Tag Archives: Electronic

Baio: “Endless Rhythm”

Baio

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De toda a série de composições apresentadas por Chris Baio nos últimos meses, Endless Rhythm talvez seja a faixa que mais se aproxima do trabalho do músico com o Vampire Weekend. Vocais contidos, a base de piano que abre e fecha a canção – no melhor estilo Rostam Batmanglij – e a linha de baixo volumosa, elementos que acompanha o grupo nova-iorquino desde a estreia, em 2008, porém, assumem novo enquadramento dentro da proposta ensolarada de Baio para o primeiro álbum em carreira solo: The Names (2015).

Distante da eletrônica testada em faixas como Brainwash yyrr Face e Sister Of Pearl, com a nova canção, Baio se concentra apenas nas melodias. Uma coleção de sintetizadores controlados, letra suave e batidas de bateria secas, lembrando muito o estilo do parceiro Chris Tomson. Uma curva leve em relação aos últimos trabalhos em carreira solo do multi-instrumentista, temporariamente próximo do mesmo universo de bandas como Ra Ra Riot, The Walkmen e, claro, do indie pop típico da cena sueca.

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Baio – Endless Rhythm

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Kane West: “Mexicans”

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Muita gente se assustou quando Western Beats (2014) foi apresentado ao público pelo misterioso Kane West no último ano. “Disco novo do Kanye West assinado com fonte Comic Sans? Que merda é essa?!“. Melhor ler (e ouvir) direito. Trata-se do projeto em carreira solo do produtor londrino Gus Lobban, um dos integrantes do versátil coletivo britânico PC Music e responsável por boa parte das composições assinadas pelo trio Kero Kero Bonito.

Meses após o lançamento da última (mini-)mixtape, além da série de remixes para artistas como Tiga e o próprio Kero Kero Bonito, Lobban está de volta com mais um lançamento inédito sob o título de Kane West. Em Mexicans, a relação do artista com a década de 1990 parece ainda mais estreita. Sintetizadores caricatos, adaptações “pop” da música e todos os clichês da época são amarrados em quase cinco minutos de batidas prontas para as pistas.

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Kane West – Mexicans

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Kate Boy: “Midnight Sun” (VÍDEO)

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Kate Akhurst passou os últimos três anos atiçando a curiosidade do público. Voz aos comandos do projeto Kate Boy, a artista australiana, hoje residente na cidade de Estocolmo, Suécia, transformou músicas como The Way You Are e In Your Eyes em exemplares interessantes da nova safra do Synthpop europeu. Pequenos ensaios para o que deve ser apresentado em completude com o lançamento do álbum ONE (2015), primeiro registro oficial da cantora/produtora.

Escolhida para representar o trabalho, Midnight Sun mantém firme as principais referências e temas que apresentaram a jovem. Uma colagem atenta que conceitos que se estende do final da década de 1990, passa pela obra de diferentes artistas locais, principalmente Robyn e The Knife, mas em nenhum momento se desprende de uma interpretação em “preto e branco” da música pop, sempre sombria, amargurada. Lançada há poucos dias, junto do anúncio da estreia de ONE, a canção reaparece agora acompanhada de um clipe dirigido pela própria Kate Boy.

ONE (2015) será lançado pelos selos Fiction, Island e Iamsound.

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Kate Boy – Midnight Sun

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LIZ: “When I Rule The World” (VÍDEO)

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Após um longo período de “isolamento”, LIZ finalmente está de volta com uma nova composição inédita. Ainda adepta do mesmo Future Pop/R&B robótico testado no excelente Just Like You EP,  de 2014, a jovem artista encontra no som pegajoso do produtor britânico SOPHIE um novo catálogo de experiências pop a serem exploradas. Basta apenas uma simples audição para que When I Rule the World não apenas grude na cabeça do ouvinte, como se transforme em um novo vício para o antigo público da cantora.

Em uma estrutura de versos cíclicos, montada de forma propositadamente redundante, a faixa de apenas três minutos de duração soa como um produto típico dos integrantes do selo PC Music. Sintetizadores, samples e pequenos encaixes pueris, como uma possível sobra do trabalho de Hanna Diamond, mas sem necessariamente esquecer de composições assinadas por SOPHIE em fase solo – Lemonade, Bipp – ou mesmo como parte do projeto QT – Hey QT.

Assista abaixo ao colorido clipe da canção, trabalho dirigido por Justin Faces.

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LIZ – When I Rule The World

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New Order: “Restless”

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Difícil não pensar em Restless como uma homenagem do New Order à própria carreira da banda. Do momento em que tem início o primeiro single de Music Complete (2015), décimo registro de inéditas do grupo de Manchester, cada acorde ou batida eletrônica serve de ponte para algum ponto específico dentro da discografia da banda. Do solo de guitarra, ainda apoiado na obra da extinta Joy Division, aos sintetizadores íntimos do clássico Power, Corruption & Lies (1983), toda a trajetória da banda parece resumida em pouco mais de quatro minutos de duração.

Autoplágio? De forma alguma. A julgar pelo completo estado de leveza que orienta a voz de Bernard Sumner, ou mesmo a sutil base atmosférica que cresce ao fundo da composição, poucas vezes o New Order pareceu tão criativo dentro do próprio cercado autoral. Dinâmica, a canção ainda abre passagem para a sequência de novas vozes que devem acompanhar o grupo no novo álbum. Representantes da cena atual – como Elly Jackson (La Roux) e Brandon Flowers -, artistas inspirados de forma confessa pela extensa discografia do grupo.

Music Complete (2015) será lançado no dia 25/09 pelo selo Mute.

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New Order – Restless

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Jamie XX: “Loud Places” (John Talabot’s Loud Synths Reconstruction)

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Longe de sufocar em uma provável zona de conforto, Smith utiliza do registro de forma a brincar com os próprios limites, trabalhando em cima de velhas bases conceituais. Efeito dessa constante ruptura sobrevive de forma comercial, quase pop, nas melodias, samples e rimas de I Know There’s Gonna Be (Good Times). Faixa mais acessível de todo o disco, a composição que resgata trechos de Good Times – música lançada em 1972 pelo coletivo The Persuasions – logo se entrega aos domínios de Young Thug e Popcaan, artistas convidados especialmente para a canção e, temporariamente, donos de toda a obra.

Mesmo a aproximação de Smith com o UK Garage/Dubstep parece alterada com o passar do disco. Músicas que apontam para uma sonoridade ainda mais intensa, urbana, ponto de equilíbrio nas dançantes The Rest Is Noise e Hold Tight. Outro elemento sedutor da obra são os samples. É fácil se perder pelo disco, passar horas pesquisando sobre cada música (antiga) utilizada por Smith, tão íntimo de clássicos da década de 1970 – vide Could Heaven Ever Be Like This (1977) do músico Idris Muhammad em Loud Places -, como de faixas ainda “recentes” – caso de Karma(2003) da cantora Alicia Keys em Sleep Sound. Leia o texto completo.

Parceiro de longa data de Jamie XX – veja aqui -, John Talabot acaba de apresentar uma curiosa adaptação do trabalho do produtor britânico com Loud Places (John Talabot’s Loud Synths Reconstruction). Ouça:

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Jamie XX – Loud Places (John Talabot’s Loud Synths Reconstruction)

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Skylar Spence: “Affairs”

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Com o lançamento de Can’t You See, em meados de junho, Ryan DeRobertis conseguiu criar bastante expectativa para o projeto Skylar Spence. Novo pseudônimo escolhido pelo produtor nova-iorquino, também responsável pelo Saint Pepsi, o projeto que flerta com a música Disco, Chillwave e Future Pop deve ter o primeiro disco apresentado nos próximos meses, Prom King (2015), solucionando na recém-lançada Affairs uma eficiente continuação do single anterior.

Versão menos intensa do último trabalho do produtor, a nova faixa joga com elementos típicos da eletrônica empoeirada que tomou conta dos Estados Unidos desde o final da última década. Um meio termo entre o som dançante e os vocais enevoados de Washed Out, semelhança que ultrapassa a similaridade entre as vozes de Spence e Ernest Greene, solucionando uma música tão próxima das pistas, quanto relaxante, íntima de obras como Within and Without (2011).

Prom King (2015) será lançado no dia 18/09 pelo selo Carpark.

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Skylar Spence – Affairs

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Disclosure: “Omen” (ft. Sam Smith) (VÍDEO)

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Poucos encontros dentro da música atual foram tão produtivos (e assertivos) quanto a parceria entre a dupla Disclosure e o cantor Sam Smith. Três anos após o lançamento do single Latch, composição que apresentou o trabalho do jovem músico britânico como do duo de produtores ao mundo, um novo reencontro. Em Omen, mais recente single do segundo disco de inéditas dos irmãos Guy e Howard Lawrence, a voz de Smith continua a crescer como um instrumento funcional.

Assim como em Latch, os versos românticos do cantor servem de estímulo para uma canção tão íntima do Neo-R&B, como da presente safra da eletrônica britânica. Um meio termo entre o Future Garage testado pelos irmãos Lawrance com a estreia em Settle (2013) e uma ponte para o trabalho de outros gigantes da cena londrina. Nomes como Basement Jaxx e The Chemical Brothers, influências confessas (e homenageadas) no decorrer da presente faixa assinada pelo duo. Além da nova composição, a dupla apresenta ao público a segunda parte da distopia Sci-Fi dirigida por Ryan Hope e apresentada no clipe de Holding On.

Caracal (2015) será lançado no dia 25 de setembro pelos selos PMR e Island.

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Disclosure – Omen (ft. Sam Smith)

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LIZ: “When I Rule the World” (Prod. SOPHIE)

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Após um longo período de “isolamento”, LIZ finalmente está de volta com uma nova composição inédita. Ainda adepta do mesmo Future Pop/R&B robótico testado no excelente Just Like You EP,  de 2014, a jovem artista encontra no som pegajoso do produtor britânico SOPHIE um novo catálogo de experiências pop a serem exploradas. Basta apenas uma simples audição para que When I Rule the World não apenas grude na cabeça do ouvinte, como se transforme em um novo vício para o antigo público da cantora.

Em uma estrutura de versos cíclicos, montada de forma propositadamente redundante, a faixa de apenas três minutos de duração soa como um produto típico dos integrantes do selo PC Music. Sintetizadores, samples e pequenos encaixes pueris, como uma possível sobra do trabalho de Hanna Diamond, mas sem necessariamente esquecer de composições assinadas por SOPHIE em fase solo – Lemonade, Bipp – ou mesmo como parte do projeto QT – Hey QT.

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LIZ – When I Rule the World

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Cyril Hahn: “Same” (ft. Yumi Zouma)

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Como se não bastasse a produção de um som delicadamente pop e etéreo dentro das composições do projeto Yumi Zouma, os integrantes do grupo neo-zelandês agora estão “espalhando a palavra”. Em Same, mais recente lançamento do produtor suíço Cyril Hahn, toda a soma de elementos testados desde o primeiro EP da banda são delicadamente expandidos, revelando um material que consegue ser ao mesmo tempo sutil e dançante.

Parte do novo EP de Hahn, Begin EP (2015), a nova faixa não apenas segue a trilha do quarteto da Nova Zelândia, como ainda reforça uma série de elementos típicos da essência musical do grupo. Difícil ouvir os mais de quatro minutos da nova composição e não lembrar de todo o material lançado pela dupla Air France, influência confessa do Yumi Zouma e parceiros durante a construção da faixa It Feels Good To Be Around You, lançada no último ano.

Begin EP (2015) será entregue no da 24 de julho pelo selo PMR Records/Virgin.

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Cyril Hahn – Same (ft. Yumi Zouma)

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