Um dos trabalhos mais esperados do rock alternativo norte-americano, o segundo álbum de estúdio do American Football finalmente será apresentado ao público. 17 anos após a produção do elogiado primeiro disco de estúdio da banda, registro homônimo entregue ao público em setembro de 1999, Mike Kinsella, Steve Lamos, Steve Holmes e Nate Kinsella estão de volta com uma seleção de nove composições inéditas, base para o registro homônimo que será lançado no dia 21 de outubro.

Depois de apresentar as melancólicas I’ve Been Lost For So Long e Give Me The Gun, fragmentos iniciais do novo disco de inéditas, a banda está de volta com mais uma nova composição: Desire Gets In The Way. Entre melodias e arranjos que flertam com o alt. country (!), guitarras e vozes despejam uma solução de temas melancólicos. Versos espaçados que refletem o caos que invade e perturba a mente do eu lírico da composição.

American Football (2016) será lançado no dia 21/10 via Polyvinyl.

 

American Football – Desire Gets In The Way

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Dias após o lançamento de I’ve Been Lost For So Long, os integrantes do American Football estão de volta com mais uma canção inédita. Intitulada Give Me The Gun, a faixa de temas melódicos e versos costurados pelo medo parece seguir um curioso distanciamento em relação aos antigos trabalhos da banda. Transformação explícita na forma como a faixa se organiza em pequenos blocos, criando brechas para que cada instrumentos seja explorado de forma independente.

A nova composição, assim como o melancólico registro apresentado há poucas semanas, faz parte do novo disco de inéditas do grupo norte-americano. Um trabalho também homônimo e o primeiro álbum de inéditas da banda – formada por Mike Kinsella, Steve Lamos, Steve Holmes e Nate Kinsella – desde a apresentação do primeiro do elogiado debut do American Football – obra entregue ao público em setembro de 1999.

American Football (2016) será lançado no dia 21/10 via Polyvinyl.

 

American Football – Give Me The Gun

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Um dos registros mais aguardados do rock alternativo norte-americano, o segundo álbum de estúdio do American Football finalmente será lançado. 17 anos após a produção do elogiado primeiro trabalho de estúdio da banda, um registro homônimo entregue ao público em setembro de 1999, Mike Kinsella, Steve Lamos, Steve Holmes e Nate Kinsella estão de volta com uma seleção de nove composições inéditas, base para o registro homônimo que será lançado no dia 21 de outubro.

Compoisição escolhida para apresentar o novo disco, I’ve Been Lost For So Long sintetiza não apenas a essência triste que marca a obra do quarteto estadunidense, como parece dialogar de forma natural com o longo período em que a banda esteve longe do público e estúdios. Guitarras marcadas pelo movimento detalhista dos arranjos, a percussão versátil e toda uma ambientação serena que cresce e se espalha sem pressa ao longo da canção.

American Football (2016) será lançado no dia 21/10 via Polyvinyl.

American Football – I’ve Been Lost For So Long

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Artista: Não Ao Futebol Moderno
Gênero: Indie Rock, Alternative, Dream Pop
Acesse: https://umbadubarecords.bandcamp.com/

Foto: Tuany Areze

Dois anos após o lançamento do EP Onde Anda Chico Flores? (2014), obra que apresentou ao público o trabalho da Não Ao Futebol Moderno, pouco parece ter sobrevivido da essência triste que marca a sequência de seis canções produzidas pela banda gaúcha. Em Vida Que Segue (2016, Umbaduba), primeiro álbum de estúdio do coletivo de Porto Alegre, guitarras empoeiradas flutuam em meio a versos marcadas por relacionamentos tediosos, fracassos, personagens e conflitos típicos de jovens adultos.

Como indicado durante o lançamento de Cansado de Trampar, faixa escolhida para anunciar o novo disco, todos os elementos do trabalho parecem pensados de forma a emular um som parcialmente nostálgico. Se há dois anos o quarteto – formado por Felipe, Kílary, Pedro e Marco – apontava para clássicos do real emo – como a estreia do American Football e EndSerenading (1998), do Mineral –, hoje, a proposta é outra. Temas que resgatam o Jangle Pop/Pós-Punk dos anos 1980, porém, mantém firme o diálogo com o presente cenário, explorando a obra de Mac DeMarco, Real Estate e outros nomes fortes da cena norte-americana.

Um bom exemplo disso está em Janeiro. Sétima faixa do disco, a canção de guitarras e vozes arrastadas delicadamente parece confortar o ouvinte, transportado para o mesmo universo de obras recentes como Salad Days e Atlas – ambos lançados em 2014. “Olhar pra cama e ver você me faz enlouquecer / Viajar pra dentro de você / Para te conhecer melhor”, sussurra a letra enquanto a base “litorânea” da composição se espalha sem pressa, proposta também incorporada em Laços de Família.

Claro que a “mudança de direção” por parte da banda em nenhum momento interfere na construção de pequenos atos criativos que apontam para o registro apresentado há dois anos. Basta se concentrar na quinta faixa do disco, a dolorosa Saia. Enquanto os versos sufocam pela temática existencialista – “Eu sei que o que eu vou fazer vocês já fizeram antes de eu nascer / Eu só quero tentar” –, musicalmente a canção parece romper com a trilha psicodélica que inaugura o álbum, apontando de maneira explícita para o rock alternativo do final dos anos 1990.

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Artista: El Toro Fuerte
Gênero: Indie, Alternative, Emo
Acesse: https://www.facebook.com/ilfortetoro/

 

Se a gente tivesse se conhecido quando era criança e fosse brincar de ciranda na casa da sua avó será que a gente percebia que a gente se dava bem?”. A poesia nostálgica da inaugural Se A Gente Tivesse Se Conhecido indica o tom melancólico que orienta grande parte do primeiro álbum de estúdio da banda mineira El Toro Fuerte. Depois de uma sequência de composições avulsas, o delicado Um Tempo Lindo Pra Estar Vivo (2016, Bichano Records) marca a estreia do trio João Carvalho (vocais, guitarra, baixo), Gabriel Martins (bateria) e Diego Soares (baixo, guitarra, vocais).

São 10 canções marcadas pelo uso honesto de temas confessionais e existencialistas (Flagelo), histórias sobre romances fracassados (Mudança), além de um delicado passeio temático que tem início na adolescência (Se A Gente Tivesse Se Conhecido) e seque até o alvorecer da vida adulta (Quando seus pais). Uma imensa colcha de retalhos sentimentais que se espalha e envolve cada fragmento de voz presente no disco, delicado do primeiro ao último sussurro.

Íntimo do mesmo universo de artistas mineiros como Jonathan Tadeu e toda a nova geração de músicos mineiros, Um Tempo Lindo Pra Estar Vivo encanta pela forma simples como os versos parecem dialogar com os tormentos de qualquer ouvinte. “Eu já pensei / Em me mudar daqui / Eu já não ouço mais / Seu coração batendo, afinal … Eu só posso esperar / Pelo dia em que você / Acorde sozinha“, canta de forma amargurada em Mudança, uma típica canção de separação e a base de grande parte do material que se estende até a derradeira Lembrar É Como Uma Roleta Russa.

Dividido entre o presente sóbrio e um passado ainda recente, durante toda a execução do trabalho, o trio mineiro joga com a instabilidade dos sentimentos. Se em instantes o eu lírico parece sufocar pela saudade (“será que você vai lembrar de mim?”), logo em seguida, o ouvinte é mergulhado em um cenário marcado pela aceitação (“Eu não tenho mais mágoa”). Uma tumultuada exposição, confusa em grande parte das canções, porém, íntima da incerteza de qualquer personagem romântico.  

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The World Is a Beautiful Place & I Am No Longer Afraid to Die
Indie/Emo/Post-Rock
https://theworldis.bandcamp.com/

Você não precisa ter sido um adolescente emo ou vivido entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000 para entender todo esse universo de temas e obras tão características. Basta um passeio rápido pelas canções de Harmlessness (2015), segundo álbum de inéditas da banda norte-americana The World Is a Beautiful Place & I Am No Longer Afraid to Die para que todo esse universo nostálgico seja instantaneamente remontado na cabeça do ouvinte. Um convite para reviver a música explorada há uma ou mais décadas sem necessariamente fugir do presente.

Complexo em relação ao antecessor Whenever, If Ever, de 2013, o álbum de 13 faixas e mais de 50 minutos de duração soa como um reflexo do enorme time de instrumentistas que se revezam na construção de cada faixa. Nove integrantes fixos que assumem a produção em estúdio, vozes e bases instrumentais, longe da trinca baixo-guitarra-bateria completo com a utilização de arranjos de cordas, sintetizadores e percussão. Um criativo ponto de convergência que longe de parecer turbulento, ecoa delicadeza e plena concisão por parte de cada componente.   

Assim como no registro entregue há dois anos, em Harmlessness o coletivo de Willimantic, Connecticut continua a brincar com diferentes cenas e universos musicais distintos. Não se trata apenas de reverenciar o trabalho de veteranos como American Footbal, Sunny Day Real Estate e Braid, mas todo o universo de artistas (independentes) que definiram a cena norte-americana no início da década passada. Difícil passar pelas canções do disco e não lembrar de artistas como Death Cab For Cutie, Modest Mouse, Bright Eyes, Jimmy Eat World, Annuals e todo o catálogo de bandas que deram vida à trilha sonora do seriado The O.C.

Ao mesmo tempo em que o grupo estabelece uma espécie de ponte para o passado, com Harmlessness, pequenos traços de identidade definem a obra do TWIABP. São conflitos amorosos (January 10th, 2014), personagens (Willie [For Howard]) e confissões (The Word Lisa) que tingem o trabalho com um romantismo raro. Versos escancaradamente dolorosos, capazes de catapultar o ouvinte da primeira à última faixa, estreitando com naturalidade a relação entre público e banda. Afinal, quem é que não passou pelas mesmas experiências detalhadas em grande parte do disco?

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. Vocal “dramático”, no melhor estilo Sunny Day Real Estate e WU LYF, guitarras que crescem e encolhem a todo instante, emulando o pós-hardcore da década de 1990, isso sem esquecer da estranha atmosfera de “Indie-Rock-dos-anos-2000” que invade a mente do ouvinte com nostalgia, sem grandes dificuldades. Em pouco mais de três minutos de duração, incontáveis são as referências que explodem e se espalham no interior de Creature, mais recente faixa lançada pelo quarteto da cidade de Charlotte, Carolina do Norte, It Looks Sad. Uma das metades digital-single Kaiju, a canção…Continue Reading “It Looks Sad: “Creature””

. Lá se vão 14 anos desde que The Rising Tide (2000), último registro em estúdio do Sunny Day Real Estate foi apresentado. Mais antigo do que isso? Que tal Diary (1994), álbum de estreia do grupo norte-americano e registro que 20 anos de lançamento no próximo dia 10 de maio. Responsável por boa parte do encaminhamento melódico/melancólico dado ao rock alternativo na segunda metade dos anos 1990, a banda de Seattle está de volta não apenas com a turnê de celebração do elogiado debut,…Continue Reading “Sunny Day Real Estate: “Lipton Witch””

. Formada em 2001 por membros da extinta banda de rock alternativo Cap’n Jazz, mas desfeito logo no ano seguinte, a norte-americana Owls é uma das boas representantes da música Emo antes da banalização do gênero, na segunda metade dos anos 2000. Assim como nasceu e foi desfeita há mais de uma década, a banda retorna em 2014 para apresentar ao público o segundo registro da carreira: Two. Com 10 novas composições, o registro previsto para o dia 25 de Março parece seguir exatamente de…Continue Reading “Owls: “I’m Surprised…””

Por: Cleber Facchi

Emo

Divisão melódica do Post-Hardcore proposto em meados dos anos 1980, o Emocore, ou simplesmente Emo, surgiu como um ponto de separação ao que caracterizava a cena de Washington, DC no mesmo período. Dividido em pequenas ondas, o subgênero começou a tomar formas bem definidas nas mãos de grupos como Rites of Spring, ainda na década de 1980, entretanto, é com a chegada de projetos como Cap’n Jazz, Sunny Day Real Estate e Mineral, nos anos 1990, que o estilo de fato se espalhou pelos Estados Unidos. A partir dos anos 2000, por conta da popularização de grupos como Jimmy Eat World, uma nova safra de artistas passou a buscar por um resultado cada vez mais acessível e comercial, aproximação clara com o Pop Punk e a base para aquilo que Simple Plan, Good Charlotte e tantos outros artistas passaram a incorporar. Entretanto, com o presente especial nada de focar na produção recente, mas em uma seleção de dez discos fundamentais para construção conceitual da cena Emo.

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