Tag Archives: Clipes

SBTRKT: “New Dorp, New York” (feat. Ezra Koenig)

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Lançada no encerramento de julho, New Dorp, New York talvez seja a representação do lado mais “pop” e dançante do novo álbum de SBTRKT. Comandada pelos vocais cantados/declamados de Ezra Koenig, o segundo single de Wonder When We Land (2014) aponta a clara intenção do presente registro de Aaron Jerome: a constante adaptação de ritmos musicais. Neste caso, temas tropicais-jamaicanos, naturais aos esforços de Koenig em sua banda, o Vampire Weekend.

Para o clipe da faixa, entretanto, nada da mesma interpretação visual. Dirigido por Fons Schiedon, a animação parte da mesma criatura que listra a capa de Wonder When We Land. Em um movimento que acompanha o ritmo da canção, o “personagem” – uma representação animalesca do próprio SBTRKT – atravessa uma cidade desértica, estacionando na mesma mão que serve de cena para a arte do álbum.

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SBTRKT – New Dorp, New York (feat. Ezra Koenig)

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The Antlers: “Refuge”

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Toda banda – por mais versátil que ela possa parecer – um dia encontra uma fórmula e busca sobreviver dela. Com o The Antlers não poderia ser diferente. Depois de dois álbuns recebidos de forma tímida por público e crítica – Uprooted (2006) e In the Attic of the Universe (2007) -, a banda comandada por Peter Silberman encontrou no ambiente lírico e musicalmente complexo de Hospice (2009) um natural ponto de apoio. Nascia ali o tecido conceitual do grupo nova-iorquino e a base para o recém-lançado Familiars (2014, ANTI-).

Sequência ao bem explorado Burst Apart, de 2011, o novo álbum é ao mesmo tempo uma extensão do ambiente musical concebido pela banda – completa com Michael Lerner e Darby Cicci -, e um fino aprimoramento da estética levantada há cinco anos. Naturalmente denso e carregados por versos de pura melancolia e confissão, o disco foge da raiva pontual que se escondida nos dois últimos registros para mergulhar de vez em um cenário dominado pela aceitação – mesmo que dolorosa – de diversos temas existencialistas e sentimentais. Leia a resenha completa.

Assista abaixo ao clipe de Refuge.

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The Antlers – Refuge

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Ariel Pink: “Put Your Number In My Phone”

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Em mais de duas décadas de registros caseiros, fitas demo ou mesmo detalhados projetos em estúdio, Ariel Marcus Rosenberg, o Ariel Pink, em nenhum momento apresentou ao público um trabalho assinado individualmente, sob o próprio título. Entre projetos colaborativos, como o Jorge Elbrose – ao lado do músico Jorge Elbrecht -, além de bandas, caso do Ariel Pink’s Haunted Graffiti, a proposta “coletiva” atua de forma contrastada em relação aos versos confessionais e ambientações sensíveis há décadas solucionadas pelo artista. Bom, pelo menos até agora.

Depois de alguns conflitos com os antigos parceiros do Haunted Graffiti e inclinado ao lançamento de faixas autorais, Pink abre as portas do primeiro registro “em carreira solo”: Pom Pom (2014). Álbum duplo, o registro de 17 faixas e 69 minutos de duração traduz no Soft Rock nostálgico de Put Your Number In My Phone uma boa representação daquilo que a 4AD apresenta em totalidade no dia 18 de novembro.

Psicodelia controlada, guitarras que esbarram no Jangle Pop dos anos 1980, além de sintetizadores típicos do parceiro John Maus – referência presente em todas as partes da canção. Elementos doces, artesanais, mas que em nenhum momento distorcem a sonoridade aprazível alcançada em Before Today (2010).

Abaixo, o ótimo clipe de Grant Singer para a composição.

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Ariel Pink – Put Your Number In My Phone

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A Sunny Day In Glasgow: “Double Dutch”

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Por mais assertivo que tenha sido o regresso de Kevin Shields com M B V (2013) – o primeiro álbum do My Bloody Valentine após um hiato de 22 anos -, muito do que acompanha o veterano do Shoegaze / Dream Pop se acomoda em uma série de redundâncias naturais, típicas do gênero. Blocos colossais de ruídos, distorções tratadas de forma sobreposta e todo um catálogo de efeitos a serem dissolvidos com o passar da obra. Transformação do ponto de vista da música “comercial”, mas uma evidente continuação dentro da própria carreira de Shields – ainda mais se observarmos o detalhamento que acompanha a formação de Loveless (1991), a obra-prima do compositor.

Shields não é o único. Se você observar atentamente, muito do que orienta a formação ruidosa e os arranjos do gênero – salvo exceções -, cedo ou tarde se reconfigura em um trabalho marcado pela reciclagem de fórmulas. Do Deerhunter em Monomania (2013) – uma versão mais acelerada e crua de Microcastle (2008) -, ao Wild Nothing em Nocturne (2012) – uma nítida continuação deGemini (2010) -, veteranos e novatos acabam aos poucos atraídos pelo conforto. Curioso encontrar em Sea When Absent (2014, Lefse), novo álbum do A Sunny Day in Glasgow, uma obra que se distancia completamente desse princípio. Leia a resenha completa.

Com direção de Jen Goma e Luisa Conlon, o clipe (curtinho) de Double Dutch.

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A Sunny Day In Glasgow – Double Dutch

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Angel Olsen: “All Right Now” e “High & Wild”

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Repleto de referências aos sons incorporados no Country/Folk dos anos 1970, Burn Your Fire for No Witness (2014) é mais do que uma representação da essência musical de Angel Olsen, mas uma tradução amarga dos sentimentos da própria artista. Satisfatório em se tratando do conjunto de 11 faixas que definem a versão original do trabalho, o sucessor do satisfatório Half Way Home (2012) ganha no dia 18 de novembro uma edição especial abastecida por cinco composições inéditas.

Também com lançamento pelo selo Jagjaguwar, o “novo” álbum resume na singeleza de All Right Now uma mostra convincente do que Olsen reserva para os próximos meses. Adornada pelos mesmos elementos referenciais do restante da obra, a canção borbulha em um agregado de vocalizações sublimes e arranjos econômicos, um resumo de todo o material lançado no começo de fevereiro. Além da nova música, a cantora aproveitou para apresentar o clipe de High & Wild, registro caseiro que conta com o apoio do próprio público e membros da banda de apoio da artista.

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Angel Olsen – All Right Now

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Angel Olsen – High & Wild

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Holly Herndon: “Home”

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Quem acompanha o trabalho de Holly Herndon desde o álbum Movement, de 2012, sabe da estrutura complexa que invade cada criação da compositora/pesquisadora musical. Inclinada ao executar de peças complexas, diferentes métodos de gravação e uso experimental da voz, a artista californiana vem desde o começo do ano investindo na ativa relação entre som e imagem, preferência já reforçada durante a construção do clipe de Chorus, porém, aprimorada com o lançamento de Home.

Íntima das mesmas referências lançadas por Daniel Lopatin no último álbum do Oneohtrix Point Never, R Plus Seven (2013), a canção flutua em um mar de formas digitais e acústicas instáveis, porém, controladas. São mais de seis minutos de formas sobrepostas, imagens limpas e uma chuva de referências visuais capazes de completar as lacunas de voz deixadas pela cantora. A direção do vídeo conta com a assinatura do estúdio holandês Metahaven.

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Holly Herndon – Home

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Christopher Owens: “Never Wanna See That Look Again”

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Como Nothing More Than Everything To Me já havia comprovado há poucas semanas, Christopher Owens finalmente parece ter “se encontrado” desde o encerramento das atividades do Girls, sua antiga banda. Livre da sonoridade bucólica/tímida anunciada no primeiro registro solo – Lysandre (2013) -, o cantor e compositor norte-americano estreita novamente a relação com as guitarras, melodias pegajosas e versos carregados pelo romantismo exagerado que somente ele parece controlar, premissa para a recém-lançada Never Wanna See That Look Again.

Mais novo exemplar do ainda inédito A New Testament, a presente composição arrasta o ouvinte por efêmeros dois minutos de puro acerto e brilho pop. Na trilha das canções mais descompromissadas do clássico Album, de 2009, a faixa é a pista que faltava para que o cantor aumentar a expectativa e preparar de vez o terreno para o disco – previsto para o dia 30 de setembro.

Acima, a capa do single. Abaixo você encontra o vídeo da composição, quem quiser saber um pouco mais sobre a proposta do clipe pode ler a entrevista de Owens para o site Dazed Digital.

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Christopher Owens – Never Wanna See That Look Again

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SBTRKT: “Look Away” (ft. Caroline Polachek)

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Cada novo lançamento de Aaron Jerome nas últimas semanas tem sido uma verdadeira surpresa para o público que acompanha o trabalho do SBTRKT. Entre composições ao lado de Ezra Koenig (New Dorp, New York) e faixas desenvolvidas em parceria com rappers como Raury (Higher) e A$AP Ferg (Voices in My Head), todos os elementos apontam que Wonder Where We Land (2014), novo álbum do produtor britânico, tem tudo para se transformar em um dos trabalhos mais amplos e convincentes do ano.

Há poucos dias da estreia do disco – prevista para 23 de setembro -, SBTRKT lança o primeiro clipe oficial do registro e, ao mesmo tempo, mais uma assertiva parceria. Trata-se de Look Away, faixa mais experimental do novo disco (até agora) e uma assertiva parceria com Caroline Polachek, do Chairlift. Para o estranho vídeo interativo da canção – projeto desenvolvido pelo estúdio Resn -, a webcam do computador é utilizada para que a figura soturna do clipe desvie o olhar do próprio espectador. Ouça a faixa abaixo ou assista ao vídeo aqui.

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SBTRKT – Look Away (ft. Caroline Polachek)

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Karen O: “Ooo”

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A raiva incontida em grande parte das canções do Yeah Yeah Yeahs, muitas vezes parece ocultar a poesia doce costurada por Karen O. Seja na melancolia escancarada em Maps – uma das mais belas e honestas canções de amor dos anos 2000 -, passando por Little Shadow em It’s Blitz! (2009) e Wedding Song no ainda recente Mosquito (2013), o amor sempre encontra uma brecha para sobreviver na voz da artista, completamente entregue ao sentimento no interior do primeiro disco solo, Crush Songs (2014, Cult).

Confessional em toda a extensão, o “debut” se movimenta entre emanações brandas e sons prestes a se esfarelar. Uma obra de versos sussurrados, captações caseiras e toda uma ambientação dividida apenas entre a cantora e o ouvinte. Livre de um possível acabamento detalhista em estúdio, o álbum de 15 curtas composições é um bloco que não esconde a própria singeleza, carregando nos versos a principal ferramenta da cantora. Leia a resenha completa aqui.

Abaixo, o clipe de Ooo, trabalho dirigido por Spike Jonze e estrelado por Elle Fanning.

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Karen O – Ooo

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Jessie Ware: “Say You Love Me”

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Amplo é o território a ser explorado por Jessie Ware em Tough Love (2014). Depois de apostar em uma sonoridade minimalista durante a execução da faixa-títulodo novo disco, dividir o próprio trabalho com Julio Bashmore e Romy Madley-Croft (The XX) em Share It All, é hora da cantora britânica revelar o lado mais comercial do ainda inédito registro. Como Wildest Moments, no álbum anterior, Say You Love Me mostra a capacidade da artista em parecer acessível, sem necessariamente ecoar de forma descartável.

Íntima das mesmas emanações de Adele e outras cantoras próximas, a nova música confirma a plena interação de Ware com a dupla BenZel – velhos parceiras, principais produtores do trabalho e também responsáveis por Wasted Love, apresentada há poucos dias. Comercial e ainda íntima da proposta do novo disco, Say You Love Me reforça a voz firme de Ware, por vezes contida em determinadas composições. Com lançamento via PMR / Island, Tough Love estreia no dia 29 de setembro.

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Jessie Ware – Say You Love Me

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