Tag Archives: Female Vocalists

Resenha: “Love You to Death”, Tegan and Sara

Artista: Tegan and Sara
Gênero: Indie Pop, Synthpop, Pop
Acesse: http://teganandsara.com/

 

Em 2013, com o lançamento de Heartthrob, as irmãs Tegan e Sara Quin assumiram de vez a busca por um som cada vez mais pop, dançante e íntimo das experiências musicais testadas ao longo de toda a década de 1980. Entre faixas como Closer e I Was a Fool, a explícita desconstrução do material intimista incorporado nos iniciais If It Was You (2002) e So Jealous (2004), conceito que se repete em cada uma das canções do recente Love You to Death (2016, Vapor / Warner Bros).

Oitavo álbum de estúdio da dupla canadense, o registro que conta com produção assinada pelo veterano Greg Kurstin (Lily Allen, Kelly Clarkson) faz de cada fragmento musical um componente pegajoso, acessível aos mais variados públicos. Da abertura do disco, em That Girl, passando por músicas como Stop Desire e Boyfriend – dois dos melhores exemplares da música pop em 2016 –, uma coleção de faixas capazes de “seduzir” em poucos instantes.

A principal diferença em relação ao material entregue há três anos está no completo refinamento dos versos e melodias que preenchem o disco. Ao mesmo tempo em que cada canção se projeta como um típico exemplar da música pop, arrastando o ouvinte para as pistas, Tegan e Sara Quin detalham um mundo de desilusões, medos e confissões sentimentais. Histórias que ultrapassam os limites da vida particular da dupla e acabam dialogando com os mais variados indivíduos.

Você me trata como seu namorado / E confiem em mim como seu melhor amigo / Mas eu não quero mais ser o seu segredo”, desabafa o eu lírico da grudenta Boyfriend, música que explora a tumultuada história de amor de um casal que se relaciona em segredo. Já em Dying To Know, quarta faixa do disco, a dolorosa reflexão de uma personagem que acaba iludida em meio a diversas tentativas de reatar com a ex – “Eu deixei um pouco de luz na escuridão / Causar um apagão dentro do meu coração”. Continue reading

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Puro Instinct: “Peccavi”

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Com o lançamento de Tell Me, há poucas semanas, Piper e Sky Kaplan reforçaram de forma natural o diálogo com a música produzida na década de 1980. Do uso de batidas ecoadas ao toque dançante dos sintetizadores, todos os fragmentos da canção se agrupam de forma a revelar um material típico da música produzida há mais de três décadas, preferência que se repete de forma “transformada” dentro da nova canção da dupla: Peccavi.

Ao mesmo tempo em que dialoga com o passado, efeito da instrumentação empoeirada e sintetizadores que se espalham do primeiro ao último ato da canção, o vocal límpido das duas irmãs indica a inevitável aproximação com o presente. Uma fuga não apenas de grande parte das referências da dupla, mas do próprio som caseiro que marca Headbangers In Ecstacy, álbum de estreia do Puro Instinct lançado em 2011.

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Puro Instinct – Peccavi

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Bat For Lashes: “Joe’s Dream”

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Do momento em que disse “sim”, ao apresentar a delicada I Do, Natasha Khan apresentou ao público o conceito que move o quarto álbum de estúdio do Bat For Lashes. Em The Bride (2016), sucessor do ótimo The Haunted Man (2012), a cantora e compositora britânica explora a temática do casamento sob um novo ponto de vista, detalhando a história de uma noiva que perder o amado em um acidente de carro a caminho da celebração.

Depois de uma sequência de canções densas como Sunday Love e In God’s House, Khan está de volta com mais uma canção inédita. Em Joe’s Dream, assim como nas demais composições entregues pela artista, a beleza do material fica por conta da delicada manipulação dos sintetizadores e instrumentos sóbrios, sempre ao fundo da canção, destacando de forma explícita a voz forte da cantora, marcada pela tristeza do primeiro ao último verso.

The Bride (2016) será lançado no dia 01/07 pelo selo Parlophone.

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Bat For Lashes – Joe’s Dream

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Disco: “Yoncalla”, Yumi Zouma

Artista: Yumi Zouma
Gênero: Indie Pop, Alternative, Synthpop
Acesse: http://www.yumizouma.com/

 

Dois anos após o lançamento do primeiro EP de inéditas, Christie Simpson e os parceiros Sam Perry, Charlie Ryder e Josh Burgess continuam em busca do mesmo som leve que serviu de base para faixas como The Brae e A Long Walk Home For Parted Lovers. Em Yoncalla (2016, Cascine), primeiro álbum de estúdio do quarteto neo-zelandês, uma extensão evidente do som delicado que apresentou a banda, base de cada uma das 10 composições que se espalham sem pressa no interior da obra.

Sintetizadores e batidas sempre comportadas, arranjos de guitarra levemente dançantes, flutuando entre os instantes finais da cena Disco e a boa fase da década de 1980. Durante pouco mais de 30 minutos – tempo de duração do álbum –, todos os elementos parecem flutuar em uma delicada espiral de ideias e referências. Uma atmosfera acolhedora, levemente empoeirada, como se diferentes épocas e tendências musicais fossem amarradas dentro de uma linguagem própria do quarteto.

Muito além do diálogo com a música concebida há mais de quatro décadas, Yoncalla firma em cada composição uma ponte declarada para diferentes obras vindas da cena sueca. São fragmentos de voz, temas eletrônicos e arranjos que esbarram no trabalho de artistas como jj, The Tough Alliance e principalmente no som o extinto duo Air France. Importante lembrar que em 2014, meses após a entrega do primeiro EP do grupo neo-zelandês, o mesmo projeto foi “ressuscitado” pelo Yumi Zouma lançamento de It Feels Good To Be Around You.

Obra de detalhes, Yoncalla sobrevive do minimalismo exato de suas canções. Um sintetizador estratégico em Keep It Close to Me, as alterações na voz que sustenta Remember You at All, o toque de “bossa nova” nas guitarras de Better When I’m by Your Side. Encaixes que se revelam ao público em pequenas doses, como se uma atmosfera essencialmente sutil servisse de base para o disco, delicado até na imagem de capa – uma ilustração que oculta o rosto dos quatro integrantes da banda. Continue reading

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Resenha: “Strangers”, Marissa Nadler

Artista: Marissa Nadler
Gênero: Folk, Dream Pop, Alternative
Acesse: http://www.marissanadler.com/

 

Com mais de uma década de carreira, Marissa Nadler continua a produzir o mesmo tipo de som doloroso e intimista que foi apresentado no inaugural Ballads of Living and Dying (2004). Versos que passeiam pelo universo romântico/doloroso da musicista, sempre disposta a confessar os próprios tormentos e desilusões a cada novo registros de inéditas. Um delicado exercício de exposição sentimental que se reforça com a chegada de Strangers (2016, Sacred Bones / Bella Union), sétimo e mais recente álbum de estúdio da cantora norte-americana.

Sucessor do delicado July (2014), um dos trabalhos mais coesos de toda a discografia de Nadler, Strangers sustenta na temática da separação um assertivo componente para amarrar as diferentes fases e composições que se relacionam diretamente com elementos da vida pessoal da cantora. Um espaço onde personagens metafóricos (Katie I Know, Janie In Love) e relatos pessoais (Hungry Is The Ghost, All The Colors of The Dark) dançam de forma lenta e melancólica.

Inaugurado pela densa Divers of The Dust, o registro de 11 faixas lentas parece pensado para sufocar o ouvinte em poucos segundos. Pianos e vozes sempre profundas, tocantes, como se cada nota de Nadler fosse encarada como a última, a mais dolorosa. Arranjos e versos explorados como parte de um único componente orquestrado pela dor. Lamentos que não apenas se relacionam com o que há de mais triste na vida de qualquer indivíduo apaixonado, como perturbam de maneira propositada.

Assim como no álbum apresentado há dois anos, Nadler flutua com naturalidade entre a timidez da música folk, marca dos primeiros registros de estúdio, e o som enevoado, gótico, que tanto caracteriza a sequência de obras pós-Little Hells (2009). Uma extensão menos “raivosa” e polida do mesmo material entregue pela conterrânea Chelsea Wolfe em Abyss, de 2015. Duas frentes distintas de canções, mas que se abraçam em uma ambientação homogênea, por vezes claustrofóbica como Nothing Feels The Same e demais faixas no encerramento do disco indicam. Continue reading

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Resenha: “Oh No”, Jessy Lanza

Artista: Jessy Lanza
Gênero: Electronic, R&B, Synthpop
Acessehttp://jessylanza.com/

 

Jessy Lanza parece seguir um caminho completamente isolado em relação ao trabalho de grande parte das cantoras norte-americanas. Longe de um enquadramento óbvio, comercial, cada trabalho assinado pela produtora de Hamilton, Canadá, dança em meio a reverberações nostálgicas da década de 1980. Vozes e arranjos eletrônicos que replicam grande parte dos conceitos incorporados há mais de três décadas, base do recém-lançado Oh No (2016, Hyperdub), segundo e mais recente álbum de inéditas da artista.

Delicada continuação do material apresentado em Pull My Hair Back, de 2013, o novo registro mostra a evolução de Lanza em relação ao uso da própria voz. Longe do conceito “instrumental” do disco anterior, trabalho que explora os vocais como mero complemento para a base eletrônica das canções, em Oh No a voz da cantora se destacam. Da abertura, em New Ogi, passando por músicas como Never Enough e It Means I Love You, pela primeira vez Lanza soa como protagonista da própria obra.

Acompanhada de perto por Jeremy Greenspan, uma das metades do projeto canadense Junior Boys, Lanza encara o registro como uma obra de completa exposição. Em cada uma das 10 faixas do disco, um sussurro romântico da cantora, como se desilusões amorosas e conflitos recentes servissem de base para o trabalho da canadense. “Quando você olha nos meus olhos / Isso significa que eu te amo“, canta em It Means I Love You, um fino exemplo da temática confessional que invade o disco.

Longe de parecer uma novidade dentro do repertório de Lanza, vide composições como Strange Emotion e Keep Moving, do trabalho anterior, em Oh No, o amor e toda a base sentimental da compositora se destaca pela forma essencialmente honesta como os versos são explorados no interior de cada música. Músicas como Never Enough e Could Be U que mostram um aspecto “universal” do amor, preferência que dialoga diretamente com o trabalho de Kelela, FKA Twigs e outros nomes do novo R&B. Continue reading

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Maria Usbeck: “Jungla Inquieta”

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Mais conhecida pelo trabalho em parceria com a banda Selebrities, a cantora e compositora norte-americana Mair Usbeck segue divulgando o primeiro álbum em carreira solo: Amparo (2016). Com produção assinada por Caroline Polacheck (Chairlift, Ramona Lisa), o projeto parece seguir um caminho bem diferente do Dream Pop/Synthpop explorado com os antigos companheiros de banda, mudança evidente em faixas como Moai Y YoUno De Tus Ojos, lançadas há poucas semanas.

Entretanto, em Jungla Inquieta, mais recente criação de Usbeck, um delicado regresso ao mesmo material produzido com o Selebrities. Trata-se de um som levemente experimental, acolhedor na voz marcante da cantora, porém, distante do “folk” explorado nos últimos lançamentos da artista. Difícil não perceber a interferência de Polacheck, resgatando parte das batidas e ambientações testadas há dois anos no primeiro álbum como Ramona Lisa, Arcadia (2014).

Amparo (2016) será lançado no dia 27/05 pelo selo Cascine.

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Maria Usbeck – Jungla Inquieta

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Resenha: “Mahmundi”, Mahmundi

Artista: Mahmundi
Gênero: Synthpop, R&B, Pop
Acesse: https://www.facebook.com/mahmundionline/

 

Marcela Vale passou os últimos quatro anos colecionando hits. Do som empoeirado de Efeito das Cores, EP lançado em 2012, passando pelo R&B melancólico que cresce em Setembro, bem-sucedido registro de 2013, cada trabalho assinado pela cantora e compositora carioca parece estreitar a relação entre o pop nostálgico da década de 1980 e a som que marca o presente cenário. Uma colisão de ideias, melodias e vozes que acabou resultando em faixas como Calor do Amor e Sentimento – vencedora na categoria Nova Canção no Prêmio Multishow de 2014 –, base para a pequena “coletânea” que marca a homônima estreia da jovem artista.

Das dez composições entregues pela cantora, apenas cinco foram produzidas especialmente para o registro – que conta com distribuição pelo selo StereoMono, casa de artistas como Jaloo e Boogarins. Quase sempre, Calor do Amor e Desaguar, resgatadas de Efeito das Cores; Leve inicialmente apresentada no EP Setembro, enquanto Sentimento, faixa de encerramento do disco, foi originalmente lançada em 2014. Canções já conhecidas do público fiel da artista, porém, musicalmente reformuladas, íntimas da mesma ambientação límpida que orienta o restante do trabalho.

De essência melancólica, intimista, cada faixa cresce como um delicado exercício de exposição sentimental. “Quando tudo terminar enfim / Meu desejo transformado em saudade Te espero, te espero, te espero / Não vá”, desaba Mahmundi em Azul, uma síntese de toda a tristeza que corrompe a obra. Em Eterno Verão, primeiro single do trabalho, uma extensão “comercial” do mesmo tom confessional e amargo que rege o álbum. “E é tão fácil, tão mágico, se perder no coração”, canta Vale enquanto guitarras e sintetizadores dialogam com o mesmo som pegajoso de Guilherme Arantes.

Composição que mais se distancia do restante da trabalho, Meu Amor cria uma espécie de ponte inusitada para o R&B da década de 1990. “Meu amor por favor / A certeza vai habitar e a cabeça agradecer / Pela noite com você”, canta Mahmundi enquanto as batidas e sintetizadores crescem lentamente, revelando uma composição que poderia facilmente ocupar um espaço em qualquer trilha sonora de novela. Difícil não lembrar do trabalho produzido pela britânica Jessie Ware, influência confessa de Vale e um evidente alicerce em grande parte das canções que recheiam o disco. Continue reading

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Resenha: “Honey”, Katy B

Artista: Katy B
Gênero: Electronic, Pop, R&B
Acesse: http://www.katybofficial.com/

 

Katy B está longe de parecer a artista que debutou no começo da presente década com Katy on a Mission e a dançante Louder. Depois de dois álbuns de estúdio bem-sucedidos – On a Mission (2011) e Little Red (2014) –, a cantora e compositora britânica encara o terceiro registro de inéditas como o trabalho mais “complexo” de toda a carreira. Uma obra colaborativa, escrita em totalidade pela artista inglesa, porém, musicalmente fragmentada entre diferentes produtores.

Intitulado Honey (2016, Rinse / Virgin EMI), o trabalho de 13 faixas se projeta como uma continuação do material apresentado nos dois últimos trabalhos de Kathleen Brien – verdadeiro nome da artista inglesa. Músicas que passeiam pelo mesmo R&B melancólico testado em Little Red (Who Am I, Water Rising), esbarram nas batidas de On a Mission (Calm Down, Lose Your Head) e ainda replicam conceitos inicialmente incorporados nos primeiros singles da cantora (So Far Away).

Trata-se de uma obra essencialmente versátil. Enquanto a autointitulada faixa de abertura parece ancorada no meio da década de 1990, detalhando sintetizadores e vozes melódicas, típicas de artistas como Aaliyah, em Who Am I, segunda canção do disco e peça produzida pelo norte-americano Diplo, um diálogo com o mesmo pop de Rihanna e outros nomes recentes. Pouco mais de 50 minutos, tempo suficiente para que Brien e o time de parceiros sejam capazes de brincar com os arranjos e ritmos.

Em se tratando dos versos que recheiam a obra, a mesma base sentimental. São letras essencialmente confessionais, dolorosas, estímulo para grande parte da obra. “Quem sou eu se não estou te amando? / Quem sou se você não está me amando?”, questiona Brien em Who Am I, perfeita síntese de todo o romantismo que recheia o disco. “É tarde demais / Ele enterrou na minha alma / No fundo”, canta em Calm Down, faixa que ultrapassa o universo da cantora para explorar a relação turbulenta de um casal. Continue reading

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Marissa Nadler: “Katie I Know”

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Anunciado em fevereiro deste ano, Strangers (2015) é o nome do novo álbum de estúdio da cantora e compositora norte-americana Marissa Nadler. Sucessor do excelente July – um dos 50 melhores discos internacionais de 2014 –, o registro deve seguir a trilha melancólica explorada pela artista desde o começo de carreira, percepção reforçada durante o lançamento de Janie in Love All the Colors of the Dark, além da recém-lançada Katie I Know.

Em um fino exercício de exposição vocal, Nadler detalha uma coleção melancólicos, sempre intimistas, centrados no próprio cotidiano da artista. Ao fundo da canção, os arranjos de Eyvind Kang, parceiro de longa data da musicista e também colaborador em obras como Feels (2005), do Animal Collective, The Crane Wife (2006), do coletivo The Decemberists, além de outros artistas como Sun O))) e Six Organs Of Admittance.

Strangers (2016) será lançado no dia 20/05 pelo selo Sacred Bones.

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Marissa Nadler – Katie I Know

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