Tag Archives: Electronic

Metronomy: “Hang Me Out to Dry” (ft. Robyn)

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Joseph Mount e os demais parceiros de banda não estão economizando esforços para o lançamento de Summer 08 (2016). A cada nova composição do quinto registro de inéditas do Metronomy, uma nova surpresa. Canções como a nostálgica Old Skool, parceria com Master Mike, um dos ex-integrantes do Beastie Boys, além de peças como Back Together e Night Owl, músicas que incorporam diferentes temas instrumentais dos anos 1970/1980.

Em Hang Me Out to Dry, mais recente criação do coletivo britânico, uma espécie de regresso ao mesmo ambiente acolhedor de The English Riviera (2011). Assinada em parceria com a cantora e produtora sueca Robyn, a faixa de quase quatro minutos parece crescer sem pressa, encaixando sintetizadores e vozes de forma a reproduzir um material essencialmente dançante, mesmo na timidez como cada componente da música é entregue ao público.

Summer 08 (2016) será lançado no dia 01/07.

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Metronomy – Hang Me Out to Dry (ft. Robyn)

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Resenha: “Weval”, Weval

Artista: Weval
Gênero: Electronic, Techno, Ambient
Acesse: https://soundcloud.com/weval

 

Harm Coolen e Merijn Scholte passaram os últimos seis anos em busca de um ponto de equilíbrio entre as experiências que abasteceram o trabalho de cada produtor em carreira solo. Como resultado dessa parceria, uma coleção de músicas avulsas, remixes e EPs em que o duo holandês colide ideias e experiências que tanto incorporam a House Music – base do trabalho de Coolen –, como esbarram em elementos do Trip-Hop/Ambient Music – ponto de partida da carreira solo de Scholte –, estímulo para o material seguro que cresce delicadamente no interior da homônima estreia da dupla como Weval.

Com distribuição pelo selo alemão Kompakt – casa de artistas como The Field e Gui Boratto –, o registro de 12 faixas e pouco mais de 50 minutos de duração parece seguir um caminho isolado em relação a outros trabalhos relacionados ao selo. Trata-se de uma obra que não apenas incorpora uma série de elementos típicos de diferentes produtores do mesmo grupo, como fragmenta cada batida e base de forma a reproduzir um material essencialmente climático, sutil.

Em I Don’t Need It, terceira faixa do disco, um resumo preciso de grande parte das canções produzidas pela dupla. Enquanto o verso central da composição flutua livremente – “I Don’t Need It / I Don’t Need It”–, funcionando como um instrumento complementar, batidas e pequenos ruídos eletrônicos crescem lentamente, sempre pontuais, criando uma espécie de alicerce para o delicada base de sintetizadores produzida pelos holandeses.

De fato, sobrevive no delicado uso dos sintetizadores o principal componente da obra. Da abertura do disco, em Intro, passando por músicas como The Battle, Just In Case e Years To Build, Coolen e Scholte apresentam um mundo de pequenas ambientações instrumentais, não economizando nos detalhes e no uso de pequenas manobras eletrônicas que distanciam o registro de uma possível repetição, fazendo do disco um trabalho sempre mutável, rica em detalhes. Continue reading

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The Avalanches: “Subways”

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Com o lançamento das faixas Colours e Frankie Sinatra, os integrantes do The Avalanches tornaram explícita a pluralidade de sons que deve abastecer o aguardado Wildflower (2016). Canções recheadas por temas psicodélicos, pequenas colagens eletrônicas, além de uma série de referências e samples de canções resgatadas do soul/funk dos anos 1970, base do material produzido há 16 anos em Since I Left You (2000), mas que volta a se repetir no novo projeto da banda.

Um bom exemplo disso está em Subways. Mais recente single do coletivo australiano, a canção que usa trechos de Subways, da cantora Chandra, além da versão de Graham Bonnet para Warm Ride, do Bee Gees, mostra a capacidade do grupo australiano em juntar diferentes peças da música produzida há mais de três décadas, revelando ao ouvinte um conteúdo completamente novo. Quem ilustra a capa do single (acima) é a artista plástica Emi Ueoka.

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The Avalanches – Subways

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Aphex Twin: “CIRKLON3 [ Колхозная mix ]”

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Cheetah (2016), esse é o nome do mais novo projeto de Richard D. James como Aphex Twin – veja o Cozinhando Discografias do artista. Trata-se de um EP de sete faixas – duas delas são vinhetas –, sucessor do ótimo Computer Controlled Acoustic Instruments pt2, de 2015. Livre dos temas acústicos do registro entregue há pouco mais de um ano, o novo registro deve seguir a trilha do álbum de 2014, SYRO, obra que deu fim ao longo hiato do produtor escocês e um dos 50 Melhores Discos Internacionais daquele ano.

Para divulgar o novo EP, James decidiu transformar em clipe a experimental CIRKLON3 [ Колхозная mix ], quinta faixa de Cheetah. Na direção do vídeo, um nome curioso. Nada Chris Cunningham – responsável pelo excelente clipe de Windowlicker –, mas sim, Ryan Wyer, um garoto de apenas 12 anos de idade que o produtor conheceu por meio de um canal do Youtube. O resultado, independente da escolha, se revela em um vídeo completamente estranho, perturbador, típico dos trabalhos de Aphex Twin.

Cheetah EP (2016) será lançado no dia 08/07 pelo selo Warp.

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Aphex Twin – CIRKLON3 [ Колхозная mix ]

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Metronomy: “Night Owl”

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Com o lançamento de Old Skool e Back Together nas últimas semanas, os integrantes do Metronomy se concentraram em fazer o público dançar. Dos scratches de Master Mike, um dos integrantes do Beastie Boys, ao refrão pegajoso de ambas composições, mais uma vez o grupo britânico apontou em direção às pistas e acertou, preparando o terreno para a chegada de Summer 08 (2016), novo álbum de inéditas da banda.

Em Night Owl, oitava faixa do disco e mais recente single da banda, um novo caminho. Inicialmente serena, a canção escapa do jogo de batidas e versos fortes das duas últimas faixas da banda para revelar ao público um som marcado pelo uso de boas melodias. Uma fuga do som propositadamente instável de Back Together – faixa que replica uma série de conceitos inicialmente testados pelo Talking Heads –, e a passagem para uma espécie de refúgio dentro do novo disco.

Summer 08 (2016) será lançado no dia 07/01.

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Metronomy – Night Owl

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Resenha: “Muzik”, Delorean

Artista: Delorean
Gênero: Electronic, Alternative, Dance
Acesse: https://www.facebook.com/dlrean

 

Com o lançamento de Apar, em 2013, os integrantes do Delorean pareciam decididos a explorar um som cada vez mais pop, comercial, como uma nova interpretação da mesma eletrônica autoral explorada nos essenciais Ayrton Senna EP (2009) e Subiza (2010). Entretanto, interessante encontrar no recém-lançado Muzik (2016, Phlex), sexto álbum de estúdio do quarteto espanhol, uma espécie de regresso ao mesmo universo de temas e referências incorporadas há meia década.

Livre de canções pegajosas e possíveis participações – como Caroline Polachek, vocalista do Chairlift e colaboradora de duas composições no álbum entregue há três anos –, Muzik se concentra na ativa relação entre os integrante da banda. Trata-se de uma obra coesa, como se cada faixa servisse de base para a canção seguinte, proposta que se reforça na forte similaridade dos sintetizadores e vozes que flutuam da abertura do disco, em Epic, até a chegada derradeira Parrhesia.

Faixa-título do disco e canção escolhida para anunciar o trabalho há poucos meses, Muzik inicialmente dança em meio a sintetizadores contidos e batidas limpas, porém, cresce lentamente, revelando ao público um segundo ato marcado pelo uso dançante dos arranjos. A mesma estrutura acaba servindo de base para outras canções ao longo da obra. Músicas como a inaugural Epic e Closer que preparam o caminho para uma explosão de sons e cores.

Levemente nostálgico, o registro de nove faixas talvez seja a trabalho em que a herança musical do grupo espanhol se revela com maior naturalidade. Difícil não lembrar da boa fase do New Order em faixas como Both e Push, composições que dialogam diretamente com a música produzida na segunda metade dos anos 1980. Um jogo de sintetizadores pulsantes, levemente embriagado pelas emanações da cena Balearic, outra grande influência dentro dos trabalhos do Delorean. Continue reading

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Trim: “RPG” / “Man Like Me”

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Comandado por James Blake e Dan Foat, o projeto 1-800 DINOSAUR acaba de anunciar a chegada do primeiro álbum lançado pelo selo. Trata-se do mais recente invento do MC britânico Trim, artista que conta com uma extensão seleção de mixtapes e obras produzidas desde o começo dos anos 2000. Junto do rapper, um time de produtores como Airhead, Bullion e Happa, além de Blake e Foat, responsáveis pela produção de duas faixas do disco.

Para apresentar o registro, Trim e os parceiros de estúdio escolheram duas composições: RPG e Man Like Me. Enquanto a primeira, produzida por James Blake, indica o peso e certa dose de experimentalismo do trabalho, lembrando muito o trabalho do Death Grips em Government Plates (2013), com a faixa seguinte, os versos e batidas se relacionam com maior naturalidade, livre das colisões eletrônicas e sintetizadores insanos.

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Trim – RPG / Man Like Me

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Ryan Hemsworth: “Burying The Sun”

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Poucos dias após o lançamento da delicada How It Feel, música que sintetiza com naturalidade o som produzido por Ryan Hemsworth, o produtor canadense está de volta com mais uma criação inédita. Em Burying The Sun, música que conta com pouco menos de quatro minutos de duração, Hemsworth continua a brincar com a mesma colagem de sons explorada nos primeiros trabalhos oficiais, principalmente Still Awake, de 2013.

Marcada pelo uso de sintetizadores, a canção não apenas se esquiva do uso exagerado do grave e das batidas, como mostra Hemsworth caminhando em um território parcialmente inédito, sutil, bastante similar ao material produzido pelos parceiros do selo Secret Songs. A julgar pela arte do material apresentado no single anterior e a semelhança do material que estampa a capa de Burying The Sun, as duas composições fazem parte de um mesmo projeto.

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Ryan Hemsworth – Burying The Sun

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The Avalanches: “Colours”

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Com o lançamento de Frankie Sinatra, faixa produzida em parceria com os rappers Danny Brown e MF DOOM, os integrantes do coletivo australiano The Avalanches apresentaram o novo mundo de possibilidades aos velhos seguidores do projeto. Ainda que a canção resgate parte da essência presente no clássico Since I Left You, de 2000, a busca por novas sonoridades, além, claro, da interferência direta das rimas revelou ao público um som parcialmente distinto, como um novo caminho a ser seguido pelo grupo no aguardado Wildflower (2016).

Em Colours, mais recente criação do coletivo australiano, um parcial regresso ao mesmo universo musical explorado com delicadeza há 16 anos. Marcada pelos detalhes, a canção de exatos 3:33 minutos passeia em meio a reverberações psicodélicas, vozes tocadas de trás para frente e versos cósmicos assumidos pelo veterano Jonathan Donahue, do Mercury Rev. A passagem direta para um mundo de sonhos e pequenas referências que flutuam ao fundo da canção.

Wildflower (2016) será lançado no dia 08/07 pelo selo Astralwerks / Modular.

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The Avalanches – Colours

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BadBadNotGood: “Lavender” (Ft. Kaytranada)

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Para o lançamento de 99.9% (2016), Kaytranada decidiu convidar um time de vozes e produtores vindos de diferentes cenas musicais ao redor do mundo. Entre as faixas geradas em parcerias que abastecem o bem-sucedido registro, Weight Off, faixa que conta com a presença do coletivo canadense BadBadNotGood. Do mesmo encontro entre o produtor estadunidense e a banda de Toronto nasce a recém-lançada Lavender, faixa que integra o novo álbum de estúdio do BBNG, IV (2016).

Mergulhada no mesmo universo sombrio de Time Moves Slow, delicada parceria com Sam Harrington, vocalista do Future Islands, a nova faixa joga com o minimalismo dos arranjos e pequenas interferências instrumentais de cada colaborador. Batidas climáticas, o sintetizador vivo de Kaytranada, a base soturna que sutilmente ocupa todo o fundo da composição. Elementos timidamente sobrepostos, capazes de sufocar o ouvinte aos poucos.

IV (2016) será lançado no dia 08/07 pelo selo Innovative Leisure.

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BadBadNotGood – Lavender (Ft. Kaytranada)

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