Tag Archives: Dream Pop

Disco: “Escape From Evil”, Lower Dens

Lower Dens
Indie Rock/Alternative/Post-Punk
http://lowerdens.com/

Você não precisa ir além da capa de Escape From Evil (2015, Ribbon Music) para perceber a mudança em torno da (recente) obra do grupo Lower Dens. Longe do uso limitado de preto, branco e pequenas variações de cinza, a comportada inserção de cores serve como indicativo para o som cada vez mais abrangente da banda de Baltimore. Ainda que a essência consolidada em Twin-Hand Movement (2010) e Nootropics (2012) seja a mesma do terceiro álbum de estúdio, faixa, após faixa, Jana Hunter, líder do grupo, reforça a busca por um novo mundo de possibilidades rítmicas.

Sintetizadores “alegrinhos” em To Die in L.A., guitarras (quase) dançantes em Non Grata e Company, além dos vocais grandiosos de Hunter, pela primeira vez, esquiva da frieza habitual que sustenta os dois últimos discos da banda. Em uma desconstrução lenta da sobriedade que caracteriza o Post-Punk em mais de três décadas de formação do estilo, cada música do novo álbum aproxima o coletivo de um som menos mecânico, ainda amargo e melancólico, mas não menos acessível, como se os pontos de luz bloqueados na fase inicial do projeto fossem agora desobstruídos.

Mudança brusca em relação ao som “obscuro” que encerra Nootropics – com a extensa In the End Is the Beginning -, Escape From Evil demonstra a imagem de uma banda movida pela transformação. A julgar pelo cardápio imenso de arranjos, temas e conceitos explorados, não seria um erro interpretar o presente disco do Lower Dens como a obra mais “irregular” já assinada pelo grupo. Todavia, muito se engana quem interpreta tamanha instabilidade como um problema. Ao brincar com a ruptura e constante disparidade rítmica, a banda não apenas quebra a zona de conforto consolidada há três anos, como ainda transforma cada faixa do disco em uma surpresa para o ouvinte.

Um passeio pelo Dream Pop com Your Heart Still Beating, a dose extra de aceleração em Electric Current; estrutura densa em Ondine, temas ensolarados nos arranjos de To Die In L.A. Do momento em que tem início, até a última nota, Escape From Evil se revela como uma obra que brinca com as possibilidades. É difícil saber qual a (nova) direção do grupo ao término de cada faixa. A constante ruptura, entretanto, em nenhum momento favorece a criação de uma obra esquizofrênica, insegura. Tudo é encarado de forma espontânea, como se uma linha imaginária fosse capaz de amarrar temas tão instáveis quanto os do registro. Continue reading

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Mahmed: “Sobre A Vida Em Comunidade”

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Quem dedicar um tempo para apreciar (e comparar) o trabalho da potiguar Mahmed em Domínio das Águas e dos Céus EP (2013) com o recente Sobre A Vida Em Comunidade (2015) vai encontrar duas bandas completamente distintas. Ao mesmo tempo em que a sutileza inteligente dos arranjos e pequenos experimentos controlados transportam o disco para um cenário mágico e abstrato, pontuado de forma controlada pela psicodelia, a estrutura “torta” de cada canção logo arremessa o público para um campo turbulento, por vezes caótico, como se uma acervo de peças fossem lentamente sendo montada na própria cabeça do ouvinte.

São nove composições autorais, algumas delas – caso de Vale Das rrRosas e Shuva -, já conhecidas do público, porém, inéditas, quando observadas dentro do contexto particular que sustenta o andamento da obra. A distribuição do trabalho fica por conta do selo Balaclava Records, casa de bandas como Séculos Apaixonados, Câmera, Terno Rei e alguns dos grandes trabalhos brasileiros apresentados em 2014. Abaixo você encontra o disco para audição na íntegra.

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Mahmed – Sobre A Vida Em Comunidade

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Chromatics: “In Films”

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Mesmo com três discos bem sucedidos em mãos – Chrome Rats vs. Basement Rutz (2003), Plaster Hounds (2004) e Night Drive (2007) -, somente com a chegada de Kill For Love, em 2012, que o Chromatics foi oficialmente apresentado a uma nova parcela do público. Mais completa obra já entregue pelo coletivo comandado por Johnny Jewell – até agora -, o registro está longe de parecer o ápice na carreira da banda, feito comprovado com o lançamento de In Films, uma das mostras iniciais do esperado Dear Tommy (2015), quinto álbum de estúdio do grupo.

Reflexo da sonoridade mais “pop” e toda a abertura instrumental iniciada em Kill For Love, Dear Tommy parece partir exatamente de onde o Chromatics parou há três anos. A diferença está na ruptura com o som “ambiental” testado em grande parte da obra e, delicadamente, rompido no decorrer da nova faixa. Vocal sedutor, letra apaixonada e os tradicionais sintetizadores de Jewell, prontos para grudar na cabeça do ouvinte em pouquíssimas audições.

Dear Tommy (2015) conta com distribuição pelo selo Italians Do It Better, porém, ainda não possui data de lançamento. Abaixo, a nova música e também a capa do disco.

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Chromatics – In Films

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Cozinhando Discografias: Deerhunter

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Formado em meados de 2001 pelos amigos Bradford Cox e Moses Archuleta, e hoje completo com Lockett Pundt, Frankie Broyles e Josh McKay, o Deerhunter talvez seja o projeto mais representativo do Shoegaze/Dream Pop atual. Influenciada por veteranos como My Bloody Valentine, David Bowie, Sonic Youth e Stereolab, a banda de Atlanta, Geórgia acumula seis trabalhos de estúdio, entre eles, clássicos recentes como Microcastles (2008) e Halcyon Digest (2010). Continue reading

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Meca Music Festival 2015 – São Paulo

No ultimo sábado, São Paulo recebeu a segunda edição do festival Meca, que em 2014 teve uma versão reduzida na capital paulista, mas que esse ano teve sua maior versão entre as cidades que passou. O Meca teve inicio em 2011 no sul do país, e de lá até agora já trouxe atrações como: Vampire Weekend, Two Door Cinema Club, The Rapture, Mayer Hawthorne, Friendly Fires, além de excelentes djs internacionais.

Nesse ano o festival contou como suas principais atrações nomes como: La Roux, AlunaGeorge e a banda Citizens!, que tocou pela segunda vez no festival, depois de agradar os fãs em 2013, voltou para curtir o verão brasileiro com a galera. Nós fomos ao Campo de Marte, local aonde foi realizado o evento, que teve o palco principal em um hangar de aviões, além de três cabines de djs espalhados pela área aberta do pequeno aeroporto, que além de musica boa, gente bonita, contou com cerveja de graça e sorvete a vontade.

O festival começou na tarde de sábado, mas precisamente às 15h, e teve como abertura Serge Erege, que mostrou para poucos sua mistura de post-punk e space-disco, como assim define seu show. Logo em seguida tivemos a banda Glass n’ Glue, que conta com integrantes de Minas Gerais, Rio e São Paulo, e traz grande influencia do rock e o pop inglês e norte-americano, a banda mostrou um show cheio de energia e exibiu a experiência que ganhou nos últimos anos com seus shows e projetos paralelos. Já com um publico bacana circulando no festival, a banda carioca Mahmundi, comandada pela musicista e compositora Marcela Vale, fez uma das melhores apresentações do festival, e quem chegou cedo pode ver a incrível banda tornar a tarde mais agradável, com aquele climão de festival de verão.

Em seguida, a banda gaucha Wannabe Jalva, que é já quase residente do festival, fez sua terceira apresentação durante os anos no qual existe o meca e como sempre agitou o publico. Terminando as atrações nacionais que iriam tocar no palco principal, a banda paulistana Aldo, The Band, mostrou que veio pra ficar, e com uma plateia de grande quantidade e super animada, tocou seu repertorio desde o inicio do projeto, o novo hit “Sunday Dust” e uma nova canção que foi exibida ao publico pela primeira vez. Logo em seguida, os britânicos do Citizens! fizeram um belo show, super a vontade com a plateia, foram bem recebidos, mostraram gratidão e boas musicas.

Por fim chegou a hora mais aguardada por muitos ali, que esperavam ansiosos para ver a dupla Aluna George, que surpreendeu a todos com um show impecável. O duo londrino que ao vivo se torna trio mostrou musicas bem interpretadas e muito carisma por parte da cantora Aluna Francis, que fez todos ali presentes saberem o porquê do grande destaque nos últimos dois anos, que assim como eles, poucos artistas fazem ou já fizeram um R&B mais pop com tanta originalidade e atitude. Os hits “Your Drums, Your Love” e “You Know You Like It”, assim como a faixa “White Noise”, feita em parceria com o Disclosure, foram cantadas em coro.

Fechando a noite, o projeto La Roux, da cantora Elly Jackson, era a principal atração da noite levando o destaque do line up do festival, mas sua apresentação dividiu opiniões. A cantora subiu ao palco e agitou o publico, mas aos poucos deu pra perceber algo estranho no som. Parecia que algumas musicas estavam usando como apoio o recurso de playback. Mesmo com a apresentação do seu mais novo álbum, seus hits passados, além de estilo de sobra, a cantora decepcionou, faltando um pouco de vontade de “cantar” o que sabemos que ela sabe fazer bem.

Além do palco principal, tivemos muitos djs espalhados pelo espaço externo, com variedade de estilos e de performance. Podemos destacar a tenda feita em parceria com o Red Bull Music Academy, que trouxe o dj e produtor português Branko, membro do grupo de global bass BURAKA SOM SISTEMA, além de artistas brasileiros inovadores como Daniel Limaverde e seixlacK. A noite acabou e deixou um gostinho de quero mais, tirando a falta de variedade de comidas e os mini palcos muito próximos. O Meca SP 2015 trouxe boas atrações, foi bem localizado, bem organizado, teve diversas ações de marketing positivas durante o dia, quantidade de pessoas agradável para um festival, e, sobretudo harmonia entre o publico! Já estamos esperando o anuncio do line up do ano que vem, e novas iniciativas bacanas.

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Purity Ring: “Begin Again”

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Com o lançamento da inédita Push Pull, em dezembro do último ano, Corin Roddick e Megan James entregaram ao público as primeiras pistas em relação ao sucessor de Shrines (2012), elogiado registro de estreia da dupla como Purity Ring. Poucas semanas depois, a também inédita Begin Again reforça o novo compromisso do casal canadense, cada vez mais inclinado ao uso de melodias pop, porém, ainda imersos no ambiente onírico de vozes e batidas flutuantes testadas durante o primeiro disco.

Ao mesmo tempo em que a voz de James se espalha confortável em meio a arranjos típicos do R&B e pop dos anos 1990, Roddick continua a explorar diferentes fórmulas, esbarrando vez ou outra no mesmo ambiente de Clams Casino e outros artistas próximos da mesma cena Instrumental Hip-Hop. Instantes de leveza alternados com beats grandiosos, premissa testada no single anterior, porém, aprimorada somente agora.

Assim como o último lançamento, Begin Again é parte do novo álbum de estúdio da dupla, Another Eternity (2015), registro de 10 faixas que conta com distribuição pelo selo 4AD e lançamento previsto para o dia três de março.

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Purity Ring – Begin Again

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Blue Hawaii: “Agor Edits Mixtape”

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Raphaelle Standell não teve tempo para descanso nos últimos meses. Em turnê para a divulgação do álbum Flourish // Perish (2013), segundo registro em estúdio ao lado dos parceiros do Braids, a musicista canadense percorreu grande parte da América do Norte e Europa, reservando o (precioso) tempo livre para se aproximar de outros projetos, vide a delicada parceria com o produtor britânico Jon Hopkins em Form By Firelight. Mas e o trabalho com o Blue Hawaii?

Com o inevitável distanciamento de Standell, passada a divulgação do debut Untogether (2013), todos os esforços do projeto acabaram nas mãos de Alex “Agor” Cowan, essência da recém-lançada mixtape Agor Edits (2014). Em meio a pequenas adaptações de músicas lançadas pelo casal desde o começo da parceria, em 2010, Cowan aos  poucos ultrapassa a zona de conforto do Blue Hawaii, reforçando as bases eletrônicas para incorporar elementos do Hip-Hop e Balearic Beat.

Disponível para download gratuito, o material ainda conta com All Of My Heart, composição inédita da dupla.

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Blue Hawaii – Agor Edits Mixtape

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Disco: “Roupa Linda, Figura Fantasmagórica”, Séculos Apaixonados

Séculos Apaixonados
Indie/Lo-Fi/Experimental
https://soundcloud.com/seculos-apaixonados

Por: Cleber Facchi

Banda Séculos Apaixonados, a banda mais romântica do Rio“. Os versos que cortam o interior da faixa Um Totem do Amor Impossível são a base para o trabalho da carioca Séculos Apaixonados. Narrados por uma voz empostada, como um fragmento extraído de alguma rádio romântica da década de 1980, a cômica apresentação funciona como passagem para o refúgio caricato explorado pelo quinteto ao longo de todo o primeiro álbum de estúdio, o empoeirado Roupa Linda, Figura Fantasmagórica (2014, Balaclava).

Solos de saxofone facilmente encontrados nos primeiros discos do Kid Abelha, vocais indecifráveis e um estranho clima sensual que curiosamente prende o ouvinte. Ainda que seja impossível mergulhar e absorver cada fragmento lírico exaltado por Gabriel Guerra (ex-Dorgas; voz e guitarra), toda a estrutura montada pelos parceiros Lucas de Paiva (Pessoas que eu conheço; teclado e saxofone), Felipe Vellozo (ex-Mahmundi; baixo), Arthur Braganti (Letuce; Teclado e Voz) e João Pessanha (Baleia; bateria) encanta sem dificuldades. Como o estranho hábito de reviver o sofrimento de qualquer cantor romântico em busca da própria libertação sentimental, a estreia do coletivo é uma obra tomada por confissões tão particulares, quanto próprias do ouvinte.

Rima brega em Punhos Da Perseverança (“Abra os braços / feche os portões / esculacho aceito / mas conversa não“), Peixe Peixão e sua tragicômica carta de amor(“…eu ainda sou o suplente de seu afeto“), o desespero instalado em Só no Masoquismo (“Eu sou um trem atrás de você”). Quando disse buscar inspiração em Waldick Soriano e outros nomes do romantismo brega, Gabriel Guerra não poderia ter sido mais honesto. Todavia, longe adaptar estes mesmos conceitos do “gênero”, como Pélico em Que Isso Fique Entre Nós (2011) e outros românticos recentes, todos os esforços da banda estão em sugar e copiar referências, transportando com acerto o ouvinte para alguma transmissão de rádio perdida há três décadas.

Mesmo que a semelhança com o último trabalho do Dorgas também seja inevitável, considerar as oito canções do álbum como um (novo) experimento isolado de Gabriel Guerra seria um erro. Pela forma como Ralenti as batidas do coração entrega os sintetizadores e todo o acervo da temas nostálgicos espalhados pela obra, muito do que direciona o movimento disco parece fruto dos ensaios de Lucas de Paiva com o Mahmundi. De fato, grande parte do registro sobrevive das mesmas ambientações empoeiradas da década de 1980 antes testadas em Efeito das Cores, de 2012. Contudo, enquanto ao lado de Marcela Vale o músico buscava refúgio no pop caricato da época, em RLFF é o clima soturno que invade teclados e até mesmo o saxofone melancólico incorporados a cada nova faixa.   Continue reading

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Chromatics: “White Light”

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Quem segue o perfil Johnny Jewel no Soundcloud foi agraciado nas últimas semanas. Grande responsável pelo trabalho de bandas como Chromatics, Glass Candy e demais projetos relacionados ao selo Italians Do It Better, Jewel começou a publicar uma série de canções resgatadas do próprio acervo. Entre edições alternativas para músicas já conhecidas e até versões para o trabalho de outros artistas – vide o cover de Blue Moon -, são as canções inéditas que realmente despertam a atenção do público.

Além de The Last Dance, música assinada individualmente e publicada por Jewell há poucos dias, chega a hora de conhecer uma canção inédita do Chromatics: White Light. Naturalmente sutil, a econômica composição invade aos poucos o mesmo ambiente de Kill For Love (2012), último registro em estúdio do coletivo. Para ouvir os demais lançamentos de Jewell, basta uma visita ao soundcloud do músico.


Chromatics – White Light

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Hundred Waters: “Out Alee”

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Ouvir as canções do grupo norte-americano Hundred Waters é como ser transportado para o mundo dos sonhos. A voz doce de Nicole Miglis, guitarras e sintetizadores etéreos e um acervo imenso de melodias detalhadas de forma mágica, com extrema delicadeza. Em fase de divulgação do último álbum de estúdio, The Moon Rang Like A Bell (2014), a banda de Gainesville, Flórida, convida o espectador a viajar com o som harmônico e imagens que agora abastecem Out Alee.

Síntese dos temas lançados pelo grupo ao longo do novo álbum, a canção equilibra sintetizadores e batidas enquanto os vocais de Miglis crescem de forma intensa. Recomendado para quem acompanha o trabalho de artistas como Björk e Julia Holter, o vídeo dirigido por Michael Langan talvez seja a melhor forma de ser apresentado ao trabalho do grupo. Leia a resenha completa de The Moon Rang Like A Bell.

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Hundred Waters – Out Alee

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