Tag Archives: Dance

GL: “Hallucinate”

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Original da cidade de Melbourne, na Austrália, GL é um projeto de synthpop comandado pela dupla Graeme Pogson e Ella Thompson. Donos de um bem-sucedido catálogo de composições nostálgicas como Grip, Number One e todo o material distribuído nos últimos meses pelo selo local Plastic World, a dupla acaba de anunciar a chegada do primeiro álbum de estúdio, obra que chega até o público na segunda metade de julho.

Para anunciar o registro, Pogson e Thompson decidiram presentear o público com uma de suas melhores faixas até aqui. Trata-se de Hallucinate, música que emula os anos finais da década de 1980, incorporando elementos que seriam explorados com maior naturalidade no começo dos anos 1990. Um synthpop radiofônico, pegajoso, mas que abraça fortemente o R&B, principalmente na forma como batidas e vozes se entrelaçam durante toda a construção da faixa.

Touch (2016) será lançado no dia 15/07 pelo selo Midnight Feature/Plastic World.

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GL – Hallucinate

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Metronomy: “Night Owl”

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Com o lançamento de Old Skool e Back Together nas últimas semanas, os integrantes do Metronomy se concentraram em fazer o público dançar. Dos scratches de Master Mike, um dos integrantes do Beastie Boys, ao refrão pegajoso de ambas composições, mais uma vez o grupo britânico apontou em direção às pistas e acertou, preparando o terreno para a chegada de Summer 08 (2016), novo álbum de inéditas da banda.

Em Night Owl, oitava faixa do disco e mais recente single da banda, um novo caminho. Inicialmente serena, a canção escapa do jogo de batidas e versos fortes das duas últimas faixas da banda para revelar ao público um som marcado pelo uso de boas melodias. Uma fuga do som propositadamente instável de Back Together – faixa que replica uma série de conceitos inicialmente testados pelo Talking Heads –, e a passagem para uma espécie de refúgio dentro do novo disco.

Summer 08 (2016) será lançado no dia 07/01.

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Metronomy – Night Owl

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Resenha: “Muzik”, Delorean

Artista: Delorean
Gênero: Electronic, Alternative, Dance
Acesse: https://www.facebook.com/dlrean

 

Com o lançamento de Apar, em 2013, os integrantes do Delorean pareciam decididos a explorar um som cada vez mais pop, comercial, como uma nova interpretação da mesma eletrônica autoral explorada nos essenciais Ayrton Senna EP (2009) e Subiza (2010). Entretanto, interessante encontrar no recém-lançado Muzik (2016, Phlex), sexto álbum de estúdio do quarteto espanhol, uma espécie de regresso ao mesmo universo de temas e referências incorporadas há meia década.

Livre de canções pegajosas e possíveis participações – como Caroline Polachek, vocalista do Chairlift e colaboradora de duas composições no álbum entregue há três anos –, Muzik se concentra na ativa relação entre os integrante da banda. Trata-se de uma obra coesa, como se cada faixa servisse de base para a canção seguinte, proposta que se reforça na forte similaridade dos sintetizadores e vozes que flutuam da abertura do disco, em Epic, até a chegada derradeira Parrhesia.

Faixa-título do disco e canção escolhida para anunciar o trabalho há poucos meses, Muzik inicialmente dança em meio a sintetizadores contidos e batidas limpas, porém, cresce lentamente, revelando ao público um segundo ato marcado pelo uso dançante dos arranjos. A mesma estrutura acaba servindo de base para outras canções ao longo da obra. Músicas como a inaugural Epic e Closer que preparam o caminho para uma explosão de sons e cores.

Levemente nostálgico, o registro de nove faixas talvez seja a trabalho em que a herança musical do grupo espanhol se revela com maior naturalidade. Difícil não lembrar da boa fase do New Order em faixas como Both e Push, composições que dialogam diretamente com a música produzida na segunda metade dos anos 1980. Um jogo de sintetizadores pulsantes, levemente embriagado pelas emanações da cena Balearic, outra grande influência dentro dos trabalhos do Delorean. Continue reading

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Disclosure: “Moog For Love EP”

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Com o lançamento de Caracal no último ano, os irmãos Guy e Howard Lawrence pareciam em busca de um som cada vez mais comercial, pop e, consequentemente, óbvio. Uma fuga da eletrônica essencialmente detalhista do elogiado Settle, obra que apresentou o trabalho da dupla britânica e um dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2013. Curioso encontrar no recém-lançado Moog For Love EP (2016) o mesmo cuidado que marca as canções originalmente produzidas pela dupla há três anos.

São apenas três composições – BOSS, Feel Like I Do e Moog For Love –, material suficiente para que os irmãos mergulhem de cabeça nas pistas dos anos 1990, apresentem uma bem-sucedida parceria com o veterano da soul music Al Greene e, naturalmente, sejam capazes de convidar o ouvinte a dançar. O álbum ainda conta com uma rápida colaboração do DJ inglês Eats Everything na faixa-título do trabalho, fechando a curta obra com acerto.

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Disclosure – Moog For Love EP

 

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Resenha: “Faraway Reach”, Classixx

Artista: Classixx
Gênero: Electronic, Dance, Alternative
Acesse: http://classixx.la/

 

Três anos após o lançamento do primeiro álbum de estúdio, Hanging Gardens (2013), Michael David e o parceiro de produção Tyler Blake continuam a produzir o mesmo som pegajoso que originalmente apresentou o trabalho do Classixx. Em Faraway Reach (2016, Innovative Leisure), segundo e mais novo registro de inéditas da dupla californiana, batidas, vozes e sintetizadores se projetam de forma a arrastar o ouvinte para as pistas, despejando uma sequência de composições essencialmente dançantes.

Anunciado em novembro do último ano, durante o lançamento de Whatever I Want, Faraway Reach parece seguir a trilha da canção produzida em pareceria com o rapper T-Pain. Da construção das batidas ao toque ensolarado que caracteriza toda a base instrumental do disco, David e Blake finalizam um registro quente, uma espécie de trilha sonora para o verão estadunidense, atualizando o bem-sucedido catálogo de hits entregue pela dupla em 2013.

Menos frenético em relação ao trabalho executado em Hanging Gardens, com o novo álbum, a dupla californiana se esquiva de faixas como All You’re Waiting For, bem-sucedida colaboração com Nancy Whang, para focar na produção de músicas que mesmo dançantes, assumem um conceito leve, deliciosamente pop. Uma constante sensação de Long Lost, canção assinada em parceria com Patrick Grossi, do Active Child, parece serve de base para grande parte das canções em Faraway Reach.

Obra de colaborações, o álbum se abre para a chegada de um novo time de artistas. Em Safe Inside, terceira faixa do disco, a produção de um som doce, levemente melancólico, como se a dupla californiana buscasse confortar o convidado Michael Angelakos, vocalista e líder do Passion Pit. O mesmo conceito volta a se repetir em Just Let Go, parceria com o cantor/produtor Tom Krell e uma composição que poderia facilmente ser encontrada no último álbum de inéditas do How to Dress Well, “What Is This Heart?”, de 2014. Continue reading

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CHVRCHES: “Bury It” (ft. Hayley Williams)

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O que acontece quando você une o trio escocês CHVRCHES com a cantora norte-americana Hayley Williams, do Paramore? A resposta está em Bury It. Mais recente criação do grupo de Glasgow, a canção foi produzida especialmente para a reedição de Every Open Eye, segundo registro de estúdio da banda e obra originalmente lançada em setembro do último ano, mas que conta com uma edição especial prevista para os próximos meses.

Na canção, Williams e Lauren Mayberry, vocalista do CHVRCHES se completam, duelando contra a sequência de sintetizadores lançados pelos produtores Iain Cook e Martin Doherty. Musicalmente, uma extensão declarada do material apresentado no último em faixas como Leave a Trace e, principalmente, na frenética Clearest Blue, composição que conta com batidas e melodias bem similares ao som que cresce em Bury It.

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CHVRCHES – Bury It (ft. Hayley Williams)

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Savoy Motel: “Souvenir Shop Rock”

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É difícil não ser atraído pelo trabalho da banda Savoy Motel. Original da cidade de Nashville, capital mundial da Country Music, o grupo norte-americano parece seguir um caminho contrário em relação ao material produzido por grante parte das bandas e artistas locais. Com um ótimo single em mãos, Hot One, faixa lançada em abril deste ano, o quarteto reforça a própria sonoridade dançante e nostálgica com a entrega de mais uma criação inédita: Souvenir Shop Rock.

Guitarras repletas de groove, metais, vozes equilibradas e o ritmo crescente dos vocais lentamente transportam o ouvinte para algum clube de dança no final dos anos 1970. Um disco-rock pegajoso, acessível, bastante similar ao material produzido pelo grupo californiano Free Energy em músicas como Bang Pop. A canção conta com lançamento pelo selo What’s Your Rupture?, casa de projetos como Royal Headache e Parquet Courts.

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Savoy Motel – Souvenir Shop Rock

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Tegan and Sara: “Stop Desire”

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As irmãs Tegan e Sara Quin têm se esforçado bastante para a divulgação do novo álbum de inéditas, Love You To Death (2016). Como se não bastasse a responsabilidade por uma das melhores – se não a melhor – música pop do ano, Boyfriend, o duo canadense vem presenteando o público com uma seleção de faixas essencialmente pegajosas. É o caso da “oitentista” U-Turn, a adorável 100x e seu clipe repleto de cachorros e a recém-lançada Stop Desire.

Síntese do lado mais pop da dupla canadense, a canção de batidas e vozes quentes nasce como um convite para as pistas, uma continuação explícita do material produzido anteriormente no álbum Heartthrob, de 2013. Difícil passar pela canção e não sair com o refrão pegajoso grudado na cabeça. Apenas mais um componente da imensa fábrica de hits que a dupla vem produzindo desde que assumiu uma nova postura musical no começo da presente década.

Love You To Death (2016) será lançado no dia 03/06 pelo selo Warner Bros.

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Tegan and Sara – Stop Desire

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NAO: “Fool To Love” (VÍDEO)

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Dona de uma das melhores composições de 2015, Bad Blood, e também responsável pelo ótimo February 15 EP, a cantora, produtora e compositora britânica NAO deve lançar o primeiro álbum da carreira pelos próximos meses. Enquanto o registro, que será lançado pelo próprio selo da artista, Little Tokyo Recordings, não é apresentado oficialmente ao público, a melhor forma de se contentar é com a recém-lançada Fool To Love.

Entregue ao público para celebrar a nova série de shows da cantora, a faixa de batidas dançantes e explícita relação com a música pop mostra o lado comercial de NAO. Uma coleção de batidas limpas, íntimas do mesmo universo de AlunaGeorge, Disclosure e outros representantes do future garage britânico. Nos versos, um completo distanciamento da lírica provocativa ressaltada em February 15 EP, autorizando a cantora a discutir a própria vida sentimental em uma faixa que parece feita para grudar na cabeça do ouvinte. Assista ao clipe da canção:

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NAO – Fool To Love

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Roosevelt: “Colours / Moving On” (VÍDEO)

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Em 2013, o produtor alemão Marius Lauber conseguiu chamar a atenção de muita gente. Com o lançamento de faixas como Montreal, Elliot e Around You, o artista original da cidade de Colônia criou uma ponte curiosa entre a Disco Music e a mesma sonoridade empoeirada de grandes nomes da Chillwave – principalmente Toro Y Moi e Neon Indian. Agora é hora de ter acesso ao primeiro registro de estúdio do produtor como Roosevelt, uma obra homônima que se apresenta oficialmente com o clipe de Colours / Moving On.

Duas das composições que abastecem o aguardado registro, as faixas delicadamente se amarram nas imagens assinadas pelo diretor Elliott Arndt, reforçando parte da estética dançante e inspirações nostálgicas de Lauber. Musicalmente, um curioso encontro entre o Daft Punk da fase Random Access Memories (2013) e o Cut Copy de obras como In Ghost Colours (2008) e Zonoscope (2011).

Roosevelt (2016) será lançado no 19/08 pelo selo Greco-Roman/City Slang.

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Roosevelt – Colours / Moving On

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