Tag Archives: Experimental

Crystal Castles: “Frail”

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Ethan Kath não poderia ter pensado em algo melhor para provocar a ex-parceira Alice Glass do que a recém-lançada Frail. Primeira composição inédita lançada pela “banda” desde a saída da cantora, em outubro do último ano, a faixa de poucos minutos carrega na similaridade dos vocais um ataque direto contra Glass. Além da composição – a dona da voz na faixa ainda não foi revelada -, Kath desejou “sorte” à antiga parceira em um comentário, posteriormente deletado do Soundcloud, onde denuncia a “ausência” de Glass em algumas das principais canções do projeto.

“I wish my former vocalist the best of luck in her future endeavors. i think it can be empowering for her to be in charge of her own project. it should be rewarding for her considering she didn’t appear on Crystal Castles’ best known songs. (she’s not on Untrust Us. Not In Love, Vanished, Crimewave, Vietnam, Magic Spells, Knights, Air War, Leni, Lovers Who Uncover, Violent Youth, Reckless, Year of Silence, Intimate, 1991, Good Time, Violent Dreams etc.). People often gave her credit for my lyrics and that was fine, I didn’t care”.

Em se tratando da estrutura montada para a recente faixa, uma espécie de regresso aos primeiros anos do Crystal Castles. Nada do flerte com o R&B testado em III, nem as melodias limpas de II, apenas a eletrônica suja, provocativa e, de certa forma, simplista do primeiro disco do projeto, lançado em 2008. Ao que tudo indica, Kath parece “sobreviver” longe da antiga parceria, resta esperar pelo primeiro disco solo de Glass.

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Crystal Castles – Frail

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Mahmed: “Sobre A Vida Em Comunidade”

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Quem dedicar um tempo para apreciar (e comparar) o trabalho da potiguar Mahmed em Domínio das Águas e dos Céus EP (2013) com o recente Sobre A Vida Em Comunidade (2015) vai encontrar duas bandas completamente distintas. Ao mesmo tempo em que a sutileza inteligente dos arranjos e pequenos experimentos controlados transportam o disco para um cenário mágico e abstrato, pontuado de forma controlada pela psicodelia, a estrutura “torta” de cada canção logo arremessa o público para um campo turbulento, por vezes caótico, como se uma acervo de peças fossem lentamente sendo montada na própria cabeça do ouvinte.

São nove composições autorais, algumas delas – caso de Vale Das rrRosas e Shuva -, já conhecidas do público, porém, inéditas, quando observadas dentro do contexto particular que sustenta o andamento da obra. A distribuição do trabalho fica por conta do selo Balaclava Records, casa de bandas como Séculos Apaixonados, Câmera, Terno Rei e alguns dos grandes trabalhos brasileiros apresentados em 2014. Abaixo você encontra o disco para audição na íntegra.

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Mahmed – Sobre A Vida Em Comunidade

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Actress: “Bird Matrix”

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Darren J. Cunningham não para. Em uma série de três grandes discos produzidos desde o começo da presente década – Splazsh (2010), R.I.P. (2012) e Ghettoville (2014) -, o produtor britânico aproveitou o (pouco) tempo livre para investir em mais um novo projeto pelo Actress. Por enquanto, nada de um novo registro de inéditas, mas uma sequência de remixes, adaptações e versões para o trabalho de diferentes produtores dentro da série DJ-Kicks – projeto lançado pelo selo !K7 Records por onde passaram nomes como Four Tet, Gold Pand e Annie.

Em meio a passagens pelo trabalho de Autechre, Lorenzo Senni e outros produtores de sonoridade “similar”, Cunningham aproveitou para apresentar uma extensa e inédita criação: Bird Matrix. Com mais de 13 minutos de duração, a nova faixa parece seguir a trilha do último trabalho do artista, flutuando em meio a loops abafados, sintetizadores melancólicos e batidas sempre brandas. Com um total de 20 composições, o registro conta com previsão de lançamento para o dia quatro de maio deste ano. Ouça a nova composição de Actress:

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Actress – Bird Matrix

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Disco: “Levon Vincent”, Levon Vincent

Levon Vincent
Electronic/Techno/Deep House
http://uzurirecordings.com/

 

Claustrofóbico e, ao mesmo tempo, libertador. Assim é o trabalho desenvolvido no homônimo álbum de estreia de Levon Vincent. Em um diálogo preciso com a eletrônica de Berlin, onde estabeleceu residência nos últimos anos, o artista original da cidade de Nova York encontra nos experimentos da Deep House e Minimal Techno um jogo de pequenas ambientações tão acolhedoras, quanto capazes de provocar a mente do ouvinte. Uma manobra sutil, entalhada em cima de loops reciclados, porém, montados de forma a hipnotizar o ouvinte, lentamente seduzido pelas colagens do produtor.

Feito para ser ouvido sem pressa, o registro que conta com quase duas horas de duração, parece ocultar segredos de qualquer ouvinte afobado. Salve exceções, caso de For Mona, My Beloved Cat. Rest in Peace e Her Light Goes Through Everything, grande parte das canções espalhadas pelo álbum ultrapassam os seis minutos de duração, arrastando o espectador para um cenário de maquinações robóticas, bases minimalistas e beats tão flexíveis, que parece impossível fixar o trabalho de Vincent dentro de um único gênero ou cena específica.

De maneira geral, o autointitulado registro pode ser dividido em dois grupos de canções. Mesmo livre de uma separação temática calculada específica, faixas como Junkies on Hermann Street, H Woman is an Angel e Her Light Goes Through Everything utilizam da continua manipulação de ruídos como um alicerce para o campo experimental da obra. Sintetizadores sobrepostos, bases ecoadas e articulações que tropeçam de forma involuntária no mesmo Techno Dub de Andy Stott – principalmente no álbum Faith in Strangers (2014) -, além das bases densas de Darren J. Cunningham nos dois últimos discos como Actress – R.I.P. (2012) e Ghettoville (2014).

Entretanto, a beleza no trabalho de Levon se esconde nos instantes de maior “limpidez” da obra. Logo na inicial The Beginning, um resumo funcional de toda a projeção minimalista que rege parte do disco. Batidas limpas, sutis; sintetizadores aplicados de forma isolada, sem interferir no alicerce matemático das batidas; sobreposição lenta dos arranjos, como se cada elemento encaixado encontrasse um espaço para “respirar”. A mesma aplicação desse resultado se faz visível em peças como Phantom Power e Black Arm w/Wolf, músicas que crescem sem pressa, como se Vincent cercasse lentamente o ouvinte, imediatamente preso, impossibilitado de possíveis fugas. Continue reading

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Disco: “Future Brown”, Future Brown

Future Brown
Electronic/Experimental/Hip-Hop
http://futurebrown.com/

 

Uma sonoridade ampla em referências, porém, concisa. Esta talvez seja a melhor interpretação sobre o conceito que rege o homônimo álbum de estreia do Future Brown. Coletivo formado pelo produtor J-Cush – responsável pelo selo Lil City Trax -, Asma Maroof e Daniel Pineda – da dupla Nguzunguzu – e, também, pela musicista Fatima Al Qadiri, o projeto é um mosaico de ideias tão vasto, instável e experimental que, curiosamente, encontra na própria flexibilidade e pluralidade de ideias a base para um alinhamento coeso.

Da colaboração entre Maroof e Pineda – como Nguzunguzu -, é montado todo o esqueleto da obra. Um alicerce de encaixes minimalistas, fruto da utilização de batidas secas, típicas do Grime e UK Garage, além costuras eletrônicas que flertam (sem pudor) com a música negra do final dos anos 1980. Do trabalho (recente) de Al Qadiri em Asiatisch, de 2014, nascem as bases delicadas e toda a ambientação movida por sintetizadores etéreos, estrutura reforçada pelo colaborador J-Cush, possivelmente, o principal responsável pelo convite e distribuição do time de artistas que ocupam o restante da obra.

Com estrutura típica de mixtape, o registro se esquiva da apropriação de um único gênero ou fórmula. Trata-se de uma coleção de fragmentos pinçados de diferentes décadas, cenas e experimentos. Um passeio que começa pelos ensaios climáticos da Ambient Music, ainda nos anos 1970, flerta com o Lado B do Synthpop/Eletrônica na década seguinte, até mergulhar no Hip-Hop, R&B, IDM e toda uma variedade de essências que detalharam os últimos anos da década de 1990. Ao final, uma amarra complexa, moderna e íntima de cada colaborador – seja ele parte do coletivo, ou músico convidado.

Ora detalhado com suavidade, ora intenso, como uma extensão dos temas dançantes do Nguzunguzu, Future Brown é um registro que utiliza da própria esquizofrenia como uma ferramenta de sedução e constante diálogo com o ouvinte. Na primeira metade do disco, uma escadaria marcada por pequenas subidas e quedas rítmicas. Ferramenta ativa para o reforça no diálogo do quarteto com a parceira de longa data Tink, logo na inaugural Room 302 e, ainda, base para as rimas lançadas por nomes como Sicko Mobb, Shawanna e Timberlee, esta última, responsável pelo acerto no dancehall de No Apology. Continue reading

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Cozinhando Discografias: Deerhunter

A seção Cozinhando Discografias consiste basicamente em falar de todos os álbuns de um artista, ignorando a ordem cronológica dos lançamentos. E qual o critério usado então? A resposta é simples, mas o método não: a qualidade. Dentro desse parâmetro temos uma série de fatores determinantes envolvidos, que vão da recepção crítica do disco no mercado fonográfico, além, claro, dentro da própria trajetória do grupo e seus anteriores projetos. Além da equipe do Miojo Indie, outros blogs parceiros foram convidados para suas específicas opiniões sobre cada um dos trabalhos, tornando o resultado muito mais democrático.

Formado em meados de 2001 pelos amigos Bradford Cox e Moses Archuleta, e hoje completo com Lockett Pundt, Frankie Broyles e Josh McKay, o Deerhunter talvez seja o projeto mais representativo do Shoegaze/Dream Pop atual. Influenciada por veteranos como My Bloody Valentine, David Bowie, Sonic Youth e Stereolab, a banda de Atlanta, Geórgia acumula seis trabalhos de estúdio, entre eles, clássicos recentes como Microcastles (2008) e Halcyon Digest (2010). Continue reading

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Disco: “Vulnicura”, Björk

Björk
Electronic/Experimental/Female Vocalists
http://bjork.com/

O sofrimento sempre esteve diluído em cada novo registro de Björk. Seja de forma maquiada, dentro dos limites anárquicos do KUKL, ou de maneira explícita, na melancolia confessional de Unravel e All Is Full Of Love, mergulhar nos trabalhos da artista islandesa é o mesmo que sufocar em meio a tormentos sentimentais tão centrados na vida da compositora, como íntimos do próprio ouvinte. Todavia, mesmo a completa previsibilidade dos atos e emoções parece corrompida ao esbarrar nos versos amargos de Vulnicura (2014, One Little Indian). Uma peça ainda marcada pelo mesmo caráter conceitual/temático dos grandes álbuns de Björk, porém, tão honesta e liricamente explícita, que mais parece uma curva isolada dentro da trajetória da cantora.

Como um espinho doloroso, incômodo e que precisa ser arrancado, o nono álbum de estúdio de Björk foi posto para fora em pouquíssimos meses. Do anúncio (não oficial), em setembro de 2014, até o lançamento da obra, em janeiro de 2015 – forçado pelo vazamento precoce do trabalho na internet -, foram pouco mais de quatro meses, um prazo curto dentro dos padrões da cantora – em extensa turnê desde o álbum Biophilia, em 2011. O motivo de tamanha urgência? A separação de Björk e Matthew Barney, parceiro da cantora na última década e o principal tempero para a matéria-prima que explode em soluços angustiados por todo o registro.

Longe das batidas tribais lançadas em Volta (2007) ou do minimalismo eletrônico apresentado em Biophilia (2011), Vulnicura se projeta como um trabalho denso e sensível. A julgar pelo arranjo de cordas que abre o disco em Stonemilker, todo o esforço de Arca, produtor central da obra, se concentra em resgatar o mesmo clima doloroso aprimorado pela cantora a partir do clássico Post, em 1995. Batidas arrastadas, bases orquestrais e arranjos eletrônicos corroídos pela tristeza; mais do que uma simples obra de separação, Björk assume ao longo do trabalho o exorcismo dos próprios sentimentos. Uma continua extração de cada farpa, dor e tormento acumulado nos últimos anos.

Todo esse efeito doloroso resulta em uma obra hermética, como se um mesmo tema – a separação de Björk e Matthew Barney – fosse fragmentado em detalhados atos específicos. Não por acaso, diversas canções ao longo do álbum ultrapassam os limites típicos de uma música “comercial”. Faixas como Atom Dance e Family – esta última, produzida por The Haxan Cloak -, com mais de oito minutos de duração, ou mesmo a extensa Black Lake, dez instáveis minutos em que os vocais de Björk são moldados lentamente dentro do vasto campo eletrônico da composição. Continue reading

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Disco: “Panda Bear Meets the Grim Reaper”, Panda Bear

Panda Bear
Psychedelic/Experimental/Alternative
http://www.pbvsgr.com/

Vozes submersas em um lago de efeitos psicodélicos, colagens instrumentais e arranjos essencialmente excêntricos. Quem Noah Lennox está tentando enganar? Mesmo que fórmulas complexas e temas pouco “usuais” dentro dos padrões da música comercial sirvam de base para o trabalho do músico norte-americano, ao esbarrar no acervo colorido de Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015, Domino), quinto álbum do também integrante do Animal Collective como Panda Bear, todos os esforços do artista residente em Portugal se concentram no explícito diálogo com melodias típicas do pop.

Seja no refrão ascendente de Mr. Noah – a faixa mais enérgica de Lennox em carreira solo – ou pela leveza mágica de Latin Boys, cada instante do presente registro confirma a imagem de um compositor livre, acessível, ainda que experimental em essência. A julgar pela overdose de efeitos eletrônicos e projeções instrumentais inspiradas no Hip-Hop da década de 1990 – principalmente Q-Tip e A Tribe Called Quest -, este talvez seja o trabalho que o público do Animal Collective tanto esperou depois do ápice criativo alcançado em Merriweather Post Pavilion (2009).

Em construção desde o lançamento de Centipede Hz, de 2012, Panda Bear Meets the Grim Reaper – o nome é uma brincadeira com os discos de dub em parceria lançados na década de 1970 – soa como uma completa oposição aos temas propostos pelo músico em Tomboy (2011), então, último trabalho de Lennox em carreira solo. Da capa cinza – agora colorida -, passando pelo abandono de bases drone, ruídos opacos e fórmulas sóbrias, cada instante do novo trabalho se transforma em um passeio por um cenário onírico/lisérgico, talvez uma versão menos “caseira” do mesmo Panda Bear oficialmente apresentado em Person Pitch (2007).

Embora irônico, o conceito de parceria – entre “Panda Bear e a Morte” – que rege todo o disco está longe de parecer uma brincadeira. Tão presente quanto o próprio Lennox, Peter “Sonic Boom” Kember ultrapassa a função de produtor da obra, garantindo o movimento e presença necessária para o crescimento das canções. Colaborador desde o álbum de 2011, o ex-Spacemen 3 aos poucos afasta Panda Bear da zona de conforto criada ao lado dos parceiros do Animal Collective, invadindo o território da música negra – vide o sample de Ashley’s Roachclip em Crosswords -, além do constante reciclar de elementos da música clássica em faixas como a delicada Tropic Of Cancer. Continue reading

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Purity Ring: “Begin Again”

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Com o lançamento da inédita Push Pull, em dezembro do último ano, Corin Roddick e Megan James entregaram ao público as primeiras pistas em relação ao sucessor de Shrines (2012), elogiado registro de estreia da dupla como Purity Ring. Poucas semanas depois, a também inédita Begin Again reforça o novo compromisso do casal canadense, cada vez mais inclinado ao uso de melodias pop, porém, ainda imersos no ambiente onírico de vozes e batidas flutuantes testadas durante o primeiro disco.

Ao mesmo tempo em que a voz de James se espalha confortável em meio a arranjos típicos do R&B e pop dos anos 1990, Roddick continua a explorar diferentes fórmulas, esbarrando vez ou outra no mesmo ambiente de Clams Casino e outros artistas próximos da mesma cena Instrumental Hip-Hop. Instantes de leveza alternados com beats grandiosos, premissa testada no single anterior, porém, aprimorada somente agora.

Assim como o último lançamento, Begin Again é parte do novo álbum de estúdio da dupla, Another Eternity (2015), registro de 10 faixas que conta com distribuição pelo selo 4AD e lançamento previsto para o dia três de março.

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Purity Ring – Begin Again

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Panda Bear: “Boys Latin”

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Com o lançamento de Mr Noah EP (2014) há poucos meses, Noah Lennox revelou ao público parte dos conceitos que devem sustentar Panda Bear Meets the Grim Reaper (2015), o quinto registro solo do músico como Panda Bear. Em busca de novidade, Lennox, também integrante da banda Animal Collective, deixa de lado a sonoridade em “preto e branco” explorada em Tomboy (2011) para investir em uma série de ambientações eletrônicas, estrutura ampliada em cada uma das quatro composições do recente trabalho.

Em Boys Latin, uma das 13 faixas que abastecem o (ainda) inédito registro, Panda Bear não apenas reforça a base eletrônica que vem desenvolvendo nos últimos meses, como ainda flerta com o pop. Enquanto os vocais crescem como uma espécie de mantra, o uso de arranjos quase dançantes invadem o mesmo território de Doin’ it right, parceria com Daft Punk em Random Access Memories (2013). Para a divulgação do novo single, Lennox convidou os diretores Isaiah Saxon e Sean Hellfritsch, membros pela produtora Encyclopedia Pictura e responsáveis pela belíssima animação que acompanha o trabalho.

Agendado para o dia 13 de janeiro,Panda Bear Meets the Grim Reaper conta com distribuição pelo selo Domino Records.

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Panda Bear – Boys Latin

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