Tag Archives: Dance

Cozinhando Discografias: Talking Heads

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Em um cenário dominado por bandas como Blondie, Television e Ramones, a nova-iorquina Talking Heads se destacou com naturalidade pelo caráter plural da própria obra. Com oito registros em estúdio e uma produção que se estender entre 1975 e 1991, a banda formada por David Byrne, Chris Frantz, Tina Weymouth e Jerry Harrison é a base para grande parte dos projetos lançados na época, bem como para boa parte da geração de artistas nascidos nos anos 2000. Fonte criativa para projetos como Arcade Fire, Vampire Weekend e Radiohead, o quarteto nova-iorquino é o novo escolhido em nossa seção, tendo toda a discografia organizada desde o debut, Talking Heads: 77, ao álbum de encerramento, Naked (1988). Continue reading

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Cozinhando Discografias: The Killers

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Bastou ao The Killers o lançamento do primeiro álbum de estúdio, Hot Fuss (2004), para que a banda se transformasse em um dos maiores fenômenos da música nos anos 2000. Formado na cidade de Las Vegas, o grupo composto por Brandon Flowers, Dave Keuning, Mark Stoermer e Ronnie Vannucci, Jr. encontrou no passado a base para a própria sonoridade. Inspirado pelo trabalho de bandas como U2, New Order, The Cure e outros gigantes da década de 1980, o quarteto é um dos responsáveis pela volta de um rock dançante e recheado por sintetizadores, premissa para cada um dos discos organizados em nosso especial. Continue reading

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Moko: “With You”

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Meio termo entre o som pop exaltado por La Roux com Trouble In Paradise e a sobriedade que acompanha a presente fase de Jessie Ware, a londrina Moko busca conforto na versatilidade. Depois de passear pelo R&B de forma nostálgica em Honey Cocaine, a artista britânica reforça agora a relação com as pistas Gold EP, trabalho que chega no dia oito de setembro e parece ser a apresentação definitiva da cantora.

Exemplo eficiente do material que vem sendo preparado para registro, a inédita With You arrasta o público para a pista sem fugir do antigo território de Moko: os anos 1990. Produzida por Two Inch Punch, a faixa parece ter escapado do clássico Dreamland, registro de estreia do coletivo Black Box e um prato cheio para a presente fase da artista inglesa.

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Moko – With You

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Daniel Wilson: “Killed Ya”

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Do EP Young Rubbish (2014), apresentado há poucos meses, até a chegada da recente Killed Ya, pouco permanece estável dentro da obra de Daniel Wilson. Original de Detroit, nos Estados Unidos, o cantor, compositor e produtor parece assumir a cada novo registro um ponto intencional de transformação, efeito comprovado na mudança entre o Folk-Eletrônico dos primeiros singles (no melhor estilo Fleet Foxes e Sufjan Stevens), para o caráter comercial da nova música.

Entre adaptações capazes de esbarrar na obra de TV On The Radio, Gnarls Barkley e até nos novatos do Jungle, Wilson transforma Killed Ya em um verdadeiro arrasa-quarteirões melódico e essencialmente dançante. Um acervo enorme de referências que apontam tanto para a década de 1980, como para o rock dos anos 2000 – território livre para as vocalizações sempre carregadas de acerto. Apresentada pelo selo Zap Records, a canção é parte do novo EP do artista, ainda sem data de lançamento.

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Daniel Wilson – Killed Ya

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Death From Above 1979: “Trainwreck 1979″

DFA

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Em 2004, enquanto o dance-punk invadia as pistas de dança e o trabalho de grupos como Franz Ferdinand e LCD Soundsystem, os canadenses do Death from Above 1979 pareciam assumir um lugar de destaque. Cruzando elementos da eletrônica com a crueza do Punk Rock, Sebastien Grainger e Jesse F. Keeler encontraram a base para o debut You’re a Woman, I’m a Machine, um dos exemplares mais intensos daquele ano e a passagem para o novo lançamento da dupla: Trainwreck 1979.

Primeira composição inédita da banda, a faixa abre as portas do aguardado The Physical World (2014), o primeiro registro de inéditas do DFA1979 em mais de uma década. Apresentada no programa de Zack Lowe, na BBC Radio 1, a enérgica criação pode ser apreciada na íntegra por aqui. Basta adiantar a gravação até o ponto 1:53:50 e se deliciar com o regresso do duo canadense. Para os novatos que ainda desconhecem a banda, vale conhecer o álbum de 2004 no player abaixo.

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Death from Above 1979 – You’re a Woman, I’m a Machine

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Samples & Noodles #12

Por: Rafael HysperSamples

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São Paulo vem revelando uma cena cada vez mais criativa, autêntica e que em nada deve ao panorama estrangeiro. Foi justamente essa transformação recente e preferências partilhadas entre produtores locais que fez nascer o Gop Tun. Naturalmente versátil, o coletivo vai além do próprio time de DJs, abraçando duas bandas – Hatchets e Schoolbell. Misturando toda essa “energia da pista” e ideias convergentes, o grupo deu vida ao Gop Towers, uma série de EPs virtuais que resumem parte do esforço coletivo de seus autores. Com a chegada do quarto e mais recente lançamento da série, o ouvinte encontra duas faixas autorais, além de duas versões para o trabalho de The National e Caribou. Gosta de nu-disco, deep house e techno? Então experimente.

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O produtor carioca Cybass está de volta. Depois de lançar o EP Hop It pelo selo Beatwise Recordings em julho de 2013, o artista aparece agora com o segundo e mais novo EP – desta vez entregue pelo selo britânico Lost Tribe Records. Mais complexo e volúvel do que o trabalho anterior, as cinco faixas do registro reverberam como um encontro entre elementos dos filmes de ficção cientifica com sons jamaicanos. O trabalho fica ainda mais atrativo com a participação de velhos colaboradores do artista, como CESRV, MJP e Sants. Longe do Drum & Bass das primeiras músicas, Cybass segue investindo cada vez mais no Future Beat.

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Castelan é um produtor nascido em Criciúma, Santa Catarina, mas que atualmente reside na cidade de Porto Alegre. Suas faixas seguem o mesmo clima do R&B “alternativo”, típico de nomes como XXYYXX, Giraffage e Zodiac, mas com pequenos acréscimos de Chillout. Fazendo valer o título do novo EP, Recycle (2014), Castelan usa do trabalho para reciclar uma série de demos e composições antigas. Pequenas ideias agrupadas em um trabalho de gente grande. Com lançamento pelo selo gaúcho NAS, o catarinense/gaúcho entrega um eficiente resumo de si próprio, reservando um novo álbum autoral pras próximas semanas.

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Também do Sul do país, mas agora na cidade de Joinville, o jovem produtor Rheg, membro do selo Winter Club Records, traz seu novo single. Jellyfish Hunt segue a identidade musical do produtor, que mistura e recria sons com base em estilos como Future Beat, Garage e Jersey Club. Apesar de novo, Rheg já lançou diversas musicas nos últimos meses, além de ter participado da ultima compilação do coletivo Brazilian Disco Club. Além do projeto solo, Rheg investe em outros projetos paralelos, como o animadíssimo ASShake, desenvolvido ao lado do amigo e produtor Mixdude.

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Music Go Music: “Nite After Nite”

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Não é preciso muito esforço para perceber qual é a base do trabalho sustentado pelo Music Go Music. Lançado no fim da década passada pelo trio Torg, Gala Bell e Kamar Maza, o grupo de Los Angeles, Califórnia, encontra nas diferentes variações da música pop dos anos 1970 o sustento para a própria obra. Depois de um bom disco lançado há cinco anos, Expressions (2009), é hora de ser apresentado ao segundo registro da banda, Impressions (2014), trabalho que abre com a pegajosa Nite After Nite.

Na contramão de grupos como Glass Candy, Chromatics e outros artistas que mantém na relação com o período um estágio de letargia, o trio californiano parece seguir o mesmo espírito do Daft Punk em Random Access Memories. Guitarras convidativas, sintetizadores que estimulam a dança e uma curiosa lembrança do ABBA que imediatamente obriga o ouvinte a movimentar os ombros. O novo disco estreia oficialmente no dia 19 de agosto.

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Music Go Music – Nite After Nite

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Blood Orange: “You’re Not Good Enough”

Blood Orange

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Recentemente Dev Hynes foi convidado a assumir a produção da trilha sonora de Palo Alto, filme roteirizado pelo ator James Franco e estreia na direção de Gia Coppola. Além de emprestar uma série de composições lançadas no último ano em Cupid Deluxe (2013), último álbum do Blood Orange, o músico norte-americano/britânico trouxe apresentou recentemente a inédita April’s Bathroom Bummer. Faixa produzida exclusivamente para o filme de Coppola. A relação com a jovem diretora, sobrinha de Sofia e neta de Francis Ford Coppola, foi além da película, tanto que Hynes convidou a colega de trabalho para a direção de seu novo clipe: You’re Not Good Enough.

Possivelmente a composição mais conhecida do músico, o nostálgico hit carrega nas imagens o mesmo visual assumido no vídeo de Time Will Tell, de 2013. Entretanto, desta vez Hynes não está sozinho em sua coreografia, aparecendo acompanhado por um time de dançarinas, além, claro, de Samantha Urbani, vocalista do Friends, backing vocal em Cupid Deluxe e atual namorada do cantor. Brega e chique, o registro pode ser assistido na íntegra logo abaixo.

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Blood Orange – You’re Not Good Enough

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La Roux: “Tropical Chancer”

La Roux

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Enquanto Let Me Down Gently anunciou a completa mudança estética de Elly Jackson em Trouble In Paradise (2014), segundo e ainda inédito disco do La Roux, Uptight Downtown identificou o contrário. Orientada pelo mesmo espírito que acompanhou a cantora no trabalho de estreia, em 2009, a faixa é um completo diálogo com a década de 1980. No meio dessas pequenas divisões, Jackson parece ter encontrado um meio termo perfeito com a chegada de Tropical Chancer, terceiro e mais novo single do álbum.

De um lado, o manuseio nostálgico dos sintetizadores, íntimos da sonoridade alcançada nas primeiras canções da artista. No outro lado, a leveza dos arranjos, típicos da recente aproximação do La Roux com a eletrônica dos anos 1990. Inofensiva, a canção é uma das nove faixas inéditas que recheiam o novo disco, previsto para estrear oficialmente no dia sete de julho.

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La Roux – Tropical Chancer

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Giorgio Moroder: “Giorgio’s Theme”

Adult Swim

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Foi dada a largada para mais uma edição do projeto Adult Swim Singles, uma das melhores coletâneas da cena alternativa atual. Seguindo a trilha das edições anteriores, semanalmente um grande site de música norte-americano apresenta uma composição inédita relacionada ao projeto. Para a edição 2014 da série, foram escolhidos desde nomes de peso do Hip-Hop (Run The Jewels, Future), passando por gigantes do Metal (Deafheaven, Mastodon), até artistas centrados na música experimental (Fatima Al-Qadiri, Tim Hecker). Entretanto, para inaugurar a nova safra do projeto, a responsabilidade foi parar nas mãos do veteranos Giorgio Moroder.

Redescoberto pelo público desde a parceria com o Daft Punk em Random Access Memories (2013), o gênio da Italo-Disco usa da extensa Giorgio’s Theme como uma fina tradução de toda sua obra. Com mais de sete minutos de duração, a faixa atravessa os anos 1970 até alcançar o presente em um misto de nostalgia e novidade. Guiada até o fim pelos sintetizadores, a frenética canção funciona perfeitamente dentro e fora das pistas, reforçando (mais uma vez) a capacidade de Moroder em prender as atenções dos ouvintes.

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Giorgio Moroder – Giorgio’s Theme

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