Tag Archives: Female Vocalists

Disco: “Natalie Prass”, Natalie Prass

Natalie Prass
Indie/Alt. Country/Chamber Pop
http://natalieprassmusic.com/

Do momento em que tem início My Baby Don’t Understand Me, até o movimento final de It Is You, a sensação de fragilidade que preenche a obra de Natalie Prass é clara, perturbadora e ainda capaz de acolher o ouvinte. Protagonista da própria obra, a cantora e compositora estadunidense transforma o autointitulado primeiro registro de estúdio em um mundo aberto para confissões amarguradas e lamentos tão íntimos, que até parecem moldados para o ouvinte.

Ativa em diferentes núcleos da cena norte-americana, Prass atravessou a última década em meio a parcerias com notáveis da produção alternativa, caso de Jenny Lewis e Matthew E. White, posteriormente fixando residência na cidade de Nashville – o epicentro da música country. Com naturalidade, todo esse catálogo de “referências” se faz visível em cada ato do recente trabalho da cantora, tão próxima dos primeiros registros da “ex-Rilo Kiley” – principalmente no debut Rabbit Fur Coat (2006) -, como do recente trabalho de White – Big Inner (2012) -, parceiro desde a adolescência e produtor do álbum ao lado de Trey Pollard.

De natureza melancólica, como um sussurro alcoólico em uma noite de abandono, cada uma das nove composições do disco borbulham os sentimentos mais dolorosos (e confessionais) de Prass. Recortes essencialmente sensíveis, como os de My Baby Don’t Understand Me (“Nosso amor é como um longo adeus“) ou mesmo raivosos, caso de Your Fool (“Todas as promessas que eu fiz / E você me abandonou“), em que a cantora imediatamente conversa com gigantes da música Country – talvez Dolly Parton e Dusty Springfield -, além de artistas recentes do mesmo cenário, vide a herança explícita de Neko Case e Gilian Welch durante todo o trabalho.

Mais do que uma peça referencial, centrada no diálogo com diferentes fases (e nomes) do cancioneiro norte-americano, a homônima obra de Prass aos poucos sustenta o próprio cenário conceitual. Longe da redundância de bases acústicas e versos penosos – arrastados em excesso -, durante toda a obra os produtores White e Pollard encaixam arranjos de cordas bem resolvidos, estruturas melódicas de composição minimalista e acordes suavizados que se relacionam de forma inteligente com a voz compacta da cantora. Continue reading

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Zola Jesus: “Compass”

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A relação de Zola Jesus com o pop/dance music não parece limitada apenas ao último álbum da cantora. Depois de apresentar uma sonoridade mais acessível e ainda flertar com o R&B no mediano Taiga (2014), a cantora assume na recém-lançada Compass um completo detalhamento do mesmo tipo de sonoridade. Lado B do novo single de Nika Danilova, Hunger, a inédita criação parece seguir a trilha de Dangerous Days e Go, um meio termo entre as vocalizações de Florence Welch no último disco do Florence + The Machine, ao mesmo tempo em que ecos de Lady Gaga (!) ecoam de forma involuntária em toda a criação.

Livre da ambientação “gótica” dos primeiros anos, Danilova continua a explorar elementos da música negra, a eletrônica característica dos anos 1990 e toda uma variedade de elementos sobrepostos que refletem uma produção típica do pop atual. Uma música que funciona dentro das pistas, mas parece se encaixar de forma ainda mais coesa em uma noite de tormentos melancólicos e separação. A estreia de Hunger (o single) está prevista para o dia 10 de fevereiro.

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Zola Jesus – Compass

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Disco: “Blackheart”, Dawn Richard

Dawn Richard
Electronic/R&B/Soul
https://www.facebook.com/DawnRichard

Dawn Richard sempre investiu em uma sonoridade autoral, distante do pop-R&B-soul que caracteriza grande grande parte da produção estadunidense. Basta observar no trabalho com as parceiras do Danity Kane, em que músicas divididas entre a cantora e diferentes produtores – caso de Strip Tease e Lights Out – esboçavam um maior refinamento quando comparadas ao restante da obra. Mais uma vez em carreira solo, agora com o terceiro álbum em mãos, Richard continua a desvendar a própria essência, articulando temas e confissões intimistas como o elemento central de Blackheart (2015, Our Down).

Originalmente previsto para outubro de 2013, porém, adiado por conta das gravações de DK3 (2014), terceiro e último álbum do Danity Kane, Blackheart parece ser o trabalho em que Richard mais se concentra em testar os próprios limites – sejam eles rítmicos, líricos ou vocais. Tão próxima da década de 1990 como íntima da recente safra do Soul/R&B, a cantora imediatamente se converte em um instrumento flexível, dançando de forma sutil aos comandos de Noisecastle III, produtor central do registro.

Volátil e ainda acomodada em uma estrutura homogênea, como um cercado instrumental de bordas bem definidas, Richard interpreta Blackheart como uma adaptação obscura da mesma colisão de ritmos apresentados em Armor On EP, de 2012. Uma massa leve de R&B, soul, Drum and Bass e elementos da House Music que aproximam (musicalmente) todas as faixas do disco. Parte expressiva desse resultado está na participação de Richard como co-produtora da obra, ocupando cada lacuna ou possível quebra entre as canções.

Com a voz limpa, acompanhada apenas de bases minimalistas e um arranjo de cordas comportado, a inaugural Noir parece resumir e ainda estabelece toda a sequência de regras para as canções tecidas ao longo do disco. “Eu pensei ter perdido tudo / Eu percebo que lágrimas cairão… Tentando encontrar o meu caminho“, partindo de um explícito ato de confissão, Richard acomoda o ouvinte na base sorumbática do álbum, oficialmente, a segunda parte da trilogia The Black Era, uma conceitual obra de separação inaugurada em Goldeheart (2013). Continue reading

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Meca Music Festival 2015 – São Paulo

No ultimo sábado, São Paulo recebeu a segunda edição do festival Meca, que em 2014 teve uma versão reduzida na capital paulista, mas que esse ano teve sua maior versão entre as cidades que passou. O Meca teve inicio em 2011 no sul do país, e de lá até agora já trouxe atrações como: Vampire Weekend, Two Door Cinema Club, The Rapture, Mayer Hawthorne, Friendly Fires, além de excelentes djs internacionais.

Nesse ano o festival contou como suas principais atrações nomes como: La Roux, AlunaGeorge e a banda Citizens!, que tocou pela segunda vez no festival, depois de agradar os fãs em 2013, voltou para curtir o verão brasileiro com a galera. Nós fomos ao Campo de Marte, local aonde foi realizado o evento, que teve o palco principal em um hangar de aviões, além de três cabines de djs espalhados pela área aberta do pequeno aeroporto, que além de musica boa, gente bonita, contou com cerveja de graça e sorvete a vontade.

O festival começou na tarde de sábado, mas precisamente às 15h, e teve como abertura Serge Erege, que mostrou para poucos sua mistura de post-punk e space-disco, como assim define seu show. Logo em seguida tivemos a banda Glass n’ Glue, que conta com integrantes de Minas Gerais, Rio e São Paulo, e traz grande influencia do rock e o pop inglês e norte-americano, a banda mostrou um show cheio de energia e exibiu a experiência que ganhou nos últimos anos com seus shows e projetos paralelos. Já com um publico bacana circulando no festival, a banda carioca Mahmundi, comandada pela musicista e compositora Marcela Vale, fez uma das melhores apresentações do festival, e quem chegou cedo pode ver a incrível banda tornar a tarde mais agradável, com aquele climão de festival de verão.

Em seguida, a banda gaucha Wannabe Jalva, que é já quase residente do festival, fez sua terceira apresentação durante os anos no qual existe o meca e como sempre agitou o publico. Terminando as atrações nacionais que iriam tocar no palco principal, a banda paulistana Aldo, The Band, mostrou que veio pra ficar, e com uma plateia de grande quantidade e super animada, tocou seu repertorio desde o inicio do projeto, o novo hit “Sunday Dust” e uma nova canção que foi exibida ao publico pela primeira vez. Logo em seguida, os britânicos do Citizens! fizeram um belo show, super a vontade com a plateia, foram bem recebidos, mostraram gratidão e boas musicas.

Por fim chegou a hora mais aguardada por muitos ali, que esperavam ansiosos para ver a dupla Aluna George, que surpreendeu a todos com um show impecável. O duo londrino que ao vivo se torna trio mostrou musicas bem interpretadas e muito carisma por parte da cantora Aluna Francis, que fez todos ali presentes saberem o porquê do grande destaque nos últimos dois anos, que assim como eles, poucos artistas fazem ou já fizeram um R&B mais pop com tanta originalidade e atitude. Os hits “Your Drums, Your Love” e “You Know You Like It”, assim como a faixa “White Noise”, feita em parceria com o Disclosure, foram cantadas em coro.

Fechando a noite, o projeto La Roux, da cantora Elly Jackson, era a principal atração da noite levando o destaque do line up do festival, mas sua apresentação dividiu opiniões. A cantora subiu ao palco e agitou o publico, mas aos poucos deu pra perceber algo estranho no som. Parecia que algumas musicas estavam usando como apoio o recurso de playback. Mesmo com a apresentação do seu mais novo álbum, seus hits passados, além de estilo de sobra, a cantora decepcionou, faltando um pouco de vontade de “cantar” o que sabemos que ela sabe fazer bem.

Além do palco principal, tivemos muitos djs espalhados pelo espaço externo, com variedade de estilos e de performance. Podemos destacar a tenda feita em parceria com o Red Bull Music Academy, que trouxe o dj e produtor português Branko, membro do grupo de global bass BURAKA SOM SISTEMA, além de artistas brasileiros inovadores como Daniel Limaverde e seixlacK. A noite acabou e deixou um gostinho de quero mais, tirando a falta de variedade de comidas e os mini palcos muito próximos. O Meca SP 2015 trouxe boas atrações, foi bem localizado, bem organizado, teve diversas ações de marketing positivas durante o dia, quantidade de pessoas agradável para um festival, e, sobretudo harmonia entre o publico! Já estamos esperando o anuncio do line up do ano que vem, e novas iniciativas bacanas.

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Disco: “Vulnicura”, Björk

Björk
Electronic/Experimental/Female Vocalists
http://bjork.com/

O sofrimento sempre esteve diluído em cada novo registro de Björk. Seja de forma maquiada, dentro dos limites anárquicos do KUKL, ou de maneira explícita, na melancolia confessional de Unravel e All Is Full Of Love, mergulhar nos trabalhos da artista islandesa é o mesmo que sufocar em meio a tormentos sentimentais tão centrados na vida da compositora, como íntimos do próprio ouvinte. Todavia, mesmo a completa previsibilidade dos atos e emoções parece corrompida ao esbarrar nos versos amargos de Vulnicura (2014, One Little Indian). Uma peça ainda marcada pelo mesmo caráter conceitual/temático dos grandes álbuns de Björk, porém, tão honesta e liricamente explícita, que mais parece uma curva isolada dentro da trajetória da cantora.

Como um espinho doloroso, incômodo e que precisa ser arrancado, o nono álbum de estúdio de Björk foi posto para fora em pouquíssimos meses. Do anúncio (não oficial), em setembro de 2014, até o lançamento da obra, em janeiro de 2015 – forçado pelo vazamento precoce do trabalho na internet -, foram pouco mais de quatro meses, um prazo curto dentro dos padrões da cantora – em extensa turnê desde o álbum Biophilia, em 2011. O motivo de tamanha urgência? A separação de Björk e Matthew Barney, parceiro da cantora na última década e o principal tempero para a matéria-prima que explode em soluços angustiados por todo o registro.

Longe das batidas tribais lançadas em Volta (2007) ou do minimalismo eletrônico apresentado em Biophilia (2011), Vulnicura se projeta como um trabalho denso e sensível. A julgar pelo arranjo de cordas que abre o disco em Stonemilker, todo o esforço de Arca, produtor central da obra, se concentra em resgatar o mesmo clima doloroso aprimorado pela cantora a partir do clássico Post, em 1995. Batidas arrastadas, bases orquestrais e arranjos eletrônicos corroídos pela tristeza; mais do que uma simples obra de separação, Björk assume ao longo do trabalho o exorcismo dos próprios sentimentos. Uma continua extração de cada farpa, dor e tormento acumulado nos últimos anos.

Todo esse efeito doloroso resulta em uma obra hermética, como se um mesmo tema – a separação de Björk e Matthew Barney – fosse fragmentado em detalhados atos específicos. Não por acaso, diversas canções ao longo do álbum ultrapassam os limites típicos de uma música “comercial”. Faixas como Atom Dance e Family – esta última, produzida por The Haxan Cloak -, com mais de oito minutos de duração, ou mesmo a extensa Black Lake, dez instáveis minutos em que os vocais de Björk são moldados lentamente dentro do vasto campo eletrônico da composição. Continue reading

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MØ: “New Year’s Eve”

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A boa recepção do público e crítica em relação ao primeiro disco solo - No Mythologies to Follow (2014) -, músicas em parceria com Elliphant e Iggy Azalea, agenda lotada e apresentações nos quatro cantos do planeta. Sem dúvidas, o ano de 2014 foi extremamente positivo para a cantora dinamarquesa MØ. E qual a melhor forma de celebrar todas as realizações conquistadas e ainda preparar o terreno para 2015 se não apresentando uma nova composição?

Intitulada New Year’s Eve, a inédita criação pode até se afastar dos últimos inventos assinados pela artista, entretanto, reforça a mesma delicadeza e autoral interpretação do pop explorada desde as primeiras músicas de MØ. Acomodada em arranjos econômicos e vozes melancólicas, a cantora logo invade o mesmo território de nomes como Lykke Li e Lana Del Rey, reforçando uma sonoridade melódica, ainda que empoeirada e doce. Utilizando do recorte de diversos filmes e cenas em preto e branco, Anne Sofie Skaaring assina o vídeo que acompanha a canção.

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MØ – New Year’s Eve

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Charli XCX: “Breaking Up”

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Como reforçado desde o lançamento de Superlove, ainda em 2013, a sonoridade explorada por Charli XCX em Sucker (2014) parece bem diferente do material apresentado em True Romance (2013). Mesmo que bases eletrônicas e pequenas adaptações do pop acompanhem de perto a voz da cantora em Boom Clap e Break The Rules, uma atenta audição logo revela o completo domínio das guitarras. Bem explorado no single anterior, Gold Coins, o instrumento ganha ainda mais destaque com a inédita Breaking Up.

Quarta faixa do novo álbum de XCX, a composição sustenta em poucos minutos um acervo de acordes rápidos e versos grudentos, típicos da cantora. Além da interferência de Patrik Berge, principal produtor do trabalho, Breaking Up conta com a presença do guitarrista sueco Markus Krunegård. Oficialmente, a estreia de Sucker está agendada para o dia 16 de dezembro. Assista abaixo ao clipe de Breaking Up, trabalho dirigido por BRTHR.

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Charli XCX – Breaking Up

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Beyoncé: “7/11″ e “Ring Off”

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Com o enorme sucesso do quinto álbum em carreira solo, Beyoncé decidiu não esperar muito tempo até produzir um novo material com composições inéditas. Ainda que o sucessor do homônimo disco de 2013 não seja apresentado tão cedo, com o relançamento do último álbum em versão deluxe, a cantora reserva algumas novidades para o ouvinte. Além do acervo original e remixes para faixas como Flawlles e Drunk In Love, duas músicas inéditas completam o trabalho lançado sob o título de Platinum Edition.

Mesmo ambientadas ao conceito da obra, tanto 7/11 como Ring Off assumem caminhos isolados quando comparadas ao restante das composições. Enquanto a primeira acelera, transformando as mesmas batidas densas do registro em um material pronto para as pistas, Ring Off consegue resgatar os elementos explorados em 4 (2011), trabalho anterior de Beyoncé. A julgar pela forma como as guitarras “tropicais” invadem a canção, não seria uma surpresa se ela realmente fosse uma sobra do registro passado. Com lançamento pelos selos Parkwood e Columbia, Beyoncé Platinum Edition estreia hoje.

Abaixo você encontra o clipe “caseiro” produzido para 7/11.

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Beyoncé – 7/11

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Beyoncé – Ring Off

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Charli XCX: “Breaking Up”

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Como reforçado desde o lançamento de Superlove, ainda em 2013, a sonoridade explorada por Charli XCX em Sucker (2014) parece bem diferente do material apresentado em True Romance (2013). Mesmo que bases eletrônicas e pequenas adaptações do pop acompanhem de perto a voz da cantora em Boom Clap e Break The Rules, uma atenta audição logo revela o completo domínio das guitarras. Bem explorado no single anterior, Gold Coins, o instrumento ganha ainda mais destaque com a inédita Breaking Up.

Quarta faixa do novo álbum de XCX, a composição sustenta em poucos minutos um acervo de acordes rápidos e versos grudentos, típicos da cantora. Além da interferência de Patrik Berge, principal produtor do trabalho, Breaking Up conta com a presença do guitarrista sueco Markus Krunegård. Oficialmente, a estreia de Sucker está agendada para o dia 16 de dezembro.

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Charli XCX – Breaking Up

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SZA: “Sobriety

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Mesmo que Solana Rowe tenha explorado uma sonoridade menos complexa ao longo do primeiro álbum de estúdio como SZA, Z (2014), encarar o trabalho da artista norte-americana como “comercial” seria um erro. Pelo menos até agora. Passados alguns meses desde o lançamento do disco pelo mesmo selo de Kendrick Lamar e Schoolboy Q, o Top Dawg Entertainment, Rowe está de volta com a inédita Sobriety, uma de suas composições mais sensíveis e, pela primeira vez, talvez próxima de alcançar o grande público.

Cercada por um assertivo time de produtores, incluindo Stephen Bruner (Thundercat), responsável pelas linhas de baixo e toda a ambientação nostálgica da faixa, Rowe cresce com naturalidade. Em um universo que poderia ser de Beyoncé no álbum 4 (2011), ou mesmo Portishead no clássico Dummy (1994), SZA espalha confissões, testa os limites da própria voz e ainda seduz com facilidade o ouvinte, hipnotizado até os últimos segundos da faixa.

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SZA – Sobriety

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