Tag Archives: Dance

Disclosure: “Holding On” (Feat. Gregory Porter)

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Depois de reforçar as batidas, sintetizadores frenéticos e brincar de forma versátil com um antigo sample na inédita Bang That, já estava na hora do Disclosure presentear o público uma composição de fato marcada pela voz. Atendendo a pedidos e ainda preparando o terreno para o segundo registro de inéditas, Guy e Howard Lawrence sustentam na recém-lançada Holding On a mesma soma de acertos, boas melodias e refrão pegajoso testado em faixas como You & Me, White Noise ou F For You do álbum Settle (2013)

De um lado, o ritmo eufórico, consistente diálogo com a eletrônica britânica e toda a somatória de elementos que transportam o ouvinte diretamente para as pistas; no outro oposto, a voz precisa do convidado Gregory Porter, uma das grandes vozes do Jazz norte-americano e responsável por completar as pequenas lacunas da dupla. Difícil não lembrar da parceria da dupla britânica com a cantora Mary J. Blige no último ano.

Holding On (o single) conta com lançamento previsto para o dia 17/07. Nenhum informação sobre o novo trabalho do Disclosure ainda foi divulgada oficialmente.

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Disclosure – Holding On (Feat. Gregory Porter)

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Disco: “Why Make Sense?”, Hot Chip

Hot Chip
Electronic/Dance/Synthpop
http://www.hotchip.co.uk/

Depois de cinco álbuns de estúdio – Coming on Strong (2004), The Warning (2006), Made in the Dark (2008), One Life Stand (2010), In Our Heads (2012) -, apresentações agendadas pelos quatro cantos do planeta e um dos acervos mais criativos da música atual – Over and Over, Boy From School, Ready for the Floor, Take It In -, seria natural que o Hot Chip sufocasse pelo peso da própria obra. Entretanto, em um sentido oposto ao de grande parte da nova safra de artistas – músicos e produtores incapazes de mantar a coerência depois do segundo ou terceiro disco -, o coletivo britânico não apenas confirma a boa forma, como parece longe de errar o passo dentro ou mesmo fora das pistas de dança.

Bastam os cinco minutos de Huarache Lights, faixa de abertura do sexto e mais recente trabalho do grupo para que o ouvinte seja “seduzido”. Em Why Make Sense? (2015, Domino), obra lançado depois de um hiato de três anos desde o último disco – período mais longo até então -, Alexis Taylor, Joe Goddard e demais parceiros de banda ultrapassam os limites da própria maturidade, aproximando o Hot Chip de todo um novo mundo de possibilidades, ritmos e referências musicais.

Um pouco mais “lento” em relação ao som eufórico do antecessor In Our Heads, de 2012, Why Make Sense? assume de forma transformada boa parte da sonoridade incorporada no álbum de 2010, One Life Stand, encaminhando o ouvinte para o começo dos anos 1990. Ainda que a eletrônica pareça servir de alicerce para a obra, está no diálogo com o R&B, pop e Hip-Hop (do mesmo período) o real sustento das canções. Uma verdadeira coleção de temas adaptados, porém, incapazes de distorcer as habituais melodias e versos sempre limpos do grupo.

Longe de parecer novidade, mesmo a expressiva relação do Hot Chip com a música dos anos 1970 – principalmente o Funk e a Disco Music – aos poucos assume novo enquadramento dentro de Why Make Sense?. Do arranjo de cordas (sampleado) em Dark Night, passando pelo coro de vozes em Easy To Get, ao uso de guitarras comportadas em Started Right, toda a base dançante dos últimos registros desacelera, muda de direção e ainda serve como estímulo para os versos tristes que se estendem até o registro complementar Separate EP. Continue reading

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Disco: “Dancê”, Tulipa Ruiz

Tulipa Ruiz
Pop/Female Vocalists/Alternative
www.tuliparuiz.com.br/

Aos gritos de “Começou! Começou!”, Tulipa Ruiz anuncia: o acesso à pista de dança foi liberado. Fuga evidente do “pop florestal” que apresentou a cantora paulistana em Efêmera, de 2010, Dancê (2015, Natura Musical) não apenas reforça o caráter urbano que orienta o trabalho da artista desde o último álbum de estúdio, Tudo Tanto (2012), como entrega ao público uma cantora renovada, mais uma vez atenta ao som pop dos primeiros registros, porém, descomplicada e, claro, dançante.

Quem esperava pela produção de um som “regional” por parte de Ruiz, marca explícita no ritmo carnavalesco de Megalomania ou na recente colaboração com o paraense Felipe Cordeiro, em Virou, encontrará o oposto. Da flexibilidade das guitarras ao posicionamento enérgico dos vocais, dos versos que discutem temas cotidiano ao transparente véu eletrônico que cobra parte do trabalho, Ruiz caminha pelas pistas da capital paulista de forma a produzir um som homogêneo, quase acizentado, como uma fuga da atmosfera “hippie” lançada em faixas como A ordem das árvores ou Efêmera. Curioso pensar que parte expressiva do recente trabalho foi concebido no isolamento de uma casa de campo, no interior de São Paulo.

Contrário ao efeito causado pelo próprio título, Dancê está longe de parecer um arrasa-quarteirões das pistas de dança, pronto para ser tocado em qualquer balada. Ainda que músicas como inaugural Prumo e Físico praticamente obriguem o ouvinte a balançar o esqueleto, do primeiro ao último ato, o terceiro álbum de Tulipa parece feito para dançar com calma, livre de excessos ou diálogos exagerados com a eletrônica. Trata-se de um passeio por diferentes décadas e campos da música “dançante”; uma extensão controlada (e nada caricata) do mesmo som pop produzido pelo amigo Rafael Castro em Um Chopp e um Sundae, obra também apresentada em 2015.

Longe de parecer um trabalho de ruptura, ineditismo e profunda transformação dentro da carreira da cantora, Dancê soa muito mais como uma reciclagem de conceitos. A julgar pela estrutura montada (principalmente) para os vocais e versos rápidos do disco, muito do que sustenta a obra descende de faixas como Às Vezes, do primeiro álbum, além de Quando Eu Achar e É, do segundo disco. Músicas regidas pelo espírito das apresentações ao vivo da cantora, preferência que alimenta mesmo as canções mais tímidas do novo disco, caso da jazzística Tafetá ou mesmo a macambúzia Oldboy, penúltima faixa do registro. Continue reading

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Cozinhando Discografias: Michael Jackson

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Dono de algumas das maiores obras do pop, Michael Jackson é o novo escolhido da seção Cozinhando Discografias. Para a montagem da lista – organizada do pior para o melhor lançamento de estúdio artista -, apenas trabalho oficiais, entregues ao público quando o artista ainda estava vivo. Logo, nada de coletâneas, álbuns de remixes ou obras póstumas. Do primeiro trabalho em carreira solo, Got To Be There (1972), ao último lançamento de inéditas, Invincible (2001), abaixo você encontra nosso ranking particular do Rei do Pop. Continue reading

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Tulipa Ruiz: “Virou” (part. Felipe Cordeiro)

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De um lado, a voz doce e versátil de Tulipa Ruiz. No outro oposto, o ritmo brega e as guitarras tropicais de Felipe Cordeiro. No meio desse encontro, Virou, mais nova composição assinada pela cantora paulistana e a última peça inédita antes de ser apresentado Dancê (2015), o terceiro registro autoral da carreira de Ruiz. Tão leve e descomplicada quanto a “irmã” Proporcional, entregue há poucas semanas, a nova faixa quebra (temporariamente) a temática dançante do novo álbum para estabelecer um rápido diálogo com toda a estrutura montada no registro anterior da cantora, Tudo Tanto (2012).

A  julgar pelos arranjos e temas explorados ao longo da faixa, é fácil imaginar Virou como uma peça complementar aos duetos (Dois Cafés) ou faixas mais aceleradas do discos de 2012 (Quando Eu Achar). “Era pra ficar no chão / Deu pé, decolou / Era pra ter sido em vão / Como é que durou?“, canta Ruiz, posteriormente abrindo passagem para a voz do convidado em uma aprazível canção sobre os erros e acertos de um relacionamento.

Também lançada pela Natural Musical, Virou pode ser baixada gratuitamente na página do selo. Dancê (2015) conta com lançamento previsto para o dia 05/05.

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Tulipa Ruiz – Virou (part. Felipe Cordeiro)

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Tulipa Ruiz: “Proporcional”

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Tulipa Ruiz quer ver você dançar. Longe do “pop florestal” incorporado no primeiro álbum da carreira, Efêmera (2010), a cantora e compositora paulistana parece seguir a trilha “comercial” iniciada no ótimo Tudo Tanto (2012), substituindo o compromisso com a nova-MPB para mergulhar em uma sonoridade cada vez mais descompromissada, pop, mas não menos atraente e ainda íntima da proposta inicial da artista. Este é justamente o conceito que rege a estrutura, vozes e versos de Proporcional, o divertido (e naturalmente dançante) primeiro single de Dancê (2015), terceiro álbum solo da cantora.

Com uma letra bem-humorada e que discute os diferentes “formatos” e proporções das pessoas – “Visto GG, você P. Você P, eu GG / Redondo, quadrado e reto / Cada um tem seu formato / Apertado, colado, justo ” -,  a faixa indica um completo distanciamento em relação ao som regional que movimentou a última música da artista, a carnavalesca Megalomania. Composta em parceria com o músico Gustavo Ruiz – irmão e produtor dos trabalhos de Tulipa -, a nova faixa ainda conta com a participação de Dudu Tsuda (sintetizadores), Stephane San Juan (afoxé, pandeirolas), Cuca Ferreira (sax alto), Daniel Nogueira (sax tenor), Amilcar Rodrigues (trompete), Odirlei Machado (trombone) e Mário Rocha (trompa).

Com lançamento pelo selo Natura Musical, Dancê estreia no dia 05/05. Com audição gratuita (abaixo), Proporcional também pode ser baixada gratuitamente.

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Tulipa Ruiz – Proporcional

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Hot Chip: “Need You Now” (VÍDEO)

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De onde vem tamanha inspiração? Mais de uma década de carreira, cinco registros de estúdio e o Hot Chip continua a surpreender a cada novo lançamento. Com Why Make Sense? (2015), sexto álbum de inéditas do coletivo se aproximando, Alexis Taylor, Joe Goddard e demais membros do grupo lentamente se despedem da década de 1980 que abasteceu grande parte dos primeiros disco, encontrando no início dos anos 1990 a base para todo um novo catálogo de referências e composições ainda mais pegajosas, totalmente renovadas.

Na trilha “House” de Huarache Lights, brincando de forma inteligente com o uso de samples e arranjos prontos para as pistas, Need You Now cresce como um reforço para o trabalho da banda. Menos climática e bem mais direta em relação ao single anterior, a faixa de quase cinco minutos, agora transformada em clipe, soa tão próxima do trabalho de veteranos como Black Box e Corona quanto do último álbum do grupo, o excelente In Our Heads (2012).

Why Make Sense? conta com lançamento previsto para 18/5 pelo selo Domino.

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Hot Chip – Need You Now

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Passion Pit: “Lifted Up (1985)”

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“Contraste” parece ser a palavra que melhor define o trabalho do Passion Pit. Desde a entrega do primeiro EP, Chunk of Change, lançado em setembro de 2008, Michael Angelakos, vocalista e líder da banda, explora de maneira assertiva a essência melancólica dos próprios versos, posicionando sintetizadores festivos e arranjos voltados ao pop de forma a construir a base de cada composição. Um som de natureza doce, reforçado com delicadeza nos dois últimos trabalhos do grupo, Manners (2009) e Gossamer (2012).

Longe de parecer uma surpresa, com a entrega de Lifted Up (1985), primeiro single de Kindred (2015), terceiro álbum da carreira do grupo, todos os “ingredientes” que caracterizam a obra do Passion Pit são mais uma vez resgatados (e expostos) por Angelakos. Enquanto acomoda confissões e versos nostálgicos – “1985 was a good year / The sky broke apart then you walked in” – ao longo da música, uma frente de sintetizadores e vozes carregadas de efeito explodem com entusiasmo, transportando o ouvinte para o mesmo cenário de It’s Not My Fault, I’m Happy, Cry Like A Ghost e outras faixas mezzo apaixonadas, mezzo sofredoras do último disco.

Com um total de 10 faixas e lançamento pelo selo Columbia, Kindred estreia no dia 21 de abril.

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Passion Pit – Lifted Up (1985)

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Disco: “Blackheart”, Dawn Richard

Dawn Richard
Electronic/R&B/Soul
https://www.facebook.com/DawnRichard

Dawn Richard sempre investiu em uma sonoridade autoral, distante do pop-R&B-soul que caracteriza grande grande parte da produção estadunidense. Basta observar no trabalho com as parceiras do Danity Kane, em que músicas divididas entre a cantora e diferentes produtores – caso de Strip Tease e Lights Out – esboçavam um maior refinamento quando comparadas ao restante da obra. Mais uma vez em carreira solo, agora com o terceiro álbum em mãos, Richard continua a desvendar a própria essência, articulando temas e confissões intimistas como o elemento central de Blackheart (2015, Our Down).

Originalmente previsto para outubro de 2013, porém, adiado por conta das gravações de DK3 (2014), terceiro e último álbum do Danity Kane, Blackheart parece ser o trabalho em que Richard mais se concentra em testar os próprios limites – sejam eles rítmicos, líricos ou vocais. Tão próxima da década de 1990 como íntima da recente safra do Soul/R&B, a cantora imediatamente se converte em um instrumento flexível, dançando de forma sutil aos comandos de Noisecastle III, produtor central do registro.

Volátil e ainda acomodada em uma estrutura homogênea, como um cercado instrumental de bordas bem definidas, Richard interpreta Blackheart como uma adaptação obscura da mesma colisão de ritmos apresentados em Armor On EP, de 2012. Uma massa leve de R&B, soul, Drum and Bass e elementos da House Music que aproximam (musicalmente) todas as faixas do disco. Parte expressiva desse resultado está na participação de Richard como co-produtora da obra, ocupando cada lacuna ou possível quebra entre as canções.

Com a voz limpa, acompanhada apenas de bases minimalistas e um arranjo de cordas comportado, a inaugural Noir parece resumir e ainda estabelece toda a sequência de regras para as canções tecidas ao longo do disco. “Eu pensei ter perdido tudo / Eu percebo que lágrimas cairão… Tentando encontrar o meu caminho“, partindo de um explícito ato de confissão, Richard acomoda o ouvinte na base sorumbática do álbum, oficialmente, a segunda parte da trilogia The Black Era, uma conceitual obra de separação inaugurada em Goldeheart (2013). Continue reading

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Meca Music Festival 2015 – São Paulo

No ultimo sábado, São Paulo recebeu a segunda edição do festival Meca, que em 2014 teve uma versão reduzida na capital paulista, mas que esse ano teve sua maior versão entre as cidades que passou. O Meca teve inicio em 2011 no sul do país, e de lá até agora já trouxe atrações como: Vampire Weekend, Two Door Cinema Club, The Rapture, Mayer Hawthorne, Friendly Fires, além de excelentes djs internacionais.

Nesse ano o festival contou como suas principais atrações nomes como: La Roux, AlunaGeorge e a banda Citizens!, que tocou pela segunda vez no festival, depois de agradar os fãs em 2013, voltou para curtir o verão brasileiro com a galera. Nós fomos ao Campo de Marte, local aonde foi realizado o evento, que teve o palco principal em um hangar de aviões, além de três cabines de djs espalhados pela área aberta do pequeno aeroporto, que além de musica boa, gente bonita, contou com cerveja de graça e sorvete a vontade.

O festival começou na tarde de sábado, mas precisamente às 15h, e teve como abertura Serge Erege, que mostrou para poucos sua mistura de post-punk e space-disco, como assim define seu show. Logo em seguida tivemos a banda Glass n’ Glue, que conta com integrantes de Minas Gerais, Rio e São Paulo, e traz grande influencia do rock e o pop inglês e norte-americano, a banda mostrou um show cheio de energia e exibiu a experiência que ganhou nos últimos anos com seus shows e projetos paralelos. Já com um publico bacana circulando no festival, a banda carioca Mahmundi, comandada pela musicista e compositora Marcela Vale, fez uma das melhores apresentações do festival, e quem chegou cedo pode ver a incrível banda tornar a tarde mais agradável, com aquele climão de festival de verão.

Em seguida, a banda gaucha Wannabe Jalva, que é já quase residente do festival, fez sua terceira apresentação durante os anos no qual existe o meca e como sempre agitou o publico. Terminando as atrações nacionais que iriam tocar no palco principal, a banda paulistana Aldo, The Band, mostrou que veio pra ficar, e com uma plateia de grande quantidade e super animada, tocou seu repertorio desde o inicio do projeto, o novo hit “Sunday Dust” e uma nova canção que foi exibida ao publico pela primeira vez. Logo em seguida, os britânicos do Citizens! fizeram um belo show, super a vontade com a plateia, foram bem recebidos, mostraram gratidão e boas musicas.

Por fim chegou a hora mais aguardada por muitos ali, que esperavam ansiosos para ver a dupla Aluna George, que surpreendeu a todos com um show impecável. O duo londrino que ao vivo se torna trio mostrou musicas bem interpretadas e muito carisma por parte da cantora Aluna Francis, que fez todos ali presentes saberem o porquê do grande destaque nos últimos dois anos, que assim como eles, poucos artistas fazem ou já fizeram um R&B mais pop com tanta originalidade e atitude. Os hits “Your Drums, Your Love” e “You Know You Like It”, assim como a faixa “White Noise”, feita em parceria com o Disclosure, foram cantadas em coro.

Fechando a noite, o projeto La Roux, da cantora Elly Jackson, era a principal atração da noite levando o destaque do line up do festival, mas sua apresentação dividiu opiniões. A cantora subiu ao palco e agitou o publico, mas aos poucos deu pra perceber algo estranho no som. Parecia que algumas musicas estavam usando como apoio o recurso de playback. Mesmo com a apresentação do seu mais novo álbum, seus hits passados, além de estilo de sobra, a cantora decepcionou, faltando um pouco de vontade de “cantar” o que sabemos que ela sabe fazer bem.

Além do palco principal, tivemos muitos djs espalhados pelo espaço externo, com variedade de estilos e de performance. Podemos destacar a tenda feita em parceria com o Red Bull Music Academy, que trouxe o dj e produtor português Branko, membro do grupo de global bass BURAKA SOM SISTEMA, além de artistas brasileiros inovadores como Daniel Limaverde e seixlacK. A noite acabou e deixou um gostinho de quero mais, tirando a falta de variedade de comidas e os mini palcos muito próximos. O Meca SP 2015 trouxe boas atrações, foi bem localizado, bem organizado, teve diversas ações de marketing positivas durante o dia, quantidade de pessoas agradável para um festival, e, sobretudo harmonia entre o publico! Já estamos esperando o anuncio do line up do ano que vem, e novas iniciativas bacanas.

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