Tag Archives: Electronic

SOPHIE: “Lemonade”

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Responsável por um dos projetos mais instigantes da recente safra da música britânica, SOPHIE está de volta com mais uma nova criação. Intitulada Lemonade, a faixa curtinha, com menos de dois minutos, repete toda a estranheza e o curioso apelo pop lançado em Bipp e Elle, no último ano. Uma sequência torta de vozes, colagens e pequenos ruídos, sonoridade perfeita para quem vem acompanhando os trabalhos do selo PC Music.

Ainda que apresentada virtualmente no soundcloud da artista, a canção será lançada fisicamente em um single 12” no dia quatro de agosto. Apresentado pelo selo Numbers, o trabalho também vem acompanhado por outra música, Hard, faixa que deve aparecer nas próximas semanas.

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SOPHIE – Lemonade

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Merely: “Forever”

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Casa de Ceo, jj e alguns dos projetos mais delicados da música eletrônica sueca, o selo Sincerely Yours acaba de presentear o público com mais uma assertiva novidade. Trata-se de Forever, mais novo lançamento da cantora Merely. Carregada de referências que percorrem diferentes décadas e tendências, a música usa da batida firme como um estímulo para a voz da artista, parcialmente encoberta por uma nuvem de efeitos.

Lembrando um pouco o trabalho da conterrânea Sally Shapiro, Forever não é a primeira composição da “novata”, que já havia supreendido o público do selo com o lançamento de Lava, há poucos meses.

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Merely – Forever

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Disco: “Hyperdub 10.2″, Vários Artistas

Vários Artistas
Electronic/R&B/Experimental
http://www.hyperdub.net/

Por: Cleber Facchi

Durante grande parte dos anos 2000, a maioria dos trabalhos lançados pela Hyperdub Records partiram de uma mesma base musical: o dubstep. Sob o comando de Steve Goodman (Kode9), o selo britânico entregou ao público desde clássicos como Untrue (2007), do Burial, até singles e EPs assinados por nomes de peso da época, caso de Zomby, The Bug e Mark Pritchard. Não por acaso Hyperdub 10.1 (2014), coletânea comemorativa de dez anos do selo lançada há poucas semanas, trouxe um conjunto de faixas alimentadas pelo gênero.

Em um sentido oposto aos primeiros anos do selo e centrado no recente casting da gravadora, Hyperdub 10.2 (2014) apresenta ao público o lado mais “estranho” e, ainda assim, comercial do coletivo. Com um pé no R&B e outro nas ambientações eletrônicas que circulam pelo ainda quente novo acervo do selo, nomes como Dean Blunt, Inga Copeland, Jessy Lanza e Cooly G dividem espaço com veteranos como Burial e Kode9 em meio a faixas marcadas em essência pela melancolia.

Livre da euforia, batidas instáveis e toda a atmosfera construída da primeira (e extensa) parte da coletânea, 10.2 carrega na sobreposição dos temas uma atmosfera envolvente. Mesmo os parceiros Dean Blunt e Inga Copeland, tradicionalmente marcados pela construção de faixas sujas e complexas, usam da inaugural Signal 2012 de forma a confortar o ouvinte. Dentro desse propósito, vocalizações lentas e arranjos típicos do Soul/R&B dos anos 1990, servem de base para o surgimento de faixas inéditas – como Obsessed, de Cooly G -, ou mesmo o resgate de criações já conhecidas – caso de 5785021, da cantora Jessy Lanza.

Tal qual a coletânea lançada em maio, o presente compilado se divide em dois blocos de composições quase aproximadas. Para a primeira metade do trabalho, músicas como Shell Of Light e Solid tentam amarrar as pontas com a seleção de 10.1, emulando referências do 2-Step, ou mesmo reformulando o R&B dentro da fase inicial da Hyperdub. Uma espécie de continuação do último álbum e ao mesmo tempo um aquecimento para o restante da obra, delineada pela grandiosidade dos temas e faixas que esbarram no pop. Continue reading

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Rustie: “Attak” (ft. Danny Brown)

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Em 2013, quando apresentou ao público o terceiro (e intenso) trabalho de estúdio, Old, Danny Brown apareceu cercado por um time de jovens produtores ao longo do toda a obra. Entre os destaques do trabalho, o britânico Rustie, responsável pelas bases de Side B (Dope Song), Break It (Go) e Way Up Here, algumas das melhores faixas do segundo lado do registro. Partindo do mesmo conceito, rapper e produtor se encontram mais uma vez para solucionar as bases e versos da inédita Attak.

Uma das composições que abastecem o ainda inédito Green Language (2014), segundo trabalho de estúdio do artista inglês, Attak é uma faixa que pode ser traduzida em uma só palavra: intensa. Carregada de sintetizadores pegajosos e tomada por uma atmosfera “veranil”, a faixa estende tudo aquilo que Rustie já havia testado no debut Glass Swords (2011), aproximando o produtor de uma sonoridade visivelmente comercial, próxima do ouvinte médio. Com lançamento pelo selo Warp, Green Language estreia no dia 26 de agosto.

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Rustie – Attak (ft. Danny Brown)

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Jessie Ware: “Share It All”

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Diga com quem andas…

Poucas semanas após anunciar o segundo registro em carreira solo e apresentar a faixa-título do trabalho, Tough Love (2014), Jessie Ware aparece com mais uma comovente criação. Menos pulsante e sombreada por boas melodias, Share It All flutua como uma doce representação do Lado B de Devotion (2012), registro de estreia da britânica. Uma simples colisão de temas e referências que saltam da eletrônica/R&B dos anos 1990 diretamente para o presente.

Sutil e abastecida por pequenos suspiros, a faixa reforça a precisão de Julio Bashmore, velho parceiro de Ware, quanto produtor da música. Entretanto, foi a notícia de que Romy Madley-Croft (The XX) seria a co-autora do single que realmente chamou a atenção. Não por acaso Bashmore entrega uma composição limpa, costurando batidas e sintetizadores de forma a reforçar a voz de Ware. Mesmo sem data de lançamento, Tough Love está previsto para estrear ainda em 2014, contando com distribuição pelos selos Island e Cherrytree.

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Jessie Ware – Share It All

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The Range: “Rayman”

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Não é difícil se perder pelo trabalho de James Hinton. Produtor responsável por um dos grandes lançamentos de 2013, Nonfication, o álbum de estreia como The Range, Hinton aparece agora com mais uma criação marcada pela versatilidade das batidas e bases que definem o trabalho por ele assinado. Intitulada Rayman, a faixa só precisa de poucos minutos para transportar o ouvinte para dentro do trabalho do artista, capaz de pescar elementos do Hip-Hop, IDM 90′s, House e toda uma série de colagens.

Ainda que seja inédita, a composição não faz parte de um novo trabalho do produtor. Trata-se de um dos exemplares da coletânea anual lançada pelo selo Dropping Gems, Gems Drops. Além de Hinton, um grupo de 20 outros jovens produtores integram a seleção 2014 do projeto, que já pode ser apreciado (ou comprado) no bandcamp do selo.

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The Range – Rayman

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Slow Magic: “Hold Still”

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Dono de um rico acervo de faixas, o misterioso / mascarado Slow Magic reserva para o dia nove de setembro a chegada de How To Run Away (2014). Mais novo trabalho do produtor e primeiro registro apresentado por um selo de médio porte – Downtown Records -, o registro parece seguir a trilha do primeiro grande invento do produtor, ainda de 2012, proposta reforçada no lançamento de Hold Still, single que inaugura o ainda inédito disco.

Fragmentada em pequenos atos, a faixa apresenta tanto o lado mágico do produtor na primeira metade, como os sintetizadores pegajosos (no melhor estilo Passion Pit) na segunda parte. Para quem já havia se surpreendido com faixas como Youth Group, a nova música prepara com acerto o território do trabalho. Acima, a belíssima capa do disco, seguindo a linha dos últimos singles apresentados pelo produtor.

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Slow Magic – Hold Still

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Hudson Mohawke: “Chimes”

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Desde que o TNGHT teve o fim das atividades decretadas no final de 2013 em um sutil “hiato”, o jeito é acompanhar o trabalho individual de cada um de seus criadores. Não que ouvir os inventos isolados de Lunice e Hudson Mohawke seja algum tipo de problema, afinal, basta o mais novo lançamento do segundo em carreira solo para perceber isso. Saudades do som épico do TNGHT? Então é hora de ouvir Chimes.

Novo single de Mohawke, a fixa que garante título ao próximo EP do produtor é um passeio inevitável por tudo aquilo que o artista e o antigo parceiro conquistaram há poucos anos. Batidas pesadas, bases densas, alguns elementos sutis esporádicos e o uso carregado dos sintetizadores de forma quebrada. É difícil não ser impressionado nos mais de três minutos da criação – uma das melhores do produtor até aqui. Com lançamento pelo selo Warp, Chimes EP estreia no dia 30 de setembro.

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Hudson Mohawke – Chimes

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Disco: “Trouble in Paradise”, La Roux

La Roux
Electronic/Synthpop/Female Vocalists
http://www.laroux.co.uk/

Por: Cleber Facchi

La Roux

Elly Jackson não poderia ter assumido uma estratégia mais corajosa do que os quatro anos de hiato que antecedem Trouble in Paradise (2014, Polydor). Longe da euforia, sintetizadores chiclete e versos fáceis que se projetam de Bulletproof e I’m Not Your Toy – algumas das faixas mais comerciais do álbum de estreia, lançado em 2009 -, a cantora/produtora britânica alcança o segundo registro de estúdio reforçando uma postura rara em tempos de produções urgentes e obras que normalmente chegam cruas aos ouvintes.

Lento, mas não estático, o presente disco é um passo além em relação ao furor oitentista que organizou grande parte da produção musical na década passada. Ainda íntima da New Wave instalada no single de estreia Quicksand, de 2008, Jackson transforma o novo álbum em uma obra de transição. Por mais que a inaugural Uptight Downtown estenda o exercício projetado no disco de estreia, à medida que a cantora atravessa a obra, o teor nostálgico da década de 1980 se encontra com os anos 1990 e 1970, reforçando a base conceitual do La Roux. Onde antes reinavam projetos como Eurythmics, A-Ha e The Human League, agora surgem gigantes como Grace Jones e Donna Summer.

Apresentado em idos de maio pela extensa Let Me Down Gently, Trouble in Paradise logo foi encarado como uma obra de oposição ao exercício frenético exposto no debut de Jackson. Todavia, não é preciso muito esforço para perceber como a mesma música pop da britânica ainda permanece a mesma, apenas detalhada em uma nova estrutura. Mesmo que canções como Tropical Chancer ou a inaugural Uptight Downtown apostem em uma tonalidade calorosa e propositadamente letárgica, por todo o trabalho músicas como Kiss and Not Tell e Sexotheque resgatam a essência do álbum anterior, arrastando o ouvinte para a pista.

É dentro desse universo de colagens, resgates e pequenas adequações que reside o grande acerto do disco. Enquanto The Ting Tings, Ladyhawke e outros artistas que surgiram na mesma época se acomodaram em uma terrível zona de conforto, Elly Jackson foi além, investindo na transformação. Sim, Trouble in Paradise está longe de ser um álbum encarado como “clássico”, tampouco parece capaz de igualar o acervo de faixas pegajosas do álbum passado, todavia, longe da redundância imediata e do autoplágio autoral que sobrevive do fanatismo cego do público, Jackson evita a redundância e aposta no novo. Trata-se de uma obra de passagem, uma seta indicando os acertos, tropeços e novas possibilidades da cantora ao velho público. Continue reading

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Röyksopp & Robyn: “Do It Again”

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Na lista das composições mais importantes que surgiram em 2014 – até agora -, Do It Again talvez seja o melhor resumo da carreira da sueca Robyn ou da dupla norueguesa Röyksopp, os responsáveis pelas bases e batidas da composição que garante título ao EP em parceria entre o trio. Pouco mais de cinco minutos de sintetizadores controlados, beats instáveis, vocalizações típicas do pop e um passeio pela eletrônica que atravessam as décadas de 1970, 1980 e 1990 até alcançar o presente.

Originalmente apresentado em idos de maio, o single/EP encontra agora sua versão clipe. Com assinatura do diretor Martin de Thurah, o vídeo em preto e branco usa do ritmo da composição como um princípio para o teor crescente das imagens. Gravado no México, o registro, além do grupo de atores contratados, conta com a presença dos responsáveis pela música ao longo das imagens.

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Röyksopp & Robyn – Do It Again

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