Tag Archives: Electronic

Jacques Greene: “After Life After Party EP”

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Enquanto o esperado debut de Jacques Greene não é apresentado ao público, os constantes EPs prevalecem como a principal fonte com novidades sobre produtor. Terceiro e mais recente trabalho do artista canadense em 2014, After Life, After Party segue a trilha dos antecessores On Your Side EP e Phantom Vibrate EP, transportando o ouvinte para um cenário musical tão recente, quanto característico da década de 1990.

Além da versão original e dois remixes para a faixa-título, o presente trabalho de Green conta ainda com a inédita 1 4 Me. Na primeira canção, um típico diálogo do canadense com os elementos do Future Garage e Techno. Na faixa seguinte, um trabalho atento do produtor em adaptar diferentes conceitos, batidas e vocais íntimos do R&B ao material desenvolvido desde o último ano. Com lançamento pelo selo LuckyMe Records, o registro pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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Jacques Greene – After Life After Party

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Mauricio Avila: “Glass” e “Swell”

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As canções de Mauricio Avila crescem dentro de uma medida própria de tempo. Batidas comportadas, sintetizadores vagarosos e toda uma atmosfera litorânea, quase “preguiçosa”, invade os fragmento sonoro assinado pelo jovem produtor. Original de Franca, interior de São Paulo, Avila pode até viver longe do litoral paulistano, entretanto, basta um mergulho nas melodias de Glass e Swell, duas de suas composições mais recentes, para que artista e ouvinte sejam logo transportados para algum cenário à beira-mar.

Ainda que “Lone, Machinedrum e Disclosure” sejam apresentados como alguns dos artistas que mais influenciam o trabalho de Avila atualmente, uma rápida visita ao soundcloud do produtor entrega com naturalidade outras referências talvez mais importantes. Com remixes para músicas de Metronomy e Vampire Weekend, não é difícil perceber de onde vem a inspiração para o som tropical incorporado em cada recente criação. Recomendado para quem já acompanha o trabalho do também brasileiro Rico ou mesmo estrangeiros a exemplo de Cashmere Cat.

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Mauricio Avila – Glass

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Mauricio Avila –  Swell

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Giorgio Moroder: “74 is the New 24″

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Primeiro Giorgio Moroder desfilou ao lado do Daft Punk em Random Access Memories (2013). Depois, foi a vez do produtor remixar o trabalho do Haim na dançante versão de Falling e até presentar velhos ou mesmo novos seguidores com a inédita Giorgio’s Theme, uma das composições da série 2014 do Adult Swim Singles. Com tamanha euforia e destaque em cima do trabalho do artista italiano – um dos pioneiros da música eletrônica -, era natural que Moroder logo surgisse com um novo registro de inéditas.

Anunciado para 2015 pelo selo RCA, o primeiro registro solo do produtor em mais de 30 anos conta com lançamento previsto para o outono brasileiro e um time variado de colaboradores. De um lado, nomes de peso da música pop como Sia, Britney Spears e Kylie Minogue, no outro, artistas em ascensão como Charli XCX e Mykki Ekko. Para apresentar o novo registro, Moroder entregou ao público a “inédita” 74 is the New 24, uma natural variação do último single lançado dentro da compilação do Adult Swim.

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Giorgio Moroder – 74 is the New 24

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Kero Kero Bonito: “Build It Up”

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A divertida mixtape apresentada há poucos meses está longe de ser o único trabalho do trio Kero Kero Bonito em 2014. Ainda em busca de uma sonoridade própria, os parceiros Sarah, Jamie e Gus continuam a brincar com o pop, Hip-Hop e diferentes variações da eletrônica londrina, premissa para o som lançado em Build It Up, a faixa mais esquizofrênica e dançante já assinada pelo grupo até agora.

Como uma versão comercial de tudo aquilo que os membros do selo PC Music vêm desenvolvendo nos últimos meses, a enérgica criação garante mais de três minutos de batidas quebradas, versos bilíngues – inglês e japonês – e todo um acervo de pequenas colagens. Bateria louca, apitos e a voz doce de Sarah; quem ainda não conhece o trabalho do grupo vai encontrar na nova música um excelente resumo. Abaixo, a versão completa da faixa. Será que teremos o primeiro disco oficial do trio em 2015?

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Kero Kero Bonito – Build It Up

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Disco: “Xen”, Arca

Arca
Experimental/Ambient/Electronic
http://www.arca1000000.com/

Por: Cleber Facchi

As criaturas estranhas que aparecem no encarte e até mesmo vídeos de Xen (2014, Mute) funcionam como uma representação do som assinado por Arca. Instalado em um campo aberto ao experimento, o produtor venezuelano Alejandro Ghersi, grande responsável pelo projeto, parece brincar com as pequenas possibilidades rítmicas, interpretando e ou mesmo encaixando elementos tão íntimos do Hip-Hop e Ambient, quanto peças extraídas de diferentes campos da eletrônica recente.

Naturalmente centrado na ruptura de conceitos, Ghersi assume no primeiro álbum oficial um som que parece flutuar entre o autoral e a específica desconstrução da própria essência. Quem esperava por um trabalho homogêneo ou possível continuação do material explorado no decorrer da mixtape &&&&&, de 2013, talvez se decepcione. Ainda que seja possível amarrar as pontas entre a canção de abertura do álbum e a derradeira Promise, cada peça do registro transporta ouvinte (e criador) para um cenário completamente novo, por vezes isolado.

Diferente do material apresentado há poucos meses, e até mesmo quando observamos faixas produzidas para FKA Twigs e Kanye West, o “debut” de Ghersi é um registro que encanta pelo curioso uso de instrumentos. Arranjos de cordas (sampleados) em Family Violence e Sad Bitch, pianos em Held Apart e até mesmo flautas em Now You Know. De fato, pouco parece ter sobrevivido da soma de manipulações eletrônicas e temas sintéticos apresentados nos vídeos de Jesse Kanda. Mesmo as pequenas “vinhetas” do registro reforçam o uso de inusitadas alterações instrumentais, aproximando Ghersi de um ambiente similar ao de Daniel Lopatin no último disco do Oneohtrix Point Never, R Plus Seven (2013).

Em se tratando do uso de batidas e diferentes ambientações eletrônicos, Xen é uma obra que segue e ao mesmo tempo distorce as pistas lançadas pelo produtor no último ano. Enquanto músicas como Thievery e Slit Thru se aproximam das pistas em um nítido exercício torto, outras como Fish revelam ao público o completo experimento de Arca. São composições rápidas, dois ou três minutos de duração, mas que carregam no próprio interior uma variedade de outras faixas e tendências compactadas. Continue reading

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Disco: “Broke With Expensive Taste”, Azealia Banks

Azelia Banks
Hip-Hop/Rap/Electronic
http://www.azealiabanks.com/

Por: Cleber Facchi

As batidas, versos rápidos e ritmo crescente de 212 servem como um aviso: Azealia Banks é uma artista movida pela pressa. Em um intervalo de poucos meses desde a estreia com o primeiro single oficial, a rapper nova-iorquina despejou um bem sucedido EP – 1991 (2012) -, quase 20 composições inéditas dentro da mixtape Fantasea e toda uma avalanche de músicas avulsas, parcerias e remixes em diferentes plataformas da web. O motivo para tamanha euforia? Preparar o terreno e deixar o público aquecido antes do debut Broke With Expensive Taste.

Mesmo a ânsia de Banks e explícito desejo do público seriam insuficientes para atender às exigências do selo Interscope, antiga casa da rapper. Insatisfeita com o resultado do trabalho, a gravadora fez com que o disco inicialmente previsto para setembro de 2012 fosse constantemente alterado em estúdio, tendo a data de lançamento adiada por diversas vezes. Enfurecida, no Twitter a artista não economizou nos ataques ao selo, implorando publicamente para que fosse demitida ou contratada pela concorrente Sony. O resultado não poderia ser outro: a rapper acabou demitida da Interscope.

Naturalmente apressada, Banks resolveu não esperar até janeiro de 2015 – prazo divulgado pela nova distribuidora, a Prospect Park -, antecipando sem aviso prévio (e sob o próprio selo) a entrega do trabalho para o último dia seis de novembro. Fim da novela, é hora de apreciar na íntegra o catálogo de 16 faixas desenvolvidas pela rapper (além do time vasto de produtores) desde 2011. Todavia, com tamanho atraso e diversas (re)adequações em estúdio, não teria esgotado o “prazo de validade” do registro?

A resposta é clara: não. Broke With Expensive Taste é exatamente o registro de Banks batalhou para lançar em 2012, porém, acabou vetado pela Interscope em razão do caráter “anárquico” de suas composições. Ainda que Chasing Time, Soda e demais faixas do registro sejam capazes de adaptar o trabalho da rapper ao grande público – alvo óbvio da gravadora -, parte expressiva do material esbarra em arranjos, temas e vozes pouco usuais para os padrões comerciais. Observado com atenção, BWET é muito mais uma nova mixtape de Banks do que um homogêneo registro de estúdio em si. Continue reading

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Aphex Twin: “Unrelesed Tracks”

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Há poucos dias Richard D. James presenteou o público com uma série de demos e faixas inéditas. Entre composições que acabaram de fora do mais recente álbum de estúdio, SYRO (2014), e experimentos descartados dos últimos discos, no começo dos anos 2000, o destaque ficou por conta da série de músicas em parceria com o filho de apenas seis anos. Para a felicidade dos ouvintes que acompanham o trabalho do produtor, James acaba de despejar mais um acarvo enorme de peças raras.

Assim como a sequência anterior, grande parte das “músicas” lançadas pelo artista escocês não passam de ruídos aleatórios, esboços e pequenas migalhas de estúdio. Faixas de poucos segundos, experimentos com sintetizadores e até mesmo fragmentos descartados de uma composição maior. Abaixo, uma pequena seleção com o material apresentado pelo produtor. Para ouvir e baixar toda a sequência de músicas, faça uma visita ao rico acervo de James no Soundcloud. Ouça também a ótima Rhubarb Orc. 19.53 Rev, uma das melhores faixas recentemente disponibilizadas pelo produtor.

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Aphex Twin – Unrelesed Tracks

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Aphex Twin – Rhubarb Orc. 19.53 Rev

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Baths: “Unreleased Demos”

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Ao final de 2013, Steven Ellison presenteou o público do Flying Lotus com uma sequência de demos, faixas inéditas e colaborações com diferentes artistas. Entre os convidados do produtor californiano, Will Wiesenfeld do Baths, músico conterrâneo de Los Angeles e que segue agora os mesmos passos de Ellison. Entre peças curtas e faixas quase completas, o produtor apresentou no podcast Song Exploder, de Hrishikesh Hirway, seis composições inéditas.

Músicas ambientais como Itorascett mix [Ossuary 0.5], uma explícita sobra de estúdio do material pensado para o EP Ocean Death, de 2014, ou mesmo o antecessor Obsidian, um dos dez melhores discos de 2013. A seleção completa das músicas e também trabalhos de Julia Holter, Poliça e outros nomes fortes da cena alternativa você encontra no soundcloud de Hirway. Abaixo, todas as demos lançadas por Baths no programa.

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Baths – ACTUAL Ybs4 mix

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Baths – ArdyrnNew [Black Henna]

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Baths – Qissorom3 mix

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Baths – Ogeinzeldo

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Baths – Eireloria [Meek]

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Baths – Itorascett mix [Ossuary 0.5]

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Benzel: “Touch” (ft. Ryn Weaver)

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Os últimos meses foram bastante movimentados para os produtores Ben Ash, do Two Inch Punch, e Benny Blanco. Sob o título de Benzel, recentemente a dupla assumiu a produção do ótimo Tough Love (2014), segundo e mais novo disco da cantora britânica Jessie Ware. Além dos projetos em parceria com outros artistas e demais inventos paralelos, o duo algumas sessões em estúdio para finalizar o primeiro EP como Benzel, o esperado MEN.

Mais do que um registro de apresentação da dupla, o álbum reforça o propósito colaborativo em relação ao projeto. Entre diálogos com o R&B da década de 1990 e variações do pop atual, nomes como Stevie Neale e Cashmere Cat surgem para interferir nos arranjos e vozes das canções, posto recentemente assumido pela novata Ryn Weaver em Touch. Vocais fragmentados em cima de bases eletrônicas e batidas tortas, Weaver logo se transforma em instrumento nas mãos da dupla. MEN EP estreia oficialmente hoje, 10 de novembro.

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Benzel – Touch (ft. Ryn Weaver)

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Azealia Banks: “Broke with Expensive Taste”

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É hora de celebrar: Broke with Expensive Taste (2014), o esperado (e quase mitológico) álbum de estreia da rapper Azealia Banks está entre nós. Originalmente agendado para setembro de 2012, engavetado pela Universal (antigo selo da artista) e, nos últimos meses, anunciado para o começo de 2015 pelo selo Prospect Park (nova casa de Banks), o trabalho pode finalmente ser apreciado na íntegra pelo público fiel da jovem nova-iorquina.

Disponível para download pelo iTunes e audição pelo Spotify, o registro chega para saciar o público com um bem servido acervo de 16 composições. Entre músicas já conhecidas e lançadas nos últimos EPs/mixtapes da rapper – caso de 212 e Luxury -, a atenção acaba mesmo voltada para o catálogo de músicas inéditas do registro. Faixas como Miss Amore, assinada pelo britânico Lone, ou mesmo Nude Beach A-Go-Go, música produzida pelo estranho Ariel Pink.

Abaixo, um resumo do disco com a ótima Luxury.

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Azealia Banks – Luxury

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