Tag Archives: Country

Charme Chulo: “Crucificados Pelo Sistema Bruto”

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No dia 14 de dezembro, grande parte dos veículos nacionais já devem ter fechado suas listas de melhores lançamentos do ano. Um erro. Quem assumir tal decisão vai ter deixado para trás um dos grandes trabalhos de 2014: Crucificados Pelo Sistema Bruto. Terceiro álbum de estúdio da banda curitibana Charme Chulo, o registro duplo é uma coleção de 20 faixas que resume um pouco do “hiato” da banda desde o lançamento de Nova Onda Caipira, em 2009. Com o financiamento do trabalho recém-confirmado pelo Catarse.me, a banda resolveu presentear o público com seis ótimas composições.

Trata-se de um aperitivo do novo álbum; um conjunto de seis composições inéditas que rechearão o mais abrangente ato do coletivo caipira. Além da parceria com Hélio Flanders em Fuzarca, o grupo comandado por Igor Filus e Leandro Delmonico entregou as ótimas Palhaço de Rodeio, É que às Vezes (Melhor é Morar na Fazenda), Dia de Matar Porco, Carcaça Sensacional e Multi Stillus. O nome do disco – uma brincadeira com o clássico Crucificados Pelo Sistema (1984), da banda Ratos de Porão e Sistema Bruto da dupla Chitãozinho & Xororó – resume parte do acervo que deve ser apresentado na íntegra em dezembro. Veja a agenda de shows da banda.

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Charme Chulo – Fuzarca (part. Hélio Flanders)

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Charme Chulo – Palhaço de Rodeio

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Charme Chulo – É que às vezes (melhor é morar na fazenda)

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Charme Chulo – Dia de Matar Porco

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Charme Chulo – Carcaça sensacional

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Charme Chulo – Multi stillus

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Cozinhando Discografias: Talking Heads

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Em um cenário dominado por bandas como Blondie, Television e Ramones, a nova-iorquina Talking Heads se destacou com naturalidade pelo caráter plural da própria obra. Com oito registros em estúdio e uma produção que se estender entre 1975 e 1991, a banda formada por David Byrne, Chris Frantz, Tina Weymouth e Jerry Harrison é a base para grande parte dos projetos lançados na época, bem como para boa parte da geração de artistas nascidos nos anos 2000. Fonte criativa para projetos como Arcade Fire, Vampire Weekend e Radiohead, o quarteto nova-iorquino é o novo escolhido em nossa seção, tendo toda a discografia organizada desde o debut, Talking Heads: 77, ao álbum de encerramento, Naked (1988). Continue reading

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Disco: “The Voyager”, Jenny Lewis

Jenny Lewis
Indie/Folk/Female Vocalists
http://www.jennylewis.com/

Por: Cleber Facchi

Durante os primeiros anos em carreira solo, tudo o que Jenny Lewis parecia interessada era em se distanciar musicalmente do Rilo Kiley, sua outra banda. Não por acaso em Rabbit Fur Coat (2006), estreia solo da cantora, Lewis abandonou a energia das guitarras para abraçar a acústica leve do Country Folk. Curiosamente depois de reciclar a mesma sonoridade em Acid Tongue (2008), a artista regressa agora ao território musical do antigo grupo, transformando o recém-lançado The Voyager (2014, Warner Bros.) em um inevitável regresso aos primeiros anos em estúdio.

Espécie de comunicação com os memoráveis The Execution of All Things (2002) e More Adventurous (2004), trabalhos mais comerciais do Rilo Kiley até aqui, o presente registro solo de Lewis é uma obra de reposicionamento. Longe da atmosfera empoeirada dos dois últimos trabalhos, a cantora investe em melodias acessíveis, acordes bem executados de guitarras e uma doce comunicação com o pop que há tempos parecia abandonada.

Basta perceber a energia que escapa de músicas como Love U Forever para que todo o “novo” universo da cantora seja desvendado. Por trás de uma linha de baixo consistente, guitarras firmes, crescentes e encaixadas de forma precisa servem de base para as confissões românticas da artista. Doses consideráveis de referências dos anos 1980 e 1970, batidas econômicas e a voz limpa: nada tende ao excesso. É dentro construção que Lewis planeja a arquitetura do álbum, um trabalho que aposta no descompromisso, mas soluciona de forma assertiva todas suas imposições.

Mesmo que tropece aqui e ali em elementos conquistados ao lado do parceiro Johnathan Rice – namorado e uma das metades do Jenny and Johnny -, todas as experiências da obra são típicas de sua autora. Nada mais inteligente da parte de Jenny do que convidar o amigo de longa data (e inspiração confessa) Ryan Adams para assumir a produção do registro. Conhecedor do trabalho de Lewis, o músico mantém o registro dentro de uma formatação homogênea, pinçando tanto elementos dos últimos discos da cantora, como referências da música Country que abasteceram toda a década de 1970. Continue reading

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Cozinhando Discografias: R.E.M.

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Formado em 1980 por Bill Berry, Peter Buck, Mike Mills e Michael Stipe, o R.E.M. ocupa um lugar de destaque como uma das pioneiras do Rock Alternativo. Inspiração confessa para o trabalho de grupos como Pavement, Nirvana, Pearl Jam, Guided By Voices e outros gigantes da música, o quarteto original da cidade de Athens, Geórgia sustentou ao longo de três décadas – e três fases distintas – uma coleção de obras tão influentes, quanto referenciais.

Inicialmente voltado ao College Rock/Jangle Pop que homenageava bandas como Big Star e The Byrds, o grupo aos poucos dissolveu elementos do folk e country, flertou eletrônica e ainda brincou com uma série outros experimentos ocasionais. Com uma sonoridade diferente a cada novo álbum, o grupo que encerrou suas atividades em meados de 2011 é de longe o responsável pela discografia mais difícil de ser organizada que já passou pela seção. Continue reading

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Disco: “HEAL”, Strand Of Oaks

Strand Of Oaks
Folk Rock/Indie Rock/Alternative
http://strandofoaks.net/

Por: Cleber Facchi

Mesmo para quem nunca se interessou pelo trabalho do Strand Of Oaks, perceber a versatilidade do projeto comandado por Timothy Showalter não é uma tarefa muito difícil. Em um sentido quase oposto ao teor melancólico (e arrastado) que orienta grande parte dos grandes lançamentos da cena Folk/Country estadunidense, o músico de Indiana sempre apostou na expansão, sustentando trabalhos que mesmo complexos e autorais, não parecem bloquear a passagem para o espectador novato ou qualquer visitante atento.

Com a chegada de HEAL (2014, Dead Oceans), quarto álbum de estúdio da banda/cantor, Showalter não apenas amplia o caráter melódico e musicalmente dinâmico da própria obra, como ainda sustenta um dos grandes exemplares do Romantismo-Folk lançado nos últimos meses. Em um cenário dominado pela maturidade de Mark Kozelek (Sun Kil Moon), além de vozes femininas guiadas por corações partidos – caso de Sharon Van Etten e Angel Olsen -, Timothy substitui a homogeneidade dos temas e arranjos para ziguezaguear pelos próprios sentimentos.

Capaz de romper com os limites autorais do próprio criador, HEAL deixa de lado a fórmula pronta da “voz e violão” para que Showalter sustente uma sonoridade alimentada em essência pelas guitarras. Diferente do que havia testado em Pope Kildragon (2010) e Dark Shores (2012), o novo álbum parece longe de sufocar o espectador, além do próprio criador. Tudo o que o músico testa no interior do disco faz com que as canções reverberem de forma libertadora, como o grito confessional instalado na faixa de abertura, Goshen ’97, ou as vozes em coro que passeiam pelos acordes amplos de For Me.

Livre da ambientação imposta por Bon Iver em 2011 – tendência que ainda se espalha em grande parte dos lançamentos recentes -, Showalter abandona completamente a cena atual para encarar musicalmente o passado. Proposital, ou não, a relação com os arranjos e temas lançados na década de 1990 trazem de volta uma série de efeitos nostálgicos e ao mesmo tempo transformadores para o álbum. São pequenas transições entre o acelerado (Same Emotions) e o bucólico (Playmouth) que resgatam tanto a obra de veteranos como, Hollywood Town Hall (1992), do The Jayhawks, da mesma forma que obras ainda “recentes”, caso do influente Magnolia Electric Co. (2003), da banda Songs: Ohia. Continue reading

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Disco: “Stay Gold”, First Aid Kit

First Aid Kit
Folk/Female Vocalists/Indie
http://www.thisisfirstaidkit.com/

Por: Cleber Facchi

Desde o primeiro álbum em estúdio, The Big Black and the Blue (2010), as irmãs Johanna e Klara Söderberg nunca pareceram se importar e promover um registro de fato transformador dentro do cenário em que estavam inseridas. Observadas atentamente, cada uma das canções lançadas pelo duo sueco sempre ecoaram de forma a reforçar os sentimentos da dupla, como se as faixas – confessionais, doces ou melancólicas – apenas precisassem existir. Longe de tropeçar em redundância, Stay Gold (2014, Columbia), terceiro álbum do First Aid Kit acerta justamente ao apostar nesse mesmo resultado.

Registro mais acessível da dupla até o momento, o novo disco segue a trilha Country-Folk do registro passado, The Lion’s Roar (2012), aproximando (mais uma vez) o duo dos conceitos lançados em solo norte-americano. Como um passeio pela música de raiz apresentada nos anos 1960/1970, o novo disco se acomoda em melodias simplistas, vozes delicadas e a saudade implícita nos versos de cada criação. Logo, as irmãs Söderberg estão mais uma vez em casa – e o ouvinte também.

Herdeiras da obra de Joni Mitchell e Judy Collins, além de todo o acervo de cantoras da vindas da cena musical de Nashville, Johanna e Klara utilizam do novo álbum como algo a mais do que uma simples homenagem ao passado. Trata-se de uma fina obra de criação, um exercício de amarrar as pontas com a sonoridade lançada há quatro décadas, sem necessariamente perder o senso autoral assumido no último disco. Dentro desse propósito, Stay Gold é uma obra de incontestável beleza nostálgica, mas que, ainda assim, segue de forma independente – exatamente de onde a dupla parou no disco passado.

Mais uma vez acompanhadas de Mike Mogis – produtor que atuou em obras como Rabbit Fur Coat (2006) de Jenny Lewis, além de álbuns do She & Him e Bright Eyes -, a dupla sueca encontra no novo álbum o cenário perfeito para o crescimento de cada composição. Livre da plasticidade que ecoa de forma artificial nas mãos de grupos como Mumford and Sons e Of Monsters and Men, Stay Gold brilha por soar justamente como um produto típico da década de 1970. Percepção reforçada nos vocais levemente empoeirados e arranjos acústicos que ecoam de forma artesanal – mesmo dentro da limpidez típica de um trabalho de estúdio. Continue reading

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Disco: “Lazaretto”, Jack White

Jack White
Rock/Blues/Alternative
http://jackwhiteiii.com/

Por: Cleber Facchi

Jack White

O ruidoso cruzamento entre o Rock e Blues apresentado em 1999 por Jack White no primeiro álbum do The White Stripes ainda é a base para os (novos) inventos do compositor. Longe da crueza alcançada no repertório de Blunderbuss (2012), trabalho de estreia em carreira solo, o norte-americano usa da diversidade de formas instaladas em Lazaretto (2014, Third Man) como um objeto de expansão conceitual. Tal qual os dois álbuns lançados pelo The Raconteurs – Broken Boy Soldiers (2006) e Consolers of the Lonely (2008) -, o presente disco é uma viagem por diferentes épocas da música estadunidense sem fugir do presente.

Menos eufórico, mas não menos intenso que o registro passado, Lazaretto é uma obra que cresce dentro dos domínios e fórmulas próprias lançadas por White – o que não quer dizer que ele seja um trabalho redundante. Enquanto o disco entregue há dois anos trouxe no manuseio frio da guitarra um ponto de apoio para as canções, hoje o músico vai além. Pianos, violões e bateria abrangente distanciam o álbum do ar “garageiro” de outrora, movimentando a construção de uma obra essencialmente orgânica em suas imposições.

Observado atentamente, o novo álbum solo de White é uma adaptação de diversos elementos antes lançados em Get Behind Me Satan (2005)e Icky Thump (2007), os dois últimos discos do The White Stripes. Basta perceber a relação com a música Country em Temporary Ground, faixa que usa dos vocais femininos como uma espécie de regresso ao contexto alcançado com a ex-parceira Meg White. A mesma percepção ocupa músicas como Alone In My Home e Entitlement, faixas que cruzam guitarras e pianos em uma explícita comunicação com os antigos inventos do músico.

Mais do que revisitar a própria obra, em Lazaretto Jack White parece inclinado a estreitar os laços com diversas influências responsáveis por sua formação musical. Basta perceber como I Think I Found The Culprit e suas guitarras slide olham com carinho para o Country das décadas de 1960 e 1970 – principalmente para o trabalho de Loretta Lynn e Wanda Jackson, com quem trabalhou recentemente. Dessa forma, influências confessas do mesmo período, como Captain Beefheart e Led Zeppelin, acabam em um segundo plano, minimizando de forma assertiva a agressividade antes exposta pelo cantor. Continue reading

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Jenny Lewis: “Just One Of The Guys”

Jenny Lewis

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Jenny Lewis está longe de encarar em carreira solo a mesma assertividade conquistada com o Rilo Kiley, mas ainda assim ela tenta. Depois do agradável Rabbit Fur Coat (2006) e do fraquíssimo Acid Tongue (2008), a cantora e compositora norte-americana anuncia a chegada do terceiro álbum solo: The Voyager (2014). Previsto para o dia 29 de julho pelo selo Warner Bros, o trabalho é o primeiro disco da cantora desde I’m Having Fun Now (2010), parceria entre ela e o namorado Johnathan Rice no projeto (chatinho) Jenny and Johnny.

Para reforçar o que será encontrado nos próximos meses, Lewis escolheu a doce Just One Of The Guys como faixa de apresentação do projeto. Na trilha dos últimos trabalhos da cantora, a faixa segue como um Country-Folk melancólico, conquistando alguns pontos extras na produção e backing vocal de Beck, produtor da música. Abaixo, o lyric video da canção para quem pretende aprender os versos do single.

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Jenny Lewis – Just One Of The Guys

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Disco: “Are We There”, Sharon Van Etten

Sharon Van Etten
Indie/Folk/Female Vocalists
http://sharonvanetten.com/

 

Por: Cleber Facchi

Se existe uma certeza dentro da história da música - antiga, recente ou futura – é a de que jamais vão faltar obras alimentadas pelo aspecto triste do amor. Mesmo antes da consolidação da indústria da música, no começo do século XX, sofrer sempre foi encarado como uma fonte natural de inspiração para qualquer compositor. Um campo ilimitado de melodias e versos capazes de revisitar considerações simples, porém, necessárias de um pós-relacionamento. É justamente dentro desse ambiente cinza que Sharon Van Etten fez sua morada e parece extrair toda a base temática para cada disco lançado desde o debut Because I Was in Love, de 2009.

Em evidente crescimento poético, a cantora centrada na região do Brooklyn, Nova York, fez de cada álbum apresentado nos últimos cinco anos uma inteligente transposição das próprias recordações sentimentais. Discos como Epic (2010) e Tramp (2012), que mesmo afundados em temas há muito desgastados por diferentes artistas, conseguiram reforçar identidade e certa dose de ineditismo por conta do catálogo rico (e sofrido) de versos que carregam. Adaptações melancólicas do cotidiano da cantora e obras que servem de alicerce para o bem executado quarto disco de Van Etten, Are We There (2014, Jagjaguwar).

Eu canto sobre o meu medo e amor e o que eles trazem“, anuncia a cantora com timidez no interior de I Know, faixa que traduz parte das experiências que ocupam o novo disco. Longe de parecer repetitivo ou sustentado pela mesma fórmula dos álbuns passados, o presente trabalho usa da grandeza como um mecanismo de afirmação. É como se os três discos lançados anteriormente refletissem a mente perturbada da compositora, o que explica o hermetismo em torno dos arranjos e letras. Todavia, essa suposta reclusão parece extinta no interior de Are We There, álbum que funciona como uma explosão, um honesto ápice sentimental.

Não por acaso, grande parte das faixas refletem esse sentimento de “expansão”, como se Van Etten pela primeira vez cantasse para fora, exorcizando a melancolia acumulada ao longo dos anos. Proposital ou não, tal exercício acaba por revelar o lado mais comercial da cantora. Ainda que Taking Chances e a derradeira Every Time the Sun Comes Up sejam capazes de assumir esse caráter “facilitador”, por toda a obra a musicista espalha melodias e versos movidos por um controlado apelo “pop”. Do ambiente sombrio que cresce em Your Love Is Killing Me, aos lamentos de You Know Me Well, cada instante do registro aposta (com acerto) no grande público, semelhança que aproxima o disco de obras como You Are Free (2003) de Cat Power, ou mesmo The Idler Wheel… (2012), de Fiona Apple. Continue reading

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Jack White: “Just One Drink”

Jack White

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O passado continua a abastecer o presente criativo de Jack White. Apaixonado confesso pelos estilos e variantes instrumentais que serviram de base para o nascimento do Rock, como o Blues, Country e a música de raiz norte-americana, o ex-White Stripes resolveu voltar no tempo (novamente) para apresentar a bêbada Just One Drink. Mais nova música que abastece o ainda inédito Lazaretto (2014), segundo disco solo do cantor, a faixa é uma despretensiosa ponte de White para os anos 1950, sem necessariamente fugir do presente.

Livre da crueza que guia toda a formação de Blunderbuss (2012), intenso debut do músico em fase solo, a nova criação se entrega ao peso das guitarras, sem que para isso as distorções típicas de faixas como I’m Shakin e Sixteen Saltines, do álbum passado, se façam presentes. Enquanto canta sobre um amor que não deu certo, debruçado sobre o balcão de um bar, White agrupa pianos, violinos e, claro, as tradicionais guitarras que o apresentaram ao mundo. Lazaretto estreia oficialmente no dia 10 de junho pelos selos Third Man Records e Columbia.

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Jack White – Just One Drink

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