. Darren J. Cunningham não para. Em uma série de três grandes discos produzidos desde o começo da presente década – Splazsh (2010), R.I.P. (2012) e Ghettoville (2014) -, o produtor britânico aproveitou o (pouco) tempo livre para investir em mais um novo projeto pelo Actress. Por enquanto, nada de um novo registro de inéditas, mas uma sequência de remixes, adaptações e versões para o trabalho de diferentes produtores dentro da série DJ-Kicks – projeto lançado pelo selo !K7 Records por onde passaram nomes como…Continue Reading “Actress: “Bird Matrix””

Actress
Ambient/Experimental/Electronic
http://www.werkdiscs.com/

Por: Cleber Facchi

Actress

Darren J. Cunningham sempre conseguiu lidar com a Ambient Music e suas estranhas variações de forma particular. Desde a estreia com Hazyville, em 2008, cada composição assinada pelo produtor britânico parece extrapolar os limites tradicionais do gênero, alicerçando na reverberação suja das bases um ponto de equilíbrio entre a calmaria e a agitação. Em um curioso estágio de regresso ao primeiro disco, o artista faz do novo trabalho de estúdio, Ghettoville (2014, Werk/Ninja Tune), uma obra que passeia por diferentes camadas da própria obra, utilizando da solução obscura das próprias referências um mecanismo de direção para o álbum.

Completamente separado da estrutura imposta em Splazsh (2010) e R.I.P. (2012), Cunningham usa do álbum como um trabalho que se afasta das pistas de forma a lidar com um bloco de sons climáticos e essencialmente introspectivos. Quase um esboço – como a própria capa do álbum logo entrega -, Ghettoville é um disco que brinca com aspectos específicos da obra do artista, sem necessariamente interferir nesse resultado. São loops básicos, soluções pacatas e uma estranha sensação de experimento controlado que direciona toda a construção da obra.

Anunciado como um registro triplo – são quase 70 minutos de duração espalhados ao longo de 17 músicas -, o álbum assume em cada faixa um objeto específico dentro da arquitetura final do trabalho. Sem uma ordem específica e longe da comunicação temática expressa em R.I.P. – com todas suas referências mitológicas e tramas específicas -, o disco se arrasta em um condensado de experiências que buscam revisitar o universo autoral de Cunningham. Transições eletrônicas rápidas, caso de Don’t, ou mesmo criações extensas, aos moldes de Grey Over Blue, faixas que se espalham em verdadeiros labirintos de texturas dentro de um curto ou longo espaço de tempo.

Atravessar Ghettoville é ser constantemente bombardeado pela sensação de “já ter ouvido isso antes”. Como uma imensa colcha de retalhos e canções abandonadas durante a construção dos anteriores projetos do produtor inglês, o álbum sobrevive das cinzas de ideias e temas tradicionais. Um exercício evidente na atmosfera de Rims e Birdcage, que mais parecem sobras do trabalho passado, de 2012, ou mesmo Skyline, que revive a mesma agitação expressa nos primeiros singles de Cunningham. Um conjunto de referências que beiram o Lo-Fi (Rap) e a repetição de ideias (Time) sem necessariamente derrubar a imposição hipnótica de seu criador.

Continue Reading "Disco: “Ghettoville”, Actress"

. Um dos projetos mais ambiciosos reservados para 2014 (e consequentemente um dos mais aguardados) é o imenso Ghettoville. Terceiro álbum de estúdio do britânico Darren J. Cunningham pelo Actress, o registro triplo reserva em um catálogo de 16 extensas composições uma natural sequência daquilo que Splazsh (2010) e R.I.P. (2012) trouxeram recentemente dentro das invenções climáticas do produtor. Contudo, antes da chegada do novo trabalho – que conta com lançamento para o dia 28 de Janeiro pelo selo Werkdiscs/Ninja Tune -, Cunningham resolveu preparar…Continue Reading “Actress: “Grey Over Blue””