Tag Archives: Electronic

LUH: “$ORO”

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A cada nova composição do LUH, Ellery James Roberts e Ebony Hoorn dão um passo além em relação ao trabalho produzido com o WU LYF, antiga banda de Roberts. Beneath the Concrete, I&I e Unites, composições que serviram para reforçar a essência eletrônica do projeto, indicando o caminho a ser seguido em Spiritual Songs For Lovers To Sing (2016), primeiro álbum de inéditas da dupla. Com a chegada de $ORO, um reforço a essa busca por novas possibilidades.

São quase sete minutos em que vozes carregadas de efeito, sintetizadores explosivos e batidas eletrônicas transportam o som do casal para um cenário completamente novo, inusitado. Não seria um erro interpretar a canção como o ato em que Roberts e Hoorn mais se aproximam da música pop. Perceba como a voz da cantora ecoa de forma melódica ao fundo da canção, sedutora, lembrando uma versão desconstruída de alguma parceria entre Rihanna e Kanye West.

Spiritual Songs For Lovers To Sing (2016) será lançado no dia 06/05 pelo selo Mute.

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LUH – $ORO

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Disco: “The Ship”, Brian Eno

Artista: Brian Eno
Gênero: Ambient, Experimental, Electronic
Acesse: http://www.brian-eno.net/

 

Perto de completar 70 anos de vida – dos quais 40 foram dedicados ao trabalho como músico, produtor e pesquisador musical –, Brian Eno continua tão ativo quanto no início dos anos 1970, quando foi oficialmente apresentado ao público. Em The Ship (2016, Warp), primeiro registro solo do compositor inglês desde o premiado Lux, de 2012, Eno reinventa aspectos curiosos da própria discografia, detalhando uma coleção de vozes e texturas atmosféricas que se espalham até o último instante da obra.

Em um imenso plano de detalhes, sussurros, captações de voz, pianos e bases etéreas, Eno se movimenta com tranquilidade, esmiuçando com atenção a extensa obra que se fragmenta em duas canções – The Ship e os três atos de Fickle Sun. Trata-se de uma completa desconstrução do trabalho apresentado há quatro anos pelo artista, proposta explícita na continua utilização de ruídos e ambientações soturnas que lentamente transportam o ouvinte para um cenário de agitações pouco morosas.

Enquanto Lux parecia dialogar com a mesma composição sublime de clássicos como Ambient 1: Music for Airports (1978), vide a manipulação controlada dos pianos e efeitos ambientais, em The Ship, Eno ruma em direção ao mesmo terreno sombrio de obras como Ambient 4: On Land (1982) e Apollo: Atmospheres and Soundtracks (1983). Composições que distorcem o pano de fundo criado pelo músico para reproduzir um cenário que parece interagir diretamente com o ouvinte, arremessado de um canto a outro do trabalho.

Basta um passeio pela faixa de abertura do disco, com seus mais de 20 minutos de duração, para perceber o universo de referências, colagens e inúmeras fórmulas instrumentais testadas pelo veterano. Sintetizadores inicialmente serenos, mas que acabam alcançando um detalhamento cósmico, passagem para a precisa utilização de vocais semi-robóticos na segunda metade da faixa – elemento “abandonado” pelo músico desde o álbum Another Day on Earth, de 2005. Continue reading

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Resenha: “Too Many Voices”, Andy Stott

Artista: Andy Stott
Gênero: Experimental, Electronic, Techno
Acesse: http://modern-love.co.uk/

 

Andy Stott sempre se manteve distante de uma provável “zona de conforto”. Ainda que o produtor original de Manchester, Inglaterra, tenha explorada com regularidade as texturas do Dub Techno nos últimos cinco anos – vide registros como We Stay Together e Passed Me By –, em mais de uma década de atuação, Stott em nenhum momento pareceu seguir um caminho previsível, monótono, percepção que se reforça com o lançamento de Too Many Voices (2016, Modern Love).

Terceiro e mais recente trabalho do produtor desde que foi oficialmente apresentado ao público, em 2011, o presente álbum mostra um som ainda mais complexo e propositadamente irregular em relação ao material entregue no antecessor Faith in Strangers, de 2014. São nove composições inéditas que se projetam como verdadeiros experimentos, independentes, preferência que leva Stott a mergulhar em novas ambientações e gêneros, entre eles, o R&B.

Registro mais acessível desde o bem-sucedido Luxury Problems, de 2012, Too Many Voices pode ser resumido na fluidez melódica de Butterflies. Segunda faixa do disco, a canção escolhida para apresentar o trabalho sustenta na lenta manipulação dos vocais – assumidos pela velha colaboradora Alison Skidmore – a passagem para um universo completamente novo dentro da obra do produtor. Batidas controladas, versos essencialmente leves, melancólicos, estímulo para o delicado vídeo em parceria com o coreógrafo Rafael Chinx Martin.

A mesma sutileza instrumental, íntima dos trabalhos de Dev Heynes (Blood Orange), parece replicada em composições como New Romantic e First Night. Enquanto a primeira despeja uma solução de versos acolhedores, como uma resposta ao som frio incorporado pelo produtor no trabalho de 2014, na canção seguinte, quarta faixa do disco, Stott resgata de forma adaptada o mesmo som arrastado, metálico, que ocupa grande parte dos trabalhos apresentados no final da década passada. Continue reading

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Sally Shapiro: “If You Ever Wanna Change Your Mind”

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São dez anos de carreira, três ótimos trabalhos em estúdio – Disco Romance (2006), My Guilty Pleasure (2009) e Somewhere Else (2013) –, além de um acervo imenso de composição avulsas, lançadas durante todo o período. Três anos após a chegada do último registro de inéditas, Sally Shapiro anuncia o fim da bem-sucedida parceria com o produtor Johan Agebjörn. Para o encerramento do projeto que carrega o nome da cantora de synthpop/italodisco, uma canção nunca antes apresentada ao público.

Em If You Ever Wanna Change Your Mind, passagem para a nova fase de Shapiro, uma coleção de elementos que transportam o ouvinte para os primeiros anos de atuação da cantora. São vozes doces, sempre acompanhadas de versos entristecidos, batidas essencialmente contidas e uma fina base de sintetizadores que acolhem não apenas a artista sueca, como o ouvinte, convidado a ouvir o último suspiro musical do projeto.

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Sally Shapiro – If You Ever Wanna Change Your Mind

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Todd Terje & The Olsens: “Baby Do You Wanna Bump” (Daniel Maloso Remix)

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The Big Cover-Up (2016), esse é o nome do mais recente trabalho do produtor norueguês Todd Terje. Trata-se de um EP de versões para “clássicos” assinados por Yellow Magic Orchestra, Martin Circus, Boney M e Vangelis, mas que também serão remixados por outros produtores próximos de Terje, caso de Daniel Maloso, Dan Tyler, Prins Thomas e Øyvind Morken. Para apresentar o trabalho, nada melhor do que a dançante e divertida Baby Do You Wanna Bump.

Originalmente lançada na década de 1970 pelo grupo alemão Boney M, Baby Do You Wanna Bump resume com naturalidade o som que deve orientar as oito verões/remixes do projeto. Sintetizadores pegajosos, batidas prontas para as pistas e uma coleção de vozes festivas, conceito que se reforça na letra “sedutora” e marcada de referências ao sexo que sustenta a composição.

The Big Cover-Up EP (2016) será lançado no dia 17/06 pelo selo Olsen Records.

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Todd Terje & The Olsens – Baby Do You Wanna Bump (Daniel Maloso Remix)

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Roosevelt: “Colours / Moving On” (VÍDEO)

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Em 2013, o produtor alemão Marius Lauber conseguiu chamar a atenção de muita gente. Com o lançamento de faixas como Montreal, Elliot e Around You, o artista original da cidade de Colônia criou uma ponte curiosa entre a Disco Music e a mesma sonoridade empoeirada de grandes nomes da Chillwave – principalmente Toro Y Moi e Neon Indian. Agora é hora de ter acesso ao primeiro registro de estúdio do produtor como Roosevelt, uma obra homônima que se apresenta oficialmente com o clipe de Colours / Moving On.

Duas das composições que abastecem o aguardado registro, as faixas delicadamente se amarram nas imagens assinadas pelo diretor Elliott Arndt, reforçando parte da estética dançante e inspirações nostálgicas de Lauber. Musicalmente, um curioso encontro entre o Daft Punk da fase Random Access Memories (2013) e o Cut Copy de obras como In Ghost Colours (2008) e Zonoscope (2011).

Roosevelt (2016) será lançado no 19/08 pelo selo Greco-Roman/City Slang.

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Roosevelt – Colours / Moving On

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Dawn Richard: “Honest”

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Dawn Richard passou os últimos meses “brincando” com o ouvinte. Da mudança de nome em faixas Not Above That e Hollywould, passando pelo trabalho com a produtora britânica Et Aliae em Sober, Richard delicadamente parece ter expandido o universo apresentado há poucos meses em Blackheart (2015), seu melhor trabalho até aqui. Em Honest, mais recente lançamento da cantora, a passagem para um novo mundo de possibilidades.

Primeiro exemplar da série de composições produzidas em parceria com o produtor nova-iorquino Kingdom, a canção de versos confessionais e sentimentos expostos mostra o que há de melhor no trabalho de Richard. De um lado, a completa entrega da cantora – nos vocais e sentimentos –, no outro, a coesa interferência de Kindom, transportando a parceira para um ambiente que vai do R&B ao Future Garage sem necessariamente perder a essência nostálgica que marca o trabalho de Dawn Richad.

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Dawn Richard – Honest

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Ricky Eat Acid: “Triple Cup”

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Poucos artistas produzem um som tão lisérgico e dançante quanto Sam Ray. Responsável pelo Ricky Eat Acid, projeto de música eletrônica que flerta com elementos do Hip-Hop e música psicodélica, o artista norte-americano está de volta com uma nova criação inédita. Em Triple Cup, uma extensão inteligente do material apresentado há dois anos em Three Love Songs (2014), último grande álbum do produtor original de Maryland.

Sintetizadores e batidas dançantes, fragmentos de vozes sampleadas do rapper Waka Flocka, batidas que crescem e encolhem a todo segundo. A sensação de tomar um doce e se trancar no quarto para ouvir a trilha sonora de jogos clássicos da Nintendo. Um turbilhão de referências coloridas, quebras e mudanças bruscas de direção, como se o som originalmente atmosférico de Ray fosse remixado de forma propositadamente instável, louca.

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Ricky Eat Acid – Triple Cup

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Mark Pritchard: “Under The Sun”

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Mark Pritchard decidiu apresentar o novo álbum de inéditas, Under The Sun (2016), em uma crescente de canções hipnóticas. Primeiro veio a atmosférica Sad Alron, com seus dois minutos de emanações ambientais e temas minimalistas. Depois foi a vez de Bautiful People, bem-sucedida parceria com o conterrâneo Thom Yorke e um verdadeiro salto em relação ao material originalmente apresentado pelo produtor inglês.

Com a chegada da faixa-título de Under The Sun, um novo salto criativo. São quase sete minutos em que um sample picotado dança delicadamente em cima da base etérea incorporada por Pritchard. Uma lenta colisão de vozes, sintetizadores e pequenos ruídos eletrônicos que instantaneamente criam uma espécie de ponte para o trabalho apresentado anteriormente pelo produtor.

Under the Sun (2016) será lançado no dia 13/05 pelo selo Warp

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Mark Pritchard – Under The Sun

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Katy B x MssingNo x Geeneus: “Water Rising”

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Katy B segue com a divulgação do novo álbum de estúdio. Batizado Honey (2016), o sucessor de On a Mission (2011) e Little Red (2014) mostra a busca da cantora/produtora britânica por novas sonoridades, transformação explícita no time de colaboradores que acompanham a artista em cada uma das 11 faixas do disco. Nomes como Major Lazer e Craig Davis, em Who Am I, além da dupla Four Tet e Floating Points, em Calm Down.

Em Water Rising, mais recente single de B, dois novos colaboradores. Para dar vida ao R&B melancólico da cantora, os produtores MssingNo e Geeneus. Trata-se de uma balada no melhor estilo Little Red, efeito das batidas minimalistas e bases densas, típicas do material apresentado há dois anos pela britânica. Última canção inédita antes do lançamento oficial do álbum, Water Rising reforça o caráter entristecido da obra, conceito explícito em grande parte das faixas apresentadas até agora.

Honey (2016) será lançado no dia 29/04 pelos selos Rinse/Virgin EMI

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Katy B x MssingNo x Geeneus – Water Rising

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