Tag Archives: Female Vocalists

Meca Music Festival 2015 – São Paulo

No ultimo sábado, São Paulo recebeu a segunda edição do festival Meca, que em 2014 teve uma versão reduzida na capital paulista, mas que esse ano teve sua maior versão entre as cidades que passou. O Meca teve inicio em 2011 no sul do país, e de lá até agora já trouxe atrações como: Vampire Weekend, Two Door Cinema Club, The Rapture, Mayer Hawthorne, Friendly Fires, além de excelentes djs internacionais.

Nesse ano o festival contou como suas principais atrações nomes como: La Roux, AlunaGeorge e a banda Citizens!, que tocou pela segunda vez no festival, depois de agradar os fãs em 2013, voltou para curtir o verão brasileiro com a galera. Nós fomos ao Campo de Marte, local aonde foi realizado o evento, que teve o palco principal em um hangar de aviões, além de três cabines de djs espalhados pela área aberta do pequeno aeroporto, que além de musica boa, gente bonita, contou com cerveja de graça e sorvete a vontade.

O festival começou na tarde de sábado, mas precisamente às 15h, e teve como abertura Serge Erege, que mostrou para poucos sua mistura de post-punk e space-disco, como assim define seu show. Logo em seguida tivemos a banda Glass n’ Glue, que conta com integrantes de Minas Gerais, Rio e São Paulo, e traz grande influencia do rock e o pop inglês e norte-americano, a banda mostrou um show cheio de energia e exibiu a experiência que ganhou nos últimos anos com seus shows e projetos paralelos. Já com um publico bacana circulando no festival, a banda carioca Mahmundi, comandada pela musicista e compositora Marcela Vale, fez uma das melhores apresentações do festival, e quem chegou cedo pode ver a incrível banda tornar a tarde mais agradável, com aquele climão de festival de verão.

Em seguida, a banda gaucha Wannabe Jalva, que é já quase residente do festival, fez sua terceira apresentação durante os anos no qual existe o meca e como sempre agitou o publico. Terminando as atrações nacionais que iriam tocar no palco principal, a banda paulistana Aldo, The Band, mostrou que veio pra ficar, e com uma plateia de grande quantidade e super animada, tocou seu repertorio desde o inicio do projeto, o novo hit “Sunday Dust” e uma nova canção que foi exibida ao publico pela primeira vez. Logo em seguida, os britânicos do Citizens! fizeram um belo show, super a vontade com a plateia, foram bem recebidos, mostraram gratidão e boas musicas.

Por fim chegou a hora mais aguardada por muitos ali, que esperavam ansiosos para ver a dupla Aluna George, que surpreendeu a todos com um show impecável. O duo londrino que ao vivo se torna trio mostrou musicas bem interpretadas e muito carisma por parte da cantora Aluna Francis, que fez todos ali presentes saberem o porquê do grande destaque nos últimos dois anos, que assim como eles, poucos artistas fazem ou já fizeram um R&B mais pop com tanta originalidade e atitude. Os hits “Your Drums, Your Love” e “You Know You Like It”, assim como a faixa “White Noise”, feita em parceria com o Disclosure, foram cantadas em coro.

Fechando a noite, o projeto La Roux, da cantora Elly Jackson, era a principal atração da noite levando o destaque do line up do festival, mas sua apresentação dividiu opiniões. A cantora subiu ao palco e agitou o publico, mas aos poucos deu pra perceber algo estranho no som. Parecia que algumas musicas estavam usando como apoio o recurso de playback. Mesmo com a apresentação do seu mais novo álbum, seus hits passados, além de estilo de sobra, a cantora decepcionou, faltando um pouco de vontade de “cantar” o que sabemos que ela sabe fazer bem.

Além do palco principal, tivemos muitos djs espalhados pelo espaço externo, com variedade de estilos e de performance. Podemos destacar a tenda feita em parceria com o Red Bull Music Academy, que trouxe o dj e produtor português Branko, membro do grupo de global bass BURAKA SOM SISTEMA, além de artistas brasileiros inovadores como Daniel Limaverde e seixlacK. A noite acabou e deixou um gostinho de quero mais, tirando a falta de variedade de comidas e os mini palcos muito próximos. O Meca SP 2015 trouxe boas atrações, foi bem localizado, bem organizado, teve diversas ações de marketing positivas durante o dia, quantidade de pessoas agradável para um festival, e, sobretudo harmonia entre o publico! Já estamos esperando o anuncio do line up do ano que vem, e novas iniciativas bacanas.

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Disco: “Vulnicura”, Björk

Björk
Electronic/Experimental/Female Vocalists
http://bjork.com/

O sofrimento sempre esteve diluído em cada novo registro de Björk. Seja de forma maquiada, dentro dos limites anárquicos do KUKL, ou de maneira explícita, na melancolia confessional de Unravel e All Is Full Of Love, mergulhar nos trabalhos da artista islandesa é o mesmo que sufocar em meio a tormentos sentimentais tão centrados na vida da compositora, como íntimos do próprio ouvinte. Todavia, mesmo a completa previsibilidade dos atos e emoções parece corrompida ao esbarrar nos versos amargos de Vulnicura (2014, One Little Indian). Uma peça ainda marcada pelo mesmo caráter conceitual/temático dos grandes álbuns de Björk, porém, tão honesta e liricamente explícita, que mais parece uma curva isolada dentro da trajetória da cantora.

Como um espinho doloroso, incômodo e que precisa ser arrancado, o nono álbum de estúdio de Björk foi posto para fora em pouquíssimos meses. Do anúncio (não oficial), em setembro de 2014, até o lançamento da obra, em janeiro de 2015 – forçado pelo vazamento precoce do trabalho na internet -, foram pouco mais de quatro meses, um prazo curto dentro dos padrões da cantora – em extensa turnê desde o álbum Biophilia, em 2011. O motivo de tamanha urgência? A separação de Björk e Matthew Barney, parceiro da cantora na última década e o principal tempero para a matéria-prima que explode em soluços angustiados por todo o registro.

Longe das batidas tribais lançadas em Volta (2007) ou do minimalismo eletrônico apresentado em Biophilia (2011), Vulnicura se projeta como um trabalho denso e sensível. A julgar pelo arranjo de cordas que abre o disco em Stonemilker, todo o esforço de Arca, produtor central da obra, se concentra em resgatar o mesmo clima doloroso aprimorado pela cantora a partir do clássico Post, em 1995. Batidas arrastadas, bases orquestrais e arranjos eletrônicos corroídos pela tristeza; mais do que uma simples obra de separação, Björk assume ao longo do trabalho o exorcismo dos próprios sentimentos. Uma continua extração de cada farpa, dor e tormento acumulado nos últimos anos.

Todo esse efeito doloroso resulta em uma obra hermética, como se um mesmo tema – a separação de Björk e Matthew Barney – fosse fragmentado em detalhados atos específicos. Não por acaso, diversas canções ao longo do álbum ultrapassam os limites típicos de uma música “comercial”. Faixas como Atom Dance e Family – esta última, produzida por The Haxan Cloak -, com mais de oito minutos de duração, ou mesmo a extensa Black Lake, dez instáveis minutos em que os vocais de Björk são moldados lentamente dentro do vasto campo eletrônico da composição. Continue reading

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MØ: “New Year’s Eve”

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A boa recepção do público e crítica em relação ao primeiro disco solo - No Mythologies to Follow (2014) -, músicas em parceria com Elliphant e Iggy Azalea, agenda lotada e apresentações nos quatro cantos do planeta. Sem dúvidas, o ano de 2014 foi extremamente positivo para a cantora dinamarquesa MØ. E qual a melhor forma de celebrar todas as realizações conquistadas e ainda preparar o terreno para 2015 se não apresentando uma nova composição?

Intitulada New Year’s Eve, a inédita criação pode até se afastar dos últimos inventos assinados pela artista, entretanto, reforça a mesma delicadeza e autoral interpretação do pop explorada desde as primeiras músicas de MØ. Acomodada em arranjos econômicos e vozes melancólicas, a cantora logo invade o mesmo território de nomes como Lykke Li e Lana Del Rey, reforçando uma sonoridade melódica, ainda que empoeirada e doce. Utilizando do recorte de diversos filmes e cenas em preto e branco, Anne Sofie Skaaring assina o vídeo que acompanha a canção.

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MØ – New Year’s Eve

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Charli XCX: “Breaking Up”

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Como reforçado desde o lançamento de Superlove, ainda em 2013, a sonoridade explorada por Charli XCX em Sucker (2014) parece bem diferente do material apresentado em True Romance (2013). Mesmo que bases eletrônicas e pequenas adaptações do pop acompanhem de perto a voz da cantora em Boom Clap e Break The Rules, uma atenta audição logo revela o completo domínio das guitarras. Bem explorado no single anterior, Gold Coins, o instrumento ganha ainda mais destaque com a inédita Breaking Up.

Quarta faixa do novo álbum de XCX, a composição sustenta em poucos minutos um acervo de acordes rápidos e versos grudentos, típicos da cantora. Além da interferência de Patrik Berge, principal produtor do trabalho, Breaking Up conta com a presença do guitarrista sueco Markus Krunegård. Oficialmente, a estreia de Sucker está agendada para o dia 16 de dezembro. Assista abaixo ao clipe de Breaking Up, trabalho dirigido por BRTHR.

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Charli XCX – Breaking Up

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Beyoncé: “7/11″ e “Ring Off”

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Com o enorme sucesso do quinto álbum em carreira solo, Beyoncé decidiu não esperar muito tempo até produzir um novo material com composições inéditas. Ainda que o sucessor do homônimo disco de 2013 não seja apresentado tão cedo, com o relançamento do último álbum em versão deluxe, a cantora reserva algumas novidades para o ouvinte. Além do acervo original e remixes para faixas como Flawlles e Drunk In Love, duas músicas inéditas completam o trabalho lançado sob o título de Platinum Edition.

Mesmo ambientadas ao conceito da obra, tanto 7/11 como Ring Off assumem caminhos isolados quando comparadas ao restante das composições. Enquanto a primeira acelera, transformando as mesmas batidas densas do registro em um material pronto para as pistas, Ring Off consegue resgatar os elementos explorados em 4 (2011), trabalho anterior de Beyoncé. A julgar pela forma como as guitarras “tropicais” invadem a canção, não seria uma surpresa se ela realmente fosse uma sobra do registro passado. Com lançamento pelos selos Parkwood e Columbia, Beyoncé Platinum Edition estreia hoje.

Abaixo você encontra o clipe “caseiro” produzido para 7/11.

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Beyoncé – 7/11

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Beyoncé – Ring Off

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Charli XCX: “Breaking Up”

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Como reforçado desde o lançamento de Superlove, ainda em 2013, a sonoridade explorada por Charli XCX em Sucker (2014) parece bem diferente do material apresentado em True Romance (2013). Mesmo que bases eletrônicas e pequenas adaptações do pop acompanhem de perto a voz da cantora em Boom Clap e Break The Rules, uma atenta audição logo revela o completo domínio das guitarras. Bem explorado no single anterior, Gold Coins, o instrumento ganha ainda mais destaque com a inédita Breaking Up.

Quarta faixa do novo álbum de XCX, a composição sustenta em poucos minutos um acervo de acordes rápidos e versos grudentos, típicos da cantora. Além da interferência de Patrik Berge, principal produtor do trabalho, Breaking Up conta com a presença do guitarrista sueco Markus Krunegård. Oficialmente, a estreia de Sucker está agendada para o dia 16 de dezembro.

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Charli XCX – Breaking Up

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SZA: “Sobriety

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Mesmo que Solana Rowe tenha explorado uma sonoridade menos complexa ao longo do primeiro álbum de estúdio como SZA, Z (2014), encarar o trabalho da artista norte-americana como “comercial” seria um erro. Pelo menos até agora. Passados alguns meses desde o lançamento do disco pelo mesmo selo de Kendrick Lamar e Schoolboy Q, o Top Dawg Entertainment, Rowe está de volta com a inédita Sobriety, uma de suas composições mais sensíveis e, pela primeira vez, talvez próxima de alcançar o grande público.

Cercada por um assertivo time de produtores, incluindo Stephen Bruner (Thundercat), responsável pelas linhas de baixo e toda a ambientação nostálgica da faixa, Rowe cresce com naturalidade. Em um universo que poderia ser de Beyoncé no álbum 4 (2011), ou mesmo Portishead no clássico Dummy (1994), SZA espalha confissões, testa os limites da própria voz e ainda seduz com facilidade o ouvinte, hipnotizado até os últimos segundos da faixa.

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SZA – Sobriety

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Sleigh Bells: “That Did It” (Feat. Tink)

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Em 2013 Derek E. Miller e Alexis Krauss resolveram mergulhar de vez na música pop. Ainda que os ruídos preencham toda a extensão do mediano Bitter Rivals, terceiro álbum de estúdio da dupla nova-iorquina, são os constantes diálogos com o público médio, melodias acessíveis e bases delicadas que realmente movimentam a obra. Acerto ou erro, não importa, ao lado da rapper Tink o duo apresenta a “sequência” That Did It, uma espécie de expansão do material apresentado há poucos meses.

De um lado, os ruídos característicos da guitarra de Miller, no outro, a sutileza vocal de Krauss e Tink, esta última responsável pelos instantes mais acelerados que sustentam a composição. Construída a partir de retalhos de antigas músicas do SB, That Did It foi gravada em Nova York e apresentada pelo Red Bull Sound Select. Além do registro de 2010, a dupla ainda conta com dois ótimos álbuns, Treats (2010) e Reign of Terror (2012).

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Sleigh Bells – That Did It (Feat. Tink)

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Charli XCX: “Gold Coins”

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Embora cercada por nomes como Cashmere Cat, Ariel Rechtshaid e Rostam Batmanglij (Vampire Weekend), grande parte do material desenvolvido por Charli XCX para Sucker (2014) conta com a produção e interferência do músico sueco Patrik Berger. Velho conhecido de veteranas como Robyn ou mesmo de artistas recentes, caso de Icona Pop e Lana Del Rey, Berger vem colaborando com XCX desde a breve parceria em You’re the One de True Romance (2013), sendo o principal parceiro da cantora na recém-lançada Gold Coins.

Perfeita representação das guitarras que acompanham a artista desde o primeiro álbum, a nova faixa soa tão íntima do último trabalho de XCX como do ainda quente Night Time, My Time (2013) de Sky Ferreira. Com previsão de lançamento para o dia 16 de dezembro, Sucker conta com lançamento pelos selos Asylum, Atlantic e Neon Gold. Ouça a nova música:

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Charli XCX – Gold Coins 

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Disco: “Broke With Expensive Taste”, Azealia Banks

Azelia Banks
Hip-Hop/Rap/Electronic
http://www.azealiabanks.com/

Por: Cleber Facchi

As batidas, versos rápidos e ritmo crescente de 212 servem como um aviso: Azealia Banks é uma artista movida pela pressa. Em um intervalo de poucos meses desde a estreia com o primeiro single oficial, a rapper nova-iorquina despejou um bem sucedido EP – 1991 (2012) -, quase 20 composições inéditas dentro da mixtape Fantasea e toda uma avalanche de músicas avulsas, parcerias e remixes em diferentes plataformas da web. O motivo para tamanha euforia? Preparar o terreno e deixar o público aquecido antes do debut Broke With Expensive Taste.

Mesmo a ânsia de Banks e explícito desejo do público seriam insuficientes para atender às exigências do selo Interscope, antiga casa da rapper. Insatisfeita com o resultado do trabalho, a gravadora fez com que o disco inicialmente previsto para setembro de 2012 fosse constantemente alterado em estúdio, tendo a data de lançamento adiada por diversas vezes. Enfurecida, no Twitter a artista não economizou nos ataques ao selo, implorando publicamente para que fosse demitida ou contratada pela concorrente Sony. O resultado não poderia ser outro: a rapper acabou demitida da Interscope.

Naturalmente apressada, Banks resolveu não esperar até janeiro de 2015 – prazo divulgado pela nova distribuidora, a Prospect Park -, antecipando sem aviso prévio (e sob o próprio selo) a entrega do trabalho para o último dia seis de novembro. Fim da novela, é hora de apreciar na íntegra o catálogo de 16 faixas desenvolvidas pela rapper (além do time vasto de produtores) desde 2011. Todavia, com tamanho atraso e diversas (re)adequações em estúdio, não teria esgotado o “prazo de validade” do registro?

A resposta é clara: não. Broke With Expensive Taste é exatamente o registro de Banks batalhou para lançar em 2012, porém, acabou vetado pela Interscope em razão do caráter “anárquico” de suas composições. Ainda que Chasing Time, Soda e demais faixas do registro sejam capazes de adaptar o trabalho da rapper ao grande público – alvo óbvio da gravadora -, parte expressiva do material esbarra em arranjos, temas e vozes pouco usuais para os padrões comerciais. Observado com atenção, BWET é muito mais uma nova mixtape de Banks do que um homogêneo registro de estúdio em si. Continue reading

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