Tag Archives: Devon Welsh

Devon Welsh: “Down The Mountain”

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Ao lado do produtor Matthew Otto, o cantor e compositor canadense Devon Welsh deu vida a uma sequência de composições melancólicas e obras essencialmente angustiadas com o Majical Cloudz – caso de Impersonator (20013) e Are You Alone? (2015). Com o fim das atividades da dupla no começo deste ano, Welsh decidiu partir em carreira solo, resgatando parte do material produzido nos últimos anos para abastecer a inédita coletânea Down The Mountain.

São oito composições curtas, como I Will Love You Forever e Dreams, produzidas e cantadas apenas por Welsh, artista que se entrega de forma tão perturbadora quanto nos últimos trabalhos com o Majical Cloudz. Como Welsh reforça no texto de apresentação do disco, não se trata de um primeiro trabalho solo, mas um resgate delicado de canções. No bandcamp do cantor, todo o material pode ser baixado gratuitamente ou apreciado na íntegra.

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Devon Welsh – Down The Mountain

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Majical Cloudz: “Are You Alone?”

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A tristeza de Deven Welsh parece longe de chegar ao fim. Passado o romântico (e mórbido) relacionamento explorado na inédita Silver Car Crash, o cantor e compositor canadense está de volta com mais uma nova e melancólica criação: Are You Alone? Faixa-título do terceiro registro de inéditas ao lado do parceiro Matthew Otto, a canção tecida por sintetizadores lentos e versos “reciclados” de Motion Picture Soundtrack, do Radiohead, surge como uma espécie de reforço para o conceito amargo que define a presente obra do Majical Cloudz.

Vinho tinto e pílulas para dormir / Você diz que vai morrer, mas você ainda está aqui / Você se sente bem; você está apenas cansado dos sentimentos que tem sobre você“, canta Welsh em uma sequência de versos tão íntimos da música que pontua o clássico Kid A (2000), como do material apresentado em 2013 com Impersonator. Uma natural extensão do mesmo tema sombrio exposto há poucas semanas com o primeiro single de Are You Alone? (2015) e reforça para o catálogo entristecido que deve ser entregue pela dupla nas próximas semanas.

Are You Alone? (2015) será lançado no dia 16/10 pelo selo Matador.

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Majical Cloudz – Are You Alone?

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Majical Cloudz: “Your Eyes”

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Em atuação desde o fim da última década, autor de faixas em parceria com Grimes e boas composições avulsas, Devon Welsh só apareceu de fato para o grande público no último ano, durante o lançamento de Impersonator (2013). Mais recente trabalho em estúdio do músico canadense à frente do Majical Cloudz – projeto dividido com Matthew Otto -, o álbum parece ser a direção para o som e sentimentos incorporados por músico.

Como já havia revelado em Savage, composição entregue no fechamento de 2013, Welsh e o parceiro continuam acomodados no mesmo ambiente minimalista e sofredor do último disco, estímulo para a recém-lançada Your Eyes. Tão confessional e melancólica quanto os recentes versos do compositor, a nova faixa sufoca imediatamente o ouvinte. Quatro minutos em que sentimentos amargos, declarações e arranjos sujos são costurados aos vocais fortes do vocalista. Apresentada no soundlcoud da banda, a música alimenta as expectativas de um novo disco de inéditas em 2015.

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Majical Cloudz – Your Eyes

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Disco: “Bermuda Waterfall”, Sean Nicholas Savage

Sean Nicholas Savage
Indie/Lo-Fi/Alternative
http://www.seannicholassavage.com/

Por: Cleber Facchi

Sean Nicholas Savage

Mesmo dono de um rico catálogo de faixas avulsas e registros completos lançadas de forma “artesanal” desde a última década, Sean Nicholas Savage só foi apresentado “oficialmente” há pouquíssimos meses. Acolhido pelo selo Arbutus Records – o mesmo de Grimes, Majical Cloudz e outros nomes transformadores da cena canadense -, o dramático artista de Montreal fez de Other Life (2013) uma obra de mudança, eliminando parte do aspecto amador dos primeiros discos para soar acessível, tendência seguida com acerto em Bermuda Waterfall (2014, Arbutus), novo trabalho do cantor.

Distante do aspecto “comercial” do álbum de 2013, Savage pula as melodias semi-detalhistas de faixas como More Than I Love Myself e She Looks Like You para resgatar o toque econômico dos primeiros discos. Guiado em essência pelo uso da voz sofrida do cantor – entregue de forma duplicada, emulado os sons ecoados de um sintetizador -, o novo álbum se revela como (mais) um passeio perturbado pela temática da separação. Uma repetição honesta da fórmula assinada pelo canadense, que volta a se converter na matéria-prima do trabalho.

Longe de solucionar um álbum transgressor ou focado em estabelecer regras próprias dentro da cena recente, Savage usa do registro como uma obra que precisa apenas existir. Da mesma forma que os primeiros discos, caso de Spread Free Like A Butterfly (2009) e Movin Up In Society (2010) – todos disponíveis no site do cantor -, Bermuda Waterfall é uma simples manifestação do sofrimento acumulado de seu criador. Uma espécie de terapia particular e ao mesmo tempo compartilhada, experiência que possibilita ao músico registrar, expor e solucionar a própria depressão.

Dos vocais tímidos ao uso econômico dos arranjos, o ambiente arquitetado para o disco não assume tal enquadramento de forma aleatória. Como bem revela nas confissões de Darkness e Please Set Me Free, Bermuda Waterfall é um disco totalmente abastecido pelas experiências do cantor e dedicado ao próprio. Guiado pelo egoísmo, o músico fornece ao ouvinte um conjunto de canções específicas, faixas tratadas dentro de uma temática efêmera e que podem (ou não) serem absorvidas pelo espectador. Viver o “personagem” triste de Sean Nicholas Savage e a saga construída ao longo de cada disco é uma escolha do ouvinte – como se transformar no protagonista de um livro, filme ou qualquer outra mídia. Continue reading

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Majical Cloudz: “Savage”

Majical Cloudz

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Segundo registro em estúdio da dupla canadense Majical Cloudz, Impersonator, infelizmente, acabou de fora da nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2013. Todavia, a composição melancólica que rege a obra, bem como os arranjos minimalistas assinados por Devon Welsh tornam o disco um trabalho que merece ser visitado – diversas vezes. A boa forma do registro vai além de suas faixas, algo que Savage, mais novo single da banda, trouxe como uma natural continuação do disco. Conduzida pelo manuseio dos teclados e a voz presente de Welsh, a canção garante ao ouvinte pouco mais de três minutos de puro sofrimento, sustentando nas memórias recentes de seu criador um estágio constante de amor e desespero. Contando com a direção do próprio músico, a canção aparece agora transformada em clipe, que com apenas um caderno e uma caneta reforça todo o sentimento em torno da canção.

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Majical Cloudz – Savage

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Majical Cloudz: “Savage”

Majical Cloudz

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Devon Welsh e Matthew Otto parecem pouco interessados em se distanciar da zona de conforto imposta no amargo Impersonator (2013), segunda e mais recente obra do Majical Cloudz. Exemplo atento disso está na construção de Savage, novo single da dupla e canção que bem poderia alimentar o ambiente doloroso encontrado pelos norte-americanos no jogo de lembranças sombrias que rege liricamente toda a obra. Arquitetada dentro da estética tímida de sintetizadores e a completa ausência de percussão, a nova faixa traduz nos sentimentos e vozes de Welsh todo o princípio do duo, que mais uma vez arrasta o ouvinte para um cenário de pós-relacionamento completamente destruído pela saudade e todas as demais sensações (ruins) que a definem. Lançada apenas em formato digital, a canção mais parece um complemento ao disco, um dos melhores do ano.

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Majical Cloudz – Savage

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Majical Cloudz: “Childhood’s End” (CFCF Remix)

Majical Cloudz

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Na lista dos grandes lançamentos de 2013, Childhood’s End do Majical Cloudz trouxe a melancolia da banda canadense a um novo patamar. É como se toda a melancolia de Devon Welsh fosse concentrada em uma só composição, resultado expandido por conta dos bem empregados vocais. Agora a faixa, uma das composições que alimentam o álbum Impersonator, aparece levemente reformulada, completa pelos teclados do conterrâneo de Welsh, Michael Silver, do CFCF. Utilizando da mesma carga de sintetizadores empregados em Outside, o músico mantém a mesma condução da faixa original, garantindo formas, músculos e toda uma nova arquitetura capaz de ampliar o sentimento amargo que se derrama sobre ela.

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Majical Cloudz – Childhood’s End (CFCF Remix)

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Majical Cloudz: “Bugs Don’t Buzz”

Majical Cloudz

O diretor Gordon Von Steiner conseguiu aproximar o espectador do estranho e doloroso cenário que rodeia a obra recente de Majical Cloudz. Conceitualmente simples em alguns aspectos, porém, de plena representação dolorosa, o vídeo montado para Bugs Don’t Buzz traz um cenário consumido pelos insetos, chamas, natureza e o renascimento do próprio homem. Recheado por imagens de efeito metafórico, planos visuais que lidam com a morte e a vida em um mesmo aspecto de proximidade, o trabalho fundamenta um ponto expressivo na natureza de Impressionator (2013), segundo e mais novo lançamento da banda de Devon Welsh, um registro que se ergue de forma macambúzia como uma coletânea de temas perfumados pela dor.

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Majical Cloudz – Bugs Don’t Buzz

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Disco: “Impersonator”, Majical Cloudz

Majical Cloudz
Indie/Alternative/Singer-Songwriter
https://www.facebook.com/MajicalCloudz

 

Por: Cleber Facchi

Majical Cloudz

Lançado há quase dois anos, II (2011), registro de estreia do Majical Cloudz passou praticamente despercebido pelo público e imprensa. Ouvintes que talvez (com razão) não tiveram tempo e expectativas para o minimalismo sofredor que angustiava a obra do canadense Devon Welsh. Nítido projeto de descoberta, cada instante das 15 composições que abastecem o disco revelam uma singularidade no argumento do compositor, que ao transportar aspectos demasiado particulares de seu próprio sofrimento parecia se isolar em um mundo lírico de forte apelo claustrofóbico e difícil aproximação.

O registro, entretanto, acabou chamando a atenção de alguns ouvintes, produtores e outros artistas como a própria Grimes, que acabou convidando o conterrâneo para colaborar com construção de Nightmusic, uma das faixas que recheiam o bem estabelecido Visions (2012). Mais do que isso, com o lançamento de II Welsh atraiu os ouvidos do tecladista e produtor Matthew Otto, parceiro do músico e o grande responsável pelos rumos que a (agora) banda assumiu em meados do último ano. Assim, a partir de Turns Turns Turns EP, lançado em dezembro de 2012 o Majical Cloudz deixou de ser um produto individual da mente de Devon para assumir um propósito – ainda que controlado – de coletivo.

Mesmo que os rumos sejam outros, ao pisar no terreno doloroso de Impersonator (2013, Matador), cada verso exposto na obra se aproxima diretamente da melancolia individual de seu realizador. A diferença está no fato de que Welsh parece livre de termos próprios, tratando de elementos marcados pela depressão como canções de acesso universal, capazes de atrair os mais diversos públicos. Dessa forma, o novo álbum atende uma necessidade típica de qualquer registro que esteja naturalmente sustentado na dor, fragmentando versos e sons dentro de uma medida que parece manifestar liricamente o universo do próprio ouvinte.


Como parecia anunciado na construção do último EP, o novo álbum trata dos vocais do canadense como o principal elemento sonoro de toda a obra. Tão logo a faixa-título tem início, são as vozes de Welsh que chamam a atenção e prendem o ouvinte, resumindo um nivelamento que delimita com propriedade cada música do disco. Dançando em uma medida que vai de Ian Curtis à Matt Berninger, o cantor foge à regra, carregado na dramaticidade um elemento fundamental para que Childhood’’s End, Bugs Don’’t Buzz e outras faixas extremamente dolorosas da obra cresçam com primor. É quase possível afirmar que se trilhasse a obra solitário, a capella e desprovido de instrumentos, a voz de Devon teria peso suficiente para alimentar a obra e impressionar. Continue reading

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Majical Cloudz: “Bugs Don’t Buzz”

Majical Cloudz

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Impersonator, mais novo registro em estúdio do Majical Cloudz, é um trabalho que desde o princípio foi apresentado como uma das grandes obras de 2013 – mesmo meses antes de seu lançamento. Com pistas sendo reveladas desde o lançamento de Turns Turns Turns EP, no último ano, o mais novo trabalho de Devon Welsh alcança um novo ponto de transformação com a chegada da dolorosíssima Bugs Don’t Buzz. Construída em cima de bases de piano e voz, a canção prossegue com a sensibilidade esbanjada em Childhood’s End, lidando com confissões experimentais em uma medida de som que muito se aproxima de Depeche Mode e outros ícones dos anos 1980. Melancólica, a canção está no registro anunciado para 21 de Maio.

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Majical Cloudz – Bugs Don’t Buzz

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