Tag Archives: Electronic

Julio Bashmore: “Rhythm Of Auld” (Feat. J’Danna)

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Aos poucos o catálogo de obras reservadas para 2015 começa a se formar. Depois de Joel Ford, é a vez do britânico Julio Bashmore criar expectativa para os lançamentos com foco na música eletrônica. Ainda que a assertiva Simple Love, composição apresentada há poucas semanas, tenha servido de aperitivo, são as batidas, vozes bem encaixadas e toda a carga nostálgica da recém-lançada Rhythm Of Auld que seduz o ouvinte.

Com um pé nos anos 1970 e outro no som apresentado por James Murphy na década passada, a nova criação funciona como um verdadeiro convite para as pistas. Assinada em parceria com a cantora J’Danna, também responsável pelos vocais do último single, Rhythm Of Auld reforça a atmosfera empoeirada que Bashmore vem desenvolvendo para o primeiro disco – ainda sem título, data de lançamento, porém, previsto para 2015. De forma autoral, uma adaptação dos temas apresentados por Todd Terje em It’s Album Time (2014), ao mesmo tempo que um regresso ao último álbum do Disclosure.

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Julio Bashmore – Rhythm Of Auld (Feat. J’Danna)

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Baauer: “One Touch” (Feat. AlunaGeorge & Rae Sremmurd)

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As batidas ditam as regras de One Touche, intensa parceria entre o estadunidense Baauer e a dupla britânica AlunaGeorge. Escolhida pelo público a partir de uma lista de canções inéditas publicadas no Facebook do produtor, recentemente a canção foi apresentada durante o programa da DJ Annie Mac, na BBC Radio 1. Naturalmente imersa nos mesmos conceitos assinados pelo criador de Harlem Shake, a música de quase quatro minutos está longe de economizar na quentura dos arranjos e beats.

Enquanto Baauer define base da faixa, esbarrando em elementos típicos do Major Lazer, George Reid brinca com as possibilidades vocais de Aluna Francis, equilibrando efeitos e distorções pueris de forma a ocupar as pequenas brechas da faixa. Isso sem mencionar a presença de Rae Sremmurd, responsável por garantir complemento aos vocais da cantora. Esta não é o primeiro encontro do trio. Em 2013, Baauer lançou um remix para Attracting Flies, uma das principais canções de Body Music, álbum de estreia do duo inglês.

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Baauer – One Touch (Feat. AlunaGeorge & Rae Sremmurd)

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How To Dress Well: “Precious Love” (Cyril Hahn Remix)

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Depois da excelente versão de A. G. Cook para Repeat Pleasure, além do ótimo trabalho do produtor The Range na adaptação de Words I Don’t Remember, chega a vez de outro artista convidado brincar com a música de How To Dress Well. Em Precious Love, o canadense Cyril Hahn mantém firme o som intimista apresentado por Tom Krell, porém, transforma os quase cinco minutos do “remix” em uma espécie de regresso aos primeiros inventos de estúdio do vizinho estadunidense.

Assim como as últimas adaptações do trabalho de Krell, a nova versão de Precious Love faz parte do próximo lançamento do norte-americano, o EP coletânea “What Is This Heart?” Remixes. Pequena interpretação do último disco do HTDW a partir de um time de convidados, a obra de quatro peças acaba de ser lançada pelo selo Weird World, mas pode ser apreciada em partes no player abaixo. Aproveite para ler o texto de “What Is This Heart?” (2015), um dos grandes registros do ano.

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How To Dress Well – Precious Love (Cyril Hahn Remix)

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Låpsey: “Falling Short”

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Depois de boas composições apresentadas nos últimos meses, Holly Fletcher reserva para o começo de 2015 o primeiro álbum como Låpsey. Agendado para o dia cinco de janeiro pelo selo XL – casa de The XX, Vampire Weekend e King Krule -, Understudy EP apresenta ao público quatro composições inéditas da artista, ainda inclinada em brincar com elementos do R&B e eletrônica de forma minimalista. Como assertivo resumo e aquecimento para o registro, a cantora apresentou a primeira canção de trabalho do material: Falling Short.

Acessível e ainda assim experimental, a peça melancolia soa como os primeiros inventos de James Blake dentro da música negra. Voz densa, sentimentos expostos e delicadeza na construção dos versos. Durante todo o percurso da faixa Låpsey brinca com as referências, soando tão próxima de Dean Blunt e FKA Twigs, quanto de Jai Paul, Jamie XX e outros conterrâneos de selo. Quem se interessar pelo trabalho da cantora pode ouvir outras músicas já publicadas no Soundcloud.

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Låpsey – Falling Short

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David Ress: “Aphex Swift” (Aphex Twin & Taylor Swift)

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Com o lançamento de SYRO (2014) há poucas semanas, Richard David James finalmente rompeu o longo período de hiato que silenciava o Aphex Twin. Entre boatos de um novo registro estaria a caminho e possíveis apresentações ao vivo, o produtor David Rees resolveu aproveitar os comentários em torno do elogiado regresso para brincar com a obra do escocês. De um lado, as batidas quebradas, arranjos inusitados e experimentos de James, no outro, a voz limpa e versos pegajosos de Tylor Swift, uma das metades do projeto Aphex Swift.

Curiosamente assertiva, a “brincadeira” faz com que faixas como Avirl 14th e You Belong With Me ou Windowlicker e Starlight sejam encaradas como parte de uma mesma criação. O melhor adaptação fica por conta de Why You Gotta Be So Flim, um encontro entre Flim de Aphex Twin e Mean da cantora pop. Em um post no Tumblr, Rees explicou o projeto de oito faixas que pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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David Ress – Aphex Swift (Aphex Twin & Taylor Swift)

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Les Sins: “Talk About”

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É difícil acreditar que as melodias brandas, clima preguiçoso e arranjos letárgicos do Toro Y Moi sejam fruto do mesmo responsável pelo material frenético do Les Sins. Ainda que tenha desacelerado durante a construção de Why, faixa apresentada há poucas semanas, em Talk About Chaz Bundick regressa de maneira expressiva ao ambiente intenso da inaugural Bother, reforçando ainda mais o som que será explorada em Michael (2014).

Primeiro álbum de Bundick pelo Les Sins, o projeto soa como uma completa desconstrução de todo o inicial acervo do produtor. Uma interpretação curiosa da mesma composição lançada por Four Tet em Pink (2012), ou mesmo o próprio amigo Dan Snaith no último álbum do Daphni. Com lançamento pelo selo Carpark, mesmo do Toro Y Moi, Michael estreia oficialmente no dia quatro de novembro.

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Les Sins – Talk About

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Disco: “Shuffle”, André Paste

André Paste
Brazilian/Electronic/Alternative
https://soundcloud.com/andrepaste

Por: Cleber Facchi
Fotos: André Paste / Hick Duarte 

Aos domingos, casais lutando por sabonetes em uma banheira e ereções televisionadas. No rádio, a eletrônica curiosa das sete melhores da Jovem Pan, o domínio do Axé Bahia, além da lenta expansão do Funk Melody – posteriormente adaptado por Latino em sua fase “autoral”. Faustão, o Sushi Erótico e a completa inexistência (ou construção) do termo “politicamente incorreto”.

Quem deixou a década de 1990 acontecer?

Involuntariamente educado por todo esse acervo de referências sonoras e visuais – principalmente visuais -, talvez venha daí a resposta para o som bem-humorado e versátil do capixaba André Paste. Hábil na construção de músicas que aproximam Indie, Pop e até versículos bíblicos do Funk Carioca – caso da mixtape Cid Moreira On The Dancefloor -, Paste explora em Shuffle (2014), primeiro álbum de estúdio, um material distinto em relação aos primeiros trabalhos, brincando com as próprias referências, mas sem escapar de um projeto autoral.

De cara, uma surpresa. Os tradicionais mashups e remixes cômicos que apresentaram o produtor foram descartados do registro. Em um domínio próprio, Paste sustenta 11 peças originais e inéditas – três delas vinhetas. Músicas fragmentadas entre diferentes vozes, músicos e colaboradores, porém, incapazes de ocultar a essência debochada do produtor. Em um esboço de maturidade, Shuffle sintetiza o mesmo som irônico e dançante de mixtapes como Mezenga & Berdinazzi, Gangsta Brega e qualquer registro arquivado no soundcloud do capixaba.

Mesmo homogêneo, Shuffle se divide com naturalidade em dois grupos de canções. Na primeira metade, o acervo “eletrônico” do álbum. Um meio termo entre o ensaio lançado em OrKuT, ainda em 2012, e o som “tropical” de Cashmere Cat. Faixas como Island (parceria com We Are Pirates) e A Calma (com Fepaschoal) que não apenas reforçam o crescimento de Paste, como a expressiva interferência de SILVA, responsável por boa parte dos instrumentos do disco, além dos versos e temas sintéticos explorados na confessional Laura – quase uma sobre de Vista Pro Mar (2014). Continue reading

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Panda Bear: “Mr Noah”

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Noah Lennox andava bastante inquieto. Desde que começou a desenterrar canções avulsas e mixtapes aleatórias, ainda em 2013, que o cantor parecia indicar a chegada de um novo álbum à frente do Panda Bear. Depois de muita expectativa, Panda Bear Meets the Grim Reaper, o aguardado sucessor de Tomboy (2011) não apenas é confirmado pelo músico, como ainda conta com data de lançamento – 15 de janeiro pelo selo Domino -, um EP de aquecimento, além, claro de um primeiro single e clipe que vão deixar o público eufórico: Mr Noah.

Intensa, a primeira mostra oficial do novo disco e canção-título do récem-lançado EP é uma verdadeira surpresa. Ainda que Lennox, também integrante do Animal Collective, tenha revelado ao público uma série de pistas com a mixtape Mix Ticks (2014), pouco do que orienta a canção parece esbarrar nos antigos projetos do músico. Voz desgovernada, sintetizadores completamente loucos e guitarras que logo tropeçam no trabalho de Peter “Sonic Boom” Kember (Spaceman 3), também produtor do disco. Tão assertivo quanto a própria música é o clipe dirigido por AB/CD/CD. Uma sequência frenética de luzes e câmera instável que parecem moldadas para causar enjoo.

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Panda Bear – Mr Noah

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Baauer: “One Touch” (Feat. AlunaGeorge)

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As batidas ditam as regras de One Touche, intensa parceria entre o estadunidense Baauer e a dupla britânica AlunaGeorge. Escolhida pelo público a partir de uma lista de canções inéditas publicadas no Facebook do produtor, recentemente a canção foi apresentada durante o programa da DJ Annie Mac, na BBC Radio 1. Naturalmente imersa nos mesmos conceitos assinados pelo criador de Harlem Shake, a música de quase quatro minutos está longe de economizar na quentura dos arranjos e beats.

Enquanto Baauer define base da faixa, esbarrando em elementos típicos do Major Lazer e rápidos “assovios”, George Reid brinca com as possibilidades vocais de Aluna Francis, equilibrando efeitos e distorções de forma a ocupar as pequenas brechas da faixa. Isso sem mencionar a presença de Rae Sremmurd, responsável por garantir movimento aos vocais da cantora. Esta não é o primeiro encontro do trio. Em 2013, Baauer lançou um remix para Attracting Flies, uma das principais canções de Body Music, álbum de estreia do duo inglês.

Como a versão original saiu do ar, fique com a VIP Remix.

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Baauer – One Touch (Feat. AlunaGeorge)

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How To Dress Well: “Words I Don’t Remember” (The Range Remix)

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Ainda emocionado com a delicadeza e melancolia de How To Dress Well em “What Is This Heart?”? Então saiba que Tom Krell, grande responsável pelo projeto, ainda reserva boas novidades para o próprio público em 2014. Além da turnê de divulgação do trabalho, o músico norte-americano reserva para o dia 27 de outubro o lançamento da coletânea/EP “What Is This Heart?” Remixes.

Com distribuição pelo selo Weird World, o registro apresenta diferentes versões para algumas das melhores faixas do recente álbum. Depois de A. G. Cook brincar de forma assertiva com a estrutura de Repeat Pleasure, lançada há poucas semanas, chega a vez de James Hinton (The Range) garantir novo acabamento à delicada Words I Don’t Remember. Mesmo próxima do som explorado pelo produtor em Nonfication (2013), a essência do HTDW permanece estável, prova de que Krell escolheu bem os colaboradores do novo projeto.

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How To Dress Well – Words I Don’t Remember (The Range Remix)

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