Tag Archives: Electronic

SBTRKT: “Look Away” (ft. Caroline Polachek)

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Cada novo lançamento de Aaron Jerome nas últimas semanas tem sido uma verdadeira surpresa para o público que acompanha o trabalho do SBTRKT. Entre composições ao lado de Ezra Koenig (New Dorp, New York) e faixas desenvolvidas em parceria com rappers como Raury (Higher) e A$AP Ferg (Voices in My Head), todos os elementos apontam que Wonder Where We Land (2014), novo álbum do produtor britânico, tem tudo para se transformar em um dos trabalhos mais amplos e convincentes do ano.

Há poucos dias da estreia do disco – prevista para 23 de setembro -, SBTRKT lança o primeiro clipe oficial do registro e, ao mesmo tempo, mais uma assertiva parceria. Trata-se de Look Away, faixa mais experimental do novo disco (até agora) e uma assertiva parceria com Caroline Polachek, do Chairlift. Para o estranho vídeo interativo da canção – projeto desenvolvido pelo estúdio Resn -, a webcam do computador é utilizada para que a figura soturna do clipe desvie o olhar do próprio espectador. Ouça a faixa abaixo ou assista ao vídeo aqui.

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SBTRKT – Look Away (ft. Caroline Polachek)

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Panda Bear: “Mix Ticks”

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Passados três anos desde o lançamento de Tomboy (2011), último registro em estúdio do Panda Bear, Noah Lennox continua a criar expectativa em relação ao próximo disco do projeto: Panda Bear Meets the Grim Reaper. Ainda sem previsão de lançamento, o álbum co-produzido em parceria com Peter “Sonic Boom” Kember (ex-integrante do Spaceman 3) parece manter a linda psicodélica dos registros que o antecedem, porém, dentro de um novo conceito instrumental.

Em exercício de forte comunicação com música eletrônica, Lennox apresenta agora mais uma inédita mixtape: Mix Ticks. Trata-se de um curioso exercício criativo em visitar a House Music dos anos 1990, material já testado na mixtape Green Ray Mix, lançada no último ano, porém, melhor delineado agora. Com 40 minutos de duração e fragmentado em diferentes atos/variações, o trabalho pode ser apreciado na íntegra logo abaixo, ou no site de Panda Bear, onde você encontra uma perturbadora animação psicodélica.

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Panda Bear – Mix Ticks

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Caribou: “Our Love” (Daphni Remix)

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Manitoba, Caribou e Daphni. Em mais de uma década de atuação foram os diferentes projetos de Dan Snaith que mantiveram a obra do produtor canadense sempre dinâmica e atrativa a cada novo projeto de estúdio. Ainda que parta de uma mesma concepção estética, cada projeto assinado pelo artista revela uma identidade própria, percepção reforçada na nova e detalhista versão de Our Love, mais recente single do Caribou, porém, remodelado dentro dos conceitos do Daphni.

Com exceção do verso cíclico – “Our Love” -, pouco se manteve da estrutura original da canção, uma das dez faixas do ainda inédito álbum de Snaith. Recheado com batidas secas e elementos voltados às pistas da década de 1990, grande parte do remix soa como uma adaptação do material lançado em Jialong (2012), último trabalho do canadense à frente do Daphni. Para quem já havia ficado surpreso com o material anterior, eis uma nova forma de se encantar pela obra de Daniel Snaith.

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Caribou – Our Love (Daphni Remix)

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Arca: “Thievery”

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Em pouco menos de um ano o venezuelano/nova-iorquino Alejandro Ghersi deixou de ser apenas um nome estranho da cena norte-americana para se transformar em um dos produtores mais disputados da música recente. Mais conhecido pelo trabalho à frente do Arca, Ghersi passou os últimos meses entre produções para artistas como Kanye West e FKA Twigs, além de faixas e projetos visuais desenvolvidas ao lado do parceiro Jesse Kanda – com quem lançou Fluid Silhouettes no começo do ano.

Depois de uma ótima mixtape lançada em agosto do último ano – &&&&& (2013) -, é hora de sermos apresentados ao primeiro registro oficial do artista: Xen (2014). Previsto para estrear no dia quatro de novembro pelo selo Mute, o álbum resume na inédita Thievery não apenas um aperitivo das demais composições, mas também um curioso distanciamento do material lançado há poucos meses. Muito mais “controlado”, Ghersi testa agora ambientações, batidas e samples em um cenário quase convidativo para o ouvinte médio, esbarrando vez ou outras nas mesmas imposições de Clams Casino e até AraabMuzik durante o primeiro disco.

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Arca – Thievery

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Disco: “How To Run Away”, Slow Magic

Slow Magic
Chillwave/Electronic/Synthpop
http://slowmagic.bandcamp.com/

Por: Cleber Facchi

Um dos aspectos mais sublimes na obra de Hayao Miyazaki não está no roteiro delicado ou mesmo nos cenários fantásticos produzidos a cada película, mas nos personagens que o diretor utiliza como ponte para esse universo mágico. Seja o gigante Totoro no filme de 1988, os diferentes espíritos na trama de Princesa Mononoke (1998) ou mesmo o jovem Haku em A Viagem de Chihiro (2002), há sempre uma criatura/estopim que aos poucos afasta a mente do espectador da realidade, convidado a experimentar o novo plano de cores, cenários e sensações detalhadas em cada história.

Ainda que atuante em um ambiente específico – o da música -, não é difícil perceber no novo álbum do californiano Slow Magic a mesma atmosfera fantástica que toma conta da poesia visual de Miyazaki. Mágico personagem da própria obra, o produtor mascarado é o grande responsável por apresentar ao público – representado pelos jovens na capa do álbum – o panorama delicado que se apodera de How To Run Awaym (2014, Downtown), segundo e mais recente obra de estúdio.

Coleção de temas limpos e essencialmente melódicos, o presente álbum é um passo além em relação ao que Magic já havia testado com acerto no disco anterior, Triangle, de 2012. Trata-se de uma interpretação menos “artesanal” da Chillwave que ocupou grande parte da Costa Oeste dos Estados Unidos no final da década passada, experiência agora detalhada no uso atento dos sintetizadores – a principal ferramenta de trabalho para a obra. Todavia, mais do que um projeto orientado por novas imposições técnicas/estéticas, How To Run Away é um desenvolvido para brincar com as sensações do ouvinte.

Da imagem fantasiosa que estampa a capa do disco – o “personagem” de Slow Magic -, ao conjunto de harmonias detalhadas em cada faixa, por onde passa o ouvinte é arrastado para um novo campo de experiências oníricas. Em uma estrutura musical progressiva (e mística), o produtor detalha pequenas referências, sobrepõem instrumentos e brinca com a voz em uma captação carregada de eco. Assim como nas histórias de Hayao Miyazaki, Magic está longe de fornecer as respostas ao público, pelo contrário, parece se divertir com as diferentes interpretações lançadas em cada música. Continue reading

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SBTRKT: “Voices in My Head” (Feat. A$AP Ferg & Warpaint)

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Pelo visto o produtor Aaron Jerome não quer mais perder tempo na divulgação de Wonder Where We Land (2014), novo (e ainda inédito) disco do SBTRKT. Um dia depois de apresentar a ótima Higer, parceria gerada com o rapper Raury, o britânico já está de volta com mais uma nova composição. Faixa de encerramento do novo disco, Voices in My Head é mais do que um melancólico ato de encerramento, mas a canção mas distinta já lançada por Jerome dentro do escasso material do novo disco.

Com quase cinco minutos de duração, a nova faixa é mais uma assertiva prova da relação do produtor e seus convidados, neste caso, A$ap Ferg e parte das garotas do Warpaint. Enquanto o rapper assume com naturalidade as rimas e até mesmo os cantos da criação, o grupo norte-americano assume a responsabilidade e passa a controlar parte do arranjo desenvolvido para a faixa. O resultado está em um cruzamento inevitável entre a obra de Ferg em Trap Lord (2013) com o Dub/Dream Pop do segundo álbum do Warpaint, lançado no começo deste ano.

Com distribuição pelo selo Young Turks, Wonder Where We Land estreia no dia 22 de setembro.

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SBTRKT – Voices in My Head (Feat. A$AP Ferg & Warpaint)

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Jaloo: “Downtown”

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Três anos se passaram desde que falamos pela primeira vez sobre o trabalho de Jaloo – na seção Experimente. Se naquela época Jaime Melo parecia em busca de uma sonoridade autoral, cruzando referências tão íntimas do pop quanto do Technobrega concentrado na cena de Belém, ao se deparar com a inédita Downtown, mais novo invento do paraense, nada poderia ser mais satisfatório do que perceber que essa mesma curiosidade e busca constante do produtor ainda se faz presente, talvez até realçada.

Imensa colcha de retalhos temáticos, o novo lançamento ecoa tão próximo do trabalho apresentado em Couve EP, de 2013, como da fase “embrionária” do produtor, retratada com acerto na coletânea de remixes/versões Female & Brega, de 2012. Sobram transições honestas pela obra de Grimes – homenageada no cover de Oblivion – e toda a presente cena de artistas canadenses, além de um regresso ao ambiente pop do single Bai Bai, (hoje) um evidente aquecimento para o material lançado em Downtown.

Lançada pelo selo Braza no Bandcamp, a faixa ganha ainda mais destaque por conta das imagens de Fernando Moraes, diretor responsável pelo clipe da canção. Acima, a excelente capa do single, inspirada em Slave to the Rhythm da cantora Grace Jones.

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Jaloo – Downtown

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How To Dress Well: “Repeat Pleasure” (A. G. Cook Remix)

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Por mais acessível que seja o material lançado por Tom Krell em “What Is This Heart?” (2014), terceiro álbum do How To Dress Well, é difícil pensar que alguém possa “ampliar” ainda mais a sonoridade do proposta pelo cantor norte-americano. Para o remix de Repear Pleasure, A. G. Cook conseguiu não apenas reforçar o apelo “pop” no trabalho de Krell, como ainda acrescentou toda uma carga de experimentos sintéticos, sonoridade típica do material conquistado dentro do selo PC Music.

Concentrando todos os esforços na voz doce de Krell, Cook deixa de lado o ritmo frenético dos últimos inventos em fase solo para sustentar uma obra essencialmente detalhista. Um movimento tímido de sintetizadores, ruídos e sobreposições, elementos capazes de encantar no centro da faixa, quando o britânico prende o ouvinte (e o refrão da faixa) em um loop crescente. Há poucos dias A. G. Cook apresentou seu novo projeto ao lado do conterrâneo SOPHIE, o QT, lançando a também excelente Hey QT.

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How To Dress Well – Repeat Pleasure (A. G. Cook Remix)

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dd elle: “Tell Me”

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A identidade do misterioso dd elle ainda permanece uma incógnita. Desde que apresentou a sombria Kind 2 U há poucos meses, acompanhar o perfil do artista no soundcloud parece ser a chance de encontrar algum novo material inédito – caso Love Me Only. Depois de um período de silêncio, é pelo “selo” Secret Songs do produtor canadense Ryan Hemsworth que chega ao público o mais novo lançamento do artista: Tell Me.

Primeira faixa completa de dd elle, que até então havia apresentado apenas canções em versão demo ou mesmo músicas não finalizadas, a nova faixa resume com segurança tudo o que o artista lançou até aqui. Em um território dominado por nomes como Jai Paul e até com Tom Krell no primeiro álbum do How To Dress Well, Love Remains (2010), o produtor se aproveita tanto das vocalizações doces do R&B, como do clima sujo/letárgico da eletrônica recente, carregando o ouvinte por uma atmosfera ora melancólica, ora acolhedora.

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dd elle – Tell Me

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YACHT: “Where Does This Disco?”

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Em 2014 Super Warren MMIV (2004), registro de estreia da dupla norte-americana YACHT completa dez anos de lançamento. Ainda que a sonoridade lançada por Jona Bechtolt e Claire L. Evans tenha se transformado de maneira evidente ao longo dos anos, um aspecto permanece ativo dentro da proposta do casal: fazer o ouvinte dançar. Precisa de uma prova disso? Que tal a recém-lançada Where Does This Disco?

Mais recente trabalho da dupla, a nova faixa está longe de anunciar um novo disco do YACHT, “apenas” uma nova turnê pelos Estados Unidos. Além da canção – uma declaração de amor aos CDs -, o duo também apresenta um satisfatório remix para a composição, trabalho assinado pelo versátil Jerome LOL. Disponíveis para audição, as duas faixas podem ser apreciadas na íntegra logo abaixo. Lançado em 2011 pela DFA Records, Shangri-La é o último grande lançamento de estúdio do YACHT.

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YACHT – Where Does This Disco? / Where Does This Disco? (Jerome LOL Remix)

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