Tag Archives: Clipes

Shura: “White Light” (VÍDEO)

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De toda a nova safra de artistas, Shura parece ser a que mais brinca com as referências. De um lado, o confesso fascínio pelo R&B de Mariah Carey, Whitney Houston e Janet Jackson. No outro oposto, a relação com o som experimental e empoeirado que se estende de novatos como Ariel Pink e Blood Orange, até veteranos como Portishead e Massive Attack. Fragmentos expostos com naturalidade no interior de White Light, mais recente single apresentado pela cantora britânica.

Fuga da sonoridade contida exposta por Shura em faixas como Touch, Just Once e 2Shy, a composição lentamente abre passagem para que a cantora/produtora de Manchester se aproxime das pistas. Difícil não lembrar do trabalho de Blood Orange em Cupid Deluxe (2013) ou mesmo dos primeiros trabalhos de Sky Ferreira. Agora transformada em clipe, a faixa entrega na direção de Noel Paul o encontro de duas criaturas místicas.

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Shura – White Light

 

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Tinashe: “Cold Sweat” (VÍDEO)

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“Inexperiência” é uma palavra que não se aplica ao trabalho de Tinashe. Mesmo que Aquarius(2014, RCA) seja vendido ao público como o primeiro disco da cantora, bastam os minutos iniciais da própria faixa-título para sentir a plenitude da obra. Álbum de estreia dentro de uma grande gravadora – a RCA -, o coeso arsenal de estúdio se divide entre o passado ainda recente da artista e um futuro em plena construção. Uma síntese declarada de cada faixa ou mixtape assinada individualmente na última meia década e, ao mesmo tempo, um princípio de renovação autoral.

Nascida no Zimbabwe, porém, criada em Los Angeles, Califórnia, Tinashe é uma figura ativa no meio artístico há bastante tempo. Atuando como modelo e atriz desde o começo da adolescência, em idos de 2000, a artista apaixonada por Michael Jackson e Christina Aguilera logo encontrou na música um refúgio natural. Em 2007, com o The Stunners, hoje extinto coletivo de Pop/R&B, a cantora deu os primeiros passos oficiais. Todavia, foi ao mergulhar em fase solo e investir em obras independentes que a relação com a música de fato amadureceu. Leia o texto completo.

Dirigido por Stephen Garnett, abaixo você encontra o clipe de Cold Sweat.

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Tinashe – Cold Sweat

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Beirut: “No No No”

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Já estava na hora de Zach Condon aparecer com alguma novidade do Beirut. Passados seis anos desde as transições eletrônicas iniciadas nos EPs March of the Zapotec/Holland (2009) e seguidas dentro do terceiro registro de inéditas do compositor, The Rip Tide (2011), a inédita No No No não apenas garante passagem para o quarto álbum de estúdio da banda do Novo México, como ainda reforça as preferências “sintéticas” em torno do projeto.

Enquanto a inicial programação eletrônica aponta a direção da faixa, a sequência de sintetizadores e metais logo transporta o ouvinte para o mesmo “cenário de Leste Europeu” explorado com detalhismo nos dois primeiros discos da banda – Gulag Orkestar (2006) e The Flying Club Cup(2007). Escolhida para apresentar o novo álbum, No No No é a primeira das nove canções que recheiam o trabalho. A sutileza da faixa também se repete na imagem escolhida como capa para o disco (imagem acima).

No No No (2015) conta com lançamento previsto para o dia 11/09 pelo selo 4AD.

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Beirut – No No No

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Miguel: “Coffee” (VÍDEO)

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Quem seria capaz de compor uma música sobre o ato de fazer sexo pela manhã sem necessariamente parecer brega ou exageradamente tosco? Ora, Miguel. Passados três anos desde que apresentou seu melhor trabalho em estúdio, Kaleidoscope Dream (2012), o rapper/cantor norte-americano abre passagem para o terceiro registro de inéditas Wild Heart (2015). Antes, uma passagem pela cozinha, uma café e, claro, uma boa dose de sexo em Coffee (Fucking), parceria com o rapper Wale.

Próxima do mesmo acervo de referências provocativas do cantor, a nova faixa se estende por mais de cinco minutos, estabilizando versos lascivos, sintetizadores resgatados da década de 1980, além da rápida interferência do convidado. Sem necessariamente parecer uma repetição de conceitos,Coffee (Fucking) cresce com liberdade dentro do mesmo ambiente soturno do disco anterior, dosando sensualidade, melancolia e certa dose de humor em uma medida controlada.

Wild Heart (2015) será lançado no dia 30 de junho pelo selo RCA.

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Miguel – Coffee

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Jessy Lanza: “You Never Show Your Love” (ft. DJ Spinn & Taso) (VÍDEO)

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Batidas exploradas de forma lenta, vocal sutil, limpo, e o uso sempre controlado de sintetizadores e ambientações eletrônicas. Dois anos após o lançamento do debut Pull My Hair Back (2013), a canadense Jessy Lanza continua a investir na formação de composições marcadas pela leveza dos temas instrumentais e o completo romantismo nos versos, conceito naturalmente reforçado com a entrega de You Never Show Your Love.

Faixa-título do novo EP de Lanza, a canção assinada em parceria com DJ Spinn e Taso confirma o breve deslocamento da cantora/produtora em relação aos temas eletrônicos incorporados nos últimos singles, estreitando ainda mais a relação com o (neo) R&B. Além da nova composição, a artista canadense entrega o clipe da faixa, trabalho que converte em imagens a mesma suavidade explorada nos arranjos e beats da canção.

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Jessy Lanza – You Never Show Your Love (ft. DJ Spinn & Taso)

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Father John Misty: “I Love You Honeybear” (VÍDEO)

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Não existe espaço para o amor no mundo da música. Exagero? Faça o teste: quantos discos clássicos ou álbuns recentes, de nítida exaltação ao amor, você consegue listar? Projetos radiantes, marcados pelo mesmo sentimento de plenitude que domina um indivíduo apaixonado. Pronto. Agora, pense apenas em discos marcados pela dor. Álbuns inspirados pela separação, mágoas e relacionamentos fracassados. Não vá muito longe: apenas discos lançados nos últimos meses, há poucas semanas ou do acervo “proibido” que você visitou há poucas horas. Notou alguma diferença entre as listas?

Contrário ao ensinamento de filmes e séries românticas, em se tratando da música, a dor convence, marca e até “canta” mais alto do que o amor. O que explica essa (sádica) preferência? Um elemento bastante simples: a honestidade. De Adele a Bob Dylan, Sharon Van Etten a Lionel Richie, não existem segredos e relatos intimistas que permaneçam ocultos ao final de um relacionamento. Traições, brigas ou antigos sussurros românticos: tudo acaba exposto. Leia a resenha completa.

Dirigido por Grant James, abaixo você encontra o clipe da faixa-título do novo álbum de Father John Misty, I Love You Honeybear (2015).

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Father John Misty – I Love You Honeybear

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NAO: “Thinkin Bout You” (Frank Ocean) Cover

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Dona de um dos melhores EPs de 2015, Febuary 15, a cantora e compositora britânica NAO acaba de presentear o público com uma grata surpresa. Em passagem pelos estúdios da BBC Radio 1, em Londres, a jovem, acompanhada pelo produtor Mura Masa, decidiu dar novo enquadramento ao clássico recente Thinkin Bout You, uma das principais composições assinadas pelo norte-americano Frank Ocean no disco Channel Orange, de 2012.

Minimalista e comportada, a canção pode até ter perdido um pouco do sentimento de entrega causado por Ocean, entretanto, (re)nasce como um produto típico de NAO e sua voz compacta. Durante a passagem pela rádio, Mura Masa e a cantora ainda aproveitaram para apresentar uma nova versão da parceria gerada em Firefly, faixa originalmente entregue pelo casal há poucos meses e uma das grandes composições do pop inglês em 2015.

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NAO – Thinkin Bout You (Frank Ocean Cover)

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Björk: “Black Lake” (VÍDEO)

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O sofrimento sempre esteve diluído em cada novo registro de Björk. Seja de forma maquiada, dentro dos limites anárquicos do KUKL, ou de maneira explícita, na melancolia confessional de Unravel e All Is Full Of Love, mergulhar nos trabalhos da artista islandesa é o mesmo que sufocar em meio a tormentos sentimentais tão centrados na vida da compositora, como íntimos do próprio ouvinte. Todavia, mesmo a completa previsibilidade dos atos e emoções parece corrompida ao esbarrar nos versos amargos de Vulnicura (2014, One Little Indian). Uma peça ainda marcada pelo mesmo caráter conceitual/temático dos grandes álbuns de Björk, porém, tão honesta e liricamente explícita, que mais parece uma curva isolada dentro da trajetória da cantora.

Como um espinho doloroso, incômodo e que precisa ser arrancado, o nono álbum de estúdio de Björk foi posto para fora em pouquíssimos meses. Do anúncio (não oficial), em setembro de 2014, até o lançamento da obra, em janeiro de 2015 – forçado pelo vazamento precoce do trabalho na internet -, foram pouco mais de quatro meses, um prazo curto dentro dos padrões da cantora – em extensa turnê desde o álbum Biophilia, em 2011. O motivo de tamanha urgência? A separação de Björk e Matthew Barney, parceiro da cantora na última década e o principal tempero para a matéria-prima que explode em soluços angustiados por todo o registro. Leia a resenha completa.

Com mais de dez minutos de duração e dirigido por Andrew Thomas Huang, Black Lake é a mais nova composição de Vulnicura (2015) a se transformar em clipe. Assista:

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Björk – Black Lake

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Banda Gentileza: “Casa”

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Mesmo passados seis anos desde o lançamento do último álbum de estúdio, o bom humor continua sendo a chave para entender o trabalho assinada pela curitibana Banda Gentileza. Com o anunciado fim do hiato que silencia a banda desde o single/jogo Quem Me Dera, de 2012, é hora de ter acesso a todo um novo material de inéditas por parte do reformulado coletivo – hoje aos comandos de Heitor Humberto, Diego Perin, Tuna Castilho e Jota Borgonhoni.

Primeiro exemplar de Nem Vamos Tocar Nesse Assunto (2015), segundo registro de inéditas do grupo, Casa traz de volta não apenas a pluralidade de ritmos que há mais de uma década cerca a obra da banda paranaense, como versátil jogo de palavras do vocalista/líder Heitor Humberto. Em flexível movimento dos versos e vocais, o artista consegue o que muitos políticos ainda custam a aceitar: o colorido retrato da nova família brasileira. Tão cômico e honesto quanto a própria canção é o clipe de Max Leean, trabalho que utiliza dos próprios integrantes da banda para construir esse retrato louco.

Nem Vamos Tocar Nesse Assunto (2015) será lançado na íntegra no dia 06/07.

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Banda Gentileza – Casa

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Tame Impala: “Cause I’m a Man” (VÍDEO)

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Currents (2015), este é o nome do terceiro álbum de estúdio da banda australiana Tame Impala. Sucessor do elogiado Lonerism, de 2012, o novo registro aponta para uma direção contrária em relação aos dois últimos lançamentos do grupo comandado por Kevin Parker; transformação explícita nos mais de sete minutos da “eletrônica” Let It Happen, primeira composição da “nova fase” e, agora, oficialmente completa com a entrega de Cause I’m a Man.

Dotada de vocais e arranjos compactos, acompanhados de perto pelo uso delicado de sintetizadores, a nova faixa reforça o completo interesse de Parker no trabalho produzido por Michael Jackson nos anos 1980, representação marcada pelo distanciamento do som enérgico/psicodélico de Lonerism, conceito temporariamente substituído por uma proposta muito mais branda, melancólica e íntima do R&B.

Assista abaixo ao divertido clipe dirigido por Dan Dipaola & Megan McShane e que utiliza de bonecos para representar o coletivo australiano.

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Tame Impala – Cause I’m a Man

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