Tag Archives: Electronic

Katy B x Craig David x Major Lazer: “Who Am I”

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Four Tet, Floating Points, Kaytranada, Mr. Mitch e MissigNo, esses são alguns dos produtores que integram a lista de colaboradores do novo álbum de Katy B. Batizado Honey (2016), o terceiro registro de inéditas da cantora e compositora britânica, o registro de 13 faixas inéditas nasce como uma mistura dos dois últimos trabalhos de B. Um meio termo entre o pop aplicado em Little Red, de 2013, e o som dançante apresentado no inaugural On a Mission, obra que apresentou a artista em 2011.

Mais recente composição apresentada por Katy B, Who Am I cruza com naturalidade essas duas preferências da cantora. Menos tímida em relação ao trabalho apresentado em Calm Down (parceria com Four Tete e Floating Points) e Honey (com Kaytranada), a nova faixa mostra todo o brilhantismo de Diplo em produzir um criativo achado pop. Um delicado dueto entra a dona da casa e o cantor de Soul/R&B inglês Craid David.

Honey (2016) será lançado no dia 29/04 pelos selos Rinse/Virgin EMI.

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Katy B x Craig David x Major Lazer – Who Am I

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Holy Ghosts: “Crime Cutz”

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Prontos para um novo trabalho do Holy Ghost? Três anos após o lançamento de Dynimics (2013), segundo registro de inéditas da dupla Nick Millhiser e Alex Frankel, Crime Cutz anuncia a chegada de um novo EP da dupla. Batizado com o nome da nova faixa, o trabalho deve seguir a mesma base dançante e nostálgica testada pelo duo nova-iorquino desde a estreia com o ótimo álbum homônimo de 2011. Uma visita ao som da década de 1970 sem necessariamente abandonar as pistas do presente.

Com pouco mais de sete minutos de duração, a inédita criação da dupla dança em meio a referências tão antigas quanto atuais. São sintetizadores, vozes em falsete e batidas leves que tanto exploram os primeiros discos do mentor James Murphy (LCD Soundsystem), como visitam a obra de Giorgio Moroder e outros gigantes da música Disco. Até Michael Jackson da fase Off The Wall (1979) parece servir de base para a nova composição.

Crime Cutz EP (2016) será lançado no dia 29/04 pelo selo DFA.

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Holy Ghost! – Crime Cutz

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^L_: “She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me”

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Dois anos após o lançamento do ótimo Love Is Hell – um dos 50 melhores discos nacionais de 2014 -, o produtor brasiliense ^L_ anuncia para o dia 12 de fevereiro a entrega do segundo registro de estúdio: The Outsider (2016). Com distribuição pelo selo germânico ANTIME, o trabalho de seis composições inéditas parece seguir uma trilha completamente distinta em relação ao material apresentado no de debut de 2014. Uma espécie de passeio nostálgico (e ainda atual) pela música Techno/House de diferentes épocas e tendências.

Primeira composição do novo álbum a ser apresentada ao público, She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me garante pouco mais de oito minutos de sintetizadores, batidas pesadas e bases eletrônicas que crescem lentamente. Uma espécie de regresso ao som que abasteceu diferentes pistas europeias entre os anos 1980 e 1990, mas que ao mesmo tempo flerta com uma variedade de obras e produtores recentes – caso de Nina Kraviz, James Holden e The Field.

The Outsider (2016) será lançado no dia 12/02 pelo selo ANTIME.

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^L_ – She Just Loves Me Because She Doesn’t Live With Me

 

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Stefanini: “Canto de Fuga” (VÍDEO)

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Canto de Fuga, uma das melhores composições do álbum Onde EP (2015), estreia do goiano Stefanini, acaba de se transformar em clipe. Dirigido por Rafael Stefanini e Gleison Fernando, o vídeo brinca com imagens antigas, fragmentos recortados de diferentes estéticas, além, claro, de todo um visual neon-empoeirado que parece típico de grandes representantes da vaporwave. Um delírio que parece ter escapado diretamente do encarte digital do próprio EP.

Lançado em novembro do último ano, Onde EP conta com acervo de quatro composições inéditas produzidas pelo paulistano Pedrowl – um dos responsáveis pela produção de Veneno (2015), último álbum de estúdio da Banda Uó. Entre os destaques do trabalho, É Tarde, composição em parceria entre Stefanini e o rapper paulistano Rico Dalasam.

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Stefanini – Canto de Fuga

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Disco: “ANTI”, Rihanna

Rihanna
Pop/R&B/Hip-Hop
http://www.rihannanow.com/

 

O refrão explosivo de Bitch Better Have My Money, a melodia pop de FourFiveSeconds – parceria com Paul McCartney e Kanye West -, a base dançante de Only Girl (In The World) ou a pegajosa letra de We Found Love. Nada disso faz parte do arsenal que abastece ANTI (2016, Roc Nation / Westbury Road). De fato, é muito mais fácil montar uma lista com todas as canções, parcerias e temas que foram abandonadas por Rihanna nos últimos meses do que levantar todos os elementos que pareciam garantidos dentro do oitavo registro de inéditas da cantora – vide a série de colaborações previamente estabelecidas com Sia, Calvin Harris, Kiesza e Charli XCX.

ANTI, como o próprio título indica, é uma obra de ruptura e oposição. Da imagem de capa, um trabalho assinado pelo artista gráfico Roy Nachum, passando pela parcial ausência de hits e versos comerciais, além da fuga de temas descomplicados, típicos da EDM, Rihanna estabelece um trabalho em que busca perverter a própria imagem – mesmo que temporariamente. Nada parece acessível. Todas canções se movimentam de forma particular, como se a cantora (e o ouvinte) trocassem segredos em um cenário essencialmente restrito, intimista e sombrio.

Logo nos instantes iniciais, a batida seca, levemente distorcida de Consideration, um trampolim para um dos versos mais poderosos da obra: “Me deixe cobrir sua merda com glitter / Posso transformá-la em ouro”. Longe do catálogo de temas óbvios e bases acessíveis que abasteceram os ótimos Good Girl Gone Bad (2007) e Loud (2010), Rihanna e os parceiros de produção – entre eles, Timbaland, DJ Mustard, Hit-Boy e Travis Scott – criam uma obra tão frágil quanto complexa. Um turbilhão sentimental que arrasta o ouvinte para dentro de músicas como Desperado e a Work, esta última, parceria com o rapper Drake.

Principal componente do trabalho, a voz limpa da cantora parece apontar a direção melancólica seguida até a chegada da derradeira Close To You. Livre do som robótico e vozes carregadas de auto-tune que tanto marcam os antecessores Talk That Talk (2011) e Unapologetic (2012), Rihanna ocupa cada espaço da obra com extrema delicadeza. Ainda que faltem “hits”, sobram peças sensíveis como a psicodélica Same Ol’ Mistakes, uma adaptação de New Person, Same Old Mistakes do grupo australiano Tame Impala, ou mesmo a acústica Never Ending. Nada que se compare ao evidente cuidado da cantora em Higher. Continue reading

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Disco: “Hymns”, Bloc Party

Bloc Party
British/Alternative/Rock
http://blocparty.com/

 

Há tempos o Bloc Party deixou de ser um projeto colaborativo para se transformar em uma extensão da carreira solo de Kele Okereke. Um meio termo entre o som incorporado pela banda nos ótimos Silent Alarm (2005) e A Weekend in the City (2007), mas que também passeia pela dobradinha autoral do vocalista em The Boxer (2010) e Trick (2014). Guitarras climáticas, versos cíclicos e temas eletrônicos que se movimentam de forma curiosa dentro do recém-lançado Hymns (2016, Vagrant / BMG / Infectious), quinto registro de inéditas do grupo britânico.

Entregue ao público dez anos após o lançamento do primeiro álbum do Bloc Party, Hymns inicialmente se projeta como uma obra de limites bem definidos. Longe dos experimentos que marcam as canções apresentadas em Intimacy (2008), ou mesmo da aceleração que movimenta o antecessor Four (2012), cada uma das 11 faixas do presente disco refletem o permanente controle da banda, hoje reformulada, com Justin Harris e Louise Bartle ocupando o lugar dos ex-integrantes Gordon Moakes e Matt Tong.

Ainda que carregue parte da essência eletrônica dos trabalhos de Okereke, vide a inaugural e dançante The Love Within, Hymns talvez seja o registro que melhor explora a essência do Bloc Party em tempos. São composições marcadas pela sensibilidade (Only He Can Heal Me) e conflitos pessoais de Okereke (So Real). Difícil ouvir a extensa Different Drugs e não ser arrastado pelo turbilhão emocional que sustenta a faixa. “Toda vez que eu volto para casa / Alguma coisa está errada, falta algo / Você está girando para longe de mim”, canta o vocalista naquela que é uma das melhores faixas já compostas pela banda.

Ao mesmo tempo em que encanta pela sutileza de determinadas músicas, não são poucos os momentos em que o Bloc Party tropeça em uma sequência de canções descartáveis. É o caso da balada Into The Earth e da “roqueira” The Good News. Enquanto a primeira apela para o mesmo sentimentalismo barato de grande parte dos grupos de pop-rock dos anos 1990 e 2000, com a segunda, Okereke e os parceiros de banda brincam de Arctic Monkeys, flertando com o mesmo som explorado pelo grupo inglês no álbum AM, de 2013. Continue reading

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Animal Collective: “Lying In The Grass”

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Vozes sobrepostas, sintetizadores e batidas loucas, uma pitada de experimentos jazzísticos e constantes quebras bruscas marcam o trabalho do Animal Collective em Lying In The Grass. Mais recente composição do aguardado Painting With (2016), obra que será apresentada no dia 19/02, a canção de versos abstratos traz de volta o mesmo brilhantismo que projetou o grupo norte-americano no fim a década passada, sonoridade já explícita na antecessora Floridada.

A diferença em relação ao material apresentado no último single está na forma como as vozes se transformam em um componente de sustentação para os instrumentos. O saxofone de Colin Stetson, um dos músicos convidados a colaborar dentro da obra é outro destaque notável. Inspirado em diferentes movimentos culturais do começo do século XX – como o dadaísmo e o cubismo -, Painting With também conta com a presença do veterano John Cale (The Velvet Underground).

Painting With (2016) será lançado no dia 19/02 pelo selo Domino.

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Animal Collective – Lying In The Grass

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D∆WN: “Not Above That”

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A versatilidade continua sendo a principal marca do trabalho de Dawn Richard. Depois de brincar com o R&B e a música eletrônica no complexo Blackheart, um dos 50 melhores discos internacionais de 2015, a cantora, compositora e produtora norte-americana parece em busca de uma sonoridade cada vez mais “pop” para o novo álbum de inéditas, RED*emp*tion (2016). Uma transformação explícita desde o lançamento do single Hollywould, em novembro do último ano, mas que volta a se repetir com a chegada de Not Above That.

Batidas crescentes assinadas pelo produtor Machinedrum, a voz limpa e uma atmosfera típica da década de 1990. São pouco mais de quatro minutos em que grande parte dos elementos explorados pela artista dentro de Blackheart se dobram de forma a produzir um som essencialmente acessível, dançante e pronto para as pistas. Uma espécie de remix do mesmo conjunto de ideias que abasteceram o trabalho de Richard junto do coletivo de pop/R&B Danity Kane.

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D∆WN – Not Above That

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Jessy Lanza: “It Means I Love You” (VÍDEO)

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Com a apresentação do EP You Never Show Your Love, em junho do último ano, Jessy Lanza conseguiu criar bastante expectativa para o segundo álbum em carreira solo. Batizado Oh No (2016), o novo registro conta com distribuição pelo selo Hyperdub e parece reforçar ainda mais a relação da cantora/produtora britânica com uma série de elementos da música eletrônica local, sonoridade que abastece as batidas e vozes da recém-lançada It Means I Love You.

Uma das composições que integram o sucessor de Pull My Hair Back, álbum lançado em 2013, a faixa de quase cinco minutos se divide abertamente entre o experimento – contido nos arranjos e efeitos eletrônicos – e a sutileza da música pop – uma das principais marcas da voz doce de Lanza. Algo muito próximo ao material apresentado nos trabalhos de Down Richard e Kelela no último ano.

Oh No (2016) será lançado no dia 13/05 pelo selo Hyberdub.

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Jessy Lanza – It Means I Love You

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Tourist: “To Have You Back”

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Entre composições autorais como Together, faixas assinadas em parceria com Lianne La Havas e Sam Smith, além de remixes produzidos para artistas como CHVRCHES, Haim e até Sharon Van Etten, o britânico Will Phillips passou os últimos cinco anos visitando e explorando diferentes esferas da música pop/eletrônica. Nada mais justo para um produtor que assina os próprios trabalhos sob o título de Tourist, investindo abertamente na pluralidade de referências.

Dono de um vasto acervo de faixas espalhadas pelo Soundcloud, Phillips anuncia a chegada do primeiro álbum da carreira: U (2016). Ainda sem data de lançamento, a obra que deve ser apresentada no primeiro semestre de 2016 sustenta na recém-lançada To Have You Back um eficacíssimo resumo do som produzido pelo produtor inglês. Vozes e batidas picotadas que se espalham lentamente, ocupando a densa base de sintetizadores orquestrados pelo produtor. Uma faixa que poderia facilmente levar a assinatura de James Blake ou SBTRKT.

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Tourist – To Have You Back

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