Tag Archives: Dance

Disclosure: “Latch” (Feat. Schoolboy Q) (Remix)

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Das canções que recheiam Settle (2013), álbum de estreia do Disclosure, Latch parece ser a que mais seduziu o grande público. Em um lugar de destaque em diferentes paradas de sucesso e boa recepção em qualquer festa – experimente discotecar ela -, a parceria entre os irmãos Howard e o cantor Sam Smith resume de forma significativa todo o acervo “pop” da obra – uma imensa homenagem aos sons que marcaram a década de 1990. E que tal uma versão da mesma faixa em parceria com o rapper Schoolboy Q?

Por mais inusitado que possa parecer o encontro, é exatamente isso o “quarteto” apresenta na atual versão de Latch. Ainda que siga o ritmo natural da faixa, o “remix” abre espaço na chegada do último refrão para que os versos do rapper norte-americano tenham destaque. Uma interferência rápida, porém, satisfatória. Enquanto o Disclosure segue na produção do novo álbum de Mary J. Blige, Schoolboy Q continua com a divulgação de Oxymoron (2014), trabalho apresentado no começo do ano.

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Disclosure – Latch (Remix) (Feat. Schoolboy Q)

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Fool’s Gold: “I’m In Love”

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Poucos grupos representam tão bem o rótulo de “tropical” quanto a californiana Fool’s Gold. São dois bons discos de estúdio – como Leave No Trace (2011) -, uma sequência de faixas e clipes coloridos e todo um acervo que parece feito para animar o dia de qualquer um. Quase uma década de referências e temas autoriais que podem ser resumidos com naturalidade no interior do mais novo single da banda, o solar I’m In Love.

Naturalmente indicado ao público que acompanha o trabalho de Vampire Weekend (do primeiro álbum) e Talking Heads (principalmente a partir do álbum True Stories, de 1986), a presente canção pode até “desacelerar” quando próxima de outros projetos do quinteto, porém, mantém firme a mesma essência da banda. Seis minutos de batuques, guitarras dançantes, linha de baixo pegajosa e a voz preguiçosa/chapada de Luke Top. Além da nova faixa – caminho para o inédito Flying Lessons, terceiro registro de estúdio da banda -, o grupo convidou a dupla Poolside para desenvolver um remix da nova faixa, resultando em uma criação ainda mais litorânea e “veranil”.

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Fool’s Gold – I’m In Love / I’m In Love (Poolside Remix)

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YACHT: “Where Does This Disco?”

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Em 2014 Super Warren MMIV (2004), registro de estreia da dupla norte-americana YACHT completa dez anos de lançamento. Ainda que a sonoridade lançada por Jona Bechtolt e Claire L. Evans tenha se transformado de maneira evidente ao longo dos anos, um aspecto permanece ativo dentro da proposta do casal: fazer o ouvinte dançar. Precisa de uma prova disso? Que tal a recém-lançada Where Does This Disco?

Mais recente trabalho da dupla, a nova faixa está longe de anunciar um novo disco do YACHT, “apenas” uma nova turnê pelos Estados Unidos. Além da canção – uma declaração de amor aos CDs -, o duo também apresenta um satisfatório remix para a composição, trabalho assinado pelo versátil Jerome LOL. Disponíveis para audição, as duas faixas podem ser apreciadas na íntegra logo abaixo. Lançado em 2011 pela DFA Records, Shangri-La é o último grande lançamento de estúdio do YACHT.

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YACHT – Where Does This Disco? / Where Does This Disco? (Jerome LOL Remix)

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TV On The Radio: “Happy Idiot”

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O lançamento de Mercy no último parecia resumir de forma notável o caminho para Seeds (2014), o novo álbum de estúdio do TV On The Radio. Guitarras velozes, versos pegajosos e uma interpretação ainda mais dançante do Indie Rock assinado pela banda desde o hit Wolf Like Me – referência típica nos trabalhos produzidos por Dave Sitek. Com a chegada de Happy Idiot, as mesmas preferências não apenas se confirmam, como revelam um coletivo ainda mais pop e pronto para as pistas.

Rápida, a canção de apenas três minutos mergulha no mesmo universo de It’s Blitz! (2009), terceiro disco de estúdio do Yeah Yeah Yeahs e obra co-produzida pelo próprio Sitek. Uma sequência rápida de guitarras, batidas e versos que colidem as vozes de Tunde Adebimpe e Kyp Malone; referências assertivas para quem se interessa pelas criações menos complexas do grupo nova-iorquino. Previsto para estrear no dia 18 de novembro pelo selo Harvest, Seeds é o primeiro álbum da banda desde a morte do baixista Gerard A. Smith, em 2011.

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TV On The Radio – Happy Idiot

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Kane West: “Western Beats”

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Comic Sans, sintetizadores galhofados e uma série de efeitos que parecem vindos do Virtual DJ. De todos os projetos lançados pelo selo PC Music até agora – e são muitos -, Kane West talvez seja o mais divertido e diferente de todos os colaboradores. Contrário do que o próprio título do projeto possa identificar, nada de Hip-Hop ou qualquer relação direta com Kanye West, apenas a mesma coleção de temas pop-plásticos das registros passados em um efeito muito mais “comercial”.

Com recortes e referências que parecem ter escapado dos anos 1980, 1990 e 2000, é possível encontrar na “mixtape” Western Beats – um compilado de sete faixas curtas – parte da essência do novo produtor – talvez o mesmo responsável por Hannah Diamond, Lipgloss Twins e demais projetos do selo. Além da audição gratuita (abaixo), no site de Kane West é possível baixar toda a seleção de faixas.

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Kane West – Western Beats

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Cozinhando Discografias: Talking Heads

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Em um cenário dominado por bandas como Blondie, Television e Ramones, a nova-iorquina Talking Heads se destacou com naturalidade pelo caráter plural da própria obra. Com oito registros em estúdio e uma produção que se estender entre 1975 e 1991, a banda formada por David Byrne, Chris Frantz, Tina Weymouth e Jerry Harrison é a base para grande parte dos projetos lançados na época, bem como para boa parte da geração de artistas nascidos nos anos 2000. Fonte criativa para projetos como Arcade Fire, Vampire Weekend e Radiohead, o quarteto nova-iorquino é o novo escolhido em nossa seção, tendo toda a discografia organizada desde o debut, Talking Heads: 77, ao álbum de encerramento, Naked (1988). Continue reading

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Cozinhando Discografias: The Killers

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Bastou ao The Killers o lançamento do primeiro álbum de estúdio, Hot Fuss (2004), para que a banda se transformasse em um dos maiores fenômenos da música nos anos 2000. Formado na cidade de Las Vegas, o grupo composto por Brandon Flowers, Dave Keuning, Mark Stoermer e Ronnie Vannucci, Jr. encontrou no passado a base para a própria sonoridade. Inspirado pelo trabalho de bandas como U2, New Order, The Cure e outros gigantes da década de 1980, o quarteto é um dos responsáveis pela volta de um rock dançante e recheado por sintetizadores, premissa para cada um dos discos organizados em nosso especial. Continue reading

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Moko: “With You”

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Meio termo entre o som pop exaltado por La Roux com Trouble In Paradise e a sobriedade que acompanha a presente fase de Jessie Ware, a londrina Moko busca conforto na versatilidade. Depois de passear pelo R&B de forma nostálgica em Honey Cocaine, a artista britânica reforça agora a relação com as pistas Gold EP, trabalho que chega no dia oito de setembro e parece ser a apresentação definitiva da cantora.

Exemplo eficiente do material que vem sendo preparado para registro, a inédita With You arrasta o público para a pista sem fugir do antigo território de Moko: os anos 1990. Produzida por Two Inch Punch, a faixa parece ter escapado do clássico Dreamland, registro de estreia do coletivo Black Box e um prato cheio para a presente fase da artista inglesa.

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Moko – With You

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Daniel Wilson: “Killed Ya”

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Do EP Young Rubbish (2014), apresentado há poucos meses, até a chegada da recente Killed Ya, pouco permanece estável dentro da obra de Daniel Wilson. Original de Detroit, nos Estados Unidos, o cantor, compositor e produtor parece assumir a cada novo registro um ponto intencional de transformação, efeito comprovado na mudança entre o Folk-Eletrônico dos primeiros singles (no melhor estilo Fleet Foxes e Sufjan Stevens), para o caráter comercial da nova música.

Entre adaptações capazes de esbarrar na obra de TV On The Radio, Gnarls Barkley e até nos novatos do Jungle, Wilson transforma Killed Ya em um verdadeiro arrasa-quarteirões melódico e essencialmente dançante. Um acervo enorme de referências que apontam tanto para a década de 1980, como para o rock dos anos 2000 – território livre para as vocalizações sempre carregadas de acerto. Apresentada pelo selo Zap Records, a canção é parte do novo EP do artista, ainda sem data de lançamento.

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Daniel Wilson – Killed Ya

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Death From Above 1979: “Trainwreck 1979″

DFA

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Em 2004, enquanto o dance-punk invadia as pistas de dança e o trabalho de grupos como Franz Ferdinand e LCD Soundsystem, os canadenses do Death from Above 1979 pareciam assumir um lugar de destaque. Cruzando elementos da eletrônica com a crueza do Punk Rock, Sebastien Grainger e Jesse F. Keeler encontraram a base para o debut You’re a Woman, I’m a Machine, um dos exemplares mais intensos daquele ano e a passagem para o novo lançamento da dupla: Trainwreck 1979.

Primeira composição inédita da banda, a faixa abre as portas do aguardado The Physical World (2014), o primeiro registro de inéditas do DFA1979 em mais de uma década. Apresentada no programa de Zack Lowe, na BBC Radio 1, a enérgica criação pode ser apreciada na íntegra por aqui. Basta adiantar a gravação até o ponto 1:53:50 e se deliciar com o regresso do duo canadense. Para os novatos que ainda desconhecem a banda, vale conhecer o álbum de 2004 no player abaixo.

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Death from Above 1979 – You’re a Woman, I’m a Machine

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