Tag Archives: Dream Pop

Nite Jewel: “Kiss The Screen”

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Poucas vezes antes Ramona Gonzalez pareceu tão “pop” e acessível ao grande público quanto em Kiss The Screen. Mais recente single do novo álbum de inéditas da artista californiana como Nite Jewel, Liquid Cool (2016), a nova composição amplia de forma curiosa e dançante parte do material apresentado há quatro anos com o trabalho One Second of Love, de 2012. Uma versão “simplificada” do Dream Pop eletrônico que acompanha a artista desde final da década passada.

Menos complexa do que a antecessora Boo Hoo, composição apresentada ao público há poucas semanas, Kiss The Screen mostra o peso dos vocais e sintetizadores no trabalho de Gonzalez. Difícil não lembrar das canções produzidas por Caroline Polachek para o Chairlift e, em menor escala, no som dançante de Sprawl II (Mountains Beyond Mountains), música de encerramento do terceiro álbum de estúdio do Arcade Fire, The Suburbs (2010).

Liquid Cool (2016) será lançado no dia 10/06 pelo selo Gloriette.

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Nite Jewel – Kiss The Screen

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Patience: “The Church” (VÍDEO)

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Mais conhecida pelo trabalho como vocalista e líder do grupo britânico Veronica Falls, em carreira solo, Roxanne Clifford parece assumir um som completamente distinto em relação ao indie rock produzido com os parceiros de banda. Trata-se do Patience, um projeto de Synthpop/Italo Disco que mergulha no mesmo universo de artistas como Desire, Glass Candy, Chromatics e grande parte dos projetos relacionados ao selo Italians Do It Better.

Em The Church, primeiro composição e clipe produzido por Clifford, um eficiente resumo do material que será entregue pela cantora nos próximos meses. Bases, batidas e vozes levemente dançantes, como um convite tímido para as pistas. Para o clipe da faixa – filmado em VHS –, uma delicada sobreposição de imagens nostálgicas, como um típico vídeo caseiro da década de 1990. Assista:

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Patience – The Church

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Disco: “Bilhão”, Bilhão

Artista: Bilhão
Gênero: Indie, Indie Pop, Dream Pop
Acesse: https://www.facebook.com/bilhao.musica/

 

Versos que detalham a passagem do tempo, guitarras essencialmente sutis e a constante sensação de acolhimento. Em Bilhão (2016, Balaclava Records), delicado registro de estreia do projeto comandado pelos músicos Felipe Vellozo (Séculos Apaixonados, Mahmundi) e Gabriel Luz (Crombie), todos os elementos que abastecem a obra são apresentados ao público com leveza, como a passagem para um ambiente que se faz convidativo, um verdadeiro recanto instrumental e lírico.

Tendo como base Atlântico Lunar e Horizontalidade, composições que apresentaram o trabalho da dupla carioca há poucos meses, vozes e arranjos flutuam em um aconchegante colchão de melodias tímidas e litorâneas. Sem pressa, ainda que efêmero – são apenas sete faixas e pouco mais de 20 minutos de duração -, o álbum segue à risca o verso central que salta da canção de abertura: “…que o tempo passa / Gordo e devagar”.

Em uma nuvem de sons e versos oníricos, típicos da recente safra do Dream Pop norte-americano, cada uma das sete composições que abastecem o disco seguem dentro uma medida própria de tempo. Nada de exageros, quebras bruscas ou possíveis alterações na ordem inicialmente apontada pela canção de abertura. Do jangle pop de Três da Tarde, passando pelo som acústico de Tô pra ver o tempo, até alcançar as derradeiras Mar de Vapor e The Effect, tudo flui com tranquilidade.

São letras ancoradas em elementos como “sol”, “céu”, “calor”, “mar” e “vapor”, detalhando de forma colorida o nascimento de pequenas paisagens – reais ou poéticas – que se espalham de forma sempre aconchegante até o último instante do trabalho. Uma espécie de fuga para um paraíso possível, talvez uma praia isolada em algum ponto distante do Rio de Janeiro, ou simplesmente um refúgio criativo que cresce na mente do próprio ouvinte. Continue reading

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Não ao Futebol Moderno: “Cansado de Trampar”

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Depois de um bom EP lançado em outubro de 2014 pelo selo Umbaduba RecordsOnde Anda Chico Flores? -, é hora de ter acesso ao primeiro álbum de estúdio do quarteto gaúcho Não Ao Futebol Moderno. Composição escolhida para apresentar o registro – previsto para junho deste ano -, Cansado de Trampar mostra um diálogo cada vez mais seguro da banda de Porto Alegre com todo o universo de representantes do dream pop/indie norte-americano.

Enquanto o registro de 2014 parecia flertar com a obra de gigantes do real emo como American Football e Mineral, bastam as guitarras que abrem a presente canção para indicar um novo universo de possibilidades. Entre vozes ecoadas, típicas do pós-punk dos anos 1980, uma chuva de acordes semi-psicodelicos reforçam a transformação do quarteto, hoje próximo de artistas como Craft Spells e Beach Fossils, além, claro, do coletivo carioca Séculos Apaixonados.

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Não Ao Futebol Moderno – Cansado de Trampar

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Chelsea Wolfe: “Hypnos” (VÍDEO)

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Com o lançamento de Abyss (2015), Chelsea Wolfe deu vida ao melhor registro de toda sua carreira.  Acompanhada de John Congleton, produtor que já trabalhou com Swans, St. Vincent e Sigur Rós, a cantora e compositora norte-americana não apenas deu sequência ao universo de temas góticos ressaltados no antecessor Pain Is Beauty, de 2013, como conseguiu se reinventar, flertando com elementos do Shoegaze/Progressive Metal ao longo de toda a obra.

Em Hypnos, mais recente composição assinada por Wolfe, uma fuga desse mesmo universo. Ainda que os versos da cantora passeiem por um mundo de tormentos e desilusões, os arranjos semi-acústicos revelam o oposto do material apresentado há poucos meses. Uma espécie de refúgio, como se Wolfe visitasse a mesma sequência de obras produzidas de forma caseira no final da década passada, quando foi apresentada ao público oficialmente. Assista ao clipe da canção:

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Chelsea Wolfe – Hypnos

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Bilhão: “Horizontalidade”

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Com o lançamento de Atlântico Lunar, em janeiro deste ano, Felipe Vellozo (Séculos Apaixonados, Mahmundi) e Gabriel Luz conseguiram apresentar ao público a sonoridade que caracteriza as canções do projeto Bilhão. Um Dream Pop litorâneo, delicado e marcado pelo uso de boas melodias, conceito que volta a se repetir na récem-lançada Hortizontalidade, mais recente canção a escapar do primeiro álbum de inéditas da dupla – previsto para o dia 08/04.

Primeiro trabalho do duo carioca pelo selo Balaclava Records (Cabana Café, Holger), a canção de vozes e arranjos tímidos delicadamente amplia a temática incorporada pela banda há poucos meses. Sintetizadores climáticos, solos de guitarras essencialmente melódicos e a voz branda, despejando versos marcados por um romantismo raro, jovial. Uma espiral de temas psicodélicos, crescente, mas que nunca se distancia do mesmo som incorporado pela dupla há poucos meses.

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Bilhão – Horizontalidade

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School Of Seven Bells: “On My Heart” (VÍDEO)

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Mesmo em uma explícita zona de conforto que teve início com o álbum Alpinisms, em 2008, a banda nova-iorquina School of Seven Bells está longe de parecer redundante. Em SVIIB (2016, Vagrant), primeiro registro de estúdio desde a morte de Benjamin Curtis – vítima de um câncer em 2013 -, Alejandra Deheza, única remanescente da formação original, cria uma obra dominada pelo uso de melodias acessíveis, reforçando a essência “pop” incorporada desde o último álbum de estúdio, Ghostory (2012).

Dominado pelo uso de sintetizadores e guitarras etéreas, SVIIB, diferente dos últimos trabalhos da banda, se apresenta como uma obra de limites claramente bem definidos. São apenas nove composições, pouco mais de 40 minutos de duração em que a voz de Deheza passeia por um universo de arranjos etéreos, sintetizadores límpidos e todo um bem servido cardápio de versos que vão da aceitação da morte ao romantismo confesso. Leia o texto completo.

O que você faria se tivesse uma sombra perseguindo você? Essa é a premissa do clipe dirigido por American Millennial e Noah Kentis para On My Heart, do grupo nova-iorquino School Of Seven Bells.

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School Of Seven Bells – On My Heart

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Mitski: “Your Best American Girl”

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Dona de um vasto catálogo de obras acumuladas no bandcamp, incluindo o ótimo Bury Me At Makeout Creek, de 2014, Mitski Miyawaki passou os últimos cinco anos construindo o próprio espaço dentro da cena norte-americana. Um lento exercício de amadurecimento que passa por obras como LUSH (2012) e Retired from Sad, New Career in Business (2013), até alcançar o novo registro de inéditas da cantora, o aguardado Puberty 2 (2016).

Em Your Best American Girl, composição escolhida para apresentar o ainda inédito trabalho da musicista, o claro sentimento de mudança. Ainda que habite o mesmo universo de Torres, Waxahatchee e todo o time de novas representantes da música alternativa, está no diálogo com PJ Harvey e todo o grupo de veteranas da década de 1990 a real beleza da recém-lançada composição. Guitarras e vozes que flertam abertamente com o passado, entretanto, mantém firme o som produzido nos últimos discos da cantora.

Puberty 2 (2016) será lançado no dia 17/06 pelo selo Dead Oceans.

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Mitski – Your Best American Girl

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Disco: “SVIIB”, School Of Seven Bells

School Of Seven Bells
Dream Pop/Shoegaze/Electronic
http://www.sviib.com/

 

Mesmo em uma explícita zona de conforto que teve início com o álbum Alpinisms, em 2008, a banda nova-iorquina School of Seven Bells está longe de parecer redundante. Em SVIIB (2016, Vagrant), primeiro registro de estúdio desde a morte de Benjamin Curtis – vítima de um câncer em 2013 -, Alejandra Deheza, única remanescente da formação original, cria uma obra dominada pelo uso de melodias acessíveis, reforçando a essência “pop” incorporada desde o último álbum de estúdio, Ghostory (2012).

Dominado pelo uso de sintetizadores e guitarras etéreas, SVIIB, diferente dos últimos trabalhos da banda, se apresenta como uma obra de limites claramente bem definidos. São apenas nove composições, pouco mais de 40 minutos de duração em que a voz de Deheza passeia por um universo de arranjos etéreos, sintetizadores límpidos e todo um bem servido cardápio de versos que vão da aceitação da morte ao romantismo confesso.

Abra seus olhos amor / Porque você foi dormir / Está ficando difícil de suportar / Assistir você sozinho”, canta Deheza em Open Your Eyes. Terceira canção do disco, a faixa de versos entristecidos tanto aponta para o mesmo universo de temas sentimentais discutidos previamente em outros trabalhos da banda, como dialoga com a ausência do ex-integrante Benjamin Curtis. Um jogo delicado de temas intimistas que acompanham o ouvinte até os últimos instantes do disco, na derradeira This Is Our Time.

On My Heart é outra que explora o mesmo conceito. “Houve um você antes de mim / Houve alguém como eu antes de você / E essa é assim que as coisas são”, canta Deheza enquanto uma nuvem de sintetizadores e batidas eletrônicas criam um rico pano de fundo para as vozes. A mesma estrutura musical ampliada posteriormente em faixas como A Thousand Times More, Signals ou mesmo em Ablaze, música de abertura do disco. Continue reading

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Chelsea Wolfe: “Hypnos”

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Com o lançamento de Abyss (2015), Chelsea Wolfe deu vida ao melhor registro de toda sua carreira.  Acompanhada de John Congleton, produtor que já trabalhou com Swans, St. Vincent e Sigur Rós, a cantora e compositora norte-americana não apenas deu sequência ao universo de temas góticos ressaltados no antecessor Pain Is Beauty, de 2013, como conseguiu se reinventar, flertando com elementos do Shoegaze/Progressive Metal ao longo de toda a obra.

Em Hypnos, mais recente composição assinada por Wolfe, uma fuga desse mesmo universo. Ainda que os versos da cantora passeiem por um mundo de tormentos e desilusões, os arranjos semi-acústicos revelam o oposto do material apresentado há poucos meses. Uma espécie de refúgio, como se Wolfe visitasse a mesma sequência de obras produzidas de forma caseira no final da década passada, quando foi apresentada ao público oficialmente.

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Chelsea Wolfe – Hypnos

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