Tag Archives: Dinosaur Jr.

Fucked Up: “Led By Hand” (ft. J Mascis)

Fucked Up

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Damian Abraham e os colegas de banda do Fucked Up definitivamente estão em busca de novidade para o quarto registro em estúdio do grupo. Intitulado Glass Boys (2014), o novo álbum parece seguir na direção contrária ao que o anterior David Comes to Life (2011) trouxe com uma composição melódica e conceitual, resultado da história de (des)amor que costurou todos os limites do trabalho. Depois de soterrar os ouvidos do público com ruídos em Paper The House, é a vez de Led By Hand reforçar ainda mais esse efeito.

Com vocais de apoio sustentados por ninguém menos do que J Mascis (Dinosaur Jr.), a canção foge do hardcore cru e “tradicional” do grupo, mergulhando de vez em uma sonoridade próxima do Rock Emo dos anos 1990 – aspecto que o site Stereogum observou como uma curiosa aproximação com a obra do Sunny Day Real Estate no mesmo período. Previso para o dia três de junho, Glass Boys estreia pelo selo Matador.

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Fucked Up – Led By Hand

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Cloud Nothings: “Psychic Trauma”

Dylan Baldi

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Como I’m Not Part Of Me conseguiu anunciar de forma significativa há poucas semanas, Here And Nowhere Else (2014), terceiro e ainda inédito trabalho em estúdio do Cloud Nothings prossegue com o passeio de Dylan Baldi pela década de 1990. São guitarras versáteis, capazes de percorrer desde o Rock Alternativo da época até emanações típicas do pós-Hardcore, preferências que parecem diluídas de forma ainda mais inteligente no decorrer de Psychic Trauma.

Mais novo single da banda norte-americana, a canção reforça toda a imposição de Baldi quanto guitarrista e compositor, exercício já anunciado no ótimo Attack On Memory (2012), mas reforçada agora. Direta e emanando referências que esbarram na estética de gigantes como Dinosaur Jr, a canção chega como um reforço para o que deve ser apresentado em totalidade no dia quatro de abril, estreia do novo álbum.

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Cloud Nothings – Psychic Trauma

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Disco Doom: “Rice & Bones”

Disco Doom

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Enquanto Ex-Teenager transportou a banda sueca Disco Doom para um território de psicodelia soturna, ruídos e caos (des)controlado, Rice & Bones, mais novo lançamento do grupo europeu, parece seguir por um caminho contrário. Essencialmente branda, a canção encontra no manuseio específico das vozes e guitarras um espaço de aconchego, um meio termo entre as canções mais brandas do Dinosaur Jr e a leveza do Flaming Lips. Pontuada pelas vozes em um teor de recolhimento, a canção ocupa os mais de cinco minutos de duração em uma arquitetura de base atmosférica, crescendo aos poucos, mas sem jamais ultrapassar os limites prévios que direcionam a faixa. Assim como o trabalho anterior, a nova faixa abre espaço para a chegada de Numerals, próximo álbum de estúdio da banda e projeto que conta com o lançamento previsto para 11 de Fevereiro de 2014.

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Disco Doom – Rice & Bones

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Milk Music: “No, Nothing, My Shelter”

Milk Music

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Arctic Monkeys? Queens Of The Stone Age? Não, não, um dos melhores discos de rock lançados em 2013 foi do Milk Music. Intitulado Cruise Your Illusion, o mais recente álbum da banda de Washington foi de volta ao cenário conquistado entre as décadas de 1970 e 1990, cruzando elementos do rock clássico com a cena alternativa. O resultado está em uma obra que soa ao mesmo tempo um disco esquecido do Guns N’ Roses e uma bem sucedida obra do Dinosaur Jr. Íntimo da mesma tonalidade de inventos que abastecem a obra do California X e The Men, o disco concentra em faixas como No, Nothing, My Shelter um detalhamento nostálgico e ainda assim presente, como se décadas de referências fossem concentradas em um só ponto. A canção foi justamente a escolhida para se transformar no mais novo clipe da banda. Um registro de imagens caseiras assinadas por Dylan Sharp e que transportam a banda para o meio do deserto estadunidense.

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Milk Music – No, Nothing, My Shelter

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Disco: “You Wouldn’t Anyway”, Loomer

Loomer
Brazilian/Shoegaze/Alternative
https://www.facebook.com/loomerband

Por: Cleber Facchi

Loomer

Quatro anos separam a gaúcha Loomer, apresentada no EP Mind Drops, de 2009, do recém-lançado You Wouldn’t Anyway (2013, Midsummer Madness). Registro de estreia do quarteto gaúcho, o presente álbum passeia pelo tempo (e pelas referências) sem necessariamente se distanciar daquilo que a banda promove com acerto desde as primeiras canções: os ruídos. Intencionalmente voltado ao passado, o debut de dez faixas é uma típica obra de regresso. Um dos muitos trabalhos que se escoram na essência do My Bloody Valentine, mas que ainda assim estão longe de se perder em traços redundantes ou bases há muito reaproveitadas por outros artistas do gênero.

Fabricado como um bloco único de sons caóticos, praticamente intransponíveis, o trabalho assume no conjunto íntimo de canções a base para atrair sem grandes dificuldades qualquer ouvinte. É praticamente impossível atravessar as duas primeiras faixas do álbum sem se deixar conduzir até as composições finais do registro. O exercício, regido pelo manuseio hipnótico das guitarras, substitui o tratamento caseiro de outras obras próximas, efeito que praticamente traga o espectador para um cenário de emanações propositalmente empoeiradas, porém, capazes de se distanciar de possíveis sonorizações previsíveis.

Tratado em um propósito explícito de efemeridade, You Wouldn’t Anyway se esquiva das possíveis construções épicas, testadas nos dois primeiros EPs, para assumir um enquadramento cada vez mais acelerado e dinâmico. Com faixas entre três e quatro minutos de duração, a banda – composta por Richard La Rosa (guitarra), Guilherme F. (bateria), Fernanda Schabarum (baixo) e Stefano Fell (guitarra e voz) – usa dos poucos instantes de cada composição de forma a favorecer uma obra magra, mas não menos envolvente. A medida evita possíveis expansões climáticas ou instantes de maior redundância, assumindo um trabalho capaz de tirar o fôlego do espectador sem margem para o descanso.

Loomer

Ainda que a relação com os dois primeiros EPs seja constante – principalmente nas bases e referências -, ao assumir o presente disco os rumos da Loomer passam a ser outros. O melhor exemplo disso está na forma como os vocais são apresentados ao longo do projeto. Mais do que um complemento para os arranjos distorcidos, em faixas como Painkiller e Dark Star, as vocalizações melódicas praticamente servem como um chamariz para o ouvinte médio. São interpretações autorais das mesmas bases de vozes alcançadas em Loveless (1991) e outros clássicos da década de 1990, ao mesmo tempo em que elementos de grupos recentes, caso de Yuck e The Pains Of Being Pure At Heart, passam pelo mesmo filtro ruidoso dos gaúchos. Continue reading

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Loomer: “You Wouldn’t Anyway”

Loomer

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Cinco anos se passaram desde que a gaúcha Loomer deu início aos primeiros inventos em estúdio. Imersos com naturalidade em um cenário de ruídos e vozes parcialmente ocultas, os músicos Richard La Rosa (guitarra), Guilherme F. (bateria), Fernanda Schabarum (baixo) e Stefano Fell (guitarra e voz) fizeram dos dois primeiros EPs – Mind Drops (2009) e Coward Soul (2010) – um aquecimento para o que se confirma agora com a chegada de You Wouldn’t Anyway. Estreia oficial da banda, o álbum segue a mesma linha de sons e referências construídas previamente pelo trio (Schabarum só entrou no grupo recentemente), condensando distorções e arranjos disformes em um cenário que praticamente transporta o ouvinte para idos dos anos 1990.

Com referências explícitas ao trabalho de bandas como Dinosaur Jr. e My Bloody Valentine – Loomer é uma das músicas do clássico Loveless (1991) -, o álbum de 10 inéditas canções potencializa o cenário caótico promovido inicialmente pelo grupo. São construções densas como a de Silent Noise ou mesmo boas melodias, caso da composição “acessível” e nostálgica expressa em Mammoth Butterfly. Com lançamento pelo selo Midsummer Madness – casa de bandas como Pelvs, Supercords e Cigarettes -, o trabalho conta com uma edição em vinil (prevista para 2014) e uma edição digital, que você pode ouvir logo abaixo.

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Loomer – You Wouldn’t Anyway

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Twinpine(s): “As a Surprise”

Twinpine(s)

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Dona de um dos melhores álbuns nacionais de 2010 – Niagra Falls -, a paulistana Twinpine(s) fez dos últimos EPs uma continuação natural do resultado assertivo exposto no primeiro disco. Entretanto é novo single, As a Surprise, que o trio reforça um detalhamento muito mais provocante dentro da própria estética. Ainda íntimo das melodias que definiram o eixo final do rock alternativo na década de 1990, mas sem se afastar do cenário proposto por grupos como Superchunk e Dinosaur Jr. em idos do mesmo período, a nova faixa – e o B-Side First Try – acomodam o grupo em um jogo de melodias curtas, porém, proeminentes. São emanações nostálgicas que esbarram na melancolia das líricas e nos acordes tristes que fluem com leveza das guitarras, uma sequência natural (e inevitável) ao conjunto de faixas expostas no trabalho de 2010. Disponível para download no site do grupo, o novo single pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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Twinpine(s) – As a Surprise

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Loomer: “Mammoth Butterfly/Dark Star”

Loomer

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Poucas bandas nacionais lidam com o barulho de forma tão inteligente e provocante quanto os gaúchos da Loomer. Donos de dois bem desenvolvidos EPs – o melhor deles é o intenso Coward Soul, de 2010 -, a banda reserva para os próximos meses a chegada de You Wouldn’t Anyway, o primeiro grande álbum de estúdio. Com produção assinada por Richard La Rosa e Stefano Fell, o trabalho mantém o mesmo princípio das composições iniciais do grupo, encaixando guitarras sujas e vozes melódicas típicas do Shoegaze construído no começo dos anos 1990. Ora próximo de grupos como Dinosaur Jr, ora íntimo de veteranos como My Bloody Valentine, o grupo faz das inéditas Mammoth Butterfly e Dark Star um princípio para o que deve decidir toda a construção do registro, obra que chega pelos selos Midsummer Madness e Transfusão Noise Records, casas de alguns dos projetos mais barulhentos do cenário nacional.

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Loomer – Mammoth Butterfly/Dark Star

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Yuck: “Middle Sea”

Yuck

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Pouco parece ter se modificado na estética do Yuck desde a saída de Daniel Blumberg, antigo vocalista e “líder” da banda. Pelo contrário, cada vez mais o grupo londrino parece fundado em experiências que buscam resgatar a sonoridade firmada na década de 1990, estabelecendo uma ponte do presente para o trabalho de grupos como Pavement, Dinosaur Jr. e My Bloody Valentine. Exemplo mais assertivo e melódico disso está na composição de Middle Sea, faixa que poderia facilmente ser encontrada no trabalho anterior da banda, de 2011, ao mesmo tempo em que carrega marcas específicas de diversos veteranos consolidados há duas décadas. De Teenage Fanclub aos solos de J Mascis, cada instante da faixa reverbera nostalgia e acerto em uma medida honesta. Lançada em clipe, o registro, dirigido por Michael Lawrence, transporta as guitarras ensurdecedoras do Yuck para o cenário silencioso de uma quadra de tênis, levando o baterista Jonny Rogoff a enfrentar um amargurado senhorzinho.

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Yuck – Middle Sea

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Sebadoh: “State Of Mine”

Lou barlow

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Lou Barlow parece entusiasmado para o lançamento de Defend Yourself. Primeiro registro em estúdio do Sebadoh desde que o autointitulado registro foi lançado em 1999, o novo projeto já acumula algumas boas composições, caso de I Will, e mais recentemente de State Of Mine, novo single da banda. Despojada, a canção se esquiva parcialmente dos ruídos, trazendo no manuseio “pop” das guitarras e vozes um sentido de pequena oposição ao single anterior. Próxima em alguma medida do Superchunk, no álbum I Hate Music, a canção encontra na atmosfera melódica uma fuga da densidade que acompanha Barlow no Dinosaur Jr, mais uma prova da versatilidade do músico norte-americano.

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Sebadoh – State Of Mine

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