Tag Archives: Dream Pop

Disco: “Vigília”, Terno Rei

Terno Rei
Dream Pop/Lo-Fi/Experimental
https://soundcloud.com/ternorei/

Por: Cleber Facchi
Fotos: Fabio Ayrosa

Vigília
s.f. Privação (voluntária ou involuntária) do sono durante a noite: longas noites de vigília prejudicam a saúde. / Estado de quem se conserva desperto durante a noite. / Véspera de dia festivo.

É preciso tempo até ser inteiramente seduzido pelo ambiente instável que a paulistana Terno Rei sustenta em Vigília (2014, Balaclava). E não é por menos. Do momento em que lisérgica Manga Rosa abre o registro, até a chegada de Saudade, composição escolhida para o encerramento da obra, cada faixa, voz, ritmo e sentimento expresso pelo quinteto – Bruno Rodrigues (Guitarra), Gregui Vinha (Guitarra), Luis Cardoso (Bateria), Victor Souza (Percussão) e Ale (Voz e Baixo) -, ecoa estranheza.

Como um labirinto instável que movimenta lentamente suas paredes, o trabalho de 10 faixas arrasta com o ouvinte para um universo de brandas, porém, constantes inquietações. Os vocais chegam como suspiros, as guitarras borbulham pequenos ruídos, deixando aos versos um flutuar proposital entre o nonsense e o sorumbático. Não seria errado deduzir que tudo o que os integrantes da banda procuram é o isolamento em relação ao público médio, efeito das maquinações preguiçosas (ainda que complexas) que sussurram a ordem do disco.

Todavia, longe de afastar o publico, Vigília aos poucos seduz e se apodera com cuidado a mente do espectador. Salvo o dinamismo (controlado) de faixas como Passagem, cada música do álbum cresce sob precisa timidez, como se estivesse prestes a se desfazer nos fones de ouvido. Mesmo que o caráter “Lo-Fi” da obra pareça bloquear tal aspecto, todas as composições do disco sobrevivem em essência do detalhe, acomodando acordes atmosféricos – típicos do Pós-Rock – com uma precisão rara dentro de outras obras recentes da cena nacional.

Regressar uma dezena de vezes ao território delicado do álbum é uma imposição que parte da banda, mas que merece ser seguida por qualquer espectador. Embaixo dos escombros sujos que as guitarras de Bruno Rodrigues e Gregui Vinha deixam pelo disco, há sempre um componente novo a ser filtrado. É o trompete que cria contraste em Salto da pedra da Gavea, a base doce que passeia ao fundo de Ela – no melhor estilo The Pastels – e até as vozes duplicadas de O Fogo Queimaria. Vigília. Livre de qualquer urgência natural, é uma obra que se entrega ao público, pronta para ser desvendada. Continue reading

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Disco: “Sea When Absent”, A Sunny Day In Glasgow

A Sunny Day In Glasgow
Shoegaze/Dream Pop/Experimental
http://asunnydayinglasgow.com/

Por: Cleber Facchi

Por mais assertivo que tenha sido o regresso de Kevin Shields com M B V (2013) – o primeiro álbum do My Bloody Valentine após um hiato de 22 anos -, muito do que acompanha o veterano do Shoegaze / Dream Pop se acomoda em uma série de redundâncias naturais, típicas do gênero. Blocos colossais de ruídos, distorções tratadas de forma sobreposta e todo um catálogo de efeitos a serem dissolvidos com o passar da obra. Transformação do ponto de vista da música “comercial”, mas uma evidente continuação dentro da própria carreira de Shields – ainda mais se observarmos o detalhamento que acompanha a formação de Loveless (1991), a obra-prima do compositor.

Shields não é o único. Se você observar atentamente, muito do que orienta a formação ruidosa e os arranjos do gênero – salvo exceções -, cedo ou tarde se reconfigura em um trabalho marcado pela reciclagem de fórmulas. Do Deerhunter em Monomania (2013) – uma versão mais acelerada e crua de Microcastle (2008) -, ao Wild Nothing em Nocturne (2012) – uma nítida continuação de Gemini (2010) -, veteranos e novatos acabam aos poucos atraídos pelo conforto. Curioso encontrar em Sea When Absent (2014, Lefse), novo álbum do A Sunny Day in Glasgow, uma obra que se distancia completamente desse princípio.

Quarto registro em estúdio do grupo norte-americano, o sucessor do confortável Autumn, Again (2010) é uma obra de plena ruptura – para o grupo, ou para o gênero que ele representa. Brincando de forma aleatória com os blocos de ruídos agrupados por outros artistas nas últimas duas décadas, o presente álbum usa da constante transformação estética como um ponto de crescimento. Se Bye Bye, Big Ocean (The End), na abertura do disco, revela um som marcado pela continuação de antigos exageros e efeitos, até alcançar Golden Waves, no encerramento do disco, tanto o trabalho como a própria banda já se modificaram tanto, que classificar Sea When Absent como um simples discos de “Shoegaze” ou “Dream Pop” seria um erro.

Em um sentido contrário ao esforços de grande parte dos artistas de mesmo estilo, com o novo disco a banda não apenas tenta parecer acessível ao público médio, como incorpora livremente instantes mais “comerciais” lírica e musicalmente. Basta perceber as vocalizações típicas do R&B/Soul em Golden Waves ou os versos doces em Crushin’ para esbarrar no teor “pop” da obra. Mesmo ao limar a “complexidade” do trabalho, Sea When Absent não oculta as pequenas doses experimentais do registro. Um mergulho na psicodelia de The Things They Do to Me ou uma passagem pelas guitarras de Oh, I’m a Wrecker (What to Say to Crazy People) revelam que a arquitetura básica de qualquer trabalho do estilo se faz presente e ativa, apenas curiosa. Jeff Zeigler (The War on Drugs, Kurt Vile), produtor do disco, parece ter encontrado uma nova forma de organizar todas essas impressões. Continue reading

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Disco: “Familiars”, The Antlers

The Antlers
Indie/Slowcore/Dream Pop
http://antlersmusic.com/

Por: Cleber Facchi

The Antlers

Toda banda – por mais versátil que ela possa parecer – um dia encontra uma fórmula e busca sobreviver dela. Com o The Antlers não poderia ser diferente. Depois de dois álbuns recebidos de forma tímida por público e crítica – Uprooted (2006) e In the Attic of the Universe (2007) -, a banda comandada por Peter Silberman encontrou no ambiente lírico e musicalmente complexo de Hospice (2009) um natural ponto de apoio. Nascia ali o tecido conceitual do grupo nova-iorquino e a base para o recém-lançado Familiars (2014, ANTI-).

Sequência ao bem explorado Burst Apart, de 2011, o novo álbum é ao mesmo tempo uma extensão do ambiente musical concebido pela banda – completa com Michael Lerner e Darby Cicci -, e um fino aprimoramento da estética levantada há cinco anos. Naturalmente denso e carregados por versos de pura melancolia e confissão, o disco foge da raiva pontual que se escondida nos dois últimos registros para mergulhar de vez em um cenário dominado pela aceitação – mesmo que dolorosa – de diversos temas existencialistas e sentimentais.

Como qualquer obra do grupo, Silberman, explícita ou metaforicamente se transforma na matéria-prima das composições. Tão ou mais sombrio quanto no interior de Hospice, o registro mais temático do grupo aqui atui, o cantor/compositor abraça a morte em uma sequência de versos que se realçam em músicas como Intruders e Director. Todavia, enquanto nos últimos discos havia uma explícita necessidade de abertura para o espectador – vide o apelo “pop” de Two e Every Night My Teeth Are Falling Out -, hoje nada disso parece ter sobrevivido. Familiars, contrário ao próprio título, é uma obra compreendida em essência apenas por seu criador.

Se por um lado os versos de cada canção abraçam um contexto particular, em se tratando dos arranjos o novo álbum do The Antlers é uma obra libertadora. Mesmo que a base do grupo ainda seja um cruzamento entre o equilíbrio triste do Slowcore e a leveza onírica do Dream Pop, por todos os campos do disco elementos de outros campos musicais acompanham o trio. Muito desse efeito vem da transformação exercida em Undersea EP, de 2012, em que o uso de metais e guitarras menos herméticas trouxeram possibilidades abrangentes ao curto registro. Continue reading

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Julia Holter: “Don’t Make Me Over” & “Hello Stranger”

Julia Holter

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Julia Holter parece viver uma fase mágica. São três registros de puro acerto apresentados em sequência – Tragedy (2011), Ekstasis (2012) e Loud City Song (2013) -, além de uma coleção de bem executadas músicas avulsas capazes de reforçar o domínio da cantora dentro da rica produção recente – própria ou dentro da cena californiana. Inteligente mesmo fora dos “próprios domínios”, Holter revela na dobradinha de singles/versões Don’t Make Me Over e Hello Stranger, o quanto parece apta e naturalmente criativa ao brincar com o trabalho apresentado por artistas alheios ao universo experimental o qual faz parte.

Enquanto a primeira, uma composição originalmente gravada em 1962 pela cantora Dionne Warwick revela o lado mais “pop” da caliorniana, a segunda, apresentada em 1963 pela também diva do R&B/Soul Barbara Lewis revela o lado mais etéreo e tradicional da artista. Entregues em conjunto, as duas versões fazem parte do novo projeto da multi-instrumentista original de Los Angeles, que lança no dia 19 de agosto um vinil 7″ pelo selo Domino.

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Julia Holter – Don’t Make Me Over & Hello Stranger

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Lana Del Rey: “Shades Of Cool”

Lana del Rey

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A guitarra típica dos filmes de espionagem, o teor sombrio das bases orquestrais e a voz “sujinha” entregam (mais uma vez) os novos conceitos de Lana Del Rey. Enquanto Born To Die (2012) parecia seguir a trilha de Blue Jeans e Video Games, mergulhando a cantora na “América dos anos 1950“, hoje pouco disso parece ter sobrevivido. Ainda bem. Tudo ecoa como nos anos 1970, preferência confessa nos arranjos de West Coast, mas comprovada de forma assertiva no pop semi-psicodélico de Shades Of Cool, a melhor faixa de Ultraviolence (2014), novo disco da artista.

Ainda brincando com a letargia da própria voz, Del Rey rasga a tela do universo plástico em que parecia instalada para soar um pouco mais realista – mesmo íntima das velhas experiências temáticas. Emanações típicas do Dream Pop, vozes em coro e a guitarra sobreposta que quase apaga a presença da artista, nada corresponde ao misto de pop e Hip-Hop exagerado do disco passado, prova de que Dan Auerbach parece ter encontrado o caminho exato para a nova-iorquina. Abaixo, o reforço da estética decadente de Del Rey no bem sucedido vídeo da canção. Veja nossa resenha para Ultraviolence.

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Lana Del Rey – Shades Of Cool

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Disco: “Ultraviolence”, Lana Del Rey

Lana Del Rey
Alternative/Dream Pop/Female Vocalists
http://lanadelrey.com/

Por: Cleber Facchi

Lana Del Rey

Ultraviolence é o disco que Lana Del Rey deveria ter lançado há dois anos. Livre dos exageros testados no cênico Born To Die, de 2012, o presente álbum cresce como uma natural extensão dos sons letárgicos entregues em Video Games e Blue Jeans – faixas responsáveis por apresentar oficialmente o trabalho da cantora. Grandioso em essência, mas acolhedor em relação aos arranjos que o definem, o segundo álbum solo da jovem nova-iorquina é uma obra de reposicionamento. Uma evidente tentativa em ocupar espaço a partir de uma estrutura que busca ser “pop” e “alternativa” na mesma medida.

Livre das fragmentadas transições eletrônicas que ocuparam grande parte do álbum passado, Ultraviolence equilibra as (novas) canções dentro de um mesmo ambiente musical. Cercada por um versátil time de letristas e produtores – caso de Rick Nowels (Lykke Li, Madonna) e Paul Epworth (Adele, Azealia Banks) -, Del Rey encontra na direção segura de Dan Auerbach, principal produtor do disco, a “ferramenta” que faltava para o acerto de Born To Die. Com mão firme, o também vocalista do The Black Keys evita que o disco mergulhe nos exageros do antecessor, entregando uma obra homogênea da inaugural Cruel World, ao fechamento com The Other Woman.

Com o abandono de temas pré-fabricados – como a estranha aproximação entre Hip-Hop e a “América dos anos 1950″ -, Del Rey e Auerbach orquestram o disco dentro de um único gênero/limite: o Dream Pop. Amortecida por violinos, guitarras arrastadas e a voz maquiada por efeitos, a cantora flutua no mesmo ambiente lançado há três décadas por nomes como Galaxie 500, Cocteau Twins e, principalmente, Mazzy Star. Observado atentamente, muitos dos conceitos que ocupam Ultraviolence surgem como uma sequência do clássico So Tonight That I Might See (1993). Todavia, a habilidade de Auerbach evita o plágio, transformando o novo disco em uma obra no mínimo “referencial”.

Parte do acerto e parcial ineditismo do álbum vem da aproximação de Lana com a psicodelia lançada nos anos 1970. Fruto (mais uma vez) da presença de Auerbach e seu recente Turn Blue (2014), o gênero revela uma série de possibilidades para a cantora, que cresce (de maneira incontestável) em músicas como Shades Of Cool e Cruel World. Como um duelo controlado, as duas faixas equilibram vozes e guitarras em um mesmo ambiente hipnótico, concedendo à cantora uma liberdade antes limitada em músicas essencialmente sintéticas como Off to the Races e Summertime Sadness. Desde o single Blue Jeans, Del Rey não parecia tão segura quanto agora, dona de um ambiente quase particular. Continue reading

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Disco: “Nausea”, Craft Spells

Craft Spells
Indie/Alternative/Dream Pop
https://www.facebook.com/CraftSpells

Por: Cleber Facchi

Craft Spells

A estreia do Craft Spells com Idle Labor, serviu para reforçar a capacidade de Justin Paul Vallesteros em lidar com temas obscuros sem romper com o brilho pop das melodias. Manifestação dos principais distúrbios sentimentais que guiavam o músico na época, o registro de 2011 parece sobreviver mesmo além de seu próprio cercado estrutural. Em Nausea (2014, Captured Tracks), mais novo registro do grupo, as mesmas imposições lançadas há três anos voltam a se repetir, reforçando a capacidade de Vallesteros e seus parceiros em promover novos conceitos dentro da mesma composição acolhedora.

Ainda que orientado de forma explícita pela melancolia dos temas – boa parte do disco foca em um término recente de relacionamento -, Nausea é uma obra que não se permite corromper por exageros ou possíveis deslizes sentimentais do próprio criador. Como a autointitulada faixa de abertura logo entrega, a tristeza é dissolvida em pequenas doses, distribuídas suavemente ao longo de todo o trabalho.

Tendo na relação com o Dream Pop mais uma vez o ponto principal da obra, Vallesteros transporta o ouvinte para um cenário musicalmente abastecido por sonhos e pesadelos. Nada contido em relação ao debut, o novo álbum é uma obra carregada pela detalhe, principalmente na forma como as guitarras ocupam todas as lacunas do disco. Enquanto o debut parecia seguir uma métrica simples de três acordes, hoje pouco disso parece ter sobrevivido, esforço ressaltado em composições mais extensas, caso da apaixonante Komorebi e da lisérgica Changing Faces.

Mais do que uma extensão (musical) do disco passado, Nausea é uma obra de pequenas, porém, criativas possibilidades para o Craft Spells. Além do claro regresso aos sons espalhados pela década de 1980, a relação do grupo com a música psicodélica dos anos 1960 e 1970 preenche todo o registro. Basta perceber o andamento encontrado na ensolarada Twirl ou mesmo o fluxo sonoro de Laughing for My Life para perceber isso. A mudança, mesmo controlada, impera na formação do álbum. Continue reading

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Gems: “Scars”

GEMS

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Desde o lançamento da versão de Don’t Cry, música do cantor Seal, no começo do ano, a sonoridade proposta pela dupla GEMS assumiu novo formato. Ainda que a relação com o Dream Pop de faixas como Medusa e Ephemera seja a base para o trabalho assinado por Clifford John Usher e Lindsay Pitts, a direção encontrada atualmente pelo casal assume um formato muito mais “pop”, sonoridade exaltada no recém-lançado single Scars.

Naturalmente sustentada pela voz sedutora de Pitts, a canção deixa (em partes) o Dream Pop para flertar de maneira curiosa com o R&B. Muito mais cerebral do que o trabalho proposto por Blood Orange em Cupid Deluxe, a faixa cresce lentamente, absorvendo ainda toques de Trip-Hop que vão de nomes de peso como Portishead até Dido. Sombria e abastecida por boas guitarras, a faixa entrega boas pistas sobre o que deve orientar a obra do casal pelos próximos meses.

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Gems – Scars

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jj: “All White Everything”

jj

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jj

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Longe da lisergia exposta no clássico moderno jj n° 2, de 2009, Joakim Benon e Elin Kastlander parecem dar novo andamento ao propósito lírico e instrumental do jj. Ainda ambientado no mesmo cenário minimalista do álbum de 2010, jj n° 3, o duo abandona (parcialmente) as drogas para mergulhar em um contexto realista, ainda que onírico em alguns aspectos. Manifestação assertiva deste resultado está em All white everything, mais recente invento da dupla sueca e passagem para o esperado V (2014), o terceiro álbum oficial da banda.

Sustentada pela voz de Kastlander – duplicada e dissolvida como um instrumento -, a canção amortece os arranjos de Benon para se espalhar lentamente. Mais de quatro minutos em que a relação com a Balearic Beat abre espaço para o Dream Pop ensolarado, como no EP High Summer (2012). Com lançamento pelos selos Sincerely Yours e Secretly Canadian, V estreia oficialmente no dia 19 de Agosto. Abaixo, o clipe místico da canção.

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Lana Del Rey: “Brooklyn Baby”

Lana del Rey

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Perto de lançar o segundo registro em estúdio da carreira, Lana Del Rey presenteia o público com mais uma criação inédita: Brooklyn Baby. Parte do repertório de Ultraviolence (2014), a nova música assume uma estrutura diferenciada em relação aos últimos lançamentos da artista. Muito mais “orgânica” do que as antecessoras West Coast e Shades Of Cool, a canção abusa de violões e elementos acústicos, o que não distancia Del Rey do tradicional Pop Lo-Fi desenvolvido anteriormente.

Com lançamento agendado para o dia 13 de junho pelos selos Polydor e Interscope, Ultraviolence chega para substituir o debut Born To Die, de 2012. Menos exagerado do que o registro de estreia da norte-americana, o novo álbum conta com produção assinada por Dan Auerbach, uma das metades do The Black Keys e provável responsável pela parcial mudança na sonoridade que acompanha Del Rey.

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Lana Del Rey – Brooklyn Baby

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