Tag Archives: Electronic

Holly Waxwing: “Vibe”

.

Casa de artistas como Yumi Zouma, Korallraven, Kisses e Lemonade, o selo Cascine Records também é o responsável por divulgar o delicado obra de Holly Waxwing. Nome escolhido para representar o trabalho do produtor Garrett Crosby, o projeto que utiliza da colagem de sons minimalistas e pueris soa como a passagem para um mundo fantástico e colorido, base para a mais nova composição assinada pelo artista, a encantadora Vibe.

Diferente de Chalant e até mesmo dos remixes assinados pelo produtor – caso de U Touch Me, da dupla Teengirl Fantasy -, Crosby em nenhum momento se distancia da concepção frágil dos temas apresentados logo na abertura da faixa, mantendo o ouvinte “confortável” dentro desse universo até o último segundo da canção. Nitidamente influenciada pelo trabalho de SOPHIE, A. G. Cook e demais representantes do selo PC Music, a recente criação aponta um novo caminho transformado dentro da ainda curta trajetória do produtor. Experimente:

.


Holly Waxwing – Vibe

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , ,

Disclosure: “Holding On” (Feat. Gregory Porter)

.

Depois de reforçar as batidas, sintetizadores frenéticos e brincar de forma versátil com um antigo sample na inédita Bang That, já estava na hora do Disclosure presentear o público uma composição de fato marcada pela voz. Atendendo a pedidos e ainda preparando o terreno para o segundo registro de inéditas, Guy e Howard Lawrence sustentam na recém-lançada Holding On a mesma soma de acertos, boas melodias e refrão pegajoso testado em faixas como You & Me, White Noise ou F For You do álbum Settle (2013)

De um lado, o ritmo eufórico, consistente diálogo com a eletrônica britânica e toda a somatória de elementos que transportam o ouvinte diretamente para as pistas; no outro oposto, a voz precisa do convidado Gregory Porter, uma das grandes vozes do Jazz norte-americano e responsável por completar as pequenas lacunas da dupla. Difícil não lembrar da parceria da dupla britânica com a cantora Mary J. Blige no último ano.

Holding On (o single) conta com lançamento previsto para o dia 17/07. Nenhum informação sobre o novo trabalho do Disclosure ainda foi divulgada oficialmente.

.

Disclosure – Holding On (Feat. Gregory Porter)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , ,

Baio: “Brainwash yyrr Face”

.

Enquanto o Vampire Weekend parece cada vez mais distante do som “tropical” reforçado nos dois primeiros álbuns de estúdio – vide Modern Vampires Of The City (2013) -, em carreira solo, Chris Baio, baixista da banda, parece assumir a responsabilidade por toda essa herança musical. Depois da sequência de singles e também do EP Sunburn, apresentado em maio de 2012, Baio reserva para o dia 18 de setembro o primeiro trabalho em carreira solo, The Names (2015), a sequência da mesma temática.

Escolhida para apresentar (e abrir) o novo trabalho, Brainwash yyrr Face explode em meio a cores e arranjos descompromissados do baixista/produtor. Sem necessariamente fugir da mesma atmosfera sustentada em Sunburn EP, elementos da recente obra de bandas como Lemonade, Poolside ou veteranos como Air France surgem a todo instante, reforçando a leveza instalada tanto nos vocais como nas bases (eletrônicas) da canção.

.

 


Baio – Brainwash yyrr Face

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Disco: “Platform”, Holly Herndon

Holly Herndon
Experimental/Avant-Garde/Electronic
http://www.hollyherndon.com/

Vozes recortadas de forma abstrata e encaixadas sem ordem aparente; sintetizadores ambientais, ruídos eletrônicos e batidas movidos pelo etéreo; gritos, sussurros e provocações. Quem acompanha o trabalho de Holly Herndon sabe que o “óbvio” passa longe dos arranjos assinados pela artista. Misto de personagem e matéria-prima da própria obra, ao alcançar o recente Platform (2015, 4AD), segundo trabalho em carreira solo, a compositora norte-americana dá um passo além em relação aos últimos lançamentos de estúdio, colidindo melodias, conceitos e até imagens dentro de um cenário que parece modificado a todo o instante.

Primeiro registro de Herndon lançado por um selo de médio porte – 4AD Records, casa de Grimes, St. Vincent e Ariel Pink -, Platform pode até seguir a trilha do álbum antecessor Movement, de 2012, entretanto, aos poucos revela evidências sobre os novos interesses da artista. Ainda que a voz seja o principal ingrediente da obra, refletindo a mesma temática orgânica do disco passado, cada ato, canto ou melodia torta de Herndon encontra no uso de temas eletrônicos um sustento renovado. Ruídos, manipulações e até batidas eletrônicas que apontam a lenta “digitalização” da artista – preferência que se estende da faixa de abertura ao visual futurístico que aparece na capa do álbum.

Sem começo, meio ou final, Platform parece brincar com a linearidade de um registro comum. De fato, grande parte das faixas crescem substancialmente quando observadas além dos limites das melodias, invadindo o campo das imagens. Música (ou clipes) como Chorus, Home e Interference; pequenos ambientes criativos onde Herndon se transforma em instrumento para o trabalho de diferentes diretores. Diálogos com diferentes mídias, porém, incapazes de prejudicar a autonomia musical do trabalho – uma interpretação particular da artista em relação a elementos da música pop ou mesmo da cultura de internet.

Mais do que um experimento particular, Herndon autoriza a interferência de diversos colaboradores. Conterrâneos da música californiana – caso de Spencer Longo em Locker Leak -, representantes da cena nova-iorquina – como Colin Self em Unequal -, ou mesmo nomes que ultrapassam os limites da música, posto reforçado pela presença de Akihiko Taniguchi, responsável pela criação do software utilizado pela musicista em boa parte trabalho. Até a identidade visual que ocupa o encarte do álbum – projeto assinado pela agência Metahaven – pode ser encarada como um instrumento complementar para o registro. Continue reading

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , , ,

Icona Pop: “Emergency”

.

Caroline Hjelt e Aino Jawo estão pouco interessadas em repetir a mesma sonoridade frenética do primeiro álbum como Icona Pop, This Is… Icona Pop, de 2013. Longe das batidas aceleradas, gritos plásticos – “I Love It” – e toda a matemática comercial de hits como All Night, GirlfriendReady for the Weekend, em Emergency, mais recente lançamento do duo sueco depois do single Get Lost, a busca por novas possibilidades reforça o amadurecimento do projeto.

Acompanhadas do parceiro sueco Erik Hassle e sem medo de parecer “brega”, Hjelt e Jawo resgatam uma série de conceitos inspirados no pop dos anos 1980/1990, brincando com o uso de saxofones, colagens de ritmos e outros elementos inusitados dentro dos trabalhos iniciais do Icona Pop. Difícil não sentir a influência de artistas como Miley Cyrus e Katy Perry, com quem a dupla colaborou em diferentes turnês desde o último ano.

.


Icona Pop – Emergency

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , ,

Puro Instinct: “Lake Como”

.

Pelo visto, Grimes e os conterrâneos do Purity Ring não foram os únicos a perceber o diálogo natural entre o Dream Pop e as batidas densas do Hip-Hop/R&B. Em Lake Como, mais recente canção da dupla Puro Instinct – projeto comandado pelas irmãs Piper e Sky Kaplan -, todo o catálogo de ambientações etéreas testadas no álbum Headbangers in Ecstasy (2011) é encarado de forma distinta, resultando em uma faixa que escapa temporariamente do conceito “celestial” das irmãs Kaplan.

Parte expressiva dessa transformação nasce da interferência direta da dupla de produtores formada por Kehinde e Taiwo. Sob o nome de Christian Rich, o duo de original da cidade de Chicago transporta parte do som letárgico do Puro Instinct para o mesmo universo de Earl Sweatshirt, Vince Staples e outros nomes de peso do Hip-Hop atual; artistas – novatos ou experientes – que também contam com músicas produzidas pela dupla.

.

Puro Instinct – Lake Como

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

Nicolas Jaar: “NYMPHS II”

.

Com o fim temporário das atividades do Darkside em 2014 – projeto em parceria com o músico/produtor Dave Harrington -, Nicolas Jaar deve (finalmente) se dedicar ao trabalho e composições em carreira solo. Passados três anos desde a estreia do último registro autoral do produtor, o excelente Space Is Only Noise (2011), Jaar transforma o recém-lançado single NYMPHS II em uma travessia para o universo de faixas e recortes musicais acumuladas nos últimos anos.

Possível base para o novo álbum do artista, previsto para 2015, o single lançado em vinil 12″ se divide em dois lados bem distintos. Na primeira metade, The three sides of Audrey and why she’s all alone now, uma climática faixa com quase oito minutos de duração em que Jaar estende parte dos ruídos e experimentos testados no álbum Psychic, de 2013. No “Lado B” do mesmo material, No one is looking at U, parceria com a cantora Lorraine e uma típica composição do selo Other Music, casa dos trabalhos de Jaar.

.

Nymphs II
01. The Three Sides of Audrey and Why She’s All Alone Now
02. No One is Looking at U

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , ,

SOPHIE & Charli XCX: “Let’s Ride”, “Throw It Up” e “Make It Right”

.

No último final de semana, o Pop Cube – um misto de festa e selo organizado na região do Brooklyn, Nova York – esteve aos comandos do coletivo britânico PC Music. Entre as atrações do evento, nomes como Hanna Diamond, A. G. Cook, QT, Danny L Harle e, claro, SOPHIE. Enquanto a primeira metade do grupo se concentrou na divulgação da primeira coletânea do selo, PC Music, Vol. 1 – registro apresentado oficialmente há poucos dias -, SOPHIE aproveitou o espaço para despejar nada menos do que três composições ao lado da cantora Charli XCX.

Parceria já conhecida desde a última passagem do produtor pelo SXSW de 2015, as novas composições se dividem com acerto entre o universo descomplicado de XCX e as excentricidades de SOPHIE. Por enquanto, nenhuma informação sobre o lançamento do material foi anunciada, entretanto, já é possível ouvir cada uma das três faixas – Let’s Ride, Throw It Up e Make It Right – no Youtube. Abaixo você encontra cada uma delas – aproveite antes que o material seja deletado.

 

.

SOPHIE & Charli XCX – Let’s Ride

.

SOPHIE & Charli XCX – Throw It Up

.

SOPHIE & Charli XCX – Make It Right

 

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,

Ben Khan: “1000 EP”

.

Dono de um dos acervos mais interessantes da eletrônica britânica, além, claro, do ótimo 1992 EP, lançado no último ano, Ben Khan apresenta agora mais um novo registro de inéditas: 1000 EP. Ainda próximo do mesmo resultado e conceitos explorados no último ano, Khan passeia pelo R&B, pop e deferentes experimentos eletrônicos sem escapar de um resultado melódico, dançante, marca detalhada em cada uma das quatro composições do EP.

Já conhecidas do público fiel de Khan, músicas como Zenith e 2022 Zodiac continuam a reforçar o diálogo do produtor com a obra do conterrâneo Jai Paul, articulando canções de sonoridade “caseira”, mas não menos envolventes, íntimas das pistas. A principal diferença em relação aos últimos trabalho do artista britânico está na maior utilização de guitarras, preferência que quase isola os tradicionais sintetizadores testados até o último EP. Ouça:

.

Ben Khan – 1000 EP

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , ,

BenZel: “Waiting” (Feat. Ben Abraham)

.

Passado o lançamento de Men EP, em meados de 2014, poucas novidades sobre a dupla BenZel foram apresentadas ao público. Pelo menos até agora. Depois de lançar Stuck On You, faixa em parceria com Tory Lanez, há poucos dias, Benny Blanco e o parceiro Ben Ash decidiram convidar o cantor australiano Ben Abraham para apresentar a inédita Waiting, passagem para uma nova fase (e sonoridade) dentro da curta produção do projeto.

Com o vocal remodelado para a faixa, Abraham naturalmente se transforma em “instrumento” nas mãos da dupla, hoje inclinada a se distanciar do R&B referencial das primeiras canções. Além do expressivo reforço nas batidas, a utilização de uma base empoeirada e nostálgica – lembrando muito Neon Indian – aponta o novo caminho da dupla, tão curiosa quanto na melancolia projetada para a principal colaboradora Jessie Ware.

.

BenZel – Waiting (Feat. Ben Abraham)

Compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
Tagged , , , , , , , , , ,