Tag Archives: Experimental

Metá Metá: “Corpo Vão” / “Mano Légua”

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Quatro anos após o lançamento de Metal Metal (2012), a colisão de ideias continua sendo a base do material produzido por Thiago França, Kiko Dinucci e Juçara Marçal. Das apresentações ao vivo, sempre intensas, aos desdobramentos em carreira solo e projetos paralelos de cada integrante da banda – como Encarnado (2014), Passo Torto (2015) e a Charanga do França (2016) –, referências, vozes e sonoridades costuram cada movimento do trio paulistano.

Primeiro exemplares do novo álbum de estúdio do grupo, MM3 (2016) – obra prevista para o segundo semestre –, Corpo Vão e Mano Légua carregam na leveza dos arranjos um mundo de novas possibilidades para o trabalho da banda. A bateria de Sergio Machado, o baixo pontual de Marcelo Cabral, instrumentos sempre complementares ao embate gerado entre a voz, saxofone e guitarras do trio. Em entrevista ao site da Red Bull, onde as canções foram lançadas, França conta alguns “segredos” sobre a gravação do novo álbum.

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Metá Metá – Corpo Vão

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Metá Metá – Mano Légua

 

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Resenha: “Under The Sun”, Mark Pritchard

Artista: Mark Pritchard
Gênero: Electronic, Ambient, Experimental
Acesse: http://markprtchrd.com/

 

Harmonic 33, Africa Hitech, Troubleman, Link, Global Communication e todo um catálogo de remixes produzidos para nomes como Amy Winehouse, Aphex Twin, Radiohead e Depeche Mode. Em mais de duas décadas de atuação, esses são alguns dos projetos assumidos pelo produtor inglês Mark Pritchard. Dono de uma sequência de obras assinadas em parceria com diferentes produtores da cena britânica, Pritchard encontra no recém-lançado Under The Sun (2016, Warp), novo álbum em carreira solo, uma delicada extensão do mesmo acervo de obras colaborativas.

Fruto dos experimentos e temas atmosféricos de Pritchard, cada composição do presente disco busca conforto em um material essencialmente detalhista, tímido, como se todos os elementos – vozes, batidas, harmonias e samples – fossem apresentados ao público em pequenas doses. Uma completa fuga do conceito dançante, por vezes eufórico, explorado nos últimos cinco anos pelo produtor – em geral, responsável por trabalhos voltados ao Hip-Hop, grime e pós-dubstep.

Atento e sem pressa, Pritchard desenvolve cada composição de forma isolada, minuciosa. Basta observar a forma como os sintetizadores são lentamente sobrepostos na inaugural ?, música que flutua entre os temas cinematográficos de Brian Eno e as guitarras do austríaco Fennesz. São quase 70 minutos de duração, tempo suficiente para que Pritchard se aprofunde em criações alongadas, como Ems, e ainda desenvolva faixas mais curtas, caso da efêmera Hi Red.

Mesmo encarado como um produto do isolamento criativo de Pritchard, em diversos momentos do trabalho, diferentes vozes e interferências surgem para ocupar as paisagens instrumentais criadas pelo produtor. São artistas como Beans na declamada The Blind Cage, o conterrâneo Bibio em Give It Your Choir e a cantora Linda Perhacs na acústica You Wash My Soul. Nada que se compare ao trabalho gerado em parceria com Thom Yorke em Beautiful People. Continue reading

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Resenha: “Will”, Julianna Barwick

Artista: Julianna Barwick
Gênero: Experimental, Ambient, Dream Pop
Acesse: http://www.juliannabarwick.com/

 

É impressionante a forma como Julianna Barwick parece explorar um universo completamente novo a cada registro de inéditas. Do som “florestal” que marca o primeiro trabalho da cantora, The Magic Place, lançado em 2011, passando pelas melodias inebriantes de Nepenthe, obra de 2013, cada álbum assinado pela musicista norte-americana se revela de forma sutil ao ouvinte, convidado a experimentar o delicado conjunto de vozes e melodias orquestradas de forma sempre detalhista pela compositora.

Em Will (2016, Dead Oceans), primeiro trabalho desde o curioso Rosabi EP (2014), obra que serviu para apresentar a marca de cerveja da cantora, um delicado recomeço. De essência experimental, o álbum assume um leve distanciamento em relação aos dois últimos registros de Barwick, revelando ao público um catálogo de sintetizadores climáticos, o uso controlado de arranjos orquestrais e composições assinadas em parceria com diferentes nomes da cena norte-americana.

Trabalho mais “instável” de toda a discografia de Barwick, o registro de apenas nove faixas mostra o esforço da cantora em explorar novos territórios a cada curva do disco. Primeira canção a ser apresentada ao público, Nebula talvez funcione como um indicativo do material que invade o restante do disco. Ainda que a voz angelical da artista se faça presente do primeiro ao último ato da composição, está no uso do sintetizador o principal componente da canção, uma espécie de ponte para a New Age dos anos 1970.

Quarta faixa do disco, Same, parceria com o músico Thomas Arsenault, do projeto canadense Mas Ysa, é outra composição que reforça a transformação de Barwick dentro do presente disco. São quase cinco minutos em que a voz da cantora se dissolve como uma delicada peça instrumental, colidindo lentamente com a soma de harmonias eletrônicas assinadas pelo parceiro de estúdio. Uma versão futurística do mesmo material apresentado há cinco anos em The Magic Place. Continue reading

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Resenha: “A Moon Shaped Pool”, Radiohead

Artista: Radiohead
Gênero: Alternative, Experimental, Psychedelic
Acesse: http://www.radiohead.com/

 

Apenas não vá embora
Não vá embora
O verdadeiro amor espera
Em sótãos assombrados

Originalmente apresentada em 1995, durante a turnê de lançamento do álbum The Bends e, posteriormente, registrada como parte da coletânea ao vivo I Might Be Wrong: Live Recordings (2001), a derradeira True Love Waits nasce como o símbolo do novo registro de estúdio do Radiohead. Sucessor do eletrônico The King of Limbs (2011), A Moon Shaped Pool (2016, XL) chega ao público como uma obra segura, essencialmente precisa. Um regresso (in)voluntário ao imenso acervo de composições e temas instrumentais produzidos pelo quinteto inglês nas últimas duas décadas.

Das 11 faixas que recheiam o disco, pelo menos seis foram executadas em apresentações ao vivo ou exploradas em diferentes fases e projetos do grupo inglês. Escolhida para a abertura do disco, Burn The Witch, por exemplo, teve fragmentos da própria letra publicados na contracapa do álbum Hail To The Thief, de 2003. A mesma canção ainda foi objeto de discussão entre os integrantes durante as sessões de Kid A (2001) e In Rainbows (2007), sendo finalizada há poucos meses. Mesmo ancorado no passado, A Moon Shaped Pool está longe de parecer uma preguiçosa reciclagem de conceitos antigos. Prova disso está na busca do quinteto por uma som remodelado, orquestral, estímulo para a série de colaborações com os músicos da London Contemporary Orchestra.

Se há cinco anos The King of Limbs nascia como uma continuação do material produzido por Thom Yorke em carreira solo, ao visitar faixas como Glass Eyes e True Love Waits é fácil perceber o interesse da banda pela carreira solo do guitarrista Jonny Greenwood. Uma delicada tapeçaria de vozes e sons atmosféricos, por vezes oníricos. Não por acaso, Paul Thomas Anderson, cineasta que convidou Greenwood a produzir a trilha sonora de filmes como There Will Be Blood (2007) e The Master (2012) assume a direção do delicado clipe de Daydreaming.

A mesma sutileza empregada na construção dos arranjos ainda serve de estímulo para a projeção dos versos que lentamente dançam no interior do trabalho. Letras sufocadas por temas existencialistas – “nós estamos felizes apenas em servir”–, relacionamentos fracassados – “Corações partidos fazer chover / Corações partidos”–, medos – “Amor, venha até mim antes que seja tarde demais” – e declarações de amor angustiadas – “Apenas não vá / Não vá”. Uma fuga parcial dos temas políticos que sempre acompanharam a banda, preferência que faz do registro um dos trabalhos mais delicados e intimistas de toda a discografia do grupo britânico. Continue reading

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Julianna Barwick: “Same” (VÍDEO)

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Ainda que a voz continue servindo como principal “instrumento” de atuação para Julianna Barwick, desde o lançamento de Nepenthe, em 2013, a cantora e compositora norte-americana vem buscando por novas possibilidades em estúdio. Prova disso está na apresentação de Nebula, primeiro single do novo álbum de estúdio da artista, Will (2016), e um evidente recomeço dentro da carreira de Barwick, cada vez mais íntima do som etéreo e experimentos que abasteceram a música ambiental dos anos 1970.

Em Same, composição também pensada para o novo álbum de inéditas, Barwick e o convidado Thomas Arsenault, do projeto canadense Mas Ysa, criam uma faixa que parece crescer lentamente, carregada de detalhes e nuances de vozes. Uma sobreposição de ruídos, bases atmosféricas e sintetizados que tentam delicadamente ocultar uma letra marcada por sentimentos obscuros e os tradicionais versos alongados que marcam a carreira da cantora. Para o clipe da composição, Barwick convidou a conceituada Zia Anger, parceira em outros projetos e diretora que já trabalhou com nomes como Angel Olsen e Mitski.

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Julianna Barwick – Same (ft. Mas Ysa)

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Resenha: “The Colour In Anything”, James Blake

Artista: James Blake
Gênero: Soul, R&B, Electronic
Acesse: http://jamesblakemusic.com/

 

Livre dos experimentos e da eletrônica torta explorada no primeiro registro de estúdio, em 2013, com o lançamento de Overgrown, James Blake abraçou de vez a relação com o soul/R&B. Do canto melancólico que cresce em músicas como Retrograde e Life Round Here ao uso delicado das batidas e vozes, cada faixa do segundo álbum de inéditas do cantor e produtor britânico confirma a busca por um som descomplicado, acessível aos mais variados públicos, preferência que se reforça com o terceiro e mais recente trabalho do produtor, o extenso The Colour in Anything (2016, 1-800 Dinosaur / Polydor).

Produzido em um intervalo de dois anos, entre 2014 e 2016, o registro de 17 faixas e quase 80 minutos de duração chega até o público como o trabalho mais sensível, maduro e intimista de Blake. A cada curva do trabalho, um novo lamento solitário. Versos que mergulham em conflitos sentimentais (Love Me in Whatever Way), declarações de amor (Always) e tormentos (My Willing Heart) que confirmam a versatilidade do jovem artista -– possivelmente o maior soulman britânico da presente década.

Em boa fase – Drake e Beyoncé estão entre os artistas com quem Blake trabalhou recentemente –, o produtor encara The Colour in Anything como uma obra de limites bem definidos, por vezes claustrofóbica. Do uso “instrumental” da voz -– base de grande parte das canções –, passando pela inserção de ruídos atmosféricos e pianos marcados pelo completa melancolia dos temas – vide Modern Soul –, cada uma das 17 faixas do disco parecem afogadas dentro de uma mesma base sorumbática. A constante sensação de que Blake decidiu ampliar o som inicialmente testado em músicas como Digital Lion e Vouyer do trabalho anterior.

Ao mesmo tempo em que estabelece as regras para a produção de um material conceitualmente restrito, sufocante, curioso notar como Blake brinca com as possibilidades em diversas canções ao longo da obra. Em Timeless, por exemplo, bases e batidas inicialmente contidas se abrem para a interferência direta de sintetizadores propositadamente instáveis e dançantes. Sétima faixa do disco, I Hope My Life – 1-800 Mix é outra que transita pelo mesmo terreno, costurando temas eletrônicos que poderiam facilmente ser encontrados nos primeiros singles do artista. Continue reading

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Resenha: “99.9%”, Kaytranada

Artista: Kaytranada
Gênero: Electronic, Experimental, Hip-Hop
Acesse: https://soundcloud.com/kaytranada

 

De composições feitas sob encomenda para Katy B (Honey) e Azealia Banks (Along the Coast), passando pela série de remixes para nomes como M.I.A. (Bad Girls), Disclosure (January) e até Janet Jackson (Alright), Louis Kevin Celestin passou a última meia década explorando diferentes campos da música eletrônica, pop e Hip-Hop. Produtor responsável pelo projeto Kaytranada, o artista de origem haitiana encontra no primeiro álbum de estúdio a possibilidade de expandir a própria sonoridade.

Com faixas produzidas entre 2014 e 2016, 99.9% (2016, XL) mostra a capacidade de Celestin em brincar com diferentes gêneros e até mesmo cenas musicais sem necessariamente perder o controle da própria obra. Em cada uma das 15 músicas que preenchem o disco, um curioso ziguezaguear de experiências, como se o produtor testasse os próprios limites. Canções que brincam com as rimas (Drive Me Crazy), vozes (Together) e arranjos (Weight Off) de forma sempre volátil, curiosa.

Frequentemente comparado com nomes como Flying Lotus, Teebs e outros produtores de peso do atual cenário norte-americano, Kaytranada usa do trabalho como uma ferramenta inteligente de construção da própria identidade musical. Em um sentido oposto ao som abstrato/etéreo produzido por diferentes representantes do estilo – principalmente Steven Ellison –, Celestin abraça de forma explícita a construção de um som linear, preciso, como se o disco todo fosse pensado como base para a voz de outros artistas.

Não por acaso, grande parte do disco se abre para a interferência direta de um time imenso de convidados. Nomes como AlunaGeorge (Together), Vic Mensa (Drive Me Crazy), Anderson .Paak (Glowed Up) e o grupo sueco Little Dragon (Bullets). Difícil escapar da assertiva colaboração entre Kaytranada e a novata Shay Lia em Leave Me Alone. Enquanto o produtor testa referências, indo de beats experimentais ao uso de temas dançantes, íntimos da cena britânica, a convidada parece ocupar todas as brechas da canção, espalhando um canto limpo, sedutor. Continue reading

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Forest Swords: “Shrine”

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Três anos após o lançamento do atmosférico Engravings – um dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2016 –, o produtor britânico Matthew Barnes está de volta com um novo e inusitado projeto. Trata-se do recém-lançado Shrine, uma trilha sonora feita sob encomenda do projeto Boiler Room para um espetáculo de dança coreografado por Carmel Koster e que conta com a performance do bailarino Owen Ridley-Demonick.

São seis composições inéditas em que Barnes abandona temporariamente o uso da guitarra – principal componente explorado desde o “debut” Dagger Paths, de 2010 –, para se concentrar no uso de samples e manipulações utilizando o corpo humano. Vozes, a respiração, ruídos e batidas, o simples toque na pele se transforma nas mãos do artista inglês. Todo o material – além de outros registros de Barnes – está disponível para audição gratuita pelo bandcamp do produtor,

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Forest Swords – Shrines

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Aba j ou r: “ʌ z v l”

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Vozes ecoadas que se esfarelam na cabeça do ouvintes, sintetizadores e efeitos psicodélicos, sempre controlados, batidas essencialmente tímidas, como se apenas criassem um delicado pano de fundo para as canções. Em ʌ z v l, mais recente composição da dupla mineira Aba j ou r – projeto comandado por Silvia Helena e Vítor Gabriel –, todos os elementos se encaixam em uma medida própria de tempos, como se o duo original de Belo Horizonte flutuasse lentamente.

Música mais polida de todo o material acumulado pela banda nas últimas semanas – veja outras composições no soundcloud do Aba j ou r –, ʌ z v l parece crescer sem pressa, fragmentando a voz de Helena em versos melancólicos, marcados pela despedida. Ao fundo da canção, uma colisão de fórmulas semi-psicodélicas, ruídos e efeitos delicados, como um diálogo com o vocal leve que detalha a letra da canção.

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Aba j ou r – ʌ z v l

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Aba j ou r – ʌ vǝe ss o

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Resenha: “Hopelessness”, ANOHNI

Artista: ANOHNI
Gênero: Electronic, Alternative, Singer-Songwriter
Acesse: http://anohni.com/

 

Antony Hegarty sempre manteve um forte interesse pela música eletrônica. Ainda que a cantora e compositora norte-americana tenha passado a última década mergulhada em elementos do folk e chamber pop, sobrevive na sequência de faixas assinadas de forma colaborativa o real fascínio da musicista pelo gênero. Experimentos como o som dançante de Blind, clássico em parceria com o grupo nova-iorquino Hercules and Love Affair, e até canções “menores”, como Tears for Animals, ao lado da dupla Cocorosie, além da série de faixas divididas com a islandesa Björk – vide Dull Flame Of Desire e Atom Dance.

Em Hopelessness (2016, Secretly Canadian / Rough Trade), primeiro trabalho de Hegarty sob o título de ANOHNI, é onde essa relação com os temas eletrônicos se intensifica e cresce. Primeiro registro de inéditas desde o delicado Swanlights, de 2010, o novo álbum altera não apenas a paisagem sonora que cerca a musicista, mas a própria figura de Hegarty, violenta e fortemente influenciada por temas políticos a cada novo movimento do trabalho. Uma versão angustiada da mesma personagem que subiu ao palco para gravar o disco ao vivo Cut the World, em 2012.

Junto de ANOHNI, dois nomes importantes do atual cenário eletrônico. De um lado, os sintetizadores, ruídos e bases tortas de Daniel Lopatin, produtor conhecido pelo trabalho com o Oneohtrix Point Never e responsável pela porção “experimental” de Hopelessness – vide a construção atmosférica de Watch Me e melodias de Drone Bomb Me. No outro oposto, o peso das batidas assinadas pelo britânico Hudson Mohawke, produtor que já atuou como uma das metades do TNGHT e parece transportar parte dessa sonoridade densa para dentro do registro. As irmãs Bianca e Sierra Casady, do CocoRosie, também fazem uma rápida participação no disco, ocupando as lacunas da “estranha” Violent Men.

Movido pela sutileza dos temas, o presente álbum nasce como uma melancólica obra sobre separação. Ou pelo menos é isso que ANOHNI quer que  você acredite em uma rápida audição do trabalho. Da constante vigilância da NSA em Watch Me – “Eu sei que você me ama / Por que você está sempre me observando / Me proteger do mal / Me protegendo do terrorismo” –, passando pela carta ao presidente Barack Obama – “Toda a esperança drenada de seu rosto / Como crianças, acreditamos”–, Hopelessness se projeta como um grito raivoso de Hegarty contra o governo dos Estados Unidos. Continue reading

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