Tag Archives: Dance

Cozinhando Discografias: Hot Chip

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A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em analisar todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático. No cardápio de hoje: Hot Chip. Continue reading

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CHVRCHES: “Leave A Trace” (VÍDEO)

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Você não precisa ir além da capa de Every Open Eye (2015) – imagem acima – para perceber quais são as inspirações do segundo álbum da banda britânica CHVRCHES. Nitidamente inspirada no clássico Power, Corruption & Lies (1983), do New Order, a imagem funciona como pista para a busca por som nostálgico, carregado de sintetizadores e melodias típicas dos anos 1980, conceito que serve de base para a inédita Leave A Trace, primeiro single do novo registro em estúdio do trio de Glasgow.

De natureza melancólica, a faixa sustenta na voz doce de Lauren Mayberry uma típica peça de separação, encontrando no uso de melodias alongadas e batidas pontuais uma explícita relação com o R&B, marca que separa o novo (e ainda inédito) disco do antecessor The Bones of What You Believe (2013). Além da nova faixa, o grupo – completo com os produtores Iain Cook e Martin Doherty – ainda reserva uma sequência de 10 faixas inéditas, todas, como dito em entrevista, movidas pelo mesmo teor entristecido da presente composição. Assista abaixo ao clipe da canção.

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Leave A Trace

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CHVRCHES: “Never Ending Circles”

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Leave A Trace mostrou um CHVRCHES diferente. Longe das melodias e sintetizadores fáceis que lançaram o trio britânico em 2013, a primeira faixa inédita do segundo álbum da banda, Every Open Eye (2015), trouxe maior espaço para a poesia de Lauren Mayberry, decisão que obrigou a dupla Iain Cook e Martin Doherty a se afastar (temporariamente) das pistas. Com a chegada de Never Ending Circles, o nascimento de uma faixa tão poderosa e dançante quanto as canções que preenchem o rico arsenal de The Bones of What You Believe (2013).

Típica composição do CHVRCHES, a faixa montada em cima de sintetizadores pegajosos e vocal direto aos poucos resgata o lado mais pop do trio. Ainda que as confissões de Mayberry cresçam ao fundo da canção, a busca por um som descomplicado, comercial, aproxima a banda do público médio, resultando em uma peça tão dançante, quanto reflexiva. Se Every Open Eye já começa assim, imagine o restante do trabalho.

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Never Ending Circles

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Kero Kero Bonito: “Chicken”

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É praticamente impossível escapar das melodias pop, vocais excêntricos e temas pegajosos lançados pelo trio britânico Kero Kero Bonito. Meses após o lançamento do último single da banda, o excelente Picture This, Sarah Midori Perry, Gus Lobban e Jamie Bulled estão de volta para presentear o público com mais uma composição tão estranha quanto pronta para as pistas, a divertidíssima e inédita Chicken.

Menos “conceitual” em relação aos primeiros lançamentos do trio, a nova faixa encontra no tom bem-humorado um verdadeiro acréscimo para o trabalho da banda. Sintetizadores marcados pela nostalgia, ruídos pueris, batidas típicas dos anos 1990 e os tradicionais versos bilingues do projeto – ora em japonês, ora em inglês. Um meio termo entre o Cansei de Ser Sexy do primeiro disco e a música tema do seriado Um Maluco no Pedaço. Com download gratuito pelo Soundcloud, a canção pode ser apreciada na íntegra logo abaixo.

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Kero Kero Bonito – Chicken

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Escort: “Animal Nature”

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Com um único disco lançado em 2011 e faixas avulsas que se acumulam desde o fim da década passada, já estava mais do que na hora da banda nova-iorquina Escort apresentar o segundo álbum de inéditas. Depois de apresentar as ótimas Barbarians e Cabaret, o projeto comandado por Dan Balis, Eugene Cho e Adeline Michele descansou, voltando somente agora para anunciar a chegada de toda uma nova sequência de músicas pelo álbum Animal Nature (2015).

Recheado com 10 composições inéditas, o álbum carrega na recém-lançada faixa-título toda a essência do trabalho da banda. Sintetizadores que evocam a década de 1980, arranjos funkeados dos anos 1970 e a voz precisa de Adeline Michele, confortavelmente inserida no mesmo ambiente criativo de nomes como Grace Jones e Donna Summer. Uma composição que, mesmo livre de um refrão eficiente ou mesmo elementos caricatos, parece capaz de seduzir o ouvinte, atraindo sem dificuldades até o último segundo.

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Escort – Animal Nature

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Skylar Spence: “Affairs”

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Com o lançamento de Can’t You See, em meados de junho, Ryan DeRobertis conseguiu criar bastante expectativa para o projeto Skylar Spence. Novo pseudônimo escolhido pelo produtor nova-iorquino, também responsável pelo Saint Pepsi, o projeto que flerta com a música Disco, Chillwave e Future Pop deve ter o primeiro disco apresentado nos próximos meses, Prom King (2015), solucionando na recém-lançada Affairs uma eficiente continuação do single anterior.

Versão menos intensa do último trabalho do produtor, a nova faixa joga com elementos típicos da eletrônica empoeirada que tomou conta dos Estados Unidos desde o final da última década. Um meio termo entre o som dançante e os vocais enevoados de Washed Out, semelhança que ultrapassa a similaridade entre as vozes de Spence e Ernest Greene, solucionando uma música tão próxima das pistas, quanto relaxante, íntima de obras como Within and Without (2011).

Prom King (2015) será lançado no dia 18/09 pelo selo Carpark.

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Skylar Spence – Affairs

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CHVRCHES: “Leave A Trace”

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Você não precisa ir além da capa de Every Open Eye (2015) – imagem acima – para perceber quais são as inspirações do segundo álbum da banda britânica CHVRCHES. Nitidamente inspirada no clássico Power, Corruption & Lies (1983), do New Order, a imagem funciona como pista para a busca por som nostálgico, carregado de sintetizadores e melodias típicas dos anos 1980, conceito que serve de base para a inédita Leave A Trace, primeiro single do novo registro em estúdio do trio de Glasgow.

De natureza melancólica, a faixa sustenta na voz doce de Lauren Mayberry uma típica peça de separação, encontrando no uso de melodias alongadas e batidas pontuais uma explícita relação com o R&B, marca que separa o novo (e ainda inédito) disco do antecessor The Bones of What You Believe (2013). Além da nova faixa, o grupo – completo com os produtores Iain Cook e Martin Doherty – ainda reserva uma sequência de 10 faixas inéditas, todas, como dito em entrevista, movidas pelo mesmo teor entristecido da presente composição.

Every Open Eye (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo GlassNote.

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CHVRCHES – Leave A Trace

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Disco: “Emotion”, Carly Rae Jepsen

Carly Rae Jepsen
Pop/Synthpop/R&B
https://www.carlyraemusic.com/

Quem se deixou guiar apenas por Call Me Maybe ou, pelo mesmo motivo, torceu o nariz para o segundo álbum solo de Carly Rae Jepsen, talvez tenha deixado passar um dos grandes exemplares da música pop recente. Por trás do romantismo plástico de Kiss (2012), um time seleto de produtores e a confessa necessidade da artista em brincar com o gênero, adaptando referências espalhadas por toda a década de 1980. Exagero em torno de uma “simples cantora pop”? Então como explicar a coleção de acertos e composições também radiantes de Emotion?

Terceiro registro em estúdio da artista canadense, o novo trabalho segue a cartilha de um típico registro pop: um arrasa quarteirão para as pistas de dança (I Really Like You), uma dobradinha de composições capazes de estender a permanência da jovem nas paradas de sucesso (Gimmie Love, Your Type), além, claro, de uma melancólica balada romântica (All That). Faixas de natureza radiofônica, comerciais, porém, alicerçadas em cima de um abrangente catálogo de referências.

Em entrevista à revista Billboard, Jepsen apontou nomes como “Robyn, Kimbra, La Roux e Dragonette” entre as principais influências do novo álbum. Artistas de fato centradas na música pop, porém, alheias ao som fabricado em grande parte dos estúdios norte-americanos. Bastam os saxofones nostálgicos de Run Away With Me, música de abertura do presente disco, para perceber o quanto Jepsen mantém distância desse cenário, buscando em conceitos, temas instrumentais e disputados produtores da “cena alternativa” uma espécie de novo refúgio criativo.

Do time original de produtores que acompanharam Jepsen em Kiss, poucos sobreviveram. Para ocupar a lacuna, “novatos” como Ariel Rechtshaid (Haim, Sky Ferreira), Devonté Hynes (Blood Orange) e Rostam Batmanglij (Vampire Weekend, Discovery). Mesmo na construção das faixas mais pegajosas do disco, como I Really Like You e Your Type, a busca da cantora por produtores e compositores alheios ao cenário estadunidense serve de estímulo para o nítido toque de renovação da obra. São veteranos da música sueca – como Rami Yacoub, Carl Falk e Peter Svensson – e até conterrâneos da cena indie canadense – caso de Zachary Gray (The Zolas) e Ajay Bhattacharyya (Data Romance). Continue reading

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DJ-Kicks: 10 Discos Essenciais

Lançada em 1995 pelo selo germânico !K7 Records, a série DJ-KiCKS é de longe um dos projetos mais importantes (e versáteis) da música eletrônica atual. Originalmente pensada como um resumo da cena Techno/House que se espalhava pela Europa na década de 1990, a seleção de obras lentamente expandiu seus conceitos, absorvendo diferentes panoramas, gêneros e preferências musicais em mais de 20 anos de produção. Entre trabalhos assinadas por produtores (Four Tet, Carl Craig), músicos (Erlend Øye, Annie) e até mesmo bandas (Hot Chip, Chromeo), a série acaba ter o 50º registro apresentado ao público. Para celebrar a sequência de lançamentos, um resumo com 10 discos essenciais do catálogo DJ-KiCKS. Continue reading

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Santigold: “Radio”

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Master of My Make-Believe pode não ter repetido o mesmo sucesso e rico acervo de composições do inaugural Santogold (2008), entretanto, está longe de parecer um tropeço dentro da curta trajetória de Santi White. De fato, são as mesmas batidas e arranjos testados no álbum de 2012 que servem de base para o mais novo trabalho da artista nova-iorquina, a recém-lançada (e intensa) Radio.

Escolhida para integrar a trilha sonora de Cidades de Papel (Paper Town), filme inspirado na obra homônima do escritor John Green, a recente faixa curiosamente remete ao acervo de outra película baseada nos trabalhos de Green, A Culpa é das Estrelas (2014). Das batidas ao vocal pegajoso, difícil não lembrar de Boom Clap, da cantora britânica Charli XCX e uma clara referência para o novo trabalho de Santigold. Além da nova música, ao que tudo indica, a cantora deve apresentar um novo álbum pelos próximos meses.

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Santigold – Radio

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