Tag Archives: Female Vocalists

Sky Ferreira: “I Blame Myself”

Sky Ferreira

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Sky Ferreira sempre teve tudo para se transformar em um novo nome da música pop. Rosto bonito, dinheiro, canções pegajosas e a estranha capacidade em despertar as atenções do público – independente de gênero. Preferiu seguir o caminho oposto. Lançou algumas faixas “estranhas” aqui e ali, explodiu (na medida do possível) com o hit nostálgico Everything Is Embarrassing, em 2012, e transformou o primeiro álbum, Night Time, My Time (2013) em um tratado tão comunicativo com o pop, quanto com a cena alternativa.

Marcado pelas confissões – e a mão firme dos produtores Ariel Rechtshaid e Justin Raisen -, o registro cresce como uma seleção autêntica de hits. Exemplar atrativo desse resultado está escondido nas vozes e melodias de I Blame Myself. Mais novo single de Ferreira, a canção passeia pela década de 1980 sem necessariamente fugir do presente. Lançado agora como clipe, o hit foca no que realmente importa nessa história toda: a própria Sky. Coreografias, caras e bocas, tudo aquilo que os ouvintes esperam da cantora. Por enquanto, assista aqui.

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Sky Ferreira – I Blame Myself

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Lykke Li: “Gunshot”

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A expectativa para I Never Learn (2014), terceiro registro em estúdio de Lykke Li é alta. Você mesmo já deve ter visto algum amigo eufórico compartilhando as recentes criações da artista sueca pelas redes sociais. Desde a apresentação do novo álbum, com a estreia da faixa Love Me Like I’m Not Made of Stone, a cantora vem reforçando a própria melancolia, aspecto característico que o clipe de No Rest For The Wicked trouxe na última semana e Gunshot, nova música da artista sustenta ainda mais.

Leve, ainda que triste, a canção deixa de lado os pequenos experimentos testados em Wounded Rhymes (2011) para ecoar acessível. Dominada do começo ao fim pelos vocais da cantora, a música (mais uma vez) entrega ao ouvinte os sentimentos de Li, que desde o debut Youth Novels (2008) mantém firme a necessidade de expor suas confissões ao público. Para ouvir a música, só indo para esta página. Oficialmente I Never Learn estreia no dia seis de maio. Abaixo você encontra o último clipe da cantora.

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Lykke Li – Gunshot

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Marissa Nadler: “Drive”

Marissa Nadler

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Há mais de uma década Marissa Nadler se divide entre as ambientações etéreas do Dream Pop e as confissões “simplistas” do Folk. Um cruzamento de experiências que fez nascer obras fundamentais da música norte-americana recente, como Songs III: Bird on the Water (2007) e Little Hells (2009). Com o novo lançamento da cantora, July (2014), não poderia ser diferente. Triste, o disco se acomoda em uma constelação de versos confessionais e sempre melódicos, movimento imposto nas transições acústicas de Drive.

Escolhida como a mais recente “música de trabalho” da artista, a faixa soluciona tanto os vocais operísticos de Nadler, como a base fina dos violões. Propositalmente lenta, a música cresce ainda mais por conta do clipe recém-lançado pela musicista. Com direção assinada pela inspiração confessa de Marisa, Naomi Yang, do grupo Galaxie 500, o trabalho se desenvolve com leveza, abraçando o mesmo tratamento lírico/instrumental da canção.

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Marissa Nadler – Drive

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Lana Del Rey: “West Coast”

Lana del Rey

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West Coast, este é o nome do primeiro single oficial de Ultraviolence (2014), segundo e ainda inédito trabalho em estúdio da cantora Lana Del Rey. Apresentada hoje (14), a canção é praticamente uma extensão dos inventos lançados pela artista em 2012, com o debut Born To Die, porém, visivelmente acrescida de algumas novidades. Com pouco mais de quatro minutos de duração, a canção resgata os vocais letárgicos e toda a calmaria em torno da obra de estreia da artista, que ao julgar pelas guitarras que ocupam a canção e o clima proposto na versão reformulada de Meet Me In The Pale Moonlight, lançada há poucas semanas, ruma de forma decidida para os anos 1970.

Mesmo sem data de lançamento anunciada – a previsão é que o disco seja entregue ainda no primeiro semestre -, Ultraviolence vem chamando as atenções por conta do processo de produção das músicas. Além do time habitual de produtores que acompanham a cantora, Dan Auerbach, uma das metades da dupla The Black Keys, é quem realmente deve direcionar a nova fase da artista.

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Lana Del Rey – West Coast

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Disco: “Z”, SZA

SZA
R&B/Alternative/Female Vocalists
https://www.facebook.com/justsza

Por: Cleber Facchi

SZA

Solana Rowe é um típico exemplar da recente safra de cantores do R&B estadunidense. Apaixonada pelas emanações densas que esculpiram o gênero na década de 1990, a artista dança pelo passado sem necessariamente abandonar aspectos específicos da produção recente – referência que escapa das fórmulas musicais e se aproxima de um conceito cultural abrangente, dissolvido em traços líricos, visuais e temáticos. Em Z (2013, Top Dawg Entertainment), estreia oficial da cantora, todas as experiências tratadas ao longo de décadas são aglutinadas em um só ponto, um meio termo entre as imposições empoeiradas da estética hipster e a tentativa em sustentar um ambiente próprio.

Letárgico, o disco segue o caminho enevoado dos últimos EPs da artista, See.SZA.Run (2012) e S (2013), trabalhos que são pontualmente continuados em se tratando das climatizações do disco. Cada batida, voz ou pequeno azulejo instrumental da obra parece encaixado de forma precisa, como se Rowe buscasse estabelecer conforto ao ouvinte. Dos versos românticos ao manuseio das bases eletrônicas, cada segundo do registro alcança uma capa conceitual específica, como se uma linha fosse proposta e nada fosse tratado além desse “limite”.

A segurança/limite dado ao trabalho potencializa a voz e a presença de SZA, que diferente dos outros registros deixa de ser uma “matéria-prima”  nas mãos dos produtores, para nascer como uma “cantora de verdade”, autêntica. Da melancolia explícita em UR, música de abertura, aos arranjos derradeiros de Omega, essencial canção de encerramento, cada música evoca um aspecto de grandeza, o insuficiente para transformar Rowe uma “nova” Beyoncé, mas o suficiente para que o ouvinte desenvolva um forte interesse pelo trabalho.

Imensa colcha de retalhos costurados por uma mesma experiência lírica/musical, Z encontra na interferência de cada colaborador um autêntico mecanismo de atrito criativo pra a obra. Por mais que as vozes de Chance The Rapper (Childs Play), Isaiah Rashad (Warm Winds) e Kendrick Lamar (Babylon) reverberem de forma explícita, são as bases lançadas pelas composições que escondem o verdadeiro tesouro do álbum. De Chaz Bundick (Toro Y Moi) em HiiiJack, ao velho colaborador Felix Snow em Julia, cada convidado funciona de maneira a testar as vozes e experiências de SZA – autêntica e concisa dentro de cada criação. Continue reading

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Disco: “The Future’s Void”, EMA

EMA
Experimental/Indie/Female Vocalists
http://www.thefuturesvoid.net/

Por: Cleber Facchi

EMA

A música assinada por Erika M. Anderson está longe de ser absorvida de forma imediata. Na contramão de grande parte das cantoras que definem a presente cena norte-americana, o projeto defendido por EMA encontra no enclausuramento um efeito de grandeza, preferência que pode causar desconforto em uma primeira audição, mas continua a martelar a cabeça do ouvinte mesmo meses após uma rápida prova desse som. Em um sentido de continuidade natural ao debut Past Life Martyed Saints (2011), The Future’s Void (2014, Matador) entende o pop de forma particular, transportando a obra da cantora para um ambiente ainda mais denso e perturbador.

Em um esforço explícito de transformação, EMA deixa as histórias construídas em frente a tela de um computador – marca do álbum passado – para desvendar um novo universo. Como o próprio título logo entrega, The Future’s Void é uma obra que olha para frente, manipulando experiências futurísticas dentro do exagero particular da cantora. Não por acaso parte das composições carregam esse efeito conceitual nos versos e até arranjos, algo que Neuromancer – faixa inspirada no livro clássico de William Gibson, de 1984 – revela de maneira curiosa e ao mesmo tempo referencial.

Em se tratando dos versos, EMA lentamente apaga o cenário urbano e descritivo percorrido no trabalho de 2011, tudo para transformar o novo disco em um conjunto de experiências quase universais. O que antes era encarado por meio do lirismo particular da cantora, agora desemboca em uma série de conceitos literários e propositalmente sentimentais, o que faz do disco um imenso bloco de melancolia – experiência sempre próxima do ouvinte. Ainda que o esforço da cantora seja o de favorecer um ambiente de desordem logo nos primeiros acordes, a precisão de músicas como 3Jane e When She Comes logo rompe com esse efeito.

Musicalmente, o bloco de dez criações inéditas que recheiam o disco é uma evolução em se tratando do trabalho passado. Ao apostar em uma sonoridade menos caseira e próximas de melodias convencionais, EMA brinca com a mente do espectador de forma atrativa, sobriedade que faz crescer tanto as guitarras e vozes da faixa de abertura, Satellites, como as interferências eletrônicas das batidas aos moldes de Neuromancer. Mais do que uma continuação dos engenhos lançados há três anos, com o novo disco a cantora encara um típico exemplar de recomeço. Continue reading

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Lykke Li: “No Rest For The Wicked”

Lykke Li

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Não existe fim para o sofrimento que acompanha a obra de Lykke Li. Assim como Love Me Like I’m Not Made of Stone, primeiro single de I Never Learn (2014), novo registro em estúdio da cantora logo anunciou, parte significativa do inédito álbum chega banhado pela melancolia. Em um autêntico esforço de continuidade ao trabalho lançado em Youth Novels (2008) e Wounded Rhymes (2011), a cantora sueca mergulha mais uma vez no oceano das próprias confissões e tristezas, tudo para apresentar a ascendente No Rest For The Wicked.

Densa, a canção funciona como uma autêntica representação dos trabalhos lançados por Li. Das batidas que abandonam a serenidade para explodir nos minutos finais, aos versos pontuados pela lírica sorumbática da cantora, cada ato do registro reverbera a boa forma da artista – ainda mais madura e atenta aos próprios inventos. Além da faixa, chega também o clipe da canção, trabalho que conta com a própria Li como atriz e direção de Tarik Saleh. I Never Learn estreia no dia seis de maior pelo selo Atlantic.

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Lykke Li – No Rest For The Wicked

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tUnE-yArDs: “Wait For A Minute”

Tune-Yards

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O pop um dia chega para qualquer artista, mas em se tratando de Merrill Garbus ele levou tempo até florescer e aparecer de fato. Depois de reforçar a mudança da própria direção em Water Fountain, single que inaugura o terceiro álbum em estúdio da cantora, Nikki Nack (2014), chega a vez de Wait For A Minute mostrar de vez quais são os novos rumos da artista. Esqueça a proposta lançada em W h o k i l l (2011), aqui a busca da norte-americana é completamente outra.

Quase minimalista, a nova canção deixa de lado o esforço Lo-Fi/Experimental do disco passado para abraçar uma estranha versão do Pop em fusão com o R&B. Claro que as vocalizações quebradas, sintetizadores e guitarras ainda apontam para um ambiente pouco convencional, estratégia que em nenhum momento oculta a evidente transformação de Garbus – explícita até no visual da artista. Com lançamento previsto para o dia seis de maio, Nikki Nack chega pelo selo 4AD, casa de cantora desde o último álbum.

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tUnE-yArDs – Wait For A Minute

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Little Dragon: “Paris”

Little Dragon

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Você lembra onde o Little Dragon parou no último trabalho em estúdio, Ritual Union, de 2011? Então prepare-se para encontrar esbarrar em um universo ainda mais pop desse mesmo cenário. Em Nabuma Rubberband (2014), quarto álbum do grupo sueco, a mesma relação com o Trip-Hop, eletrônica e outros experimentos sintéticos volta a se repetir dentro do trabalho da banda, porém, em uma linguagem ainda mais próxima do público conquistado no último projeto.

Em Paris, música que abre passagem para o ainda inédito lançamento, Yukimi Nagano, vocalista da banda, dança com liberdade por entre versos e batidas marcadas pelo brilho pop. Com ares de canção esquecida da década de 1980, a faixa acomoda tanto as experiências do Synthpop, como emanações típicas da eletrônica recente, característica há tempos expressiva dentro da obra do grupo, mas que parece ter sido enquadrada em um novo formato para o próximo disco, reservado para o dia 13 de maio.

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Little Dragon – Paris

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SZA: “Babylon” (Kendrick Lamar)”

SZA

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SZA continua a investir em bem sucedidas colaborações para a formação do primeiro álbum solo. Depois de dividir espaço com Chance the Rapper nos versos de Childs Play, canção apresentada há poucas semanas, chega a vez da cantora norte-americana dividir as atenções com o sempre requisitado Kendrick Lamar, parceiro no selo TDE. A canção escolhida é a já conhecida Babylon, faixa que deixa de lado a presença única da artista para crescer com as rimas do rapper.

Rápida, porém, expressiva, a presença de Lamar distancia SZA do terreno melancólico que é trilhado desde os primeiros instantes da faixa. São quatro minutos em que o R&B nostálgico da cantora se afoga em meio a batidas densas e imposições sempre melancólicas dos sons, estágio que deve orientar toda a formação de Z (2014), álbum de estreia da artista que chega oficialmente hoje (08) pelo selo TDE.

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SZA – Babylon (Kendrick Lamar)

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