Artista: AlunaGeorge
Gênero: Pop, Eletrônica, Dance
Acesse: http://www.alunageorge.com/

 

Batidas quentes, um refrão pegajoso, rimas de Popcaan e o explícito diálogo com a EDM. Lançada em março deste ano, I’m in Control parecia anunciar a mudança de direção assumida pela dupla inglesa AlunaGeorge. Longe do som intimista, flertes com o R&B e texturas eletrônicas de Body Music (2013), Aluna Francis e o parceiro George Reid decidiram ampliar os próprios limites, fazendo do segundo álbum de estúdio, I Remember (2016, Island), a passagem para um novo time de colaboradores.

Produzido em um intervalo de quase dois anos, o registro de 12 faixas nasce como uma fuga declarada do som produzido pela dupla britânica desde o primeiro EP, You Know You Like It, de 2012. Longe do minimalismo incorporado em músicas como Best Be Believing e Kaleidoscope Love, o álbum revela ao público uma coleção de batidas fortes, novos ritmos e até adaptações do mesmo som produzido por gigantes como Major Lazer, Skrillex e Justin Bieber.

Mas será que I Remember é tão diferente assim do material produzido anteriormente pela dupla? Da voz picotada que se transforma na base da faixa-título ao jogo atento das batidas em Full Swing, não há como negar que a essência de Body Music parece preservada. Ainda que em uma primeira audição seja difícil estabelecer uma conexão entre os dois trabalhos, faixa após faixa, Francis, Reid e o time de convidados do disco se concentram em ampliar de forma comercial o som produzido há três anos.

Distante dos holofotes, fotos de divulgação e até das apresentações ao vivo da dupla, Reid se concentra apenas na produção do material em estúdio. Ponto central da obra, é justamente o produtor que acaba evitando um possível desequilíbrio do disco. Mesmo cercado de novos colaboradores – como Flume e Zhu –, Raid em nenhum momento permite que o álbum fuja do controle, detalhando texturas eletrônicas e batidas que sustentam o disco até a derradeira Wanderlust.

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. Você não precisa de muito esforço para perceber que o som produzido pela dupla AlunaGeorge em I Remember (2016) está longe de parecer o mesmo de Body Music (2013). Como explícito desde o lançamento de I’m In Control, parceria com o rapper Popcaan e primeiro single do novo álbum de estúdio da dupla, Aluna Francis e o sempre discreto George Reid estão em busca de um som cada vez mais pop, comercialmente acessível e íntimo da EDM. Em parceria com o australiano Flume, o trio (?)…Continue Reading “AlunaGeorge: “I Remember” (VÍDEO)”

Quando surge uma artista talentosa, que mistura Trip Hop com o novo R&B, isso em terras tropicais, temos que ficar de olho. Da selva de concreto para o mundo, Lari Pádua, uma cantora e produtora criativa que resolveu abusar das combinações de batidas quebradas, sintetizadores intimistas e uma voz doce, que deu como resultado o seu EP de estréia. Concrete nada mais é que um registro minimalista com cinco canções experimentais, lançado essa semana, mas que promete ficar muito tempo em nossos ouvidos. Produzido pela…Continue Reading “Lari Pádua: “Concrete””

. Desde que foi apresentada em um Lyric Vídeo no último ano, Afterlife mantém um lugar de destaque dentro do (já riquíssimo) acervo de músicas do Arcade Fire. Facilmente uma das melhores canções apresentadas pelo coletivo canadense dentro do quarto álbum de estúdio, Reflektor (2013), a faixa passa agora por uma expressiva transformação nas mãos do australiano Flume, responsável por alterar a criação de Win Butler de forma forma a conceber um invento quase particular. Assim como fez em Tennis Court da cantora Lorde, ou em qualquer…Continue Reading “Arcade Fire: “Afterlife” (Flume Remix)”

. Flume pode passar certo tempo até aparecer com algum novo invento de verdadeira relevância, mas quando ele se inspira, mesmo, algo mágico acontece. Dessa vez a escolhida para se transformar nas mãos do produtor australiano que passou recentemente pelo Lollapalooza Brasil foi ninguém menos do que a “vizinha” Lorde. Royals? Que nada, Flume resolveu investir todas as suas cartas em Tennis Court, composição de longa data da cantora, mas que surge transformada nas mãos do produtor. Concentrando as atenções nos pequenos atos da música,…Continue Reading “Lorde: “Tennis Court” (Flume Remix)”

. Quem conhece o trabalho do australiano Ta-Ku sabe da capacidade do produtor em brincar com diferentes texturas em um cenário totalmente climático e hipnótico. Dono de uma sequência de boas composições e remixes que incluem Justin Timberlake, The Presets, Flume e uma série de outros artistas, o produtor está de volta com mais uma composição autoral: We Were In Love. Desenvolvida em cima de pequenas colagens minimalistas, a faixa esbarra em respiros, batidas comportadas e vozes que lembram uma versão desacelerada do que Ryan…Continue Reading “Ta-Ku: “We Were In Love””