Tag Archives: Dance

Holy Ghosts: “Crime Cutz”

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Prontos para um novo trabalho do Holy Ghost? Três anos após o lançamento de Dynimics (2013), segundo registro de inéditas da dupla Nick Millhiser e Alex Frankel, Crime Cutz anuncia a chegada de um novo EP da dupla. Batizado com o nome da nova faixa, o trabalho deve seguir a mesma base dançante e nostálgica testada pelo duo nova-iorquino desde a estreia com o ótimo álbum homônimo de 2011. Uma visita ao som da década de 1970 sem necessariamente abandonar as pistas do presente.

Com pouco mais de sete minutos de duração, a inédita criação da dupla dança em meio a referências tão antigas quanto atuais. São sintetizadores, vozes em falsete e batidas leves que tanto exploram os primeiros discos do mentor James Murphy (LCD Soundsystem), como visitam a obra de Giorgio Moroder e outros gigantes da música Disco. Até Michael Jackson da fase Off The Wall (1979) parece servir de base para a nova composição.

Crime Cutz EP (2016) será lançado no dia 29/04 pelo selo DFA.

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Holy Ghost! – Crime Cutz

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Guerilla Toss: “Diamond Girls”

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Quem acompanha o trabalho do Guerilla Toss há algum tempo sabe da sonoridade esquizofrênica que rege grande parte das composições da banda. Responsáveis por uma sequência de singles e EPs essencialmente versáteis – vide o ótimo Flood Dosed, lançado em 2015 -, a banda nova-iorquina anuncia para o dia quatro de março a chegada do primeiro álbum de inéditas, Eraser Stargazer (2016), um registro de oito faixas que mostra o som turbulento da banda.

Composição escolhida para apresentar o novo trabalho do grupo, Diamond Girls mostra todo o potencial da banda em três minutos de completa inanidade. Ecos da eletrônica dos anos 1990, noise rock e doses (des)controladas de psicodelia convidam o ouvinte a visitar o universo torto da banda. Uma espécie de resumo do mesmo som projetado por bandas como Deerhoof, The Rapture e Lightning Bolt no começo dos anos 2000.

Eraser Stargazer (2016) será lançado no dia 04/03 pelo selo DFA.

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Guerilla Toss – Diamond Girls

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Chairlift: “Moth to the Flame”

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Depois de um breve respiro melancólico em Crying In Public, e o Chairlift já está de volta com uma nova composição essencialmente dançante. Menos urgente do que a antecessora Romeo ou flerte com o R&B de Ch-Ching, a nova criação de Caroline Polachek e Patrick Wimberly transporta o ouvinte para um ambiente dançante que flerta com a música dance do final dos anos 1980 e início da década de 1990. O mesmo catálogo de referências aplicadas em Something (2012), porém, exploradas a partir de um novo ângulo.

Composição que mais aproxima o trabalho da dupla do mesmo R&B-Pop comercial de nomes como The Weeknd e outros artistas atuantes na cena norte-americana, a faixa de apenas três minutos chega como um verdadeiro arrasa-quarteirões das pistas. Coros de vozes, sintetizadores, versos apaixonados e batidas típicas da eletrônica do começo dos anos 1990, um imenso catálogo de referências que se encaixam com o acerto, abrindo uma nova passagem para a chegada do aguardado Moth (2016).

Moth (2016) será lançado no dia 22/01 pelo selo Columbia.

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Chairlift – Moth to the Flame

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Cozinhando Discografias: Madonna

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Like a Prayer, Material Girl, Ray of Light, Like a Virgin, Human Nature, Hung Up ou Music. Em mais de três décadas de carreira, Madonna deu vida a um dos maiores e mais significativos acervos da música pop. Uma coleção de obras que atravessa os anos 1980 – True Blue (1986), Like a Prayer (1989) -, explora a eletrônica na década de 1990 – Erotica (1992), Ray Of Light (1998) – e se parte em diferentes sonoridades, gêneros e possibilidades ao longo dos anos 2000 – Confessions On a Dance Floor (2005), Rebel Heart (2015). Na lista abaixo, um exercício – evidentemente particular – de organizar toda a discografia de estúdio da cantora – 13 álbuns -, do pior para o melhor lançamento. Aproveite os comentários para montar a sua lista de favoritos da cantora, organizando cada um dos trabalhos por ordem de preferência. Continue reading

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Sharer: “Into This Love”

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Mais conhecida como uma das co-fundadoras do Le Tigre e colaboradora em bandas como MEN e Peaches, a produtora JD Samson passou os últimos seis meses investindo em um novo projeto. Trata-se do Sharer, um duo de eletrônica/R&B que concentra boa parte da sonoridade pop explorada pela artista nos últimos trabalhos de estúdio, proposta evidente na recém-lançada Into This Love, mais recente trabalho ao lado do colaborador Nick van Hofwegen, principal responsável pelo projeto.

Dançante e comercial em relação ao último lançamento da dupla – o single Body Tonight -, Into This Love resgata com naturalidade boa parte dos exageros e melodias pop exploradas na cena nova-iorquina dos anos 2000. Basta uma rápida audição para lembrar de nomes como The Rapture, Scissor Sisters e Herculas and Love Affair. Uma coleção de temas e vozes que parecem encaixados de forma a grudar na cabeça do ouvinte logo em uma primeira audição.
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Sharer – Into This Love

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SOPHIE: “VYZEE”

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Samuel Long passou as últimas semanas brincando com o próprio público. Desde o anúncio do álbum Product, há pouco mais de um mês, o produtor britânico vem despejando uma sequência de faixas inéditas do esperado registro – também completo com músicas já conhecidas como Bipp, Lemonade e Hard. Entre faixas experimentais, caso da perturbadora L.O.V.E., e até canções “de amor”, como Just Like We Never Said Goodbye, é a recém-lançada VYZEE que reforça a essência pop do projeto.

Última composição inédita do disco que ainda não havia sido apresentada ao público, VYZEE traz de volta toda a euforia gerada há quase dois anos nas primeiras canções de SOPHIE. Difícil não lembrar da sonoridade pegajosa de Charli XCX e Liz, esta última, artista que trabalhou com o produtor em When I Rule the World. Pouco mais de três minutos de batidas e vocais coloridos que parecem grudar na cabeça.

Product (2015) será lançado no dia 27/11 pelo selo Numbers.

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SOPHIE – VYZEE

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Classixx: “Whatever I Want” (ft. T-Pain)

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Em 2013, Michael David e o parceiro de produção Tyler Blake fizeram do primeiro álbum de estúdio do Classixx, Hanging Gardens, um dos registros mais divertidos e dançantes daquele ano. Dois anos depois, a mesma sonoridade descompromissada da dupla, estímulo para o nascimento de faixas como All You’re Waiting For, volta a se repetir, base para a recém-lançada Whatever I Want, pareceria entre o duo californiano e o rapper T-Pain.

Batidas leves, ambientação quente, crianças cantando ao fundo e a habitual voz eletrônica do rapper. Durante pouco mais de três minutos, David e Blake finalizam uma faixa que poderia facilmente abastecer qualquer registro do Major Lazer. De fato, difícil não pensar na canção como uma reciclagem de conceitos que vai do comercial Peace is The Mission (2015), aos primeiros lançamentos do Passion Pit, proposta reforçada na versão instrumental que acompanha Whatever I Wantapresentada no Spotify.

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Classixx – Whatever I Want (ft. T-Pain)

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Ellie Herring: “Why’d You”

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É difícil estabelecer com exatidão qual será o caminho seguido pela produtora Ellie Herring a cada nova composição inédita. Responsável por uma das melhores canções de 2014, a delicada e climática Gem Landing, Herring, que atua na região de Lexington, no estado norte-americano do Kentucky, assume na recém-lançada Why’d You uma completa fuga dos experimentos eletrônicos, sempre contidos, testados em boa parte das faixas lançadas no último ano.

São quase quatro minutos de duração em que batidas quente, pequenos encaixes de voz e toda uma soma de colagens eletrônicas praticamente obrigam o ouvinte a dançar. Um meio termo entre os diálogos da norueguesa Annie com a eletrônica dos anos 1990 e o ritmo acelerado do canadense Dan Snaith dentro do projeto paralelo Daphni. Além da faixa, a produtora apresenta o clipe da canção, trabalho dirigido por Jessica Lester e Amber Herring.

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Ellie Herring – Why’d You

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Disco: “#1”, Jaloo

Jaloo
Nacional/Pop/Electronic
https://www.facebook.com/JalooMusic

 

Como escapar de um álbum cuja faixa de abertura já nasce como um convite? Impossível. “Ah! Vem pra cá / Balançar / Se acabar / Sente o som / Tudo é bom”, entrega o cantor e produtor paraense Jaloo na inaugural Vem. Escolhida para apresentar o primeiro registro de inéditas do artista original da cidade de Castanhal, região metropolitana de Belém, a faixa adornada por sintetizadores e vozes crescentes, mais do que um eficiente cartão de visita, indica a direção festiva, lisérgica e sempre colorida que orienta cada uma das 12 composições do debut #1 (2015, MonoStereo).

Björk, tumblr, anime, GIFs e tecnobrega. Nascido da reciclagem de temas e referências que cercam o cotidiano do artista, a obra que conta com direção artística de Carlos Eduardo Miranda (Raimundos, Nevilton) cresce como um assertivo jogo de exageros. Da imagem plastificada que estampa a capa do disco – similar ao trabalho de Jesse Kanda ao lado de artistas como FKA Twigs e Arca -, passando pelo encaixe cíclico dos versos, sempre pegajosos, Jaloo finaliza um disco que resume as últimas três décadas da música pop sem necessariamente perder a própria identidade.

Da década de 1980 chegam os sintetizadores e toda a manipulações pop que preenche as lacunas da obra. Extraído dos anos 1990, a influência confessa de veteranas como Björk, além, claro, as batidas e bases densas que ocupam o eixo final do disco, típicas do R&B. Ainda assim, vem da década de 2000 a principal fonte de inspirações do artista. Sia, Robyn, Vive La Fete, Crystal Castles e Grimes – esta última, satisfeita com a versão do cantor para Oblivion. Sobra até para uma rápida homenagem ao som da dupla The Knife nos sintetizadores de Chuva, praticamente uma adaptação de Silent Shout.

Curioso perceber como esse rico catálogo de referências em nenhum momento interfere na essência originalmente brega de Jaloo. “Ah! Dor! Ah! Dor! / Não me deixe, eu te imploro, fica / Me envolve, me conforta, fixa”, desaba o artista na melancólica  Ah! Dor!, composição que mesmo maquiada pelo uso de batidas e melodias “sofisticadas”, mantém firme a relação do produtor com a música paraense. Uma espécie de ponte conceitual entre os sentimentos que tanto sufocam o trabalho da islandesa Björk, mas que ao mesmo tempo servem para dançar na voz da conterrânea Joelma. Continue reading

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Annie: “WorkX2”

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Poucos dias após o lançamento de Cara Mia, Annie está de volta com mais uma composição inédita. Em WorkX2, uma das canções que abastecem o inédito Endless Vacation EP (2015), a cantora sueca e o parceiro de produção Richard X abraçam de vez a música eletrônica dos anos 1990, mergulhando de cabeça nas batidas, vozes e arranjos típicos do som explorada nas pistas de toda a Europa há mais de duas décadas. A própria capa do single, pensada como uma fita cassete parece reforçar a proposta do casal.

Enquanto Cara Mia segue contida e apaixonante até os últimos segundos, em WorkX2 percebemos a busca pelo oposto. Em um diálogo com veteranos como Black Box e Corona, Richard X e Annie finalizam uma faixa totalmente dançante, pop, como uma interpretação despretensiosa do mesmo material apresentado pela dupla no registro passado, o nostálgico The A&R EP (2013).

Endless Vacation EP (2015) será lançado no dia 16/10 pelo selo Pleasure Maters.

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Annie – WorkX2

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