Responsável por alguns dos principais lançamentos do último ano, como Songs of Wood & Fire, do M O O N S, e Submarine Dreams, do do cantor e compositor JP Cardoso, o selo belga-brasileiro La Femme Qui Roule anuncia a chegada de um novo trabalho de inéditas. Trata-se de Agosto (2017), registro de seis faixas composto e tocado inteiramente pelo músico Arthur Melo, artista que flutua entre o minimalismo do folk e instantes breves de pura psicodelia.

Com produção de Leonardo Marques (Transmissor, Congo Congo), o trabalho se divide com naturalidade entre reflexões intimistas, relacionamentos confusos e problemas típicos de qualquer jovem adulto. Músicas como a semi-descritiva Coração ou mesmo a inaugural faixa-título, representações perfeitas do som produzido por Melo. Distribuído em diferentes plataformas digitais, o álbum também pode ser baixado no Bandcamp do músico.

 

Arthur Melo – Agosto

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Poucos meses após o lançamento de MM3 (2016), terceiro e mais recente álbum de estúdio do Metá Metá, Kiko Dinucci, guitarrista e um dos integrantes do grupo paulistano anuncia a chegada do primeiro trabalho em carreira solo. Intitulado Cortes Curtos (2017), o registro, produzido e gravado pelo músico em setembro do último ano no Red Bull Station, em São Paulo, conta com 14 composições inéditas, uma regravação e download gratuito pelo site do cantor.

Depois de seis anos de gestação, chegou o Cortes Curtos. Ele é mais filme do que disco, ouça numa tacada só, ouça em volume alto se for possível“, escreveu Danucci no Facebook. No time de colaboradores da obra, parceiros de longa data. Tulipa Ruiz, em O Inferno Tem Sede, Ná Ozzetti em Inferno Particular, Juçara Marçal em Chorei, composição que leva a assinatura de Beto Villares. Cortes Curtos ainda se abre para a participação dos músicos Marcelo Cabral no baixo e Sérgio Machado na bateria. Ouça:

 

Kiko Dinucci – Cortes Curtos

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Como anunciado há poucas semanas, o Chairlift se despede do público para que seus integrantes, Caroline Polachek e Patrick Wimberly, possam se dedicar a diferentes projetos em carreira solo. Enquanto a dupla se prepara para as últimas apresentações ao vivo, Polachek aproveitou para lançar um novo álbum em carreira solo: Drawing The Target Around The Arrow (2017). Com download gratuito, o registro é o primeiro registro paralelo da cantora desde o estranho Arcadia (2014), como Ramona Lisa.

Na contramão do último álbum do Chairlift, o ótimo Moth – 44º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, o presente registro mostra o lado mais “experimental” de Polachek. São 18 composições, parte expressiva delas com menos de dois minutos de duração, em que a artista brinca com o uso de sintetizadores atmosféricos, captações caseiras e até sons ambientais, como uma possível sobra de estúdio dos últimos trabalhos de Polachek.

 

CEP – Drawing The Target Around The Arrow

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Casa de alguns dos projetos mais interessantes (e barulhentos) da cena nacional, o selo paulistano Sinewave acaba de anunciar a chegada de mais uma edição da clássica coletânea Sinewave Essentials. Trata-se de um resumo caótico de tudo aquilo que os produtores, músicos e artistas relacionados ao coletivo produziram entre janeiro e dezembro deste ano. Uma extensa seleção com 25 composições já conhecidas do público.

Entre as canções que abastecem o álbum, experimentos como Music For Airports (Airplanes, Hope And Sadness), do carioca Cadu Tenório, e Baião de Stoner, parte do último disco da Macaco Bong. Ambos os trabalhos fazem parte da nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2016. A seleção ainda conta com outros destaques, caso da hipnótica Peixe Voador, criação recente do grupo pernambucano Kalouv e faixa que chegada acompanhada com um dos melhores clipes do ano.

 

Vários Artistas – Sinewave Essentials – The Best of 2016

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Produzido e gravada durante a turnê “Bons Amigos, Maus Hábitos”, projeto que envolveu os integrantes da El Toro Fuerte, Jonathan Tadeu, Fernando Motta e Sentidor em uma série de apresentações por diversas cidades do Nordeste do país, Rio Sem Nome é o mais novo trabalho do mineiro João Carvalho. Trata-se de uma adaptação de diversos conceitos incorporados pelo artista nos últimos meses. Um melancólico jogo de texturas eletrônicas, versos confessionais e sentimentos expostos.

Além das três composições apresentadas por Carvalho recentemente – Cosmorama, Liberdade e Recife –, o registro ainda conta com outras sete canções inéditas. Músicas como a cósmica A História Não Nos Redimirá, repleta de fragmentos de vozes e sintetizadores delicados, além de outras, como a sombria Teca, e derradeira Alvorada. Com distribuição pelo selo/coletivo Geração Perdida, o trabalho ainda conta com download gratuito pelo bandcamp do Rio Sem Nome.

 

Rio Sem Nome – Rio Sem Nome

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Um ano após o lançamento do álbum Macumba Afrocimética (2015), obra que acabou passando despercebida para muita gente, os integrantes da banda cuiabana Macaco Bong estão de volta com um novo registro de inéditas. Autointitulado, o trabalho de apenas oito faixas mostra a busca do grupo – hoje formado por Bruno Kayapy (guitarras), Daniel Hortides (baixo) e Daniel Fumegaladrão (bateria) – em provar de novas sonoridades.

Com uma capa repleta de colagens e cores saturadas, trabalho do próprio Kayapy, o registro acaba indicando a direção seguida pelos três integrantes da banda, cada vez mais próximos da década de 1990 e do som produzido por bandas como Fugazi e outros veteranos do mesmo período. Com distribuição pelo selo Sinewave – casa de artistas como Cadu Tenório, Kalouv e Huey –, o novo álbum da Macaco Bong pode ser baixado gratuitamente.

 

Macaco Bong – Macaco Bong

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Esqueça tudo que o pernambucano Vitor Araújo produziu até hoje. Quatro anos após o lançamento do primeiro registro de estúdio, o elogiado A/B – 15º lugar em nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2012 –, são os experimentos eletrônicos, batidas tribais e vozes submersas de Canto nº3 que indicam a nova direção assumida pelo músico. Um conjunto de ideias tortas, fragmentos instrumentais que dialogam com o trabalho de artistas como The Knife e Radiohead e a base do novo álbum de inéditas do compositor.

Produzido em parceria entre Araújo e Bruno Giorgi, Levaguiã Terê (2016) é o primeiro trabalho do artista pernambucano construído apenas com composições próprias. Junto do pianista – responsável pela gravação de parte expressiva dos instrumentos da presente faixa –, um time de músicos e colaboradores que auxiliam na formação do delicado arranjo de cordas, guitarras e instrumentos de percussão de toda o restante da obra. Para baixar a canção clique aqui.

Levaguiã Terê (2016) será lançado em setembro pelo selo Natura Musical.

Vitor Araújo – Canto nº 3

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Originalmente apresentada no último ano como parte do disco Ava Patrya Yndia Yracema – 4º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2015 –, há poucos meses, Auto das Bacantes acabou se transformando em um provocativo clipe pelas mãos do diretor Pedro Paulo Rocha, irmão de Ava Rocha. Marcada pela temática feminista, a canção ressurge agora parcialmente transformada, efeito do novo conjunto de batidas e colagens assumidas pelo produtor paulistano Rico.

Ainda que preserve a voz da cantora, tão urgente e intensa quanto na versão original da composição, da abertura ao fechamento do “remix”, Rico brinca com as possibilidades. São sintetizadores levemente dançantes, batidas crescentes e interferências eletrônicas que acabam dialogando com a mesma ambientação produzida pelo artista em agosto do último ano, durante o lançamento do ótimo EP Ascender (2015).

 

Ava Rocha – Auto das Bacantes (RICO Edit)

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A mudança de sonoridade é clara dentro de Ressaca (2016), segundo álbum em estúdio do músico Guri Assis Brasil. Finalizado três anos após o lançamento do primeiro álbum solo do cantor, Quando Calou-se A Multidão (2013), o presente registro confirma a busca do artista gaúcho, também guitarrista e um dos principais compositores da banda Pública, em produzir um som musicalmente versátil, íntimo de diferentes ritmos e culturas.

São elementos do reggaeton, cúmbia, música africana e bolero, fragmentos rítmicos que ampliam a atmosfera “brega” incorporada em parte expressiva das canções apresentadas pelo músico em 2013. Entre as participações ao longo do disco, nomes como Caetano Malta, em Casca, e o músico Lira, colaborador na quinta faixa do disco, Geada. Com distribuição pelo projeto Natura Musical, o álbum também pode ser baixado gratuitamente.

Guri Assis Brasil – Ressaca

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Há poucos dias, Aíla presenteou o público com o curioso clipe da inédita Rápido, primeiro single do sucessor de Trelelê (2012), álbum de estreia da cantora e um dos grandes exemplares da música paraense naquele ano. Dirigido por Roberta Carvalho, o vídeo é apenas um fragmento do material que já pode ser apreciado na íntegra – e baixado gratuitamente – dentro do novo álbum da artista: Em Cada Verso Um Contra-Ataque (2016).

Com distribuição pelo projeto Natura Musical, o trabalho conta com produção assinada pelo músico Lucas Santtana e mostra a busca da cantora por uma nova sonoridade, por vezes íntima do rock. Entre os colaboradores que surgem ao longo do disco, nomes como Dona Onete, Chico César, César Lacerda, Siba, Paulo Monarco, Posada e Manoel Cordeiro.

Aíla – Em Cada Verso Um Contra-Ataque

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