Tag Archives: Disco

Palinoia: “Shapeshifter”

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O projeto Palinoia nasceu em novembro de 2013, na cidade de Campinas. Victor Bueno, nome por trás da criação do sons, vem testando novas vertentes e criando produções que vão do disco house até future funky. Após o lançamento de alguns singles por selos internacionais como Bleu De Bleu Records (França) e um EP pela Horeazon (Suíça) ganhou notoriedade. Lançou seu primeiro álbum em 2014 pelo seu próprio selo Winter Club Records e foi distribuído pela gravadora americana Keats Collective.

Agora o rapaz prodígio do interior, mas que é revelação na Europa, acaba de lançar mais um trabalho, se trata do EP “Shapeshifter”. Feito para o selo americano Stratford Ct, o pequeno disco resume a trajetória do produtor e seus novos elementos, construindo músicas com uma nova pegada, são três faixas com muito groove, bem verão europeu, dançante e fervescente.

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Escort: “Animal Nature”

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Com um único disco lançado em 2011 e faixas avulsas que se acumulam desde o fim da década passada, já estava mais do que na hora da banda nova-iorquina Escort apresentar o segundo álbum de inéditas. Depois de apresentar as ótimas Barbarians e Cabaret, o projeto comandado por Dan Balis, Eugene Cho e Adeline Michele descansou, voltando somente agora para anunciar a chegada de toda uma nova sequência de músicas pelo álbum Animal Nature (2015).

Recheado com 10 composições inéditas, o álbum carrega na recém-lançada faixa-título toda a essência do trabalho da banda. Sintetizadores que evocam a década de 1980, arranjos funkeados dos anos 1970 e a voz precisa de Adeline Michele, confortavelmente inserida no mesmo ambiente criativo de nomes como Grace Jones e Donna Summer. Uma composição que, mesmo livre de um refrão eficiente ou mesmo elementos caricatos, parece capaz de seduzir o ouvinte, atraindo sem dificuldades até o último segundo.

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Escort – Animal Nature

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Disco: “Ratchet”, Shamir

Shamir
Electronic/Hip-Hop/Indie
https://www.facebook.com/Shamir

Shamir Bailey ainda não havia nascido quando a Disco Music ganhou nova roupagem no final dos anos 1980 com a explosão da Italo Disco e a House Music no começo da década seguinte. Nascido em 1994, o artista original da cidade de Las Vegas era apenas uma criança quando o “movimento” Nu-Disco tomou conta da cidade de Nova York no início dos anos 2000, sendo apresentado ao trabalho de artistas como Hercules and Love Afair, Scissor Sisters e Azari & III somente na adolescência.

Interessante perceber em Ratchet (2015, XL), primeiro registro em estúdio do cantor, uma espécie de síntese involuntária de todas essas cenas, reformulações e novos rumos que marcam diferentes fases da música eletrônica. Personagem central da própria obra, Shamir destila sentimentos (In For The Kill), estreita a relação com as pistas (Call it Off) e cria na estrutura flexível dos arranjos (On The Regular) uma obra tão vasta que é difícil encaixar o álbum em um cercado específico.

De vocal andrógino, ao finalizar o primeiro álbum de inéditas, o jovem de apenas 20 anos parece ir ainda mais longe em relação ao material e sonoridade curiosa explorada no single On the Regular. Primeiro grande sucesso de Shamir, a canção apresentada em 2014 parece servir de estímulo para todo o restante do álbum, fragmentando as (novas) composições entre o canto, a rima e o natural compromisso com as pistas. Recortes, colagens e pequenas apropriações conceituais que aos poucos revelam a identidade colorida do artista.

Em uma contínua mudança de direção, por vezes brusca, cada faixa de Ratchet se transforma em um plano isolado dentro da obra. Seguindo a mesma trilha de Azealia Banks em Broke With Expensive Taste (2014), Shamir parece testar os próprios limites, brincando com faixas de essência eletrônica, como Hot Mess e Make a Scene, até composições reclusas, de natureza romântica, caso de Demon e Darker, essa última um fino retrato da aproximação do jovem músico em relação ao R&B dos anos 1990. Até violões aparecem na derradeira KC, música exclusiva da edição virtual do disco. Continue reading

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Lira: “O Labirinto e o Desmantelo”

Capa - Lira _O Labirinto e o Desmantelo_

O músico e compositor Lira lança seu segundo disco solo “O Labirinto e o Desmantelo”. José Paes de Lira começou a carreira artística aos 12 anos de idade, declamando poesias. Em 2011 apresentou seu primeiro disco solo LIRA e em 2015 lança seu novo trabalho de estúdio. As 11 faixas que compõem o disco aprofundam o psicodelismo elétrico construído no disco de estreia solo LIRA (2011). E experimentam instrumentos da música clássica, numa estrutura rítmica comandada por Pupillo, da Nação Zumbi, que também assina a produção musical.

Dentre as participações especiais está a cantora Céu, como compositora e intérprete, numa parceria inédita com Lira. As letras das canções são narradas em primeira pessoa, trazendo a revelação das transformações e experiências da vida do artista, num cenário que se desmonta.
Walter Areia, da Mundo Livre S/A e o pianista Vítor Araújo também participam do disco.
O álbum contem características muito particulares e envolventes, a personalidade do artista toma conta de cada detalhe do trabalho, que se torna algo íntimo e intrigante.

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Cozinhando Discografias: Michael Jackson

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Dono de algumas das maiores obras do pop, Michael Jackson é o novo escolhido da seção Cozinhando Discografias. Para a montagem da lista – organizada do pior para o melhor lançamento de estúdio artista -, apenas trabalho oficiais, entregues ao público quando o artista ainda estava vivo. Logo, nada de coletâneas, álbuns de remixes ou obras póstumas. Do primeiro trabalho em carreira solo, Got To Be There (1972), ao último lançamento de inéditas, Invincible (2001), abaixo você encontra nosso ranking particular do Rei do Pop. Continue reading

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Davis: “Repique EP”

Foto-davis

São Paulo vive uma onda forte de produtores de diversos estilos, sempre criativos e abusados, mas devemos destacar o pessoal que vem produzindo sons com batidas 4X4, principalmente a união desses produtores como os coletivos e festas: Brazilian Disco Club, Gop Tun, Selvagem, Dusk entre outros. Mas existe um produtor que vem já algum tempo mostrando faixas energéticas e extravagantes, com um toque próprio dentro da cena, o nome a ser lembrado é Davis Genuino.

Dj e produtor paulistano, Davis é residente na noite Freak Chic do clube D-Edge em São Paulo, do Warung Club em Itajaí e da festa multidisciplinar Laço. Ele também é integrante do projeto The Drone Lovers ao lado de Pedro Zopelar e da vocalista Érica Alves, no qual lançou recentemente um ep pelo selo Ganzá, da plataforma Skol Music, e em breve lançaram seu disco de estreia. Mas em sua carreira solo o cara já lançou muita coisa boa, por diversos selos renomados, agora acaba de lançar seu novo trabalho, trata-se do Repique EP.

O pequeno disco trata de formal natural e hibrida, musicas que passeiam pelo universo da house e disco music. O trabalho tenta transmitir momentos de Introspecção e escapismo, assim como uma excelente energia, conseguindo o resultado no ponto certo. Repique sai as ruas pelo selo paulistano Paunchy Cat Records, contendo quatro faixas que estão disponíveis no soundcloud do selo.

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Julio Bashmore: “Rhythm Of Auld” (Feat. J’Danna)

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Aos poucos o catálogo de obras reservadas para 2015 começa a se formar. Depois de Joel Ford, é a vez do britânico Julio Bashmore criar expectativa para os lançamentos com foco na música eletrônica. Ainda que a assertiva Simple Love, composição apresentada há poucas semanas, tenha servido de aperitivo, são as batidas, vozes bem encaixadas e toda a carga nostálgica da recém-lançada Rhythm Of Auld que seduz o ouvinte.

Com um pé nos anos 1970 e outro no som apresentado por James Murphy na década passada, a nova criação funciona como um verdadeiro convite para as pistas. Assinada em parceria com a cantora J’Danna, também responsável pelos vocais do último single, Rhythm Of Auld reforça a atmosfera empoeirada que Bashmore vem desenvolvendo para o primeiro disco – ainda sem título, data de lançamento, porém, previsto para 2015. De forma autoral, uma adaptação dos temas apresentados por Todd Terje em It’s Album Time (2014), ao mesmo tempo que um regresso ao último álbum do Disclosure.

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Julio Bashmore – Rhythm Of Auld (Feat. J’Danna)

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Kindness: “This Is Not About Us”

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World Restart, com todos os clichês do mundo, é uma canção que pode ser facilmente chamada de “gostosa”. Dos arranjos organizados por Adam Bainbridge, passando pela voz de Kelela e Ade, até mergulhar na atmosfera de referências da música Disco/R&B dos anos 1970 e 1980, cada segundo dentro da canção parece projetado de forma a convencer o ouvinte. Para a felicidade de quem acompanha o trabalho do Kindness, não diferente é a inédita This Is Not About Us.

Ainda que “econômica” em relação a faixa que a antecede, a nova música carrega toda a mesma leveza dos elementos incorporados pelo produtor britânico. Com uma relação muito maior com a eletrônica, a nova música reforça uma das nuances de Otherness (2014), o segundo e ainda inédito álbum do Kindness. Com lançamento pelos selos Female Energy e Mom + Pop, o novo disco estreia dia 13 de outubro.

Com boas coreografias, o vídeo de This Is Not About Us é uma parceria entre Bainbridge e o diretor Daniel Brereton.

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Kindness – This Is Not About Us

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Disco: “Mr. Twin Sister”, Mr. Twin Sister

Mr. Twin Sister
Indie Pop/Dream Pop/Electronic
http://mrtwinsister.com/

Por: Cleber Facchi

A mudança de nome do coletivo nova-iorquino Twin Sister para Mr. Twin Sister está longe de ser apenas “estética”. Basta regressar ao ambiente empoeirado de Daniel, Bad Street e demais faixas instaladas no debut In Heaven, de 2011, para perceber a completa alteração de estrutura em torno da autointitulada e mais recente obra do grupo. Orquestrada pelas voz doce de Andrea Estella, o grupo, antes instalado na década de 1980, agora brinca com todo um novo acervo musical, flutuando por entre décadas sem necessariamente assumir qualquer apego específico.

Tão voltado aos suspiros finais da Disco Music (In The House Of Yes), como de elementos típicos do Soft Rock (Sensitive), o álbum sustentado por apenas oito faixas é um emular constante de novas experiências. Um exercício lento de adaptação, como se cada nota, voz ou verso efêmero proclamado ao longo da obra fosse tratado com nítida parcimônia, convidando o ouvinte a saborear todas as sensações (agora) encaradas pela banda.

Ainda que instalado no mesmo ambiente temático de Kill For Love (2012) Chromatics, Anything In Return (2013) de Toro Y Moi e outras obras musicalmente próximas – todas consumidas pela nostalgia não vivenciada -, a reestreia do coletivo de Nova York segue de forma evidente em uma medida de tempo própria, desacelerada. Da mesma forma que cada porção do registro merece ser degustada pelo espectador, não diferente é o ritmo solucionado pelo quinteto, sereno mesmo nos instantes mais “acelerados” – vide a dançante Out Of Dark.

Dentro dessa estrutura ponderada, sóbria, é evidente como o colorido grupo montado por Gabe D’Amico hoje tenta esconder suas formas musicais. Um contínuo espalhar de experiências e peças, deixando que elas sejam montadas na cabeça do ouvinte. Canções como Sensitive e Twelve Angels, atos precisos de quase sete minutos e solucionados em um loop preciso, dançando em uma atmosfera de segredos e lentos encaixes instrumentais. A julgar pela explícita relação com a década de 1970, o novo álbum do Mr.TS talvez seja uma interpretação menos óbvia para o material lançado pelo Daft Punk em Random Access Memories (2013). Continue reading

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Mr. Twin Sister: “In the House of Yes”

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A mudança do nome de uma banda nem sempre é vista com bons olhos. Todavia, ao apresentar Out of the Dark no final de maio, o coletivo Mr. Twin Sister – ex-Twin Sister – provou não apenas ser capaz de repetir o acerto dos primeiros anos, como de ostentar a própria evolução. Com o primeiro álbum da nova fase reservado para o dia 23 de setembro, a banda de Long Island não apenas regressa ao território lançado no ótimo In Heaven, de 2011, como se mostra interessada a investir em toda uma nova carga de referências musicais, marca explícita na recém-lançada In the House of Yes.

Encaixada no mesmo Dream Pop/Indie Pop “oitentista” do registro passado, a nova faixa carrega na voz de Andrea Estella a passagem para um ambiente ainda mais grandioso, ora voltado ao Soft Rock dos anos 1980, ora inspirado pelos últimos suspiros da Disco Music. São quase sete minutos de duração, experiência detalhada em totalidade por batidas semi-dançantes, vocalizações crescentes e até mesmo a inclusão de metais, ampliando de forma nítida o teor nostálgico da criação. Das texturas sustentadas pela linha de baixo, passando pelas  bases de pianos, é preciso regressar uma centena de vezes ao ambiente detalhista da faixa de forma a isolar e se captar cada nuance da faixa.

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Mr. Twin Sister – In the House of Yes

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