Tag Archives: Electronic

Crystal Castles: “Deicide”

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A polêmica saída de Alice Glass do Crystal Castles em nada parece ter afetado o trabalho de Ethan Kath. Acompanhado de uma nova colaboradora em estúdio, Edith, o produtor canadense segue a mesma trilha do lançamento anterior, Frail, para presentear o público com mais uma canção marcada pelo experimento, vocais soturnos e relação cada vez mais estreita com os primeiros registros da banda.

Em Deicide, ainda que a nova parceira fosse deixada de lado, Kath teria uma composição segura, íntima de sua própria criação. São quase cinco minutos de sintetizadores crescentes, batidas rápidas e vocal sampleado, como se a nova parceira fosse apenas um instrumento – ou boneca – como Ethan parece indicar na imagem de capa do single. Mesmo sem mais informações, Deicide e Frail fazem parte do novo álbum do Crystal Castles, registro que deve aparecer ainda em 2015.

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Crystal Castles – Decide

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Santigold: “Radio”

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Master of My Make-Believe pode não ter repetido o mesmo sucesso e rico acervo de composições do inaugural Santogold (2008), entretanto, está longe de parecer um tropeço dentro da curta trajetória de Santi White. De fato, são as mesmas batidas e arranjos testados no álbum de 2012 que servem de base para o mais novo trabalho da artista nova-iorquina, a recém-lançada (e intensa) Radio.

Escolhida para integrar a trilha sonora de Cidades de Papel (Paper Town), filme inspirado na obra homônima do escritor John Green, a recente faixa curiosamente remete ao acervo de outra película baseada nos trabalhos de Green, A Culpa é das Estrelas (2014). Das batidas ao vocal pegajoso, difícil não lembrar de Boom Clap, da cantora britânica Charli XCX e uma clara referência para o novo trabalho de Santigold. Além da nova música, ao que tudo indica, a cantora deve apresentar um novo álbum pelos próximos meses.

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Santigold – Radio

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Disclosure: “Holding On” (Feat. Gregory Porter) (VÍDEO)

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Depois de reforçar as batidas, sintetizadores frenéticos e brincar de forma versátil com um antigo sample na inédita Bang That, já estava na hora do Disclosure presentear o público uma composição de fato marcada pela voz. Atendendo a pedidos e ainda preparando o terreno para o segundo registro de inéditas, Guy e Howard Lawrence sustentam na recém-lançada Holding On a mesma soma de acertos, boas melodias e refrão pegajoso testado em faixas como You & Me, White Noise ou F For You do álbum Settle (2013)

De um lado, o ritmo eufórico, consistente diálogo com a eletrônica britânica e toda a somatória de elementos que transportam o ouvinte diretamente para as pistas; no outro oposto, a voz precisa do convidado Gregory Porter, uma das grandes vozes do Jazz norte-americano e responsável por completar as pequenas lacunas da dupla. Difícil não lembrar da parceria da dupla britânica com a cantora Mary J. Blige no último ano.

Holding On é parte do novo álbum do Disclosure, Caracal (2015), trabalho que será oficialmente lançado no dia 25/09. Abaixo, o primeiro exemplar da série de clipes que serão dirigidos por Ryan Hope para o novo álbum.

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Disclosure – Holding On

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Panda Bear: “PBVSGR Remixes”

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Noah Lennox não deve descansar tão cedo. Em pleno processo de divulgação do álbum Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), um dos melhores trabalhos lançados nos últimos meses, o artista norte-americano acaba de presentear o próprio público com mais uma novidade. Trata-se da coletânea PBVSGR Remixes (2015), uma seleção curta com cinco faixas extraídas do novo álbum e remodeladas nas mãos de outros produtores.

Entre os nomes que integram o trabalho, Danny L Harle do selo PC Music (Come To Your Senses), o produtor britânico Andy Stott (Boys Latin) e Pete Rock, este último, responsável pela excelente transformação da faixa Crosswords, agora muito mais dançante. PBVSGR Remixes pode ser apreciado na íntegra pelo soundcloud, ou no player abaixo. Panda Bear Meets the Grim Reaper é um dos trabalhos que integram nossa lista dos 25 melhores discos de 2015 (até agora).

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Panda Bear – PBVSGR Remixes

 

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Owen Pallett: “The Phone Call”

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Com o lançamento de In Conflict (2014), Owen Pallett deu início a uma nova fase dentro da própria carreira. Nitidamente influenciado por Brian Eno, um de seus colaboradores no último álbum, o músico canadense continua a brincar com a música orquestral da “era” Final Fantasy, porém, cada vez mais interessado no uso de arranjos e experimentos eletrônicos, conceito reforçado com a recém-lançada The Phone Call.

Parte do acervo 2015 da coletânea de singles Adult Swim – que este ano conta com nomes como Chromatics, Shabazz Palaces e SOPHIE -, a composição pode até seguir a trilha do último álbum de Owen, entretanto, assume uma estrutura ainda mais complexa. De um lado, maquinações e ruídos sombrios, típicos da obra de Oneohtrix Point Never, no outro, a construção de bases etéreas, tão próximas de Eno como de gigantes da New Age nos anos 1970, principalmente Jean Michel Jarre.

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Owen Pallett – The Phone Call

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Nicolas Jaar: “Nymphs III”

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Nicolas Jaar não para. Um mês após o lançamento de Nymphs II, primeiro registro de canções inéditas desde o encerramento das atividades com o Darkside, o produtor nova-iorquino já está de volta com mais uma sequência de composições. Em Nymphs III, a sonoridade experimental de Jaar assume novo formato, escapando das ambientações minimalistas e temas reclusos do debut Space Is Only Noise, de 2011, para incorporar uma sonoridade quase “urgente”.

De um lado, os sintetizadores, ruídos instáveis e colagens atmosféricas de Swim, composição que mais aproxima o trabalho de Jaar de gigantes do Krautrock. No outro oposto, as batidas precisas e sonoridade dançante de Mistress, uma adaptação dos mesmos conceitos da Deep House explorados pelo artista no decorrer do primeiro álbum de estúdio. Com lançamento pelo selo Other People, o novo single é o segundo trabalho lançado por Jaar em um curto intervalo de tempo. Na última semana, a trilha sonora Pomegranates foi entregue ao público para download e audição gratuita.

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Nicolas Jaar – Swim / Mistress – Nymphs III

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The Chemical Brothers: “Under Neon Lights”

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Uma das grandes atrações confirmadas para o Sónar São Paulo 2015, a dupla britânica The Chemical Brothers deve aterrisar em solo brasileiro com um rico acervo de composições. Além da vasta discografia que se estende do clássico Exit Planet Dust (1995) até a trilha sonora do filme Hanna (2011), Tom Rowlands e Ed Simons ainda lança nos próximos meses o aguardado Born in the Echoes (2015), oitavo álbum de inéditos da dupla e casa da recém-lançada Under Neon Lights.

Composta em parceria com Annie Erin Clark (St. Vincent), a presente canção segue um caminho isolado em relação ao último lançamento da dupla, o single/clipe de Go, buscando conforto nos mesmo experimentos psicodélicos antes incorporados em Sometimes I Feel So Deserted, faixa de abertura do trabalho. São quase cinco minutos de insanas projeções rítmicas, sintetizadores típicas da recente obra de St. Vincent, além, claro do canto hipnótico da convidada.

Born in the Echoes (2015) será lançado no dia 17/07 pelos selos Virgin/EMI.

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The Chemical Brothers – Under Neon Lights

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Four Tet: “Morning​/​Evening”

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Desde o lançamento do álbum Pink, em 2012, Kieran Hebden parece em busca de um som cada vez mais orientado pelas batidas, conceito expandido durante o lançamento de Beautiful Rewind (2013) e reforçado agora, com a entrega de Morning/Evening (2015). Oitavo e mais recente trabalho de inéditas do produtor britânico, o álbum de duas faixas e lados bem definidos – Morning SideEvening Side – é uma verdadeira coleção de referências exploradas por Hebden na última meia década.

Seja nos trabalhos concebidos em parceria com Omar Souleyman, Jamie XX ou Burial, a cada curva musical do registro, um diferente elemento temático salta de forma distinta, prendendo a atenção do ouvinte com naturalidade. Disponível para audição e compra diretamente pelo Bandcamp, o álbum também pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.

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Four Tet – Morning​/​Evening

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Robyn & La Bagatelle Magique: “Love Is Free” (Feat. Maluca)

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Robyn adora pegar o próprio público de surpresa. Prestes a se apresentar no Brasil pelos próximos meses, a cantora/produtora sueca acaba de anunciar o lançamento de mais um novo projeto: Robyn & La Bagatelle Magique. Passo além em relação ao trabalho desenvolvido com a dupla Röyksopp no mini-álbum Do It Again, de 2014, o novo projeto dividido o tecladista Markus Jägerstedt e o produtor Christian Falkcom mostra uma artista renovada, cada vez mais próxima da eletrônica concebida nos anos 1990 e tão dinâmica quanto nos últimos registros de estúdio.

Primeira composição desse novo projeto – definido simplesmente como “banda” em entrevista à produtora Annie Mac, na BBC Radio -, Love Is Free é um retrato do som (cada vez mais) jovial de Robyn, ativa desde a série Body Talk (2010). Aos comandos da dupla de produtores, a faixa dividida com Maluca esbarra em conceitos típicos da obra de M.I.A., preferência que em nenhum momento distorce a essência da obra da cantora sueca.

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Robyn & La Bagatelle Magique – Love Is Free (Feat. Maluca)

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Skylar Spence: “Can’t You See”

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Vaporwave, Disco Pop, Chillwave, Future Pop ou simplesmente Dance Music; não importa o estilo ou rótulo dado ao trabalho de Ryan DeRobertis: a busca por um som de natureza dançante sempre será a base do trabalho assinado pelo produtor nova-iorquino. Mais conhecido pelo trabalho “Lo-Fi” dentro do projeto Saint Pepsi, DeRobertis volta a investir em outro de seus principais projetos, Skylar Spence para lançar pelo selo Carpark Records o primeiro álbum “de verdade”: Prom King (2015).

Escolhida para apresentar o esperado registro, a enérgica Can’t You See abre passagem para o som descompromissado, leve e divertido do produtor. Logo nos primeiros segundos, a imediata lembrança da dupla Daft Punk no clássico Discovery (2001), estímulo que logo serve de passagem para o uso de arranjos e temas típicos de DeRobertis, ainda mais pop e capaz de se relacionar com o grande público do que dentro das ambientações do Saint Pepsi.

Prom King (2015) será lançado no dia 18/09 pelo selo Carpark Records.

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Skylar Spence – Can’t You See

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