Tag Archives: Flume

AlunaGeorge: “I Remember” (VÍDEO)

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Você não precisa de muito esforço para perceber que o som produzido pela dupla AlunaGeorge em I Remember (2016) está longe de parecer o mesmo de Body Music (2013). Como explícito desde o lançamento de I’m In Control, parceria com o rapper Popcaan e primeiro single do novo álbum de estúdio da dupla, Aluna Francis e o sempre discreto George Reid estão em busca de um som cada vez mais pop, comercialmente acessível e íntimo da EDM.

Em parceria com o australiano Flume, o trio (?) acaba de apresentar a inédita faixa-título do novo trabalho. Uma adaptação do mesmo R&B eletrônico testado no registro de 2013, porém, decorado com uma série de elementos típicos de artistas como Years & Years, MØ e, em menor escala, Troye Sivan e Justin Bieber. Uma espécie de fuga das batidas e arranjos essencialmente complexos de Your Drums, Your Love, Best Be Believing e todo o acervo entregue há três anos.

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AlunaGeorge – I Remember

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Lari Pádua: “Concrete”

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Quando surge uma artista talentosa, que mistura Trip Hop com o novo R&B, isso em terras tropicais, temos que ficar de olho. Da selva de concreto para o mundo, Lari Pádua, uma cantora e produtora criativa que resolveu abusar das combinações de batidas quebradas, sintetizadores intimistas e uma voz doce, que deu como resultado o seu EP de estréia. Concrete nada mais é que um registro minimalista com cinco canções experimentais, lançado essa semana, mas que promete ficar muito tempo em nossos ouvidos. Produzido pela artista com alguns instrumentos e software de produção Logic, Larissa recria e distorce elementos, criando uma atmosfera pessoal e de certa forma orgânica.

Concrete é o primeiro trabalho solo de Lari Pádua e foi inspirado nos ensaios fotográficos feito por Pádua há alguns anos atrás sobre a cidade de São Paulo. A arquitetura da cidade fez pensar sobre as relações humanas, elementos e atitudes como concreto, conexões pessoais, corrosão ao longo do tempo e como reagimos a este processo, a construção de bloqueios ao nosso núcleo, com medo de ser exposto ao mundo. Depois de estudar cinema e fotografia, acabou voltando para o mundo da música, no qual apesar de já tocar diversos instrumentos, achava que não era possível criar algo que fosse apreciado ou que transmitisse suas ideias. Com o passar dos anos e com uma experiência com audiovisual, criou uma banda com um amigo, com foco em trilhas sonoras, mas a inspiração tomou conta de Larissa, que começou a produzir seu EP solo, fugindo de sons comerciais e transmitindo seus sentimentos atuais.

Influenciada por artistas como The XX, Sigur Rós, Massive Attack, Frank Ocean e Flume, a mulher de 26 anos, também é ouvinte assídua de ritmos e gêneros como música clássica, jazz, rock, hip-hop e house music, por isso pode ser ouvido elementos de cada estilo diferente nas camadas desse pequeno registro. No fim, a multi-instrumentista, abusou de bases eletrônicas, de sua afinidade com a guitarra e de sua voz por vezes falha, mas muito carismática e até sensual, criando uma obra pra nenhum fã de James Blake ou Portishead botar defeito. O disco está disponível gratuitamente para audição nas redes sociais da artista.

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Arcade Fire: “Afterlife” (Flume Remix)

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Desde que foi apresentada em um Lyric Vídeo no último ano, Afterlife mantém um lugar de destaque dentro do (já riquíssimo) acervo de músicas do Arcade Fire. Facilmente uma das melhores canções apresentadas pelo coletivo canadense dentro do quarto álbum de estúdio, Reflektor (2013), a faixa passa agora por uma expressiva transformação nas mãos do australiano Flume, responsável por alterar a criação de Win Butler de forma forma a conceber um invento quase particular.

Assim como fez em Tennis Court da cantora Lorde, ou em qualquer faixa que passou recentemente por suas mãos, Flume desmonta a versão original da música para conquistar agora mais de 10 minutos de novas ambientações, uso da vozes e batidas totalmente reformuladas. Não chega a superar a versão original – que ainda funciona de forma muito mais coesa nas pistas -, mas serve para revelar novos aspectos sobre o trabalho da banda canadense. Ouça e tire suas próprias conclusões:

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Arcade Fire – Afterlife (Flume Remix)

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Lorde: “Tennis Court” (Flume Remix)

Lorde

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Flume pode passar certo tempo até aparecer com algum novo invento de verdadeira relevância, mas quando ele se inspira, mesmo, algo mágico acontece. Dessa vez a escolhida para se transformar nas mãos do produtor australiano que passou recentemente pelo Lollapalooza Brasil foi ninguém menos do que a “vizinha” Lorde. Royals? Que nada, Flume resolveu investir todas as suas cartas em Tennis Court, composição de longa data da cantora, mas que surge transformada nas mãos do produtor.

Concentrando as atenções nos pequenos atos da música, bem como os vocais cíclicos da artista, Flume transforma a música da artista neozelandesa em uma composição apenas dele. Começa pequena, cresce no meio e explode nos momentos finais. Tudo em uma atmosfera específica do produtor, meio ambient, meio Hip-Hop. Não serve para dançar na balada (infelizmente), mas funciona com acerto para você aquecer em casa.

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Lorde – Tennis Court (Flume Remix)

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Ta-Ku: “We Were In Love”

Ta-Ku

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Quem conhece o trabalho do australiano Ta-Ku sabe da capacidade do produtor em brincar com diferentes texturas em um cenário totalmente climático e hipnótico. Dono de uma sequência de boas composições e remixes que incluem Justin Timberlake, The Presets, Flume e uma série de outros artistas, o produtor está de volta com mais uma composição autoral: We Were In Love. Desenvolvida em cima de pequenas colagens minimalistas, a faixa esbarra em respiros, batidas comportadas e vozes que lembram uma versão desacelerada do que Ryan Hemsworth conquistou recentemente no EP Still Awake. Brincando com vozes em japonês e uma base que lentamente é acrescida de sintetizadores, a canção anuncia a chegada do próximo EP de Ta-Ku, previsto para o próximo mês.

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Ta-Ku – We Were In Love

 

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