Tag Archives: Dance

Death From Above 1979: “Trainwreck 1979″

DFA

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Em 2004, enquanto o dance-punk invadia as pistas de dança e o trabalho de grupos como Franz Ferdinand e LCD Soundsystem, os canadenses do Death from Above 1979 pareciam assumir um lugar de destaque. Cruzando elementos da eletrônica com a crueza do Punk Rock, Sebastien Grainger e Jesse F. Keeler encontraram a base para o debut You’re a Woman, I’m a Machine, um dos exemplares mais intensos daquele ano e a passagem para o novo lançamento da dupla: Trainwreck 1979.

Primeira composição inédita da banda, a faixa abre as portas do aguardado The Physical World (2014), o primeiro registro de inéditas do DFA1979 em mais de uma década. Apresentada no programa de Zack Lowe, na BBC Radio 1, a enérgica criação pode ser apreciada na íntegra por aqui. Basta adiantar a gravação até o ponto 1:53:50 e se deliciar com o regresso do duo canadense. Para os novatos que ainda desconhecem a banda, vale conhecer o álbum de 2004 no player abaixo.

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Death from Above 1979 – You’re a Woman, I’m a Machine

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Samples & Noodles #12

Por: Rafael HysperSamples

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São Paulo vem revelando uma cena cada vez mais criativa, autêntica e que em nada deve ao panorama estrangeiro. Foi justamente essa transformação recente e preferências partilhadas entre produtores locais que fez nascer o Gop Tun. Naturalmente versátil, o coletivo vai além do próprio time de DJs, abraçando duas bandas – Hatchets e Schoolbell. Misturando toda essa “energia da pista” e ideias convergentes, o grupo deu vida ao Gop Towers, uma série de EPs virtuais que resumem parte do esforço coletivo de seus autores. Com a chegada do quarto e mais recente lançamento da série, o ouvinte encontra duas faixas autorais, além de duas versões para o trabalho de The National e Caribou. Gosta de nu-disco, deep house e techno? Então experimente.

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O produtor carioca Cybass está de volta. Depois de lançar o EP Hop It pelo selo Beatwise Recordings em julho de 2013, o artista aparece agora com o segundo e mais novo EP – desta vez entregue pelo selo britânico Lost Tribe Records. Mais complexo e volúvel do que o trabalho anterior, as cinco faixas do registro reverberam como um encontro entre elementos dos filmes de ficção cientifica com sons jamaicanos. O trabalho fica ainda mais atrativo com a participação de velhos colaboradores do artista, como CESRV, MJP e Sants. Longe do Drum & Bass das primeiras músicas, Cybass segue investindo cada vez mais no Future Beat.

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Castelan é um produtor nascido em Criciúma, Santa Catarina, mas que atualmente reside na cidade de Porto Alegre. Suas faixas seguem o mesmo clima do R&B “alternativo”, típico de nomes como XXYYXX, Giraffage e Zodiac, mas com pequenos acréscimos de Chillout. Fazendo valer o título do novo EP, Recycle (2014), Castelan usa do trabalho para reciclar uma série de demos e composições antigas. Pequenas ideias agrupadas em um trabalho de gente grande. Com lançamento pelo selo gaúcho NAS, o catarinense/gaúcho entrega um eficiente resumo de si próprio, reservando um novo álbum autoral pras próximas semanas.

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Também do Sul do país, mas agora na cidade de Joinville, o jovem produtor Rheg, membro do selo Winter Club Records, traz seu novo single. Jellyfish Hunt segue a identidade musical do produtor, que mistura e recria sons com base em estilos como Future Beat, Garage e Jersey Club. Apesar de novo, Rheg já lançou diversas musicas nos últimos meses, além de ter participado da ultima compilação do coletivo Brazilian Disco Club. Além do projeto solo, Rheg investe em outros projetos paralelos, como o animadíssimo ASShake, desenvolvido ao lado do amigo e produtor Mixdude.

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Music Go Music: “Nite After Nite”

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Não é preciso muito esforço para perceber qual é a base do trabalho sustentado pelo Music Go Music. Lançado no fim da década passada pelo trio Torg, Gala Bell e Kamar Maza, o grupo de Los Angeles, Califórnia, encontra nas diferentes variações da música pop dos anos 1970 o sustento para a própria obra. Depois de um bom disco lançado há cinco anos, Expressions (2009), é hora de ser apresentado ao segundo registro da banda, Impressions (2014), trabalho que abre com a pegajosa Nite After Nite.

Na contramão de grupos como Glass Candy, Chromatics e outros artistas que mantém na relação com o período um estágio de letargia, o trio californiano parece seguir o mesmo espírito do Daft Punk em Random Access Memories. Guitarras convidativas, sintetizadores que estimulam a dança e uma curiosa lembrança do ABBA que imediatamente obriga o ouvinte a movimentar os ombros. O novo disco estreia oficialmente no dia 19 de agosto.

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Music Go Music – Nite After Nite

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Blood Orange: “You’re Not Good Enough”

Blood Orange

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Recentemente Dev Hynes foi convidado a assumir a produção da trilha sonora de Palo Alto, filme roteirizado pelo ator James Franco e estreia na direção de Gia Coppola. Além de emprestar uma série de composições lançadas no último ano em Cupid Deluxe (2013), último álbum do Blood Orange, o músico norte-americano/britânico trouxe apresentou recentemente a inédita April’s Bathroom Bummer. Faixa produzida exclusivamente para o filme de Coppola. A relação com a jovem diretora, sobrinha de Sofia e neta de Francis Ford Coppola, foi além da película, tanto que Hynes convidou a colega de trabalho para a direção de seu novo clipe: You’re Not Good Enough.

Possivelmente a composição mais conhecida do músico, o nostálgico hit carrega nas imagens o mesmo visual assumido no vídeo de Time Will Tell, de 2013. Entretanto, desta vez Hynes não está sozinho em sua coreografia, aparecendo acompanhado por um time de dançarinas, além, claro, de Samantha Urbani, vocalista do Friends, backing vocal em Cupid Deluxe e atual namorada do cantor. Brega e chique, o registro pode ser assistido na íntegra logo abaixo.

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Blood Orange – You’re Not Good Enough

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La Roux: “Tropical Chancer”

La Roux

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Enquanto Let Me Down Gently anunciou a completa mudança estética de Elly Jackson em Trouble In Paradise (2014), segundo e ainda inédito disco do La Roux, Uptight Downtown identificou o contrário. Orientada pelo mesmo espírito que acompanhou a cantora no trabalho de estreia, em 2009, a faixa é um completo diálogo com a década de 1980. No meio dessas pequenas divisões, Jackson parece ter encontrado um meio termo perfeito com a chegada de Tropical Chancer, terceiro e mais novo single do álbum.

De um lado, o manuseio nostálgico dos sintetizadores, íntimos da sonoridade alcançada nas primeiras canções da artista. No outro lado, a leveza dos arranjos, típicos da recente aproximação do La Roux com a eletrônica dos anos 1990. Inofensiva, a canção é uma das nove faixas inéditas que recheiam o novo disco, previsto para estrear oficialmente no dia sete de julho.

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La Roux – Tropical Chancer

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Giorgio Moroder: “Giorgio’s Theme”

Adult Swim

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Foi dada a largada para mais uma edição do projeto Adult Swim Singles, uma das melhores coletâneas da cena alternativa atual. Seguindo a trilha das edições anteriores, semanalmente um grande site de música norte-americano apresenta uma composição inédita relacionada ao projeto. Para a edição 2014 da série, foram escolhidos desde nomes de peso do Hip-Hop (Run The Jewels, Future), passando por gigantes do Metal (Deafheaven, Mastodon), até artistas centrados na música experimental (Fatima Al-Qadiri, Tim Hecker). Entretanto, para inaugurar a nova safra do projeto, a responsabilidade foi parar nas mãos do veteranos Giorgio Moroder.

Redescoberto pelo público desde a parceria com o Daft Punk em Random Access Memories (2013), o gênio da Italo-Disco usa da extensa Giorgio’s Theme como uma fina tradução de toda sua obra. Com mais de sete minutos de duração, a faixa atravessa os anos 1970 até alcançar o presente em um misto de nostalgia e novidade. Guiada até o fim pelos sintetizadores, a frenética canção funciona perfeitamente dentro e fora das pistas, reforçando (mais uma vez) a capacidade de Moroder em prender as atenções dos ouvintes.

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Giorgio Moroder – Giorgio’s Theme

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Disco: “White Women”, Chromeo

Chromeo
Electronic/Dance/Funk
http://chromeo.net/

Por: Cleber Facchi

Chromeo

O pop não precisa ser inteligente para fazer o ouvinte dançar, entretanto, David Macklovitch e Patrick Gemayel fazem questão de amarrar essas duas pontas dentro do universo de tendências que definem o Chromeo. Seguindo a maturidade assumida desde a passagem por Business Casual, em 2010, o duo canadense transforma o quatro álbum da carreira em uma obra de possibilidades. Sim, White Women (2014, Last Gang) ainda é uma fina representação do trabalho da dupla, porém, é possível ir um pouco mais além dentro desse mesmo cenário dançante.

Apresentado em boa hora, o presente álbum do Chromeo é uma continuação das experiências lançadas no último ano por Daft Punk (Random Access Memories), Blood Orange (Cupid Deluxe) e outros interessados nas tendências musicais/estéticas dos anos 1970. Base para o trabalho dos canadenses desde o debut She’s in Control, de 2004, a tonalidade gerada há quatro décadas deixa de ecoar como um mero pastiche, típico dos outros álbuns, adaptando conceitos nostálgicos ao presente de forma natural.

Obra mais romântica, mas não menos sacana e “quente” da dupla, o disco cresce como uma verdadeira sequência de hits. Praticamente um “The Best Of 70′s” abastecido apenas por faixas inéditas, White Women apresenta na abertura do álbum um cardápio de ritmos, fórmulas e arranjos que serão interrompidos apenas no último instante do trabalho. Linha de baixo funkeada, falsetes distribuídos aleatoriamente e porções exatas de sintetizadores. Do suingue em Jealous (I Ain’t With It), ao pontuar de Fall Back 2U, tudo ecoa aproximação e um doce descompromisso. É hora de mergulhar na noite, e o Chromeo tem a trilha sonora perfeita para isso.

Longe de repetir a funcionalidade dos trabalho passados – principalmente o último -, o quarto álbum do Chromeo é uma obra de evidente transformação para o banda. Como uma passagem lenta para a década de 1980 e as bases da New Wave, White Women migra suas fórmulas com louvor particular. Melhor exemplo dessa transição está no fluxo criativo de Sexy Socialite, faixa que lembra (e muito) a estética do Talking Heads em discos como Fear of Music (1979) e Remain in Light (1980). O mesmo exercício se repete ainda em Play To Fool e Somethingood, músicas que abraçam tanto o Synthpop da época, como o clima dançante de Michael Jackson pós-Off The Wall (1979). Continue reading

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10 Discos Para Gostar de Synthpop

Synthpop

Fruto de uma série de experimentos gerados ainda na década de 1960, porém, ampliados comercialmente no fim dos anos 1970, o Synthpop está longe de ser encarado como uma manifestação de um período específico de tempo. Ainda que tenha encontrado sua melhor (ou pior) forma no começo dos anos 1980, com a popularização de artistas como Ultravox, Duran Duran e The Human League, o gênero é a ponte para aproximar musicalmente registros lançados há três décadas ou apenas há três anos.

Dos inventos robóticos inaugurados pelo Kraftwerk pós-Trans-Europe Express (1977), passando pela “Era Berlim” de David Bowie, até o caráter dançante do Cut Copy, cada época replica o estilo dentro de diferentes fluxos e tendências particulares, exercício resumido em nossa lista de 10 Discos para Gostar de Synthpop. São trabalhos que vão de 1978 até 2012 em uma série de pequenas adaptações do gênero. Menções honrosas para Devo (Freedom of Choice, 1980), Duran Duran (Rio, 1982), Ladyhawke (2008) e La Roux (2009). Continue reading

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Disco: “The Feast of the Broken Heart”, Hercules and Love Affair

Hercules and Love Affair
Electronic/House/Disco
http://herculesandloveaffair.net/

Por: Cleber Facchi

Andy Butler

A última vez que Andy Butler abriu um álbum do Hercules and Love Affair com um Hercules Theme, o contexto assumido pelo produtor parecia ser muito diferente do atual. Longe da avalanche de artistas inclinados a reviver a década de 1990, o artista fez do primeiro álbum do coletivo nova-iorquino, em 2008, uma obra de redescoberta do período e suas tendências. Arranjos tímidos, sexualidade exposta, a voz densa de Antony Hegarty – elemento envolventes dentro de cada canção. Longe da mesma atmosfera, Butler abre agora as portas do terceiro álbum de estúdio, mantendo firme a estética inicial do projeto, porém, em busca de um novo universo de possibilidades.

Menos esparso que o antecessor Blue Songs, de 2011, The Feast of the Broken Heart (2014, Moshi Moshi) assume de vez o lado pop de seu idealizador, como um flerte com o grande público. Da faixa de abertura, Hercules Theme 2014, ao encerramento do disco, em The Key, cada minuto do trabalho aponta para a transformação, usando das melodias e versos fáceis como um princípio para o delineamento para o álbum. Todos os elementos da obra ainda são encarados de forma coletiva, mas o fechamento do disco se dá de outra forma.

Como uma trilha sonora para o verão – de 1991 ou atual -, Butler deixa de lado as tapeçarias detalhistas para reforçar um álbum simples, feito para o consumo imediato. Enquanto há seis anos o mesmo exercício era assumido de forma minuciosa, vide a coleção detalhista de arranjos em You Belong e This Is My Love , hoje pouco disso parece ter sobrevivido – o que está longe de parecer um erro. Como o disco de 2011 já havia identificado, Butler quer apenas arrastar o ouvinte para a pista, efeito que se reforça no ritmo de Do You Feel The Same? e demais faixas essencialmente comerciais do disco.

Ainda que seja encarado como o ponto central da obra, Butler segue a trilha dos dois últimos discos, entregando os versos de cada música para um novo time de vocalistas. Naturalmente imerso na cultura LGBT norte-americana, o álbum abre espaço para que Rouge Mary, Krystle Warren e o assertivo John Grant – todos homossexuais – assumam presença no decorrer da obra, fragmentando o universo do produtor em diferentes personagens. Sim, a ausência da voz marcante de Hegarty ainda minimiza o crescimento da presente obra, mas isso está longe de prejudicar o rendimento das canções. Continue reading

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Nacey: “I Own It” (ft. Angel Haze)

Nacey

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De todas as faixas lançadas em 2014, Travel With Me do coletivo norte-americano Misun talvez seja uma das mais pegajosas e essenciais. Resultado da assertiva relação de seus integrantes, a canção é também resultado do confesso fascínio de Nacey, guitarrista/produtor do grupo em flertar com a música negra – principalmente o Hip-Hop e o Miami Bass. Aproveitando o tempo livre para investir em carreira solo, o artista apresenta agora sua mais nova e intensa criação, I Own It, mostra assertiva dessa relação com os outros gêneros além do próprio grupo.

Lembrando (e muito) o trabalho do conterrâneo Diplo em seus momentos mais comerciais, a faixa abraça o pop, o dance e o rap com verdadeiro acerto, lançando nas rimas de Angel Haze um mecanismo para pescar o ouvinte. Intensa e crescente, a música de apenas três minutos parece feita para fritar na pistas, efeito dos sintetizadores frenéticos e bases que crescem desgovernadas ao fundo da canção. Quente, a canção será oficialmente lançada no próximo dia três pelo selo Casablanca Records, mas você já pode baixar ela gratuitamente logo abaixo.

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Nacey – I Own It (ft. Angel Haze)

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