Tag Archives: Disco

Database: “Another Love”

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A dupla Database lançou essa semana seu mais novo EP “Another Love”, com participação de Savoir Adore, trazendo os vocais de Paul Hammer, além de três remixes, sendo dois da dupla carioca de House e Disco, Twelves e do produtor paulistano, parte do cast do selo da Kompakt, L_cio. O lançamento é pelo selo Life on Planes, do DJ White Shadow, produtor dos álbuns “Born This Way” e “Artpop” da Lady Gaga.

Formado por Lucio Morais e Yuri Chix em 2007, o Database já remixou Fatboy Slim e lançou um EP pelo selo de Norman Cook; lançou em 2010 o single “Beach and Friends”, em parceria com os americanos do French Horn Rebellion, que alcançou o primeiro lugar no site The Hype Machine e destaque na programação da BBC Radio 1; lançou o EP “New Disco” pela label francesa Kitusné (a mesma de Two Door Cinema Club, Phoenix, La Roux, Klaxons, Digitalism e Classixx) em 2011, alcançando o oitavo lugar no TOP100 das faixas mais vendidas do site de compra de música Beatport, e teve sua segunda parceria com o French Horn Rebellion; e o EP “Poster Girl”, figurou novamente entre os mais escutados do The Hype Machne em 2012 e chamou a atenção do rapper Jay-Z, que a postou em seu blog pessoal.

A dupla já se apresentou em festivais como Lollapalooza, MECA Festival e SWU, além de discotecar em vários clubes no Brasil e fazer uma turnê nos EUA em 2011 que rendeu o documentário “Midnight Cowboys”. Another Love estará presente no álbum debute da dupla que será lançado ainda no primeiro semestre deste ano, e está disponível para audição no Soundcloud da dupla.

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Disco: “Assim Que Nóis Trabalha”, Hó Mon Tchain

Hó Mon Tchain
Nacional/Hip-Hop/Rap
https://www.facebook.com/AgaEmeTe

 

Desde o lançamento de Malandrão, em setembro de 2015, que o som produzido pelo Hó Mon Tchain parece longe de repetir os conceitos aplicados do bem-sucedido Ascensão (2012). Da solução de batidas, bases e rimas ancoradas no hip-hop dos anos 1990, o coletivo paulistano dá um salto de pelo menos duas décadas, encontrando em temas que dialogam com o cotidiano do trabalhador brasileiro a matéria-prima para o segundo registros de inéditas, Assim Que Nóis Trabalha (2016, Independente).

Canção de abertura do disco, A.Q.N.T. não apenas reforça a temática conceitual que rege a obra, como resume a plena evolução do grupo em relação ao primeiro álbum de estúdio. Se em 2012 a produção assinada pelo produtor e também integrante Mud parecia dançar pelo mesmo universo de veteranos como Wu-Tang Clan, Madlib e outros gigantes da década de 1990, com a chegada do novo registro, cada elementos espalhado pelo disco dialoga de forma assertiva com o presente.

Difícil não lembrar de obras recentes do selo TDE, como Oxymoron (2014) do SchoolBoy Q ou mesmo Good Kid, M.A.A.D City (2012) de Kendrick Lamar. Mesmo a temática “eletrônica” de Cores & Valores (2014), último registro de inéditas do Racionais MC’s, parece replicada de forma autoral em composições como Gueto Árabe e Números não Mentem. Da mesma forma que em Ascensão, Mud, continua a brincar com fragmentos instrumentais de diferentes artistas, recortando, costurando e adaptando referências de forma a produzir um material próprio do HMT.

Nesse cenário de ondulações que vão do Trap ao R&B, o grupo se concentra em projetar uma verdadeira metralhadora de rimas versáteis. Composições que passeiam pelo universo caótico de cada integrante (Malandrão), criam paralelos entre diferentes periferias (Gueto Árabe) e ainda discutem com maturidade a conflituosa relação entre dinheiro e valores pessoais a cada nova curva do disco (Ostentação Interior, Por onde Voo e Amo os que Me Odeiam). Sobram até pequenos respiros intimistas dentro de faixas como Sessão da Tarde e Essa Noite. Continue reading

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Cozinhando Discografias: Madonna

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Like a Prayer, Material Girl, Ray of Light, Like a Virgin, Human Nature, Hung Up ou Music. Em mais de três décadas de carreira, Madonna deu vida a um dos maiores e mais significativos acervos da música pop. Uma coleção de obras que atravessa os anos 1980 – True Blue (1986), Like a Prayer (1989) -, explora a eletrônica na década de 1990 – Erotica (1992), Ray Of Light (1998) – e se parte em diferentes sonoridades, gêneros e possibilidades ao longo dos anos 2000 – Confessions On a Dance Floor (2005), Rebel Heart (2015). Na lista abaixo, um exercício – evidentemente particular – de organizar toda a discografia de estúdio da cantora – 13 álbuns -, do pior para o melhor lançamento. Aproveite os comentários para montar a sua lista de favoritos da cantora, organizando cada um dos trabalhos por ordem de preferência. Continue reading

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Disco: “Prom King”, Skylar Spence

Skylar Spence
Electronic/Alternative/Disco Funk
https://www.facebook.com/drinkyoung

Quem acompanha o trabalho de Ryan DeRobertis desde os tempos do Saint Pepsi, provavelmente deve ter se espantado com a mudança de direção assumida pelo produtor em Can’t You See. Escolhida para apresentar o primeiro álbum de inéditas do artista nova-iorquino dentro do projeto Skylar Spence, Prom King (2015, Carpark Records), a faixa de ritmo acelerado e forte diálogo com a década de 1970 está longe de parecer apenas um novo ponto de partida para DeRobertis, mas a base de cada uma das 11 composições que recheiam o registro.

Vaporwave, Future Pop, Chillwave ou Dance Music: não importa. Independente dos rótulos que cercam a obra do produtor norte-americano desde o começo da presente década, DeRobertis assume como único objetivo em Prom King fazer o ouvinte dançar. Com Can’t You See e a curiosa faixa-título logo na abertura do álbum, diversos são os caminhos (e ritmos) assumidos pelo artista, tão íntimo da essência nostálgica do Daft Punk em Random Access Memories (2013), como do som empoeirado e referencial de Neon Indian, Washed Out e outros nomes ainda recentes da música estadunidense.

Em I Can’t Be Your Superman, quarta faixa do disco, a prova da capacidade de Skylar Spance em produzir uma boa faixa “comercial”, mas sem necessariamente perder o toque “Lo-Fi” do álbum. Guitarras e batidas que resgatam o que há de mais dançante nas últimas três décadas, preparando o terreno para o uso de versos marcados pelo romantismo e a honestidade de DeRobertis – “Você tem o peso do mundo sobre os ombros / Quando eu não estou por perto / Eu mergulhar nas profundezas do seu oceano / Mas você ainda poderia se afogar”.

Com a chegada de Ridiculos!, quinta música do disco, uma espécie de passeio por diferentes aspectos do som incorporado por DeRobertis nos últimos anos. Instantes de euforia e recolhimento que garantem dinamismo ao álbum. Enquanto Fall Harder e Affairs reforçam o caráter melancólico e intimista da obra, esbarrando em versos de natureza confessional, canções aos moldes de Bounce Is Back e Cash Wedensday mergulham de cabeça em experimentos típicos do trabalho apresentado pelo produtor com o Saint Pepsi. Continue reading

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Festa SoulSet comemora aniversário de quatro anos

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Acontece nesse domingo, dia 16 de agosto, a partir das 15h, a edição de quatro anos da festa Soul.Set, na região central de São Paulo. Para essa comemoração o projeto traz duas atrações internacionais: Darshan Jesrani, do Metro Area e o português Alkalino.

Conhecida por aliar música, essência, diversidade, amor e respeito, a Soul.Set traz também em seu line up: Davis e Thiago Guiselini, além de living paint, feirinha gastronômica e outras atividades, além de transporte gratuito até o local. Metro Area, ícone da música eletrônica nova iorquina, será representado por Darshan. Já Alkalino é um português radicado em Munique, responsável por exímios remixes e edits de disco, soul e clássicos da house music.

Os ingressos custam de R$ 40 a R$ 30 (antecipado) e R$ 25 para sócios. O endereço da festa será na Rua Visconde de Parnaíba, 2910, Centro – São Paulo. Outras informações na Página do Facebook: https://www.facebook.com/soulsetfesta


Soul.Set 04 Anos
Data: Domingo, 13 de setembro
Horário: 15h
Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 2910 – Centro – São Paulo
Evento: https://www.facebook.com/events/378103662400412/
Site: https://www.facebook.com/soulsetfesta
Ingressos: R$ 40 (Lote Atual)
http://hoppin.zone/soulset

Line up:
Darshan  (Metro Area/EUA)
Alkalino (PORTUGAL)
Davis
Thiago Guiselini

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Brazilian Disco Club: “BDC Compilation Vol. 3”

00000bdcmiojoCréditos Imagem: Foto por Gui Moraes e edição por Fernando Simões

O Brazilian Disco Club, coletivo festeiro (velho conhecido da casa) que produz house e disco music, comemora seus três anos de vida em grande estilo, lançando sua terceira coletânea: “Brazilian Disco Club – Compilation Vol. 3”. A compilação conta com 20 artistas nacionais, de diversos estados e gêneros, além de um Frances, sempre com batidas 4×4. Os convidados Rico,  SeixlacK, ˆL_, Nascii, DeltaFoxx, Beerlover, Kruzader, Mind Movies, RafaHell, Danno, KATHERINA e Morr se juntam aos seis integrantes do coletivo: Rafael Hysper, Club Soda, Arcade Fighters, Palinoia, Real Deal e Kamei, além de uma faixa do produtor brasileiro Ledhead, em parceria com o Frances Play’Til, somando um total de 19 músicas.

O Brazilian Disco Club,ou BDC para os íntimos é um coletivo de DJs e produtores musicais formado em 2012 na cidade de São Paulo, que têm em comum a paixão pelo movimento french touch, iniciado em Paris nos anos 90, que deu origem a uma efervescente nova cena na house music, catapultando para o estrelato nomes como Daft Punk, Cassius, Air, Bob Sinclair, David Guetta, entre outros. Além disso, o coletivo comemora três anos, agora em setembro.

Para o lançamento do disco, a festa acontecerá no lounge do clube paulistano D-edge, local ícone da música eletrônica brasileira e um dos melhores e mais respeitáveis clubes do mundo. Será na próxima sexta-feira, dia 04 de setembro a partir das 23h59, com a apresentação dos DJs e produtores Club Soda, Hysper vs Palinoia e Arcade Fighters, além dos DJs da casa.

DOWNLOAD

Serviço:

Sexta-feira, 04 de setembro – FREAK CHIC Especial Brazilian Disco Club 3 Anos – 23h59

Line-up:
Pista:
Gui Scott
Felipe Sá
Rafael Moraes

Lounge:
Club Soda
Hysper vs Palinoia
Arcade Fighters

Preço:
Com lista:
R$ 40 entrada / R$ 80 consumação
Sem lista: R$ 60 entrada / R$ 120 consumação

Evento:
https://www.facebook.com/events/315081728616018/

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Palinoia: “Shapeshifter”

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O projeto Palinoia nasceu em novembro de 2013, na cidade de Campinas. Victor Bueno, nome por trás da criação do sons, vem testando novas vertentes e criando produções que vão do disco house até future funky. Após o lançamento de alguns singles por selos internacionais como Bleu De Bleu Records (França) e um EP pela Horeazon (Suíça) ganhou notoriedade. Lançou seu primeiro álbum em 2014 pelo seu próprio selo Winter Club Records e foi distribuído pela gravadora americana Keats Collective.

Agora o rapaz prodígio do interior, mas que é revelação na Europa, acaba de lançar mais um trabalho, se trata do EP “Shapeshifter”. Feito para o selo americano Stratford Ct, o pequeno disco resume a trajetória do produtor e seus novos elementos, construindo músicas com uma nova pegada, são três faixas com muito groove, bem verão europeu, dançante e fervescente.

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Escort: “Animal Nature”

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Com um único disco lançado em 2011 e faixas avulsas que se acumulam desde o fim da década passada, já estava mais do que na hora da banda nova-iorquina Escort apresentar o segundo álbum de inéditas. Depois de apresentar as ótimas Barbarians e Cabaret, o projeto comandado por Dan Balis, Eugene Cho e Adeline Michele descansou, voltando somente agora para anunciar a chegada de toda uma nova sequência de músicas pelo álbum Animal Nature (2015).

Recheado com 10 composições inéditas, o álbum carrega na recém-lançada faixa-título toda a essência do trabalho da banda. Sintetizadores que evocam a década de 1980, arranjos funkeados dos anos 1970 e a voz precisa de Adeline Michele, confortavelmente inserida no mesmo ambiente criativo de nomes como Grace Jones e Donna Summer. Uma composição que, mesmo livre de um refrão eficiente ou mesmo elementos caricatos, parece capaz de seduzir o ouvinte, atraindo sem dificuldades até o último segundo.

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Escort – Animal Nature

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Disco: “Ratchet”, Shamir

Shamir
Electronic/Hip-Hop/Indie
https://www.facebook.com/Shamir

Shamir Bailey ainda não havia nascido quando a Disco Music ganhou nova roupagem no final dos anos 1980 com a explosão da Italo Disco e a House Music no começo da década seguinte. Nascido em 1994, o artista original da cidade de Las Vegas era apenas uma criança quando o “movimento” Nu-Disco tomou conta da cidade de Nova York no início dos anos 2000, sendo apresentado ao trabalho de artistas como Hercules and Love Afair, Scissor Sisters e Azari & III somente na adolescência.

Interessante perceber em Ratchet (2015, XL), primeiro registro em estúdio do cantor, uma espécie de síntese involuntária de todas essas cenas, reformulações e novos rumos que marcam diferentes fases da música eletrônica. Personagem central da própria obra, Shamir destila sentimentos (In For The Kill), estreita a relação com as pistas (Call it Off) e cria na estrutura flexível dos arranjos (On The Regular) uma obra tão vasta que é difícil encaixar o álbum em um cercado específico.

De vocal andrógino, ao finalizar o primeiro álbum de inéditas, o jovem de apenas 20 anos parece ir ainda mais longe em relação ao material e sonoridade curiosa explorada no single On the Regular. Primeiro grande sucesso de Shamir, a canção apresentada em 2014 parece servir de estímulo para todo o restante do álbum, fragmentando as (novas) composições entre o canto, a rima e o natural compromisso com as pistas. Recortes, colagens e pequenas apropriações conceituais que aos poucos revelam a identidade colorida do artista.

Em uma contínua mudança de direção, por vezes brusca, cada faixa de Ratchet se transforma em um plano isolado dentro da obra. Seguindo a mesma trilha de Azealia Banks em Broke With Expensive Taste (2014), Shamir parece testar os próprios limites, brincando com faixas de essência eletrônica, como Hot Mess e Make a Scene, até composições reclusas, de natureza romântica, caso de Demon e Darker, essa última um fino retrato da aproximação do jovem músico em relação ao R&B dos anos 1990. Até violões aparecem na derradeira KC, música exclusiva da edição virtual do disco. Continue reading

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Lira: “O Labirinto e o Desmantelo”

Capa - Lira _O Labirinto e o Desmantelo_

O músico e compositor Lira lança seu segundo disco solo “O Labirinto e o Desmantelo”. José Paes de Lira começou a carreira artística aos 12 anos de idade, declamando poesias. Em 2011 apresentou seu primeiro disco solo LIRA e em 2015 lança seu novo trabalho de estúdio. As 11 faixas que compõem o disco aprofundam o psicodelismo elétrico construído no disco de estreia solo LIRA (2011). E experimentam instrumentos da música clássica, numa estrutura rítmica comandada por Pupillo, da Nação Zumbi, que também assina a produção musical.

Dentre as participações especiais está a cantora Céu, como compositora e intérprete, numa parceria inédita com Lira. As letras das canções são narradas em primeira pessoa, trazendo a revelação das transformações e experiências da vida do artista, num cenário que se desmonta.
Walter Areia, da Mundo Livre S/A e o pianista Vítor Araújo também participam do disco.
O álbum contem características muito particulares e envolventes, a personalidade do artista toma conta de cada detalhe do trabalho, que se torna algo íntimo e intrigante.

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