Tag Archives: Electronic

Omar Souleyman: “Enssa El Ataab”

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Você não precisa de livros, textos e estudos acadêmicos para entender o conceito assinado pelo poeta Henry Longfellow sobra a música como “linguagem universal da humanidade”. Basta correr atrás da discografia e canções de Omar Souleyman. Queridinho de artistas como Björk, Caribou e diferentes representantes da cena eletrônica em Londres, o compositor de origem síria lentamente conquistou espaço em campos distintos da música alternativa, posto reforçado no lançamento do último álbum de estúdio, Wenu Wenu (2013).

Mais uma vez acompanhado do produtor Kieran Hebden (Four Tet), com quem trabalhou no último disco, Souleyman reserva para 28 de julho a chegada de um novo álbum de inéditas: Bahdeni Nami. A surpresa? Hebden deixa de ser o único envolvido na produção da obra. Mais novo integrante do selo Monkeytown, Omar entrega os comandos da dupla Modeselektor, responsáveis pela marca. Com mais de nove minutos de duração e produzida pelo duo germânico, Enssa El Ataab foi a composição escolhida para apresentar o trabalho.

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Omar Souleyman – Enssa El Aatab (prod. by Modeselektor)

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Jamie XX: “Loud Places” (Ft. Romy Madley-Croft)

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Jamie Smith não poderia ter escolhido melhor forma para iniciar (oficialmente) o primeiro álbum em carreira solo do que ao lado Romy Madley-Croft. Parceira de banda no The XX, a cantora e compositora britânica é a responsável pelos versos e vozes de Loud Places, primeira composição escapar de In Colour (2015), o aguardado debut do produtor. Em uma primeira audição, apenas uma possível sobra do último álbum do trio, Coexist (2012). Entretanto, bastam os samples, ou mesmo o jogo de batidas na segunda metade da faixa para perceber a identidade do londrino.

Do coro de vozes que parece vindo da década de 1970, aos pianos sutis, típicos dos primeiros singles de Smith, cada instante dentro da composição reforça conforto, ambientando o ouvinte ao universo autoral de XX. Difícil não se emocionar quando as palmas crescem, a voz de Madley-Croft deixa de parecer um sussurro e a guitarra se perde em um loop hipnótico, cercado pelos efeitos eletrônicos do produtor. Apresentada pela DJ Annie Mac, a faixa logo contou com um novo acréscimo dentro da mesma sessão, Gosh – pule para 24 minutos.

Com lançamento previsto para junho de 2015, In Colour conta com distribuição pelos selos XL e Young Turks.

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Jamie XX – Loud Places

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QT: “Hey QT” (VÍDEO)

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A estrutura sempre inexata do trabalho de SOPHIE parece feita para perturbar os sentidos do ouvinte. Desde que foi “apresentado” no single BIPP, o produtor inglês assume em cada nova criação um espaço de desconstrução para o pop tradicional. Em constante produção – há poucos dias foi apresentado o single Lemonade / Hard – Sophie aparece agora ao lado do também estranho A. G. Cook – autor da ótima Beautiful – para apresentar mais um novo projeto e, consequentemente, uma nova música: QT.

Apresentado pelo selo XL – de FKA Twigs, Adele e SBTRKT -, a canção intitulada Hey QT é um resumo acessível de tudo aquilo que os dois produtores vem desenvolvendo há tempos. Ainda que encaixada no mesmo universo do selo PC Music e outros projetos locais, a canção usa do maior recheio instrumental como uma forma de distanciamento, sendo o trabalho mais “comercial” da dupla até o momento.

Veja abaixo o clipe da composição, registro dirigido por Bradley & Pablo e que, no site do QT, tenta vender uma bebida energética que vai “elevar sua consciência”.

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QT – Hey QT

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Disco: “Future Brown”, Future Brown

Future Brown
Electronic/Experimental/Hip-Hop
http://futurebrown.com/

 

Uma sonoridade ampla em referências, porém, concisa. Esta talvez seja a melhor interpretação sobre o conceito que rege o homônimo álbum de estreia do Future Brown. Coletivo formado pelo produtor J-Cush – responsável pelo selo Lil City Trax -, Asma Maroof e Daniel Pineda – da dupla Nguzunguzu – e, também, pela musicista Fatima Al Qadiri, o projeto é um mosaico de ideias tão vasto, instável e experimental que, curiosamente, encontra na própria flexibilidade e pluralidade de ideias a base para um alinhamento coeso.

Da colaboração entre Maroof e Pineda – como Nguzunguzu -, é montado todo o esqueleto da obra. Um alicerce de encaixes minimalistas, fruto da utilização de batidas secas, típicas do Grime e UK Garage, além costuras eletrônicas que flertam (sem pudor) com a música negra do final dos anos 1980. Do trabalho (recente) de Al Qadiri em Asiatisch, de 2014, nascem as bases delicadas e toda a ambientação movida por sintetizadores etéreos, estrutura reforçada pelo colaborador J-Cush, possivelmente, o principal responsável pelo convite e distribuição do time de artistas que ocupam o restante da obra.

Com estrutura típica de mixtape, o registro se esquiva da apropriação de um único gênero ou fórmula. Trata-se de uma coleção de fragmentos pinçados de diferentes décadas, cenas e experimentos. Um passeio que começa pelos ensaios climáticos da Ambient Music, ainda nos anos 1970, flerta com o Lado B do Synthpop/Eletrônica na década seguinte, até mergulhar no Hip-Hop, R&B, IDM e toda uma variedade de essências que detalharam os últimos anos da década de 1990. Ao final, uma amarra complexa, moderna e íntima de cada colaborador – seja ele parte do coletivo, ou músico convidado.

Ora detalhado com suavidade, ora intenso, como uma extensão dos temas dançantes do Nguzunguzu, Future Brown é um registro que utiliza da própria esquizofrenia como uma ferramenta de sedução e constante diálogo com o ouvinte. Na primeira metade do disco, uma escadaria marcada por pequenas subidas e quedas rítmicas. Ferramenta ativa para o reforça no diálogo do quarteto com a parceira de longa data Tink, logo na inaugural Room 302 e, ainda, base para as rimas lançadas por nomes como Sicko Mobb, Shawanna e Timberlee, esta última, responsável pelo acerto no dancehall de No Apology. Continue reading

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Hudson Mohawke: “Very First Breath” (Feat. Irfane)

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Ainda que o trabalho de Hudson Mohawke e Lunice esteja com as atividades (temporariamente) suspensas no projeto TNGHT, em se tratando da carreira solo de cada produtor, a atividade continua intensa. Seis anos depois de apresentar o primeiro álbum de estúdio, Butter (2009), Mohwake reserva para o dia 16 de junho o lançamento do inédito Lantern (2015), primeiro (grande) registro de inéditas depois de um hiato de seis anos e segundo álbum dentro do selo Warp.

Anunciado há poucas semanas, junto da extensa turnê do produtor pelos Estados Unidos e Europa, o novo álbum acaba de ter o primeiro single entregue ao público. Mais “leve” em relação aos beats assinados com o parceiro do TNGHT, o uso de sintetizadores carregados de efeitos, além da voz precisa do convidado Irfrane, fazem de Very First Breath uma das criações mais acessíveis do artista escocês, em essência íntimo das mesmas colagens robóticas de Calvin Harris e outros produtores comerciais da cena britânica recente.

Lantern (2015) estreia no dia 16 de junho pelo selo Warp.

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Hudson Mohawke – Very First Breath (Feat. Irfane)

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Passion Pit: “Lifted Up (1985)”

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“Contraste” parece ser a palavra que melhor define o trabalho do Passion Pit. Desde a entrega do primeiro EP, Chunk of Change, lançado em setembro de 2008, Michael Angelakos, vocalista e líder da banda, explora de maneira assertiva a essência melancólica dos próprios versos, posicionando sintetizadores festivos e arranjos voltados ao pop de forma a construir a base de cada composição. Um som de natureza doce, reforçado com delicadeza nos dois últimos trabalhos do grupo, Manners (2009) e Gossamer (2012).

Longe de parecer uma surpresa, com a entrega de Lifted Up (1985), primeiro single de Kindred (2015), terceiro álbum da carreira do grupo, todos os “ingredientes” que caracterizam a obra do Passion Pit são mais uma vez resgatados (e expostos) por Angelakos. Enquanto acomoda confissões e versos nostálgicos – “1985 was a good year / The sky broke apart then you walked in” – ao longo da música, uma frente de sintetizadores e vozes carregadas de efeito explodem com entusiasmo, transportando o ouvinte para o mesmo cenário de It’s Not My Fault, I’m Happy, Cry Like A Ghost e outras faixas mezzo apaixonadas, mezzo sofredoras do último disco.

Com um total de 10 faixas e lançamento pelo selo Columbia, Kindred estreia no dia 21 de abril.

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Passion Pit – Lifted Up (1985)

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Twin Shadow: “I’m Ready”

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Contrário ao resultado imediatamente previsto, a passagem de George Lewis Jr. para uma grande gravadora – neste caso, a gigante Warner Bros. – em nada prejudicou o rendimento do músico à frente do Twin Shadow. Ao menos por enquanto. Assim como no último single do músico norte-americano, Turn Me Up, referências típicas da década de 1980 servem de base para o trabalho de Lewis, mais uma vez livre da ambientação “caseira” explorada no álbum de 2010, e ainda focado na estrutura limpa do sucessor Confess (2012).

Em I’m Ready, mais novo fragmento de Eclipse (2015), terceiro registro em estúdio do Twin Shadow, o explícito reforço nas guitarras mostra a direção assumida por Lewis Jr. Ao mesmo tempo em que parece íntimo dos últimos discos, os versos parcialmente declamados da canções logo aproximam o músico do mesmo universo de Depeche Mode, U2 e outros artistas próximos, como um diálogo breve com a música eletrônica/pop no começo dos anos 1990.

Eclipse conta com lançamento previsto para o dia 17 de março pela Warner Bros.

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Twin Shadow – I’m Ready

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Hot Chip: “Huarache Lights”

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Em constante produção desde a estreia de Coming on Strong, em 2004, com um novo álbum em mãos a cada dois anos, nunca antes o Hot Chip enfrentou um “hiato” tão grande quanto o reforçado nos último período. Três anos depois de apresentar (o excelente) In Our Heads (2012) e com um espaço aberto para o trabalho solo de boa parte dos integrantes, é chegada a hora de conhecer o tão esperado sexto registro em estúdio da banda londrina: Why Make Sense? (2015).

Segundo lançamento do coletivo pelo selo Domino Records, o álbum de dez composições inéditas – e um EP de “extras” – parece seguir uma abordagem diferente em relação ao último projeto da banda. Em Huarache Lights, faixa de abertura do novo trabalho, elementos típicos da Disco Music e traços da eletrônica pós-Disclosure convivem em perfeita harmonia, resultando em um material tão recente quanto marcado pela nostalgia dos arranjos. Lançada também em clipe, Huarache Lights (o vídeo) conta com direção de Andy Knowles e imagens captadas em uma instalação do artista plástico Robert Bell.

Why Make Sense? estreia oficialmente no dia 18 de maio.

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Hot Chip – Huarache Lights

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Braids: “Miniskirt”

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Arranjos minimalistas, vozes comportadas e temas eletrônicos que parecem “esfarelar” na mente do ouvinte: se essa ainda é a sua interpretação sobre o trabalho da banda canadense Braids, talvez seja melhor pensar duas vezes. Longe do ambiente compacto explorado nos dois primeiros álbuns de estúdio, o grupo de Calgary, Canadá parece encarar o terceiro registro da carreira como uma obra de transformação, postura explícita nos quase cinco minutos de Miniskirt, primeira composição inédita do grupo desde o lançamento do ótimo Flourish // Perish, em 2012.

Primeiro exemplar do (ainda) inédito Deep In The Iris (2015), a nova composição talvez seja a melhor representação da essência musical do trio. Enquanto arranjos e batidas parecem dialogar com a obra de Aphex Twin, a voz de Raphaelle Standell-Preston assume um maior estágio de grandeza, esbarrando de forma natural no trabalho de Björk dentro de obras como Post (1995) e Homogenic (1997). Com previsão de lançamento para o dia 28 de Abril, o terceiro disco de inéditas do Braids conta com lançamento pelo selo canadense Arbutus Records.

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Braids – Miniskirt

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Madeon: “Pay No Mind” (ft. Passion Pit)

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Até o lançamento do terceiro álbum de estúdio do Passion Pit, Kindred (2015), previsto para estrear no mês de abril, Michael Angelakos e os parceiros de banda devem apresentar ao público alguns fragmentos do novo registro. Ansioso demais para o trabalho? Carece de alguma canção inédita do grupo de Massachussetts? Tudo bem, a parceria da banda com o produtor francês Madeon talvez funcione como “aperitivo”.

Intitulada Pay No Mind, a inédita composição até que poderia ser encontrada no primeiro álbum de estúdio do grupo norte-americano – Manners (2009) – se não fosse pelo “clima de Daft Punk” no melhor estilo Discovery (2001). Parte do primeiro álbum de estúdio de Madeon, a faixa de quatro minutos parece capaz de resumir a atmosfera do esperado debut, trabalho que ainda conta com a participação de membros do Foster The People e Bastille. Com lançamento pelo selo Columbia, Adventure (2015) estreia no dia 31 de março.

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Madeon – Pay No Mind (ft. Passion Pit)

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