porches).

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Blood Orange – Augustine

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Porches: “Car” (VÍDEO)

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Aaron Maine passou os últimos cinco anos envolvido em uma série de projetos da cena nova-iorquina. Trabalhos assinados em parceria com a namorada, Greta Kline, do Frankie Cosmos, ou mesmo diferentes registros que abastecem a discografia do Porches no Bandcamp. Nada que se compare ao material apresentado em Pool (2016). Primeiro trabalho do produtor lançado por um grande selo – Domino Records, casa de bandas como Arctic Monkeys e Franz Ferdinand -, o álbum de lírica melancólica assume uma explícita curva instrumental dentro do rico catálogo de obras produzidas pelo artista desde a estreia em 2011.

Catapultado pela fluidez pop e melodias descomplicadas de Be Apart, o presente registro rompe de maneira explícita com o som testado por Maine até o antecessor Slow Dance in the Cosmos, de 2013. Livre das guitarras, são as bases movidas por sintetizadores minimalistas que prendem a atenção do ouvinte. Uma coleção de melodias, vozes e batidas tímidas que resumem todo o potencial do trabalho durante a construção da inaugural (e levemente dançante) Underwater. [Leia o texto completo]

Com direção assumida por Daniel Brereton e coreografias contidas, Car é o mais novo clipe da banda norte-americana Porches.

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Porches – Car

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Sigur Rós: “Óveður” (VÍDEO)

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A temática sombria assumida pelo Sigur Rós em Kveikur, de 2013, continua a servir de inspiração para a banda islandesa. Em Óveður, primeira composição inédita do trio Jónsi Birgisson, Georg Hólm e Orri Páll Dýrason em três anos, a lenta construção dos arranjos encaminha o ouvinte para dentro de uma das composições mais dolorosas e sufocantes toda a discografia da banda. Uma tempestade como o título fa faixa indica. Ruídos eletrônicos, guitarras etéreas e a doses controladas de distorção que mais uma vez transportam a banda para um território parcialmente renovado.

Lançada para anunciar a nova turnê do grupo islandês pela Europa e Estados Unidos, Óveður ainda conta com uma parceria do grupo com o diretor Jonas Åkerlund, responsável pelo clipe da canção. Mais conhecido pelos trabalhos em parceria com cantoras como Madonna e Lady Gaga, no vídeo, Åkerlund acompanha a singularidade de uma desabrigada em diferentes locações da Islândia, finalizando o clipe com uma forte carga de subjetividade e elementos oníricos.

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Sigur Rós – Óveður

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Aphex Twin: “CIRKLON3 [ Колхозная mix ]”

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Cheetah (2016), esse é o nome do mais novo projeto de Richard D. James como Aphex Twin – veja o Cozinhando Discografias do artista. Trata-se de um EP de sete faixas – duas delas são vinhetas –, sucessor do ótimo Computer Controlled Acoustic Instruments pt2, de 2015. Livre dos temas acústicos do registro entregue há pouco mais de um ano, o novo registro deve seguir a trilha do álbum de 2014, SYRO, obra que deu fim ao longo hiato do produtor escocês e um dos 50 Melhores Discos Internacionais daquele ano.

Para divulgar o novo EP, James decidiu transformar em clipe a experimental CIRKLON3 [ Колхозная mix ], quinta faixa de Cheetah. Na direção do vídeo, um nome curioso. Nada Chris Cunningham – responsável pelo excelente clipe de Windowlicker –, mas sim, Ryan Wyer, um garoto de apenas 12 anos de idade que o produtor conheceu por meio de um canal do Youtube. O resultado, independente da escolha, se revela em um vídeo completamente estranho, perturbador, típico dos trabalhos de Aphex Twin.

Cheetah EP (2016) será lançado no dia 08/07 pelo selo Warp.

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Aphex Twin – CIRKLON3 [ Колхозная mix ]

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Dinosaur Jr.: “Tiny” (VÍDEO)

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Desde o retorno aos palcos com Beyond, em 2007, que os veteranos do Dinosaur Jr. seguem com a produção de uma sequência de grandes obras. Registros como o denso Farm (2009), possivelmente um dos melhores discos lançados na década passada, além de obras ainda recentes, caso do pegajoso I Bet on Sky (2012), um dos trabalhos mais acessíveis de toda a discografia da banda original de Amherst, Massachusetts.

Quatro anos após o último registro de inéditas, o trio norte-americano está de volta com Give a Glimpse of What Yer Not (2016). Uma seleção com 11 faixas inéditas que encontra na acelerada Tiny uma espécie de regresso aos primeiros anos do grupo. Para reforçar a divulgação da nova música, o grupo apresenta um clipe dirigido por Laurie Collyer, uma seleção de imagens curiosas que inclui a banda tocando no meio de um jogo, além, claro, do curioso passeio de skate entre J Mascis e um bulldog.

Give A Glimpse Of What Yer Not (2016) será lançado no dia 05/08 pelo selo Jagjaguwar.

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Dinosaur Jr. – Tiny

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Danny Brown: “When It Rain” (VÍDEO)

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Danny Brown definitivamente está de volta. Dias após a apresentação de Frankie Sinatra, inédita parceria com o coletivo australiano The Avalanches e MF DOOM, o rapper norte-americano começa a preparar o terreno para o quarto álbum de estúdio, ainda sem data oficial de lançamento, porém, previsto para o próximo semestre. Para anunciar o novo trabalho, nada melhor do que a When it Rain, mais recente música/clipe de Brown.

Tão frenético quanto nas canções de Old – um dos 50 melhores discos internacionais de 2013 –, Brown brinca com as rimas, atravessando um terreno marcado pelo uso de sintetizadores e batidas obscuras, talvez saídas da trilha sonora de algum filme de terror dos anos 1980. No vídeo, trabalho que conta com direção de Mimi Cave e produção de Paul White, uma colagem de imagens em VHS marcadas pelos ruídos e interferências de antigos televisores.

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Danny Brown – When It Rain

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MØ: “Final Song” (VÍDEO)

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Desde o lançamento do bem-sucedido No Mythologies to Follow, trabalho lançado em 2014, MØ já se aventurou em uma série de outras composições inéditas. Músicas como New Year’s Eve e a dançante Kamikaze. Isso sem contar o arrasa quarteirões Lean On, parceria com o coletivo norte-americano Major Lazer e um dos grandes hits de 2015. Ponto de partida para um novo álbum de inéditas da cantora sueca? Possivelmente.

Enquanto não anuncia o sucessor do primeiro álbum de sua carreira, a jovem cantora segue despejando novas criações. É o caso da recém-lançada Final Song. Típica composição da artista, a música de quase quatro minutos cresce com leveza, detalhando sintetizadores e batidas controladas, ponto de partida para a letra machucada de MØ, repleta de sentimentos e tormentos expostos, marca de grande parte do trabalho da cantora. Com serpentes brancas, corpos que flutuam e um cenário fantástico, a canção foi a escolhida para se transformar no novo clipe da cantora.

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MØ – Final Song

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Jair Naves: “5/4 (Trovões Vêm Me Atingir)” [VÍDEO]

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Descrença, solidão, medo e morte; temas corriqueiros dentro do acervo poético de Jair Naves enquanto vocalista da extinta Ludovic, porém, um catálogo de experiências cada vez menos significativas no universo autoral que define a carreira solo do cantor. Se em 2006, quando apresentou o derradeiro Idioma Morto, Naves gritava a plenos pulmões, exaltando sentimentos e toda sua raiva em relação ao mês de janeiro – “o pior dos meses” -, curioso perceber no mesmo mês, data escolhida para o lançamento do segundo disco solo do músico, Trovões a Me Atingir(2015, Independente), uma completa oposição desse resultado.

Da capa iluminada aos arranjos suavizados, dos versos marcados pela esperança ao refrão vívido da faixa-título – “meu corpo volta a ter pulsação” -, difícil ignorar a transformação que define a presente obra do paulistano. Ainda que a melancolia tome conta de boa parte do trabalho, marca explícita nos instantes finais e respiros breves do registro, seria um erro não observar o conceito “sorridente” que sustenta a atual fase de Naves. As angústias e trovões – como indicado no título da obra -, ainda atingem o compositor, por todos os lados, entretanto o nítido senso de superação parece maior, raro quando voltamos os ouvidos para o contexto macambúzio do ainda recente E Você Se Sente Numa Cela Escura… (2012). Leia o texto completo

Segunda faixa do último álbum de estúdio de Jair Naves, 5/4 (Trovões Vêm Me Atingir) foi a escolhida para se transformar no mais novo clipe do cantor. No material dirigido por Daniel Barosa e José Menezes, imagens quase estáticas e sombras tomam conta do cenário, detalhando as imagens enquadradas pelo diretor de fotografia André Dip.

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Jair Naves – 5/4 (Trovões Vêm Me Atingir)

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Puro Instinct: “Tell Me” (VÍDEO)

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Com o lançamento de Lake Como e M.Y.L., em 2015, as irmãs Piper e Sky Kaplan pareciam indicar o caminho para um novo álbum de estúdio. Com atras de quase um ano, Tell Me foi a composição escolhida para anunciar a chegada de Autodrama (2016). Trata-se do primeiro álbum de inéditas da dupla norte-americana desde o lançamento do ótimo Headbangers In Ecstacy, trabalho de 2011 que contou com a presença do veterano Ariel Pink.

Longe do som psicodélico testado há cinco anos, em Tell Me as irmãs Kaplan investem em uma sonoridade cada vez mais nostálgica, íntima da música pop dos anos 1980. Vozes abafadas, sintetizadores que dançam lentamente e toda uma coleção de referências produzidas há mais de três décadas. Um fuga declarada do som experimental de 2011, como se a dupla buscasse indicar o fortalecimento da própria identidade musical.

Autodrama (2016) será lançado no dia 24/06 pelo selo Manifesto.

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Puro Instinct – Tell Me

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Band of Horses: “Whatever, Wherever”

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Com Casual Party e In a Drawer, parceria com J Mascis, em mãos, os integrantes do Band of Horses parecem indicar a sonoridade versátil que marca o novo álbum de inéditas da banda, Why Are You OK (2016). Sucessor do mediano Mirage Rock, de 2012, o registro não apenas segue o ritmo imposto no ótimo Infinite Arms, de 2010, como dialoga com a melancolia explorada nos primeiros registros da banda, sonoridade evidente na recém-lançada Whatever, Whatever.

São pouco mais de quatro minutos em que a voz de Ben Bridwell se espalha sem pressa, buscando conforto em uma solução de temas acústicos que crescem ao fundo da canção. Sobram ainda dedilhados tímidos durante toda a construção da faixa, a guitarra slide que passeia durante toda a execução do material e uma lenta sobreposição de vozes do próprio Bridwell, lembrando muito os trabalhos assinados por Jason Lytle (Grandaddy), produtor do disco.

Why Are You OK (2016) será lançado em junho pelos selos Interscope/American Recordings.

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Band of Horses – Whatever, Wherever

 

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