Tag Archives: Danny Brown

Danny Brown & Clams Casino: “Worth It”

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De um lado, as batidas lentas, arranjos sujos e experimentos (des)controlados, típicos da obra do norte-americano Clams Casino – produtor que já atuou ao lado de artistas como A$AP Rocky, Lana del Rey e Blood Orange. No outro oposto, os versos rápidos, também sujo s e descritivos, de Danny Brown, um dos principais nomes do Hip-Hop atual e dono de um dos 50 melhores discos internacionais de 2013, o insano Old.

Em parceria, a dupla entrega ao público a inédita Worth It. Não, não se trata de uma possível adaptação da faixa de mesmo nome lançada pelo coletivo pop Fifth Harmony, mas umas das canções que integram o catálogo 2015 da série Adult Swim Singles. No site do projeto, a lista completa de composições lançadas até agora, todas disponíveis para download gratuito. Além de Brown e Casino, nomes como Dawn Richard, Owen Pallett e Peaches abastecem o projeto.

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Danny Brown & Clams Casino – Worth It

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▲LT-HOP #01

Véspera de Feriado. Alt Hip-Hop. Duas cidades compartilhando, ao mesmo tempo, as batidas que mudam a nova música. Dia 20/04 São Paulo e Campinas recebem, ao mesmo tempo, a estreia da ▲lt-Hop. Uma festa inteira dedicada ao Alternative Hip-Hop. Como aquecimento para a noite, preparei uma tradicional playlist no Spotify com algumas das músicas que vão tocar durante a festa.

De um lado as meninas: Beyoncé, Tinashe, Janelle Monáe, Ciara, Rihanna, Nicki Minaj, Lurdez da Luz, Karol Conká e Solange. No lado dos meninos: Kendrick Lamar, Run The Jewels, Earl Sweatshirt, Tyler The Creator, Kanye West, A$AP Rocky, Vic Mensa, Drake, Future e YG.

▲ Line-Up (FUNHOUSE) ▲

Luiz Felipe Santos
Cleber Facchi
Vitor Alves

▲ Preços ▲

Entrada Gratuita até para todos as 22h00!
Preço Após:
Com nome na Lista: R$40 consuma ou R$20 de entrada
Sem nome na Lista: R$60 consuma ou R$30 de entrada

▲ São Paulo: Funhouse
▲ Campinas: Bar do Zé ▲

▲ O que mais vai tocar? Kendrick Lamar, Kanye West, A$ap Rocky, Frank Ocean, Beyoncé, Drake, Outkast, Pusha T, Future, Jay-Z, Nas, Missy Elliot, Run the Jewels, The Weeknd, A Tribe Called Quest, Wu-Tang Clan, Public Enemy, Ciara, Miguel, N.W.A, The Roots, Chance The Rapper, Lauryn Hill, Run DMC, Big K.R.I.T., Big Sean, Erykah Badu, 2 Chainz, Danny Brown, Freddie Gibbs, Notorious BIG, Afrika Bambaataa, Janelle Monaé, Earl Sweatshirt, Tyler The Creator, Killer Mike, Kelela, 2Pac, Death Grips, Flying Lottus, ScHoolboyQ, Das Racist, Beastie Boys, The-Dream, The Game, Mac Miller, Rick Ross, YG, Lil Wayne, J. Cole, Childish Gambino, Vince Staples, Vic Mensa, iLoveMakonnen ▲

Esquenta | Abertura da Casa: 20h00
Lista de Desconto: http://goo.gl/GuaxaI
Mais Infos sobre o Esquenta: http://bit.ly/17dbmUk

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Disco: “Green Language”, Rustie

Rustie
Electronic/Wonky/Grime
https://www.facebook.com/rustie666

Por: Cleber Facchi

De todos os aspectos ressaltados no trabalho de Rustie em Glass Swords (2011), o mais interessante deles se concentra na imensa carga de referências dissolvidas pela obra. Da homenagem ao jogo The Legend of Zelda: Ocarina of Time em Hover Trap, passando pelos sintetizadores em Flash Back – típicos do Van Halen -, a estreia do artista escocês é mais do que uma coleção de gêneros sobrepostos – Dubstep, Hip-Hop, R&B, Pop, Techno e até Rock Progressivo -, mas uma obra a ser desvendada dentro e principalmente fora das pistas.

Com a apresentação de faixas como Raptor e Attak nos últimos meses, todas as evidências indicavam que Green Language (2014, Warp) seria conduzido sob o mesmo refinamento do antecessor. Batidas intensas, harmonias detalhadas de sintetizadores e até o uso coeso de vocais – assumidos pelo amigo/colaborador Danny Brown. Uma sensação de que os elementos e temas entregues no registro de estreia seriam não apenas expandidos, mas acrescidos por toda uma nova carga de experiências. Doce ilusão.

Entre músicas que refletem o completo domínio em relação à própria obra, Rustie tropeça ao investir em canções arrastadas (Tempest), redundantes (Lets Spiral) e capazes apenas de refletir a imagem de um artista “cansado”. A própria utilização de duas faixas climáticas e completamente similares – Workship e A Glimpse – logo na abertura do álbum resume a ausência de ritmo que define todo o trabalho. Sim, Green Language, como indicado durante o lançamento das primeiras músicas, é um trabalho marcado por algumas boas composições, porém, desorientado.

É compreensível que a grandeza de Glass Swords venha da completa dedicação de Rustie em testar ritmos, arranjos, samples e batidas ao longo de três anos de trabalho. Um tempo de produção quase integral, oposto da recente fase do produtor, dividido entre shows, remixes e projetos desenvolvidos ao lado de outros artistas. Entretanto, nada justifica a repetição de temas que ocupa grande parte do novo álbum. Mesmo a presença dos rappers D Double E (Up Down) e Redinho (Lost) ecoa de forma superficial e desnecessária, criando ruído em bases instrumentais possivelmente detalhadas – caso de Lost. Continue reading

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Rustie: “Attak” (ft. Danny Brown)

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Em 2013, quando apresentou ao público o terceiro (e intenso) trabalho de estúdio, Old, Danny Brown apareceu cercado por um time de jovens produtores ao longo do toda a obra. Entre os destaques do trabalho, o britânico Rustie, responsável pelas bases de Side B (Dope Song), Break It (Go) e Way Up Here, algumas das melhores faixas do segundo lado do registro. Partindo do mesmo conceito, rapper e produtor se encontram mais uma vez para solucionar as bases e versos da inédita Attak.

Uma das composições que abastecem o ainda inédito Green Language (2014), segundo trabalho de estúdio do artista inglês, Attak é uma faixa que pode ser traduzida em uma só palavra: intensa. Carregada de sintetizadores pegajosos e tomada por uma atmosfera “veranil”, a faixa estende tudo aquilo que Rustie já havia testado no debut Glass Swords (2011), aproximando o produtor de uma sonoridade visivelmente comercial, próxima do ouvinte médio. Com lançamento pelo selo Warp, Green Language estreia no dia 26 de agosto.

Abaixo, o clipe da canção:

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Rustie – Attak (ft. Danny Brown)

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Rustie: “Attak” (ft. Danny Brown)

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Em 2013, quando apresentou ao público o terceiro (e intenso) trabalho de estúdio, Old, Danny Brown apareceu cercado por um time de jovens produtores ao longo do toda a obra. Entre os destaques do trabalho, o britânico Rustie, responsável pelas bases de Side B (Dope Song), Break It (Go) e Way Up Here, algumas das melhores faixas do segundo lado do registro. Partindo do mesmo conceito, rapper e produtor se encontram mais uma vez para solucionar as bases e versos da inédita Attak.

Uma das composições que abastecem o ainda inédito Green Language (2014), segundo trabalho de estúdio do artista inglês, Attak é uma faixa que pode ser traduzida em uma só palavra: intensa. Carregada de sintetizadores pegajosos e tomada por uma atmosfera “veranil”, a faixa estende tudo aquilo que Rustie já havia testado no debut Glass Swords (2011), aproximando o produtor de uma sonoridade visivelmente comercial, próxima do ouvinte médio. Com lançamento pelo selo Warp, Green Language estreia no dia 26 de agosto.

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Rustie – Attak (ft. Danny Brown)

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Disco: “CLPPNG”, Clipping.

Clipping.
Hip-Hop/Electronic/R&B
https://www.facebook.com/clppng

Por: Cleber Facchi

O grande problema de qualquer artista novato que invade o território dominado por um veterano está na inevitável comparação. Com três integrantes “misteriosos”, estética anárquica e uma proposta que une musicalmente Hip-Hop, Noise e boas doses de experimentos eletrônicos, o trio californiano Clipping. não tardou a ver o próprio trabalho comparado com os vizinhos do Death Grips. Contudo, ainda que a relação com o trio de Sacramento, na California, seja inevitável, a proposta lançada pela trinca de Los Angeles partilha de uma orientação completamente oposta.

Imensa colcha de retalhos sintéticos, CLPPNG (2014, Sub Pop) – estreia do rapper Daveed Diggs em parceria com a dupla de produtores Jonathan Snipes e William Hutson – é uma tentativa bem resolvida em assumir a própria identidade. Sim, a comunicação com a proposta lançada há poucos anos por Zach Hill, Andy Morin e MC Ride está por todos os lados, mas a sonoridade que vai da abertura ao fechamento do presente álbum pouco (ou nada) se assemelha ao mesmo universo. Se o Death Grips trouxe o caos, então o Clipping. veio como um registro comercial, uma espécie de tentativa em estabelecer um mínimo estágio de ordem dentro desse (suposto) estranho cenário aproximado.

Muito mais íntimo da proposta do duo Run the Jewels ou Danny Brown no ainda recente Old (2013), CLPPNG é uma obra que usa da forte comunicação com a eletrônica para resolver musicalmente seus versos. Basta ouvir com atenção faixas em que os arranjos ocupam mais espaço do que o canto/rima para perceber isso. Em Work Work, por exemplo, se os versos de Diggs ou da convidada Cocc Pistol Cree fossem deixadas de lado, teríamos em mãos um delicioso exemplar da nova IDM, talvez uma sobra dos últimos discos de Flying Lotus.

Observado com atenção, a rima é a parcela menor de CLPPNG, que durante toda a formação das músicas reforça a posição do duo Snipes e Hutson em um estágio de plena libertação criativa. Não por acaso músicas como a delicada Dream ou Summertime revelam detalhistas bases melódicas, manipulando o rapper e seus convidados como “instrumentos”. De forma matemática ou orgânica, Diggs é orquestrado com precisão ao longo de todo o trabalho, o que está longe de ser encarado como um erro, afinal, é aí que reside a verdadeira identidade do grupo. Continue reading

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Danny Brown: “25 Bucks” (ft. Purity Ring)

Purity Ring

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De todos os trabalhos lançados no último ano, Old do rapper Danny Brown é um dos que parecem evoluir a cada nova audição. Dividido em dois atos bem projetados, o registro absorve desde composições intensas, típicas do repertório lançado em XXX, de 2011, até canções banhadas pela leveza dos arranjos e rimas. Uma sonoridade tratada de forma coesa no interior de 25 Bucks, parceria entre o rapper e o duo canadense Purity Ring.

Enquanto as batidas lançadas por Corin Roddick crescem em uma atmosfera minimalista e etérea, Brown tenta encontrar equilíbrio em um espaço que rompe com a aceleração de suas criações. Mediando a fluidez do rapper, Megan James, uma das metades do duo canadense, dança pela música como uma espécie de sample, construindo um delicioso contraste no decorrer da canção. Lançada agora como clipe, a canção traz de volta as boas experiências do álbum, um dos 10 melhores discos de 2013.

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Danny Brown – 25 Bucks (ft. Purity Ring)

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Disco: “Piñata”, Freddie Gibbs and Madlib

Freddie Gibbs and Madlib
Hip-Hop/Rap/Alternative
http://www.rappcats.com/

Por: Cleber Facchi

Freddie Gibbs and Madlib

Quando Otis Jackson Jr. deu vida aos primeiros inventos sob a alcunha de Madlib, em 1993, o jovem Freddie Gibbs era apenas um garoto de 11 anos que havia recém-descoberto o Hip-Hop. A diferença de idades e “regiões de atuação” quase opostas – Madlib é californiano, enquanto Gibbs é original de Gary, Indiana – não impediu que a dupla se encontrasse musicalmente no EP Thuggin’, de 2011. Registro que serve como abertura para a sequência de obras entregues pela dupla e a base para o bem resolvido encontro em Piñata (2014, Madlib Invazion), mais novo (e bem sucedido) projeto assinado em parceria.

Propositalmente nostálgico, o registro de 60 minutos de duração amarra o que cada uma das metades vem promovendo com acerto ao longo dos últimos anos. Enquanto as batidas, samples e interferências musicais reforçam todo o dinamismo de Madlib – capaz de ir do Jazz ao G-Funk em pouquíssimos segundos -, as rimas atentas entregam a firmeza de Gibbs, habilitado a brincar com temas como drogas, sexo e certa dose de melancolia sem escapar da fluidez letárgica que esculpe os arranjos.

Por vezes encarado como uma coletânea das recentes invenções lançada pela dupla – músicas como Thuggin’, Shame e Deeper já são velhas conhecidas do público -, Piñata mantém na homogeneidade um caráter explícito de ineditismo. Passeando por referências como a Bossa Nova, Jazz e todo um acervo de melodias da década de 1970, Madlib aproxima todas as canções do registro em um cenário único, fórmula que em diversos momentos esbarra no mesmo contorno criativo de Madvillainy (2004) – obra-prima do produtor concebida ao lado de MF DOOM.

Em busca de um flow melódico, capaz de dialogar com o público médio, Gibbs encara o mesmo tratamento dinâmico enquadrado em Baby Face Killa, álbum solo lançado em 2012. Trata-se de um catálogo de rimas particulares, mas não menos distantes do ouvinte, leveza que percorre a inaugural Scarface, abraça o passado em Deeper e segue com maturidade até o ato final do trabalho. Contornando o descompromisso envolvente do produtor, o rapper fixa nas rimas um toque de sobriedade, trazendo ao disco uma tintura sombria e, consequentemente, marcada pelo contraste. Continue reading

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Tyga, Lil Wayne & Nicki Minaj: “Senile”

Senile

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Um dos (muitos) braços da gigante Universal Music, o selo Young Money, criado e presidido por Lil Wayne, reserva para o dia 11 de março a chegada de mais uma nova coletânea: Young Money: Rise Of An Empire. Com faixas assinadas por Drake, Nicki Minaj, além, claro, do próprio Wayne, o registro de 12 faixas deve servir como um verdadeiro cartão de visita da marca, em atuação desde 2005 com boas novidades reservadas para 2014.

Primeiro exemplar da coletânea, Senile aproxima ninguém menos do que Wayne, o rapper Tyga e Nicki Minaj em uma mesma composição. Lembrando muito alguma composição esquecida de Danny Brown, a canção se apresenta em meio ao uso de tramas densas e climáticas, cenário perfeito para que a trinca de colaboradores despejem um catálogo de rimas que fazem valer a proposta nada lúcida anunciada no título da faixa. Vale ouvir olhando para a capa-gif do single.

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Tyga, Lil Wayne & Nicki Minaj – Senile

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30 Discos Para ouvir Chapado

30 Discos Para Ouvir Chapado

Drogas e música. Desde o princípio da música clássica à ascensão do rock no século XX, boa parte das obras que abasteceram os ouvidos do público vieram pontuadas por doces doses de exageros lisérgicos. Dos Beatles ao rapper Danny Brown, do Pink Floyd ao grupo Animal Collective, o que não faltam são traços explícitos de drogas como maconha, LSD, cocaína ou “apenas” álcool. Expandindo o cardápio de um dos nossos especias mais lidos até hoje, apresentamos nossa nova lista: 30 discos para ouvir chapado. Álbuns que atravessam a psicodelia, caem no Hip-Hop, encontram a eletrônica até brincar com os ritmos tropicais da Chillwave. Ainda que outras obras possam completar a seleção, os discos escolhidos tem um propósito único: fazer você viajar.

Aviso: Conteúdo não recomendado para menores de 18 anos. Continue reading

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