Tag Archives: Experimental

Resenha: “The Glowing Man”, Swans

Artista: Swans
Gênero: Experimental, Pós-Rock, Pós-Punk
Acesse: https://www.facebook.com/SwansOfficial/

 

Seis anos após o lançamento de My Father Will Guide Me up a Rope to the Sky (2010), obra que deu fim ao longo hiato que silenciou o Swans na segunda metade dos anos 1990, Michael Gira e o imenso time de colaboradores continuam a surpreender o público em estúdio. Com a chegada de The Glowing Man (2016, Young God / Mute), 14º álbum de inéditas da banda estadunidense, Gira finaliza uma coleção de faixas que delicadamente transportam o ouvinte para dentro de um universo marcado pela violência, isolamento, amor e completa angústia.

Último registro da presente “encarnação” da banda, o álbum que conta com oito canções inéditas e quase duas horas de duração assume um caminho parcialmente distinto em relação aos antecessores The Seer (2012) e To Be Kind (2014). Livre do experimentalismo ruidoso que marca o trabalho lançado há dois anos, ou mesmo das ambientações góticas do álbum de 2012, Gira se concentra na produção de um som essencialmente arrastado, climático e visivelmente apoiado na repetição das vozes e arranjos. Um turbilhão de experiências que inicia de forma acolhedora em Cloud of Forgetting, porém, se encerra de maneira completamente instável na derradeira Finally, Peace.

De essência épica, The Glowing Man trata cada composição como uma espécie de obra completa. Um jogo de vozes e arranjos instrumentais marcados, por vezes cênicos, como se cada ruído tivesse um objetivo específico no interior do disco. “O equivalente musical de Ben-Hur juntamente com Ran, de [Akira] Kurosawa”, comparou Gira em entrevista à Mojo. Ainda que pareça desproporcional a colocação do músico, sobrevive no interior de cada faixa um mundo de histórias, personagens e sentimentos conflitantes que facilmente servem de ponte para a imediata aproximação do ouvinte.

São referências religiosas, como na jazzística The World Looks Red/The World Looks Black – “Follow the Sleeper Man / Follow the Maker Man / Follow the Keeper Man / Follow the Leaver Man” –; canções centradas em personagens, caso da perturbadora Frankie M.; além de composições marcadas pelo uso de referências marcadas pelo ocultismo, drogas e paisagens pós-apocalípticas. Interessante notar como todos esses elementos – referências literárias, poéticas e até versos confessionais – se amarram de forma coesa no interior da obra. Uma versão controlada do mesmo som caótico apresentado em To Be Kind. Continue reading

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Sigur Rós: “Óveður” (VÍDEO)

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A temática sombria assumida pelo Sigur Rós em Kveikur, de 2013, continua a servir de inspiração para a banda islandesa. Em Óveður, primeira composição inédita do trio Jónsi Birgisson, Georg Hólm e Orri Páll Dýrason em três anos, a lenta construção dos arranjos encaminha o ouvinte para dentro de uma das composições mais dolorosas e sufocantes toda a discografia da banda. Uma tempestade como o título fa faixa indica. Ruídos eletrônicos, guitarras etéreas e a doses controladas de distorção que mais uma vez transportam a banda para um território parcialmente renovado.

Lançada para anunciar a nova turnê do grupo islandês pela Europa e Estados Unidos, Óveður ainda conta com uma parceria do grupo com o diretor Jonas Åkerlund, responsável pelo clipe da canção. Mais conhecido pelos trabalhos em parceria com cantoras como Madonna e Lady Gaga, no vídeo, Åkerlund acompanha a singularidade de uma desabrigada em diferentes locações da Islândia, finalizando o clipe com uma forte carga de subjetividade e elementos oníricos.

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Sigur Rós – Óveður

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Resenha: “Arco & Flecha”, Iara Rennó

Artista: Iara Rennó
Gênero: Rock, Alternative, Experimental
Acesse: http://iararenno.com/

 

Três anos após o lançamento de Iara (2013), obra que cobriu com guitarras o trabalho de Iara Rennó, a cantora e compositora paulistana está de volta não com um, mas dois álbuns repletos de composições inéditas. De um lado, a crueza e feminilidade do elétrico Arco, obra de nove canções assumidas em parceria com um time de mulheres que ocupam os versos e instrumentos do trabalho. No outro oposto, o complementar Flecha, disco que abraça a MPB e mostra a colaboração entre Rennó e um grupo de cantores, músicos e compositores em uma sequência de outras nove músicas.

Com Mama-me como faixa de abertura do primeiro disco, Rennó indica a forte sexualidade e temática do empoderamento feminino que ocupa grande parte das composições em Arco. “Sonha que me despe / E a festa acontece / Sem roupa nem confete / Só carne“, canta enquanto as guitarras e um jogo sujo de sintetizadores crescem ao fundo da canção. Uma espécie de preparativo para o agressivo jogo de palavras que abastece músicas como Corpo Selvagem e Vulva Viva, fragmentos extraídos do livro de poemas eróticos Língua Brasa Carne Flor, estreia literária de Rennó, além músicas que dialogam de forma explícita com a sonoridade crua, essencialmente caótica, que abastece o último álbum da cantora.

De fato, a semelhança com o som produzido em Iara é enorme. Do uso pulsante da voz em Instante ao completo descontrole das guitarras em Meus Vãos, instrumento que passeia livremente durante toda a obra, Rennó faz de Arco uma madura continuação do trabalho entregue há três anos. São quase 30 minutos em que a cantora se desdobra na construção dos arranjos e vozes, abrindo espaço para a precisa interferência da dupla Mariá Portugal (bateria/mpc) e Maria Beraldo Bastos (clarone), principais colaboradoras do trabalho e personagens fundamentais para a produção de um som essencialmente cru, urgente, completo oposto do material que detalha as canções do complementar Flecha.

Livre do minimalismo que orienta as canções de Arco, Rennó faz da segunda metade do trabalho – o lado “masculino” -, uma obra marcada pelas texturas e ritmos. Em parceria com a cantora, um time formado por Curumin (bateria, teclado, mpc e produção), Maurício Badé (percussão), Lucas Martins (baixo e violão), Gustavo Cabelo (guitarra), Maurício Fleury (teclados), Daniel Gralha (trompete e fluguelhorn) e Cuca Ferreira (sax barítono). O resultado não poderia ser outro: uma explosão de cores, vozes, texturas e instrumentos. De forma autoral, um curioso regresso ao mesmo universo de referências exploradas nas canções do DonaZica, antigo projeto de Rennó em parceria com Anelis Assumpção e Andréia Dias. Continue reading

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BadBadNotGood: “Lavender” (Ft. Kaytranada)

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Para o lançamento de 99.9% (2016), Kaytranada decidiu convidar um time de vozes e produtores vindos de diferentes cenas musicais ao redor do mundo. Entre as faixas geradas em parcerias que abastecem o bem-sucedido registro, Weight Off, faixa que conta com a presença do coletivo canadense BadBadNotGood. Do mesmo encontro entre o produtor estadunidense e a banda de Toronto nasce a recém-lançada Lavender, faixa que integra o novo álbum de estúdio do BBNG, IV (2016).

Mergulhada no mesmo universo sombrio de Time Moves Slow, delicada parceria com Sam Harrington, vocalista do Future Islands, a nova faixa joga com o minimalismo dos arranjos e pequenas interferências instrumentais de cada colaborador. Batidas climáticas, o sintetizador vivo de Kaytranada, a base soturna que sutilmente ocupa todo o fundo da composição. Elementos timidamente sobrepostos, capazes de sufocar o ouvinte aos poucos.

IV (2016) será lançado no dia 08/07 pelo selo Innovative Leisure.

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BadBadNotGood – Lavender (Ft. Kaytranada)

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Formafluida: “Linha Reta”

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Linha Reta (2016), esse é o nome do mais recente EP do projeto paulistano Formafluida. Comandado pelo produtor Lucas Dimitri, também responsável pelo ótimo Jungleworks, o trabalho de quatro faixas se espalha em meio a experimentos, batidas e vozes típicas dos trabalhos assinados por estrangeiros como Caribou e Bonobo. Uma coleção ilimitada de ideias e temas instrumentais anteriormente testados em outros lançamentos do artista.

Trabalho mais “pop” de Dimitri até aqui, o registro sustenta nos versos em português um evidente distanciamento em relação ao trabalho de outros produtores locais. Entretanto, está na “instrumental” Serana, terceira faixa do disco e canção anteriormente apresentada pelo produtor, o grande destaque do novo EP. Para aqueles que se interessarem pelo projeto, no soundcloud do Formafluida é possível ouvir outras canções assinadas pelo produtor.

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Formafluida – Linha Reta

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Resenha: “Lado Turvo, Lugares Inquietos”, maquinas

Artista: maquinas
Gênero: Alternative, Experimental, Post-Rock
Acesse: https://maquinas.bandcamp.com/

Fotos: Taís Monteiro / Breno Baptista / Flavio Benevides

Lado Turvo, Lugares Inquietos. Não é difícil se perder no interior das canções produzidas pelo grupo cearense maquinas. Dos versos descritivos, lamúrias e histórias que movimentam a obra, passando pela densa base atmosférica que se espalha do primeiro ao último ato de cada composição, todos os elementos que abastecem o obscuro registro parecem pensados de forma cercar e sufocar o ouvinte. Um cenário melancólico, essencialmente caótico e sujo como o próprio título do álbum parece indicar.

A TV sempre ligada / Minha cama desfeita / E eu me sinto bem / No mundo que eu criei“, confessa a voz arrastada da inaugural Quarto Mudo enquanto uma rica tapeçaria instrumental cresce lenta e delicadamente. São pouco mais de 10 minutos de ruídos, sobreposições etéreas e distorções que preparam o terreno para o restante da obra. Um acervo econômico, propositadamente restrito, porém, atrativo pela forma como cada composição revela ao público um mundo de detalhes e fórmulas instáveis.

Aos comandos de Allan Dias (voz/baixo), Roberto Borges (voz/guitarras), Samuel Carvalho (voz/guitarras/samples) e Ricardo Guilherme Lins (bateria), Lado Turvo, Lugares Inquietos se revela como uma extensão segura do trabalho produzido pela banda no homônimo EP de 2014. Trata-se de uma obra que precisa ser explorada com atenção. Ao fundo de cada música, um mundo de texturas ruidosas, diálogos e vozes que dialogam com a lenta base instrumental produzida pelo quarteto.

Um bom exemplo disso está na versátil manipulação dos arranjos em Zolpidem. Velha conhecida do público fiel da banda, a canção originalmente apresentada em junho do último ano se parte em diferentes atos e variações rítmicas, crescendo e encolhendo durante pouco mais de nove minutos. Enquanto os versos surgem de forma declamada – “E a luz começava a cair de novo / Mas não era dia nem era noite” –, uma chuva de guitarras cobre todo o fundo da canção, mergulhando no mesmo som climático de artistas como Mogwai e Explosions In The Sky. Continue reading

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Resenha: “The Triad”, Pantha du Prince

Artista: Pantha du Prince
Gênero: Electronic, Experimental, Minimal Techno
Acesse: http://www.panthaduprince.com/

 

Com a chegada de Black Noise, em fevereiro de 2010, Hendrik Weber fez dos dois primeiros álbuns como Pantha du Prince – Diamond Daze (2004) e This Bliss (2007) – meros esboços criativos. Ideias que serviram de base para composições delicadas como Bohemian Forest e Lay in a Shimmer. Seis anos após o lançamento do elogiado registro, o produtor alemão está de volta ao mesmo terreno conceitual, fazendo do recém-lançado The Triad (2016, Rough Trade) uma extensão acessível do material entregue há mais de meia década.

Música de abertura do disco, The Winter Hymn carrega na sutileza dos vocais um forte indicativo da estrutura descomplicada que orienta grande parte das canções. Enquanto Weber e o parceiro Scott Mou – aqui apresentado pelo nome de Queens – brincam com o mesmo som delicado que marca as canções de Black Noise, uma fina tapeçaria de vozes se espalha lentamente, ocupando as pequenas brechas e ruídos eletrônicos criados pela dupla.

A mesma sutileza volta a se repetir em faixas como In a Open Space e na derradeira Wallflower for Pale Aaints. Mais do que um refúgio para a voz, as duas canções, também assinadas em parceria com Queens, mostram a capacidade de Weber em inserir novos instrumentos e temas além da base eletrônica do trabalho. Um dedilhado tímido, os sintetizadores brandos, melodias delicadas que crescem e encolhem a todo segundo. Mais do que uma extensão do trabalho lançado há seis anos, um álbum marcado por instantes de ineditismo.

Obra de colaborações, The Triad parece replicar grande parte do conceito explorado por Weber e os parceiros do coletivo The Bell Laboratory em Elements of Light, de 2013. São músicos, produtores e vozes que acabam ocupando grande parte do trabalho, vide a experimental Lions Love, assinada em parceria com Joachim Schultz, ou mesmo a Islands In The Sky, parceria com Bendik HK e um soturno diálogo entre o minimal techno de Pantha du Prince com elementos do pós-punk. Continue reading

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Metá Metá: “Corpo Vão” / “Mano Légua”

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Quatro anos após o lançamento de Metal Metal (2012), a colisão de ideias continua sendo a base do material produzido por Thiago França, Kiko Dinucci e Juçara Marçal. Das apresentações ao vivo, sempre intensas, aos desdobramentos em carreira solo e projetos paralelos de cada integrante da banda – como Encarnado (2014), Passo Torto (2015) e a Charanga do França (2016) –, referências, vozes e sonoridades costuram cada movimento do trio paulistano.

Primeiro exemplares do novo álbum de estúdio do grupo, MM3 (2016) – obra prevista para o segundo semestre –, Corpo Vão e Mano Légua carregam na leveza dos arranjos um mundo de novas possibilidades para o trabalho da banda. A bateria de Sergio Machado, o baixo pontual de Marcelo Cabral, instrumentos sempre complementares ao embate gerado entre a voz, saxofone e guitarras do trio. Em entrevista ao site da Red Bull, onde as canções foram lançadas, França conta alguns “segredos” sobre a gravação do novo álbum.

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Metá Metá – Corpo Vão

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Metá Metá – Mano Légua

 

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Resenha: “Under The Sun”, Mark Pritchard

Artista: Mark Pritchard
Gênero: Electronic, Ambient, Experimental
Acesse: http://markprtchrd.com/

 

Harmonic 33, Africa Hitech, Troubleman, Link, Global Communication e todo um catálogo de remixes produzidos para nomes como Amy Winehouse, Aphex Twin, Radiohead e Depeche Mode. Em mais de duas décadas de atuação, esses são alguns dos projetos assumidos pelo produtor inglês Mark Pritchard. Dono de uma sequência de obras assinadas em parceria com diferentes produtores da cena britânica, Pritchard encontra no recém-lançado Under The Sun (2016, Warp), novo álbum em carreira solo, uma delicada extensão do mesmo acervo de obras colaborativas.

Fruto dos experimentos e temas atmosféricos de Pritchard, cada composição do presente disco busca conforto em um material essencialmente detalhista, tímido, como se todos os elementos – vozes, batidas, harmonias e samples – fossem apresentados ao público em pequenas doses. Uma completa fuga do conceito dançante, por vezes eufórico, explorado nos últimos cinco anos pelo produtor – em geral, responsável por trabalhos voltados ao Hip-Hop, grime e pós-dubstep.

Atento e sem pressa, Pritchard desenvolve cada composição de forma isolada, minuciosa. Basta observar a forma como os sintetizadores são lentamente sobrepostos na inaugural ?, música que flutua entre os temas cinematográficos de Brian Eno e as guitarras do austríaco Fennesz. São quase 70 minutos de duração, tempo suficiente para que Pritchard se aprofunde em criações alongadas, como Ems, e ainda desenvolva faixas mais curtas, caso da efêmera Hi Red.

Mesmo encarado como um produto do isolamento criativo de Pritchard, em diversos momentos do trabalho, diferentes vozes e interferências surgem para ocupar as paisagens instrumentais criadas pelo produtor. São artistas como Beans na declamada The Blind Cage, o conterrâneo Bibio em Give It Your Choir e a cantora Linda Perhacs na acústica You Wash My Soul. Nada que se compare ao trabalho gerado em parceria com Thom Yorke em Beautiful People. Continue reading

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Resenha: “Will”, Julianna Barwick

Artista: Julianna Barwick
Gênero: Experimental, Ambient, Dream Pop
Acesse: http://www.juliannabarwick.com/

 

É impressionante a forma como Julianna Barwick parece explorar um universo completamente novo a cada registro de inéditas. Do som “florestal” que marca o primeiro trabalho da cantora, The Magic Place, lançado em 2011, passando pelas melodias inebriantes de Nepenthe, obra de 2013, cada álbum assinado pela musicista norte-americana se revela de forma sutil ao ouvinte, convidado a experimentar o delicado conjunto de vozes e melodias orquestradas de forma sempre detalhista pela compositora.

Em Will (2016, Dead Oceans), primeiro trabalho desde o curioso Rosabi EP (2014), obra que serviu para apresentar a marca de cerveja da cantora, um delicado recomeço. De essência experimental, o álbum assume um leve distanciamento em relação aos dois últimos registros de Barwick, revelando ao público um catálogo de sintetizadores climáticos, o uso controlado de arranjos orquestrais e composições assinadas em parceria com diferentes nomes da cena norte-americana.

Trabalho mais “instável” de toda a discografia de Barwick, o registro de apenas nove faixas mostra o esforço da cantora em explorar novos territórios a cada curva do disco. Primeira canção a ser apresentada ao público, Nebula talvez funcione como um indicativo do material que invade o restante do disco. Ainda que a voz angelical da artista se faça presente do primeiro ao último ato da composição, está no uso do sintetizador o principal componente da canção, uma espécie de ponte para a New Age dos anos 1970.

Quarta faixa do disco, Same, parceria com o músico Thomas Arsenault, do projeto canadense Mas Ysa, é outra composição que reforça a transformação de Barwick dentro do presente disco. São quase cinco minutos em que a voz da cantora se dissolve como uma delicada peça instrumental, colidindo lentamente com a soma de harmonias eletrônicas assinadas pelo parceiro de estúdio. Uma versão futurística do mesmo material apresentado há cinco anos em The Magic Place. Continue reading

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